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sábado, 26 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 26 de Abril

POLÍCIA NAZISTA

    Em 1933, o líder nazista Hermann Göring forma a Gestapo, a polícia política do regime de Adolf Hitler, que elimina a oposição sem quaisquer escrúpulos e se envolve na captura de judeus deportados para campos de concentração e centros de extermínio no Holocausto.

Em abril de 1934, Göring passa o comando da Gestapo a Heinrich Himmler. A polícia política nazista não tem limites. Pode "prender preventivamente" e seus atos não estão sujeitos a revisão judiciária. Milhares de artistas, intelectuais, sindicalistas e homossexuais "desaparecem". 

BOMBARDEIO DE GUERNICA

    Em 1937, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39), 50 bombardeiros da Legião Condor da Força Aérea da Alemanha Nazista (Luftwaffe) arrasam a cidade basca de Guernica em apoio aos rebeldes nacionalistas liderados pelo generalíssimo Francisco Franco.

A Alemanha Nazista testa seu poderio aéreo antes da Segunda Guerra Mundial (1939-45). O ataque aéreo de três horas mata 1.645 pessoas. Ao todo, 22 mil toneladas de explosivos são jogadas em Guernica, de pequenos artefatos a bombas de 250 quilos.

O pintor espanhol Pablo Picasso, o maior artista plástico do século 20, transforma o horror do ataque no mural Guernica (foto), uma de suas obras-primas. 

SETE SAMURAIS

    Em 1954, estreia no Japão um dos melhores e mais influentes filmes de todos os tempos, os Sete Samurais, de Akira Kurosawa.

O fim do século 16 é uma era de grande turbulência e guerra civil entre samurais que termina em 1603, com a vitória de Ieyasu Tokugawa, o primeiro xogum do Xogunato Tokugawa (1603-1868). 

Nesta terra sem lei, uma pequena vila pobre vive sob a ameaça de bandidos que saqueiam as colheitas e roubam a comida. Os saqueadores esperam até a próxima safra para fazer novo ataque. A aldeia decide então contratar sete samurais para defendê-la.

Há um clima de tensão por causa da imagem de violência e abuso sexual associada aos samurais. Mas ele são a única salvação.

O filme era apresentado no Museu da Imagem em Movimento, em Londres, como o melhor dos anos 1950.

REPÚBLICA DA TANZÂNIA

    Em 1964, com a fusão entre Tanganica e Zanzibar, nasce no Leste da África a República Unida da Tanzânia, com Julius Nyerere como primeiro presidente.

Uma Constituição provisória é adotada em 1965. A atual Constituição é aprovada em 1977 e emendada em 1984 para incluir uma lista de direitos fundamentais. A principal cidade é Dar es Salaam, um porto no Oceano Índico e antiga capital. Desde 1974, a capital é Dodoma.

A Garganta de Olduvai, no Grande Vale da África, na região do Serengueti, na Tanzânia, é um dos berços da humanidade. Os fósseis de mais de 60 hominídeos que viveram até 2,3 milhões de anos atrás são descobertos em Olduvai. É o mais longo registro contínuo da evolução da espécie humana. 

ACIDENTE NUCLEAR DE CHERNÓBIL

    Em 1986, o reator número 4 da Central Nuclear de Chernóbil, situada em Pripiat, na república soviética da Ucrânia, explode de madrugada durante um teste de segurança e causa o maior acidente nuclear da história. Durante 9 dias, o reator emite uma coluna de material radioativo até o incêndio ser controlado, em 4 de maio.

O teste simula uma falta de energia elétrica na central atômica. Os sistemas de segurança de emergência e de controle são desligados intencionalmente. Por uma falha no projeto do reator e erros de operação, a água usada para resfriar o reator se superaquece, se transforma em vapor e explode o reator, projetando grafite no ar.

Como a União Soviética impõe uma rigorosa censura, a dimensão da tragédia só é revelada quando a nuvem radioativa chega à Europa Ocidental. 

