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quinta-feira, 12 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 12 de Março

MARCHA DO SAL

    Em 1930, o líder do movimento pela independência da Índia, Mohandas Gandhi, o Mahatma (Grande Alma), começa a Marcha do Sal, um ato de desobediência civil não violento contra o monopólio britânico do sal que vai até 6 de abril. O protesto pacífico contra a colonização do país pelo Império Britânico lhe dá projeção internacional.

O Movimento de Desobediência Civil, que vai até 1934, precisa de uma estreia de impacto para conquistar seguidores. Gandhi inicia a marcha de 395 quilômetros com 78 aliados fiéis. Muitos indianos se juntam a eles ao longo do caminho.

Por influência do escritor russo Leon Tolstoy, com quem se corresponde, Gandhi vira ativista da desobediência civil, um conceito do escritor e naturalista norte-americano Henry David Thoreau, que se nega a pagar impostos para não financiar a Guerra Mexicano-Americana (1846-48), quando os EUA tomam mais de 40% do território do México. Sua luta pacífica inspira o líder negro sul-africano Nelson Mandela.

A Marcha do Sal é o maior protesto contra o colonialismo britânico desde o movimento de não cooperação de 1920-22. O Congresso Nacional Indiano proclama a independência em 26 de janeiro de 1930. O movimento nacionalista ganha reconhecimento internacional e dá um impulso decisivo à luta pela independência, conquistada em agosto de 1947.

DOUTRINA TRUMAN

    Em 1947, diante de sessão conjunta do Congresso, o presidente Harry Truman (1945-53) acusa o comunismo de se basear "no terror e na opressão" e declara que "a política dos Estados Unidos deve ser apoiar os povos livres que estão resistindo a tentativas de subjugação por minorias armadas e pressões externas", uma verdadeira declaração de guerra no início da Guerra Fria.

A doutrina de segurança nacional do governo Truman se baseia na estratégia de contenção da União Soviética proposta por George Kennan, encarregado de negócios dos EUA em Moscou, no Longo Telegrama de 22 de fevereiro de 1946.

Kennan afirma que o regime soviético é insustentável e um dia vai entrar em colapso. Até lá, os EUA devem confrontar e conter o expansionismo da URSS em todas as frentes.

EXPANSÃO DA OTAN

    Em 1999, a Hungria, a Polônia e a República Tcheca se tornam países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos para conter a União Soviética durante a Guerra Fria.

A OTAN é criada em 4 de abril de 1949 em resposta ao Bloqueio de Berlim Ocidental pela URSS de Josef Stalin. No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os aliados dividem a Alemanha e sua capital, Berlim, que fica no lado oriental, dominado pela URSS. 

Quando as partes ocupadas pelos EUA, a França e o Reino Unido anunciam a intenção de se unir para formar o que seria a Alemanha Oriental, Stalin decreta o bloqueio de Berlim Ocidental, proibindo o acesso rodoviário, ferroviário e hidroviário à cidade de 24 de junho de 1948 a 12 de maio de 1949 numa tentativa de expulsar os aliados ocidentais.

A resposta inicial do Ocidente é uma ponte aérea que realiza mais de 280 mil voos para levar até 4,7 toneladas de suprimentos por dia a Berlim Ocidental, com um pico de 12,9 toneladas num dia, de 26 de junho de 1948 a 30 de setembro de 1949.

A segunda resposta é a criação da OTAN. Pelo artigo 5 da Carta da OTAN, um ataque contra um é um ataque contra todos, o princípio fundamental da aliança, que tem 16 países-membros no fim da Guerra Fria e 32 hoje.

A Hungria, a Polônia e a República Tcheca são os primeiros países do antigo Bloco Soviético e do Pacto de Varsóvia a entrar para a OTAN depois da Alemanha Oriental, que se unifica com a Alemanha Ocidental em 3 de outubro de 1990. Na era comunista, a República Tcheca era parte da Tcheco-Eslováquia, que se divide em 1993. A Eslováquia passa a fazer parte da aliança em 2004.

Com a entrada da Finlândia e da Suécia depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, a OTAN dobra o número de países-membros em relação à Guerra Fria. Por causa da Finlândia, dobra o tamanho da fronteira com a Rússia. 

