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segunda-feira, 2 de março de 2020

Coronavírus não é motivo para pânico, exige cautela e abala economia

A epidemia do novo coronavírus parece cada vez mais uma pandemia. Não é motivo para pânico, mas exige cautela e já abala a economia mundial. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu hoje de 2,9% para 2,4% a expectativa de crescimento da economia mundial neste ano. 

Os governos, as empresas e os cidadãos precisam fazer planos para responder ao impacto do que cada vez mais parece uma pandemia, uma epidemia em escala global que a cada dia chega a mais países. 

É fundamental que os governos sejam honestos com a população e não manipulem os dados sobre a doenças com objetivos políticos. 

Na semana passada, enquanto os cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos advertiam para o risco de propagação do coronavírus, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, mentia ao afirmar que a situação está sob controle. 

Na terça-feira passada, quando a diretora do Centro Nacional para Imunização e Doenças Respitórias, Nancy Messonnier, considerava inevitável uma pandemia, o presidente Donald Trump insistia que está tudo bem. Meu comentário:

domingo, 10 de novembro de 2019

Novas eleições mantêm impasse político na Espanha

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro Pedro Sánchez, venceu as eleições deste domingo na Espanha com 28% dos votos, mas perdeu três cadeiras. Terá 120 deputados no Congresso dos Deputados, de 350 cadeiras, muito abaixo da maioria absoluta. Isto mantém a dificuldade de formar um novo governo. 

O Partido Popular, conservador, conquistou 20,8% cresceu de 66 para 88 cadeiras. A grande novidade foi o avanço do partido Vox, de extrema direita. Com 15%, sua bancada passou de 24 para 52 deputados. É o terceiro maior da Espanha. Sua ascensão é atribuída à crise econômica e ao movimento pela independência da Catalunha.

Dois partidos nascidos durante a Grande Recessão, que na Espanha foi de 2008 a 2014 e deixou mais de 25% dos trabalhadores sem emprego, tiveram mau desempenho desta vez.

O Podemos agora faz parte da coalizão Unidas Podemos com o Partido Comunista e outros grupos de esquerda tradicional, da antiga Esquerda Unida. A aliança teve 12,8% dos votos e elegeu 35 deputados. Perdeu sete cadeiras.

A maior queda foi dos Cidadãos, de centro-direita. Com apenas 6,8% dos votos, perdeu 47 cadeiras, elegendo apenas 10 deputados.

Foram as quartas eleições em quatro anos, todas inconclusivas, incapazes de levar à formação de um governo estável na Espanha. Desta vez, houve um colapso do centro e uma ascensão da direita, insuficiente para formar uma coalizão direitista como as que governam a Andaluzia e Madri.

Um bloco de centro-esquerda teria 160 deputados contra 150 para um bloco de direita. O líder do PP, Pablo Casado, pediu a renúncia do primeiro-ministro Sánchez, alegando que "perdeu seu referendo e foi o grande derrotado de hoje".

Depois das eleições de abril, Sánchez negociou longamente com Pablo Iglesias, da coalizão Unidas Podemos, sem chegar a um acordo. As conversas acabaram em 24 de julho, quando Iglesias rejeitou a oferta de um cargo de vice-primeiro-ministro e três ministérios. Nunca foram retomadas.

Assim, não existe a menor garantia de que a Espanha tenha um governo de coalizão de esquerda, o que não acontece desde a Guerra Civil (1936-39), mesmo que seja minoritário.

Na Catalunha, os grupos nacionalistas mais radicais avançaram, mas os partidos secessionistas estão longe dos 50% dos votos de que precisam para vencer um possível plebiscito sobre a independência.

domingo, 28 de abril de 2019

Socialistas vencem eleições na Espanha

Dois anos depois de ser destituído da liderança do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de voltar numa eleição primária e de chegar ao poder numa moção de desconfiança, o primeiro-ministro Pedro Sánchez foi o grande vencedor das eleições gerais deste domingo na Espanha. 

Com 99,98% dos votos apurados, o PSOE elegeu 123 (28,7%) dos 350 membros do Congresso dos Deputados. Mas vai precisar fazer alianças para governar. Sua parceira natural, a frente de esquerda Unidos Podemos, conquistou 42 cadeiras. A soma dá 165.

Nas terceiras eleições gerais em quatro anos, a participação foi de 75%. O grande derrotado foi 0 Partido Popular (PP), conservador, que caiu de 135 para 66 deputados (16,7%), no pior desempenho de sua história. Os Cidadãos, de centro-direita, elegeram 58 deputados (15,8%).

A grande novidade foi a volta da extrema direita ao Parlamento da Espanha depois do fim da ditadura do generalíssimo Francisco Franco Bahamonde, em 1975. O partido Vox, que no ano passado entrara no parlamento regional da Andaluzia, elegeu agora 24 deputados nacionais (10,3%).