Pelo menos 31 pessoas morrem em 3 meses em consequência do contato direto com a explosão, inclusive bombeiros e funcionários da usina nuclear. Em 2005, as Nações Unidas divulgam uma estimativa de 4 mil mortes em consequência da radiação. 

Cerca de 600 mil pessoas trabalham na descontaminação. O governo ucraniano paga pensão a 36 mil viúvas de maridos mortos por causa do acidente nuclear. O reator acidentado é encapsulado por um sarcófago de concreto armado concluído em dezembro de 1986.

Para o último líder soviético, Mikhail Gorbachev, o acidente de Chernóbil é fator mais importante para o fim da URSS do que sua abertura política e econômica.  

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Hoje na História do Mundo: 26 de Abril

POLÍCIA NAZISTA

    Em 1933, o líder nazista Hermann Göring forma a Gestapo, a polícia política do regime de Adolf Hitler, que elimina a oposição sem quaisquer escrúpulos e se envolve na captura de judeus deportados para campos de concentração e centros de extermínio no Holocausto.

Em abril de 1934, Göring passa o comando da Gestapo a Heinrich Himmler. A polícia política nazista não tem limites. Pode "prender preventivamente" e seus atos não estão sujeitos a revisão judiciária. Milhares de artistas, intelectuais, sindicalistas e homossexuais "desaparecem". 

BOMBARDEIO DE GUERNICA

    Em 1937, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39), 50 bombardeiros da Legião Condor da Força Aérea da Alemanha Nazista arrasam a cidade basca de Guernica em apoio aos rebeldes nacionalistas liderados pelo generalíssimo Francisco Franco.

O ataque aéreo de três horas mata 1.645 pessoas. Ao todo, 22 mil toneladas de explosivos foram jogados em Guernica, de pequenos artefatos a bombas de 250 quilos.

SETE SAMURAIS

    Em 1954, estreia no Japão um dos melhores e mais influentes filmes de todos os tempos, os Sete Samurais, de Akira Kurosawa.

O fim do século 16 é uma era de grande turbulência e guerra civil entre samurais que termina em 1603, com a vitória de Ieyasu Tokugawa, o primeiro xogum do Xogunato Tokugawa (1603-1868). 

Nesta terra sem lei, uma pequena vila pobre vive sob a ameaça de bandidos que saqueiam as colheitas e roubam a comida. Os saqueadores esperam até a próxima safra para fazer novo ataque. A aldeia decide então contratar sete samurais para defendê-la.

Há um clima de tensão por causa da imagem de violência e abuso sexual associada aos samurais. Mas ele são a única salvação.

O filme era apresentado no Museu da Imagem em Movimento, em Londres, como o melhor dos anos 1950.

ACIDENTE NUCLEAR DE CHERNÓBIL

    Em 1986, o reator número 4 da Central Nuclear de Chernóbil, situada em Pripiat, na república soviética da Ucrânia, explode de madrugada durante um teste de segurança e causa o maior acidente nuclear da história. Durante 9 dias, o reator emite uma coluna de material radioativo até o incêndio ser controlado, em 4 de maio.

O teste simula uma falta de energia elétrica na central atômica. Os sistemas de segurança de emergência e de controle são desligados intencionalmente. Por uma falha no projeto do reator e erros de operação, a água usada para resfriar o reator se superaquece, se transforma em vapor e explode o reator, projetando grafite no ar.

Como a União Soviética impõe uma rigorosa censura, a dimensão da tragédia só é revelada quando a nuvem radioativa chega à Europa Ocidental. 

Pelo menos 31 pessoas morrem em 3 meses em consequência do contato direto com a explosão, inclusive bombeiros e funcionários da usina nuclear. Em 2005, as Nações Unidas divulgam uma estimativa de 4 mil mortes em consequência da radiação. 