A Bósnia-Herzeogovina, a Geórgia e a Ucrânia são candidatas.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE

    Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um alerta global sobre uma doença que viria a ser batizada como síndrome respiratória aguda grave (SARS) e atinge primeiro a China, Hong Kong e o Vietnã.

A SARS é uma doença de coronavírus, causada pelo vírus SARS-CoV. Surge em novembro de 2002 na província de Cantão, na China. A doença do coronavírus de 2019 (covid-19), causada pelo vírus SARS-CoV2, também surge na China, na cidade de Wuhan, com o caso mais antigo rastreado a 17 de novembro de 2019. 

Com 8 mil casos e 800 mortes, a SARS tem uma letalidade de 10%, o que reduz a transmissão. A covid-19 tem uma letalidade de pouco menos de 1%, mas contamina o mundo inteiro. Causa uma pandemia que mata pelo menos 7 milhões de pessoas, talvez 20 milhões por causa da subnotificação.

MAIOR PIRÂMIDE FINANCEIRA

    Em 2009, o financista e gerente de fundos de investimento Bernie Madoff confessa a culpa por vários crimes relativos à maior pirâmide financeira da história, que chega a ter US$ 60 bilhões.

Madoff nasce em 29 de abril de 1938 numa área judaica do bairro do Queens, em Nova York. Ele se forma em ciência política na Universidade Hofstra e estuda por pouco tempo na Faculdade de Direito do Brooklyn antes de fundar, em 1960, a Bernard L. Madoff Investment Securities junto com a mulher, Ruth, que trabalha no centro financeiro da Wall Street até se formar em psicologia na Universidade da Cidade de Nova York.

A pirâmide financeira começa no início dos anos 1980. Madoff oferece retornos acima da média do mercado, de mais de 10% ao ano. Na verdade, remunera os antigos investidores com as aplicações dos novos e não com a renda dos investimentos.

A Grande Recessão (2007-9) e a crise financeira deflagrada pela falência do banco Lehman Brothers acabam com a fraude. Em dezembro de 2008, as operações de Madoff entram em colapso. Quatro meses depois, ele admite a culpa por fraude e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. É condenado a 150 anos de prisão e morre na cadeia em 14 de abril de 2021.

O Fundo das Vítimas de Bernie Madoff consegue recuperar US$ 3,7 bilhões e pagar a 40 mil vítimas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

 CONQUISTA DO EGITO

    Em 642, o general Amir ibn al-As invade Alexandria e consolida a conquista do Egito pelos árabes, iniciada três anos antes.

General de sucesso, Amir é também um administrador capaz e um político astuto. No Egito, organiza um sistema de arrecadação de impostos, a administração da cidade e cria uma guarnição militar.

Vinte anos depois da morte do profeta Maomé e 30 depois da fundação do Islamismo, os muçulmanos iniciam a conquista do Norte da África e à invasão da Península Ibérica em 711.

MANDATO BRITÂNICO PARA A PALESTINA

    Em 1923, entra em vigor o mandato aprovado pelo Conselho da Liga das Nações para que o Império Britânico estabeleça uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

Depois de séculos de perseguição na Europa, os judeus são vítimas no fim do século 19 de pogroms (massacres) na Europa Oriental e a discriminação fica evidente no Caso Dreyfus, quando um capitão judeu do Exército da França é condenado por traição para a Alemanha e enviado para cumprir pena na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A Justiça leva anos para reconhecer o erro.

Em 1895, o austríaco Theodor Herzl publica o livro O Estado Judaico, marco do movimento sionista, para criar uma pátria para o povo judeu. Vários lugares são cogitados, o Sul da Argentina, Uganda, no coração da África, ou a Palestina.

No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando é evidente a derrota do Império Otomano, em 2 de novembro de 1917, o ministro do Exterior britânico, Lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, 

A Declaração de Balfour promete fundar um lar nacional para o povo judeu na Palestina se o Império Otomano for derrotado. Mas determina que "nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina".

O Estado de Israel é criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947 e fundado em 1948, depois da tentativa de exterminio do povo judeu pela Alemanha Nazista no Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os vizinhos árabes não aceitam e invadem Israel. A Guerra da Independência de Israel vai até o início de 1949, mas o estado de guerra persiste até hoje com vários países árabes.

