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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Brasil tem 65 mil casos novos e pandemia está fora de controle

O Imperial College de Londres adverte que a doença do coronavírus de 2019 está fora de controle no Brasil. Com um recorde de 65.339 casos novos e 1.293 mortes em 24 horas, a contaminação bate novo recorde. São quase 2,232 milhões de casos confirmados e 82.890 mortes. 

A taxa de contágio é maior em Minas Gerais e nas regiões Sul e Centro-Oeste. O estado de São Paulo, que tem o maior número de casos e de mortes registrou um recorde de 16.777 infecções num dia.

No mundo inteiro, são 15,39 milhões de casos, mais de 630 mil mortes e 9,367 milhões de pacientes curados.

Os Estados Unidos devem somar mais 1 milhão de casos em duas semanas e registraram hoje 1.127 mortes. Têm agora quase 4,1 milhão de casos confirmados e mais de 146 mil mortes. A Califórnia tem novo recorde de 12.807 casos novos num dia.

A Espanha tem 224 surtos ativos da pandemia. A região da Catalunha, no Nordeste da Espanha, registrou mais 721 casos da covid-19 nesta quarta-feira, quase três quartos em Barcelona. O outro surto é na região agrícola de Segriá, com capital em Lleida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o aumento da contaminação no Sudeste da Europa. A Romênia teve um recorde de 1.030 casos novos em 24 horas, somando mais de 40 mil casos e 2.010 mortes.

Os EUA prometem quase US$ 2 bilhões, quase R$ 10 bilhões, ao laboratório Pfizer e à empresa alemã de biotecnologia CureVac para comprar 600 milhões de doses de uma vacina em desenvolvimento. As primeiras 100 milhões de doses seriam entregues ainda neste ano.

Na sua coluna no jornal britânico Financial Times, Philip Stephens argumenta que a pandemia oferece uma oportunidade para reconstruir a fé na democracia liberal. O custo humano, econômico e social é enorme. O preço será pago em longo prazo.

Os neopopulistas que surfaram na onda da Grande Recessão de 2008 estão prontos para fortalecer o autoritarismo. Mas o fracasso de líderes como Donald Trump, Boris Johnson, Narendra Modi e Jair Bolsonaro e o sucesso de regime democráticos, vários deles em países liderados por mulheres que apostaram na ciência e a razão lançam as bases para o resgage da democracia liberal um novo contrato social. Meu comentário:

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Revoltas populares contra desigualdade atingem quatro continentes

Uma onda de manifestações de protestos que por fundo o aumento da desigualdade de renda, a miséria e o desemprego, abala governos em quatro continentes. É mais um reflexo da Grande Recessão mundial de 2008 e 2009.

Talvez a situação mais grave no momento seja no Chile, onde pelo menos 11 pessoas morreram, mais de 150 saíram feridas e mil e 500 foram presas desde sexta-feira, quando começou uma violenta onda de protestos contra um aumento de 17 centavos de real no preço do metrô. 

Pela primeira vez desde o fim da ditadura do general Augusto Pinochet, em 1990, o Exército está nas ruas. Sob intensa pressão popular, o presidente conservador Sebastián Piñera cancelou o aumento, decretou estado de emergência e toque de recolher noturno na região metropolitana de Santiago e em mais de dez outras cidades. 

Também houve protestos recentemente no Equador, no Peru, na Nicarágua, na América Central, no Egito, no Iraque, no Líbano, na Catalunha e em Hong Kong. Meu comentário:

domingo, 20 de outubro de 2019

Catalunha protesta há seis dias contra prisão de nacionalistas

Mais de 500 mil pessoas tomaram as ruas de Barcelona em manifestações paralelas. O movimento nacionalista da Catalunha protesta há seis dias contra condenações de nove de seus líderes a penas de nove a 13 anos de reclusão por sedição e malversação de fundos públicos ao organizarem um plebiscito ilegal sobre a independência em 1º de outubro de 2017.

Quando os independentistas catalães foram condenados, o primeiro-ministro socialista da Espanha, Pedro Sánchez, declarou que o conflito entrava numa "nova fase". Não era exatamente o que ele esperava.

O medo agora é que os líderes separatistas não consigam controlar os elementos mais radicais. Eles exigem a libertação do que consideram "presos políticos".

Na sexta-feira, houve uma greve geral. As autoridades disseram que menos da metade dos funcionários públicos aderiram. Quem é contra a independência se manifestou em homenagem aos policiais feridos durante os protestos.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Protestos na Catalunha têm mais de 800 feridos

A província da Catalunha está em pé de guerra desde que o Tribunal Supremo da Espanha sentenciou, há dois dias, nove líderes do movimento pela independência da região a penas de nove a 13 anos. Só o diálogo pode resolver o problema, mas nenhuma das partes parece disposta a ceder.

