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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 29 de Abril

JOANA D'ARC ENTRA EM ORLEANS

    Em 1429, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) contra a Inglaterra, a heroína francesa Joana d'Arc e suas tropas entram na cidade de Orleans, na França.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o Delfim, o futuro Carlos VII, na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, comandando por Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série e vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pelas forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ele é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII reconquista todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Em 1920, Santa Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica. 

JAMES COOK NA AUSTRÁLIA

    Em 1770, o navegador britânico James Cook desembarca pela primeira vez na Austrália.

Cook nasce em 27 de outubro de 1728, em Marton-in-Cleveland, no Condado de York, na Inglaterra, filho de um agricultor que emigrou da Escócia. Ao perceber que o menino é inteligente, o patrão do pai paga os estudos até 12 anos. Um estágio numa cidade costeira de Whitby o põe em contato com o mar.

Aos 18 anos, Cook começa como aprendiz de marinheiro. Aos 21 anos, está pronto para grandes viagens. De início, trabalha nas águas perigosas do Mar do Norte, em navios de 300 a 400 toneladas. Ganha experiência para grandes viagens. Promovido a piloto, entra para a Marinha Real.

James Cook vai duas vezes ao Canadá, em 1759 e 1763-67. Como capitão, faz três viagens ao Oceano Pacífico, em 1768-71, 1772-75 e 1776-79. Vai da Antártida ao Estreito de Bering, das costas da América do Norte à Austrália, à Nova Zelândia e ao Havaí. É o primeiro europeu a visitar o Havaí. Com uma dieta de agrião, chucrute e um extrato de laranja, seus marinheiros não morrem de escorbuto, uma doença causada por falta de vitamina C.

NASCE DUKE ELLINGTON

    Em 1889, o compositor e pianista Duke Ellington, um dos músicos mais importantes da história do jazz, pioneiro das grandes bandas, nasce em Washington, a capital dos Estados Unidos.

Edward Kennedy Ellington é de uma família de classe média que o incentiva a estudar as artes. Seu pai é desenhista da Marinha dos EUA e mordomo da Casa Branca. Aos 7 anos, ele começa a tocar piano. Sua maior paixão é o beisebol. Ele trabalha como vendedor de amendoim para conseguir ver os jogos. Com 17 anos, começa a se apresentar profissionalmente. Em 1923, vai para Nova York.

Sua influência musical no mundo do jazz vai dos anos 1920 aos anos 1970. Ele é considerado o maior compositor da história do jazz. Em 1969, ganha a Medalha Presidencial da Liberdade. Em 1973, entra para a Legião de Honra da França. São as maiores condecorações para civis destes dois países.

LIBERTAÇÃO DE DACHAU

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o 7º Exército dos Estados Unidos liberta dezenas de milhares de prisioneiros do campo de concentração de Dachau, na Alemanha.

Primeiro campo de concentração da Alemanha Nazista, Dachau começa a funcionar em 10 de março de 1933, cinco semanas de Adolf Hitler se tornar chanceler (primeiro-ministro), na cidade do mesmo nome, a 16 quilômetros ao norte de Munique, a capital da Baviera.

Os primeiros presos são comunistas, socialistas e opositores do regime nazista. Depois, chegam ciganos e homossexuais. Os judeus começam a ser enviados a Dachau depois de Noite dos Cristais, 9 de novembro de 1938, quando judeus e propriedades de judeus, especialmente lojas, são atacadas.

Durante a guerra, Dachau vira uma rede de 150 campos de concentração espalhados pela Alemanha. Cerca de 160 mil prisioneiros passam pela campo principal e 60 mil pelos outros. Pelo menos 32 mil morrem. Muito mais são enviados para centros de extermínio na Polônia.

PROTESTO ANTIRRACISTA EXPLODE EM LOS ANGELES 

    Em 1992, depois que a Justiça absolve quatro policiais que espancaram o motorista negro Rodney King, uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial irrompe no Centro-Sul de Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, com saques, depredações, ataques a motoristas e mais de 100 incêndios.

King está em liberdade condicional em 3 de março de 1991, quando é perseguido pela polícia dirigindo em alta velocidade até se render, bêbado. Como resiste à prisão, é brutalmente espancado pelos policiais Laurence Powell, Theodore Briseno e Timothy Wind.