Até hoje não se chegou a uma harmonia entre os dois povos habitantes da Palestina.

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa quase 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). É o pior massacre isolado da guerra.

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de mortes..

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tem armadas de destruição em massa.

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crime nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo: não revelar a fonte que não quer publicidade.

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush jr. comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2007-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O índice de desemprego chega a um pico de 10,6% em janeiro de 2010 e cai até a pandemia.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 15 de Setembro

  INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA CENTRAL

    Em 1821, líderes da América Central aceitam um plano do caudilho mexicano Agustín Iturbide para a independência da Costa Rica, da Nicarágua, de El Salvador e da Guatemala do Império Espanhol.

Apesar da revitalização da economia e das Forças Armadas da Espanha sob a Dinastia de Bourbon depois da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-14), o Império Espanhol declina com a Revolução Francesa de 1789 e as guerras napoleônicas.

Quando as forças de Napoleão Bonaparte tomam a Península Ibérica (1807-8), a família real portuguesa foge para o Brasil sob a proteção da Marinha Real britânica e as colônias da América Espanhola começam a proclamar a independência.

A Constituição de Cádiz, de 1812, tenta manter as colônias latino-americanas. Dá representação no Parlamento e institui eleções municipais e provinciais, o que aumenta a agitação política pela independência.

Na América Central, um capitão-general forte, José de Bustamente Y Guerra, e o medo da população crioula de uma revolta indígena adiaram a onda de independências que varria o Império Espanhol na América do Sul.

O governo colonial, com sede na Cidade da Guatemala, reprime revoltas na Guatemala, na Nicarágua e em San Salvador, que só passa a ser El Salvador em 1841. Quando Fernando VII retoma a coroa espanhola, em 1814, suspende a Constituição de Cádiz. A restauração da constituição, em 1820, deflagra um debate político que leva à formação dos partidos conservadores e liberais que mandariam nos países da região por 100 anos.

Um conselho de notáveis reunido na Guatemala aprova o plano de Iturbide para a independência da América Central. Alguns queriam independência da Espanha e do México, e algumas províncias queriam independência da Guatemala, que era sede do governo colonial na região.

Os conservadores da Guatemala conseguem aderir ao império mexicano de Iturbide, mas isto causa uma guerra civil na América Central. San Salvador e Granada não aceitam. Depois de um longo cerco, forças guatemaltecas e mexicanas tomam El Salvador. Mas o império de Iturbide entra em colapso. É substituído por uma república liberal no México, que dá independência à América Central.

Em 1º de julho de 1823, uma assembleia com representantes de todas as províncias declara independência sob o nome de Províncias Unidas da América Central. No ano seguinte, é adotada a Constituição da República Federal da América Central, formada por Costa Rica, Nicarágua, Honduras, San Salvador e Guatemala. Chiapas escolhe se unir ao México e o Panamá vira parte da Colômbia.

As Províncias Unidas se separam em 1840. Até o fim do século 19, há 25 tentativas da Guatemala de restaurar a União. Só terminam em 1885, quando o presidente Justo Rufino Barrios (1873-85) invade El Salvador e morre na Batalha de Chalchuapa.

GUERRA DE TRINCHEIRAS

    Em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), depois da Batalha do Marne, em que os aliados detém a ofensiva da Alemanha na frente ocidental, na França e na Bélgica, os dois lados começam a cavar as primeiras trincheiras na frente ocidental. 

A guerra que todos esperam que seja breve se arrasta por quatro anos.

No momento de maior extensão, as trincheiras vão da costa da Bélgica no Mar do Norte até a região da Alsácia, na fronteira da França com a Suíça. A disputa pela região da Alsácia-Lorena, tomada da França pela Alemanha na Guerra Franco Prussiana (1870-71), é uma das causas da guerra, que termina com a rendição da Alemanha em 11 de novembro de 1918.

TANQUES EM GUERRA

    Em 1916, na Batalha do Somme, o tanque de guerra entra em combate pela primeira vez, como parte do Exército Real britânico.

Desde o início da guerra de trincheiras, o Exército Real pensa em desenvolver um veículo blindado capaz de transportar soldados e passar por cima de buracos de bombas e barreiras de arame farpado. No início de 1915, Winston Churchill cria uma comissão que faz um protótipo.

