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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 20 de Outubro

FIM DA LONGA MARCHA

    Em 1935, depois de 368 dias em fuga por 9 mil quilômetros para escapar dos nacionalistas do Kuomintang (KMT), 4 mil comunistas chineses sobreviventes liderados por Mao Tsé-tung chegam a Xansi, no Noroeste da China, pondo fim à Longa Marcha.

A China foi um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tinha indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas chineses a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que já ocupava a Manchúra desde 1931, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. 

Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

COMUNISTAS EM HOLLYWOOD

    Em 1947, com a histeria anticomunista da Ameaça Vermelha no início da Guerra Fria, a Comissão de Atividades Antiamericanas do Congresso dos Estados Unidos começa a investigar a infiltração comunista num dos lugares mais ricos e charmosos do mundo: a indústria cinematográfica de Hollywood.

Entre os suspeitos, estão o compositor Aaron Copland, os escritores Dashiell Hammett, Dorothy Parker e Lillian Hellman, o dramaturgo Arthur Miller, o diretor Orson Welles e o ator Charles Chaplin.

Do outro lado, entre os dedos-duros, o diretor Elia Kazan, os atores Gary Cooper e Robert Taylor, e os chefões Walt Disney e Jack Warner.

ABERTA ÓPERA DE SÍDNEI

    Em 1973, depois de 15 anos de construção, o teatro da Ópera de Sídnei, uma obra de US$ 80 milhões do arquiteto dinamarquês Jorn Utzon financiada com dinheiro de loteria que virou símbolo da principal cidade da Austrália.

Com seu teto de conchas concêntricas, a Ópera de Sídnei tem vários auditórios e realiza cerca de 3 mil espetáculos por ano. A primeira apresentação é uma montagem de Guerra e Paz, do compositor russo Serguei Prokofiev, pela Ópera da Austrália. 

MASSACRE DE SÁBADO À NOITE

    Em 1973, o advogado-geral da União dos Estados Unidos, Robert Bork, demite o procurador-especial Archibald Cox, que investiga o Escândalo de Watergate. 

O procurador-geral Elliot Richardson, e o subprocurador-geral, William Ruckelshaus se negam a demitir Cox e pedem demissão em protesto.

O procurador especial investiga a invasão da sede do Partido Democrata no Edifício Watergate, em 17 junho de 1972, que vira um escândalo com reportagens de Bob Woodward e Carl Bernstein no jornal The Washington Post. Eles revelam que os supostos ladrões faziam parte do grupo de encanadores da Casa Branca.

O rastro do dinheiro os leva ao comitê da campanha de reeleição do presidente Richard Nixon (1969-74) e à Casa Branca. O Massacre de Sábado à Noite é um momento decisivo para a perda de credibilidade de Nixon, acusado de abuso de poder e obstrução de justiça num inquérito de um processo de impeachment.

Outro golpe decisivo é a decisão de Suprema Corte de entregar ao Congresso as fitas das gravações feitas pelo governo das reuniões no Salão Oval da Casa Branca.

Com a perda do apoio do Partido Republicano, Nixon renuncia em 8 de agosto e um mês depois recebe o perdão do novo presidente Gerald Ford. Mas todos os ministros envolvidos vão para a cadeia.

KADAFI ASSASSINADO

   Em 2011, o coronel Muamar Kadafi, o ditador há mais tempo no poder na África e no mundo árabe, desde 1969, é capturado e morto por rebeldes perto de Sirte, sua cidade natal. 

Kadafi nasce em junho de 1942 numa família de beduínos. Faz a Academia Militar Real em Bengázi e um breve treinamento no Reino Unido. 

Em 1º de setembro de 1969, derruba o rei Idris, aliado do Ocidente, num golpe branco, proclama uma revolução, fecha bases militares norte-americanas e britânicas na Líbia, assume o controle do petróleo, a grande riqueza do país, prende, tortura e mata dissidentes políticos. Seu manifesto político, o Livro Verde,

O coronel financia grupos guerrilheiros e terroristas como o Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e a Facção do Exército Vermelho, também conhecida como grupo Baaden-Meinhof, na Alemanha. Vira inimigo das potências ocidentais.

Depois de um atentado contra uma discoteca frequentada por soldados americanos em Berlim Ocidental, em abril de 1986, o presidente norte-americana Ronald Reagan ordena um bombardeio contra o palácio do ditador líbio, que sobrevive.

