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domingo, 12 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 12 de Outubro

 COLOMBO DESCOBRE AMÉRICA

    Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo, a serviço da coroa a Espanha, chega às ilhas Bahamas pensando estar na Índia e reivindica as terras para os reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela.

Colombo nasce em Gênova, hoje parte da Itália, em 1451. Marinheiro e empreendedor naval, acredita que a Terra é redonda e sonha em chegar a Catai (China), à Índia e às Ilhas das Especiarias (Indonésia) navegando no rumo oeste. Os europeus desconhecem a América e o Oceano Pacífico.

Na época, o caminho para as Índias está bloqueado pela tomada de Constantinopla pelos turcos do Império Otomano, em 29 de maio de 1453. Os portugueses dobram o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, em 1488 e Vasco da Gama chega à Índia em 1498.

O descobridor apresenta seus planos ao rei Dom João II, de Portugal, que rejeita a ideia. Os reis da Espanha também não se interessam nas primeiras tentativas.

A vitória sobre os árabes com a conquista de Granada e o fim do Império Andaluz, em janeiro de 1492, dá um impulso ao colonialismo espanhol. Os reis Fernando e Isabel decidem bancar a viagem.

Três pequenos navios – Santa Maria, Pinta e Niña – saem do porto de Palos, perto de Cádiz, no Sul da Espanha, em 3 de agosto, e aportam nas Bahamas, provavelmente na ilha de Watling, em 12 de outubro.

No mesmo mês, Colombo chega a Cuba imaginando se tratar da China. Em dezembro, encontra Hispaniola, a ilha hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana, acreditando estar no Japão e funda uma colônia com 39 de seus homens.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens ao Novo Mundo, mas morre em 1506 acreditando ter chegado às Índias. O continente se chama América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que participa das expedições exploradoras portuguesas de 1501 e 1503, depois do Descobrimento do Brasil, e descreve o continente como Novo Mundo.

Por causa do genocídio dos índios e da escravidão, hoje em dia, Colombo está sendo cancelado e suas estátuas derrubadas em vários lugares, especialmente nos Estados Unidos. A data é comemorada como Dia dos Povos Indígenas.

Um novo estudo genético realizado por cientistas espanhóis concluiu que Colombo era espanhol e judeu.

PRIMEIRA OKTOBERFEST

    Em 1810, o príncipe herdeiro da Baviera, futuro rei Luís I, casa com a princesa Therese von Sachsen Hildburghausen e a família real convida o povo de Munique para a festa, que inclui corridas de cavalos.

A comemoração é repetida no ano seguinte, dando origem à Oktoberfest, celebrada anualmente do fim de setembro ao primeiro domingo de outubro, com consumo anual estimado de 3,79 milhões de litros de cerveja.

Blumenau, em Santa Catarina, faz a maior Oktoberfest fora da Alemanha.

URSS LIDERA CORRIDA ESPACIAL

    Em 1964, depois de lançar o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik e de enviar o primeiro homem (Yuri Gagarin) e a primeira mulher ao espaço (Valentina Tereshkova), a União Soviética põe em órbita a primeira nave espacial, a Voshkod 1, com mais de uma pessoa a bordo: Vladimir Komarov, Konstantin Feoktistov e Boris Yegorov.

A missão dura dois dias e é a primeira realizada sem trajes espaciais. Komarov seria a primeira vítima da corrida espacial, em 24 de abril de 1967, quando o paraquedas principal de amortecimento da queda da Soyuz 1 não abre e a nave se espatifa no solo.

TERROR CONTRA O USS COLE

    Em 2000, dois terroristas suicidas ligados à rede Al Caeda vão numa lancha de borracha até o navio norte-americano USS Cole, ancorado no porto de Áden, no Iêmen, e detonam uma bomba que mata 17 marinheiros e deixa outros 38 feridos.

O Cole para em Áden, na ponta sul da  Península Arábica, para reabastecer e voltar a patrulhar as sanções contra o Iraque de Saddam Hussein. Fica apenas quatro horas no porto, o que indica que os terroristas tinham informações precisas sobre o navio.

Os peritos norte-americanos que investigam o atentado buscam ligações dos terroristas com Ossama ben Laden, acusado pelos Estados Unidos pelos atentados contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, que mataram 224 pessoas, inclusive 22 norte-americanos.

Em resposta aos atentados na África, o presidente Bill Clinton ordena os bombardeios de uma fábricas de remédios no Sudão e as bases d'al Caeda no Afeganistão, uma das causas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

INFERNO NO PARAÍSO

    Em 2002, um ano, um mês e um dia depois dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, três bombas abalam a paz da paradisíaca ilha de Báli, na Indonésia, matando 202 pessoas e ferindo outras 200.