Os antigos dirigentes da Generalitat, o nome do governo autônomo regional, foram condenados por sedição, que significa revolta contra uma autoridade constituição, e malversação de fundos, mau uso do dinheiro público ao organizar um plebiscito ilegal sobre a independência em 1º de outubro de 2017.

A maior pena, de 13 anos, foi para o ex-vice-governador Oriol Junqueras. O mandado de prisão pan-europeu contra o ex-governador Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica, foi renovado.

Logo depois do veredito, centenas de milhares de pessoas tomaram ruas do centro de Barcelona e das principais cidades catalãs para exigir a libertação dos condenados, que consideram presos políticos. Meu comentário:

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Líderes da luta pela independência da Catalunha são condenados

Nove dirigentes do movimento pela independência da Catalunha foram condenados hoje a penas de 9 a 13 anos de prisão pelo Tribunal Supremo da Espanha por sedição e malversação de fundos ao organizarem um plebiscito ilegal em 1º de outubro de 2017. 

Centenas de milhares protestaram. Houve confronto com a polícia e tentativa de bloquear o acesso ao aeroporto de Barcelona, a capital catalã; 108 voos foram cancelados. Mais de 50 pessoas saíram feridas. O mandato de prisão pan-europeu contra o ex-governador Carles Puigdemont foi reativado.

Todos foram absolvidos da acusação de rebelião. A maior pena foi para o ex-vice-governador Oriol Junqueras: 13 anos de cadeia e 13 anos de inabilitação para a vida pública. Os ex-secretários Raül Romeva, Jordi Turull e Dolors Bassa pegaram 12 anos.

A ex-presidente do Parlamento Carme Forcadell pegou 11 anos e seis meses de prisão. Os ex-secretários Joaquim Forn e Josep Rull foram sentenciados a 10 anos e seis meses. O ex-presidente da organização não governamental Assembleia Nacional Catalã (ANC) Jordi Sánchez e o ex-presidente da ONG Òmnium Jordi Cuixart foram condenados a nove anos.

Três ex-secretários, Santi Vila, Meritxell Borràs e Carles Mundó, foram condenados a 10 meses de multa de 200 euros por dia e um ano e oito meses de inabilitação para a vida pública.

Em Madri, o primeiro-ministro interino Pedro Sánchez rejeitou a possibilidade de dar indulto aos condenados e garantiu o "cumprimento absoluto" da decisão judicial.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Espanha convoca eleições antecipadas para 28 de abril

Dois dias depois de sua proposta de orçamento ser rejeitada pelo Parlamento da Espanha, o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez convocou hoje eleições gerais antecipadas par 28 de abril, noticiou o jornal espanhol El País.

Nas duas últimas eleições, o resultado foi um Parlamento fragmentado pelo surgimento de novos partidos em consequência da Grande Recessão (2008-14), Podemos, de esquerda, e Cidadãos, de centro-direita.

Acabou com o duopólio do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e do conservador Partido Popular (PP), que se alternavam no poder desde 1982 com maioria no Congresso dos Deputados, de 350 cadeiras.

Nas eleições regionais na Andaluzia, em 2 de dezembro de 2018, pela primeira vez desde o fim da ditadura do generalíssimo Francisco Franco, em 1975, a ultradireita voltou a um parlamento regional. O partido Vox ficou em quinto lugar, mas foi o fiel da balança para a formação de um governo de direita. O mesmo pode acontecer a nível nacional.

A ascensão da extrema direita, a exemplo do que acontece na maioria dos países da Europa, é atribuída, no caso da Espanha, à crise econômica, à onda de imigração da África e do Oriente Médio, e ao movimento pela independência da Catalunha.

O movimento nacionalista catalão apoiou Sánchez para derrubar, através de uma moção de desconfiança no Congresso. em junho de 2018, o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, que adotara uma política intransigente, de linha dura contra os separatistas.

Sánchez, autor da moção de desconfiança, formou um governo de minoria sem convocar eleições. Dependia do apoio de outros partidos, inclusive do movimento nacionalista catalão.

Agora, quando começam no Tribunal Supremo da Espanha os processos contra os líderes separatistas, os partidos catalães votaram contra a proposta orçamentária dos socialistas para derrubar o governo e provocar a antecipação das eleições.

As pesquisas colocam o PSOE em primeiro lugar, com 24% das preferências do eleitorado, mas é mais provável a formação de um governo conservador com PP (21%), Cidadãos (18%) e Vox (11%).
Eles somam 50% contra 39% da esquerda.

Unidos Podemos (UP), o partido formado pela fusão do Podemos com a Esquerda Unida, possível parceiro dos socialistas num governo de esquerda, está com 15%.

