O líder da juventude do Congresso Nacional Africano, Julius Maleba, expulsou hoje um jornalista da rádio e televisão pública britânica BBC (British Broadcasting Corporation) de uma entrevista coletiva em que defendia a expropriação das terras dos brancos como fez o ditador Robert Mugabe no vizinho Zimbabwe.
Maleba foi acusado de incitar a morte de brancos depois da morte do líder neonazista sul-africano Eugène Terre'Blanche. Em evento recente, ele cantou as músicas históricas do movimento de resistência negra à dominação branca na África do Sul, inclusive uma chamada Mate os Bôeres.
Bôer é agricultor em holandês. É usado como sinônimo de africâner, o branco sul-africano de origem holandesa ou francesa (huguenotes franceses).
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
sábado, 7 de março de 2009
Tsvangirai acredita ter sido alvo de atentado
O primeiro-ministro e ex-líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, está convencido de que o acidente em que um caminhão bateu de frente em seu carro, matando sua mulher, foi uma tentativa de assassiná-lo.
Tsvangirai deixou o hospital neste sábado. Ontem, ele recebeu a visita do presidente Robert Mugabe, que governa o país desde a independência, em 1980.
Diplomatas estrangeiros e o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) têm fortes suspeitas de que o caminhão bateu deliberadamente no carro particular do primeiro-ministro, que não viajava com escolta.
Susan e Morgan Tsvangirai eram casados há 31. Ela deixa seis filhos do casal.
Tsvangirai deixou o hospital neste sábado. Ontem, ele recebeu a visita do presidente Robert Mugabe, que governa o país desde a independência, em 1980.
Diplomatas estrangeiros e o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) têm fortes suspeitas de que o caminhão bateu deliberadamente no carro particular do primeiro-ministro, que não viajava com escolta.
Susan e Morgan Tsvangirai eram casados há 31. Ela deixa seis filhos do casal.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Dez bilhões para comprar pão
Para enfrentar a maior hiperinflação hoje no mundo, de mais de 231 milhões por cento ao ano, o Zimbábue lançou na semana passada a nota de 10 bilhões de dólares zimbabuanos, que vale cerca de US$ 20.
Com o dinheiro, é possível comprar 20 baguetes.
O Zimbábue está à beira do colapso, em grave crise desde o segundo turno da eleição presidencial, realizado em junho, com a desistência do candidato da oposição, Morgan Tsvangirai, que teria ganho no primeiro turno.
Nos últimos meses, foi aberto um diálogo entre a oposição e o governo, mas o ditador Robert Mugabe, no poder há 28 anos, se nega a fazer as concessões necessárias a uma partilha do poder.
A população enfrenta uma epidemia de cólera que já matou mil pessoas, enquanto o governo afirma ter controlado a doença e acusa a antiga potência colonial, o Reino Unido, de vetar créditos para a recuperação econômica do Zimbábue.
Como observou um zimbabuano entrevistado pela BBC, hoje em dia não são mais as potências coloniais que exploram os africanos, são os próprios africanos.
Com o dinheiro, é possível comprar 20 baguetes.
O Zimbábue está à beira do colapso, em grave crise desde o segundo turno da eleição presidencial, realizado em junho, com a desistência do candidato da oposição, Morgan Tsvangirai, que teria ganho no primeiro turno.
Nos últimos meses, foi aberto um diálogo entre a oposição e o governo, mas o ditador Robert Mugabe, no poder há 28 anos, se nega a fazer as concessões necessárias a uma partilha do poder.
A população enfrenta uma epidemia de cólera que já matou mil pessoas, enquanto o governo afirma ter controlado a doença e acusa a antiga potência colonial, o Reino Unido, de vetar créditos para a recuperação econômica do Zimbábue.
Como observou um zimbabuano entrevistado pela BBC, hoje em dia não são mais as potências coloniais que exploram os africanos, são os próprios africanos.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Líder queniano pede uso da força contra Mugabe
O primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, defende o uso da força para derrubar o ditador do Zimbábue, Robert Mugabe. Ele pediu à sociedade internacional que "atenda aos apelos dos povos da África e acabe com o reinado assassino de Rober Mugabe".