De um edifício próximo, um cidadão grava as cenas de violência num vídeo de um minuto e 29 segundos. Entregue a jornalistas, o vídeo deflagra um debate sobre racismo institucional e violência policial.

Rodney King é liberado sem qualquer acusação. Os três agentes e o sargento Stacey Koon, que comandava a ação, vão a júri popular.

Diante da comoção social, o caso é levado para Simi Valley, no Condado de Ventura. Em 29 de abril de 1992, o júri absolve os réus de todas as acusações, menos uma acusação de agressão física contra Powell, em que os jurados se dividiram.

A absolvição causa os distúrbios mais violentos dos EUA no século 20. Em 1º de maio, o presidente George W. Bush manda o Exército intervir e, no dia seguinte, a situação é controlada.

Em três dias de distúrbios, mais de 60 pessoas morrem, quase 2 mil saem feridas e 7 mil são presas. O prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

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terça-feira, 29 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Abril

 JOANA D'ARC ENTRA EM ORLEANS

    Em 1429, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) contra a Inglaterra, a heroína francesa Joana d'Arc e suas tropas entram na cidade de Orleans, na França.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o Delfim, o futuro Carlos VII, na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, comandando por Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série e vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pelas forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ele é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Em 1920, Santa Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica.

JAMES COOK NA AUSTRÁLIA

    Em 1770, o navegador britânico James Cook desembarca pela primeira vez na Austrália.

Cook nasce em 27 de outubro de 1728, em Marton-in-Cleveland, no Condado de York, na Inglaterra, filho de um agricultor que emigrou da Escócia. Ao perceber que o menino é inteligente, o patrão do pai paga os estudos até 12 anos. Um estágio numa cidade costeira de Whitby o põe em contato com o mar.

Aos 18 anos, Cook começa como aprendiz de marinheiro. Aos 21 anos, está pronto para grandes viagens. De início, trabalha nas águas perigosas do Mar do Norte, em navios de 300 a 400 toneladas. Ganha experiência para grandes viagens. Promovido a piloto, entra para a Marinha Real.

Ele vai duas vezes ao Canadá, em 1759 e 1763-67. Como capitão, faz três viagens ao Oceano Pacífico, em 1768-71, 1772-75 e 1776-79. Vai da Antártida ao Estreito de Bering, das costas da América do Norte à Austrália, à Nova Zelândia e ao Havaí. É o primeiro europeu a visitar o Havaí. Com uma dieta de agrião, chucrute e um extrato de laranja, seus marinheiros não morrem de escorbuto, uma doença causada por falta de vitamina C.

NASCE DUKE ELLINGTON

    Em 1889, o compositor e pianista Duke Ellington, um dos músicos mais importantes da história do jazz, pioneiro das grandes bandas, nasce em Washington, a capital dos Estados Unidos.

Edward Kennedy Ellington é de uma família de classe média que o incentiva a estudar as artes. Seu pai é desenhista da Marinha dos EUA e mordomo da Casa Branca. Aos 7 anos, ele começa a tocar piano. Sua maior paixão era o beisebol. Ele trabalha como vendedor de amendoim para conseguir ver os jogos. Com 17 anos, começa a se apresentar profissionalmente. Em 1923, vai para Nova York.

Sua influência musical no mundo do jazz vai dos anos 1920 aos anos 1970. Ele é considerado o maior compositor da história do jazz. Em 1969, ganha a Medalha Presidencial da Liberdade. Em 1973, entra para a Legião de Honra da França. São as maiores condecorações para civis destes dois países.

LIBERTAÇÃO DE DACHAU

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o 7º Exército dos Estados Unidos liberta dezenas de milhares de prisioneiros do campo de concentração de Dachau, na Alemanha.

Primeiro campo de concentração da Alemanha Nazista, Dachau começa a funcionar em 10 de março de 1933, cinco semanas de Adolf Hitler se tornar chanceler (primeiro-ministro), na cidade do mesmo nome, a 16 quilômetros ao norte de Munique, a capital da Baviera.

Os primeiros presos são comunistas, socialistas e opositores do regime nazista. Depois, chegam ciganos e homossexuais. Os judeus começam a ser enviados a Dachau depois de Noite dos Cristais, 9 de novembro de 1938, quando judeus e propriedades de judeus, especialmente lojas, são atacadas.

