A coalizão conservadora do Partido Liberal Australiano e do Partido Nacional Australiano ganhou as eleições parlamentares na Austrália disputadas em 7 de setembro de 2013. O primeiro-ministro trabalhista Kevin Rudd reconheceu a derrota em telefonema para cumprimentar o vencedor, o liberal Tony Abbott, que será o próximo chefe de governo.
"A Austrália está aberta para negócios sob nova direção", declarou Abbott, prometendo mudanças como um superavit nas contas públicas.
Os trabalhistas estavam no poder desde 2007. Com suas políticas de estímulo à economia, a Austrália foi um dos poucos países ricos que conseguiram evitar a recessão na crise internacional de 2008-9, mas a luta interna do partido pelo poder entre Rudd e a ex-primeira-ministra Julia Gillard, que se alternaram no cargo sem eleições nacionais, irritou os eleitores.
Graças ao extraordinário desenvolvimento da China nas últimas décadas, grande compradora dos produtos primários australianos, o país cresce sem parar há 22 anos. Com um produto interno bruto, a Austrália tem a 12ª maior economia do mundo. É considerado o segundo melhor para se viver pelo Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 7 de setembro de 2013
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Ministro do Exterior da Austrália defende Assange
O ex-primeiro-ministro e atual ministro do Exterior australiano, Kevin Rudd, sai em defesa de Julian Assange, o fundador da organização não governamental WikiLeaks.
Rudd responsabiliza falhas no sistema de segurança dos Estados Unidos e outro hacker, o soldado e ex-analista de inteligência americano Bradley Manning, que está preso, pelo vazamento inicial dos mais de 251 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado.
Rudd responsabiliza falhas no sistema de segurança dos Estados Unidos e outro hacker, o soldado e ex-analista de inteligência americano Bradley Manning, que está preso, pelo vazamento inicial dos mais de 251 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado.
• Os EUA ainda examinam aspectos legais de um pedido de extradição, mas qualquer processo contra Assange pode ser contestado com base na Emenda nº 1 à Constituição americana, que garante ampla liberdade de expressão.
• O advogado das suecas que acusam Assange de crimes sexuais nega qualquer teoria conspiratória, alegando que elas não pertencem à CIA nem ao WikiLeaks.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Vazamento de petróleo ameaça corais na Austrália
O vazamento de petróleo de um cargueiro chinês ameaça a Grande Barreira de Corais, declarou hoje o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd.
É o maior recife de corais do planeta. Rudd está furioso porque o navio chinês teria sido de sua rota dentro da área, considerada uma zona de proteção ambiental, encalhado e deixado vazar óleo num dos ambientes marinhos mais lindos da Terra.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Austrália adere ao Protocolo de Quioto
Em seu primeiro ato de governo, o novo primeiro-ministro da Austrália, o trabalhista Kevin Rudd, assinou a adesão ao Protocolo de Quioto (1997). Esse acordo prevê a redução das emissões de gases que causam o aquecimento global pelos países desenvolvidos para 5% abaixo dos níveis de 1990.
Agora, só um país rico, os Estados Unidos, está fora do protocolo. Mesmo sabendo que o documento não tinha a menor chance e ser aprovado pelo Senado, o presidente Bill Clinton (1993-2001) assinou o Protocolo de Quioto no final de seu governo.
O presidente George Walker Bush retirou os EUA do acordo, alegando que reduziria a competitividade da economia do mundo.
A notícia é divulgado no dia de abertura de uma conferência internacional sobre a mudança do clima realizada em Báli, na Indonésia, para discutir um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012.
Para participar de um acordo internacional para mitigar o agravamento do efeito estufa, os EUA exigem que os países em desenvolvimento também sejam obrigados a reduzir suas emissões de gases poluentes. O Brasil, a China e a Índia resistem.
Essa postura é criticada pelo ex-ministro do Meio Ambiente José Goldemberg: "É como se estivéssemos num navio furado abrindo buracos no casco e disséssemos: vocês, que já furaram muito, têm de parar; nós, que só furamos um pouquinho, podemos continuar furando. Não adianta nada."