A primeira explosão, de uma bomba de 1,2 mil quilos, é diante da boate Sari Club. Aparentemente, tem como alvo turistas australianos. A Austrália deu a maioria da força de paz que garantiu a independência do Timor Leste da Indonésia em 1999, despertando a ira dos extremistas muçulmanos.

Outra bomba, escondida numa mochila, explode num bar. A terceira é detonada diante do consulado norte-americano.

O grupo terrorista Jemaah Islamiah reivindica autoria das três explosões. O mesmo grupo ataca o Hotel Marriott em Jacarta, a capital indonésia, em 2003, a Embaixada da Austrália na Indonésia em 2004 e faz atentados terroristas suicidas contra três restaurantes de Báli em 1º de outubro de 2005, quando morrem 22 pessoas.

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sábado, 12 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 12 de Outubro

COLOMBO DESCOBRE AMÉRICA

    Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo, a serviço da coroa a Espanha, chega às ilhas Bahamas pensando estar na Índia e reivindica as terras para os reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela.

Colombo nasce em Gênova, hoje parte da Itália, em 1451. Marinheiro e empreendedor naval, acredita que a Terra é redonda e sonha em chegar a Catai (China), à Índia e às Ilhas das Especiarias (Indonésia) navegando no rumo oeste. Os europeus desconhecem a América e o Oceano Pacífico.

Na época, o caminho para as Índias está bloqueado pela tomada de Constantinopla pelos turcos do Império Otomano, em 29 de maio de 1453. Os portugueses dobram o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, em 1488 e Vasco da Gama chega à Índia em 1498.

O descobridor apresenta seus planos ao rei Dom João II, de Portugal, que rejeita a ideia. Os reis da Espanha também não se interessam nas primeiras tentativas.

A vitória sobre os árabes com a conquista de Granada e o fim do Império Andaluz, em janeiro de 1492, dá um impulso ao colonialismo espanhol. Os reis Fernando e Isabel decidem bancar a viagem.

Três pequenos navios – Santa Maria, Pinta e Niña – saem do porto de Palos, perto de Cádiz, no Sul da Espanha, em 3 de agosto, e aportam nas Bahamas, provavelmente na ilha de Watling, em 12 de outubro.

No mesmo mês, Colombo chega a Cuba imaginando se tratar da China. Em dezembro, encontra Hispaniola, a ilha hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana, acreditando estar no Japão e funda uma colônia com 39 de seus homens.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens ao Novo Mundo, mas morre em 1506 acreditando ter chegado às Índias. O continente se chama América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que participou das expedições exploradoras portuguesas de 1501 e 1503 e descreveu o continente como Novo Mundo.

Por causa do genocídio dos índios e da escravidão, hoje em dia, Colombo está sendo cancelado e suas estátuas derrubadas em vários lugares, especialmente nos Estados Unidos. A data é comemorada como Dia dos Povos Indígenas.

Um novo estudo genético realizado por cientistas espanhóis concluiu que Colombo era espanhol e judeu.

PRIMEIRA OKTOBERFEST

    Em 1810, o príncipe herdeiro da Baviera, futuro rei Luís I, casa com a princesa Therese von Sachsen Hildburghausen e a família real convida o povo de Munique para a festa, que inclui corridas de cavalos.

A comemoração é repetida no ano seguinte, dando origem à Oktoberfest, celebrada anualmente do fim de setembro ao primeiro domingo de outubro, com consumo anual estimado de 3,79 milhões de litros de cerveja.

Blumenau, em Santa Catarina, faz a maior Oktoberfest fora da Alemanha.

URSS LIDERA CORRIDA ESPACIAL

    Em 1964, depois de lançar o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik e de enviar o primeiro homem (Yuri Gagarin) e a primeira mulher ao espaço (Valentina Tereshkova), a União Soviética põe em órbita a primeira nave espacial, a Voshkod 1, com mais de uma pessoa a bordo: Vladimir Komarov, Konstantin Feoktistov e Boris Yegorov.

A missão dura dois dias e é a primeira realizada sem trajes espaciais. Komarov seria a primeira vítima da corrida espacial, em 24 de abril de 1967, quando o paraquedas principal de amortecimento da queda da Soyuz 1 não abre e a nave se espatifa no solo.

TERROR CONTRA O USS COLE

    Em 2000, dois terroristas suicidas ligados à rede Al Caeda vão numa lancha de borracha até o navio norte-americano USS Cole, ancorado no porto de Áden, no Iêmen, e detonam uma bomba que mata 17 marinheiros e deixa outros 38 feridos.

O Cole para em Áden, na ponta sul da  Península Arábica, para reabastecer e voltar a patrulhar as sanções contra o Iraque de Saddam Hussein. Fica apenas quatro horas no porto, o que indica que os terroristas tinham informações precisas sobre o navio.

Os peritos norte-americanos que investigam o atentado buscam ligações dos terroristas com Ossama ben Laden, acusado pelos Estados Unidos pelos atentados contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, que mataram 224 pessoas, inclusive 22 norte-americanos.