Durante a guerra, Dachau vira uma rede de 150 campos de concentração espalhados pela Alemanha. Cerca de 160 mil prisioneiros passam pela campo principal e 60 mil pelos outros. Pelo menos 32 mil morrem. Muito mais são enviados para centros de extermínio na Polônia.

PROTESTO ANTIRRACISTA EXPLODE EM LOS ANGELES 

    Em 1992, depois que a Justiça absolve quatro policiais que espancaram o motorista negro Rodney King, uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial irrompe no Centro-Sul de Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, com saques, depredações, ataques a motoristas e mais de 100 incêndios.

King está em liberdade condicional em 3 de março de 1991, quando é perseguido pela polícia dirigindo em alta velocidade até se render, bêbado. Como resiste à prisão, é brutalmente espancado pelos policiais Laurence Powell, Theodore Briseno e Timothy Wind.

De um edifício próximo, um cidadão grava as cenas de violência num vídeo de um minuto e 29 segundos. Entregue a jornalistas, o vídeo deflagra um debate sobre racismo institucional e violência policial.

Rodney King é liberado sem qualquer acusação. Os três agentes e o sargento Stacey Koon, que comandava a ação, vão a júri popular.

Diante da comoção social, o caso é levado para Simi Valley, no Condado de Ventura. Em 29 de abril de 1992, o júri absolve os réus de todas as acusações, menos uma acusação de agressão física contra Powell, em que os jurados se dividiram.

A absolvição causa os distúrbios mais violentos dos EUA no século 20. Em 1º de maio, o presidente George W. Bush manda o Exército intervir e, no dia seguinte, a situação é controlada.

Em três dias de distúrbios, mais de 60 pessoas morrem, quase 2 mil saem feridas e 7 mil são presas. O prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Hoje na História do Mundo: 29 de Abril

JOANA D'ARC ENTRA EM ORLEANS

    Em 1429, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), a heroína francesa Joana d'Arc e suas tropas entram na cidade de Orleans.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o Delfim, o futuro Carlos VII, na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, comandando por Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série de vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pelas forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ela é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Em 1920, Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica.

JAMES COOK NA AUSTRÁLIA

    Em 1770, o navegador britânico James Cook desembarca pela primeira vez na Austrália.

Cook nasce em 27 de outubro de 1728, em Marton-in-Cleveland, no Condado de York, na Inglaterra, filho de um agricultor que emigrou da Escócia. Ao perceber que o menino é inteligente, o patrão do pai paga os estudos até 12 anos. Um estágio numa cidade costeira de Whitby o põe em contato com o mar.

Aos 18 anos, Cook começa como aprendiz de marinheiro. Aos 21 anos, está pronto para grandes viagens. De início, trabalha nas águas perigosas do Mar do Norte, em navios de 300 a 400 toneladas. Ganha experiência para grandes viagens. Promovido a piloto, entra para a Marinha Real.

Ele vai duas vezes ao Canadá, em 1759 e 1763-67. Como capitão, faz três viagens ao Oceano Pacífico, em 1768-71, 1772-75 e 1776-79. Vai da Antártida ao Estreito de Bering, das costas da América do Norte à Austrália, à Nova Zelândia e ao Havaí. É o primeiro europeu a visitar o Havaí. Com uma dieta de agrião, chucrute e um extrato de laranja, seus marinheiros não morrem de escorbuto, uma doença causada por falta de vitamina C.

NASCE DUKE ELLINGTON

    Em 1889, o compositor e pianista Duke Ellington, um dos músicos mais importantes da história do jazz, pioneiro das grandes bandas, nasce em Washington, a capital dos Estados Unidos.

Edward Kennedy Ellington é de uma família de classe média que o incentiva a estudar as artes. Seu pai era desenhista da Marinha dos EUA e mordomo da Casa Branca. Aos 7 anos, ele começa a tocar piano. Sua maior paixão era o beisebol. Ele trabalha como vendedor de amendoim para conseguir ver os jogos. Com 17 anos, começa a se apresentar profissionalmente. Em 1923, vai para Nova York.

Sua influência musical no mundo do jazz vai dos anos 1920 aos anos 1970. Ele é considerado o maior compositor da história do jazz. Em 1969, ganha a Medalha Presidencial da Liberdade. Em 1973, entra para a Legião de Honra da França. São as maiores condecorações para civis destes dois países.