Um governo de direita deve manter a linha dura contra o movimento pela independência da Catalunha, levando a questão para a Justiça, onde seus líderes são acusados de traição. A esquerda buscaria um diálogo.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Tribunal solta Puigdemont e rejeita acusação de rebelião

O Tribunal de Justiça do Estado de Schleswig-Holstein, no Norte da Alemanha, rejeitou hoje a acusação de rebelião e decidiu libertar o ex-governador da Catalunha Carles Puigdemont mediante pagamento de fiança de 75 mil euros (R$ 307 mil). Ele vai responder em liberdade ao processo de extradição pedido pela Espanha pelo outro delito, de malversação de fundos.

Como o Código Penal alemão não prevê o delito de "rebelião", a procuradoria-geral do estado denunciou Puigdemont por "alta traição", mas os desembargadores não aceitaram: "Os atos que lhe são imputados não seriam puníveis na Alemanha, de acordo com a lei em vigor aqui."

Pela lei alemã, o delito de "alta traição" pressupõe o uso da força. A malversação de fundos se refere à organização do plebiscito sobre a independência da Catalunha, em 1º de outubro do ano passado, declarado ilegal pelo governo central da Espanha. Pela lei espanhola, todo o país deve votar em plebiscitos sobre a independência e não apenas a região separatista.

Por isso, o ex-governador está sendo acusado na Espanha de rebelião, sedição e malversação de dinheiro público.

Puigdemont fugiu da Espanha em outubro, depois de organizar um plebiscito sobre a independência da Catalunha e declarar a independência com base no resultado oficial, quando o primeiro-ministro Mariano Rajoy decretou intervenção na Catalunha, depondo-o do cargo de governador.

Exilado na Bélgica, que não extradita pelos delitos de que ele é acusado na Espanha, Puigdemont percorria os países da União Europeia denunciando o "autoritarismo" de Rajoy por se negar a negociar. Voltava da Finlândia para a Bélgica, via Suécia, Dinamarca e Alemanha quando foi detido logo depois de cruzar a fronteira da Dinamarca com a Alemanha em 25 de março.

O ex-governador catalão deve sair da cadeia amanhã às 7h, depois do depósito da fiança. O processo de extradição deve durar 60 dias, prazo prorrogável por mais 30 dias. Seu partido, Junts per Catalunya, foi o mais votado do bloco independentista, que obteve a maioria dos assentos no Parlament nas eleições realizadas sob a intervenção de Madri.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Procuradoria da Alemanha pede extradição do ex-governador da Catalunha

A Procuradoria-Geral do estado de Schleswig-Holstein, na Alemanha, pediu hoje a extradição para a Espanha do ex-governador da Catalunha Carles Puigdemont por "alta traição" e "malversação de fundos públicos". Também recomendou que ele continue preso "para evitar uma fuga", informou o jornal catalão La Vanguardia, de Barcelona.

Agora, o Tribunal de Justiça de Schleswig-Holstein tem 60 dias de prazo, prorrogável por mais 30 dias, para decidir se a Alemanha deve entregar Puigdemont à Espanha. Seus advogados procuram uma casa para que ele possa responder ao processo em liberdade.

Puigdemont fugiu da Espanha em outubro para escapar da prisão. Ele foi denunciado por rebelião, sedição e malversação de fundos por convocar e organizar o plebiscito de 1º de outubro sobre a independência da Catalunha e proclamar a independência da região com base no resultado.

O ex-governador estava morando na Bélgica e fazia campanha pelos países da União Europeia para denunciar o suposto autoritarismo do governo central espanhol, que se negou a negociar a independência da Catalunha e declarou o plebiscito ilegal. Pela lei espanhola, todo o país deve votar em plebiscitos sobre a independência e não apenas a região interessada.

Como o Código Penal alemão não prevê o delito de rebelião, o Ministério Público fez uma equivalência a "alta traição", alegando "não ser necessário que os delitos sejam totalmente coincidentes". A malversação, pelo uso de fundos públicos para financiar o plebiscito, está na lei da Alemanha.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Puigdemont fica preso até julgamento do pedido de extradição

Um juiz da cidade de Neumünster, na Alemanha, decidiu manter na prisão o ex-governador catalão Carles Puigdemont e passar o caso ao Tribunal de Justiça do Estado de Schleswig-Holstein, que vai examinar o pedido de extradição feito pela Espanha. 

Puigdemont, acusado de rebelião, sedição e malversação de fundos por causa do plebiscito e da declaração de independência da Catalunha, fugiu da Espanha em outubro do ano passado. Em sua primeira declaração após a prisão, pediu calma depois dos protestos que deixaram cem feridos ontem em Barcelona.