Cerca de 600 mil pessoas trabalham na descontaminação. O governo ucraniano paga pensão a 36 mil viúvas de maridos mortos por causa do acidente nuclear. O reator acidentado é encapsulado por um sarcófago de concreto armado concluído em dezembro de 1986.

Para o último líder soviético, Mikhail Gorbachev, o acidente de Chernóbil é fator mais importante para o fim da URSS do que sua abertura política e econômica. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Central sindical convoca greve geral para segunda-feira na França

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou uma greve geral para a próxima segunda-feira, 3 de dezembro, em protesto contra a política de energia do presidente Emmanuel Macron, que provocou uma onda de manifestações dos chamados coletes amarelos por toda a França, com explosões de violência na Avenida dos Campos Elísios, em Paris, onde restaurantes foram atacados.

O protesto inicial é contra o aumento nos preços dos combustíveis previsto para o começo de 2019. Embora o governo Macron tenha feito apenas pequenos ajustes para preparar a França para cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, a agitação social em grande escala visa a paralisar o amplo programa de reformas do presidente para modernizar a economia, cortar subsídios e aumentar o nível de emprego.

Macron cedeu, prometendo que os futuros reajustes de preços e impostos sobre combustíveis devem seguir as oscilações do mercado internacional. O presidente anunciou o fechamento de todas as fábricas de carvão até 2022 e de 14 dos 58 reatores nucleares da França até 2035. A energia nuclear é responsável por 75% da geração de energia elétrica no país.

Pela avaliação dos cientistas do Painel Internacional sobre Mudança do Clima (IPCC), as metas voluntárias propostas pelos países que assinaram o Acordo de Paris, as "chamadas contribuições determinada nacionalmente", levarão a um aumento de 3,2 graus centígrados na temperatura média do planeta até o fim do século. A meta do IPCC é um aumento de 1,5ºC a 2ºC.

Para zerar as emissões de gases carbônicos até 2050, como quer a União Europeia, e atingir a meta do IPCC, será necessário um esforço muito maior. Se um reajuste modesto como propõe Macron causou toda esta reação, a perspectiva de atingir a meta fica totalmente prejudicada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Turquia ameaça cortar cooperação nuclear e energética com a Rússia

O presidente Recep Tayyip Erdogan advertiu hoje que a importação de gás natural e a construção da primeira usina nuclear da Turquia, com tecnologia russa, estão ameaçados por causa da intervenção militar do Kremlin na Síria e da invasão do espaço aéreo turco por caças-bombardeiros da Rússia, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A Turquia é um dos maiores importadores de gás natural russo. Os dois países têm um projeto conjunto para construir o gasoduto TurkStream (Fluxo Turco). Para a Rússia, é uma alternativa ao gasoduto que passa pela ex-república soviética da Ucrânia, que também sofre uma intervenção militar russa.

A Rússia já investiu US$ 3 bilhões na construção da usina nuclear de Akkuyu, um projeto de US$ 20 bilhões. Erdogan alertou que a Turquia pode comprar gás natural de outro país e o mesmo vale para a usina atômica.

Ao intervir militarmente na Síria, o presidente Vladimir Putin estragou a intervenção de Erdogan, que desde junho, sob o pretexto de combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, bombardeia rebeldes curdos ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). O governo turco também pretendia criar uma zona de proibição de voo uma e "zona de segurança" em território sírio para instalar os 2,5 milhões de refugiados que vivem hoje na Turquia.

Com as violações do espaço aéreo turco por caças-bombardeiros russos que miraram agressivamente seus mísseis nos caças turcos que os interceptaram, Putin deixa claro que não aceita uma zona de exclusão aérea na Síria. Os Estados Unidos sempre foram contra a ideia.

A Turquia é um país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, criada durante a Guerra Fria sob o princípio de que um ataque contra qualquer país é um ataque contra todos. Se a Turquia quiser impor uma "zona de segurança" na Síria e a Rússia não aceitar, a OTAN é obrigada a defender o aliado.