As Nações Unidas estimam que mais da metade da população zimbabuana precisa de água e comida. O país sofre com uma epidemia de cólera que matou cerca de 600 pessoas desde agosto.
Para Odinga, "a crise no Zimbábue chegou a um aponto onde mais inação da União Africana e da comunidade internacional constitui nada menos do que um crime contra a humanidade".
Ele entende que "a UA deve aprovar uma resolução para enviar tropas ao Zimbábue. Se não houve forças disponíveis, a AU deve pedir à ONU que mande tropas para o Zimbábue imediatamente para assumir o controle do país e garantir a ajuda humanitária de emergência para evitar que a população morra de cólera e de fome".
As Nações Unidas estimam que mais da metade da população zimbabuana precisa de água e comida. O país sofre com uma epidemia de cólera que matou cerca de 600 pessoas desde agosto.
Para Odinga, "a crise no Zimbábue chegou a um aponto onde mais inação da União Africana e da comunidade internacional constitui nada menos do que um crime contra a humanidade".
Ele entende que "a UA deve aprovar uma resolução para enviar tropas ao Zimbábue. Se não houve forças disponíveis, a AU deve pedir à ONU que mande tropas para o Zimbábue imediatamente para assumir o controle do país e garantir a ajuda humanitária de emergência para evitar que a população morra de cólera e de fome".
domingo, 29 de junho de 2008
Mugabe é reempossado após fraude eleitoral
O ditador Robert Mugabe foi reempossado hoje para um sexto mandato como presidente do Zimbábue, desta vez para um mandato de cinco anos, apesar da denúncia dos observadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral terem denunciado que o segundo turno da eleição presidencial, realizado na sexta-feira, foi marcado por irregularidades, fraude e intimidação de eleitores. Neste contexto, concluíram, "não foi possível realizar eleições livres e limpas".
No discurso de posse, Mugabe acenou com a possibilidade de diálogo com a oposição, mas ninguém acredita nisso depois do clima de guerra civil que o país vive desde o primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 29 de março e vencido pelo candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai. Depois de morte de 86 militantes do seu Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), Tsvangirai abandonou a disputa e se refugiou na Embaixada da Holanda em Harare.
Mugabe segue ainda hoje para a reunião de cúpula da União Africana no Egito, onde será pressionado a dialogar com a oposição e a formar um governo de união nacional.
Os Estados Unidos e a Europa não reconhecem o novo governo e querem aprovar novas sanções internacionais contra a elite dirigente zimbabuana.
No discurso de posse, Mugabe acenou com a possibilidade de diálogo com a oposição, mas ninguém acredita nisso depois do clima de guerra civil que o país vive desde o primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 29 de março e vencido pelo candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai. Depois de morte de 86 militantes do seu Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), Tsvangirai abandonou a disputa e se refugiou na Embaixada da Holanda em Harare.
Mugabe segue ainda hoje para a reunião de cúpula da União Africana no Egito, onde será pressionado a dialogar com a oposição e a formar um governo de união nacional.
Os Estados Unidos e a Europa não reconhecem o novo governo e querem aprovar novas sanções internacionais contra a elite dirigente zimbabuana.
sábado, 28 de junho de 2008
Zimbábue dá posse a Mugabe amanhã
O ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, será empossado amanhã como presidente reeleito para um sexto mandato.
A Comissão Nacional Eleitoral, que levou mais de um mês para divulgar o resultado do primeiro turno, vencido pela oposição, agora concluiu a apuração em um dia.
Nem os Estados Unidos nem a Europa reconhecem o novo governo. Em seu programa de rádio semanal, o presidente George Walker Bush revelou ter pedido à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, para preparar uma série de sanções contra o governo do Zimbábue.
