A terceira jornada de manifestações dos coletes amarelos, que inicialmente protestavam contra o aumento nos impostos sobre combustíveis na França, degenerou em violência neste sábado, com pelo menos 263 feridos, sendo 81 policiais, 630 prisões, carros, prédios públicos e privados incendiados e lojas saqueadas, especialmente na Avenida dos Campos Elísios e arredores, no centro de Paris. O Arco do Triunfo de Napoleão foi pichado.
Os protestos na capital, na Gironda, em Brest, Toulouse, Montpellier, Lille e Marselha mobilizaram 136 mil pessoas, de acordo com os manifestantes, ou 75 mil, na estimativa do Ministério do Interior. Foram as piores cenas de violência política desde a Revolução dos Estudantes, em maio de 1968. Em três semanas de protestos, quatro pessoas morreram.
Como de costume, as marchas começaram pacificamente, mas cerca de 1,5 mil jovens vândalos conhecidos como casseurs (quebradores), os black blocs da França, partiram para a violência e atacaram a polícia. Em Puy-en-Velay, eles incendiaram a sede do governo do Departamento do Alto Loire. Os aeroportos das cidades de Nantes e de Nice foram bloqueados.
Para conter a violência, a polícia usou 9.861 granadas, sendo 3.827 de gás lacrimogênio. Os canhões d'água dispararam 136,8 mil litros. Os sindicatos da polícia querem a decretação de estado de emergência.
"O que aconteceu hoje nas ruas de Paris não tem nada a ver com uma indignação legítima. Nenhuma causa justifica que as forças de segurança sejam atacadas, que lojas sejam pilhadas, que prédios públicos e privados sejam incendiados, que transeuntes e jornalistas sejam ameaçados e que o Arco do Triunfo seja sujo", declarou o presidente Emmanuel Macron em Buenos Aires, onde participa da reunião de cúpula do Grupo dos 20 (19 maiores economias do mundo e a União Europeia).
De um movimento contra a política energética, as manifestações dos coletes amarelos se ampliaram para um protesto generalizado contra as reformas do presidente Macron para modernizar a economia, equilibrar as finanças públicas e reduzir o desemprego na França.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou uma greve geral para segunda-feira na expectativa de encurralar o governo e derrubar as reformas liberalizantes de Macron.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 1 de dezembro de 2018
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Central sindical convoca greve geral para segunda-feira na França
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou uma greve geral para a próxima segunda-feira, 3 de dezembro, em protesto contra a política de energia do presidente Emmanuel Macron, que provocou uma onda de manifestações dos chamados coletes amarelos por toda a França, com explosões de violência na Avenida dos Campos Elísios, em Paris, onde restaurantes foram atacados.
O protesto inicial é contra o aumento nos preços dos combustíveis previsto para o começo de 2019. Embora o governo Macron tenha feito apenas pequenos ajustes para preparar a França para cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, a agitação social em grande escala visa a paralisar o amplo programa de reformas do presidente para modernizar a economia, cortar subsídios e aumentar o nível de emprego.
Macron cedeu, prometendo que os futuros reajustes de preços e impostos sobre combustíveis devem seguir as oscilações do mercado internacional. O presidente anunciou o fechamento de todas as fábricas de carvão até 2022 e de 14 dos 58 reatores nucleares da França até 2035. A energia nuclear é responsável por 75% da geração de energia elétrica no país.
Pela avaliação dos cientistas do Painel Internacional sobre Mudança do Clima (IPCC), as metas voluntárias propostas pelos países que assinaram o Acordo de Paris, as "chamadas contribuições determinada nacionalmente", levarão a um aumento de 3,2 graus centígrados na temperatura média do planeta até o fim do século. A meta do IPCC é um aumento de 1,5ºC a 2ºC.
Para zerar as emissões de gases carbônicos até 2050, como quer a União Europeia, e atingir a meta do IPCC, será necessário um esforço muito maior. Se um reajuste modesto como propõe Macron causou toda esta reação, a perspectiva de atingir a meta fica totalmente prejudicada.
O protesto inicial é contra o aumento nos preços dos combustíveis previsto para o começo de 2019. Embora o governo Macron tenha feito apenas pequenos ajustes para preparar a França para cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, a agitação social em grande escala visa a paralisar o amplo programa de reformas do presidente para modernizar a economia, cortar subsídios e aumentar o nível de emprego.