A polícia espanhola instalou um GPS no carro de Puigdemont. Ele foi detido ontem em Schaby, na Alemanha, depois de cruzar a fronteira com a Dinamarca, com base num mandado de prisão pan-europeu, que parte do princípio de que todo o mundo terá um julgamento justo em qualquer país da União Europeia. Pretendia chegar à Bélgica, onde um dos delitos de que é acusado não é considerado crime, o que impediria a extradição.

 O depoimento do ex-governador ainda não foi marcado. Embora seus advogados aleguem que sua prisão é "provisoríssima", ele só pode ser solto se o Ministério Público da Alemanha der parecer favorável. A procuradoria teme sua fuga.

"A decisão de hoje não significa que Puigdemont será extraditado, apenas que agora começa o processo", declarou o promotor distrital Georg-Friedrich Güntge.

Se Puigdemont aceitar a extradição, tudo será resolvido em dez dias. Caso contrário, a procuradoria de Schleswig-Holstein vai examinar se o pedido da Espanha está tecnicamente correto. O processo deve durar 60 dias e pode ser prorrogado por mais 30 dias.

Uma delegação de partidos defensores da independência da Catalunha foi a Neumünster acompanhar o caso.

Na Bélgica, a Procuradoria-Geral declarou que não vê risco de fuga dos ex-secretários do governo regional catalão Toni Comín, Meritxell Serret e Lluís Puig.

domingo, 25 de março de 2018

Ex-governador da Catalunha é preso na Alemanha

O ex-governador Carles Puigdemont foi preso hoje ao cruzar a fronteira da Dinamarca para a Alemanha por força de um mandado de prisão europeu emitido pela Espanha. É acusado de rebelião, sedição e malversação de dinheiro público por organizar um plebiscito ilegal, realizado em 1ª de outubro de 2017, sobre a independência da Catalunha. Pode pegar até 30 anos de prisão.

Puigdemont saiu da Finlândia na sexta-feira, mesmo dia em que a Espanha reativou o mandado de prisão. Ele passou pela Suécia e a Dinamarca de carro rumo à Bélgica, onde se refugiou desde que a Justiça espanhola decretou sua prisão. Os serviços secretos espanhóis avisaram a polícia da Alemanha sobre a movimentação do ex-governador, revelou a revista alemã Focus em sua edição digital

Eram 11h19 pela hora local (5h19 em Brasília), quando Puigdemont foi detido na rodovia A7 perto da localidade de Schuby, no estado Schleswig-Holstein, que fica na fronteira com a Dinamarca. Depois de ser fichado numa delegacia de polícia, Puigdemont foi levado para a prisão de Neumünster, informou a agência de notícias alemã DPA.

Amanhã, o ex-governador catalão será apresentado a um juiz, que vai identificá-lo e pode decidir se põe Puigdemont em liberdade ou encaminha o caso a um tribunal superior encarregado de examinar o pedido de extradição feito pela Espanha. Este processo pode levar de 10 a 60 dias, noticiou o jornal catalão La Vanguardia, de Barcelona.

Milhares de pessoas protestaram na capital da Catalunha. Quase cem saíram feridas de um confronto quando a polícia regional catalã, Los Mossos d'Esquadra, tentou impedir manifestantes de ultrapassar uma barreira diante da sede da delegação do governo central espanhol em Barcelona.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Puigdemont exige diálogo da Espanha com separatistas da Catalunha

Sem acenar com qualquer tipo de reconciliação, o ex-governador regional da Catalunha Carles Puigdemont, em mensagem de Ano Novo, feita na Bélgica, onde está refugiado, exigiu do governo da Espanha a abertura de negociações sobre a independência da Catalunha, noticiou o jornal catalão La Vanguardia.

"Fracassada a receita da violência, da repressão e do artigo 155, há de começar a era do diálogo e da negociação. É o momento de aceitar o mandato de 21 de dezembro, de retificar, restaurar tudo aquilo que destituíram sem permissão dos catalãoes", declarou Puigdemont, do alto de sua arrogância e incompetência, que muito contribuíram para a crise atual.

O movimento pela independência conquistou maioria absoluta de 70 das 135 cadeiras no Parlament nas eleições antecipadas pela intervenção do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Madri suspendeu a autonomia regional da Catalunha com base no artigo 155 da Constituição da Espanha.

Sob acusação de sedição, rebelião e traição à pátria, por convocar um plebiscito ilegal e impedir a ação da Guarda Civil,os ex-governantes catalães estão sendo processados. Puigdemont saiu da Espanha para não ser preso, enquanto o vice-governador Oriol Junqueras está detido em Madri.

A lista Juntos pela Catalunha, liderada por Puigdemont, foi o partido mais votado do bloco separatista. Por isso, ele se considera no direito de voltar à chefia do governo.