Essas sanções devem incluir um embargo à venda de armas, o congelamento de contas bancárias e propriedades da elite zimbabuana no exterior, e a proibição de viagens ao exterior.
Como a África do Sul, a China e a Rússia impediram a condenação do Zimbábue pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas por fraude eleitoral, podem bloquear a aprovação de sanções pelo ONU.
Nesta caso, os EUA e a União Européia devem aprovar sanções sozinhos.
No Egito, durante reunião de cúpula da União Africana, os países do continente defenderam um diálogo entre governo e oposição para formar um governo de união nacional, a exemplo do que aconteceu no Quênia depois da fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro de 2007.
A Comissão Nacional Eleitoral, que levou mais de um mês para divulgar o resultado do primeiro turno, vencido pela oposição, agora concluiu a apuração em um dia.
Nem os Estados Unidos nem a Europa reconhecem o novo governo. Em seu programa de rádio semanal, o presidente George Walker Bush revelou ter pedido à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, para preparar uma série de sanções contra o governo do Zimbábue.
Essas sanções devem incluir um embargo à venda de armas, o congelamento de contas bancárias e propriedades da elite zimbabuana no exterior, e a proibição de viagens ao exterior.
Como a África do Sul, a China e a Rússia impediram a condenação do Zimbábue pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas por fraude eleitoral, podem bloquear a aprovação de sanções pelo ONU.
Nesta caso, os EUA e a União Européia devem aprovar sanções sozinhos.
No Egito, durante reunião de cúpula da União Africana, os países do continente defenderam um diálogo entre governo e oposição para formar um governo de união nacional, a exemplo do que aconteceu no Quênia depois da fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro de 2007.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Polícia do Zimbábue acusa Ocidente e ONGs
A polícia do Zimbábue advertiu ontem que os Estados Unidos, o Reino Unido e organizações não-governamentais estariam planejando grandes atos de violência para perturar o segundo turno da eleição presidencial, que se realiza hoje com apenas um candidato, o presidente Robert Mugabe.
O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, abandonou a disputa denunciando a violência que matou 90 de seus ativistas e colocou 200 mil pessoas em fuga.
O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, abandonou a disputa denunciando a violência que matou 90 de seus ativistas e colocou 200 mil pessoas em fuga.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Oposição pede força de paz no Zimbábue
Da Embaixada da Holanda em Harare, onde está refugiado, o líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, pediu a intervenção no país de uma força internacional de paz para que seja possível realizar uma eleição presidencial limpa.
Em um desafio à sociedade internacional, o presidente Robert Mugabe reafirmou ontem a decisão de realizar na sexta-feira, 27 de junho de 2008, o segundo turno da eleição presidencial, apesar da desistência de Tsvangirai depois da morte de 90 oposicionistas do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês).
"Façam o barulho que quiserem, é muito barulho por nada. Este é um país soberano. Podem dizer o que quiser, mas a decisão final é nossa, do povo do Zimbábue", gabou-se Mugabe em mais um comício de sua campanha.
Depois da derrota do governo no primeiro turno, em 29 de março, toda a máquina do Estado foi colocada a serviço da reeleição de Mugabe.
Em um desafio à sociedade internacional, o presidente Robert Mugabe reafirmou ontem a decisão de realizar na sexta-feira, 27 de junho de 2008, o segundo turno da eleição presidencial, apesar da desistência de Tsvangirai depois da morte de 90 oposicionistas do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês).
"Façam o barulho que quiserem, é muito barulho por nada. Este é um país soberano. Podem dizer o que quiser, mas a decisão final é nossa, do povo do Zimbábue", gabou-se Mugabe em mais um comício de sua campanha.
Depois da derrota do governo no primeiro turno, em 29 de março, toda a máquina do Estado foi colocada a serviço da reeleição de Mugabe.
domingo, 22 de junho de 2008
Governo do Zimbábue declara vitória de Mugabe
Com a desistência da oposição, pressionada por uma onda de violência promovida pelo regime, o governo do Zimbábue declarou a vitória do ditador Robert Mugabe na eleição cujo segundo turno será disputado na sexta-feira, 27 de junho.