INFERNO NO PARAÍSO

    Em 2002, um ano, um mês e um dia depois dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, três bombas abalam a paz da paradisíaca ilha de Báli, na Indonésia, matando 202 pessoas e ferindo outras 200.

A primeira explosão, de uma bomba de 1,2 mil quilos, é diante da boate Sari Club. Aparentemente, tem como alvo turistas australianos. A Austrália deu a maioria da força de paz que garantiu a independência do Timor Leste da Indonésia em 1999, despertando a ira dos extremistas muçulmanos.

Outra bomba, escondida numa mochila, explode num bar. A terceira é detonada diante do consulado norte-americano.

O grupo terrorista Jemaah Islamiah reivindica autoria das três explosões. O mesmo grupo ataca o Hotel Marriott em Jacarta, a capital indonésia, em 2003, a Embaixada da Austrália na Indonésia em 2004 e atentados terroristas suicidas contra três restaurantes de Báli em 1º de outubro de 2005, quando morrem 22 pessoas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 12 de Outubro

 COLOMBO DESCOBRE AMÉRICA

    Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo, a serviço da coroa a Espanha, chega às ilhas Bahamas pensando estar na Índia e reivindica as terras para os reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela.

Colombo nasce em Gênova, hoje parte da Itália, em 1451. Marinheiro e empreendedor naval, acredita que a Terra é redonda e sonha em chegar a Catai (China), à Índia e às Ilhas das Especiarias (Indonésia) navegando no rumo oeste. Os europeus desconhecem a América e o Oceano Pacífico.

Na época, o caminho para as Índias está bloqueado pela tomada de Constantinopla pelos turcos do Império Otomano, em 29 de maio de 1453. Os portugueses dobram o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, em 1488 e Vasco da Gama chega à Índia em 1498.

O descobridor apresenta seus planos ao rei Dom João II, de Portugal, que rejeita a ideia. Os reis da Espanha também não se interessam nas primeiras tentativas.

A vitória sobre os árabes com a conquista de Granada e o fim do Império Andaluz, em janeiro de 1492, dá um impulso ao colonialismo espanhol. Os reis Fernando e Isabel decidem bancar a viagem.

Três pequenos navios – Santa Maria, Pinta e Niña – saem do porto de Palos, perto de Cádiz, no Sul da Espanha, em 3 de agosto, e aportam nas Bahamas, provavelmente na ilha de Watling, em 12 de outubro.

No mesmo mês, Colombo chega a Cuba imaginando se tratar da China. Em dezembro, encontra Hispaniola, a ilha hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana, acreditando estar no Japão e funda uma colônia com 39 de seus homens.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens ao Novo Mundo, mas morre em 1506 acreditando ter chegado às Índias. O continente se chama América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que participou das expedições exploradoras portuguesas de 1501 e 1503 e descreveu o continente como Novo Mundo.

Por causa do genocídio dos índios e da escravidão, hoje em dia, Colombo está sendo cancelado e suas estátuas derrubadas em vários lugares, especialmente nos Estados Unidos. A data é comemorada como Dia dos Povos Indígenas.

PRIMEIRA OKTOBERFEST

    Em 1810, o príncipe herdeiro da Baviera, futuro rei Luís I, casa com a princesa Therese von Sachsen Hildburghausen e a família real convida o povo de Munique para a festa, que inclui corridas de cavalos.

A comemoração é repetida no ano seguinte, dando origem à Oktoberfest, celebrada anualmente do fim de setembro ao primeiro domingo de outubro, com consumo anual estimado de 3,79 milhões de litros de cerveja.

Blumenau, em Santa Catarina, faz a maior Oktoberfest fora da Alemanha.

URSS LIDERA CORRIDA ESPACIAL

    Em 1964, depois de lançar o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik e de enviar o primeiro homem (Yuri Gagarin) e a primeira mulher ao espaço (Valentina Tereshkova), a União Soviética põe em órbita a primeira nave espacial, a Voshkod 1, com mais de uma pessoa a bordo: Vladimir Komarov, Konstantin Feoktistov e Boris Yegorov.

A missão dura dois dias e é a primeira realizada sem trajes espaciais. Komarov seria a primeira vítima da corrida espacial, em 24 de abril de 1967, quando o paraquedas principal de amortecimento da queda da Soyuz 1 não abre e a nave se espatifa no solo.

TERROR CONTRA O USS COLE

    Em 2000, dois terroristas suicidas ligados à rede Al Caeda vão numa lancha de borracha até o navio norte-americano USS Cole, ancorado no porto de Áden, no Iêmen, e detonam uma bomba que mata 17 marinheiros e deixa outros 38 feridos.

O Cole para em Áden, na ponta sul da  Península Arábica, para reabastecer e voltar a patrulhar as sanções contra o Iraque de Saddam Hussein. Fica apenas quatro horas no porto, o que indica que os terroristas tinham informações precisas sobre o navio.

