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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

FIM DO IMPÉRIO PERSA

    Em 331 antes de Cristo, Alexandre III, o Grande, da Macedônia, vence Dario III na Batalha de Gaugamela, uma das mais estudadas nas escolas militares porque Alexandre tem muito menos soldados. É o fim do Império Persa.

Os persas tentam invadir a Grécia no século 5 AC, nas Guerras Greco-Persas ou Guerras Medas (499-449 AC), mas são derrotados. Com a vitória, Atenas se transforma numa potência imperial e Esparta inicia a Guerra do Peloponeso porque a rival está se tornando poderosa demais.

Esparta vence, mas depois é derrotada por Tebas. É o fim da Idade de Ouro na Grécia. Disso se aproveita Felipe II, da Macedônia, pai de Alexandre, para tomar o poder em 359 AC. Ao morrer, em 336 AC, Felipe deixa o reino para o filho, que invade a Ásia e reinicia o conflito com os persas.

Diante da derrota em Gaugamela, o exército de Dario III foge. Alexandre o persegue por 110 quilômetros até Arbela. Perde 100 homens e mil cavalos na perseguição. 

Com a vitória, Alexandre conquista a Babilônia, toda a Mesopotâmia e metade da Pérsia. Seus soldados o aclamam Rei da Ásia e prometem conquistar todo o continente. 

MARIA SANGUINÁRIA

    Em 1553, Maria Tudor, a filha mais velha de Henrique VIII, católica, é coroada Maria I, da Inglaterra, na Abadia de Westminster, em Londres. É a primeira mulher a ascender ao trono do país.

Henrique VIII quer um filho homem para evitar um conflito sucessório como a Guerra das Duas Rosas (1455-87), vencida por seu pai, Henrique VII. Mas sua primeira mulher, Catarina de Aragão, filha de Fernando e Isabel, os reis católicos da Espanha, tem cinco filhos e a única sobrevivente é uma filha mulher, Maria.

Para se divorciar e casar com Ana Bolena, Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja Anglicana em 1534. É a Reforma Protestante na Inglaterra. Ao fazer isso, o rei divide o país entre católicos e protestantes, o que fomentaria guerras civis até 1689.

A terceira de suas seis esposas, Jane Seymour, lhe dá um filho homem, mas Eduardo VI (1547-53) tem problemas de saúde e reina por apenas seis anos. Primeiro rei educado no protestantismo, Eduardo VI tenta consolidar a Reforma.

Eduardo VI não queria entregar a coroa à irmã católica. Nomeia a prima Joana Grey, bisneta de Henrique VII, como sucessora. Lady Jane é a Rainha dos Nove Dias, de 10 a 19 de julho de 1553, quando Maria I é proclamada rainha. Joana é presa na Torre de Londres, condenada por traição e executada.

Ao ascender ao trono, Maria I revoga a Reforma e proíbe o protestantismo. Passa a ser chamada de Maria Sanguinária (Bloody Mary) depois da execução de 280 protestantes. Ela se casa com Felipe II, da Espanha, numa aliança de reis católicos. Este casamento enfrenta resistência na Inglaterra, especialmente dos protestantes.

Fraca e doente, Maria I morre aos 42 anos, provavelmente de câncer de útero ou de ovários. Sem descendentes depois de duas gravidezes psicológicas, é obrigada a apontar a irmã protestante, Elizabeth Tudor como sucessora.

Seu legado é uma reforma fiscal, a expansão naval e exploração colonial que lançam a semente do Império Britânico, que começa a se desenvolver sob Elizabeth I (1558-1603).

PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Estados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas de 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro ou do Meio, terra de poetas, artistas e filósofos, é o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial, da Revolução Científica e da Revolução Militar, e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), de certa forma a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

MASSACRE EM LAS VEGAS

    Em 2017, da janela de um quarto de hotel em Las Vegas, o atirador Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra um festival de música, mata 58 pessoas, fere outras centenas e se suicida, no pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, superando um massacre com 49 mortes numa discoteca gay de Orlando, na Flórida, em 2016.

Às 22h08, o atirador abre fogo do alto de um quarto do Mandalay Bay Casino & Resort contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistem a um show de música caipira de Jason Aldean.