Quando é aprovado nos testes, o governo britânico encomenda 100 tanques. Eles são enviados à França em agosto de 1916; 49 são usados em 15 de setembro de 1916. São lentos, complicados e inconfiáveis. Só meia dúzia consegue mesmo penetrar em território alemão.

LEIS DO HOLOCAUSTO

    Em 1935, a Alemanha Nazista aprova as Leis de Nurembergue, que dão base legal ao Holocausto. A iniciativa de Adolf Hitler tira dos judeus o direito à cidadania alemã e proíbe relações sexuais e o casamento entre judeus e cidadãos alemães.

São duas leis. A Lei do Cidadão do Reich tira a cidadania alemã dos judeus, que não podem nem desfraldar a bandeira da Alemanha. E a Lei de Proteção do Sangue Alemão e da Honra Alemã proíbe sexo, casamento e até mesmo a contratação da empregadas domésticas judias de menos de 45 anos, em idade reprodutiva. Estão entre as primeiras medidas discriminatórias que causam o Holocausto.

Um decreto complementar de 14 de novembro de 1935 define como judeu alguém que tenha pelo menos um avô judeu e diz expressamente: "Um judeu não pode ser cidadão do Reich. Não pode exercer o direito de voto nem ocupar cargo público."

Logo, os passaportes dos judeus são marcados com um J. Em 29 de março de 1938, os judeus são proibidos de exercer a medicina.

Quando os alemães invadem e anexam outros países, aplicam as Leis de Nurembergue nas regiões ocupadas. Em 20 de janeiro de 1942, na Conferência de Wannsee, em Berlim, os líderes nazistas aprovam a "solução final", o extermínio dos judeus da Europa.

Cerca de 11 milhões de pessoas morrem no Holocausto, sendo 6 milhões de judeus, 1,5 milhão de ciganos, comunistas, socialistas, nacionalistas dos países ocupados, negros e membros da resistência antinazista.

Por causa das leis discriminatórias, o tribunal de crimes de guerra para julgar 24 líderes nazistas é instalado em Nurembergue. É o Julgamento de Nurembergue. Doze são condenados à morte na forca.

BATALHA DA INGLATERRA

    Em 1940, a Força Aérea Real derruba 46 aviões da Luftwaffe que invadem o espaço aéreo britânico, se impondo sobre a Alemanha na Batalha da Inglaterra, uma batalha aérea decisiva para impedir a invasão da Grã-Bretanha pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Depois da invasão da Polônia em 1º de setembro de 1939, no início da guerra, em 1940, Hitler ataca a Europa Ocidental, a Noruega, Holanda, Bélgica e ocupa a França em junho. O próximo alvo é o Reino Unido.

A batalha aérea mais importante da história começa em 10 de julho e vai até 31 de outubro de 1940, na visão britânica, e 11 de maio de 1941, na versão alemã.

“Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”, declarou o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, numa referência aos cerca de 1,5 mil pilotos da Força Aérea Real (RAF) que defenderam o Reino Unido no que ele chamou de "nossa melhor hora".

EUA CONTRA-ATACAM NA COREIA

    Em 1950, sob o comando do general  Douglas McArthur, fuzileiros navais dos Estados Unidos desembarcam na Península de Inchon, na Coreia do Sul, e conquistam uma vitória decisiva para rechaçar a invasão norte-coreana na Guerra da Coreia (1950-53).

A Coreia é ocupada pelo Japão em 1910. Com a derrota iminente do Japão para os EUA, em 9 de agosto de 1945, quando os norte-americanos jogam a segunda bomba atômica, em Nagasaki, a União Soviética declara guerra ao Japão e invade o Norte da Península Coreana. Os EUA tomam o Sul, dividindo o país ao longo do paralelo 38º Norte.

Com a Guerra Fria, em 1948, nascem a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), comunista, e a República da Coreia (Coreia do Sul). Ambas reivindicam a soberania sobre toda a península.

Em 25 de junho de 1950, o ditador comunista norte-coreano, o Grande Líder Kim Il Sung, manda invadir o Sul para reunificar o país. Os EUA intervêm em apoio à Coreia do Sul.