Um atentado contra um Boeing 747 da PanAm na rota Londres-Nova York mata todas as 259 pessoas a bordo e 11 no solo em Lockerbie, na Escócia. Há suspeitas de um atentado de grupos palestinos a serviço do Irã, numa vingança contra o abate de um Airbus iraniano com 290 pessoas a bordo por um navio dos Estados Unidos em 3 de julho de 1980, no fim da Guerra Irã-Iraque (1980-88).

Os EUA acusam dois agentes líbios. Outro atentado, contra um avião de passageiros companhia francesa UTA, em 19 de setembro de 1989, no Níger, mata as 170 pessoas abordo, é atribuído a líbios. Nos dois casos, Kadafi se nega a entrar os suspeitos.

Sob pressão dos EUA e da França, as Nações Unidas impõe sanções à Líbia em 1992. Kadafi entrega os suspeitos do atentado de Lockerbie em 1999. Um é condenado. O outro é absolvido.

Com a guerra contra o terrorismo e a invasão do Iraque, Kadafi e o Ocidente têm um inimigo comum, o extremismo muçulmano, e o ditador teme uma invasão norte-americana. Em dezembro de 2003, o dirigente líbio faz um acordo com as potências ocidentais e concorda em desmantelar todos os programas de armas de destruição em massa.

Durante a Guerra contra o Terror, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e o Pentágono, a Líbia é usada para sessões de tortura pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA).

Diante do refluxo do pan-arabismo, Kadafi decide assumir sua identidade africana. É um dos grandes incentivadores da transformação da Organização para Unidade Africana (OAU) para União Africana, em 2001 e 2002.

O fim vem com a Primavera Árabe. Depois da queda de Zine ben Ali, na Tunísia, e de Hosni Mubarak, no Egito, em 17 de fevereiro de 2011 começa a revolta na Líbia. Os rebeldes tomam Bengázi, a segunda maior cidade do país, situada no Leste da Líbia. Kadafi ameaça esmagar a rebelião e matar os revoltosos como se fossem "ratos e baratas".

Em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova a criação de uma zona de exclusão áerea, proibindo Kadafi de bombardear os rebeldes. No dia seguinte, o presidente Barack Obama ordena os primeiros ataques dos EUA às forças do ditador, que promete uma trégua, mas continua atacando os rebeldes.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) assume o comando militar da operação contra Kadafi em 25 de março. Em 16 de maio, o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, pede a prisão do líder líbio por "crimes contra a humanidade".

Quando os rebeldes tomam Trípoli, a capital líbia, em 20 de agosto, Kadafi foge. Com poucas cidades ainda em poder de seus aliados, ele se refugia em Sirte. Ainda tenta negociar uma transição pacífica do poder, mas a proposta é rejeitada.

Em 20 de outubro, ele sai de Sirte e tenta entrar num comboio militar em fuga para o Vale Jarref. A OTAN bombardeia o comboio. Destrói 14 veículos e mata 53 pessoas. Kadafi e um pequeno grupo fogem para uma vila próxima bombardeada pela milícia de Missurata.

No fim, cercados pela milícia, Kadafi e seus guarda-costas se refugiam num local em obras. O ditador se esconde dentro de grandes tubos de concreto. Ele morre com a explosão de uma granada.

sábado, 16 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 16 de Julho

CONGRESSO DECIDE ONDE CONSTRUIR WASHINGTON

    Em 1790, o Congresso decide que uma área úmida, pantanosa, barrenta e infestada de mosquitos junto ao Rio Potomac entre os estados de Maryland e da Virgínia será a futura capital dos Estados Unidos, com o nome de Washington, em homenagem ao líder da luta pela independência e primeiro presidente do país.

Washington convida o arquiteto e urbanista francês Pierre Enfant para fazer o projeto. Em 1793, é lançada a pedra fundamental do palácio presidencial, mais tarde batizado como Casa Branca. O prédio só se tornou habitável em 1800. O segundo presidente John Adams, viveu lá menos de um ano. Perdeu a reeleição para Thomas Jefferson.

O Distrito de Colúmbia é criado oficialmente em 1801.

COMUNISTAS EXECUTAM OS ROMANOV 

    Em 1918, o czar Nicolau II, a imperatriz Alexandra e toda a família são executados pelos bolcheviques em Ecaterimburgo, selando o fim de três séculos da Dinastia Romanov na Rússia.

