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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 20 de Outubro

FIM DA LONGA MARCHA

    Em 1935, depois de 368 dias em fuga por 9 mil quilômetros para escapar dos nacionalistas do Kuomintang (KMT), 4 mil comunistas chineses sobreviventes liderados por Mao Tsé-tung chegam a Xansi, no Noroeste da China, pondo fim à Longa Marcha.

A China é um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tem indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas chineses a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que já ocupava a Manchúria desde 1931, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. 

Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

COMUNISTAS EM HOLLYWOOD

    Em 1947, com a histeria anticomunista da Ameaça Vermelha no início da Guerra Fria, em sua caça às bruxas, a Comissão de Atividades Antiamericanas do Congresso dos Estados Unidos começa a investigar a infiltração comunista num dos lugares mais ricos e charmosos do mundo: a indústria cinematográfica de Hollywood.

Entre os suspeitos, estão o compositor Aaron Copland, os escritores Dashiell Hammett, Dorothy Parker e Lillian Hellman, o dramaturgo Arthur Miller, o diretor Orson Welles e o ator Charles Chaplin.

Do outro lado, entre os dedos-duros, o diretor Elia Kazan, os atores Gary Cooper e Robert Taylor, e os chefões Walt Disney e Jack Warner.

ABERTA ÓPERA DE SÍDNEI

    Em 1973, depois de 15 anos de construção, o teatro da Ópera de Sídnei, uma obra de US$ 80 milhões do arquiteto dinamarquês Jorn Utzon financiada com dinheiro de loteria que vira o símbolo da principal cidade da Austrália.

Com seu teto de conchas concêntricas, a Ópera de Sídnei tem vários auditórios e realiza cerca de 3 mil espetáculos por ano. A primeira apresentação é uma montagem de Guerra e Paz, do compositor russo Serguei Prokofiev, pela Ópera da Austrália. 

MASSACRE DE SÁBADO À NOITE

    Em 1973, o advogado-geral da União dos Estados Unidos, Robert Bork, demite o procurador-especial Archibald Cox, que investiga o Escândalo de Watergate. 

O ministro da Justiça e procurador-geral, Elliot Richardson, e o subprocurador-geral, William Ruckelshaus se negam a demitir Cox e pedem demissão em protesto.

O procurador especial investiga a invasão da sede do Partido Democrata no Edifício Watergate, em 17 junho de 1972, que vira um escândalo com reportagens de Bob Woodward e Carl Bernstein no jornal The Washington Post. Eles revelam que os supostos ladrões faziam parte do grupo de encanadores da Casa Branca e botariam equipamentos de escuta no diretório nacional do partido adversário.

O rastro do dinheiro os leva ao comitê da campanha de reeleição do presidente Richard Nixon (1969-74) e à Casa Branca. O Massacre de Sábado à Noite é um momento decisivo para a perda de credibilidade de Nixon, acusado de abuso de poder e obstrução de justiça num inquérito de um processo de impeachment.

Outro golpe decisivo é a decisão de Suprema Corte de obrigar Nixon a entregar ao Congresso as fitas das gravações feitas pelo governo das reuniões no Salão Oval da Casa Branca.

Com a perda do apoio do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto e um mês depois recebe o perdão do novo presidente, Gerald Ford. Mas todos os ministros envolvidos vão para a cadeia.

KADAFI ASSASSINADO

   Em 2011, o coronel Muamar Kadafi, o ditador há mais tempo no poder na África e no mundo árabe, desde 1969, é capturado e morto por rebeldes perto de Sirte, sua cidade natal. 

Kadafi nasce em junho de 1942 numa família de beduínos. Faz a Academia Militar Real em Bengázi e um breve treinamento no Reino Unido. 

Em 1º de setembro de 1969, derruba o rei ''Ídris, aliado do Ocidente, num golpe branco, proclama uma revolução, fecha bases militares norte-americanas e britânicas na Líbia, assume o controle do petróleo, a grande riqueza do país, prende, tortura e mata dissidentes políticos. Seu manifesto político é o Livro Verde.

O coronel financia grupos guerrilheiros e terroristas como o Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e a Facção do Exército Vermelho, também conhecida como grupo Baaden-Meinhof, na Alemanha. Vira inimigo das potências ocidentais.

Depois de um atentado contra uma discoteca frequentada por soldados norte-americanos em Berlim Ocidental, em abril de 1986, o presidente Ronald Reagan ordena um bombardeio contra o palácio do ditador líbio, que sobrevive.