Na visão de Erdogan, o ditador Bachar Assad é o maior responsável pela guerra civil na Síria e a expansão do Estado Islâmico. Mas a Turquia não conseguiu convencer os EUA a atacar também o regime sírio e um objetivo central da intervenção russa é manter o aliado Assad no poder.

Se Assad caísse, provavelmente ascenderia um regime dominado pela maioria sunita. Isso aumentaria a área de influência da Turquia, uma potência regional do Oriente Médio, ao lado de Israel, Arábia Saudita, Egito e Irã.

Ao mesmo tempo, Erdogan quer inviabilizar a fundação de um Curdistão independente unindo a região autônoma curda do Norte do Iraque com áreas da Síria tomadas do Estado Islâmico por guerrilheiros curdos. Os curdos são a maior nação do planeta sem um Estado nacional. A maioria vive no Sudeste da Turquia, que seria reivindicado pelo novo país.

A "zona de segurança" também serviria para manter distância do califado do Estado Islâmico.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Japão religa primeiro reator nuclear após acidente em Fukushima

Com novas regras de segurança adotadas depois do acidente nuclear de Fukushima, em 11 de março de 2011, a empresa Kyushu Energia Elétrica reativou hoje um dos reatores da usina nuclear de Sendai, quase um ano depois da autorização do governo municipal.

Sob impacto do acidente nuclear provocado por um terremoto seguido de maremoto que abalou os reatores e destruiu o sistema de resfriamento, todas as 54 usinas nucleares do Japão foram paradas. Eles produziam 30% da energia elétrica do país.

Mais de US$ 100 milhões foram gastos na usina de Sendai para acalmar a população. Mesmo assim, houve protestos populares diante da central nuclear, que só começa a gerar energia na sexta-feira.

Entre os manifestantes, estava o ex-primeiro-ministro Naoto Kan. Chefe de governo na época do desastre, ele afirmou que "não precisamos de usinas nucleares", citado pela televisão pública britânica BBC.

Cerca de 19 mil pessoas morreram no terremoto e nas tsunames criadas por ele, uma das piores tragédias do Japão no pós-guerra. Outras 160 mil fugiram das áreas próximas por medo da radiação.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Acordo EUA-China suscita dúvidas sobre não proliferação nuclear

Sem alarde, o presidente Barack Obama avisou o Congresso dos Estados Unidos em 21 de abril de 2015 que pretende renovar um acordo de cooperação nuclear com a China. Ao examinar o assunto, a Comissão de Relações Exteriores do Senado decidiu convocar cinco autoridades do governo para discutir a portas as fechadas as implicações comerciais, políticas e de segurança do acordo.

A cooperação vai permitir à China comprar reatores nucleares projetados nos EUA, equipamentos e tecnologia de reprocessamento de plutônio e uma tecnologia de resfriamento de reatores capaz de tornar os submarinos nucleares chineses mais silenciosos e difíceis de detectar.

O regime comunista chinês aumenta a cada ano seu orçamento e seu poderio militar. Já tem porta-aviões, submarinos e mísseis antissatélite capazes de neutralizar a superioridade militar dos EUA. Ameaça os países vizinhos com que têm disputas territoriais e está construindo bases em ilhas contestadas.

Assim, a venda de tecnologia nuclear aumentaria o poderio naval da China e o risco de proliferação nuclear. Se a decisão do presidente indica uma confiança nas relações com a segunda maior potência mundial, a indústria nuclear americana está de olho na venda de dezenas de reatores para a China.

Obama reafirma assim sua doutrina de política externa baseada num "engajamento construtivo", dando prioridade à diplomacia em vez do uso da força que caracterizou seu antecessor George W. Bush.

Para a oposição republicana, é um sinal de fraqueza, quase uma rendição: "Estes acordos podem ser instrumentos valiosos para promover os interesses dos EUA, mas eles devem sustentar e não minar os objetivos críticos de não proliferação do país", comentou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o republicano Bob Corker.

