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domingo, 26 de março de 2017

Bulgária elege centro-direita pró-Europa

O partido de centro-direita Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB) venceu hoje por pequena margem as eleições parlamentares búlgaras com 33% dos votos contra 27,2% dos socialistas, apoiados pela Rússia, indicam as projeções dos primeiros resultados, citados pela agência Reuters.

A se confirmarem esses resultados, o ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, que caiu em novembro, terá a oportunidade de formar um novo governo.

Acima de tudo, as eleições na Bulgária foram consideradas em teste de lealdade entre duas potências que tentam atrair o país para sua órbita: a Rússia, que dominou a Bulgária durante a Guerra Fria como União Soviética até a queda do regime comunista, em 1989; e União Europeia, da qual faz parte desde 2004.

Mais uma vez, a exemplo do que fez até nos Estados Unidos, a Rússia de Putin tentou manipular as eleições na Bulgária para favorecer o partido mais próximo do Kremlin. Os socialistas perderam, mas praticamente dobraram sua votação.

domingo, 23 de outubro de 2016

Conservadores devem formar governo de minoria na Espanha

Com a decisão do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de se abster, o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy poderá formar um governo minoritário, evitando a realização de novas eleições depois que as duas anteriores não levaram à formação de uma maioria parlamentar.

Depois da queda do líder Pedro Sánchez, os socialistas decidiram não se opor a um novo governo Rajoy. Desde dezembro de 2015, a Espanha tem um Parlamento fragmentado e um governo provisório.

A profunda crise econômica, que deixou mais de 25% dos trabalhadores espanhóis sem emprego, minou o apoio aos partidos tradicionais e acabou com o bipartidarismo que vigorava na prática desde 1982, com o PSOE e o Partido Popular, de centro-direita, se revezando na chefia do governo. Surgiram um novo partido de esquerda, Podemos, e um liberal, Cidadãos.

Em dezembro, Sánchez tentou articular um governo de coalizão das oposições, mas Pablo Iglesias, líder do Podemos, se negou a fazer aliança com os Cidadãos e o então líder socialista rejeitou a formação de uma grande coalizão com o PP.

Apesar do impasse político, a economia espanhola está em recuperação, com crescimento acima de 2% ao ano, mas o déficit público continua acima da meta de 3% do produto interno bruto estabelecida pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro. Sem um governo central que funcione plenamente, o problema fiscal não será resolvido.

domingo, 23 de março de 2014

Morre líder da redemocratização da Espanha

O ex-primeiro-ministro espanhol Adolfo Suárez González morreu hoje aos 81 anos. Como primeiro chefe de governo eleito democraticamente depois da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1939-75), Suárez governou a Espanha de 3 de julho de 1976 a 29 de janeiro de 1981. Em menos de três anos, fez a transição de uma ditadura para uma democracia constitucional.

Entre sua nomeação pelo rei Juan Carlos II e as primeiras eleições livres desde 1936, realizadas em 15 de junho de 1977, Suárez anistiou os presos políticos, dissolveu o Movimento Nacional, legalizou os partidos proscritos pela ditadura, como o socialista e o comunista, e desarticulou as instituições franquistas, lembra o jornal El País, um dos frutos da democratização da Espanha.

A nova Constituição foi aprovada em 6 de dezembro de 1978. 

Em 23 de janeiro de 1981, com o apoio do rei Juan Carlos, Suárez resistiu à tentativa de golpe do coronel Enrique Tejero Molina, que invadiu o Parlamento à frente de centenas de guardas civis. Foi seu último grande momento na vida pública.

Com mal de Alzheimer há dez anos, Adolfo Suárez já não aparecia mais em público.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Socialistas retomam poder na Grécia

CAMBRIDGE, EUA - Com 44% dos votos, o Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok, do grego) venceu as eleições de domingo , 4 de outubro de 2009, na Grécia, elegendo 160 dos 300 deputados do Parlamento da Grécia, contra 92 para a conservadora Nova Democracia, do primeiro-ministro Kostas Karamanlis, que recebeu 39% dos votos.

O primeiro-ministro antecipou as eleições numa tentativa de salvar o governo, mas a manobra não deu certo.

domingo, 7 de junho de 2009

Centro-direita vence eleições europeias

O bloco de centro-direita venceu as eleições para o Parlamento Europeu, de 736 deputados. Mas a abstenção recorde e o voto de protesto por causa da crise econômica ajudaram a extrema direita, que elegeu eurodeputados na Áustria, Holanda, Hungria e no Reino Unido.

As eleições europeias começaram na quinta-feira na Holanda e no Reino Unido e terminaram neste domingo, quando 19 dos 27 países da União Europeia foram às urnas.

Pelas projeções dos resultados iniciais, a bancada conservadora aumenta às custas do bloco socialista no parlamento da UE. O Partido Popular Europeu, bloco de centro-direita que reúne os países conservadores e democratas-cristãos, terá 264 deputados seguido pelos blocos socialista com 183, liberal com 84 e verde com 50.

Fazem parte do PPE a aliança União Democrata-Cristã-União Social-Cristã da primeira-ministra Angela Merkel, que venceu na Alemanha com 38,5% dos votos, e a União por um Movimento Popular, do presidente Nicolas Sarkozy, na França, também vitoriosa hoje.

O Parlamento Europeu não tem amplos poderes legislativos. É mais uma assembléia de debates. Se o Tratado de Lisboa, que substituiu o fracassado projeto de uma Constituição da Europa, for ratificado, passará a ter competência para revisar determinadas leis comunitárias.