Em seguida, vieram partidos regionais como a Esquerda Revolucionária da Catalunha (ERC). Com 15 deputados, a ERC é agora o maior partido independentista catalão, à frente dos Juntos pela Catalunha, que ficaram com sete cadeiras.

O Partido Nacionalista Basco (PNV), de centro-direita, a favor da independência do País Basco mas contra a violência da ETA (Euskadi Ta Askatasuna), também elegeu sete deputados.

Com a derrota da direita, Sánchez é o único em condições de formar um governo de maioria. "Com Rivera, não! Com Rivera, não", gritavam os militantes do PSOE, rejeitando uma aliança com os Cidadãos, liderados por Albert Rivera. O próprio Rivera descartou esta possibilidade.

Uma aliança entre o PSOE e Unidos Podemos teria 165 deputados, 11 a menos do que a maioria absoluta. A direita somada chegaria a 148, com PP, Cidadãos e Vox.

Sánchez chegou ao poder em 2 de junho de 2018 depois de derrubar o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy com um voto de desconfiança, com o apoio dos partidos a favor da independência da Catalunha. Foi obrigado a convocar eleições antecipadas quando perdeu o apoio dos catalães, que exigem a realização de um plebiscito sobre a independência. Isso dificulta qualquer acordo.

Desde a redemocratização, o PSOE e o PP se alternavam no poder. A Grande Recessão (2008-14) explodiu a bolha imobiliária. O sistema bancário espanhol estava quebrado. Em 2012, a Espanha pediu 100 bilhões de euros ao Mecanismo Europeu de Estabilidade. O desemprego chegou a 27% no primeiro trimestre e passou de 55% entre os jovens.

A pior crise da era pós-Franco fragmentou o sistema político espanhol. Surgiram dois novos partidos, Podemos à esquerda e Cidadãos, de centro-direita. Com a reação conservadora ao movimento pela independência da Catalunha somada à crise econômica, a extrema direita está de volta ao Parlamento.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Espanha convoca eleições antecipadas para 28 de abril

Dois dias depois de sua proposta de orçamento ser rejeitada pelo Parlamento da Espanha, o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez convocou hoje eleições gerais antecipadas par 28 de abril, noticiou o jornal espanhol El País.

Nas duas últimas eleições, o resultado foi um Parlamento fragmentado pelo surgimento de novos partidos em consequência da Grande Recessão (2008-14), Podemos, de esquerda, e Cidadãos, de centro-direita.

Acabou com o duopólio do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e do conservador Partido Popular (PP), que se alternavam no poder desde 1982 com maioria no Congresso dos Deputados, de 350 cadeiras.

Nas eleições regionais na Andaluzia, em 2 de dezembro de 2018, pela primeira vez desde o fim da ditadura do generalíssimo Francisco Franco, em 1975, a ultradireita voltou a um parlamento regional. O partido Vox ficou em quinto lugar, mas foi o fiel da balança para a formação de um governo de direita. O mesmo pode acontecer a nível nacional.

A ascensão da extrema direita, a exemplo do que acontece na maioria dos países da Europa, é atribuída, no caso da Espanha, à crise econômica, à onda de imigração da África e do Oriente Médio, e ao movimento pela independência da Catalunha.

O movimento nacionalista catalão apoiou Sánchez para derrubar, através de uma moção de desconfiança no Congresso. em junho de 2018, o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, que adotara uma política intransigente, de linha dura contra os separatistas.

Sánchez, autor da moção de desconfiança, formou um governo de minoria sem convocar eleições. Dependia do apoio de outros partidos, inclusive do movimento nacionalista catalão.

Agora, quando começam no Tribunal Supremo da Espanha os processos contra os líderes separatistas, os partidos catalães votaram contra a proposta orçamentária dos socialistas para derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições.

As pesquisas colocam o PSOE em primeiro lugar, com 24% das preferências do eleitorado, mas é mais provável a formação de um governo conservador com PP (21%), Cidadãos (18%) e Vox (11%).
Eles somam 50% contra 39% da esquerda.

Unidos Podemos (UP), o partido formado pela fusão do Podemos com a Esquerda Unida, possível parceiro dos socialistas num governo de esquerda, está com 15%.

Um governo de direita deve manter a linha dura contra o movimento pela independência da Catalunha, levando a questão para a Justiça, onde seus líderes são acusados de traição. A esquerda buscaria um diálogo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Extrema direita ressurge na política da Espanha

O ultranacionalismo de caráter neofascista que assombra a Europa chegou à Espanha. Pela primeira vez desde a morte do ditador Francisco Franco, em 1975, e da redemocratização do país, um partido de extrema direita entra numa assembleia regional. Com 11% dos votos, o partido Vox elegeu 12 deputados na região da Andaluzia.

Vox será o quinto partido na assembleia regional, de 109 cadeiras, atrás do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro Pedro Sánchez, de centro-esquerda, que elegeu 33 deputados; do conservador Partido Popular (PP), de direita, com 26 cadeiras; do liberal de centro-direita Cidadãos, com 21 deputados; e da aliança esquerdista Avante Andaluzia, formada pelo Podemos e a Esquerda Unida, com 17.