Com um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, boicotado pela URSS por causa da não inclusão da República Popular da China (comunista), os EUA e aliados contra-atacam e tentam reunificar a Península Coreana. A China entra na guerra e empurra os norte-americanos de volta para baixo do paralelo 38º N.

A Guerra da Coreia termina em 27 de julho de 1953 com um armistício. Até hoje, não foi assinado um acordo de paz. Desde 2006, a Coreia do Norte tem armas nucleares.

ALI TRÊS VEZES CAMPEÃO MUNDIAL

    Em 1978, Muhammad Ali vence Leon Spinks e se torna campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado pela terceira vez.

Cassius Marcellus Clay Jr. ganha a medalha de ouro do boxe na categoria peso meio-pesado na Olimpíada de Roma, em 1960, e o título mundial dos pesos pesados ao vencer Sonny Liston surpreendentemente em 25 de janeiro de 1964. 

Naquele ano, ele se converte ao islamismo e muda o nome para Muhammad Ali, alegando que usava o sobrenome do senhor de escravos que um dia foi dono de sua família.

Em 1966, Ali rejeita a convocação para o serviço militar por ser contra a Guerra do Vietnã e perde o título mundial. 

Quando a Suprema Corte anula sua condenação, ele volta a lutar. Faz a Luta do Século  e perde para Joe Frazier por pontos em 8 de março de 1971. Recupera o título numa luta mais espetacular ainda, ao vencer George Foreman em Kinshasa, no Zaire, em 30 de outubro de 1974. E ganha uma inédita terceira vez ao vencer Leon Spinks.

GRANDE RECESSÃO

    Em 2008, o banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers declara falência, deflagrando uma crise econômico-financeira que seria conhecida como Grande Recessão (2007-9), com impacto no mundo inteiro.


É o dia em que Wall Street, o centro financeiro de Nova York, fale o mundo, destruindo o mito neoliberal de que o mercado é capaz de se autorregulamentar.

Quando estoura a bolha especulativa das empresas ponto.com, em maio de 2000, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, baixa a taxa básica de juros para 1% ao ano. A recessão acaba em março de 2001, mas isto não fica claro imediatamente.

Por medo do impacto econômico dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o Fed mantém as taxas de juros baixas. Na prática, distribui dinheiro aos bancos, que financiam a casa própria a juros baixos. Emprestam primeiro para quem pode pagar, mas também para os clientes de segunda linha (subprime), com problemas de crédito no passado.

Para não ficar com o risco, os bancos emitem títulos da dívida hipotecária. Vindo de uma economia sólida como os EUA, com um grande mercado imobiliário, a dívida é terceirizada. Quando o Fed sobe a taxa básica de juros, que chega a 5,25% ao ano em junho de 2006, os juros dos financiamentos sobem na mesma medida e vários mutuários, especialmente os de segunda linha, começam a não pagar.

O problema das hipotecas gera uma crise financeira global a partir de Wall Street. O sistema financeiro, o sangue da economia capitalista, funciona porque os bancos emprestam dinheiro e fazem transferências entre si. Isto exige uma confiança de que o negócio será pago. Chega um momento em que nenhuma instituição financeira sabe com certeza da saúde financeiras das outras. Há uma paralisia no mercado de crédito porque ninguém sabe se vai receber.

A falência do Lehman Brothers, depois que o governo dos EUA não encontra um comprador e não quer intervir no banco, é o início. Mais greve é a situação da maior seguradora do mundo, AIG (America International Group), que tinha desde seguros de carros e imóveis a seguros de grandes empresas e até credit default swaps (obrigações colateralizadas de crédito), um seguro de operações financeiras.

Com dívidas de US$ 180 bilhões, a seguradora AIG é considerada grandes demais para quebrar. Haveria um choque sistêmico na economia dos EUA, com um setor de seguros desenvolvidos.

O presidente George W. Bush lança o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), de US$ 750 bilhões, e convoca uma reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia (UE) em busca de uma solução. Os bancos centrais dos países ricos mobilizam US$ 5 trilhões em garantias de crédito e o sistema voltar a funcionar. O Estado salva o mercado.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 12 de Março

 MARCHA DO SAL

    Em 1930, o líder do movimento pela independência da Índia, Mohandas Gandhi, o Mahatma (Grande Alma), começa a Marcha do Sal, um ato de desobediência civil não violento contra o monopólio britânico do sal que vai até 6 de abril. O protesto pacífico contra a colonização do país pelo Império Britânico lhe dá projeção internacional.

