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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

CONQUISTA DO EGITO

    Em 642, o general Amir ibn al-As invade Alexandria e consolida a conquista do Egito pelos árabes, iniciada três anos antes.

General de sucesso, Amir é também um administrador capaz e um político astuto. No Egito, organiza um sistema de arrecadação de impostos, a administração da cidade e cria uma guarnição militar.

Vinte anos depois da morte do profeta Maomé e 30 depois da fundação do Islamismo, os muçulmanos iniciam a conquista do Norte da África, que leva à invasão da Península Ibérica em 711.

MANDATO BRITÂNICO PARA A PALESTINA

    Em 1923, entra em vigor o mandato aprovado pelo Conselho da Liga das Nações para que o Império Britânico estabeleça uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

Depois de séculos de perseguição na Europa, os judeus são vítimas no fim do século 19 de pogroms (massacres) na Europa Oriental e a discriminação fica evidente no Caso Dreyfus, quando um capitão judeu do Exército da França é condenado por traição para a Alemanha e enviado para cumprir pena na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A Justiça leva anos para reconhecer o erro.

Em 1895, o austríaco Theodor Herzl publica o livro O Estado Judeu, marco do movimento sionista, para criar uma pátria para o povo judeu. Vários lugares são cogitados, o Sul da Argentina, Uganda, no coração da África, ou a Palestina.

No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando é evidente a derrota do Império Otomano, em 2 de novembro de 1917, o ministro do Exterior britânico, Lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, 

A Declaração de Balfour promete fundar um lar nacional para o povo judeu na Palestina se o Império Otomano for derrotado. Mas determina que "nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina".

O Estado de Israel é criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947 e fundado em 1948, depois da tentativa de extermínio do povo judeu pela Alemanha Nazista no Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os vizinhos árabes não aceitam e invadem Israel. A Guerra da Independência de Israel vai até o início de 1949, mas o estado de guerra persiste até hoje com vários países árabes.

Até hoje não se chegou a uma harmonia entre os dois povos habitantes da Palestina.

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa quase 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). É o pior massacre isolado da guerra.

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de mortes.

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tem armadas de destruição em massa. 

Saddam estaria comprando urânio do Níger, de acordo com informe do serviço secreto da Itália, na época governada pelo primeiro-ministro Silvio Beslusconi. Wilson investiga a alegação e conclui que é falsa

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crime nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo: não revelar a fonte que não quer publicidade.

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush jr. comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2007-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O índice de desemprego chega a um pico de 10,6% em janeiro de 2010 e cai até a pandemia.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

 CONQUISTA DO EGITO

    Em 642, o general Amir ibn al-As invade Alexandria e consolida a conquista do Egito pelos árabes, iniciada três anos antes.

General de sucesso, Amir é também um administrador capaz e um político astuto. No Egito, organiza um sistema de arrecadação de impostos, a administração da cidade e cria uma guarnição militar.

Vinte anos depois da morte do profeta Maomé e 30 depois da fundação do Islamismo, os muçulmanos iniciam a conquista do Norte da África e à invasão da Península Ibérica em 711.

MANDATO BRITÂNICO PARA A PALESTINA

    Em 1923, entra em vigor o mandato aprovado pelo Conselho da Liga das Nações para que o Império Britânico estabeleça uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

Depois de séculos de perseguição na Europa, os judeus são vítimas no fim do século 19 de pogroms (massacres) na Europa Oriental e a discriminação fica evidente no Caso Dreyfus, quando um capitão judeu do Exército da França é condenado por traição para a Alemanha e enviado para cumprir pena na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A Justiça leva anos para reconhecer o erro.

Em 1895, o austríaco Theodor Herzl publica o livro O Estado Judaico, marco do movimento sionista, para criar uma pátria para o povo judeu. Vários lugares são cogitados, o Sul da Argentina, Uganda, no coração da África, ou a Palestina.

No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando é evidente a derrota do Império Otomano, em 2 de novembro de 1917, o ministro do Exterior britânico, Lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, 

A Declaração de Balfour promete fundar um lar nacional para o povo judeu na Palestina se o Império Otomano for derrotado. Mas determina que "nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina".

O Estado de Israel é criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947 e fundado em 1948, depois da tentativa de extermínio do povo judeu pela Alemanha Nazista no Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os vizinhos árabes não aceitam e invadem Israel. A Guerra da Independência de Israel vai até o início de 1949, mas o estado de guerra persiste até hoje com vários países árabes.