Um atentado contra um Boeing 747 da PanAm na rota Londres-Nova York mata todas as 259 pessoas a bordo e 11 no solo em Lockerbie, na Escócia, em 21 de dezembro de 1988. Há suspeitas de um atentado de grupos palestinos a serviço do Irã, numa vingança contra o abate de um Airbus iraniano com 290 pessoas a bordo por um navio dos Estados Unidos em 3 de julho de 1980, no fim da Guerra Irã-Iraque (1980-88).

Os EUA acusam dois agentes líbios. Outro atentado, contra um avião de passageiros companhia francesa UTA, em 19 de setembro de 1989, no Níger, mata as 170 pessoas abordo, é atribuído a líbios. Nos dois casos, inicialmente Kadafi se nega a entregar os suspeitos.

Sob pressão dos EUA e da França, as Nações Unidas impõe sanções à Líbia em 1992. Kadafi entrega os suspeitos do atentado de Lockerbie em 1999. Um é condenado. O outro é absolvido.

Com a guerra contra o terrorismo e a invasão do Iraque, Kadafi e o Ocidente têm um inimigo comum, o extremismo muçulmano, e o ditador teme uma invasão norte-americana. Em dezembro de 2003, o dirigente líbio faz um acordo com as potências ocidentais e concorda em desmantelar todos os programas de armas de destruição em massa.

Durante a Guerra contra o Terror, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e o Pentágono, a Líbia é usada para sessões de tortura pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA).

Diante do refluxo do pan-arabismo, Kadafi decide assumir sua identidade africana. É um dos grandes incentivadores da transformação da Organização para Unidade Africana (OAU) em União Africana, em 2001 e 2002.

O fim vem com a Primavera Árabe. Depois da queda de Zine ben Ali, na Tunísia, e de Hosni Mubarak, no Egito, em 17 de fevereiro de 2011 começa a revolta na Líbia. Os rebeldes tomam Bengázi, a segunda maior cidade do país, situada no Leste da Líbia. Kadafi ameaça esmagar a rebelião e matar os revoltosos como se fossem "ratos e baratas".

Em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova a criação de uma zona de exclusão áerea, proibindo Kadafi de bombardear os rebeldes. No dia seguinte, o presidente Barack Obama ordena os primeiros ataques dos EUA às forças do ditador, que promete uma trégua, mas continua atacando os rebeldes.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) assume em 25 de março o comando militar da operação contra Kadafi, aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em 16 de maio, o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, pede a prisão do líder líbio por "crimes contra a humanidade".

Quando os rebeldes tomam Trípoli, a capital líbia, em 20 de agosto, Kadafi foge. Com poucas cidades ainda em poder de seus aliados, ele se refugia em Sirte, sua terra natal. Ainda tenta negociar uma transição pacífica do poder, mas a proposta é rejeitada.

Em 20 de outubro, ele sai de Sirte e tenta entrar num comboio militar em fuga para o Vale Jarref. A OTAN bombardeia o comboio. Destrói 14 veículos e mata 53 pessoas. Kadafi e um pequeno grupo fogem para uma vila próxima bombardeada pela milícia de Missurata.

No fim, cercados pela milícia, Kadafi e seus guarda-costas se refugiam num local em obras. O ditador se esconde dentro de grandes tubos de concreto de uma obra. Morre com a explosão de uma granada.

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 29 de Abril

JOANA D'ARC ENTRA EM ORLEANS

    Em 1429, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) contra a Inglaterra, a heroína francesa Joana d'Arc e suas tropas entram na cidade de Orleans, na França.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o Delfim, o futuro Carlos VII, na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, comandando por Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série e vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pelas forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ele é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII reconquista todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Em 1920, Santa Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica. 

JAMES COOK NA AUSTRÁLIA

    Em 1770, o navegador britânico James Cook desembarca pela primeira vez na Austrália.

Cook nasce em 27 de outubro de 1728, em Marton-in-Cleveland, no Condado de York, na Inglaterra, filho de um agricultor que emigrou da Escócia. Ao perceber que o menino é inteligente, o patrão do pai paga os estudos até 12 anos. Um estágio numa cidade costeira de Whitby o põe em contato com o mar.

Aos 18 anos, Cook começa como aprendiz de marinheiro. Aos 21 anos, está pronto para grandes viagens. De início, trabalha nas águas perigosas do Mar do Norte, em navios de 300 a 400 toneladas. Ganha experiência para grandes viagens. Promovido a piloto, entra para a Marinha Real.

James Cook vai duas vezes ao Canadá, em 1759 e 1763-67. Como capitão, faz três viagens ao Oceano Pacífico, em 1768-71, 1772-75 e 1776-79. Vai da Antártida ao Estreito de Bering, das costas da América do Norte à Austrália, à Nova Zelândia e ao Havaí. É o primeiro europeu a visitar o Havaí. Com uma dieta de agrião, chucrute e um extrato de laranja, seus marinheiros não morrem de escorbuto, uma doença causada por falta de vitamina C.