LIBERTAÇÃO DE DACHAU

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o 7º Exército dos Estados Unidos liberta dezenas de milhares de prisioneiros do campo de concentração de Dachau, na Alemanha.

Primeiro campo de concentração da Alemanha Nazista, Dachau começa a funcionar em 10 de março de 1933, cinco semanas de Adolf Hitler se tornar chanceler (primeiro-ministro), na cidade do mesmo nome, a 16 quilômetros ao norte de Munique, a capital da Baviera.

Os primeiros presos são comunistas, socialistas e opositores do regime nazista. Depois, chegam ciganos e homossexuais. Os judeus começam a ser enviados a Dachau depois de Noite dos Cristais, 9 de novembro de 1938, quando judeus e propriedades de judeus, especialmente lojas, são atacadas.

Durante a guerra, Dachau vira uma rede de 150 campos de concentração espalhados pela Alemanha. Cerca de 160 mil prisioneiros passam pela campo principal e 60 mil pelos outros. Pelo menos 32 mil morrem. Muito mais do que isso é enviado para centros de extermínio na Polônia.

PROTESTO ANTIRRACISTA EXPLODE EM LOS ANGELES 

    Em 1992, depois que a Justiça absolve quatro policiais que espancaram o motorista negro Rodney King, uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial irrompe no Centro-Sul de Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, com saques, depredações, ataques a motoristas e mais de 100 incêndios.

King está em liberdade condicional em 3 de março de 1991, quando é perseguido pela polícia em alta velocidade até se render, bêbado. Como não se mostra disposto a colaborar com a polícia, é brutalmente espancado pelos policiais Laurence Powell, Theodore Briseno e Timothy Wind.

De um edifício próximo, um cidadão grava as cenas de violência num vídeo de um minuto e 29 segundos. Entregue a jornalistas, o vídeo deflagra um debate sobre racismo institucional e violência policial.

Rodney King é liberado sem qualquer acusação. Os três agentes e o sargento Stacey Koon, que comandava a ação, vão a júri popular.

Diante da comoção social, o caso é levado para Simi Valley, no Condado de Ventura. Em 29 de abril de 1992, o júri absolve os réus de todas as acusações, menos uma acusação de agressão física contra Powell, em que os jurados se dividiram.

A absolvição causa os distúrbios mais violentos dos EUA no século 20. Em 1º de maio, o presidente George W. Bush manda o Exército intervir e, no dia seguinte, a situação é controlada.

Em três dias de distúrbios, mais de 60 pessoas morrem, quase 2 mil saem feridas e 7 mil são presas. O prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Aniversário da libertação de Auschwitz é alerta contra discursos nazifascistas

O mundo festeja os 75 anos da libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia, no momento em que enfrenta a maior ascensão da extrema direita desde os anos 1930.

Às nove da manhã de 27 de janeiro de 1945, um soldado da 100ª Divisão de Infantaria do Exército Vermelho da União Soviética invadiu o primeiro campo. Ao todo, 7 mil e 500 prisioneiros foram libertados. Foram encontrados mais de 600 corpos, 837 mil roupas femininas, 370 mil ternos masculinos, sete toneladas de cabelo, que seriam de 140 mil pessoas.

Setenta e cinco anos depois, só restam sobreviventes que eram crianças. Para os mais jovens, a guerra é uma experiente distante que está no cinema, na TV e nos livros de história. Parece que pouco a pouco a maior tragédia da história da humanidade é esquecida, a ponto do ex-secretário nacional de Cultura Roberto Alvim, ter gravado um vídeo usando ideias e expressões copiadas do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels. Meu comentário:

sábado, 29 de outubro de 2016

França admite internação de ciganos durante Segunda Guerra Mundial

Pela primeira vez, um presidente da França aceitou a responsabilidade do país pela internação de ciganos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). O presidente François Hollande visitou hoje o antigo campo de concentração de Montreuil-Bellay, em Maine-et-Loire.

"A República reconhece o sofrimento dos nômades que foram internados e admite sua responsabilidade neste grande drama", declarou Hollande, homenageando os ciganos internados pelo regime de Vichy, que colaborou com a ocupação nazista. Muitos ficaram detidos até 1946, depois do fim da guerra.