Até hoje não se chegou a uma harmonia entre os dois povos habitantes da Palestina.

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa quase 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). É o pior massacre isolado da guerra.

O Exército da Alemanha Nazista ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de mortes.

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tem armadas de destruição em massa.

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crime nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo: não revelar a fonte que não quer publicidade.

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush jr. comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2007-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O índice de desemprego chega a um pico de 10,6% em janeiro de 2010 e cai até a pandemia.

domingo, 29 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

 CONQUISTA DO EGITO

    Em 642, o general Amir ibn al-As invade Alexandria e consolida a conquista do Egito pelos árabes, iniciada três anos antes.

General de sucesso, Amir é também um administrador capaz e um político astuto. No Egito, organiza um sistema de arrecadação de impostos, a administração da cidade e cria uma guarnição militar.

Vinte anos depois da morte do profeta Maomé e 30 depois da fundação do Islamismo, os muçulmanos iniciam a conquista do Norte da África e à invasão da Península Ibérica em 711.

MANDATO BRITÂNICO PARA A PALESTINA

    Em 1923, entra em vigor o mandato aprovado pelo Conselho da Liga das Nações para que o Império Britânico estabeleça uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

Depois de séculos de perseguição na Europa, os judeus são vítimas no fim do século 19 de pogroms (massacres) na Europa Oriental e a discriminação fica evidente no Caso Dreyfus, quando um capitão judeu do Exército da França é condenado por traição para a Alemanha e enviado para cumprir pena na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A Justiça leva anos para reconhecer o erro.

Em 1895, o austríaco Theodor Herzl publica o livro O Estado Judaico, marco do movimento sionista, para criar uma pátria para o povo judeu. Vários lugares são cogitados, o Sul da Argentina, Uganda, no coração da África, ou a Palestina.

No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando é evidente a derrota do Império Otomano, em 2 de novembro de 1917, o ministro do Exterior britânico, Lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, 

A Declaração de Balfour promete fundar um lar nacional para o povo judeu na Palestina se o Império Otomano for derrotado. Mas determina que "nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina".

O Estado de Israel é criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947 e fundado em 1948, depois da tentativa de exterminio do povo judeu pela Alemanha Nazista no Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os vizinhos árabes não aceitam e invadem Israel. A Guerra da Independência de Israel vai até o início de 1949, mas o estado de guerra persiste até hoje com vários países árabes.

Até hoje não se chegou a uma harmonia entre os dois povos habitantes da Palestina.

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de mortes..

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tem armadas de destruição em massa.

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crime nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo: não revelar a fonte que não quer publicidade..

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2007-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O índice de desemprego chega a um pico de 10,6% em janeiro de 2010 e cai até a pandemia.

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

CONQUISTA DO EGITO

    Em 642, o general Amir ibn al-As invade Alexandria e consolida a conquista do Egito pelos árabes, iniciada três anos antes.

General de sucesso, Amir é também um administrador capaz e um político astuto. No Egito, organiza um sistema de arrecadação de impostos, a administração da cidade e cria uma guarnição militar.

Vinte anos depois da morte do profeta Maomé e 30 depois da fundação do Islamismo, os muçulmanos iniciam a conquista do Norte da África e à invasão da Península Ibérica em 711.

MANDATO BRITÂNICO PARA A PALESTINA

    Em 1923, entra em vigor o mandato aprovado pelo Conselho da Liga das Nações para que o Império Britânico estabeleça uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

Depois de séculos de perseguição na Europa, os judeus são vítimas no fim do século 19 de pogroms (massacres) na Europa Oriental e a discriminação fica evidente no Caso Dreyfus, quando um capitão judeu do Exército da França é condenado por traição para a Alemanha e enviado para cumprir pena na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A Justiça leva anos para reconhecer o erro.

Em 1895, o austríaco Theodor Herzl publica o livro O Estado Judaico, marco do movimento sionista, para criar uma pátria para o povo judeu. Vários lugares são cogitados, o Sul da Argentina, Uganda, no coração da África, ou a Palestina.

No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando é evidente a derrota do Império Otomano, em 2 de novembro de 1917, o ministro do Exterior britânico, Lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, 

A Declaração de Balfour promete fundar um lar nacional para o povo judeu na Palestina se o Império Otomano for derrotado. Mas determina que "nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina".