Apesar da derrota, a governadora socialista Susana Díaz pretende formar o novo governo. Para isso, terá de formar uma ampla aliança com o AA e os Cidadãos. Mas o PP e os Cidadãos, que apoiavam o governo nacional do ex-primeiro-ministro Mariano Rajoy, estão dispostos a se aliar ao Vox para derrubar o PSOE, noticiou o jornal El País.

Juan Manuel Moreno, do PP, e Juan Marín, dos Cidadãos, precisam formar uma aliança para afastar Susana Díaz. Até agora, nenhum dos dois quer abrir mão da chefia do governo.

Os Cidadãos não pretendem apoiar o PSOE. Seu líder nacional, Albert Rivera, não repudiou a entrada no parlamento regional do Vox, liderado por Santiago Abascal, mas na política europeia seu partido faz parte da Aliança Liberal. Tem como sócio o presidente da França, Emmanuel Macron, e sua República em Marcha, que com certeza deve rejeitar uma aliança com a extrema direita.

Susana Díaz se aproveitou da situação para se apresentar como um freio à ascensão ao poder dos ultranacionalistas: "Não imagino Macron aceitando a extrema direita." Em seu raciocínio oportunista, "se eliminamos os 12 deputados de Vox, a esquerda teria ganho. Está em suas mãos parar a direita, mas se o que lhes importa é o poder a qualquer custo, ao custo de apoiar a extrema direita, vão em frente."

Se apoiarem o PSOE, os Cidadãos correm o risco de perder os eleitores que deixaram o PP nas últimas eleições nacionais. O PSOE e do PP se alternam no poder desde 1982, mas desde 2015 não conseguem maioria absoluta.

A ascensão da ultradireita é um reflexo da fragmentação da política espanhola depois da grave crise econômica de 2011 e uma reação ao movimento da independência da Catalunha e ao aumento do fluxo de refugiados.

Para conter o separatismo basco e catalão, Vox defende um regime centralizado, em que o governo nacional de Madri assuma o controle da educação, da saúde e da segurança pública. Quer reduzir a entrada de imigrantes, deportar os ilegais e combater as organizações não governamentais a favor da acolher refugiados que chegam da África e do Oriente Médio pelo Mar Mediterrâneo.

É contra a proposta de transformar a União Europeia numa federação. Defende a Europa das Nações. É contra o Acordo de Schengen, que aboliu o controle nas fronteiras internas da UE. Mas, ao contrário dos partidos de extrema direita da França, Reunião Nacional (antiga Frente Nacional), e da Holanda, Partido da Liberdade, abandonar o euro e a UE não estão entre suas prioridades. Seu foco é na política interna espanhola.

A Andaluzia é a região mais populosa e mais pobre da Espanha e uma das mais pobres da Europa. Suas eleições são uma prévia das próximas eleições gerais no país. Como o governo socialista de Pedro Sánchez não tem minoria no Parlamento, as eleições nacionais podem ser realizadas antes do fim do mandato do atual Congresso de Deputados, em 2020.

O próximo teste serão as eleições europeias maio de 2019, quando Vox poderá conquistar suas primeiras cadeiras no Parlamento Europeu, consolidando a posição da extrema direita na quarta maior economia da Zona do Euro e fortalecendo o bloco antifederalista, contrário a uma integração maior do continente.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Cidadãos vencem mas independentistas mantêm maioria na Catalunha

Com 98% das urnas escrutinadas, o partido liberal de centro-direita Cidadãos, a favor da união com a Espanha, venceu as eleições regionais na Catalunha, mas os partidos favoráveis à independência devem ter uma maioria de 70 deputados no Parlament, de 135 cadeiras, informou o jornal catalão La Vanguardia, de Barcelona.

Ao todo, os unionistas tiveram 53% dos votos e os independentistas 47%, confirmando que não há maioria a favor da separação. Mas, como o voto é distrital, os independentistas terão maioria no Parlament.

Os Cidadãos, liderados na Catalunha por Inés Arrimadas, elegeram 37 deputados. Em segundo, ficou a aliança Juntos pela Catalunha, liderada pelo ex-governador regional Carles Puigdemont, refugiado na Bélgica, com 34 cadeiras.

Contrariando as pesquisas, a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), liderada pelo ex-vice-governador Oriol Junqueras, que está preso em Madri, ficou atrás da lista de Puigdemont, conquistando 32 cadeiras. A quarta força será o Partido Socialista da Catalunha, o braço catalão do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), com 17 deputados.

Bem abaixo, em quinto lugar, ficou a aliança Catalunha em Comum-Podemos, com oito deputados. Podemos é um partido radical de esquerda surgido da crise econômica.