Paddock era dono de 42 armas de fogo, inclusive fuzis de assalto AR-15. Leva 23 para o hotel e deixa 19 em casa. Nativo de Sun Valley, na Califórnia, morava numa comunidade de aposentados em Mesquita, no estado de Nevada. o mesmo de Las Vegas.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

FIM DO IMPÉRIO PERSA

    Em 331 antes de Cristo, Alexandre III, o Grande, da Macedônia, vence Dario III na Batalha de Gaugamela, uma das mais estudadas nas escolas militares porque Alexandre tem muito menos soldados. É o fim do Império Persa.

Os persas tentam invadir a Grécia no século 5 AC, nas Guerras Greco-Persas ou Guerras Medas (499-449 AC), mas são derrotados. Com a vitória, Atenas se transforma numa potência imperial e Esparta inicia a Guerra do Peloponeso porque a rival está se tornando poderosa demais.

Esparta vence, mas depois é derrotada por Tebas. É o fim da Idade de Ouro na Grécia. Disso se aproveita Felipe II, da Macedônia, pai de Alexandre, para tomar o poder em 359 AC. Ao morrer, em 336 AC, Felipe deixa o reino para o filho, que invade a Ásia e reinicia o conflito com os persas.

Diante da derrota em Gaugamela, o exército de Dario III foge. Alexandre o persegue por 110 quilômetros até Arbela. Perde 100 homens e mil cavalos na perseguição. 

Com a vitória, Alexandre conquista a Babilônia, toda a Mesopotâmia e metade da Pérsia. Seus soldados o aclamam Rei da Ásia e prometem conquistar todo o continente. 

MARIA SANGUINÁRIA

    Em 1553, Maria Tudor, a filha mais velha de Henrique VIII, católica, é coroada Maria I, da Inglaterra, na Abadia de Westminster, em Londres. É a primeira mulher a ascender ao trono do país.

Henrique VIII quer um filho homem para evitar um conflito sucessório como a Guerra das Duas Rosas (1455-87), vencida por seu pai, Henrique VII. Mas sua primeira mulher, Catarina de Aragão, filha de Fernando e Isabel, os reis católicos da Espanha, tem cinco filhos e a única sobrevivente é uma filha mulher, Maria.

Para se divorciar e casar com Ana Bolena, Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja Anglicana em 1534. É a Reforma Protestante na Inglaterra. Ao fazer isso, o rei divide o país entre católicos e protestantes, o que fomentaria guerras civis até 1689.

A terceira de suas seis esposas, Jane Seymour, lhe dá um filho homem, mas Eduardo VI (1547-53) tem problemas de saúde e reina por apenas seis anos. Primeiro rei educado no protestantismo, Eduardo VI tenta consolidar a Reforma.

Eduardo VI não queria entregar a coroa à irmã católica. Nomeia a prima Joana Grey, bisneta de Henrique VII, como sucessora. Lady Jane é a Rainha dos Nove Dias, de 10 a 19 de julho de 1553, quando Maria I é proclamada rainha. Joana é presa na Torre de Londres, condenada por traição e executada.

Ao ascender ao trono, Maria I revoga a Reforma e proíbe o protestantismo. Passa a ser chamada de Maria Sanguinária (Bloody Mary) depois da execução de 280 protestantes. Ela se casa com Felipe II, da Espanha, numa aliança de reis católicos. Este casamento enfrenta resistência na Inglaterra, especialmente dos protestantes.

Fraca e doente, Maria I morre aos 42 anos, provavelmente de câncer de útero ou de ovários. Sem descendentes depois de duas gravidezes psicológicas, é obrigada a apontar a irmã protestante, Elizabeth Tudor como sucessora.

Seu legado é uma reforma fiscal, a expansão naval e exploração colonial que lançam a semente do Império Britânico, que começa a se desenvolver sob Elizabeth I (1558-1603).

PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Estados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas de 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro ou do Meio, terra de poetas, artistas e filósofos, é o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), de certa forma a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

MASSACRE EM LAS VEGAS

    Em 2017, da janela de um quarto de hotel em Las Vegas, o atirador Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra um festival de música, mata 58 pessoas, fere outras centenas e se suicida, no pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, superando um massacre com 49 mortes numa discoteca gay de Orlando, na Flórida, em 2016.

Às 22h08, o atirador abre fogo do alto de um quarto do Mandalay Bay Casino & Resort contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistem a um show de música caipira de Jason Aldean.