Os peritos norte-americanos que investigam o atentado buscam ligações dos terroristas com Ossama ben Ladeu, acusado pelos Estados Unidos pelos atentados contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, que mataram 224 pessoas, inclusive 22 norte-americanos.

INFERNO NO PARAÍSO

    Em 2002, um ano, um mês e um dia depois dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, três bombas abalam a paz da paradisíaca ilha de Báli, na Indonésia, matando 202 pessoas e ferindo outras 200.

A primeira explosão, de uma bomba de 1,2 mil quilos, é diante da boate Sari Club. Aparentemente, tem como alvo turistas australianos. A Austrália deu a maioria da força de paz que garantiu a independência do Timor Leste da Indonésia em 1999, despertando a ira dos extremistas muçulmanos.

Outra bomba, escondida numa mochila, explode num bar. A terceira é detonada diante do consulado norte-americano.

O grupo terrorista Jemaah Islamiah reivindica autoria das três explosões. O mesmo grupo ataca o Hotel Marriott em Jacarta, a capital indonésia, em 2003, a Embaixada da Austrália na Indonésia em 2004 e atentados terroristas suicidas contra três restaurantes de Báli em 1º de outubro de 2005, quando morrem 22 pessoas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 7 de Dezembro

RATIFICANDO A CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, com a votação de 30 delegados, Delaware é o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.

Pelos termos da Constituição, o documento precisa ser ratificado por 75% dos estados para entrar em vigor. Isso ocorre em 21 de junho de 1788, quando Novo Hampshire se torna o nono dos 13 estados a ratificar. A carta entra em vigor em 4 de março de 1789. 

ATAQUE A PEARL HARBOR

    Em 1941, às 7h55, o Império do Japão lança um ataque de surpresa contra a base da Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, mata 2.403 norte-americanos e destrói ou danifica 19 navios, levando os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA chamam a data de Dia da Infâmia. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Congresso e pede autorização para declarar guerra ao Japão. Na Câmara e no Senado, só há um voto contra, da deputada pacifista Jeanette Rankin, que votara contra a entrada na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1917.

Três dias depois, A Alemanha Nazista e a Itália Fascista, aliadas do Império do Japão, declaram guerra aos EUA. Em quatro anos de guerra, morreram 418,5 mil norte-americanos.

INDONÉSIA INVADE

    Em 1975, a Indonésia bombardeia Díli e invade o Timor Leste, na época uma ex-colônia de Portugal, que se saíra em agosto.

Mais de 100 mil timorense morrem nos primeiros meses da invasão.

Quando o sanguinário ditador Mohamed Suharto, que ordena a invasão, morre em 1998, o movimento pela independência ganha força. 

Em 1999, um plebicito aprova a independência, garantida por uma força de paz das Nações Unidas liderada pela Austrália. As primeiras eleições democráticas são realizadas em agosto de 2001. 

Em 12 de outubro de 2002, atentados terroristas de extremistas muçulmanos na paradisíaca ilha indonésia de Báli, tendo como principais alvos turistas australianos, matam 202 pessoas, inclusive 88 australianos.

TERREMOTO DA ARMÊNIA

    Em 1988, dois terremotos de 6,9 e 5,8 graus na escala aberta de Richter arrasa a então República Soviética da Armênia, matando 60 mil pessoas e destruindo meio milhão de prédios, entre eles quase todas as construções de má qualidade da era soviética.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 12 de Outubro

 COLOMBO DESCOBRE AMÉRICA

    Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo, a serviço da coroa a Espanha, chega às ilhas Bahamas pensando estar na Índia e reivindica as terras para os reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela.

Colombo nasceu em Gênova, hoje parte da Itália, em 1451. Marinheiro e empreendedor naval, acredita que a Terra é redonda e sonha em chegar a Catai (China), à Índia e às Ilhas das Especiarias (Indonésia) navegando no rumo oeste. Os europeus desconhecem a América e o Oceano Pacífico.

Na época, o caminho para as Índias está bloqueado pela tomada de Constantinopla pelos turcos do Império Otomano, em 29 de maio de 1453. Os portugueses dobram o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, em 1488 e Vasco da Gama chega à Índia em 1498.

O descobridor apresenta seus planos ao rei Dom João II, de Portugal, que rejeita a ideia. Os reis da Espanha também não se interessam depois das primeiras tentativas.

A vitória sobre os árabes com a conquista de Granada e o fim do Império Andaluz, em janeiro de 1492, dá um impulso ao colonialismo espanhol. Os reis Fernando e Isabel decidem bancar a viagem.

Três pequenos navios - Santa Maria, Pinta e Niña - saem do porto de Palos, perto de Cádiz, no Sul da Espanha, em 3 de agosto, e aportam nas Bahamas, provavelmente na ilha de Watling, em 12 de outubro.