As menores bancadas são do partido independentista de ultraesquerda Candidatura da Unidade Popular (CUP) e o Partido Popular da Catalunha (PPC), o braço catalão da agremiação conservadora liderada pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, um dos grandes derrotados hoje.

Rajoy dissolveu o Parlament e convocou eleições antecipadas na esperança de que os partidos contrários à independência saíssem vencedores.

Puigdemont pediu o fim da intervenção de Madri e a convocação de um novo referendo sobre a independência.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Cidadãos e ERC lideram pesquisas eleitorais na Catalunha

O partido liberal de centro-direita Cidadãos, do bloco a favor da união com a Espanha, e a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), do lado independentista, devem ser os mais votados nas eleições regionais desta quinta-feira, 21 de dezembro de 2017. Como nenhum dos dois lados tem maioria, a decisão vai caber a um milhão de indecisos.

As eleições foram convocadas pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, dentro da intervenção do governo central. Madri suspendeu a autonomia regional para impedir a independência catalã. O resultado tende a refletir a profunda divisão da Catalunha e não acabar com o impasse político

No passado, especialmente nos anos 1980s e 1990s, havia na prática um bipartidarismo na Catalunha em que as maiores agremiações políticas eram o Partido Socialista da Catalunha (PSC), contrário à independência e a Convergência e União (CiU), rebatizada como Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCat) e agora como Juntos pela Catalunha. Eles costumavam ter juntos cerca de 75% dos votos.

Agora, as pesquisas indicam que os Cidadãos e a ERC, juntos, não chegarão a 50% dos votos. Assim, nenhum partido terá maioria absoluta no Parlament. De acordo com as últimas pesquisas, o ERC terá 23% dos votos, os Cidadãos 22%; Juntos pela Catalunha, 17%, e o PSC, 15,3%. Bem atrás, estão a aliança Catalunha em Comum-Podemos 7,9%, a Candidatura da Unidade Popular (CUP) 6,2% e o Partido Popular da Catalunha (PPC).

Os partidos lutaram até o fim pelas últimas cadeiras. A média das pesquisas dá 67 cadeiras, uma abaixo da maioria, para os partidos a favor da independência, ERC, Juntos pela Catalunha e a CUP, este último de extrema esquerda.

O líder nacional dos Cidadãos, Albert Rivera, fez um apelo ao voto útil, por acreditar que a decisão será por poucos votos: "Se votam no PSC, não sabe onde vai seu voto. Um voto nos Cidadãos vai parar o processo" de independência.

Por outro lado, o ex-secretário regional Carles Mundó declarou que "é importante que o ERC lidere o govern. Não é um partido improvisado há quatro dias, é um partido com história." Juntos pela Catalunha se constituiu como partido político uma semana antes do início da campanha eleitoral.

domingo, 29 de outubro de 2017

Pelo menos 300 mil marcham em Barcelona pela unidade da Espanha

Uma grande manifestação contra a independência da Catalunha reuniu hoje pelo menos 300 mil pessoas em Barcelona, pelos cálculos da Guarda Urbana, um milhão, de acordo com os organizadores da Sociedade Civil Catalã, noticiou o jornal espanhol El País.

"Somos todos catalães!", foi o principal lema da marcha, apoiada pelo conservador Partido Popular (PP), do primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy; o Partido Socialista da Catalunha (PSC), o braço catalão do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o maior da oposição na Espanha; e o partido de centro-direita Cidadãos, aliado de Rajoy.

Houve gritos de "Espanha, unida, jamais será vencida" e "Puigdemont na prisão". Entre as bandeiras da Espanha e da Catalunha, cartazes diziam "Acabou a festa", "Mais pontes e menos muros" e "Nem anistia nem perdão, golpistas na prisão".

Na frente da marcha, estavam a ministra da Saúde Dolors Montserrat; o líder do Partido Popular da Catalunha (PPC), Xavier García Albiol; o líder nacional do Cidadãos, Albert Rivera; a líder do Cidadãos na região, Inés Arrimadas; e o primeiro-secretário do PSC, Miguel Iceta. No fim, houve um comício com a participação de representantes dos partidos e movimentos sociais a favor da unidade da Espanha.

"Estou aqui porque nossa dignidade é poder votar no queremos, Sr. [vice-governador Oriol] Junqueras. Você é totalitário. Vamos votar, mas não como abutres que comem um cadáver e, sim, como cidadãos que sabem que de seu voto depende o futuro do país", declarou o ex-ministro socialista Josep Borrell.

Em apelo ao voto contra a independência, Rivera pediu à multidão: "Vamos encher não só as ruas, mas as urnas em 21 de dezembro."

As eleições foram convocadas pelo governo central da Espanha como parte da intervenção na Catalunha. O governo regional foi afastado. A vice-primeira-ministra Soraya Sáenz de Santamaría substituiu o governador Carles Puigdemont. Os poderes do Parlament foram limitados.