NASCE DUKE ELLINGTON

    Em 1889, o compositor e pianista Duke Ellington, um dos músicos mais importantes da história do jazz, pioneiro das grandes bandas, nasce em Washington, a capital dos Estados Unidos.

Edward Kennedy Ellington é de uma família de classe média que o incentiva a estudar as artes. Seu pai é desenhista da Marinha dos EUA e mordomo da Casa Branca. Aos 7 anos, ele começa a tocar piano. Sua maior paixão é o beisebol. Ele trabalha como vendedor de amendoim para conseguir ver os jogos. Com 17 anos, começa a se apresentar profissionalmente. Em 1923, vai para Nova York.

Sua influência musical no mundo do jazz vai dos anos 1920 aos anos 1970. Ele é considerado o maior compositor da história do jazz. Em 1969, ganha a Medalha Presidencial da Liberdade. Em 1973, entra para a Legião de Honra da França. São as maiores condecorações para civis destes dois países.

LIBERTAÇÃO DE DACHAU

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o 7º Exército dos Estados Unidos liberta dezenas de milhares de prisioneiros do campo de concentração de Dachau, na Alemanha.

Primeiro campo de concentração da Alemanha Nazista, Dachau começa a funcionar em 10 de março de 1933, cinco semanas de Adolf Hitler se tornar chanceler (primeiro-ministro), na cidade do mesmo nome, a 16 quilômetros ao norte de Munique, a capital da Baviera.

Os primeiros presos são comunistas, socialistas e opositores do regime nazista. Depois, chegam ciganos e homossexuais. Os judeus começam a ser enviados a Dachau depois de Noite dos Cristais, 9 de novembro de 1938, quando judeus e propriedades de judeus, especialmente lojas, são atacadas.

Durante a guerra, Dachau vira uma rede de 150 campos de concentração espalhados pela Alemanha. Cerca de 160 mil prisioneiros passam pela campo principal e 60 mil pelos outros. Pelo menos 32 mil morrem. Muito mais são enviados para centros de extermínio na Polônia.

PROTESTO ANTIRRACISTA EXPLODE EM LOS ANGELES 

    Em 1992, depois que a Justiça absolve quatro policiais que espancaram o motorista negro Rodney King, uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial irrompe no Centro-Sul de Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, com saques, depredações, ataques a motoristas e mais de 100 incêndios.

King está em liberdade condicional em 3 de março de 1991, quando é perseguido pela polícia dirigindo em alta velocidade até se render, bêbado. Como resiste à prisão, é brutalmente espancado pelos policiais Laurence Powell, Theodore Briseno e Timothy Wind.

De um edifício próximo, um cidadão grava as cenas de violência num vídeo de um minuto e 29 segundos. Entregue a jornalistas, o vídeo deflagra um debate sobre racismo institucional e violência policial.

Rodney King é liberado sem qualquer acusação. Os três agentes e o sargento Stacey Koon, que comandava a ação, vão a júri popular.

Diante da comoção social, o caso é levado para Simi Valley, no Condado de Ventura. Em 29 de abril de 1992, o júri absolve os réus de todas as acusações, menos uma acusação de agressão física contra Powell, em que os jurados se dividiram.

A absolvição causa os distúrbios mais violentos dos EUA no século 20. Em 1º de maio, o presidente George W. Bush manda o Exército intervir e, no dia seguinte, a situação é controlada.

Em três dias de distúrbios, mais de 60 pessoas morrem, quase 2 mil saem feridas e 7 mil são presas. O prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Janeiro

 DESCOBRIMENTO DO BRASIL

    Em 1500, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, comandante da Niña, uma das três naves da frota de Cristóvão Colombo na Descoberta da América pelos europeus, em 1492, é provavelmente o primeiro navegante europeu a estar ao Brasil.

A frota de Yáñez Pinzón chega ao Cabo de Santo Agostinho, hoje parte do estado de Pernambuco, no Nordeste, e segue ao longo da atual costa brasileira até a Foz do Rio Amazonas.

Em 22 de abril daquele ano, Pedro Álvares Cabral chega a Porto Seguro e reivindica o território para a coroa portuguesa com base no Tratado de Tordesilhas (1494).

COLÔNIA PENAL

    Em 1788, o capitão Arthur Phillip chega com 11 navios de condenados para fundar a colônia penal de Nova Gales do Sul, dando início à colonização britânica da Austrália.

