O ditador Robert Mugabe, no poder desde a independência do Zimbábue, foi reeleito para mais um mandato com 61% dos votos, anunciou hoje a Comissão Eleitoral, dominada pelo governo, sob protesto da oposição, que denuncia fraude generalizada.
Mais uma vez, toda a máquina do Estado foi mobilizada para garantir a vitória de Mugabe. Não houve muitos incidentes de violência como nas eleições anteriores, mas muitos eleitores não conseguiram votar porque foram rejeitados nas suas zonas eleitorais, entre outras irregularidades.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Tsvangirai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tsvangirai. Mostrar todas as postagens
sábado, 3 de agosto de 2013
sábado, 7 de março de 2009
Tsvangirai acredita ter sido alvo de atentado
O primeiro-ministro e ex-líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, está convencido de que o acidente em que um caminhão bateu de frente em seu carro, matando sua mulher, foi uma tentativa de assassiná-lo.
Tsvangirai deixou o hospital neste sábado. Ontem, ele recebeu a visita do presidente Robert Mugabe, que governa o país desde a independência, em 1980.
Diplomatas estrangeiros e o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) têm fortes suspeitas de que o caminhão bateu deliberadamente no carro particular do primeiro-ministro, que não viajava com escolta.
Susan e Morgan Tsvangirai eram casados há 31. Ela deixa seis filhos do casal.
Tsvangirai deixou o hospital neste sábado. Ontem, ele recebeu a visita do presidente Robert Mugabe, que governa o país desde a independência, em 1980.
Diplomatas estrangeiros e o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) têm fortes suspeitas de que o caminhão bateu deliberadamente no carro particular do primeiro-ministro, que não viajava com escolta.
Susan e Morgan Tsvangirai eram casados há 31. Ela deixa seis filhos do casal.
domingo, 29 de junho de 2008
Mugabe é reempossado após fraude eleitoral
O ditador Robert Mugabe foi reempossado hoje para um sexto mandato como presidente do Zimbábue, desta vez para um mandato de cinco anos, apesar da denúncia dos observadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral terem denunciado que o segundo turno da eleição presidencial, realizado na sexta-feira, foi marcado por irregularidades, fraude e intimidação de eleitores. Neste contexto, concluíram, "não foi possível realizar eleições livres e limpas".
No discurso de posse, Mugabe acenou com a possibilidade de diálogo com a oposição, mas ninguém acredita nisso depois do clima de guerra civil que o país vive desde o primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 29 de março e vencido pelo candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai. Depois de morte de 86 militantes do seu Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), Tsvangirai abandonou a disputa e se refugiou na Embaixada da Holanda em Harare.
Mugabe segue ainda hoje para a reunião de cúpula da União Africana no Egito, onde será pressionado a dialogar com a oposição e a formar um governo de união nacional.
Os Estados Unidos e a Europa não reconhecem o novo governo e querem aprovar novas sanções internacionais contra a elite dirigente zimbabuana.
No discurso de posse, Mugabe acenou com a possibilidade de diálogo com a oposição, mas ninguém acredita nisso depois do clima de guerra civil que o país vive desde o primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 29 de março e vencido pelo candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai. Depois de morte de 86 militantes do seu Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), Tsvangirai abandonou a disputa e se refugiou na Embaixada da Holanda em Harare.
Mugabe segue ainda hoje para a reunião de cúpula da União Africana no Egito, onde será pressionado a dialogar com a oposição e a formar um governo de união nacional.
Os Estados Unidos e a Europa não reconhecem o novo governo e querem aprovar novas sanções internacionais contra a elite dirigente zimbabuana.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Polícia do Zimbábue acusa Ocidente e ONGs
A polícia do Zimbábue advertiu ontem que os Estados Unidos, o Reino Unido e organizações não-governamentais estariam planejando grandes atos de violência para perturar o segundo turno da eleição presidencial, que se realiza hoje com apenas um candidato, o presidente Robert Mugabe.
O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, abandonou a disputa denunciando a violência que matou 90 de seus ativistas e colocou 200 mil pessoas em fuga.
O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, abandonou a disputa denunciando a violência que matou 90 de seus ativistas e colocou 200 mil pessoas em fuga.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Oposição pede força de paz no Zimbábue
Da Embaixada da Holanda em Harare, onde está refugiado, o líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, pediu a intervenção no país de uma força internacional de paz para que seja possível realizar uma eleição presidencial limpa.
Em um desafio à sociedade internacional, o presidente Robert Mugabe reafirmou ontem a decisão de realizar na sexta-feira, 27 de junho de 2008, o segundo turno da eleição presidencial, apesar da desistência de Tsvangirai depois da morte de 90 oposicionistas do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês).
"Façam o barulho que quiserem, é muito barulho por nada. Este é um país soberano. Podem dizer o que quiser, mas a decisão final é nossa, do povo do Zimbábue", gabou-se Mugabe em mais um comício de sua campanha.
Depois da derrota do governo no primeiro turno, em 29 de março, toda a máquina do Estado foi colocada a serviço da reeleição de Mugabe.
Em um desafio à sociedade internacional, o presidente Robert Mugabe reafirmou ontem a decisão de realizar na sexta-feira, 27 de junho de 2008, o segundo turno da eleição presidencial, apesar da desistência de Tsvangirai depois da morte de 90 oposicionistas do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês).
"Façam o barulho que quiserem, é muito barulho por nada. Este é um país soberano. Podem dizer o que quiser, mas a decisão final é nossa, do povo do Zimbábue", gabou-se Mugabe em mais um comício de sua campanha.