Agora, a questão é se Puigdemont vai entregar o cargo amanhã ou se vai resistir de alguma forma. O comando da polícia catalã foi entregue ao antigo subchefe, em sinal de respeito de Madri pela hierarquia e a autonomia de uma instituição da Catalunha. Não há clima para a violência, mas tudo depende da reação das ruas, dos movimentos mais radicais pela independência.

domingo, 8 de outubro de 2017

Cerca de 350 mil marcham em Barcelona pela unidade da Espanha

Pelo menos 350 mil pessoas se manifestaram hoje nas ruas de Barcelona para defender a unidade da Espanha contra a independência da Catalunha, estimou a Guarda Urbana. Pelos cálculos da Sociedade Civil Catalã, entidade que convocou o protesto, foram 950 mil, noticiou o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

A marcha começou por volta do meio-dia (7h em Brasília) aos gritos de "Viva Espanha e viva Catalunha!" e "Não somos fachas [fascistas], somos espanhóis!"

No fim do percurso, houve um comício com a participação do escritor Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Ele foi candidato liberal à Presidência do Peru, derrotado por Alberto Fujimori no segundo turno, em 1990. Hoje, Fujimori está preso e condenado por corrupção e violação dos direitos humanos. Vargas Llosa virou um paladino em defesa da democracia liberal.

"Nenhuma conspiração independentista destruirá a democracia", bradou Vargas Llosa do alto do palanque, num discurso publicado na íntegra pelo jornal espanhol El País. O ex-presidente do Parlamento Europeu Josep Borrell, do Partido Socialista da Catalunha (PSC), defendeu a unidade da Espanha e os ideais da integração da Europa.

Borrell foi a exceção entre os socialistas. Nem o Podemos nem o PS participaram da marcha, que teve o apoio explícito do Partido Popular, do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, e do Cidadãos, liberal de centro-direita.

Depois do plebiscito do domingo passado, duramente reprimido pelo governo central espanhol, o governador regional da Catalunha, Carles Puigdemont, prometeu apresentar nesta terça-feira os resultados oficiais ao Parlamento, que  então proclamaria a independência.

Em resposta, o governo central de Madri pode revogar a autonomia da Catalunha, aplicando o artigo 155 da Constituição da Espanha.

domingo, 30 de outubro de 2016

Espanha forma governo após 10 meses de impasse

Com a abstenção da maioria do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy conseguiu obter um voto de confiança do Parlamento para formar um governo de minoria e acabar com um impasse político de dez meses.

Na segunda votação, quando bastava maioria simples, o governo Rajoy obteve ontem 170 votos a favor e 111 contra, com 68 abstenções. Apesar da orientação da nova liderança colegiada do PSOE, 15 deputados dissidentes votaram contra o primeiro-ministro conservador, do Partido Popular (PP).

Como o Parlamento tem 350 deputados, será um governo de minoria. Vai ter de negociar com outros partidos para aprovar seus projetos.

Rajoy era presidente interino do Conselho de Ministros (primeiro-ministro) desde as eleições de dezembro de 2015, quando nenhum partido conseguiu formar um governo de maioria. A aprovação do novo governo não acaba com a instabilidade política na Espanha.

A crise econômica deixou 25% dos espanhóis e mais da metade dos jovens sem emprego, minando o bipartidarismo que havia na prática. Desde a eleição do socialista Felipe González, em 1982, o PSOE e o PP se alternavam no poder.

Do Movimento dos Indignados, nasceram dois novos partidos, Podemos, de esquerda, e Cidadãos, de centro-direita. Nas duas últimas eleições, eles ficaram em terceiro e quarto lugares, negando maiorias estáveis aos partidos tradicionais.

O ex-líder socialista Pedro Sánchez se negou a formar uma grande aliança com Rajoy. Tentou ele mesmo se tornar primeiro-ministro com o apoio dos novos partidos depois das eleições de dezembro e junho. Não conseguiu e perdeu a liderança do PSOE, que parou de votar contra um novo governo Rajoy.

domingo, 23 de outubro de 2016

Conservadores devem formar governo de minoria na Espanha

Com a decisão do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de se abster, o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy poderá formar um governo minoritário, evitando a realização de novas eleições depois que as duas anteriores não levaram à formação de uma maioria parlamentar.

Depois da queda do líder Pedro Sánchez, os socialistas decidiram não se opor a um novo governo Rajoy. Desde dezembro de 2015, a Espanha tem um Parlamento fragmentado e um governo provisório.

A profunda crise econômica, que deixou mais de 25% dos trabalhadores espanhóis sem emprego, minou o apoio aos partidos tradicionais e acabou com o bipartidarismo que vigorava na prática desde 1982, com o PSOE e o Partido Popular, de centro-direita, se revezando na chefia do governo. Surgiram um novo partido de esquerda, Podemos, e um liberal, Cidadãos.