A data, comemorada como Dia da Austrália, é polêmica porque marca o início da invasão europeia e da opressão dos aborígenes, que chamam Dia da Invasão e só tiveram seus direitos reconhecidos a partir dos anos 1960.

A frota chega a Baía Botany em 18 de janeiro, mas considera as condições inadequadas e vai para Porto Jackson, na região onde fica hoje o porto de Sídnei, a maior e mais rica cidade australiana.

O país tem duas colônias penais, em Nova Gales do Sul e na Tasmânia, chamada na época de Terra de Van Diemen. Mais tarde, o Império Britânico cria uma terceira no Rio Cisne, no Oeste da Austrália.

Essa combinação de colonização e punição, com invasão, exílio em massa, trabalhos forçados, exploração e genocídio dos nativos, é uma das tragédias promovidas pelo Império Britânico sob o pretexto de levar a "civilização" a povos tecnologicamente mais atrasados.

É um passado trágico e até pouco tempo ignorado pela história oficial, que dava como marco da colonização da Austrália a corrida do ouro, descoberto em Nova Gales do Sul em 12 de fevereiro de 1851.

EUA ENTRAM NA GUERRA NA EUROPA

    Em 1942, a primeira força expedicionária dos Estados Unidos chega à Irlanda do Norte para entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Quando a guerra começa, os EUA ficam neutros, mas logo compreendem a ameaça representada pelo nazifascismo e começam a apoiar os aliados com suprimentos. O presidente Franklin Roosevelt prepara o país para entrar na guerra. Em 14 de agosto, Roosevelt e o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico, estabelecendo os princípios da ordem internacional liberal do pós-guerra.

O ataque do Império do Japão à 7ª Frota dos EUA, baseada em Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941 leva o país à guerra. Em 11 de dezembro, o ditador nazista Adolf Hitler declara guerra aos EUA. 

Sete semanas depois, em 26 de janeiro de 1942, cerca de 6 mil soldados do 133º Regimento de Infantaria e da 34ª Divisão de Infantaria do Exército dos EUA desembarcam em Belfast, no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. 

REPÚBLICA DA ÍNDIA

    Em 1950, a Índia se torna uma república, consolidando a independência do Império Britânico.

A própria ideia de Índia vem do Império Britânico. A Companhia das Índias Orientais domina a região de Bengala por 100 anos, de 1757 e 1857, quando o país passa para a administração direta do império. Em 15 de agosto de 1947, torna-se independente. 

Com mais de 1,2 mil povos que falam 900 línguas, a Índia é é a maior democracia e tem a maior diversidade cultural do planeta. Quando se torna independente, o território administrado pelo Império Britânico é dividido entre Índia e Paquistão, que viram inimigos. Desde então, travam quatro guerras e desenvolvem armas nucleares.

O Dia da República é a data em que entra em vigor a Constituição da Índia, substituindo a Lei de Governo da Índia, de 1935, no período imperial. Aí o Domínio da Índia, o nome imperial, vira República da Índia.

A Constituição declara que é a Índia uma república soberana, socialista, secular e democrática. Assegura aos seus cidadãos justiça, igualdade e liberdade, e se esforça para promover a fraternidade. 

As principais características da Constituição são o sufrágio universal para todos os adultos, o sistema parlamentar de governo no modelo britânico a nível federal e estadual, e o Poder Judiciário independente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 20 de Outubro

  FIM DA LONGA MARCHA

    Em 1935, depois de 368 dias em fuga por 9 mil quilômetros para escapar dos nacionalistas do Kuomintang (KMT), 4 mil comunistas chineses sobreviventes liderados por Mao Tsé-tung chegam a Xansi, no Noroeste da China, pondo fim à Longa Marcha.

A China é um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tem indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas chineses a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que já ocupava a Manchúra desde 1931, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. 

Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

COMUNISTAS EM HOLLYWOOD

    Em 1947, com a histeria anticomunista da Ameaça Vermelha no início da Guerra Fria, em sua caça às bruxas, a Comissão de Atividades Antiamericanas do Congresso dos Estados Unidos começa a investigar a infiltração comunista num dos lugares mais ricos e charmosos do mundo: a indústria cinematográfica de Hollywood.

Entre os suspeitos, estão o compositor Aaron Copland, os escritores Dashiell Hammett, Dorothy Parker e Lillian Hellman, o dramaturgo Arthur Miller, o diretor Orson Welles e o ator Charles Chaplin.

Do outro lado, entre os dedos-duros, o diretor Elia Kazan, os atores Gary Cooper e Robert Taylor, e os chefões Walt Disney e Jack Warner.