Paddock era dono de 42 armas de fogo, inclusive fuzis de assalto AR-15. Leva 23 para o hotel e deixa 19 em casa. Nativo de Sun Valley, na Califórnia, morava numa comunidade de aposentados em Mesquita, no estado de Nevada. o mesmo de Las Vegas. 

domingo, 1 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

FIM DO IMPÉRIO PERSA

    Em 331 antes de Cristo, Alexandre III, o Grande, da Macedônia, vence Dario III na Batalha de Gaugamela, uma das mais estudadas nas escolas militares porque Alexandre tem muito menos soldados. É o fim do Império Persa.

Os persas tentam invadir a Grécia no século 5 AC, nas Guerras Greco-Persas ou Guerras Medas (499-449 AC), mas são derrotados. Com a vitória, Atenas se transforma numa potência imperial e Esparta inicia a Guerra do Peloponeso porque a rival está se tornando poderosa demais.

Esparta vence, mas depois é derrotada por Tebas. É o fim da Idade de Ouro na Grécia. Disso se aproveita Felipe II, da Macedônia, pai de Alexandre, para tomar o poder em 359 AC. Ao morrer, em 336 AC, Felipe deixa o reino para o filho, que invade a Ásia e reinicia o conflito com os persas.

Diante da derrota em Gaugamela, o exército de Dario III foge. Alexandre o persegue por 110 quilômetros até Arbela. Perde 100 homens e mil cavalos na perseguição. 

Com a vitória, Alexandre conquista a Babilônia, toda a Mesopotâmia e metade da Pérsia. Seus soldados o aclamam Rei da Ásia e prometem conquistar todo o continente. 

MARIA SANGUINÁRIA

    Em 1553, Maria Tudor, a filha mais velha de Henrique VIII, católica, é coroada Maria I, da Inglaterra, na Abadia de Westminster, em Londres. É a primeira mulher a ascender ao trono do país.

Henrique VIII quer um filho homem para evitar um conflito sucessório como a Guerra das Duas Rosas (1455-87), vencida por seu pai, Henrique VII. Mas sua primeira mulher, Catarina de Aragão, filha de Fernando e Isabel, os reis católicos da Espanha, tem cinco filhos, a única sobrevivente é uma filha mulher, Maria.

Para se divorciar e casar com Ana Bolena, Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja Anglicana em 1534. É a Reforma Protestante na Inglaterra. Ao fazer isso, o rei divide o país entre católicos e protestantes, o que fomentaria guerras civis até 1689..

A terceira de suas seis esposas, Jane Seymour, lhe dá um filho homem, mas Eduardo VI (1547-53) tem problemas de saúde e reina por apenas seis anos. Primeiro rei educado no protestantismo, Eduardo VI tenta consolidar a Reforma.

Eduardo VI não queria entregar a coroa à irmã católica. Nomeia a prima Joana Grey, bisneta de Henrique VII, como sucessora. Lady Jane é a Rainha dos Nove Dias, de 10 a 19 de julho de 1553, quando Maria I é proclamada rainha. Joana é presa na Torre de Londres, condenada por traição e executada.

Ao ascender ao trono, Maria I revoga a Reforma e proíbe o protestantismo. Passa a ser chamada de Maria Sanguinária (Bloody Mary) depois da execução de 280 protestantes. Ela se casa com Felipe II, da Espanha, numa aliança de reis católicos. Este casamento enfrenta resistência na Inglaterra, especialmente dos protestantes.

Fraca e doente, Maria I morre aos 42 anos, provavelmente de câncer de útero ou de ovários. Sem descendentes depois de duas gravidezes psicológicas, é obrigada a apontar a irmã protestante, Elizabeth Tudor como sucessora.

Seu legado é uma reforma fiscal, a expansão naval e exploração colonial, que lançaram a semente do Império Britânico, que começa a se desenvolver sob Elizabeth I (1558-1603).

PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Estados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas e 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro ou do Meio, terra de poetas, artistas e filósofos, é o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), de certa forma a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

MASSACRE EM LAS VEGAS

    Em 2017, da janela de um quarto de hotel em Las Vegas, o atirador Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra um festival de música, mata 58 pessoas, fere outras centenas e se suicida, no pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, superando um massacre com 49 mortes numa discoteca gay de Orlando, na Flórida, em 2016.

Às 22h08, o atirador abre fogo do alto de um quarto do Mandalay Bay Casino & Resort contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistem a um show de música caipira de Jason Aldean.