Em dezembro, Sánchez tentou articular um governo de coalizão das oposições, mas Pablo Iglesias, líder do Podemos, se negou a fazer aliança com os Cidadãos e o então líder socialista rejeitou a formação de uma grande coalizão com o PP.

Apesar do impasse político, a economia espanhola está em recuperação, com crescimento acima de 2% ao ano, mas o déficit público continua acima da meta de 3% do produto interno bruto estabelecida pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro. Sem um governo central que funcione plenamente, o problema fiscal não será resolvido.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Espanha fará terceiras eleições gerais num ano

O primeiro-ministro interino Mariano Rajoy fracassou hoje pela segunda vez na tentativa de obter aprovação do Parlamento da Espanha para formar um novo governo depois das últimas eleições legislativas. Assim, a Espanha deverá realizar suas terceiras eleições num ano, provavelmente em dezembro.

Por 180 a 170 votos, mesmo resultado da votação anterior, um Parlamento dividido frustrou mais uma vez a tentativa do primeiro-ministro conservador de se manter no poder, onde chegou em 2011 em meio à crise da periferia da Zona do Euro, que derrubou o primeiro-ministro socialista José Luis Rodríguez Zapatero.

A crise desmoralizou os partidos tradicionais, o Partido Popular, de Rajoy, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que se alternavam no poder em Madri desde a consolidação da remocratização da Espanha, em 1982.

Com desemprego acima de 25% e de 55% entre os jovens, o movimento dos indignados levou ao nascimento de dois novos partidos: Podemos, de esquerda, antiliberal, anticapitalista e antiglobalização; e Cidadãos, liberal, de centro direita.

Nesta nova realidade política, duas eleições levaram a parlamentos fragmentados, onde nenhum partido conseguiu formar um coligação majoritária. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, se nega a formar uma grande coalizão com o PP. Uma aliança PSOE-Podemos-Cidadãos teria maioria, mas o líder do Podemos, Pablo Iglesias, recusa qualquer acordo com Cidadãos, de Alberto Rivera. Nem PP-Cidadãos nem PSOE-Podemos formam maiorias.

Nada indica que as próximas eleições rompam o impasse. Só resta à Espanha continuar votando.

domingo, 26 de junho de 2016

PP vence eleições na Espanha sem maioria absoluta

Como em dezembro do ano passado, o conservador Partido Popular (PP) foi o partido mais votado hoje nas eleições parlamentares da Espanha. Com 97% dos votos apurados, o PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy elege 137 deputados, abaixo dos 176 necessários para a maioria absoluta no Congresso dos Deputados. 

Até a apuração de 90% das urnas, estava em segundo lugar coligação Unidos Podemos, do novo partido de esquerda Podemos com a Esquerda Unida, que incluiu o Partido Comunista e outros pequenos grupos de esquerda.

Na reta final, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda, ultrapassou a coalizão Unidos Podemos. O PSOE terá 85 deputados e coalizão Unidos Podemos 71. O novo partido de centro-direita Cidadãos caiu de 40 para 32 deputados.

"Os resultados não são satisfatórios para nós. Esperávemos outros números", declarou Pablo Iglesias, líder do Podemos, nascido do movimento dos indignados com a crise econômica da Espanha e da Zona do Euro. Ele espera ser possível "formar um governo progressista".

Depois das eleições anteriores, o líder socialista, Pedro Sánchez rejeitou a proposta do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy para formar uma grande aliança entre os dois partidos tradicionais que se alternam no poder em Madri desde 1982. Sánchez tentou formar aliança com os novos partidos, mas Iglesias recusou qualquer acordo com Albert Rivera, dos Cidadãos.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Socialistas caem para terceiro lugar em pesquisa na Espanha

A campanha para as eleições parlamentares de 26 de junho de 2016 começou ontem na Espanha com uma pesquisa indicando uma queda do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) para terceiro lugar, depois do conservador Partido Popular (PP) e da aliança Unidos Podemos, a grande novidade destas eleições, formada pelo novo partido esquerdista Podemos e da coalizão Esquerda Unida, que inclui o Partido Comunista.

Pela pesquisa do Centro de Investigações Sociólogicas (CIS), o PP lidera com 29,2%, seguido pela coalizão Unidos Podemos com 25,6%, 21,2% para o PSOE e 14,6% para o novo partido de centro-direita Cidadãos.

A erosão do apoio aos partidos tradicionais que governaram a Espanha desde 1982, o PP e o PSOE, é consequência da crise econômica que elevou o desemprego acima de 25% para os trabalhadores em geral e acima de 55% entre os jovens.

Com a ascensão dos novos partidos, Podemos e Cidadãos, nas eleições de 20 de dezembro, nenhum partido conseguiu articular uma maioria para formar um novo governo. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, que ficou em segundo lugar, rejeitou a proposta de uma grande aliança com o PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy e tentou formar governo com os novos partidos. Mas Pablo Iglesias, do Podemos, repudiou uma coligação com os Cidadãos.