Nicalou II, o Sanguinário, é coroado em 1896 e enfrenta a primeira revolução em 1905, depois da humilhante derrota da Rússia para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5). Após outra derrota humilhante na Primeira Guerra Mundial (1914-18), é derrubado pela Revolução de Fevereiro de 1917 (março pelo calendário atual).

Os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, tomam o poder na Revolução de Outubro (novembro pelo calendário atual) e decidem executar a família imperial em meio a uma guerra civil para impedir qualquer tentativa contrarrevolucionária de restaurar a monarquia.

PRIMEIRO PARQUÍMETRO

    Em 1935, o primeiro parquímetro é instalado na esquina sudoeste entre a Rua Primeira e a Avenida Robinson na Cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.

DETENÇÃO NO VELÓDROMO RUMO À DEPORTAÇÃO

    Em 1942, sob a ocupação nazista, começa a detenção em massa de judeus no Velódromo de Inverno, em Paris. É o maior aprisionamento coletivo de judeus na França durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A cúpula do regime nazista aprova a "solução final da questão judaica", o genocídio, o extermínio do povo judeu, na Conferência de Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro de 1942.

Por ordem do governo colaboracionista de Vichy, 7 mil guardas e policiais franceses participaram da verdadeira caçada aos judeus em 16 e 17 de julho daquele ano.

Ao todo, 13.152 judeus são presos. Quase um terço era de crianças. Pelo 8.160 ficaram quatro dias no Velódromo de Inverno. 

Em 18 de julho, começa a deportação para campos de concentração. Quase todos morrem no Holocausto. Menos de 100 sobrevivem.

PRIMEIRA EXPLOSÃO ATÔMICA

     Em 1945, os Estados Unidos fazem às 5h29min45seg o primeiro teste de uma bomba atômica em Alamogordo, no deserto do Novo México. 

As armas nucleares são usadas contra o Japão em Hiroxima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Cerca de 80 mil pessoas morrem na hora em Hiroxima e 60 mil em Nagasaki. Com as doenças causadas pela radiação, o total de mortes até hoje passa de 300 mil.

O plano para fazer uma bomba nuclear de urânio começa em 1939, quando o físico italiano Enrico Fermi se encontra na Universidade de Colúmbia com oficiais da Marinha dos EUA para discutir o uso militar da fissão nuclear.

Naquele ano, em carta ao presidente Franklin Roosevelt, o genial cientista alemão Albert Einstein defende a teoria de que uma reação nuclear descontrolada, em cadeia, tem um grande potencial para ser a base de uma arma de destruição em massa. Daí, nasce o Projeto Manhattan, com objetivo de criar uma bomba atômica antes da Alemanha nazista.

Na Alemanha, o projeto é chefiado por Werner von Heisenberg, um dos maiores físicos teóricos do século 20, criador do Princípio de Incerteza. Felizmente, ele fracassa na prática ao não chegar ao conceito de massa crítica, a quantidade de material físsil necessária para manter uma reação nuclear em cadeia autossustentada, de 47 quilos para o urânio-235 e 10 kg para o plutônio-239, os explosivos nucleares usados em Hiroxima e Nagasaki.

Falta apoio do Estado-Maior e da cúpula do Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (nazista). Albert Speer, arquiteto-chefe e ministro dos Armamentos da Alemanha, se reúne cerca de 2,2 mil vezes com o ditador Adolf Hitler. Só em duas ocasiões, Hitler fala em armas nucleares.

O Führer acreditava que um dia haveria uma arma capaz de tocar fogo na terra, mas imagina que isso só aconteceria muito depois de sua morte. Comete suicídio em 30 de abril. Um mês e meio depois, os EUA explodem a bomba atômica.

Apesar do sigilo que envolve o Projeto Manhattan, espiões conseguem roubar os segredos. Em 29 de agosto de 1949, a União Soviética faz seu primeiro teste nuclear. O Reino Unido explode a bomba em 3 de outubro de 1952. A França detona a primeira arma nuclear em 13 de fevereiro de 1960. E a China entra para o clube atômico em 16 de outubro de 1964.

Pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear, de 1968, só estas grandes potências podem ter armas nucleares. Não por coincidência são os cinco membros permanentes com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Rússia herdou o arsenal nuclear e a vaga da URSS.

