O partido de centro-direita Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB) venceu hoje por pequena margem as eleições parlamentares búlgaras com 33% dos votos contra 27,2% dos socialistas, apoiados pela Rússia, indicam as projeções dos primeiros resultados, citados pela agência Reuters.
A se confirmarem esses resultados, o ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, que caiu em novembro, terá a oportunidade de formar um novo governo.
Acima de tudo, as eleições na Bulgária foram consideradas em teste de lealdade entre duas potências que tentam atrair o país para sua órbita: a Rússia, que dominou a Bulgária durante a Guerra Fria como União Soviética até a queda do regime comunista, em 1989; e União Europeia, da qual faz parte desde 2004.
Mais uma vez, a exemplo do que fez até nos Estados Unidos, a Rússia de Putin tentou manipular as eleições na Bulgária para favorecer o partido mais próximo do Kremlin. Os socialistas perderam, mas praticamente dobraram sua votação.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 26 de março de 2017
Bulgária elege centro-direita pró-Europa
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domingo, 23 de outubro de 2016
Conservadores devem formar governo de minoria na Espanha
Com a decisão do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de se abster, o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy poderá formar um governo minoritário, evitando a realização de novas eleições depois que as duas anteriores não levaram à formação de uma maioria parlamentar.
Depois da queda do líder Pedro Sánchez, os socialistas decidiram não se opor a um novo governo Rajoy. Desde dezembro de 2015, a Espanha tem um Parlamento fragmentado e um governo provisório.
A profunda crise econômica, que deixou mais de 25% dos trabalhadores espanhóis sem emprego, minou o apoio aos partidos tradicionais e acabou com o bipartidarismo que vigorava na prática desde 1982, com o PSOE e o Partido Popular, de centro-direita, se revezando na chefia do governo. Surgiram um novo partido de esquerda, Podemos, e um liberal, Cidadãos.
Em dezembro, Sánchez tentou articular um governo de coalizão das oposições, mas Pablo Iglesias, líder do Podemos, se negou a fazer aliança com os Cidadãos e o então líder socialista rejeitou a formação de uma grande coalizão com o PP.
Apesar do impasse político, a economia espanhola está em recuperação, com crescimento acima de 2% ao ano, mas o déficit público continua acima da meta de 3% do produto interno bruto estabelecida pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro. Sem um governo central que funcione plenamente, o problema fiscal não será resolvido.
Depois da queda do líder Pedro Sánchez, os socialistas decidiram não se opor a um novo governo Rajoy. Desde dezembro de 2015, a Espanha tem um Parlamento fragmentado e um governo provisório.
A profunda crise econômica, que deixou mais de 25% dos trabalhadores espanhóis sem emprego, minou o apoio aos partidos tradicionais e acabou com o bipartidarismo que vigorava na prática desde 1982, com o PSOE e o Partido Popular, de centro-direita, se revezando na chefia do governo. Surgiram um novo partido de esquerda, Podemos, e um liberal, Cidadãos.
Em dezembro, Sánchez tentou articular um governo de coalizão das oposições, mas Pablo Iglesias, líder do Podemos, se negou a fazer aliança com os Cidadãos e o então líder socialista rejeitou a formação de uma grande coalizão com o PP.
Apesar do impasse político, a economia espanhola está em recuperação, com crescimento acima de 2% ao ano, mas o déficit público continua acima da meta de 3% do produto interno bruto estabelecida pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro. Sem um governo central que funcione plenamente, o problema fiscal não será resolvido.
domingo, 23 de março de 2014
Morre líder da redemocratização da Espanha
O ex-primeiro-ministro espanhol Adolfo Suárez González morreu hoje aos 81 anos. Como primeiro chefe de governo eleito democraticamente depois da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1939-75), Suárez governou a Espanha de 3 de julho de 1976 a 29 de janeiro de 1981. Em menos de três anos, fez a transição de uma ditadura para uma democracia constitucional.
Entre sua nomeação pelo rei Juan Carlos II e as primeiras eleições livres desde 1936, realizadas em 15 de junho de 1977, Suárez anistiou os presos políticos, dissolveu o Movimento Nacional, legalizou os partidos proscritos pela ditadura, como o socialista e o comunista, e desarticulou as instituições franquistas, lembra o jornal El País, um dos frutos da democratização da Espanha.