No momento, há um declínio da social-democracia e dos partidos de centro-esquerda na União Europeia. Em Portugal, o Partido Socialista está no poder em coligação com grupos mais à esquerda. Na França, o PS corre sério risco de ficar de fora do segundo turno da eleição presidencial de 2017.

No Reino Unido, o Partido Trabalhista foi mais para a esquerda sob a liderança de Jeremy Corbin e tem participação irrelevante no debate sobre o referendo de 23 de junho sobre a permanência do país na União Europeia. Na Alemanha e na Áustria, os sociais-democratas deixaram de ser uma opção de poder.

Como observou o jornal conservador espanhol El Mundo, "o mapa político da esquerda foi reconfigurado" pela emergência de "movimentos de protesto, indignação e revolta". Os partidos tradicionais de esquerda não têm resposta ao surgimento de movimentos como Podemos.

Na opinião do colunista Wolfgang Münchau, do jornal britânico Financial Times, os partidos de centro-esquerda passaram as últimas décadas absorvendo políticas de direita, da liberalização comercial à desregulamentação e à independência dos bancos centrais. Tornaram-se "indistinguíveis" dos partidos de centro-direta. Com a Grande Recessão iniciada em 2008, os eleitores buscaram alternativas à esquerda.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Rei dissolve Parlamento e convoca eleições na Espanha

O rei Felipe VI dissolveu hoje o Parlamento e convocou novas eleições gerais na Espanha para 26 de junho de 2016 depois que os deputados eleitos em dezembro de 2015 não conseguiram formar um novo governo. Estarão em jogo as 350 cadeiras da Câmara e 208 das 226 cadeiras do Senado.

De acordo com a Constituição da Espanha, são necessários 54 dias entre a dissolução das Cortes Gerais e as eleições. Até o momento, não há nenhuma indicação de que o resultado em junho será muito diferente.

A crise provocada pela incapacidade financeira do governo de socorrer o setor bancário espanhol, atingido pela crise financeira internacional, elevou o desemprego no país a 25% e a mais de 50% entre os jovens. Foi a pior crise enfrentada pelos espanhóis desde a morte do generalíssimo Francisco Franco e do fim da ditadura, em 1975.

Com a insatisfação popular e o movimento dos Indignados, houve o desgaste dos tradicionais Partido Popular, conservador pós-franquista, e Partido Socialista Operário Espanhol. Nasceram dois novos partidos, Podemos, de esquerda radical, e Cidadãos, liberal de centro-direita.

Em dezembro do ano passado, foi eleito o Parlamento mais fragmentado desde a redemocratização PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy, no poder desde 2011, caiu de 45% para 28,7% dos votos, perdeu 64 deputados e elegeu 123, ficando sem a maioria absoluta que lhe permitia governar sozinho.

Sob a liderança de Pedro Sánchez, o PSOE foi o segundo partido mais votado, mas caiu de 28,8% para 20% da votação. A bancada diminuiu de 110 para 90 e Sánchez se negou a formar uma grande aliança entre direita e esquerda com Rajoy. Tentou se tornar primeiro-ministro em aliança com os novos partidos.

A nova esquerda do Podemos, inspirado pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza) da Grécia e financiado pelo regime chavista da Venezuela, estreou levando 20,7% dos votos e 69 cadeiras, mas seu líder Pablo Iglesias se negou a fazer aliança com os Cidadãos, de Albert Rivera, que elegeram 40 deputados com 13,9% dos votos, minando o sonho de poder de Sánchez.

Como quase nada mudou mudou, a economia está crescendo mas o desemprego ainda está em 20,7%, a expectativa é de um resultado parecido. Podemos está tentando consolidar alianças com pequenos partidos de esquerda.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Espanha volta às urnas após fracasso em formar governo

Depois de quatro meses de negociações malsucedidas, o rei Felipe VI, da Espanha, decidiu ontem não indicar mais nenhum líder de partido para tentar formar um novo governo com base nos resultados das eleições de 15 de dezembro de 2015. Um novo Parlamento deve ser eleito em 26 de junho de 2016.

O Partido Popular, conservador, no poder desde 21 de dezembro de 2011, foi o mais votado em dezembro. Conquistou 28,7% dos votos e 123 cadeiras, muito abaixo dos 45% e 187 deputados que permitiam ao primeiro-ministro Mariano Rajoy formar um governo de maioria.

Em segundo lugar, ficou o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), com 22% dos votos e 90 deputados, em comparação com os 28,6% e os 110 deputados nas eleições de 2011. Mas seu líder, Pedro Sánchez, se negou a fazer uma grande aliança com a direita. Preferiu se aliar aos novos partidos.

O partido esquerdista Podemos, uma das grandes novidades da política espanhola, obteve 20,7% dos votos, elegendo 69 deputados, e se negou a formar uma coligação com Cidadãos, o novo partido liberal de centro-direita, que recebeu 13,9% dos votos e elegeu 40 deputados. Ambos são filhos da dura crise econômica que elevou o desemprego na Espanha para mais de 25% e mais de 50% entre os jovens.