Macron cedeu, prometendo que os futuros reajustes de preços e impostos sobre combustíveis devem seguir as oscilações do mercado internacional. O presidente anunciou o fechamento de todas as fábricas de carvão até 2022 e de 14 dos 58 reatores nucleares da França até 2035. A energia nuclear é responsável por 75% da geração de energia elétrica no país.
Pela avaliação dos cientistas do Painel Internacional sobre Mudança do Clima (IPCC), as metas voluntárias propostas pelos países que assinaram o Acordo de Paris, as "chamadas contribuições determinada nacionalmente", levarão a um aumento de 3,2 graus centígrados na temperatura média do planeta até o fim do século. A meta do IPCC é um aumento de 1,5ºC a 2ºC.
Para zerar as emissões de gases carbônicos até 2050, como quer a União Europeia, e atingir a meta do IPCC, será necessário um esforço muito maior. Se um reajuste modesto como propõe Macron causou toda esta reação, a perspectiva de atingir a meta fica totalmente prejudicada.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Três centrais sindicais fazem greve geral na Argentina
Três das cinco centrais sindicais da Argentina lideram hoje uma greve geral contra a política econômica do governo Cristina Kirchner. Com ônibus, trens, metrô e aeroportos praticamente parados, e piquetes dificultando o acesso à capital, muitas lojas de Buenos Aires não abriram. Quinze voos entre Brasil e Argentina foram cancelados.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) declarou que "milhões de trabalhadores aderiram à paralisação". O governo tentou minimizar o protesto, descrevendo-o como uma "greve dos transportes". Para o Clarín, jornal de maior circulação na Argentina, o movimento é forte.
Os sindicalistas acusam a presidente de "trair os ideias trabalhistas do peronismo". Com a manipulação das estatísticas, inclusive dos índices de inflação, nos últimos anos, as centrais sindicais se afastaram do governo.
Enquanto institutos privados acreditam que a inflação de 2013 tenha superado os 28%, o governo anunciou uma inflação oficial de 10,9%, prejudicando os sindicatos nas negociações salariais. Seus líderes perderam postos no kirchnerismo, que substituiu os sindicatos pelo movimento jovem peronista La Cámpora, dirigido pelos filhos de Cristina, como sua principal base de apoio.
Diante de uma expectativa de inflação de 40% a 50% em 2014, os trabalhadores estão exigindo reajustes salariais de 30% a 50% para recompor o poder de compra, enquanto aumenta o número de linchamentos em reação à criminalidade crescente.
É o fracasso total do populismo kirchnerista - e a Argentina ainda terá de aguentar Cristina Kirchner por mais um ano e oito meses.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) declarou que "milhões de trabalhadores aderiram à paralisação". O governo tentou minimizar o protesto, descrevendo-o como uma "greve dos transportes". Para o Clarín, jornal de maior circulação na Argentina, o movimento é forte.
Os sindicalistas acusam a presidente de "trair os ideias trabalhistas do peronismo". Com a manipulação das estatísticas, inclusive dos índices de inflação, nos últimos anos, as centrais sindicais se afastaram do governo.
Enquanto institutos privados acreditam que a inflação de 2013 tenha superado os 28%, o governo anunciou uma inflação oficial de 10,9%, prejudicando os sindicatos nas negociações salariais. Seus líderes perderam postos no kirchnerismo, que substituiu os sindicatos pelo movimento jovem peronista La Cámpora, dirigido pelos filhos de Cristina, como sua principal base de apoio.
Diante de uma expectativa de inflação de 40% a 50% em 2014, os trabalhadores estão exigindo reajustes salariais de 30% a 50% para recompor o poder de compra, enquanto aumenta o número de linchamentos em reação à criminalidade crescente.
É o fracasso total do populismo kirchnerista - e a Argentina ainda terá de aguentar Cristina Kirchner por mais um ano e oito meses.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Problema da Argentina é mais político do que econômico
Durante a Conferência de Cúpula Ibero-Americana realizada em Madri, a presidente Dilma Rousseff teria defendido a presidente Cristina Kirchner, que não foi à Espanha, comentando em diversas oportunidades: "Você não sabe como é difícil presidir a Argentina hoje".
O país enfrenta hoje a primeira greve geral do governo Cristina, sinal de que a presidente perdeu o apoio dos sindicatos, uma das principais bases de sustentação do primeiro mandato, em que o líder dos caminhoneiros e secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, era uma espécie de eminência parda.
Pela abundância de recursos naturais e população relativamente pequena, a Argentina tem tudo para ser um país rico. Tem capacidade para produzir alimentos para 350 milhões de pessoas.