Entre 6 e 6,5 mil ciganos foram internados em 31 campos de concentração administrados por autoridades francesas. Montreuil-Bellay era o maior de todos. Mais de 2 mil nômades e sem-teto de Nantes foram internados lá de novembro de 1941 a janeiro de 1945. Pelo menos cem morreram.

Paris foi libertada em 25 de agosto de 1944, mas os ciganos só em 1946.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Israelenses protestam contra instalação de chuveiros em Auschwitz

Um grupo de israelenses que visitou o antigo campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia, no domingo passado, ficaram surpresos e chocados com a instalação de chuveiros de vapor d'água como os usados para combater o calor nas praias do Rio de Janeiro.

"Assim que desci do ônibus, dei de cara com o chuveiro", lamentou Meyer Bolka. "Fiquei chocada. Foi um soco no estômago. Fui à recepção e reclamei a uma recepcionista. Ela explicou que era por causa do calor. Então, eu disse: 'Com todo o respeito, me lembra das câmaras de gás'."

Cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram no campo de concentração e centro de extermínio de Auschwitz-Birkenau, o maior de todos os criados pela Alemanha de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. A grande maioria era de judeus, mas também mortos lá oficiais poloneses, homossexuais, ciganos, esquerdistas e membros da resistência antinazista.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sobreviventes festejam libertação de Auschwitz

Cerca de 300 sobreviventes do Holocausto participam neste momento da cerimônia para lembrar os 70 anos da libertação pelo Exército Vermelho do campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Mas o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não participa por causa do conflito com a Ucrânia, sinal de nova divisão na Europa, e há um aumento do antissemitismo em várias regiões do planeta.

A maior preocupação dos sobreviventes é que sua história jamais seja esquecida. Ontem, a Fundação pela Memória da Shoah apresentou o resultado de três projetos: uma pesquisa internacional sobre o que os jovens de hoje pensam sobre o século 20, um documentário sobre a tentativa de exterminar os judeus da Europa e a reedição do Álbum de Auschwitz, um livro e DVD com cerca de 200 fotografias que mostram como funcionava o mais sinistro dos campos de concentração nazistas.

O livro reúne fotos de uma sobrevivente, Lili Jacob, que documentou a tragédia dos judeus deportados desde que chegavam ao campo até a morte nas câmaras de gás e a destruição dos corpos em fornos crematórios, e do oficial das SS Karl Höcker, assessor do comandante de Auschwitz.

Em 1940, um quartel do Exército da Polônia, invadida pela Alemanha em 1º de setembro de 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, foi transformado em prisão para inimigos da ocupação nazista: dissidentes e nacionalistas poloneses, comunistas e esquerdistas em geral, ciganos e judeus.

Nos dois anos seguintes, Auschwitz foi transformado num campo de concentração, especialmente depois que uma conferência realizada pelos nazistas às margens do Lago Wannsee decidiu, em 20 de janeiro de 1942, adotar a "solução final" de exterminar todo o povo judeu.

Como ficava junto ao principal entroncamento ferroviário da Europa Oriental, Auschwitz recebeu grande quantidade de judeus da Hungria e da Ucrânia. Os adultos sadios faziam trabalhos forçados. Velhos, crianças e doentes eram sumariamente eliminados.

Logo, os nazistas resolveram aperfeiçoar os métodos de matar. Criaram as câmaras de gás, onde suas vítimas eram induzidas a entrar como se fossem tomar banho para serem sufocadas com inseticidas e em seguida queimadas em fornos crematórios.

A quantidade de pessoas enviadas era tanta que foi necessário construir um novo campo, Birkenau, onde os presos do nazismo eram concentrados e torturados até serem exterminados em Auschwitz. Sobrevivem em Birkenau os grandes pavilhões de madeira onde judeus e outras vítimas eram amontoadas em condições precárias, sem roupa e alimentos necessários para enfrentar o frio de até 25 graus negativos do inverno polonês.

Hoje estima-se que 11 milhões de pessoas foram mortas no Holocausto, sendo 6 milhões de judeus e 1 milhão de ciganos. Pelo menos 1,1 milhão, talvez 1,5 milhão, morreram em Auschwitz nas câmaras de gás, de fuzilamento, fome e frio.

O campo foi usado para testar a resistência humana até o limite final e para as experiências de manipulação genética do médico Josef Mendele. Quando o Exército Vermelho libertou Auschwitz-Birkenau, restavam 7 mil sobreviventes.