Cerca de 75% das emissões de gases-estufa do Brasil são resultado de queimadas. Bastaria acabar com essa estupidez para o país ter uma sobre na sua cota de emissões suficiente para não atrapalhar o desenvolvimento industrial.
Mas diversos especialistas e até mesmo grandes empresas acreditam que a simples imposição de cotas e o surgimento de um mercado de créditos de carbono, onde empresas e países possam negociar as sobras de suas cotas, não basta. É preciso taxar as emissões de gases carbônicos para uma redução efetiva do consumo de combustíveis fósseis (carvão, gás e petróleo) e da concentração desses gases na atmosfera.
Agora, só um país rico, os Estados Unidos, está fora do protocolo. Mesmo sabendo que o documento não tinha a menor chance e ser aprovado pelo Senado, o presidente Bill Clinton (1993-2001) assinou o Protocolo de Quioto no final de seu governo.
O presidente George Walker Bush retirou os EUA do acordo, alegando que reduziria a competitividade da economia do mundo.
A notícia é divulgado no dia de abertura de uma conferência internacional sobre a mudança do clima realizada em Báli, na Indonésia, para discutir um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012.
Para participar de um acordo internacional para mitigar o agravamento do efeito estufa, os EUA exigem que os países em desenvolvimento também sejam obrigados a reduzir suas emissões de gases poluentes. O Brasil, a China e a Índia resistem.
Essa postura é criticada pelo ex-ministro do Meio Ambiente José Goldemberg: "É como se estivéssemos num navio furado abrindo buracos no casco e disséssemos: vocês, que já furaram muito, têm de parar; nós, que só furamos um pouquinho, podemos continuar furando. Não adianta nada."
Cerca de 75% das emissões de gases-estufa do Brasil são resultado de queimadas. Bastaria acabar com essa estupidez para o país ter uma sobre na sua cota de emissões suficiente para não atrapalhar o desenvolvimento industrial.
Mas diversos especialistas e até mesmo grandes empresas acreditam que a simples imposição de cotas e o surgimento de um mercado de créditos de carbono, onde empresas e países possam negociar as sobras de suas cotas, não basta. É preciso taxar as emissões de gases carbônicos para uma redução efetiva do consumo de combustíveis fósseis (carvão, gás e petróleo) e da concentração desses gases na atmosfera.
sábado, 24 de novembro de 2007
Governo conservador cai na Austrália
O primeiro-ministro conservador John Howard admite a derrota nas eleições na Austrália. Com a vitória do Partido Trabalhista, seu líder, Kevin Rudd será o novo chefe de governo, depois de 11 anos de hegemonia do Partido Liberal.
Grande aliado dos Estados Unidos, Howard enviou soldados australianos para a Guerra do Iraque e apoiou o governo George W. Bush em sua oposição ao Protocolo de Quioto, destinado a conter a emissão dos gases que causam o aquecimento global.
Rudd fala mandarim. Deve adotar uma política externa mais independente e se aproximar da China.
As projeções dos analistas indicam que os trabalhistas elegerão cerca de 80 dos 150 deputados da Assembléia Nacional da Austrália. Será a primeira vez que um partido terá maioria absoluta no parlamento australiano desde a primeira das quatro vitórias de Howard, em 1996.
Grande aliado dos Estados Unidos, Howard enviou soldados australianos para a Guerra do Iraque e apoiou o governo George W. Bush em sua oposição ao Protocolo de Quioto, destinado a conter a emissão dos gases que causam o aquecimento global.
Rudd fala mandarim. Deve adotar uma política externa mais independente e se aproximar da China.
As projeções dos analistas indicam que os trabalhistas elegerão cerca de 80 dos 150 deputados da Assembléia Nacional da Austrália. Será a primeira vez que um partido terá maioria absoluta no parlamento australiano desde a primeira das quatro vitórias de Howard, em 1996.
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