ABERTA ÓPERA DE SÍDNEI

    Em 1973, depois de 15 anos de construção, o teatro da Ópera de Sídnei, uma obra de US$ 80 milhões do arquiteto dinamarquês Jorn Utzon financiada com dinheiro de loteria que vira o símbolo da principal cidade da Austrália.

Com seu teto de conchas concêntricas, a Ópera de Sídnei tem vários auditórios e realiza cerca de 3 mil espetáculos por ano. A primeira apresentação é uma montagem de Guerra e Paz, do compositor russo Serguei Prokofiev, pela Ópera da Austrália. 

MASSACRE DE SÁBADO À NOITE

    Em 1973, o advogado-geral da União dos Estados Unidos, Robert Bork, demite o procurador-especial Archibald Cox, que investiga o Escândalo de Watergate. 

O procurador-geral Elliot Richardson, e o subprocurador-geral, William Ruckelshaus se negam a demitir Cox e pedem demissão em protesto.

O procurador especial investiga a invasão da sede do Partido Democrata no Edifício Watergate, em 17 junho de 1972, que vira um escândalo com reportagens de Bob Woodward e Carl Bernstein no jornal The Washington Post. Eles revelam que os supostos ladrões faziam parte do grupo de encanadores da Casa Branca e botariam equipamentos de escuta no diretório nacional do partido adversário.

O rastro do dinheiro os leva ao comitê da campanha de reeleição do presidente Richard Nixon (1969-74) e à Casa Branca. O Massacre de Sábado à Noite é um momento decisivo para a perda de credibilidade de Nixon, acusado de abuso de poder e obstrução de justiça num inquérito de um processo de impeachment.

Outro golpe decisivo é a decisão de Suprema Corte de entregar ao Congresso as fitas das gravações feitas pelo governo das reuniões no Salão Oval da Casa Branca.

Com a perda do apoio do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto e um mês depois recebe o perdão do novo presidente, Gerald Ford. Mas todos os ministros envolvidos vão para a cadeia.

KADAFI ASSASSINADO

   Em 2011, o coronel Muamar Kadafi, o ditador há mais tempo no poder na África e no mundo árabe, desde 1969, é capturado e morto por rebeldes perto de Sirte, sua cidade natal. 

Kadafi nasce em junho de 1942 numa família de beduínos. Faz a Academia Militar Real em Bengázi e um breve treinamento no Reino Unido. 

Em 1º de setembro de 1969, derruba o rei Idris, aliado do Ocidente, num golpe branco, proclama uma revolução, fecha bases militares norte-americanas e britânicas na Líbia, assume o controle do petróleo, a grande riqueza do país, prende, tortura e mata dissidentes políticos. Seu manifesto político é o Livro Verde.

O coronel financia grupos guerrilheiros e terroristas como o Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e a Facção do Exército Vermelho, também conhecida como grupo Baaden-Meinhof, na Alemanha. Vira inimigo das potências ocidentais.

Depois de um atentado contra uma discoteca frequentada por soldados norte-americanos em Berlim Ocidental, em abril de 1986, o presidente Ronald Reagan ordena um bombardeio contra o palácio do ditador líbio, que sobrevive.

Um atentado contra um Boeing 747 da PanAm na rota Londres-Nova York mata todas as 259 pessoas a bordo e 11 no solo em Lockerbie, na Escócia, em 21 de dezembro de 1988. Há suspeitas de um atentado de grupos palestinos a serviço do Irã, numa vingança contra o abate de um Airbus iraniano com 290 pessoas a bordo por um navio dos Estados Unidos em 3 de julho de 1980, no fim da Guerra Irã-Iraque (1980-88).

Os EUA acusam dois agentes líbios. Outro atentado, contra um avião de passageiros companhia francesa UTA, em 19 de setembro de 1989, no Níger, mata as 170 pessoas abordo, é atribuído a líbios. Nos dois casos, inicialmente Kadafi se nega a entregar os suspeitos.

Sob pressão dos EUA e da França, as Nações Unidas impõe sanções à Líbia em 1992. Kadafi entrega os suspeitos do atentado de Lockerbie em 1999. Um é condenado. O outro é absolvido.

Com a guerra contra o terrorismo e a invasão do Iraque, Kadafi e o Ocidente têm um inimigo comum, o extremismo muçulmano, e o ditador teme uma invasão norte-americana. Em dezembro de 2003, o dirigente líbio faz um acordo com as potências ocidentais e concorda em desmantelar todos os programas de armas de destruição em massa.

Durante a Guerra contra o Terror, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e o Pentágono, a Líbia é usada para sessões de tortura pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA).