O Estado de Israel é criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947 e fundado em 1948, depois da tentativa de exterminio do povo judeu pela Alemanha Nazista no Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os vizinhos árabes não aceitam e invadem Israel. A Guerra da Independência de Israel vai até o início de 1949, mas o estado de guerra persiste até hoje com vários países árabes.

Até hoje não se chegou a uma harmonia entre os dois povos habitantes da Palestina.

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de mortes..

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tem armadas de destruição em massa.

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crime nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo: não revelar a fonte que não quer publicidade..

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2007-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O índice de desemprego chega a um pico de 10,6% em janeiro de 2010 e cai até a pandemia. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

 DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tria armadas de destruição em massa.

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crimes nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo.

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2008-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O desemprego chega a um pico de 10% e cai até a pandemia.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mohamed elBaradei vem ao Rio


O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005 junto com a AIEA, vem ao Rio de Janeiro participar de uma conferência internacional sobre Energia Nuclear na América Latina e na Europa, organizada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, a ser realizada em 6 e 7 de dezembro deste ano, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

ElBaradei, um embaixador egípcio, está no olho do furacão gerado pela acusação dos Estados Unidos de que o programa nuclear do Irã visa ao desenvolvimento de armas atômicas. Ele deu um ultimato ao regime dos aiatolás para que abra suas instalações à AIEA, um órgão da ONU.

Antes da guerra do Iraque, seus relatórios desmentiram todas as alegações americanas de que a ditadura de Saddam Hussein teria retomada seu programa nuclear para fabricar armas atômicas. ElBaradei considerou uma falsificação grosseira uma suposta tentativa iraquiana de comprar urânio no Níger, atribuída inicialmente ao serviço secreto da Itália.

A alegação foi usada pelo presidente George Walker Bush no discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2002, preparando a opinião pública americana para a guerra. Mesmo depois de derrubada por um relatório do embaixador americano Joseph Wilson, Bush voltou a tocar no assunto, atribuindo a informação ao serviço secreto britânico.

Em junho de 2003, quando ficou evidente que não havia armas de destruição em massa no Iraque, Wilson publicou artigo no jornal The New York Times. O governo Bush retaliou revelando que sua mulher, Valerie Plame, era agente da CIA, o que gerou o escândalo conhecido como Plamegate. É crime contra a segurança nacional dos EUA revelar a identidade de espiões.

O chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby, foi condenado por falso testemunho, perjúrio e obstrução de Justiça. Recebeu o indulto presidencial de Bush.

Na semana passada, Israel pediu a demissão de ElBaradei, declarando-o incapaz de negociar a questão nuclear iraniana por ter declarado que não há provas de que a república islâmica esteja mesmo fazendo a bomba.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Bush livra ex-assessor de Cheney da cadeia

O presidente George Walker Bush provocou a ira da oposição democrata hoje, ao perdoar o ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby.

Libby foi condenado a dois anos e meio de prisão por falso testemunho e obstrução de Justiça, no processo sobre o vazamento para a imprensa do nome de uma agente da CIA (Agência Central de Inteligência), Valerie Plame, cujo marido, o embaixador Joseph Wilson, fizera um relatório negando que Saddam Hussein tivesse tentado comprar urânio no Níger.

Dois meses e meio depois da invasão do Iraque, em junho de 2003, quando ficou evidente que não havia armas de destruição em massa no Iraque, como alegara o governo Bush para justificar a guerra, Wilson escreveu artigo no jornal The New York Times dizendo que seu relatório havia sido manipulado.

Para fugir da responsabilidade, Bush citou a suposta compra de urânio no Níger na discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2003, atribuindo a informação ao serviço secreto do Reino Unido e seu leal aliado Tony Blair encampou a mentira.

Revoltados, os democratas denunciaram a manobra como abuso de poder. Para o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, foi uma "desgraça". Já o presidente da Comissão de Justiça do Senado, Patrick Leahy, considerou-a "emblemática de uma Casa Branca que se vê acima da lei".

Mas o perdão não foi total. Libby não vai para a cadeia mas ainda deve pagar multa de US$ 250 mil e ficará em liberdade condicional por dois anos.