O diretor-executivo do Centro de Educação Política para a Não Proliferação, Henry Sokolski, está preocupado com o reprocessamento de plutônio para uso em armas atômicas e o uso da tecnologia de resfriamento em submarinos nucleares. Na sua opinião, o problema é simples: "Desde quando o emprego pode comprometer a segurança nacional?"

A China explodiu sua bomba atômica em 1964. Tem cerca de 250 ogivas nucleares em condições de uso. Já absorveu tecnologia de armas e equipamentos militares importados da Rússia. Só recentemente Moscou voltou a vender aviões de alta tecnologia, sob pressão da crise e do isolamento internacional depois da invasão da Ucrânia. Sabe que a tecnologia será canibalizada.

O acordo de cooperação nuclear China-EUA, de 1985, foi assinado com base na Lei de Energia Atômica, de 1954, parte do programa Átomos para a Paz, do governo Dwight Eisenhower (1953-61), uma iniciativa para oferecer energia nuclear para fins pacíficos na tentativa de convencer outros países a não fazer a bomba atômica. Os EUA fizeram 123 acordos de cooperação nuclear pacífica com 22 países.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Japão vai religar primeira usina nuclear depois de Fukushima

O governo do Japão deve religar em junho de 2015 o primeiro reator nuclear com base nas novas regras adotadas depois do grande terremoto de 11 de março de 2011, seguido de um maremoto e um acidente numa central atômica, com um total de 19 mil mortes, informou hoje a agência Reuters.

A Companhia de Energia Elétrica Kyushu deve receber daqui a quatro meses a autorização final para reiniciar um dos dois reatores da central nuclear de Sendai, no Sudoeste do Japão, longe de Fukushima, onde aconteceu o acidente nuclear.

Antes do desastre, a energia atômica era responsável por 30% da eletricidade gerada no Japão e a meta era chegar a 50% até 2030 para ajudar a reduzir o consumo de combustíveis fósseis. O país importa 84% da energia que consome.

Ao religar as usinas nucleares, o primeiro-ministro Shinzo Abe deixa clara a intenção de retomar os planos de usar a energia atômica para reduzir a emissão dos gases que agravam o efeito estufa, causando o aquecimento global.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

França aprova "transição energética"

Por 314 a 219 votos, a Assembleia Nacional da França aprovou hoje o projeto de lei sobre a "transição energética", com o objetivo de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e da energia nuclear, informou a agência Reuters.

Uma das metas é reduzir a participação da energia atômica na geração de eletricidade de 75% para 50% até 2025.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Custo da energia nuclear sobe 20% na França

O custo da energia nuclear, responsável por 75% da eletricidade gerada na França, subiu 20,6% de 2010 a 2013 e deve continuar em alta por causa dos investimentos necessários para modernizar as antigas centrais atômicas da empresa estatal Electricité de France (EdF), observa um relatório divulgado ontem pelo Tribunal de Contas do país.

A modernização tornou-se mais urgente e rigorosa depois do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, em 11 de março de 2011, quando a Alemanha decidiu desativar todas as suas usinas nucleares e o Japão o fez temporariamente.

Em todo o mundo, a França é o país mais dependente da energia atômica para geração de eletricidade.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

23 usinas atômicas correm risco de maremoto

Pelo menos 23 usinas do mundo inteiro correm risco de ser atingidas por ondas gigantes, concluíram pesquisadadores espanhóis. A pesquisa identificou 74 reatores em perigo.

Depois de do terremoto e do maremoto de 11 de março de 2011, um acidente na usina nuclear de Fukushima levou ao fechamento das 54 centrais atômicas do Japão, que forneciam 35% da energia elétrica do país. Só duas foram reativadas.

A Alemanha decidiu desativar todas as usinas nucleares em 20 anos e o Japão em 30 anos.