No mesmo mês, Colombo chega a Cuba imaginando se tratar da China. Em dezembro, encontra Hispaniola, a ilha hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana, acreditando estar no Japão e funda uma colônia com 39 de seus homens.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens ao Novo Mundo, mas morre em 1506 acreditando ter chegado às Índias. O continente se chama América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que participou das expedições exploradoras portuguesas de 1501 e 1503 e descreveu o continente como Novo Mundo.

ORIGEM DA OKTOBERFEST

    Em 1810, o príncipe herdeiro da Baviera, futuro rei Luís I, casa com a princesa Therese von Sachsen Hildburghausen e a família real convida o povo de Munique para a festa, que inclui corridas de cavalos.

A comemoração é repetida no ano seguinte, dando origem à Oktoberfest, celebrada anualmente do fim de setembro ao primeiro domingo de outubro, com consumo anual estimado de 3,79 milhões de litros de cerveja.

URSS LIDERA CORRIDA ESPACIAL

    Em 1964, depois de lançar o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik e de enviar o primeiro homem (Yuri Gagarin) e a primeira mulher ao espaço (Valentina Tereshkova), a União Soviética põe em órbita a primeira nave espacial, a Voshkod 1, com mais de uma pessoa a bordo: Vladimir Komarov, Konstantin Feoktistov e Boris Yegorov.

A missão dura dois dias e é a primeira realizada sem trajes espaciais. Komarov seria a primeira vítima da corrida espacial, em 24 de abril de 1967, quando o paraquedas principal de amortecimento da queda da Soyuz 1 não abre e a nave se espatifa no solo.

TERROR CONTRA O USS COLE

    Em 2000, dois terroristas suicidas ligados à rede Al Caeda vão numa lancha de borracha até o navio norte-americano USS Cole, ancorado no porto de Áden, no Iêmen, e detonam uma bomba que mata 17 marinheiros e deixa outros 38 feridos.

O Cole para em Áden, na ponta sul da  Península Arábica, para reabastecer e voltar a patrulhar as sanções contra o Iraque de Saddam Hussein. Fica apenas quatro horas no porto, o que indica que os terroristas tinham informações precisas sobre o navio.

Os peritos norte-americanos que investigam o atentado buscam ligações dos terroristas com Ossama ben Ladeu, acusado pelos Estados Unidos pelos atentados contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, que mataram 224 pessoas, inclusive 22 norte-americanos.

INFERNO NO PARAÍSO

    Em 2002, um ano, um mês e um dia depois dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, três bombas abalam a paz da paradisíaca ilha de Báli, na Indonésia, matando 202 pessoas e ferindo outras 200.

A primeira explosão, de uma bomba de 1,2 mil quilos, é diante da boate Sari Club. Aparentemente, tem como alvo turistas australianos. A Austrália deu a maioria da força de paz que garantiu a independência do Timor Leste da Indonésia em 1999, despertando a ira dos extremistas muçulmanos.

Outra bomba, escondida numa mochila, explode num bar. A terceira é detonada diante do consulado norte-americano.

O grupo terrorista Jemaah Islamiah reivindica autoria das três explosões. O mesmo grupo ataca o Hotel Marriott em Jacarta, a capital indonésia, em 2003, a Embaixada da Austrália na Indonésia em 2004 e atentados terroristas suicidas contra três restaurantes de Báli em 1º de outubro de 2005, quando morrem 22 pessoas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Estado Islâmico reivindica ataque terrorista em Jacarta

Em comunicado divulgado na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a responsabilidade por uma ação terrorista no centro de Jacarta, a capital da Indonésia, que terminou com sete mortos, entre eles cinco terroristas, de acordo com a polícia.

A área ficou isolada por seis horas. A polícia encontrou no local cinco granadas. O ataque começou por volta de dez horas da manhã pela hora local (1h30 em Brasília) com a explosão de um homem-bomba diante de uma cafeteria da rede Starbucks perto da praça Sarinah Thamrin, no centro da cidade.

Em seguida, outros terroristas atacaram com tiros e granadas. Pouco depois, dois homens-bomba detonaram os explosivos que levavam junto ao corpo.

Maior país muçulmano do mundo, com 255 milhões de habitantes, a Indonésia foi alvo de terroristas em várias oportunidades. Em 12 de outubro de 2002, um atentado matou 202 pessoas na paradisíaca ilha de Báli, mas não havia um grande ataque desde 2009, quando sete pessoas morreram em ataques simultâneos a dois hotéis de luxo.

O atentado em Jacarta marca a instalação do Estado Islâmico no Sudeste Asiático, onde 22 grupos extremistas muçulmanos juraram lealdade ao califado proclamado em 29 de junho de 2014 por Abu Bakr al-Baghdadi, o líder supremo da milícia jihadista, como informa o sítio filipino Rappler.