Diante do refluxo do pan-arabismo, Kadafi decide assumir sua identidade africana. É um dos grandes incentivadores da transformação da Organização para Unidade Africana (OAU) em União Africana, em 2001 e 2002.

O fim vem com a Primavera Árabe. Depois da queda de Zine ben Ali, na Tunísia, e de Hosni Mubarak, no Egito, em 17 de fevereiro de 2011 começa a revolta na Líbia. Os rebeldes tomam Bengázi, a segunda maior cidade do país, situada no Leste da Líbia. Kadafi ameaça esmagar a rebelião e matar os revoltosos como se fossem "ratos e baratas".

Em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova a criação de uma zona de exclusão áerea, proibindo Kadafi de bombardear os rebeldes. No dia seguinte, o presidente Barack Obama ordena os primeiros ataques dos EUA às forças do ditador, que promete uma trégua, mas continua atacando os rebeldes.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) assume em 25 de março o comando militar da operação contra Kadafi, aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em 16 de maio, o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, pede a prisão do líder líbio por "crimes contra a humanidade".

Quando os rebeldes tomam Trípoli, a capital líbia, em 20 de agosto, Kadafi foge. Com poucas cidades ainda em poder de seus aliados, ele se refugia em Sirte, sua terra natal. Ainda tenta negociar uma transição pacífica do poder, mas a proposta é rejeitada.

Em 20 de outubro, ele sai de Sirte e tenta entrar num comboio militar em fuga para o Vale Jarref. A OTAN bombardeia o comboio. Destrói 14 veículos e mata 53 pessoas. Kadafi e um pequeno grupo fogem para uma vila próxima bombardeada pela milícia de Missurata.

No fim, cercados pela milícia, Kadafi e seus guarda-costas se refugiam num local em obras. O ditador se esconde dentro de grandes tubos de concreto de uma obra. Morre com a explosão de uma granada.

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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Reconhecimento da Palestina tem valor simbólico

Com o reconhecimento da independência da Palestina por  Austrália, Canadá, França, Portugal e Reino Unido, a situação não muda no campo de batalha. Israel conquistou hegemonia militar no Oriente Médio. Só pode ser parado pelos Estados Unidos e o presidente Donald Trump não mostra a menor intenção de fazer isso. Mas o significado simbólico é importante.

É uma tentativa de salvar a proposta de paz com a criação de dois países, Israel e Palestina, para dividir o território histórico da Palestina, como previa a resolução das Nações Unidas que criou Israel em 1947. O governo de extrema direita de Israel rejeita totalmente esta possibilidade e ameaça anexar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Este é o grande desafio do países que reconhecem a Palestina: transformar declarações em realidade e resgatar a dignidade do povo palestino. Já são 157 dos 193 países-membros da ONU. 

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Austrália também rejeita direita trumpista

 Dias depois do Canadá, no sábado, foi a vez da Austrália derrotar uma aliança conservadora que três meses atrás era franca favorita para vencer as eleições. Em comum entre as duas ex-colônias britânicas, há o repúdio ao trumpismo e ao que possa parecer ultranacionalismo e isolacionismo inspirados pelo presidente dos Estados Unidos. O primeiro-ministro trabalhista Anthony Albanese é o primeiro chefe de governo a se reeleger na Austrália em 21 anos.

Em fevereiro, a chance de um segundo Albanese era de 1%. Na semana passada, estava em 97%. Ontem, o Partido Trabalhista ganhou mais oito cadeiras, chegando a 85 deputados, maioria absoluta no Parlamento de 151 cadeiras. A coalizão do Partido Liberal com o Partido Nacional perdeu 19 cadeiras. Terá 39 deputados. 

O líder liberal, candidato a chefe de governo da oposição, Peter Dutton, não se reelegeu, como aconteceu com o líder conservador canadense, Pierre Poilievre. Ex-policial famoso pela dureza contra o crime e a imigração ilegal, Dutton foi associado a Donald Trump pela campanha do governo.

Antes da guerra comercial de Trump, as pesquisas indicavam uma vitória fácil da oposição conservadora. A Austrália e o Canadá são aliados dos EUA. Lutaram ao lado dos EUA em várias guerras.

As duas vitórias de partidos moderados de centro-esquerda fortalecem a ideia de que a maneira de combater o trumpismo é propor uma alternativa moderada, sensata e equilibrada em oposição ao caos e à beligerância permanente do presidente dos EUA, que prega um tipo de revolução permanente ao desafiar as normas e as instituições republicanas.

terça-feira, 29 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Abril

 JOANA D'ARC ENTRA EM ORLEANS

    Em 1429, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) contra a Inglaterra, a heroína francesa Joana d'Arc e suas tropas entram na cidade de Orleans, na França.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o Delfim, o futuro Carlos VII, na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, comandando por Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série e vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pelas forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ele é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Em 1920, Santa Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica.