Paddock era dono de 42 armas de fogo, inclusive fuzis de assalto AR-15. Leva 23 para o hotel e deixa 19 em casa. Nativo de Sun Valley, na Califórnia, morava numa comunidade de aposentados em Mesquita, no estado de Nevada. o mesmo de Las Vegas.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 9 de Novembro

NOITE DOS CRISTAIS

    Em 1938, numa amostra inicial do Holocausto, os nazistas lançam uma onda de terror atacando sinagogas, cemitérios, escolas, casas e lojas de judeus na Alemanha e na Áustria.

Cerca de 100 judeus são mortos, 7,5 mil lojas depredadas, centenas de sinagogas, túmulos, escolas e casas são vandalizadas. Dez mil judeus são presos e enviados a campos de concentração. Meses depois, são soltos com a promessa de deixar a Alemanha.

SARTRE DENUNCIA O COMUNISMO

    Em 1956, depois da brutal invasão soviética para esmagar uma revolta na Hungria, o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre denuncia o regime comunista, a União Soviética e a conivência do Partido Comunista Francês (PCF).

Sartre nasce em Paris em 1905 e se torna um expoente do existencialismo, uma corrente filosófica que não vê sentido na vida e considera que a existência precede a essência: "O importante não é o que fazemos de nós, mas o que fazemos daquilo que fazem de nós.

Ao comentar o massacre da revolta húngara em entrevista à revista L'Express, Sartre declara: "Eu condeno totalmente a invasão soviética sem qualquer reserva. Sem imputar qualquer responsabilidade ao povo russo, eu insisto que o governo atual cometeu um crime... E o crime, para mim, não é só a invasão de Budapeste por tanques, mas o fato de que foi tornada possível por 12 anos de terror e imbecilidade... É e será impossível restabelecer qualquer tipo de contato com os homens que lideram atualmente o PCF. Cada sentença que eles proferem, cada ação que tomam é a culminação de 30 anos de mentiras e esclerose."

QUEDA DO MURO DE BERLIM

    Em 1989, o regime comunista da Alemanha Oriental autoriza a sair do país simplesmente apresentando o passaporte num posto de fronteira e abre o Muro de Berlim, símbolo da divisão do mundo durante a Guerra Fria. 

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha é ocupada e dividida entre os aliados: Estados Unidos, França, Reino Unido e União Soviética. Em 1949, os setores norte-americano, francês e britânico se unem para formar a Alemanha Ocidental. A parte soviética vira a Alemanha Oriental.

Diante da fuga em massa de alemães orientais para o Ocidente, na madrugada de 12 para 13 de agosto de 1961, o regime comunista alemão-oriental ergue um muro e transforma o país numa prisão e num símbolo da divisão do mundo.

Com a ascensão do reformista Mikhail Gorbachev à liderança do Partido Comunista da URSS em 11 de março de 1985, começa uma era de abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) que leva a uma onda de revoluções liberais nos países comunistas do Bloco Soviético, na Europa Oriental, em 1989.

Depois da Hungria, que abre a cortina de ferro em 2 de maio, e da Polônia, que realiza as primeiras eleições democráticas em junho, chega a vez da Alemanha Oriental. A queda do muro leva à reunificação da Alemanha, em 3 de outubro de 1990.

sábado, 16 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 16 de outubro

RAINHA GUILHOTINADA

    Em 1793, durante o Período do Terror (1793-94) da Revolução Francesa (1789-99), nove meses depois da execução do marido, o rei Luís XVI, a rainha Maria Antonieta é guilhotinada. Ela rejeita se confessar com um padre aliado da revolução e pede desculpas por pisar no pé do carrasco, que, como de costuma mostra a cabeça degolada.

Filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e de Maria Teresa da Áustria, Maria Antonieta Josefa Ana da Áustria casa aos 14 anos com o Delfim da França em 1770, que ainda não tinha 16 anos, para fortalecer as relações entre os dois países. Aos 16 anos, vira rainha. A França está exaurida pela derrota na Guerra dos Sete Anos (1756-63) e invernos rigorosos reduzem a produção agrícola e causam fome.

Enquanto o povo passa fome, Maria Antonieta leva uma vida de luxo e riqueza nos palácios. Diante da fome, enquanto o povo nas ruas clamara por "pão e liberdade", uma frase atribuída a ela, talvez pela propaganda revolução, prima pela insensibilidade: "Se não tem pão, que comam brioches."