Do outro lado, o primeiro-ministro conservador Rajoy não mostra intenção de ceder nem um milímetro do território espanhol ao movimento nacionalista catalão. O governo usa a Constituição de 1978, que democratizou a Espanha depois da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1936-75). Ela exige que todo o país vote em plebiscitos sobre a independência.

Depois de denunciar a repressão ao plebiscito e a prisão de dirigentes políticos nacionalistas, Puigdemont desafiou Rajoy: "O governo espanhol tem uma nova oportunidade de se comportar como uma democracia europeia que diz ser" e "comece a negociar politicamente com o governo legítimo da Catalunha."

O governador deposto destacou o "êxito democrático histórico" das últimas eleições, onde a participação beirou 82%. Puigdemont não revelou se pretende voltar da Bélgica para assumir sua cadeira no novo Parlament, mas prometeu que no próximo Ano Novo vai falar do Palau de la Generalitat, a sede do governo catalão.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Rei pede a novo governo que respeite "pluralidade" da Catalunha

Em seu discurso de Natal, o rei Felipe VI pediu ao Parlament da Catalunha que forme um novo govern que respeite a pluralidade da região, a segunda mais rica da Espanha, onde um movimento nacionalista luta pela independência, noticiou o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

O rei havia se pronunciado em 3 de outubro, dois dias depois do plebiscito ilegal e inconstitucional sobre a independência convocado pelo governo regional dissolvido pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao suspender a autonomia regional e intervir na região.

Na véspera do Natal, Felipe VI insistiu em que "respeitar e preservar os princípios e valores de nosso Estado de Direito é imprescindível para garantir uma convivência que assegure a liberdade, a igualdade, a justiça e o pluralismo político."

O discurso de Natal do rei é o único feito totalmente no Palácio da Zarzuela, residência oficial dos reis da Espanha, com a revisão final no Palácio da Moncloa, sede do governo. Assim, foi menos imperativo e mais conciliador.

Felipe VI lembrou que, nos últimos 40 anos, depois da morte do ditador Francisco Franco, em 1975, "conseguimos tornar realidade um país novo e moderno, um país dos mais avançados do mundo" e "comprovado o compromisso muito sentido, firme e sincero dos espanhóis com uma Espanha democrática que construímos juntos".

Desta maneira, "implantamos definitivamente a democracia, inclusive superando há décadas a tentativa de involução de nossas liberdades e direitos", afirmou, numa referência à ditadura franquista (1936-75). Ele citou a adesão à União Europeia e a luta contra o terrorismo como uma "amostra da força de nossas convicções democráticas" - e mudanças "na educação e na cultura, na saúde e nos serviços sociais, na infraestrutura e nas comunicações, ou na defesa e na segurança do cidadão".

Em todos esses anos, "a convivência democrática, os direitos e as liberdades, o progresso e a modernização da Espanha, e também sua relevância e progresso internacionais andaram lado a lado." O rei descreveu esses avanços como "um triunfo de todos os espanhóis" e alertou para o risco da radicalização política.

"Como sabemos, o enfrentamento e a discórdia, incerteza, desânimo e empobrecimento moral, cívico e econômico de toda a sociedade", advertiu o rei, num apelo para que "renasçam a confiança, o prestígio e a melhor imagem da Catalunha".

 E concluiu: "A Espanha hoje é uma democracia madura, onde qualquer cidadão pode pensar, defender a contrastar livre e democraticamente suas ideias; mas não impor suas próprias ideias ante os direitos dos outros."

O movimento pela independência quer criar a República da Catalunha. Nas eleições de 21 de dezembro, os independentistas conquistaram uma maioria absoluta de 70 das 135 cadeiras do Parlament, mas ainda não formaram o novo govern

Seu principal líder, o ex-governador Carles Puigdemont, da aliança Juntos pela Catalunha, está refugiado na Bélgica e ameaçado de prisão se voltar à Espanha. O vice-governador Oriol Junqueras, da Esquerda Revolucionária da Catalunha (ERC), está preso em Madri. Ambos foram denunciados por "sedição, rebelião e traição à pátria".

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Rajoy pede diálogo mas exclui independência da Catalunha

As eleições de ontem não resolveram o impasse criado pelo movimento pela independência da Catalunha. Com uma pequena maioria no novo Parlament, o ex-governador regional Carles Puigdemont quer um diálogo incondicional, enquanto o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, declarou estar pronto para receber o novo governo catalão, mas excluiu qualquer possibilidade de independência da região.

Os partidos favoráveis à independência obtiveram apenas 47% dos votos. Como as eleições foram por voto distrital, conquistaram 70 das 135 cadeiras do Parlament e o direito de formar o novo govern. Mas não obtiveram um mandato claro para levantar adiante o processo de independência.