A expectativa era que Bush esperava até o último recurso ou deixasse o indulto para depois das eleições presidenciais de novembro de 2008. Mas Libby deveria para a prisão nos próximos dias. Depois das eleições, teria cumprido metade da pena. Bush foi leal a um dos cães de guarda de Cheney, reforçando o manto de sigilo que protege as ações de guerra deste governo.

terça-feira, 6 de março de 2007

Assessor do vice-presidente dos EUA é condenado

Lewis Libby, ex-assessor do vice-presidente Dick Cheney, foi condenado em quatro das cinco acusações, no processo sobre a revelação do nome de uma agente secreta dos Estados Unidos em retaliação porque seu marido fizera um relatório em 2002 negando que o então ditador iraquiano Saddam Hussein tivesse tentado comprar urânio no Níger. É o mais alto funcionário do governo George W. Bush condenado até hoje.

A sentença será proferida em 5 de junho. Libby foi condenado por obstrução de Justiça, declaração falsa e duas acusações de perjúrio. Pode pegar até 25 anos de prisão. O jornal The Washington Post prevê que ele fique de um ano e meio a três anos na cadeia. Os advogados de defesa vão correr.

Mais do que Libby, está em julgamento a Guerra do Iraque. A denúncia criminal contra o principal assessor de Cheney, o mais poderoso vice-presidente da História dos EUA, coloca em julgamento a cúpula que tomou o poder na Casa Branca e as mentiras sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein que justificaram a invasão anglo-americana do Iraque.

Em outubro de 2001, o serviço secreto da Itália disse ter obtido informações de que Saddam estaria tentando comprar urânio no Níger. Para investigar o caso, o governo dos EUA mandou à África o embaixador Joseph Wilson, que produziu um relatório me março de 2002 dizendo que a alegação era falsa.

Mesmo assim, no discurso sobre o Estado da União, em 28 de janeiro de 2003, Bush voltou a insistir na denúncia, citando como fonte um memorando do serviço secreto britânico de setembro de 2002.

Em 7 de março de 2003, ao depor no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei, descreveu os documentos sobre a suposta compra de urânio no Níger como "falsificações grosseiras".

Dois meses depois, Bush ordenou a invasão do Iraque, onde não foram encontradas as armas de destruição em massa (químicas, biológicas e nucleares) que serviram como pretexto para a guerra. O ataque começou em 20 de março de 2003. Saddam caiu em 9 de abril. Em 1º de maio, Bush anunciou o fim das "grandes operações de combate", como se a guerra estivesse acabando.

Quando ficou claro que não havia armas de destruição em massa no Iraque, em 6 de julho de 2003, o embaixador Wilson publicou artigo no NYTimes argumentando que suas informações tinham sido “distorcidas” para exagerar a “ameaça” iraquiana.

Dois dias depois, discutindo a questão com repórteres, o marqueteiro de Bush, Carl Rove, e Libby teriam deixado escapar a informação confidencial ao comentar que Valerie Plame poderia ter influenciado a indicação do marido para a missão já que era “uma agente secreta que operava na área de armas de destruição em massa”. A notícia foi publicada pelo colunista conservador Robert Novak em 14 de julho, deflagrando o Plamegate. A identidade de um espião é um segredo de Estado garantido em nome da segurança nacional dos EUA.

Irritado, o então diretor-geral da CIA, George Tenet, que revelara ao vice-presidente a identidade de Plame, pediu a abertura de inquérito. Durante as investigações, depuseram diversos altos funcionários do governo. Dois anos depois, o procurador Fitzgerald apresentou a primeira queixa-crime, contra Libby, por tentar encobrir o caso com mentiras e falso testemunho, e
assim obstruir a justiça.

Em 10 de junho de 2004, o presidente prometeu demitir quem quer que tivesse deixado vazar para a imprensa a identidade da agente da CIA.

Dois jornalistas foram pressionados a revelar suas fontes. A Suprema Corte decidiu que os jornalistas não têm privilégios. Se intimados, são obrigados a depor sob juramento de dizer a verdade, como todo cidadão americano.

Para não pegar um ano e meio de cadeia, Matthew Cooper, da revista Time, entregou à Justiça seu caderno de notas indicando Rove como sua fonte. Judith Miller, do NYTimes, ficou 80 dias presa por se negar adepor para não revelar sua fonte antes de receber autorização expressa. Acabou revelando que recebera a notícia de Libby.