O rei e a rainha da França são presos em 20 junho de 1791, quando tentavam fugir para a Áustria vestido como membros da nobreza russa. A revolução abole a monarquia em 1792. Sem luxos, a rainha fica numa cela de um antigo palácio real, a Conciergerie, com duas cadeiras, uma mesa e um catre. Passa o tempo lendo As Viagens do Capitão Cook, o navegador britânico que iniciou a colonização da Austrália

Luís XVI e Maria Antonieta são condenados por traição à pátria. O rei é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Antes da execução da rainha, os cabelos são cortados. O verdugo, Henri Sanson, filho do executor do rei, fica com uma mecha. Ela mesma se ajoelha e o carrasco arruma a posição da cabeça antes de soltar a lâmina.

INÍCIO DA LONGA MARCHA

    Em 1934, durante a guerra civil na China, perseguidos e massacrados pelos nacionalistas do Kuomintang (KMT), os comunistas começam a Longa Marcha, uma fuga de 368 dias por mais de 9 mil quilômetros.

A China foi um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tinha indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que já ocupava a Manchúra, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

NAZISTAS EXECUTADOS

    Em 1946, dez altos funcionários do regime nazista condenados pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue por crimes contra a humanidade, crimes contra a paz e crimes contra a humanidades são executados na forca.

Entre os condenados, estão Herman Göring, comandante da Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha, presidente do Reichstag (Parlamento), chefe da Gestapo, a polícia política do regime e sucessor designado de Adolf Hitler; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior da Alemanha; Wilhelm Frick, ministro do Interior; e Alfred Rosenberg, governador dos territórios conquistados no Leste.

Outros, inclusive Rudolf Hess, que chegou a ser apontado como sucessor de Hitler, foram condenados a penas de 10 anos a prisão perpétua.

Göring se suicidou na véspera da execução.

PODER NEGRO NO PÓDIO

    Em 1968, ao receber as medalhas de ouro e bronze dos 200 metros rasos na Olimpíada de 1968, na Cidade do México, enquanto toca o Hino dos Estados Unidos, os corredores norte-americanos Tommie Smith e John Carlos erguem o punho cerrado numa saudação ao Poder Negro.

É o ano do assassinato do reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Antes dos Jogos Olímpicos, há um massacre da estudantes na capital do México.

Smith e Carlos, militantes do movimento negro, sentem-se compelidos a fazer o gesto de rebeldia. Pagam caro. São vilificados na imprensa dos EUA e expulsos dos Jogos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Mas os dois tiveram carreiras de sucesso como atletas e ativistas.

"Foi um grito de liberdade e pelos direitos humanos", declarou Smith. "Tínhamos de ser vistos porque não éramos ouvidos."

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Pai e filha brigam na extrema direita da França

A guerra no seio da família dirigente da extrema direita da França virou um conflito aberto sem misericórdia, observou o jornal francês Le Monde. A atual presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, está pressionando o pai, Jean-Marie Le Pen, a deixar o partido fundado por ele em 1972.

"Decidi abrir um procedimento disciplinar", declarou Marine Le Pen à televisão francesa TF1 depois de uma controvertida entrevista do pai ao semanário de ultradireita Rivarol repetindo a pregação neonazista que já lhe valeu uma condenação.

Desde que assumiu o comando do partido, substituindo o pai, Marine tenta desdemonizar a FN para torná-la tolerável ao eleitorado de centro e aumentar assim suas chances de chegar à Presidência da França em 2017. Ela pediu ao pai que "prove sua sabedoria, assuma as consequências do problema criado por ele mesmo e talvez pare de ter responsabilidades políticas", ou seja, se aposente.

Para tornar a FN elegível, Marine Le Pen tenta combater o antissemitismo da extrema direita francesa, dirigindo o ódio para imigrantes, muçulmanos e a União Europeia. Por isso, viu o pai "dentro de uma verdadeira espiral descendente entre a política de terra arrasada e o suicídio político".

Aos 86 anos, Jean-Marie Le Pen, um veterano da Guerra da Independência da Argélia que nunca aceitou o fim do império colonial francês, repetiu suas declarações sobre a Segunda Guerra Mundial que lhe deram problemas com a Justiça em 1987.