JAMES COOK NA AUSTRÁLIA

    Em 1770, o navegador britânico James Cook desembarca pela primeira vez na Austrália.

Cook nasce em 27 de outubro de 1728, em Marton-in-Cleveland, no Condado de York, na Inglaterra, filho de um agricultor que emigrou da Escócia. Ao perceber que o menino é inteligente, o patrão do pai paga os estudos até 12 anos. Um estágio numa cidade costeira de Whitby o põe em contato com o mar.

Aos 18 anos, Cook começa como aprendiz de marinheiro. Aos 21 anos, está pronto para grandes viagens. De início, trabalha nas águas perigosas do Mar do Norte, em navios de 300 a 400 toneladas. Ganha experiência para grandes viagens. Promovido a piloto, entra para a Marinha Real.

Ele vai duas vezes ao Canadá, em 1759 e 1763-67. Como capitão, faz três viagens ao Oceano Pacífico, em 1768-71, 1772-75 e 1776-79. Vai da Antártida ao Estreito de Bering, das costas da América do Norte à Austrália, à Nova Zelândia e ao Havaí. É o primeiro europeu a visitar o Havaí. Com uma dieta de agrião, chucrute e um extrato de laranja, seus marinheiros não morrem de escorbuto, uma doença causada por falta de vitamina C.

NASCE DUKE ELLINGTON

    Em 1889, o compositor e pianista Duke Ellington, um dos músicos mais importantes da história do jazz, pioneiro das grandes bandas, nasce em Washington, a capital dos Estados Unidos.

Edward Kennedy Ellington é de uma família de classe média que o incentiva a estudar as artes. Seu pai é desenhista da Marinha dos EUA e mordomo da Casa Branca. Aos 7 anos, ele começa a tocar piano. Sua maior paixão era o beisebol. Ele trabalha como vendedor de amendoim para conseguir ver os jogos. Com 17 anos, começa a se apresentar profissionalmente. Em 1923, vai para Nova York.

Sua influência musical no mundo do jazz vai dos anos 1920 aos anos 1970. Ele é considerado o maior compositor da história do jazz. Em 1969, ganha a Medalha Presidencial da Liberdade. Em 1973, entra para a Legião de Honra da França. São as maiores condecorações para civis destes dois países.

LIBERTAÇÃO DE DACHAU

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o 7º Exército dos Estados Unidos liberta dezenas de milhares de prisioneiros do campo de concentração de Dachau, na Alemanha.

Primeiro campo de concentração da Alemanha Nazista, Dachau começa a funcionar em 10 de março de 1933, cinco semanas de Adolf Hitler se tornar chanceler (primeiro-ministro), na cidade do mesmo nome, a 16 quilômetros ao norte de Munique, a capital da Baviera.

Os primeiros presos são comunistas, socialistas e opositores do regime nazista. Depois, chegam ciganos e homossexuais. Os judeus começam a ser enviados a Dachau depois de Noite dos Cristais, 9 de novembro de 1938, quando judeus e propriedades de judeus, especialmente lojas, são atacadas.

Durante a guerra, Dachau vira uma rede de 150 campos de concentração espalhados pela Alemanha. Cerca de 160 mil prisioneiros passam pela campo principal e 60 mil pelos outros. Pelo menos 32 mil morrem. Muito mais são enviados para centros de extermínio na Polônia.

PROTESTO ANTIRRACISTA EXPLODE EM LOS ANGELES 

    Em 1992, depois que a Justiça absolve quatro policiais que espancaram o motorista negro Rodney King, uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial irrompe no Centro-Sul de Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, com saques, depredações, ataques a motoristas e mais de 100 incêndios.

King está em liberdade condicional em 3 de março de 1991, quando é perseguido pela polícia dirigindo em alta velocidade até se render, bêbado. Como resiste à prisão, é brutalmente espancado pelos policiais Laurence Powell, Theodore Briseno e Timothy Wind.

De um edifício próximo, um cidadão grava as cenas de violência num vídeo de um minuto e 29 segundos. Entregue a jornalistas, o vídeo deflagra um debate sobre racismo institucional e violência policial.

Rodney King é liberado sem qualquer acusação. Os três agentes e o sargento Stacey Koon, que comandava a ação, vão a júri popular.

Diante da comoção social, o caso é levado para Simi Valley, no Condado de Ventura. Em 29 de abril de 1992, o júri absolve os réus de todas as acusações, menos uma acusação de agressão física contra Powell, em que os jurados se dividiram.