A principal fonte do Rappler é o Centro Internacional sobre Violência Política e Terrorismo, dirigido por Rohan Gunaratna, que observa que vários grupos jihadistas foram desmantelados na Malásia, mas os extremistas continuam ativos nas Filipinas e na Indonésia.

domingo, 19 de julho de 2009

Indonésia apreende computador de terrorista

LONDRES - A polícia da Indonésia encontrou uma prova decisiva para identificar o grupo responsável pelos atentados terroristas suicidas contra dois hotéis de luxo de Jacarta: o computador de um dos principais suspeitos. Já foram descobertos os códigos que os terroristas usavam para se comunicar entre si.

O computador estava num quarto do hotel Ritz-Carlton. Também foi atacado o Marriott da capital indonésia.

Até agora, as investigações apontam para uma dissidência do grupo extremista muçulmano Jemah Islamiya, responsável pelo atentado de 12 de outubro de 2002 em Báli.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Terror mata pelo menos nove em Jacarta

LONDRES - Dois terroristas suicidas disfarçados de hóspedes atacaram na manhã de hoje dois hotéis de luxo da capital da Indonésia, Marriott e Ritz-Carlton. Matando pelo menos nove pessoas e deixaram outras 18 feridas.

As suspeitas recaem sobre grupos terroristas muçulmanos. Esses ataques suicidas coordenados são a marca registrada da rede terrorista Al Caeda. O maior país muçulmano do mundo não tinha grandes problemas com o terrrorismo dos fundamentalistas islâmicos há pelo menos quatro anos.

Em 12 de outubro de 2002, a paradisíaca ilha indonésia Báli foi alvo de um atentado que matou 202 pessoas.

O Manchester United, da Inglaterra, suspendeu a escala na Indonésia em sua excursão pré-temporada. Tinha reserva no Ritz-Carlton.

Em Washington, o presidente Barack Obama, que passou sua infância na Indonésia, condenou com veemência e deu pêsames aos parentes dos mortos. Pelo menos oito americanos saíram feridos nos ataques.

sábado, 8 de novembro de 2008

Indonésia executa terroristas de Báli

O governo da Indonésia anunciou hoje a execução de três condenados pelo atentado terrorista contra um bar, restaurante e discoteca na ilha de Báli, em 12 de outubro de 2002.

Um ano, um mês e um dia depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, os fundamentalistas muçulmanos atacaram a paradisíaca ilha indonésia, muito freqüentada por surfistas e turistas ocidentais e da Austrália, país que deu o grosso da força de paz das Nações Unidas estacionada no Timor Leste, que obteve a independência em 1999, depois de ser ocupado pela Indonésia por 24 anos.

Pelo menos 202 pessoas morreram no atentado terrorista em Báli, inclusive um brasileiro.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Terroristas de Báli serão executados em breve

Três terroristas condenados pelos atentados a bomba contra um bar, restaurante e boate em Báli, na Indonésia, rejeitaram todas possibilidades de pedir perdão pelos seus crimes e devem ser executados no início do próximo mês, antes do começo do sagrado mês do Ramadã, em que os muçulmanos são obrigados a jejuar durante o dia. Neste período, o islamismo é contra execuções.

Um ano, um mês e um dia depois dos atentados de 11 de setembro contra os Estados Unidos, em 12 de outubro de 2002, Báli, um paraíso que atrai turistas do mundo inteiro, virou um inferno. Extremistas muçulmanos explodiram dois carros-bombas diante de um ponto agitado da noite balinense, matando 202 pessoas, inclusive um brasileiro. A maioria dos mortos era de australianos.

Uma das causas do ataque a Báli foi o apoio da Austrália à independência do Timor Leste, que deixou a Indonésia, muçulmana, para voltar a ser um país cristão, provocando a ira dos jihadistas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Gore apela por acordo em Báli sem EUA

O ex-vice-presidente americano e Prêmio Nobel da Paz 2007, Al Gore Jr., fez hoje um apelo para que a 13ª Conferência sobre Mudança do Clima das Nações Unidas, que termina nesta sexta-feira, em Báli, na Indonésia, chegue a um acordo mesmo sem o apoio dos Estados Unidos, maior poluidor mundial.

"Não estou aqui manietado pelas convenções diplomáticas", declarou o ex-vice-presidente, que teve mais votos populares do Bush na eleição presidencial da 2000 mas perdeu na Suprema Corte e no Colégio Eleitoral. "Então vou dizer uma verdade que incomoda: meu próprio país, os EUA, é o maior responsável pela obstrução a qualquer progresso aqui em Báli".

"Vocês podem sentir cólera e frustração, e jogar isso contra os EUA. Ou então podem fazer uma segunda opção, decidir avançar e fazer todo o trabalho difícil que deve ser feito", acrescentou.