O Movimento de Desobediência Civil, que vai até 1934, precisa de uma estreia de impacto para conquistar seguidores. Gandhi inicia a marcha de 395 quilômetros com 78 aliados fiéis. Muitos indianos se juntam a eles ao longo do caminho.

Por influência do escritor russo Leon Tolstoy, com que se corresponde, Gandhi vira ativista da desobediência civil, um conceito do escritor e naturalista norte-americano Henry David Thoreau, que se nega a pagar impostos para não financiar a Guerra Mexicano-Americana (1846-48), quando os EUA tomam mais de 40% do território do México. Sua luta pacífica inspira o líder negro sul-africano Nelson Mandela.

A Marcha do Sal é o maior protesto contra o colonialismo britânico desde o movimento de não cooperação de 1920-22. O Congresso Nacional Indiano proclama a independência em 26 de janeiro de 1930. O movimento nacionalista ganha reconhecimento internacional e dá um impulso decisivo à luta pela independência, conquistada em agosto de 1947.

DOUTRINA TRUMAN

    Em 1947, diante de sessão conjunta do Congresso, o presidente Harry Truman (1945-53) acusa o comunismo de se basear "no terror e na opressão" e declara que "a política dos Estados Unidos deve ser apoiar os povos livres que estão resistindo a tentativas de subjugação por minorias armadas e pressões externas", uma verdadeira declaração de guerra no início da Guerra Fria.

A doutrina de segurança nacional do governo Truman se baseia na estratégia de contenção da União Soviética proposta por George Kennan, encarregado de negócios dos EUA em Moscou, no Longo Telegrama de 22 de fevereiro de 1946.

Kennan afirma que o regime soviético é insustentável e um dia vai entrar em colapso. Até lá, os EUA devem confrontar e conter o expansionismo da URSS em todas as frentes.

EXPANSÃO DA OTAN

    Em 1999, a Hungria, a Polônia e a República Tcheca se tornam países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos para conter a União Soviética durante a Guerra Fria.

A OTAN é criada em 4 de abril de 1949 em resposta ao Bloqueio de Berlim Ocidental pela URSS de Josef Stalin. No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os aliados dividem a Alemanha e sua capital, Berlim, que fica no lado oriental, dominado pela URSS. 

Quando as partes ocupadas pelos EUA, a França e o Reino Unido anunciam a intenção de se unir para formar o que seria a Alemanha Oriental, Stalin decreta o bloqueio de Berlim Ocidental, proibindo o acesso rodoviário, ferroviário e hidroviário à cidade de 24 de junho de 1948 a 12 de maio de 1949 numa tentativa de expulsar os aliados ocidentais.

A resposta inicial do Ocidente é uma ponte aérea que realiza mais de 280 mil voos para levar até 4,7 toneladas de suprimentos por dia a Berlim Ocidental, com um pico de 12,9 toneladas num dia, de 26 de junho de 1948 a 30 de setembro de 1949.

A segunda resposta é a criação da OTAN. Pelo artigo 5 da Carta da OTAN, um ataque contra um é um ataque contra todos, o princípio fundamental da aliança, que tem 16 países-membros no fim da Guerra Fria e 32 hoje.

A Hungria, a Polônia e a República Tcheca são os primeiros países do antigo Bloco Soviético e do Pacto de Varsóvia a entrar para a OTAN depois da Alemanha Oriental, que se unifica com a Alemanha Ocidental em 3 de outubro de 1990. Na era comunista, a República Tcheca era parte da Tcheco-Eslováquia, que se divide em 1993. A Eslováquia passa a fazer parte da aliança em 2004.

Com a entrada da Finlândia e da Suécia depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, a OTAN dobra o número de países-membros em relação à Guerra Fria. Por causa da Finlândia, dobra o tamanho da fronteira com a Rússia. 

A Bósnia-Herzeogovina, a Geórgia e a Ucrânia são candidatas.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE

    Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um alerta global sobre uma doença que viria a ser batizada como síndrome respiratória aguda grave (SARS) e atinge primeiro a China, Hong Kong e o Vietnã.