Oficialmente, o porta-voz Bright Matonga lamenta a ausência do candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai, porque a eleição perdeu a legitimidade. Como o líder da oposição não comunicou formalmente, por carta, a retirada de sua candidatura, a Comissão Nacional Eleitoral manteve o segundo turno nesta sexta-feira.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, pediu ao Conselho de Segurança que examine o conflito.
Em entrevista à BBC, um porta-voz do governo afirmou que não havia nada de errado, estava apenas sendo cumprida mais uma etapa do processo constitucional no Zimbábue. Mas a oposição pediu a intervenção da ONU, que tende a passar a bola para a União Africana, já que seria um "problema africano".
A UA por sua vez deve achar melhor uma solução regional, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Mas o presidente da grande potência regional, a África do Sul, Thabo Mbeki, se nega a pressionar com firmeza o regime ditatorial de Mugabe. Prefere uma solução entre os zimbabuanos.
Sem alguma ingerência externa, o regime manterá sua política de terra arrasada.
Oficialmente, o porta-voz Bright Matonga lamenta a ausência do candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai, porque a eleição perdeu a legitimidade. Como o líder da oposição não comunicou formalmente, por carta, a retirada de sua candidatura, a Comissão Nacional Eleitoral manteve o segundo turno nesta sexta-feira.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, pediu ao Conselho de Segurança que examine o conflito.
Em entrevista à BBC, um porta-voz do governo afirmou que não havia nada de errado, estava apenas sendo cumprida mais uma etapa do processo constitucional no Zimbábue. Mas a oposição pediu a intervenção da ONU, que tende a passar a bola para a União Africana, já que seria um "problema africano".
A UA por sua vez deve achar melhor uma solução regional, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Mas o presidente da grande potência regional, a África do Sul, Thabo Mbeki, se nega a pressionar com firmeza o regime ditatorial de Mugabe. Prefere uma solução entre os zimbabuanos.
Sem alguma ingerência externa, o regime manterá sua política de terra arrasada.
Oposição abandona segundo turno no Zimbábue
Diante do assassinato de pelo menos 85 de seus militantes durante uma campanha de intimidação sistemática, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), principal partido de oposição, desistiu de disputar o segundo turno da eleição presidencial no Zimbábue.
Ao justificar sua decisão, o candidato Morgan Tsvangirai, que venceu a eleição no primeiro turno mas não levou, alegou que "as eleições não seriam livres e limpas". O antigo líder sindical fez um apelo às Nações Unidas para que intervenham para restaurar a paz no Zimbábue, que vive um clima de guerra civil diante das táticas ditatoriais empregadas pelo governo para manter o poder a qualquer custo, inclusive assassinando adversários políticos.
Ao justificar sua decisão, o candidato Morgan Tsvangirai, que venceu a eleição no primeiro turno mas não levou, alegou que "as eleições não seriam livres e limpas". O antigo líder sindical fez um apelo às Nações Unidas para que intervenham para restaurar a paz no Zimbábue, que vive um clima de guerra civil diante das táticas ditatoriais empregadas pelo governo para manter o poder a qualquer custo, inclusive assassinando adversários políticos.
sábado, 21 de junho de 2008
Justiça do Zimbábue autoriza ato da oposição
Um juiz do Supremo Tribunal do Zimbábue rejeitou uma decisão da polícia e autorizou o principal partido de oposição a realizar um comício neste domingo. A polícia alegara riscos para a segurança.
O diretor de comunicação do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) elogiou a decisão, mas lembrou que as milícias leais ao presidente Robert Mugabe impediram comícios anteriores sem que a polícia protegesse o direito de manifestação pública pacífica.
"Eles ficam dizendo que seus ativistas estão sendo espancados pelos nossos soldados. Dizem isso para depois dizer que as eleições não foram livres e limpas, o que é uma grande mentira", declarou Mugabe num comício em Bulawayo, a segunda maior cidade do país.