Das 23 usinas ameaçadas, 13 têm 29 reatores em atividade. Outras quatro, que têm 20 reatores, vão receber mais nove. Sete novas usinas, com 16 reatores, estão em construção em áreas de risco.

"Estamos lidando com a primeira visão da distribuição global de usinas nucleares para fins civis situadas na costa e expostas ao risco de tsunames", declarou José Manuel Rodrúguez-Llanes, do Centro  de Pesquisas sobre a Epidemiologia de Desastres da Universidade de Leuven, na Bélgica.

Dos 64 reatores em construção mundo hoje, 27 estão sendo erguidos na China, onde a falta de democracia impede a fiscalização da opinião pública. Mais importante ainda, 19 reatores, sendo dois em Taiwan, estão em áreas de risco. A Coreia do Sul tem cinco reatores em duas centrais nucleares, a Índia dois e o Paquistão um.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Japão abandona energia nuclear em 30 anos

O governo do Japão anunciou hoje que vai desativar progressivamente suas usinas atômicas até 2042, quando o pais vai parar de produzir energia nuclear. A decisão é consequência do acidente na central nuclear de Fukushima, resultado do terremoto e do maremoto de 11 de março de 2011.

Naquela data, o abalo sísmico provocou o desligamento automático dos reatores. Pouco depois, ondas gigantes de até dez metros de altura superaram um muro de apenas cinco metros e destruíram o sistema de resfriamento do reator.

Quando a tragédia atingiu a costa Nordeste do Japão, matando cerca de 19 mil pessoas, o país tinha 54 usinas nucleares em atividade, responsáveis por 35% da energia elétrica. Neste verão no Hemisfério Norte, duas foram religadas, sob protesto dos moradores dos arredores.

Depois do acidente de Fukushima, sob pressão da opinião pública, a Alemanha também anunciou que vai abandonar a energia nuclear. Por ordem da primeira-ministra Angela Merkel, a metade dos reatores do país foi desligada e a outra deve ser desativada em 10 anos, 20 anos antes do Japão, apesar da oposição de empresas e dos governos dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França.

Mas, ao abrir hoje uma conferência sobre o meio ambiente, o presidente francês, François Hollande, anunciou o fechamento da usina nuclear de Fessenheim, a mais antiga da França, até o fim de 2016.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

AIEA pede acesso imediato a instalações do Irã

Depois de se declarar frustrado, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, o japonês Yukiya Amano, exigiu nesta segunda-feira acesso irrestrito de seus inspetores a instalação militar do Irã em Parchin, suspeita de desenvolver armas nucleares.

Amano admitiu que não houve progresso nas negociações iniciadas com o Irã em janeiro para abrir instalações nucleares sensíveis a inspeções da agência da ONU, encarregada de fiscalizar o cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear, informa o jornal liberal isralense Haaretz.

O regime fundamentalista iraniano alega estar desenvolvendo energia nuclear para fins pacíficos, mas está submetida a um regime de sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Irã avança no processo de enriquecimento de urânio

Apesar das tentativas de sabotagem, o Irã instalou centenas de novas centrífugas e pode estar acelerando o processo de desenvolvimento de uma bomba atômica neste momento em que as negociações com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas estão estagnadas, informam diplomatas que esperam que isso apareça num novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

As novas centrífugas estão sendo instaladas numa base militar próxima à cidade sagrada de Kom considerada praticamente invulnerável, informa o jornal The New York Times.

O relatório vai dizer ainda que o objetivo imediato do programa nuclear iraniano é aumentar o teor do urânio enriquecido para 20%, necessário para uso em reatores médicos.

Para fazer uma arma nuclear, o urânio precisa ser enriquecido a 90%. Mas enriquecer urânio a 20% é um passo a mais rumo à bomba.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dois terços dos franceses temem acidente nuclear

Dois terços dos franceses temem a ocorrência em seu país de um acidente nuclear como o acontecido em Fukushima, no Japão, por causa do terremoto e do maremoto de 11 de março de 2011. Cerca de 54% consideram possível viver sem energia atômica, responsável hoje por 75% da energia elétrica da França.