Israel fez a primeira arma nuclear operacional em dezembro de 1966, mas não admite publicamente que tenha um arsenal atômico. A Índia e o Paquistão assumiram o status de potências nucleares com testes em maio de 1998. A África do Sul foi o primeiro e único país e fabricar e abandonar as armas nucleares, desmanteladas a partir de 1989. A Coreia do Norte fez seu primeiro teste nuclear em 2006 e pelo menos mais cinco desde então.

APOLO 11 DECOLA

    Em 1969, a nave Apolo 11 parte de Cabo Canaveral, na Flórida, com a primeira missão tripulada que pousou na Lua. Depois de viajar 384 mil quilômetros em 76 horas, a espaçonave entra na órbita da Lua.

No dia seguinte, o módulo lunar Águia desce com os astronautas Neil Armstrong e Edward Aldrin, se separa da nave-mãe, onde fica o terceiro astronauta, Michael Collins. Três horas e dois minutos depois, pousa no Mar da Tranquilidade e a missão manda a mensagem histórica: "A Águia pousou." 

Dezessete minutos mais tarde, Armstrong toca o solo do satélite da Terra e pronuncia outra frase histórica: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade." 

Aldrin desceu 15 minutos depois. Os dois hasteiam a bandeira dos EUA, tiram fotos e recolhem amostras da superfície lunar. Duas horas e 58 minutos depois que Armstrong pisou na Lua, os dois voltaram ao módulo e subiram rumo à Apolo 11, que chega à Terra em 24 de julho.

AMAZON NASCE COMO LIVRARIA VIRTUAL

    Em 1995, a Amazon começa a funcionar como uma livraria virtual em Seattle, nos Estados Unidos. No primeiro mês, envia livros para todos os 50 estados americanos e 45 países.

Jeff Bezos se formou em engenharia eletrônica e ciências da computação na Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, em 1986, e trabalhou oito anos no centro financeiro de Nova York. Em 1994, ao perceber as oportunidades de negócios criadas pela Internet, se mudou para o estado de Washington e fundou a Amazon.

 Como o lema do fundador era "fique grande logo", a Amazon cresce e revoluciona a maneira como as pessoas fazem compras e se tornou uma líder do comércio eletrônico. Em dezembro de 1999, mandara 20 milhões de itens para 150 países. Hoje, vende de gêneros alimentícios a serviços de streaming de música e vídeo.

Bezos comprou outras empresas, inclusive jornal The Washington Post e a rede de supermercados Whole Foods. Um dos homens mais ricos do mundo, ele deixou a direção da Amazon para se dedicar à sua companhia aeroespacial para turismo no espaço.

JFK JR. E A TRAGÉDiA DOS KENNEDY 

    Em 1999, John Kennedy Jr., sua mulher, Carolyn Bassett Kennedy, e a irmã dela, Lauren Bassett, quando o avião monomotor que ele pilotava caiu no Oceano Atlântico perto de Martha Vineyard, no estado de Massachusetts.

JFK Jr. nasceu em 25 de novembro de 1960, semanas depois da eleição do pai para a Presidência dos EUA. Tinha pouco menos de 3 anos quando Kennedy foi assassinado à bala em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

O tio Robert Kennedy, ministro da Justiça de JFK, é baleado em 5 de junho de 1968, quando vence a eleição primária da Califórnia e conquista a candidatura democrata à Casa Branca. Morre no dia seguinte. 

Um acidente de carro em que morre a secretária Mary Joe Kopechne, em 1969, tira as chances do tio mais moço, Edward Kennedy, de chegar à Casa Branca. Ele dirige o carro, que cai num riacho, e só se apresenta à polícia no dia seguinte

Depois de se formar em direito na Universidade de Nova York, JFK Jr. trabalha promotor adjunto e ganha todos os seis casos em que atuou. Em 1995, funda a revista política George, que chega a uma circulação de 400 mil exemplares. A revista indica uma intenção de entrar na política. É apontado como possível candidato à Casa Branca.

Com apenas 300 horas de voo, ele sai de um aeroporto em Nova Jérsei com um monomotor, uma temeridade. Na Amazônia, monomotores só podem voar um cima de estradas. Em caso de pane no único motor, o piloto pode pousar na estrada. JFK Jr. não teve esta chance.