Todo o ser humano deveria ir a Auschwitz pelo menos uma vez na vida para se dar conta do que sua espécie é capaz. O simples ruído das crianças brincando num lugar tão sinistro já causa problemas de consciência. Mas, afinal, os culpados foram os nazistas. As crianças são inocentes, mas todos nos sentimos culpados ao revisitar o palco da maior tragédia da história.

Se você ficar atrás da guia turística enquanto ela descreve em pormenores das atrocidades cometidas em Auschwitz - celas sem ar para respirar ou com barras de ferro, salas de tortura, laboratório de manipulação genética -, verá os rostos dos visitantes se transfigurando diante do horror.

Em Auschwitz, tudo é superlativo. São milhares de malas, de sapatos, de sapatinhos de crianças, montes de cabelo, de bens roubados das vítimas... É tudo tão horrível que o visitante começa a se sentir mal. Aí, mais uma vez, sente-se culpado pelos males do mundo e pela tragédia de Auschwitz. Somos todos culpados.

Esse sentimento se reforça com as novas ameaças que pairam sobre os judeus especialmente na Europa, sem esquecer que aqui, na Argentina, acaba de morrer o promotor especial encarregado de investigar o pior atentado terrorista da história da América Latina, realizado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA).

No 70º aniversário da libertação de Auschwitz, celebrado como Dia da Memória do Holocausto, o presidente do Congresso Judaico Europeu, Moshe Cantor, adverte que está próximo um novo êxodo dos judeus da Europa e que "o jihadismo se parece com o nazismo".

Antes de participar da cerimônia na Polônia, o diretor de cinema Steven Spielberg, judeu americano que ganhou um Oscar por A Lista de Schindler, em que contava como um benfeitor salvou judeus do Holocausto, condenou "o esforço crescente para expulsar os judeus da Europa". Ele gravou depoimentos de 58 mil sobreviventes do Holocausto.

Em 2014, portanto antes dos atentados do início deste mês, mais do que dobrou o número de judeus franceses que emigraram para Israel, superando até os judeus dos Estados Unidos, cuja população é oito vezes maior.

Durante cerimônia para marcar a data em Berlim, a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel considerou uma "desgraça" que os judeus ainda enfrentem insultos, ameaças e agressões na Alemanha. O crescimento da islamofobia com movimentos como os Patriotas Europeus unidos contra a Islamização do Ocidente ajuda a alimentar o neonazismo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Polonês se infiltrou em Auschwitz para contar história

Por quase três anos, ele fez o trabalho de reportagem mais arriscado de todos: Witold Pilecki se infiltrou no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial para conter a história do inferno nazista. Sobreviveu. Numa ironia do destino, aquele herói da resistência polonesa foi   condenado com base em acusação forjada e executado pelo regime comunista do pós-guerra.

"Ele foi único", celebra a filha Zofia Pilecka Optulowicz, lembrando que o pai se deixou prender num arrastão da polícia da Alemanha nazista para entrar em Auschwitz em 1940. Ele conseguiu contar ao mundo a história das execuções em massa em câmaras de gás e fornos crematórios antes de escapar. "Gostaria de ter um lugar para acender uma vela para ele".

Seis décadas depois, a família tem esperança de que seus restos sejam identificados entre ossadas exumadas de um cemitério clandestino descoberto num canto do cemitério militar de Varsóvia, reporta o jornal liberal israelense Haaretz.

Mais de cem esqueletos, na maioria de homens, foram exumados neste verão no Hemisfério Norte. Os corpos foram jogados ali na calada da noite, ao lado das tumbas das autoridades que executaram suas sentenças a mando de Moscou e do Partido Comunista da União Soviética.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Pórtico de Auschwitz é roubado

A frase inscrita no pórtico do campo de concentração em Auschwitz, na Polônia, com os dizeres "O trabalho liberta", foi roubado ontem.

Auschwitz-Birkenau foi o maior e pior campo de concentração nazista na Segunda Guerra Mundial, onde 1,5 milhão de pessoas foram mortas. É o maior símbolo do Holocausto.

A frase era mais uma mentira. A maioria morreu em câmaras de gás logo depois de chegar a Auschwitz, e os outros de fome e doenças causadas por um regime de trabalho de escravidão.