A pesquisa, realizada a pedido do movimento ecológico Greenpeace, dá razão ao candidato socialista à Presidência da França, François Hollande. Ele promete reduzir essa porcentagem para 25%, mas os ambientalistas duvidam de sua sinceridade. Hollande estaria disposto a fechar algumas usinas atômicas enquanto inauguraria outras.

Um ano depois do acidente nuclear de Fukushima, só uma das 54 usinas nucleares do Japão está em atividade e deve ser desativada em maio. O país, que usava energia atômica para produzir 35% de sua energia elétrica, praticamente abandonou o nuclear.

sábado, 10 de março de 2012

Acidente nuclear de Fukushima poderia ter sido evitado

Um ano depois, os críticos acreditam que o acidente na usina nuclear de Fukushima poderia ter sido evitado se as autoridades reguladoras do Japão não fossem negligentes e a indústria não estivesse mais preocupada em promover o uso pacífico da energia atômica do que proteger a saúde pública, afirma hoje o jornal The New York Times.

Em 11 de março de 2011, um terremoto de 9 graus na escala aberta de Richter abalou o Nordeste do Japão, arrasado ainda mais em seguida por uma tsuname (onda-gigante) de 16 metros. Mais de 19 mil pessoas morreram na tragédia.

O terremoto provocou o desligamento da central atômica de Fukushima Daichi. O maremoto destruiu o sistema de resfriamento dos reatores, deflagrando um acidente nuclear que obrigou a remover 90 mil pessoas da região. Até a evacuação de Tóquio, a maior cidade do mundo, com 35 milhões de habitantes chegou a ser cogitada.

A empresa Tokyo Eletric Power Company (Tepco) e o governo do Japão se esquivam da responsabilidade alegando que a catástrofe foi muito maior do que os cientistas previam. Mas há toda uma cultura empresarial e burocrática por trás.

"11 de Março expôs a verdadeira natureza do sistema do Japão no pós guerra, dirigido por burocratas que ficam ao lado das empresas e não da população", observa Shigeaki Koga, ex-diretor de política industrial do Ministério da Economia, do Comércio e da Indústria.

Na pressa de reconstruir e desenvolver o país depois da Segunda Guerra Mundial, formou-se uma relação íntima entre o governo e a indústria.

O modero de desenvolvimento japonês foi um sucesso. Está na origem da ascensão econômica da Ásia. Inspirou toda a região. Mas tem problemas comuns ao modelo asiático: faltam transparência e prestação de contas à população. É um déficit democrático.

Há oito anos, o sismólogo Kunihiko Shimazaki, professor da Universidade de Tóquio, fizera a advertência: a costa de Fukushima estava sujeita a tsunames duas vezes maiores do que as estimadas pelos reguladores e pela empresa, de no máximo 5m.

As minutas do encontro de 19 de fevereiro de 2004 revelam que os burocratas logo trataram de esconder essa preocupação, alegando que era especulativa, "dependendo de mais pesquisas". Ela não foi mencionada no relatório final, divulgado dois anos depois. Nenhum dos 13 cientistas do painel se opôs à supressão do ponto de vista de Shimazaki.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Câmara aprova fim da energia nuclear alemã

Por 513 a 79, com oito abstenções, a Câmara Federal da Alemanha aprovou hoje a proposta do governo para desativar até 2022 todas as usinas nucleares do país. É uma resposta à reação da opinião pública ao acidente na usina atômica de Fukushima, no Japão, causado pelo terremoto e o maremoto de 11 de março de 2011, informa o jornal francês Le Monde.


