Mostrando postagens com marcador Câmaras de Gás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Câmaras de Gás. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Auschwitz retira os chuveiros após onda de protestos

Sob pressão internacional, o museu do antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, desmontou os chuveiros de vapor d'água instalados na entrada para aliviar o calor dos visitantes neste verão europeu, mas alegou ter feito isso porque as temperaturas baixaram.

Depois de reclamações de turistas israelenses, que viam os chuveiros como uma lembrança das câmaras de gás, na segunda-feira, o Museu de Auschwitz declarou que eles tinham sido instalados para amenizar o calor deste verão, que chegou a 37 graus centígrados.

"Por causa do calor extremo registrado em agosto na Polônia,borrifadores de vapor foram colocados perto da entrada", declarou a direção do museu no Facebook em resposta ao jornal The Times of Israel. "Os borifadores foram colocados na entrada do museu, onde não há sombra e as pessoas fazem fila para comprar ingressos. A decisão foi tomada depois que vários visitantes desmaiaram por causa do calor intenso."

Acredita-se que 1,5 milhão de pessoas foram mortas no campo de concentração e centro de extermínio de Auschwitz-Birkenau, sendo 1,1 milhão de judeus, durante o Holocausto promovido pelo regime nazista da Alemanha na Segunda Guerra Mundial.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Israelenses protestam contra instalação de chuveiros em Auschwitz

Um grupo de israelenses que visitou o antigo campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia, no domingo passado, ficaram surpresos e chocados com a instalação de chuveiros de vapor d'água como os usados para combater o calor nas praias do Rio de Janeiro.

"Assim que desci do ônibus, dei de cara com o chuveiro", lamentou Meyer Bolka. "Fiquei chocada. Foi um soco no estômago. Fui à recepção e reclamei a uma recepcionista. Ela explicou que era por causa do calor. Então, eu disse: 'Com todo o respeito, me lembra das câmaras de gás'."

Cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram no campo de concentração e centro de extermínio de Auschwitz-Birkenau, o maior de todos os criados pela Alemanha de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. A grande maioria era de judeus, mas também mortos lá oficiais poloneses, homossexuais, ciganos, esquerdistas e membros da resistência antinazista.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Justiça da França suspende assembleia da Frente Nacional

O Tribunal de Justiça de Nanterre, na França, cancelou a realização de uma assembleia geral do partido de extrema direita Frente Nacional destinada a extinguir o cargo de presidente de honra, ocupado por seu fundador, Jean-Marie Le Pen, pai e antecessor da líder atual, Marine Le Pen.

A Justiça exigiu a convocação de um congresso do partido para modificar os estatutos e não apenas uma votação pelo correio.

Marine Le Pen herdou a FN do pai decidida a torná-la um partido aceitável pelo eleitorado volátil do centro do espectro sem filiação partidária. Para fazer do discurso antieuropeu e anti-imigrantes algo mais palatável, suprimiu a retórica neonazista e antissemita. Afinal, os alvos agora são os muçulmanos.

Sem se intimidar, Jean-Marie voltou a minimizar o Holocausto ao insistir em entrevista a uma revista de ultradireita que as câmaras de gás foram um detalhe menor da história da Segunda Guerra Mundial. Censurado e afastado pela filha, o pai foi à Justiça.

Em 21 de abril de 2002, Le Pen, o pai, surpreendeu o mundo ao bater o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e chegar ao segundo turno com o presidente conservador Jacques Chirac, que se reelegeu com facilidade.

No primeiro turno de 2012, Marine obteve 17,9% dos votos, acima dos 16,9% do pai dez anos antes. Em 2014, a Frente Nacional foi o partido mais votado da França nas eleições para o Parlamento Europeu.

Neste ano, Marine não conseguiu transformar a FN no "maior partido da França". Ficou em segundo nas eleições departamentais, atrás da União por um Movimento Popular (UMP), rebatizada como Os Republicanos pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, que sonha em voltar ao Palácio do Eliseu.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Pai e filha brigam na extrema direita da França

A guerra no seio da família dirigente da extrema direita da França virou um conflito aberto sem misericórdia, observou o jornal francês Le Monde. A atual presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, está pressionando o pai, Jean-Marie Le Pen, a deixar o partido fundado por ele em 1972.

"Decidi abrir um procedimento disciplinar", declarou Marine Le Pen à televisão francesa TF1 depois de uma controvertida entrevista do pai ao semanário de ultradireita Rivarol repetindo a pregação neonazista que já lhe valeu uma condenação.