Na sua opinião, as câmaras de gás em que os nazistas incineraram judeus, ciganos, comunistas e outros inimigos políticos foram apenas um "detalhe" na história da guerra. Para Le Pen, o marechal Phillipe Pétain, que dirigiu o governo francês submisso à ocupação nazista, não foi um traidor da pátria.

O rude neofascista francês atropelou a estratégia eleitoral da própria filha.

Em 2014, a Frente Nacional foi o partido mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na França, com 25% dos votos. No mês passado, esperava se tornar o maior partido do país nas eleições departamentais. Cresceu para 26%, mas ficou atrás da União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, e aliados, com 30%.

Com o desgaste do Partido Socialista, do presidente François Hollande, por causa da crise econômica e do desemprego, Marine Le Pen sonha em chegar ao segundo turno em 2017, a exemplo do que seu pai conseguiu em 2002, tirando o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin do segundo turno.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Novo primeiro-ministro grego homenageia vítimas da Alemanha

Em sua primeira ação oficial como chefe de governo da Grécia, antes de anunciar o ministério, o primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), foi até o Muro dos Fuzilados em Atenas, onde 200 comunistas foram fuzilados pelos nazistas em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. O monumento virou um símbolo da resistência grega contra a Alemanha.

Ao impor políticas duríssimas à Grécia em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros, a Alemanha é considerada a principal responsável pela depressão econômica que levou a uma queda de 25% no produto interno bruto grego nos últimos seis anos e não dá sinais de que pretenda ceder diante do novo governo.

A esquerda grega alega que a Alemanha ainda deve ao país reparações pelos crimes cometidos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Esse dinheiro aliviaria a situação econômica da Grécia.

O recado de Berlim depois da vitória da Syriza foi claro. Para a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, a Grécia precisa "respeitar os acordos" feitos pelos governos anteriores. A Alemanha, a Áustria, a Finlândia e a Holanda, países com as contas públicas equilibradas, admitem prorrogar o prazo de pagamento, mas não reduzir ainda mais a dívida grega.

A Syriza elegeu 149 dos 300 deputados gregos nas eleições legislativas de domingo e se aliou ao partido nacionalista de direita Gregos Independentes, com 13 deputados, para obter maioria absoluta no Parlamento.

Na campanha, Tsipras prometeu rasgar os acordos firmados com a troika formada pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), restaurar salários e aposentadorias, retomar investimentos e criar empregos públicos para combater o desemprego. Como não tem dinheiro, terá de negociar. Se não houver acordo, a Grécia pode deixar a Zona do Euro e até a UE.

domingo, 25 de março de 2012

China compara o Dalai Lama aos nazistas

Em mais uma tentativa de desacreditar o líder espiritual do Tibete, a máquina da propaganda oficial do regime comunista da China está comparando o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, aos nazistas e sua guerra genocida contra os judeus da Europa. Ele foi chamado de "chacal", "lobo em pele de cordeiro" e "separatista".

O Dalai Lama ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1989 por sua luta pacífica em defesa da cultura tradicional tibetana, atacada sistematicamente pela ditadura comunista chinesa, que usa rotineiramente métodos fascistoides contra dissidentes e supostos inimigos, sob a ótica paranoica característica dos regimes stalinistas.

A campanha contra o líder do Tibete vem num momento de aumento dos protestos contra as políticas de assimilação cultural de Beijim. Nos últimos 12 meses, 28 tibetanos de autoimolaram na região conhecida como Grande Tibete.

No sábado, um comentário da agência oficial de notícias Nova China publicado no sítio China Tibet Online acusou o Dalai Lama de defender a expulsão dos chineses do grupo han, a etnia majoritária no país, de regiões tradicionalmente tibetanas, informa o jornal The New York Times.

O chamado Grande Tibete tem 1,1 milhão de quilômetros quadrados. É quatro vezes maior do que a região supostamente autônoma do Tibete. A ditadura comunista teme que um dia, se o Tibete recuperar a independência que teve de 1912 a 1951, reivindique toda a região.

"As declarações do Dalai Lama nos lembram da crueldade dos nazistas na Segunda Guerra Mundial", afirma a propaganda comunista chinesa, numa clara deturpação da realidade. "Como isso é semelhante ao Holocausto cometido por Hitler contra os judeus!"

domingo, 14 de novembro de 2010