A nova Constituição foi aprovada em 6 de dezembro de 1978.
Em 23 de janeiro de 1981, com o apoio do rei Juan Carlos, Suárez resistiu à tentativa de golpe do coronel Enrique Tejero Molina, que invadiu o Parlamento à frente de centenas de guardas civis. Foi seu último grande momento na vida pública.
Com mal de Alzheimer há dez anos, Adolfo Suárez já não aparecia mais em público.
Entre sua nomeação pelo rei Juan Carlos II e as primeiras eleições livres desde 1936, realizadas em 15 de junho de 1977, Suárez anistiou os presos políticos, dissolveu o Movimento Nacional, legalizou os partidos proscritos pela ditadura, como o socialista e o comunista, e desarticulou as instituições franquistas, lembra o jornal El País, um dos frutos da democratização da Espanha.
A nova Constituição foi aprovada em 6 de dezembro de 1978.
Em 23 de janeiro de 1981, com o apoio do rei Juan Carlos, Suárez resistiu à tentativa de golpe do coronel Enrique Tejero Molina, que invadiu o Parlamento à frente de centenas de guardas civis. Foi seu último grande momento na vida pública.
Com mal de Alzheimer há dez anos, Adolfo Suárez já não aparecia mais em público.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Socialistas retomam poder na Grécia
CAMBRIDGE, EUA - Com 44% dos votos, o Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok, do grego) venceu as eleições de domingo , 4 de outubro de 2009, na Grécia, elegendo 160 dos 300 deputados do Parlamento da Grécia, contra 92 para a conservadora Nova Democracia, do primeiro-ministro Kostas Karamanlis, que recebeu 39% dos votos.
O primeiro-ministro antecipou as eleições numa tentativa de salvar o governo, mas a manobra não deu certo.
O primeiro-ministro antecipou as eleições numa tentativa de salvar o governo, mas a manobra não deu certo.
domingo, 7 de junho de 2009
Centro-direita vence eleições europeias
O bloco de centro-direita venceu as eleições para o Parlamento Europeu, de 736 deputados. Mas a abstenção recorde e o voto de protesto por causa da crise econômica ajudaram a extrema direita, que elegeu eurodeputados na Áustria, Holanda, Hungria e no Reino Unido.
As eleições europeias começaram na quinta-feira na Holanda e no Reino Unido e terminaram neste domingo, quando 19 dos 27 países da União Europeia foram às urnas.
Pelas projeções dos resultados iniciais, a bancada conservadora aumenta às custas do bloco socialista no parlamento da UE. O Partido Popular Europeu, bloco de centro-direita que reúne os países conservadores e democratas-cristãos, terá 264 deputados seguido pelos blocos socialista com 183, liberal com 84 e verde com 50.
Fazem parte do PPE a aliança União Democrata-Cristã-União Social-Cristã da primeira-ministra Angela Merkel, que venceu na Alemanha com 38,5% dos votos, e a União por um Movimento Popular, do presidente Nicolas Sarkozy, na França, também vitoriosa hoje.
O Parlamento Europeu não tem amplos poderes legislativos. É mais uma assembléia de debates. Se o Tratado de Lisboa, que substituiu o fracassado projeto de uma Constituição da Europa, for ratificado, passará a ter competência para revisar determinadas leis comunitárias.
As eleições europeias começaram na quinta-feira na Holanda e no Reino Unido e terminaram neste domingo, quando 19 dos 27 países da União Europeia foram às urnas.
Pelas projeções dos resultados iniciais, a bancada conservadora aumenta às custas do bloco socialista no parlamento da UE. O Partido Popular Europeu, bloco de centro-direita que reúne os países conservadores e democratas-cristãos, terá 264 deputados seguido pelos blocos socialista com 183, liberal com 84 e verde com 50.
Fazem parte do PPE a aliança União Democrata-Cristã-União Social-Cristã da primeira-ministra Angela Merkel, que venceu na Alemanha com 38,5% dos votos, e a União por um Movimento Popular, do presidente Nicolas Sarkozy, na França, também vitoriosa hoje.
O Parlamento Europeu não tem amplos poderes legislativos. É mais uma assembléia de debates. Se o Tratado de Lisboa, que substituiu o fracassado projeto de uma Constituição da Europa, for ratificado, passará a ter competência para revisar determinadas leis comunitárias.
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