Seu problema é mais político do que econômico. É ser governada por dois cadáveres, o general Juan Domingo Perón e sua segunda mulher, María Eva Duarte de Perón, a Evita.
A presidente Cristina Kirchner não foi à Espanha por causa da estatização da antiga empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), que havia sido comprada pela espanhola Repsol durante as privatizações do governo Carlos Menem (1989-99).
Como o país ainda não normalizou suas relações com o sistema financeiro internacional depois do calote de 2001, não tem acesso ao mercado. Não consegue dinheiro para investir. É o populismo kirchnerista atrapalhando a economia.
Enquanto a Argentina não se livrar do que o escritor Jorge Luis Borges chamava de "fenômeno incorrigível", o peronismo, ou pelo menos de seu monopólio de poder, seu futuro será olhar para o passado.
O país enfrenta hoje a primeira greve geral do governo Cristina, sinal de que a presidente perdeu o apoio dos sindicatos, uma das principais bases de sustentação do primeiro mandato, em que o líder dos caminhoneiros e secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, era uma espécie de eminência parda.
Pela abundância de recursos naturais e população relativamente pequena, a Argentina tem tudo para ser um país rico. Tem capacidade para produzir alimentos para 350 milhões de pessoas.
Seu problema é mais político do que econômico. É ser governada por dois cadáveres, o general Juan Domingo Perón e sua segunda mulher, María Eva Duarte de Perón, a Evita.
A presidente Cristina Kirchner não foi à Espanha por causa da estatização da antiga empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), que havia sido comprada pela espanhola Repsol durante as privatizações do governo Carlos Menem (1989-99).
Como o país ainda não normalizou suas relações com o sistema financeiro internacional depois do calote de 2001, não tem acesso ao mercado. Não consegue dinheiro para investir. É o populismo kirchnerista atrapalhando a economia.
Enquanto a Argentina não se livrar do que o escritor Jorge Luis Borges chamava de "fenômeno incorrigível", o peronismo, ou pelo menos de seu monopólio de poder, seu futuro será olhar para o passado.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Grécia faz dois dias de greve geral contra pacote
A Grécia viveu hoje o primeiro de dois dias de uma greve geral de protesto contra o novo pacote de cortes de gastos e aumentos de impostos no valor de 28 bilhões de euros (US$ 40 bilhões) imposto ao país pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Milhares de manifestantes se concentraram diante do Parlamento, tentaram impedir a entrada dos deputados e entraram em conflito com a polícia.
A votação será realizada nesta quarta-feira. A expectativa é de aprovação do pacote, o que repercutiu positivamente nas bolsas de valores do mundo inteiro.
Num alerta de última hora, o presidente do banco central grego disse que uma derrota das medidas seria um "suicídio" para o país pelas dimensões que a crise econômica atingiria.
Em sua primeira declaração como diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, pediu ao governo e à oposição união nacional para aprovar as medidas e enfrentar a crise da dívida pública.
Milhares de manifestantes se concentraram diante do Parlamento, tentaram impedir a entrada dos deputados e entraram em conflito com a polícia.
A votação será realizada nesta quarta-feira. A expectativa é de aprovação do pacote, o que repercutiu positivamente nas bolsas de valores do mundo inteiro.
Num alerta de última hora, o presidente do banco central grego disse que uma derrota das medidas seria um "suicídio" para o país pelas dimensões que a crise econômica atingiria.
Em sua primeira declaração como diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, pediu ao governo e à oposição união nacional para aprovar as medidas e enfrentar a crise da dívida pública.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Grécia tem primeira greve geral do ano
A primeira greve geral do ano paralisou ontem o setor público, escolas e aeroportos da Grécia.
Cerca de cem mil pessoas marcharam até o parlamento, em Atenas num protesto contra os cortes de salários, aposentadorias e gastos do governo e aumentos de impostos para receber uma ajuda de emergência de 110 bilhões de euros, cerca de R$ 250 bilhões, para equilibrar as contas públicas.
Os sindicalistas gritavam: "Não vamos pagar a conta."
Houve choques entre a polícia e jovens anarquistas, que atacaram com bombas incendiárias. Vários policiais e manifestantes saíram feridos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Portugal para em greve geral contra ajuste fiscal
Portugal faz hoje uma greve geral de 24 horas convocada pelas duas centrais sindicais do país contra cortes orçamentários do plano de ajuste fiscal do governo, que ontem admitiu que o déficit público aumentou nos primeiros dez meses do ano.