A eleição presidencial zimbabueana será decidida no segundo turno no próximo sábado. Concorrem o presidente Mugabe e Morgan Tsvangirai, do MDC, que afirma ter obtido maioria absoluta no primeiro turno.
Diante da violência governista, o MDC chegou a examinar a possibilidade de desistir para não validar o circo montado por Mugabe e a junta militar que estaria governando de fato o Zimbábue, sob o comando do chefe das Forças Armadas, general Chiwenga.
O diretor de comunicação do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) elogiou a decisão, mas lembrou que as milícias leais ao presidente Robert Mugabe impediram comícios anteriores sem que a polícia protegesse o direito de manifestação pública pacífica.
"Eles ficam dizendo que seus ativistas estão sendo espancados pelos nossos soldados. Dizem isso para depois dizer que as eleições não foram livres e limpas, o que é uma grande mentira", declarou Mugabe num comício em Bulawayo, a segunda maior cidade do país.
A eleição presidencial zimbabueana será decidida no segundo turno no próximo sábado. Concorrem o presidente Mugabe e Morgan Tsvangirai, do MDC, que afirma ter obtido maioria absoluta no primeiro turno.
Diante da violência governista, o MDC chegou a examinar a possibilidade de desistir para não validar o circo montado por Mugabe e a junta militar que estaria governando de fato o Zimbábue, sob o comando do chefe das Forças Armadas, general Chiwenga.
sábado, 14 de junho de 2008
Mugabe diz que MDC jamais governará o Zimbábue

Em mais uma declaração de guerra à oposição, diante do general Constantine Chiwenga (foto), comandante das Forças Armadas e novo homem-forte do Zimbábue, o presidente Robert Mugabe declarou hoje que o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) jamais governará o país, acrescentando que está disposto a lutar por isso enquanto estiver vivo.
Mugabe chamou a oposição de "aqueles fantoches", acusando-os de serem representantes da minoria branca a serviço dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Como bom ditador, acena com o inimigo externo para massacrar o inimigo interno, no caso, a maioria da população, que rejeita seu governo, responsável pelo desemprego de 70% e a maior inflação hoje no mundo, de 150.000% ao ano..
sábado, 10 de maio de 2008
Oposição disputa segundo turno no Zimbábue
O candidato do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, anunciou hoje em Pretória, capital da África do Sul, que aceita disputar um segundo turno contra o presidente Robert Mugabe.
Tsvangirai teria vencido a eleição presidencial de 29 de março no Zimbábue, fraudada pelo governo.
Tsvangirai teria vencido a eleição presidencial de 29 de março no Zimbábue, fraudada pelo governo.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Zimbábue anuncia segundo turno oficialmente
Mais de um mês depois, a Comissão Eleitoral do Zimbábue divulgou hoje o resultado oficial da eleição presidencial de 29 de março de 2008, anunciado que haverá necessidade de um segundo turno.
Pelo resultado oficial, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), teve 47,9% dos votos, vencendo o presidente Robert Mugabe, da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), que teria recebido 43,2%, sem maioria absoluta. O problema é que todo o mundo suspeita ser fraudulento por causa da demora em sua divulgação.
Agora, o MDC, que proclamou a vitória de Tsvangirai, com o aval dos Estados Unidos e do Reino Unido, deve decidir se disputa o segundo turno, daqui a três semanas.
A previsão é de uma campanha eleitoral sangrenta. Mugabe e seus generais deram um golpe. Ficaram semanas com as urnas decidindo o que fazer. Há denúncias de violência, tortura e morte no campo e em bairros populares onde a oposição venceu.
O segundo turno, se houver, será uma batalha sangrenta.
Pelo resultado oficial, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), teve 47,9% dos votos, vencendo o presidente Robert Mugabe, da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), que teria recebido 43,2%, sem maioria absoluta. O problema é que todo o mundo suspeita ser fraudulento por causa da demora em sua divulgação.