A SARS é uma doença de coronavírus, causada pelo vírus SARS-CoV. Surge em novembro de 2002 na província de Cantão, na China. A doença do coronavírus de 2019 (covid-19), causada pelo vírus SARS-CoV2, também surge na China, na cidade de Wuhan, com o caso mais antigo rastreado a 17 de novembro de 2019. 

Com 8 mil casos e 800 mortes, a SARS tem uma letalidade de 10%. A covid-19 tem uma letalidade de pouco menos de 1%, mas contaminou o mundo inteiro. Causa uma pandemia que mata pelo menos 7 milhões de pessoas. 

MAIOR PIRÂMIDE FINANCEIRA

    Em 2009, o financista e gerente de fundos de investimento Bernie Madoff confessa a culpa por vários crimes relativos à maior pirâmide financeira da história, que chegou a ter US$ 60 bilhões.

Madoff nasce em 29 de abril de 1938 numa área judaica do bairro do Queens, em Nova York. Ele se forma em ciência política na Universidade Hofstra e estuda por pouco tempo na Faculdade de Direito do Brooklyn antes de fundar, em 1960, a Bernard L. Madoff Investment Securities junto com a mulher, Ruth, que trabalha no centro financeiro da Wall Street até se formar em psicologia na Universidade da Cidade de Nova York.

A pirâmide financeira começa no início dos anos 1980. Madoff oferece retornos acima da média do mercado, de mais de 10% ao ano. Na verdade, remunera os antigos investidores com as aplicações dos novos e não com a renda dos investimentos.

A Grande Recessão (2007-9) e a crise financeira deflagrada pela falência do banco Lehman Brothers acabam com a fraude. Em dezembro de 2008, as operaçoes de Madoff entram em colapso. Quatro meses depois, ele admite a culpa por fraude e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. É condenado a 150 anos de prisão e morre na cadeia em 14 de abril de 2021.

O Fundo das Vítimas de Bernie Madoff consegue recuperar US$ 3,7 bilhões e pagar a 40 mil vítimas.

domingo, 29 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

 CONQUISTA DO EGITO

    Em 642, o general Amir ibn al-As invade Alexandria e consolida a conquista do Egito pelos árabes, iniciada três anos antes.

General de sucesso, Amir é também um administrador capaz e um político astuto. No Egito, organiza um sistema de arrecadação de impostos, a administração da cidade e cria uma guarnição militar.

Vinte anos depois da morte do profeta Maomé e 30 depois da fundação do Islamismo, os muçulmanos iniciam a conquista do Norte da África e à invasão da Península Ibérica em 711.

MANDATO BRITÂNICO PARA A PALESTINA

    Em 1923, entra em vigor o mandato aprovado pelo Conselho da Liga das Nações para que o Império Britânico estabeleça uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

Depois de séculos de perseguição na Europa, os judeus são vítimas no fim do século 19 de pogroms (massacres) na Europa Oriental e a discriminação fica evidente no Caso Dreyfus, quando um capitão judeu do Exército da França é condenado por traição para a Alemanha e enviado para cumprir pena na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A Justiça leva anos para reconhecer o erro.

Em 1895, o austríaco Theodor Herzl publica o livro O Estado Judaico, marco do movimento sionista, para criar uma pátria para o povo judeu. Vários lugares são cogitados, o Sul da Argentina, Uganda, no coração da África, ou a Palestina.

No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando é evidente a derrota do Império Otomano, em 2 de novembro de 1917, o ministro do Exterior britânico, Lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, 

A Declaração de Balfour promete fundar um lar nacional para o povo judeu na Palestina se o Império Otomano for derrotado. Mas determina que "nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina".

O Estado de Israel é criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947 e fundado em 1948, depois da tentativa de exterminio do povo judeu pela Alemanha Nazista no Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os vizinhos árabes não aceitam e invadem Israel. A Guerra da Independência de Israel vai até o início de 1949, mas o estado de guerra persiste até hoje com vários países árabes.

Até hoje não se chegou a uma harmonia entre os dois povos habitantes da Palestina.

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de mortes..

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tem armadas de destruição em massa.

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crime nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo: não revelar a fonte que não quer publicidade..

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2007-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O índice de desemprego chega a um pico de 10,6% em janeiro de 2010 e cai até a pandemia.