Rajoy foi o grande perdedor. Depois de suspender a autonomia regional da Catalunha por causa do plebiscito ilegal sobre a independência realizado em 1º de outubro, o primeiro-ministro convocou eleições regionais antecipadas na esperança de que os independentistas fossem derrotados. Eles ganharam e mantiveram a maioria parlamentar.

"A fratura social que a radicalidade provocou na sociedade catalã é muito grande", afirmou Rajoy, citado pelo jornal La Vanguardia, de Barcelona. "É uma fratura que levará tempo para se recuperar e essa deveria ser a primeira obrigação de todos os atores políticos. A necessária reconciliação deve vir da lei e do respeito aos direitos de todos, das maiorias e das minorias."

Na opinião do chefe de governo espanhol, tendo em vista a voz das urnas, "ninguém pode falar em nome da Catalunha se não contempla toda a Catalunha porque a Catalunha não é monolítica, mas plural, e todos devemos cultivar esta pluralidade como uma riqueza que há que respeitar e cuidar."

O primeiro-ministro, acusado na Catalunha pelas políticas de austeridade e cortes dos gastos públicos para enfrentar a crise, defendeu a recuperação econômica sob seu governo: "Estamos em época de crescimento econômico e criação de empregos, e são necessárias segurança e certeza. Se não se adotam decisões unilaterais e se entende que vivemos na Europa, as coisas podem funcionar de outra maneira."

Em outras palavras, Rajoy rejeitou qualquer solução que não siga a legislação atual, que exige que toda a Espanha vote em plebiscitos sobre independência. Ele disse estar aberto ao diálogo e citou como vencedora a líder do partido liberal de centro-direita Cidadãos, Inés Arrimadas. Seu partido, a favor da união da Espanha, foi o mais votado, mas ela não terá apoio para formar um novo governo.

De Bruxelas, na Bélgica, para onde fugiu para não ser preso, o ex-governador regional Carles Puigdemont, exigiu um diálogo "sem condições prévias". Ele disse que "a Catalunha deu uma bofetada no Estado espanhol". Chama o conflito de "crise entre o Estado espanhol e a Catalunha.

Puigdemont já deixou claro que o único resultado aceitável pelo movimento nacionalista catalão é a independência. Sem um mandato claro das urnas, defende a realização de um novo plebiscito em que só os catalães votariam. Isso exige uma mudança na Constituição da Espanha,

Líder da aliança Juntos pela Catalunha, Puigdemont está "disposto a encontrar o presidente Mariano Rajoy em Bruxelas ou qualquer outro lugar da União Europeia que não seja na Espanha", onde há um mandado de prisão contra ele por sedição, rebelião e traição à pátria. Rajoy se nega a negociar uma questão interna no exterior.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Cidadãos vencem mas independentistas mantêm maioria na Catalunha

Com 98% das urnas escrutinadas, o partido liberal de centro-direita Cidadãos, a favor da união com a Espanha, venceu as eleições regionais na Catalunha, mas os partidos favoráveis à independência devem ter uma maioria de 70 deputados no Parlament, de 135 cadeiras, informou o jornal catalão La Vanguardia, de Barcelona.

Ao todo, os unionistas tiveram 53% dos votos e os independentistas 47%, confirmando que não há maioria a favor da separação. Mas, como o voto é distrital, os independentistas terão maioria no Parlament.

Os Cidadãos, liderados na Catalunha por Inés Arrimadas, elegeram 37 deputados. Em segundo, ficou a aliança Juntos pela Catalunha, liderada pelo ex-governador regional Carles Puigdemont, refugiado na Bélgica, com 34 cadeiras.

Contrariando as pesquisas, a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), liderada pelo ex-vice-governador Oriol Junqueras, que está preso em Madri, ficou atrás da lista de Puigdemont, conquistando 32 cadeiras. A quarta força será o Partido Socialista da Catalunha, o braço catalão do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), com 17 deputados.

Bem abaixo, em quinto lugar, ficou a aliança Catalunha em Comum-Podemos, com oito deputados. Podemos é um partido radical de esquerda surgido da crise econômica.

As menores bancadas são do partido independentista de ultraesquerda Candidatura da Unidade Popular (CUP) e o Partido Popular da Catalunha (PPC), o braço catalão da agremiação conservadora liderada pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, um dos grandes derrotados hoje.

Rajoy dissolveu o Parlament e convocou eleições antecipadas na esperança de que os partidos contrários à independência saíssem vencedores.

Puigdemont pediu o fim da intervenção de Madri e a convocação de um novo referendo sobre a independência.