Agora, o MDC, que proclamou a vitória de Tsvangirai, com o aval dos Estados Unidos e do Reino Unido, deve decidir se disputa o segundo turno, daqui a três semanas.
A previsão é de uma campanha eleitoral sangrenta. Mugabe e seus generais deram um golpe. Ficaram semanas com as urnas decidindo o que fazer. Há denúncias de violência, tortura e morte no campo e em bairros populares onde a oposição venceu.
O segundo turno, se houver, será uma batalha sangrenta.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
ZANU-PF fala em segundo turno no Zimbábue
Um dirigente da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), o partido do governo, anunciou hoje que haverá segundo turno da eleição presidencial de 29 de março.
O resultado oficial não saiu até hoje. Mas o dirigente do partido governista afirma que o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), obteve 47% dos votos contra 43% para o presidente Robert Mugabe.
A oposição garante que obteve maioria absoluta no primeiro turno, não havendo necessidade de uma segunda votação. Os Estados Unidos acreditam que Tsvangirai venceu.
O resultado oficial não saiu até hoje. Mas o dirigente do partido governista afirma que o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), obteve 47% dos votos contra 43% para o presidente Robert Mugabe.
A oposição garante que obteve maioria absoluta no primeiro turno, não havendo necessidade de uma segunda votação. Os Estados Unidos acreditam que Tsvangirai venceu.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
África do Sul pede resultado no Zimbábue
Em uma mudança da posição do presidente Thabo Mbeki, sob enormes pressões internas e externas, a África do Sul mudou de posição e, depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas, decidiu exigir a divulgação dos resultados da eleição presidencial de 29 de março no Zimbábue.
Até agora, o governo Robert Mugabe não divulgou o resultado da apuração. A Comissão Nacional Eleitoral está recontando os votos das eleições parlamentares para fraudar a vitória da oposição também no Congresso.
Até agora, o governo Robert Mugabe não divulgou o resultado da apuração. A Comissão Nacional Eleitoral está recontando os votos das eleições parlamentares para fraudar a vitória da oposição também no Congresso.
ZANU-PF chegou a negociar transição com MDC
A União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), partido do presidente Robert Mugabe, chegou a negociar uma transição com o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), afirmou ontem o suposto vencedor da eleição presidencial de 29 de março, Morgan Tsvangirai. Seus resultados não foram divulgados até hoje.
Os chefes da ZANU-PF queriam negociar a impunidade e a continuidade do regime num "governo de união nacional", revelou Tsvangirai. Agora, ele se recusa a disputar um segundo turno.
Os chefes da ZANU-PF queriam negociar a impunidade e a continuidade do regime num "governo de união nacional", revelou Tsvangirai. Agora, ele se recusa a disputar um segundo turno.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Oposição convoca greve geral no Zimbábue
A oposição do Zimbábue convocou uma greve geral a partir desta terçca-feira para pressionar o governo do presidente Robert Mugabe, que até hoje não divulgou os resultados oficiais da eleição presidencial de 29 de março e estaria fazendo uuma recontagem com suspeita de fraude.
Mugabe, no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, teria perdido a eleição mas recusa-se a abandonar o cargo e tem apoio de um núcleo de beneficiários de seu regime corrupto e ditatorial.
Em reunião de cúpula na Zâmbia, os líderes da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África insistiram que o Zimbábue divulgue logo o resultado da eleição presidencial, declarando que a realização de um segundo turno é a melhor maneira de resolver o impasse pacificamente.
Desde a semana passada, a oposição anuncia que não pretende disputar um segundo turno porque se considera vitoriosa.
Mugabe, no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, teria perdido a eleição mas recusa-se a abandonar o cargo e tem apoio de um núcleo de beneficiários de seu regime corrupto e ditatorial.
Em reunião de cúpula na Zâmbia, os líderes da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África insistiram que o Zimbábue divulgue logo o resultado da eleição presidencial, declarando que a realização de um segundo turno é a melhor maneira de resolver o impasse pacificamente.