Gore lembrou que haverá eleição presidencial nos EUA em novembro de 2008, sustentado que o novo presidente será mais sensível ao problema do aquecimento global.

"Deixem um grande espaço em branco com uma nota de pé de página", disse Gore, sugerindo que o futuro presidente americano acrescentaria nesse espaço a contribuição americana para a luta contra o agravamento do efeito estufa.

O objetivo central da Conferência de Báli é lançar as negociações de um acordo que substitua, a partir de 2013, o Protoloco de Quioto, que expira em 2012.

Esse protocolo obriga os países industrializados a reduzir suas emissões de gases-estufa, especialmente gás carbônico da queima de combustíveis fósseis como carvão e petróleo, em 5% em relação a aos níveis de 1990. Os países em desenvolvimento precisam apenas monitorar suas emissões.

Agora, a União Européia defende a adoção de metas rígidas para todos os países. Os EUA resistem, inclusive se aliando a grandes países em desenvolvimento como a China e a Índia.

As duas superpotências emergentes da Ásia crescem rapidamente, incorporando centenas de milhões de pessoas à sociedade de consumo. Também não querem aceitar cortes de emissões capazes de reduzir também o crescimento econômico.

O mesmo raciocínio aflige a delegação brasileira. Como o Brasil até hoje foi incapaz de impedir a destruição da Amazônia. É um patrimônio natural incalculável ainda inexplorado, capaz de revelar muitas surpresas na revolução da biotecnologia, que está apenas começando. Vai reprogramar o mundo.

Seria louvável fazer programas internacionais de preservação de florestas tropicais. Mas o Brasil teme ingerência externa e recua para uma posição soberanista e defensiva.

Quando o ministro de Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger, declara que,"se tiver de optar entre desenvolvimento e preservação ambiental, todo país vai escolher desenvolvimento", está colocando um falso dilema.

O grande desafio hoje é o desenvolvimento sustentável, que não comprometa a qualidade de vida das futuras gerações.

Dono da maior biodiversidade do planeta, do maior banco genético do planeta, de um patrimônio natural sem rival, o Brasil deveria assumir um papel de liderança em questões ambientais. A busca de um modelo de desenvolvimento sustentável deve ser um objetivo permanente para um país que deve quase tudo à sua natureza prodigiosa.

De resto, com a lógica do extrativismo, do latifúndio e da exploração predatória, o Brasil destrói seu patrimônio natural.

Dentro desta lógica, o planeta vai ferver, a Amazônia será destruída, as catástrofes climáticas serão mais extremadas, vai faltar água e haverá grandes perdas, de 20% a 40%, na produção agrícola.

Assim caminha a humanidade.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Austrália adere ao Protocolo de Quioto

Em seu primeiro ato de governo, o novo primeiro-ministro da Austrália, o trabalhista Kevin Rudd, assinou a adesão ao Protocolo de Quioto (1997). Esse acordo prevê a redução das emissões de gases que causam o aquecimento global pelos países desenvolvidos para 5% abaixo dos níveis de 1990.

Agora, só um país rico, os Estados Unidos, está fora do protocolo. Mesmo sabendo que o documento não tinha a menor chance e ser aprovado pelo Senado, o presidente Bill Clinton (1993-2001) assinou o Protocolo de Quioto no final de seu governo.

O presidente George Walker Bush retirou os EUA do acordo, alegando que reduziria a competitividade da economia do mundo.

A notícia é divulgado no dia de abertura de uma conferência internacional sobre a mudança do clima realizada em Báli, na Indonésia, para discutir um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

Para participar de um acordo internacional para mitigar o agravamento do efeito estufa, os EUA exigem que os países em desenvolvimento também sejam obrigados a reduzir suas emissões de gases poluentes. O Brasil, a China e a Índia resistem.

Essa postura é criticada pelo ex-ministro do Meio Ambiente José Goldemberg: "É como se estivéssemos num navio furado abrindo buracos no casco e disséssemos: vocês, que já furaram muito, têm de parar; nós, que só furamos um pouquinho, podemos continuar furando. Não adianta nada."

Cerca de 75% das emissões de gases-estufa do Brasil são resultado de queimadas. Bastaria acabar com essa estupidez para o país ter uma sobre na sua cota de emissões suficiente para não atrapalhar o desenvolvimento industrial.

Mas diversos especialistas e até mesmo grandes empresas acreditam que a simples imposição de cotas e o surgimento de um mercado de créditos de carbono, onde empresas e países possam negociar as sobras de suas cotas, não basta. É preciso taxar as emissões de gases carbônicos para uma redução efetiva do consumo de combustíveis fósseis (carvão, gás e petróleo) e da concentração desses gases na atmosfera.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

ONU poupa pobres de corte de emissões

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) propõe que países em desenvolvimento como a China e a Índia sejam poupados dos grandes cortes de emissões a serem impostos aos países ricos. A recomendação é que os países em desenvolvimento reduzam suas emissões em 20% até 2050, em contraste com 80% para os países desenvolvidos, responsáveis pela maior parte da poluição da atmosfera até agora.