Boca de urna dá maioria pela independência no Parlament da Catalunha

O partido liberal de centro-direita Cidadãos, a favor da manter a Espanha unida, foi o mais votado nas eleições regionais convocadas pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, como parte da intervenção do governo central para evitar a independência da Catalunha. Mas os partidos favoráveis à independência devem ter maioria de um deputado, de acordo com pesquisa de boca de urna divulgada pelo jornal catalão La Vanguardia.

Entre os partidos pró-independência, vence a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), liderada pelo ex-vice-governador Oriol Junqueras, preso em Madri. A ERC pode ter de 34 a 36 deputados, enquanto os Cidadãos, liderados por Inés Arrimadas, teriam entre 33 e37, e Juntos pela Catalunha, do ex-governador regional Carles Puigdemont, 28 ou 29.

O Partido Socialista da Catalunha (PSC), braço do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) na província, favorável à união com Madri, ficou em quarto, com 18 a 20 deputados. O Partido Popular, de Rajoy, terá no máximo 5 cadeiras.

Sem uma vitória nítida, o impasse político continua. O movimento pela independência conseguiu uma maioria escassa, que não dá um mandato claro para dividir a Espanha.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Cidadãos e ERC lideram pesquisas eleitorais na Catalunha

O partido liberal de centro-direita Cidadãos, do bloco a favor da união com a Espanha, e a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), do lado independentista, devem ser os mais votados nas eleições regionais desta quinta-feira, 21 de dezembro de 2017. Como nenhum dos dois lados tem maioria, a decisão vai caber a um milhão de indecisos.

As eleições foram convocadas pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, dentro da intervenção do governo central. Madri suspendeu a autonomia regional para impedir a independência catalã. O resultado tende a refletir a profunda divisão da Catalunha e não acabar com o impasse político

No passado, especialmente nos anos 1980s e 1990s, havia na prática um bipartidarismo na Catalunha em que as maiores agremiações políticas eram o Partido Socialista da Catalunha (PSC), contrário à independência e a Convergência e União (CiU), rebatizada como Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCat) e agora como Juntos pela Catalunha. Eles costumavam ter juntos cerca de 75% dos votos.

Agora, as pesquisas indicam que os Cidadãos e a ERC, juntos, não chegarão a 50% dos votos. Assim, nenhum partido terá maioria absoluta no Parlament. De acordo com as últimas pesquisas, o ERC terá 23% dos votos, os Cidadãos 22%; Juntos pela Catalunha, 17%, e o PSC, 15,3%. Bem atrás, estão a aliança Catalunha em Comum-Podemos 7,9%, a Candidatura da Unidade Popular (CUP) 6,2% e o Partido Popular da Catalunha (PPC).

Os partidos lutaram até o fim pelas últimas cadeiras. A média das pesquisas dá 67 cadeiras, uma abaixo da maioria, para os partidos a favor da independência, ERC, Juntos pela Catalunha e a CUP, este último de extrema esquerda.

O líder nacional dos Cidadãos, Albert Rivera, fez um apelo ao voto útil, por acreditar que a decisão será por poucos votos: "Se votam no PSC, não sabe onde vai seu voto. Um voto nos Cidadãos vai parar o processo" de independência.

Por outro lado, o ex-secretário regional Carles Mundó declarou que "é importante que o ERC lidere o govern. Não é um partido improvisado há quatro dias, é um partido com história." Juntos pela Catalunha se constituiu como partido político uma semana antes do início da campanha eleitoral.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Vice-governador e ex-secretários da Catalunha pedem para sair da prisão para fazer campanha eleitoral

O Supremo Tribunal da Espanha decide amanhã se o ex-vice-governador Oriol Junqueras e os ex-secretários do governo regional da Catalunha, acusados de rebelião e malversação de fundos, podem sair da cadeia para fazer campanha para as eleições de 21 de dezembro, noticiou hoje o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

As eleições regionais foram convocadas pelo governo central espanhol depois de intervir para conter o movimento pela independência da Catalunha, suspendendo temporariamente a autonomia regional para afastar o governo autônomo regional e antecipar as eleições. O ex-governador Carles Puigdemont e quatro secretários fugiram para a Bélgica, onde a Justiça examina um pedido de extradição feito pela Espanha.

Junqueras e os ex-conselheiros não pretendem abrir mão de suas convicções políticas, que consideram "plenamente legítimas", e alegam que não têm interesse em fugir porque querem participar do processo eleitoral.

Ao determinar a prisão preventiva de Junqueras e dos demais ex-secretários, a juíza Carmen Lamela citou o risco de fuga para se evadir da responsabilidade penal. Como eles não estão mais no governo, a defesa argumenta que não existe risco de obstrução de justiça nem de continuidade delitiva.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Quase 2,5 mil empresas tiram sede central da Catalunha

Desde o plebiscito ilegal de 1º de outubro sobre a independência da região, 2.471 empresas tiraram suas matrizes da Catalunha, revelou hoje o jornal La Vanguardia, de Barcelona, citando como fonte a Agência Tributária.