O Conselho Nacional de Segurança de Transportes não encontra problemas mecânicos ou de navegação no aparelho, um Piper Saratoga. Conclui que a causa do acidente foi a inexperiência do piloto, que se confundiu na escuridão da noite.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 3 de Novembro

 PANAMÁ DECLARA INDEPENDÊNCIA

    Em 1903, com o apoio dos Estados Unidos e da Companhia do Canal do Panamá, franco-norte-americana, o Panamá declara independência da Colômbia.

No Tratado Hay-Herrán, a Colômbia dá aos EUA o direito de usar o Istmo do Panamá para construir um canal ligando os oceanos Atlântico e Pacífico em troca de uma compensação financeira. O Senado dos EUA ratificou o tratado, mas o Senado da Colômbia rejeita, temendo uma perdão de soberania.

Então, o presidente Theodore Roosevelt, considerado o pai do imperialismo norte-americano, apoia a revolta dos nacionalistas panamenhos e envia tropas. A Colômbia está enfraquecida depois da Guerra dos Mil Dias (1889-1902) e não consegue expulsar os fuzileiros navais dos EUA.

Os EUA reconhecem a independência do Panamá em 6 de novembro. Pelo Tratado de Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de novembro, o Panamá dá aos EUA a posse exclusiva e permanente da Zona do Canal do Panamá por US$ 10 milhões e mais uma anuidade de US$ 250 mil, a ser paga a partir de nove anos depois. Há protestos no Panamá.

A obra começa em 1881, com a mesma companhia francesa que construiu o Canal de Suez, no Egito, mas a firma quebra por falta de confiança dos investidores, problemas de engenharia e a alta mortalidade dos trabalhadores, atingidos por moléstias tropicais como a febre amarela. O trabalho do médico sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz é importante para viabilizar a construção.

Em 4 de maio de 1904, os EUA assumem o controle da obra, que custa US$ 500 milhões, cerca de US$ 12,9 bilhões pela cotação do fim de 2020. Os dois oceanos são ligados em 10 de outubro de 1913, quando um sinal de telégrafo enviado pelo presidente Woodrow Wilson da Casa Branca detona o Dique da Gamboa. 

O navio SS Cristobal é o primeiro a cruzar o Canal do Panamá, em 3 de agosto de 1914, 401 anos depois que o navegador espanhol Vasco Núnez de Balboa é o primeiro europeu a atravessar o istmo e descobrir o Oceano Pacífico. A abertura oficial é um 14 de agosto. 

Em 1977, o ditador nacionalista Omar Torrijos negocia com o presidente norte-americano a transferência do canal para o Panamá em 1999. Cerca de 14 mil navios passam todo ao pelo Canal do Panamá.

CACHORRA NO ESPAÇO    

    Em 1957, 30 dias depois de lançar o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra, a União Soviética envia ao espaço a cachorrinha Laika, uma rusky siberania que vivia nas ruas de Moscou e ela morre de pânico e superaquecimento.

Outros cinco cachorros enviados pela URSS morrem no espaço antes do primeiro voo espacial tripulado com um ser humano, o cosmonauta Yuri Gagarin subir aos céus, em 12 de abril de 1961, e descobrir que "a Terra é azul".

KENNEDISMO EXPLODE NAS URNAS

    Em 1964, Lyndon Johnson, o vice-presidente que assumiu a Presidência dos Estados Unidos depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, conquista uma vitória esmagadora sobre o senador racista Barry Goldwater, com mais de 60% do voto popular.

É a primeira eleição presidencial em que os moradores do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, depois da aprovação da 23ª Emenda à Constituição dos EUA, em 1961.

MASSACRE DE GREENSBORO

    Em 1979, membro do grupo supremacista branco Ku Klux Klan e neonazistas matam cinco comunistas que participavam da manifestação Morte ao Klan, em Greensboro, na Carolina do Norte.

Durante o julgamento, realizado no ano seguinte, ficou evidente que a polícia local sabia do risco de violência e não fez nada para impedir. Os seis réus foram absolvidos. Outro julgamento, na Justiça Federal, em 1984, não condenou ninguém.

Em 1985, um júri popular da Carolina do Norte condenou dois policias de Greensboro, cinco neonazistas e klanistas e um informante a polícia pela morte de um dos manifestantes, que foram obrigados a pagar uma indenização de US$ 400 mil. Este julgamento concluiu que não houve conluio entre a polícia, agentes federais e o KKK para atacar a manifestação.