O Senado, onde a aprovação é considerada certa, deve examinar o projeto na próxima semana. A Alemanha tem hoje 17 usinas nucleares em funcionamento.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alemanha desliga usinas nucleares até 2022

Diante do acidente nuclear causado pelo terremoto e maremoto de 11 de março de 2011 no Japão, o governo da Alemanha decidiu desativar todas as usinas nucleares do país até 2020.

Oito usinas antigas foram paralisadas depois do acidente no Japão. As outras nove serão desligadas progressivamente.

O governo verde-rosa de Gerhard Schröder, uma coalizão de sociais-democratas e verdes, tinha decidido fechar as usinas, mas elas ganharam uma sobrevida com a ascensão da líder conservadora Angela Merkel ao cargo de primeira-ministra, em 2005.

Uma série de derrotas eleitorais para os Verdes fez Merkel mudar de ideia. A opinião pública alemã rejeita a energia nuclear.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Acidente no Japão põe energia nuclear em cheque

Com a ameaça de um sério vazamento de radioatividade da central atômica de Fukushima, no Japão, a Alemanha passou a reavaliar planos para desativar suas usinas nucleares e a União Europeia ordenou uma inspeção rigorosa em todos os reatores nucleares dos 27 países do bloco.

A energia nuclear já foi vista como esperança de oferecer uma geração mais limpa do que o carvão e petróleo. Os acidentes em Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979, e em Chernóbil, na União Soviética, em 1986, deram um duro golpe na indústria nuclear, que recuou.

Mesmo assim, a energia nuclear produz 36% da eletricidade usada no Japão e 80% na França.

Quando o problema do aquecimento global causado pela emissão de gases que agravam o efeito estufa se tornou a grande questão ambiental, a energia nuclear passou a ser mencionada como alternativa à queima de carvão e petróleo.

O famoso ecologista James Lovelock, criador do conceito da Terra como um organismo vivo, Gaia ou Gea, a deusa grega do planeta, passou a ser um defensor da energia nuclear.

Até o momento, os níveis de radiação são elevados ao redor da central nuclear de Fukushima, mas uma catástrofe maior foi evitada, o que não significa que a situação esteja sob controle. Longe disso.

Os próximos dias serão críticos, e as nuvens de fumaça radioativa que se formaram hoje encobrindo a visão da usina mostram que o risco existe, agora e a longo prazo.

Além do pior terremoto de sua história e de um maremoto da mesma força, o Japão enfrenta o pior acidente nuclear desde Chernóbil e a indústria vê sua expectativa de renascimento sob o risco de ser abortada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ativistas bloqueiam trem com lixo nuclear

Um trem com 123 toneladas de lixo nuclear chega a seu destino, em Gorleben, na Alemanha, depois de passar por 50 mil manifestantes que tentaram bloquear seu caminho desde que ele saiu da França. Agora, os ambientalistas bloqueiam os 25 quilômetros de estrada de rodagem que restam entre a estação de trem e o depósito de lixo nuclear.

O tratamento do lixo das usinas nucleares é um problema não resolvido em nenhum lugar do mundo e desperta repúdio do movimento ecológico. Sua radioatividade dura milhares de anos e pode atingir fontes de água.

Durante o fim de semana, a polícia teve de usar a força, inclusive e gás lacrimogênio, para dispersar os ambientalistas.

A questão nuclear voltou a esquentar na Alemanha depois que a primeira-ministra Angela Merkel resolveu prolongar a vida útil das 17 usinas nucleares alemãs. É parte do plano para usar menos carvão e petróleo para gerar energia e conter o aquecimento global.

No governo Gerhard Schröder (1998-2005), a coalizão verde-social-democrata anunciou o fechamento de todas as usinas nucleares do país.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Irã alimenta reator para gerar energia nuclear

república islâmica do Irã começou hoje a alimentar seu primeiro reator nuclear para geração de energia, em Bushehr, apesar dos protestos e pressões internacionais contra seu programa nuclear, suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas.

Na Bélgica, dissidentes iranianos protestaram contra o programa nuclear e a ajuda da Rússia.