Sob o impacto do risco gerado pela movimento pela independência, as vendas registradas pelo comércio catalão caíram de 22,4% para 19,6% do total da Espanha. Nos setores de água, energia e construção, a baixa é de 20 pontos percentuais; em finanças e seguros, de 4 pontos.

Só no dia de ontem, mais 30 empresas deixaram a província rebelde.

O governo central espanhol interveio na região, suspendendo temporariamente a autonomia regional, e convocou eleições antecipadas para 21 de dezembro, depois que o Tribunal Constitucional declarou o plebiscito ilegal. Pela Constituição da Espanha de 1978, todo o país deve votar em qualquer plebiscito sobre independência.

Por decisão da Justiça, o ex-governador, o ex-vice-governador e todos os ex-secretários do governo foram presos. O ex-governador Carles Puigdemont e quatro ex-secretários fugiram para a Bélgica, que recebeu um mandado de prisão europeu pedindo sua extradição.

domingo, 5 de novembro de 2017

Puigdemont e ex-secretários da Catalunha se entregam na Bélgica

O ex-governador Carles Puigdemont e quatro ex-secretários do governo deposto da Catalunha se entregaram hoje numa delegacia de polícia de Bruxelas, a capital da Bélgica, para onde fugiram depois da intervenção do governo central da Espanha para impedir a independência catalã, noticiou o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

Com o mandado de prisão europeu emitido sexta-feira pela Justiça espanhola, às 9h17 da manhã de hoje (6h17 em Brasília), Puigdemont e os ex-conselheiros Antoni Comín, Clara Ponsatí, Lluís Puig e Meritxell Serret foram até uma delegacia da Polícia Federal belga.

"Na presença de seus advogados, foram informados da ordem de busca e captura que pesa sobre eles", explicou Gilles Dejemeppe, porta-voz da Procuradoria-Geral da Bélgica. Eles foram interrogados à tarde.

A Justiça da Bélgica tem agora 24 horas para responder ao pedido de prisão da Espanha. O mandado de prisão europeu pressupõe que os réus terão um julgamento justo, com amplo direito de defesa, em qualquer país da União Europeia. Eles podem esperar em liberdade condicional.

O juiz do caso é flamengo, do povo belga a favor da independência da região de Flandres. A defesa dos catalães pediu que o processo seja na língua flamenga, semelhante ao holandês, e não em francês, na busca de uma afinidade com o movimento separatista flamengo.

Na Espanha, os ex-governantes da Catalunha foram denunciados por rebelião, sedição e malversação de fundos públicos. Só a acusação de rebelião tem uma pena máxima de 30 anos de prisão. O ex-vice-governador e sete ex-secretários foram presos em Madri.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Juíza decreta prisão de todo o governo deposto da Catalunha

A juíza Carmen Lamela decretou hoje a prisão incondicional, sem direito a fiança, do ex-vice-governador da Catalunha, Oriol Junqueras, e dos ex-conselheiros (secretários de governo) Jordi Turull, Raúl Romeva, Josep Rull, Dolors Bassa, Meritxell Borrás, Joaquim Forn e Carles Mundó. 

A única exceção é o ex-conselheiro Santi Vila, apontado como provável futuro governador regional depois das eleições de 21 de dezembro. Ele poderá ficar solto se pagar 50 mil euros (R$ 190 mil) de fiança, noticiou o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

Ao justificar a decisão, a juíza alegou haver alto risco de que continuem cometendo crimes, alta probabilidade de destruição de provas e risco de que fujam da Espanha, a exemplo do que fizeram o ex-governador Carles Puigdemont e quatro secretários que estão em Bruxelas na Bélgica. Há um mandado de prisão europeu de prisão contra eles.

Todos são acusados de rebelião, sedição e malversação de fundos públicos na tentativa de promover a independência da Catalunha. A pena para rebelião é de até 30 anos de prisão.

A mesma juíza mandou prender dois líderes de movimentos sociais pela independência da Catalunha, Jordi Sànchez, da Assembleia Nacional Catalã (ANC), e Jordi Cuixart, da Òmnium, por destruir carros da polícia e impedir o trabalho da Guarda Civil durante a preparação do plebiscito ilegal realizado em 10 de outubro. Eles são considerados presos políticos pelo movimento separatista.

Os dois maiores partidos políticos do país, o Partido Popular (PP), de Rajoy, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o maior da oposição, pediram respeito à decisão em nome da independência do Poder Judiciário.

Com certeza, as prisões vão inflamar o movimento pela independência e agravar a tensão, no fim da primeira semana de intervenção do governo central espanhol na Catalunha.