Desde a semana passada, a oposição anuncia que não pretende disputar um segundo turno porque se considera vitoriosa.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Oposição teme banho de sangue no Zimbábue
O Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) fez um apelo hoje à União Africana e à África do Sul para que intervenham para evitar um banho de sangue no Zimbábue.
Dez dias depois da eleição presidencial, a Comissão Eleitoral do ainda não divulgou resultados oficiais, apesar do recurso da oposição ao Supremo Tribunal. O MDC acusa o presidente Robert Mugabe de rearmar as milícias que aterrorizaram o país durante as campanhas para o plebiscito constitucional de 2000 e as eleições de 2002.
Nos jornais oficiais, o governo acusa a oposição de querer devolver as terras aos fazendeiros brancos, expropriadas por aliados de Mugabe numa onda de violência no início da década, quando os chamados "veteranos de guerra", que não tem idade para terem lutado pela independência do Zimbábue, conquistada em 1980, passaram a invadir propriedades da maiora branca. A maior parte destas fazendas foi comprada legalmente após a independência.
Como os resultados oficiais não saem e alguns funcionários eleitorais foram presos sob acusação de roubar votos do presidente, a oposição suspeita de uma fraude maciça para manter Mugabe no poder.
Dez dias depois da eleição presidencial, a Comissão Eleitoral do ainda não divulgou resultados oficiais, apesar do recurso da oposição ao Supremo Tribunal. O MDC acusa o presidente Robert Mugabe de rearmar as milícias que aterrorizaram o país durante as campanhas para o plebiscito constitucional de 2000 e as eleições de 2002.
Nos jornais oficiais, o governo acusa a oposição de querer devolver as terras aos fazendeiros brancos, expropriadas por aliados de Mugabe numa onda de violência no início da década, quando os chamados "veteranos de guerra", que não tem idade para terem lutado pela independência do Zimbábue, conquistada em 1980, passaram a invadir propriedades da maiora branca. A maior parte destas fazendas foi comprada legalmente após a independência.
Como os resultados oficiais não saem e alguns funcionários eleitorais foram presos sob acusação de roubar votos do presidente, a oposição suspeita de uma fraude maciça para manter Mugabe no poder.
sábado, 5 de abril de 2008
Oposição acusa Mugabe de preparar guerra
O candidato da oposição à Presidência do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, acusou neste sábado, 5 de abril de 2008, o presidente Robert Mugabe de preparar uma guerra contra o povo para ficar no poder.
Uma semana depois das eleições, o resultado da votação para presidente ainda não foi divulgado oficialmente, alimentando suspeitas de fraude e conspiração. Ontem, logo após uma reunião de sua cúpula, o partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) anunciou que Mugabe vai disputar o segundo turno.
"Ganhamos a eleição sem necessidade de segundo turno", declarou Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC). "No segundo turno, a violência será a arma para impedir a vitória do povo. A ZANU-PF está preparando uma guerra contra o povo, como vimos em 2000."
Hoje, foram divulgados os resultados oficiais das eleições para o Senado. O governo e a oposição elegeram 30 senadores cada. A maioria depende de quem for o próximo presidente, que indica, junto com líderes tribais, os outros 33 senadores.
Uma semana depois das eleições, o resultado da votação para presidente ainda não foi divulgado oficialmente, alimentando suspeitas de fraude e conspiração. Ontem, logo após uma reunião de sua cúpula, o partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) anunciou que Mugabe vai disputar o segundo turno.
"Ganhamos a eleição sem necessidade de segundo turno", declarou Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC). "No segundo turno, a violência será a arma para impedir a vitória do povo. A ZANU-PF está preparando uma guerra contra o povo, como vimos em 2000."
Hoje, foram divulgados os resultados oficiais das eleições para o Senado. O governo e a oposição elegeram 30 senadores cada. A maioria depende de quem for o próximo presidente, que indica, junto com líderes tribais, os outros 33 senadores.
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