Ao contrário da Irlanda, Portugal não teve colapso do mercado imobiliário. Seus bancos estão em boa situação. O problema está nas contas do governo.
O jornal The Wall Street Journal calcula que o país precise de 51 bilhões de euros.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
França faz maior protesto contra reforma previdenciária
A França fez hoje a quarta greve geral e a quarta jornada nacional de protesto contra a reforma da previdência social proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy. É a onda de protestos contra os cortes de gastos públicos que varre a Europa depois da Grande Recessão.
Pelos cálculos do governo, 1,23 milhão de pessoas participaram das 200 manifestações realizadas em todo o país. Os sindicatos afirmam que foram 3,5 milhões.
O maior impacto da greve geral foi sobre os transportes públicos. A metade dos voos do aeroporto de Orly e um terço dos programas para o aeroporto Charles de Gaulle foram cancelados. Com boa parte dos trens e metrôs parados, as plataformas das estações de Paris ficaram cheias de gente ansiosa.
Na Assembleia Nacional, o primeiro-ministro François Fillon declarou que o governo não vai voltar atrás. Entre outras medidas, a reforma previdenciária francesa aumenta de 60 para 62 anos a idade mínima para se aposentar e de 65 para 67 anos a idade mínima para requerer aposentadoria integral.
Em Paris, os estudantes secundaristas do Liceu Condoncet, uma das escolas de ensino médio mais famosas da capital francesa, fizeram piquetes em apoio aos trabalhadores. O governo tentou manter os jovens à distância, alegando que a suposta intransigência dos sindicatos ameaça a previdência das novas gerações.
O líder da Confederação Geral do Trabalho, Bernard Thibault, um dos líderes do movimento, prometeu não recuar: "Vamos tentar atrair cada vez mais gente para as ruas".
Pelos cálculos do governo, 1,23 milhão de pessoas participaram das 200 manifestações realizadas em todo o país. Os sindicatos afirmam que foram 3,5 milhões.
O maior impacto da greve geral foi sobre os transportes públicos. A metade dos voos do aeroporto de Orly e um terço dos programas para o aeroporto Charles de Gaulle foram cancelados. Com boa parte dos trens e metrôs parados, as plataformas das estações de Paris ficaram cheias de gente ansiosa.
Na Assembleia Nacional, o primeiro-ministro François Fillon declarou que o governo não vai voltar atrás. Entre outras medidas, a reforma previdenciária francesa aumenta de 60 para 62 anos a idade mínima para se aposentar e de 65 para 67 anos a idade mínima para requerer aposentadoria integral.
Em Paris, os estudantes secundaristas do Liceu Condoncet, uma das escolas de ensino médio mais famosas da capital francesa, fizeram piquetes em apoio aos trabalhadores. O governo tentou manter os jovens à distância, alegando que a suposta intransigência dos sindicatos ameaça a previdência das novas gerações.
O líder da Confederação Geral do Trabalho, Bernard Thibault, um dos líderes do movimento, prometeu não recuar: "Vamos tentar atrair cada vez mais gente para as ruas".
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Grandes protestos marcam greve geral na França
Entre 1,1 milhão e 2,5 milhões de pessoas marcharam hoje em várias cidades da França, durante uma greve geral de protesto contra o aumento da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos, estimam as centrais sindicais francesas.
No dia de protesto anterior contra a reforma previdenciária do presidente Nicolas Sarkozy, 24 de junho, a participação popular tinha sido estimada entre 800 mil e 2 milhões de pessoas.
No dia de protesto anterior contra a reforma previdenciária do presidente Nicolas Sarkozy, 24 de junho, a participação popular tinha sido estimada entre 800 mil e 2 milhões de pessoas.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Centrais convocam greve geral na Espanha
Duas centrais sindicais convocaram ontem uma greve geral para 2 de junho na Espanha em protesto contra a redução de 5% nos salários dos servidores públicos e outras medidas para equilibrar as contas públicas.
É a primeira reação forte contra as medidas anunciadas na terça-feira, 12 de maio de 2010, pelo primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero para economizar 15 bilhões de euros nos próximos dois anos e reduzir o déficit público de 11% para 4% do produto interno bruto.
Na saída de um encontro com Rodríguez Zapatero no Palácio da Moncloa, os secretários-gerais da União Geral dos Trabalhadores, Cándido Méndez, e das Comissões Operárias, Ignacio Fernández Toxo, repudiaram as medidas.