A absolvição causa os distúrbios mais violentos dos EUA no século 20. Em 1º de maio, o presidente George W. Bush manda o Exército intervir e, no dia seguinte, a situação é controlada.

Em três dias de distúrbios, mais de 60 pessoas morrem, quase 2 mil saem feridas e 7 mil são presas. O prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

domingo, 26 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 26 de Janeiro

 DESCOBRIMENTO DO BRASIL

    Em 1500, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, comandante da Niña, uma das três naves da frota de Cristóvão Colombo na Descoberta da América pelos europeus, em 1492, é provavelmente o primeiro navegante europeu a estar ao Brasil.

A frota de Yáñez Pinzón chega ao Cabo de Santo Agostinho, hoje parte do estado de Pernambuco, no Nordeste, e segue ao longo da atual costa brasileira até a Foz do Rio Amazonas.

Em 22 de abril daquele ano, Pedro Álvares Cabral chega a Porto Seguro e reivindica o território para a coroa portuguesa com base no Tratado de Tordesilhas (1494).

COLÔNIA PENAL

    Em 1788, o capitão Arthur Phillip chega com 11 navios de condenados para fundar a colônia penal de Nova Gales do Sul, dando início à colonização britânica da Austrália.

A data, comemorada como Dia da Austrália, é polêmica porque marca o início da invasão europeia e da opressão dos aborígenes, que chamam Dia da Invasão e só tiveram seus direitos reconhecidos a partir dos anos 1960.

A frota chega a Baía Botany em 18 de janeiro, mas considera as condições inadequadas e vai para Porto Jackson, na região onde fica hoje o porto de Sídnei, a maior e mais rica cidade australiana.

O país tem duas colônias penais, em Nova Gales do Sul e na Tasmânia, chamada na época de Terra de Van Diemen. Mais tarde, o Império Britânico cria uma terceira no Rio Cisne, no Oeste da Austrália.

Essa combinação de colonização e punição, com invasão, exílio em massa, trabalhos forçados, exploração e genocídio dos nativos, é uma das tragédias promovidas pelo Império Britânico sob o pretexto de levar a "civilização" a povos tecnologicamente mais atrasados.

É um passado trágico e até pouco tempo ignorado pela história oficial, que dava como marco da colonização da Austrália a corrida do ouro, descoberto em Nova Gales do Sul em 12 de fevereiro de 1851.

EUA ENTRAM NA GUERRA NA EUROPA

    Em 1942, a primeira força expedicionária dos Estados Unidos chega à Irlanda do Norte para entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Quando a guerra começa, os EUA ficam neutros, mas logo compreendem a ameaça representada pelo nazifascismo e começam a apoiar os aliados com suprimentos. O presidente Franklin Roosevelt prepara o país para entrar na guerra. Em 14 de agosto, Roosevelt e o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico, estabelecendo os princípios da ordem internacional liberal do pós-guerra.

O ataque do Império do Japão à 7ª Frota dos EUA, baseada em Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941 leva o país à guerra. Em 11 de dezembro, o ditador nazista Adolf Hitler declara guerra aos EUA. 

Sete semanas depois, em 26 de janeiro de 1942, cerca de 6 mil soldados do 133º Regimento de Infantaria e da 34ª Divisão de Infantaria do Exército dos EUA desembarcam em Belfast, no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. 

REPÚBLICA DA ÍNDIA

    Em 1950, a Índia se torna uma república, consolidando a independência do Império Britânico.

A própria ideia de Índia vem do Império Britânico. A Companhia das Índias Orientais domin a região de Bengala por 100 anos, de 1757 e 1857, quando o país passa para a administração direta do império. Em 15 de agosto de 1947, torna-se independente. 

Com mais de 1,2 mil povos que falam 900 línguas, a Índia é é a maior democracia e tem a maior diversidade cultural do planeta. Quando se torna independente, o território administrado pelo Império Britânico é dividido entre Índia e Paquistão, que viram inimigos. Desde então, travaram quatro guerras e desenvolveram armas nucleares.

O Dia da República é a data em que entra em vigor a Constituição da Índia, substituindo a Lei de Governo da Índia, de 1935, no período imperial. Aí o Domínio da Índia, o nome imperial, vira República da Índia.

A Constituição declara que é a Índia uma república soberana, socialista, secular e democrática. Assegura aos seus cidadãos justiça, igualdade e liberdade, e se esforça para promover a fraternidade. 

As principais características da Constituição são o sufrágio universal para todos os adultos, o sistema parlamentar de governo no modelo britânico a nível federal e estadual, e o Poder Judiciário independente.