O relatório deve orientar o debate na conferência internacional a ser realizada a partir da próxima semana em Báli, na Indonésia, para negociar um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas os Estados Unidos, que não aderiram ao protocolo, negam-se em adotar metas diferenciadas capazes de prejudicar sua economia.

Na terça-feira, um jornal do Partido Comunista chinês responsabilizou os países ricos por 95% das emissões até os anos 50. Mas o principal autor do relatório, Kevin Watkins, considera insuficiente uma estratégia baseada em corte de emissões e negociação das cotas que sobrarem para cada país através de um mercado de créditos de carbono.

Watkins defende a taxação, como propôs o presidente da França, Nicolas Sarkozy. E adverte: "Se os países ricos cortarem suas emissões em 80%, teremos uma chance de 50% de limitar o aumento da temperatura a dois graus centígrados acima dos níveis da era pré-industrial". Este é o limite considerado seguro pelos cientistas.

sábado, 17 de novembro de 2007

Painel sobre mudança do clima adverte para risco de extinção de um terço das espécies vivas

No seu relatório final, apresentado hoje pelo secretário-geral das Nações Unidos, Ban Ki Moon, o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (PIMC) adverte para o risco de extinção de um terço das espécies vivas, o degelo das calotas polares e elevação do nível de mares e oceanos, com conseqüências catastróficas causadas pelo aumento da concentração de gás carbônico da atmosfera em decorrência da ação do homem desde o início da Revolução Industrial, por volta de 1750.

Os estudos do PIMC, orgão da ONU de que participam mais de 800 cientistas de 120 países, são o principal argumento dos que defendem um novo acordo internacional para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. A questão será discutida no próximo mês numa conferência internacional, em Báli, na Indonésia.

Pelo Protocolo de Quioto, os países desenvolvidos signatários se comprometeram a reduzir suas emissões de gases que agravam o efeito estuta para 5% abaixo dos níveis de 1990, enquanto os países em desenvolvimento precisam apenas monitorar suas emissões e apresentar relatório.

Maior poluidor do mundo, os Estados Unidos não aderiram ao Protocolo de Quioto sob o argumento de que prejudicaria sua economia, especialmente na concorrência com a China, que, como país em desenvolvimento, deu uma pequena contribuição ao aquecimento global no passado e assim não precisa cumprir metas.

Para aceitar um acordo pós-Quioto, os EUA exigem que países em desenvolvimento como China, Índia e Brasil sejam submetidos às mesmas regras. Em princípio, os chineses rejeitam. No caso do Brasil, bastaria acabar com as queimadas, que representam cerca de 75% das emissões de gases-estufa. O país ficaria com créditos para negociar sua cota de carbono num mercado internaciona que surge na busca de uma solução de mercado.

Leia mais detalhes sobre o último relatório no New York Times.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

China nega-se a limitar emissões de gases-estufa

A China rejeita a imposição de metas obrigatórias para reduzir as emissões dos gases que agravam o efeito estufa, causando o aumento da temperatura da Terra no acordo internacional que deve substituir o Protocolo de Quioto a partir de 2012.

Representantes de 191 países se reúnem em dezembro na ilha de Báli, na Indonésia, para negociar um acordo pós-Quioto. O protocolo atualmente em vigor prevê que os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5% em relação aos níveis de 1990, enquanto os demais precisam apenas monitorar suas emissões e produzir relatórios.

Um problema central é que o maior poluidor do mundo, os Estados Unidos, não aderiram ao Protocolo de Quioto sob o argumento de que seria desvantajoso para sua economia, especialmente diante da concorrência da China, que não apenas é a segunda maior economia do mundo pelo critério de paridade do poder de compra como dentro de poucos anos será o maior poluidor.

Para aceitarem um acordo pós-Quioto, os EUA querem que os grandes países em desenvolvimento - China, Índia e Brasil - se comprometam a também limitar suas emissões. Esses países alegam que, por sua industrialização tardia, não contribuíram tanto para o aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera como os países desenvolvidos.

A Europa, que está disposta a cortar até 30% das suas emissões, tenta mediar o acordo.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Indonésia rejeita apelo de terroristas de Báli

O Supremo Tribunal de Justiça da Indonésia rejeitou apelos de três militantes fundamentalistas que estão no corretor da morte para serem fuzilados como responsáveis pelo atentado terrorista que matou mais de 200 pessoas na paradisíaca ilha de Báli, em 12 de outubro de 2002.

A sentença afirma que os advogados de defesa não apresentaram novos elementos, indícios ou provas capazes de mudar o veredito anterior. A defesa alega que os réus foram enquadrados na legislação antiterrorismo aprovada depois do atentado em Báli.