Diante dessa divisão e das negativas do PSOE e do Podemos de formar as coalizões possíveis, só restou ao rei devolver a responsabilidade aos eleitores.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rei da Espanha convida líder socialista a formar governo

O rei Felipe VI pediu hoje ao líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, para formar o próximo governo da Espanha, noticiou o jornal El País. O conservador Partido Popular, do atual primeiro-ministro Mariano Rajoy, foi o mais votado, mas ele disse ao rei que não conseguiria articular uma maioria absoluta no Parlamento.

Com o surgimento de novos partidos como o esquerdista Podemos e o centro-direitista Cidadãos depois da forte crise econômica que elevou o desemprego a mais de 25%, as eleições parlamentares de 20 de dezembro de 2015 produziram um Parlamento fragmentado. Foi o fim do bipartidarismo em vigor na prática. Desde 1982, o PSOE e o PP se alternaram no poder.

O líder socialista prometeu conversar com "a direita e a esquerda", mas descartou a possibilidade de um acordo com o PP, que na sua opinião seria "recompensar a corrupção", e com os partidos a favor da independência da Catalunha.

"A mudança não é patrimônio de nenhum partido nem líder político e, sim, de milhões de cidadãos", afirmou Sánchez, comprometendo-se a formar um "governo de mudança, progressista e reformista".

É um recado em parte dirigido a Pablo Iglesias, líder do Podemos, que colocou a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha entre as exigências para participar do governo. Para Sánchez, a integridade da Espanha é inegociável.

Se Podemos e Cidadãos não acabarem com o veto recíproco, o PSOE também não terá condições de formar um novo governo na Espanha.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Direita vence na Espanha sem maioria absoluta

O Partido Popular, do primeiro-ministro Mariano Rajoy, venceu as eleições parlamentares deste domingo na Espanha, mas perdeu a maioria absoluta. Com 27% dos votos, o PP elegeu 123 dos 350 deputados.

Em segundo lugar, ficou o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), com 90 cadeiras, batendo o novo partido Podemos, da esquerda radical, surgido em resposta à crise econômica, que terá 69 deputados.

Outro partido novo, Cidadãos, de centro, elegeu 40 deputados. Esse resultado marca o fim do bipartidarismo em vigor desde 1982, com o rodízio do PSOE e do PP no poder, e torna difícil a formação de um governo de coalizão com maioria absoluta de 176 deputados. O PSOE já anunciou que vai votar contra um novo governo Mariano Rajoy.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

PP lidera na reta final da campanha eleitoral na Espanha

A seis dias das eleições parlamentares na Espanha, o governante Partido Popular, de direita, lidera as pesquisas com 25,3%, seguido pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) com 21% e pelos novos partidos de esquerda Podemos (19,1%) e de centro Cidadãos (18,2%), noticia hoje o jornal espanhol El País.

Depois da pior crise econômica desde a redemocratização da Espanha, em que o desemprego atingiu um quarto da população ativa, estas eleições marcam o fim do bipartidarismo. A partir da eleição do socialista Felipe González, em 1982, PSOE e PP se alternaram no poder. Agora, terão de formar coligações para governar com os novos partidos nascidos da crise.

Com base nos números da pesquisa do instituto Metroscopia, o PP deve eleger 109 dos 350 deputados, ficando bem abaixo da maioria simples, de 176 cadeiras. O PSOE teria 90, Podemos e Cidadãos 60 deputados cada e a Esquerda Unida, dois parlamentares.

Em relação à sondagem anterior, o PP se consolida em primeiro lugar, mesmo com o primeiro-ministro Mariano Rajoy fugindo dos debates. O PSOE, liderado por Pedro Sánchez, caiu um pouco. Podemos, liderado por Pablo Iglesias, avançou dois pontos e Cidadãos, liderado por Albert Rivera, caiu quatro pontos.

Com tanto em jogo, a expectativa é de uma taxa de abstenção em torno de 20%.

domingo, 12 de abril de 2015

Podemos lidera pesquisa em Espanha dividida

A oito meses das eleições parlamentares, o eleitorado da Espanha está dividido entre quatro partidos, com ligeira vantagem para o novo partido esquerdista Podemos, com 22,1% das preferências, indica uma pesquisa do instituto Metroscopia publicada hoje no jornal El País.

Em segundo lugar, ficou o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), com 21,9%. O Partido Popular (PP), direitista, do primeiro-ministro Mariano Rajoy, está em terceiro, com 20,5%. Outro novo partido, Cidadãos, de centro, tem 19,4%

Cerca de 8% dos eleitores ainda estão indecisos, bem menos do que os 18% do fim do ano passado. A divisão indica que nenhum partido terá maioria absoluta. O próximo governo espanhol deveria ser de coalizão, mas os partidos tradicionais confiam em seus líderes para mudar o jogo.