Desde que assumiu o comando do partido, substituindo o pai, Marine tenta desdemonizar a FN para torná-la tolerável ao eleitorado de centro e aumentar assim suas chances de chegar à Presidência da França em 2017. Ela pediu ao pai que "prove sua sabedoria, assuma as consequências do problema criado por ele mesmo e talvez pare de ter responsabilidades políticas", ou seja, se aposente.

Para tornar a FN elegível, Marine Le Pen tenta combater o antissemitismo da extrema direita francesa, dirigindo o ódio para imigrantes, muçulmanos e a União Europeia. Por isso, viu o pai "dentro de uma verdadeira espiral descendente entre a política de terra arrasada e o suicídio político".

Aos 86 anos, Jean-Marie Le Pen, um veterano da Guerra da Independência da Argélia que nunca aceitou o fim do império colonial francês, repetiu suas declarações sobre a Segunda Guerra Mundial que lhe deram problemas com a Justiça em 1987.

Na sua opinião, as câmaras de gás em que os nazistas incineraram judeus, ciganos, comunistas e outros inimigos políticos foram apenas um "detalhe" na história da guerra. Para Le Pen, o marechal Phillipe Pétain, que dirigiu o governo francês submisso à ocupação nazista, não foi um traidor da pátria.

O rude neofascista francês atropelou a estratégia eleitoral da própria filha.

Em 2014, a Frente Nacional foi o partido mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na França, com 25% dos votos. No mês passado, esperava se tornar o maior partido do país nas eleições departamentais. Cresceu para 26%, mas ficou atrás da União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, e aliados, com 30%.

Com o desgaste do Partido Socialista, do presidente François Hollande, por causa da crise econômica e do desemprego, Marine Le Pen sonha em chegar ao segundo turno em 2017, a exemplo do que seu pai conseguiu em 2002, tirando o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin do segundo turno.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Comediante francês é condenado por apologia ao terrorismo

O comediante francês Dieudonné M'bala M'bala foi condenado hoje em Paris a dois meses de prisão com direito a suspensão da pena por apologia do terrorismo, informa o jornal francês Le Monde.

Depois dos atentados que mataram 17 pessoas em Paris de 7 a 9 de janeiro de 2015, ele publicou mensagem numa rede social apoiando Amédy Coulibaly, que matou quatro pessoas num ataque contra um supermercado de comida judaica em Paris e uma policial no dia anterior.

"Eu me sinto Charlie Coulibaly", escreveu Dieudonné em 11 de janeiro, o domingo em que milhões de pessoas saíram às ruas de Paris e várias cidades francesas em apoio à democracia e à liberdade de expressão, e contra o terrorismo.

O humorista ficou conhecido pelas tiradas antissemitas que usa como jogadas de marketing para promover seus shows. No caso, misturou a frase em solidariedade aos jornalistas do jornal satírico Charlie Hebdo, principal alvo do terror, com o sobrenome do terrorista do supermercado.

Dieudonné foi enquadrado numa nova lei mais rigorosa aprovada em novembro na França para combater a propaganda terrorista e o discurso para aliciar voluntários para o martírio. As penas previstas vão até sete anos de prisão e multa de até 100 mil euros.

Ele já havia sido multado várias vezes. Essa foi a primeira condenação capaz de dar cadeia. Na quinta-feira, Dieudonné espera outra sentença, resultado de um processo por ter lamentado em 2013 que um jornalista judeu não tivesse morrido nas "câmaras de gás". Se for condenado de novo, perde o direito à suspensão da pena e terá de cumprir as duas sentenças.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fábrica de fornos de Auschwitz vira museu

A fábrica da empresa Topf & Söhne, que fazia os fornos crematórios do campo de concentração de Auschwitz, vai virar museu, revelou a revista alemã Der Spiegel. Será uma maneira de guardar para a História a intimidade das relações da indústria da Alemanha com as políticas de extermínio do nazismo.

Ontem foi o Dia do Holocausto. Comemorou-se a libertação de Auschwitz, o maior de todos os campos de concentração, onde 1,5 milhão de pessoas teriam sido mortas.

A partir de 1940, o que era um quartel do Exército da Polônia próximo a um dos principais entroncamentos ferroviários da Europa Oriental virou um centro do terrorismo mais crual praticado em toda a História da Humanidade.

Em Auschwitz, foram testados todos os tipos de tortura e realizadas experiências de manipulação genética de seres humanos.

A Topf & Söhne também projetou o sistema de ventilação das câmaras de gás.

Acredita-se que 11 milhões de pessoas morreram nos mais de 2 mil campos de concentração e centros de trabalhos forçados da Alemanha nazista. Foram 6 milhões de judeus, 1 milhão de ciganos, soldados inimigos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos e mentais.