NOVO WORLD TRADE CENTER

    Em 2014, é aberta a torre do World Trade Center construída no lugar das Torres Gêmeas derrubadas pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Filipinas prorrogam acordo de cessar-fogo com guerrilha comunista

O governo das Filipinas e os rebeldes comunistas chegaram a um acordo para prorrogar uma trégua e assim facilitar as negociações de paz em andamento na Noruega, onde os guerrilheiros são representados pela Frente Democrática Nacional.

Um cessar-fogo anterior foi violado por rebeldes, aparentemente contra a vontade da cúpula da guerrilha, em julho.

Cerca de 30 mil pessoas foram mortas desde o início do conflito, em 1968. No início da semana, o novo governo filipino manifestou a esperança de negociar um acordo de paz definitivo até o fim do ano, mas comandantes locais podem realizar pequenas ações para sabotar o diálogo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Filipinas liberta líderes comunistas antes de negociação de paz

Doze rebeldes comunistas, entre eles dois líderes, foram libertados hoje para participar de negociações de paz com o governo das Filipinas a serem realizadas no Canadá.

As negociações visam a acabar com a mais longa rebelião comunista no mundo inteiro, que custou a vida de mais de 40 mil pessoas nas últimas cinco décadas.

Desde que chegou ao poder em junho de 2016, o presidente Rodrigo Duterte tomou medidas para facilitar as negociações, como um cessar-fogo unilateral e a nomeação de comunistas para o ministério. Mas o sucesso das negociações ainda é uma esperança distante.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Novo primeiro-ministro grego homenageia vítimas da Alemanha

Em sua primeira ação oficial como chefe de governo da Grécia, antes de anunciar o ministério, o primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), foi até o Muro dos Fuzilados em Atenas, onde 200 comunistas foram fuzilados pelos nazistas em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. O monumento virou um símbolo da resistência grega contra a Alemanha.

Ao impor políticas duríssimas à Grécia em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros, a Alemanha é considerada a principal responsável pela depressão econômica que levou a uma queda de 25% no produto interno bruto grego nos últimos seis anos e não dá sinais de que pretenda ceder diante do novo governo.

A esquerda grega alega que a Alemanha ainda deve ao país reparações pelos crimes cometidos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Esse dinheiro aliviaria a situação econômica da Grécia.

O recado de Berlim depois da vitória da Syriza foi claro. Para a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, a Grécia precisa "respeitar os acordos" feitos pelos governos anteriores. A Alemanha, a Áustria, a Finlândia e a Holanda, países com as contas públicas equilibradas, admitem prorrogar o prazo de pagamento, mas não reduzir ainda mais a dívida grega.

A Syriza elegeu 149 dos 300 deputados gregos nas eleições legislativas de domingo e se aliou ao partido nacionalista de direita Gregos Independentes, com 13 deputados, para obter maioria absoluta no Parlamento.

Na campanha, Tsipras prometeu rasgar os acordos firmados com a troika formada pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), restaurar salários e aposentadorias, retomar investimentos e criar empregos públicos para combater o desemprego. Como não tem dinheiro, terá de negociar. Se não houver acordo, a Grécia pode deixar a Zona do Euro e até a UE.

domingo, 23 de março de 2014

Morre líder da redemocratização da Espanha

O ex-primeiro-ministro espanhol Adolfo Suárez González morreu hoje aos 81 anos. Como primeiro chefe de governo eleito democraticamente depois da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1939-75), Suárez governou a Espanha de 3 de julho de 1976 a 29 de janeiro de 1981. Em menos de três anos, fez a transição de uma ditadura para uma democracia constitucional.

Entre sua nomeação pelo rei Juan Carlos II e as primeiras eleições livres desde 1936, realizadas em 15 de junho de 1977, Suárez anistiou os presos políticos, dissolveu o Movimento Nacional, legalizou os partidos proscritos pela ditadura, como o socialista e o comunista, e desarticulou as instituições franquistas, lembra o jornal El País, um dos frutos da democratização da Espanha.

A nova Constituição foi aprovada em 6 de dezembro de 1978. 

Em 23 de janeiro de 1981, com o apoio do rei Juan Carlos, Suárez resistiu à tentativa de golpe do coronel Enrique Tejero Molina, que invadiu o Parlamento à frente de centenas de guardas civis. Foi seu último grande momento na vida pública.

Com mal de Alzheimer há dez anos, Adolfo Suárez já não aparecia mais em público.