"Esse sacrifício será imposto e os problemas não serão resolvidos", advertiu Méndez". Ao contrário, vão ficar muito piores.
É a primeira reação forte contra as medidas anunciadas na terça-feira, 12 de maio de 2010, pelo primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero para economizar 15 bilhões de euros nos próximos dois anos e reduzir o déficit público de 11% para 4% do produto interno bruto.
Na saída de um encontro com Rodríguez Zapatero no Palácio da Moncloa, os secretários-gerais da União Geral dos Trabalhadores, Cándido Méndez, e das Comissões Operárias, Ignacio Fernández Toxo, repudiaram as medidas.
"Esse sacrifício será imposto e os problemas não serão resolvidos", advertiu Méndez". Ao contrário, vão ficar muito piores.
domingo, 9 de maio de 2010
Governo da Bolívia tenta evitar greve
O presidente Evo Morales iniciou um diálogo com a Central Operária Boliviana (COB), a maior confederação sindical do país, para tentar evitar uma greve geral convocada para esta segunda-feira na luta por um aumento salarial maior do que o decretado pelo governo.
Depois do vice-presidente Álvaro García Linera chamar a greve de "contrarrevolucionária", Morales pediu responsabilidade aos trabalhadores: "Quando estamos começando a melhor a situação, alguns companheiros querem tudo para o salário. Precisamos investir na Bolívia. Só assim vamos criar novos empregos".
O governo propôs um reajuste de 5% para médicos, professores e demais profissionais de saúde, e de 3% para as Forças Armadas e a polícia. Dos 50 sindicatos filiados à COB, 39 apoiam a greve.
Se houver paralisação, será a primeira greve de trabalhadores contra o presidente Morales, eleito em 2005.
Depois do vice-presidente Álvaro García Linera chamar a greve de "contrarrevolucionária", Morales pediu responsabilidade aos trabalhadores: "Quando estamos começando a melhor a situação, alguns companheiros querem tudo para o salário. Precisamos investir na Bolívia. Só assim vamos criar novos empregos".
O governo propôs um reajuste de 5% para médicos, professores e demais profissionais de saúde, e de 3% para as Forças Armadas e a polícia. Dos 50 sindicatos filiados à COB, 39 apoiam a greve.
Se houver paralisação, será a primeira greve de trabalhadores contra o presidente Morales, eleito em 2005.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Grécia precisa de ajuda em um mês e meio
A Grécia pode pedir ajuda direta à União Europeia dentro de um mês e meio, se não conseguir colocar títulos no mercado por juros mais baixos.
O país levantou 5 bilhões de euro com títulos de 10 anos a juros de 6,3% ao ano. Mas necessita de 20 bilhões até o fim de maio.
O país levantou 5 bilhões de euro com títulos de 10 anos a juros de 6,3% ao ano. Mas necessita de 20 bilhões até o fim de maio.
Ontem, durante a terceira greve geral contra os cortes de gastos e aumentos de impostos do ajuste fiscal grego, em Atenas houve uma marcha de 30 mil pessoas. No final, alguns manifestantes enfrentaram a polícia, depredam lojas, carros e prédios públicos.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Oposição convoca greve geral no Zimbábue
A oposição do Zimbábue convocou uma greve geral a partir desta terçca-feira para pressionar o governo do presidente Robert Mugabe, que até hoje não divulgou os resultados oficiais da eleição presidencial de 29 de março e estaria fazendo uuma recontagem com suspeita de fraude.
Mugabe, no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, teria perdido a eleição mas recusa-se a abandonar o cargo e tem apoio de um núcleo de beneficiários de seu regime corrupto e ditatorial.
Em reunião de cúpula na Zâmbia, os líderes da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África insistiram que o Zimbábue divulgue logo o resultado da eleição presidencial, declarando que a realização de um segundo turno é a melhor maneira de resolver o impasse pacificamente.
Desde a semana passada, a oposição anuncia que não pretende disputar um segundo turno porque se considera vitoriosa.
Mugabe, no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, teria perdido a eleição mas recusa-se a abandonar o cargo e tem apoio de um núcleo de beneficiários de seu regime corrupto e ditatorial.
Em reunião de cúpula na Zâmbia, os líderes da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África insistiram que o Zimbábue divulgue logo o resultado da eleição presidencial, declarando que a realização de um segundo turno é a melhor maneira de resolver o impasse pacificamente.
Desde a semana passada, a oposição anuncia que não pretende disputar um segundo turno porque se considera vitoriosa.
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