Depois da derrota do governo no primeiro turno, em 29 de março, toda a máquina do Estado foi colocada a serviço da reeleição de Mugabe.
domingo, 22 de junho de 2008
Governo do Zimbábue declara vitória de Mugabe
Com a desistência da oposição, pressionada por uma onda de violência promovida pelo regime, o governo do Zimbábue declarou a vitória do ditador Robert Mugabe na eleição cujo segundo turno será disputado na sexta-feira, 27 de junho.
Oficialmente, o porta-voz Bright Matonga lamenta a ausência do candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai, porque a eleição perdeu a legitimidade. Como o líder da oposição não comunicou formalmente, por carta, a retirada de sua candidatura, a Comissão Nacional Eleitoral manteve o segundo turno nesta sexta-feira.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, pediu ao Conselho de Segurança que examine o conflito.
Em entrevista à BBC, um porta-voz do governo afirmou que não havia nada de errado, estava apenas sendo cumprida mais uma etapa do processo constitucional no Zimbábue. Mas a oposição pediu a intervenção da ONU, que tende a passar a bola para a União Africana, já que seria um "problema africano".
A UA por sua vez deve achar melhor uma solução regional, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Mas o presidente da grande potência regional, a África do Sul, Thabo Mbeki, se nega a pressionar com firmeza o regime ditatorial de Mugabe. Prefere uma solução entre os zimbabuanos.
Sem alguma ingerência externa, o regime manterá sua política de terra arrasada.
Oficialmente, o porta-voz Bright Matonga lamenta a ausência do candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai, porque a eleição perdeu a legitimidade. Como o líder da oposição não comunicou formalmente, por carta, a retirada de sua candidatura, a Comissão Nacional Eleitoral manteve o segundo turno nesta sexta-feira.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, pediu ao Conselho de Segurança que examine o conflito.
Em entrevista à BBC, um porta-voz do governo afirmou que não havia nada de errado, estava apenas sendo cumprida mais uma etapa do processo constitucional no Zimbábue. Mas a oposição pediu a intervenção da ONU, que tende a passar a bola para a União Africana, já que seria um "problema africano".
A UA por sua vez deve achar melhor uma solução regional, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Mas o presidente da grande potência regional, a África do Sul, Thabo Mbeki, se nega a pressionar com firmeza o regime ditatorial de Mugabe. Prefere uma solução entre os zimbabuanos.
Sem alguma ingerência externa, o regime manterá sua política de terra arrasada.
Oposição abandona segundo turno no Zimbábue
Diante do assassinato de pelo menos 85 de seus militantes durante uma campanha de intimidação sistemática, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), principal partido de oposição, desistiu de disputar o segundo turno da eleição presidencial no Zimbábue.
Ao justificar sua decisão, o candidato Morgan Tsvangirai, que venceu a eleição no primeiro turno mas não levou, alegou que "as eleições não seriam livres e limpas". O antigo líder sindical fez um apelo às Nações Unidas para que intervenham para restaurar a paz no Zimbábue, que vive um clima de guerra civil diante das táticas ditatoriais empregadas pelo governo para manter o poder a qualquer custo, inclusive assassinando adversários políticos.
Ao justificar sua decisão, o candidato Morgan Tsvangirai, que venceu a eleição no primeiro turno mas não levou, alegou que "as eleições não seriam livres e limpas". O antigo líder sindical fez um apelo às Nações Unidas para que intervenham para restaurar a paz no Zimbábue, que vive um clima de guerra civil diante das táticas ditatoriais empregadas pelo governo para manter o poder a qualquer custo, inclusive assassinando adversários políticos.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Zimbábue proíbe campanha da oposição

A polícia do Zimbábue prendeu o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, candidato mais votado no primeiro turno da eleição presidencial, em 29 de março, e favorito para o segundo turno, em 27 de junho, e o proibiu de fazer campanha.
Depois da derrota do presidente Robert Mugabe, o Zimbábue foi vítima de um golpe palaciano. O país estaria sendo governado por uma junta chamada de Comando de Operações Conjuntas. Oficialmente, é presidido por um político veterano, , mas quem manda mesmo é o comandante das Forças Armadas, general Constantine Chiwenga, descrito pelo jornal inglês The Independent como a nova face do poder no Zimbábue (foto).
No mundo inteiro, houve protestos contra a decisão do governo do Zimbábue de suspender toda a ajuda externa, inclusive de alimentos, seja de organizações intergovernamentais como as Nações Unidas, suas agências e a União Européia, seja de organizações não-governamentais, sob o pretexto de que estaria sendo usada para fazer propaganda eleitoral da oposição.
Ao contrário, é Mugabe que está usando a comida como arma de guerra, o que foi duramente criticado durante a Cúpula Mundial sobre a Fome realizada no início da semana em Roma, na Itália, onde o ditador zimbabueano fez uma breve aparição acusando a Grã-Bretanha, antiga potência colonial, de tentar recolonizar o país.
Aos 84 anos, o herói da independência convertido em ditador cruel está velho e alquebrado. Por trás dele, uma junta militar garantiria o apoio. A eleição presidencial foi disputada em 29 de março, mas o resultado oficial só saiu em 2 de maio.
Nesse período, a vitória da oposição foi apurada e anulada. Chegou a haver negociação do regime com Tsvangirai para transferência de poder com a formação de um governo de união nacional. Isto manteria no poder a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF).
Mas as negociações foram suspensas e houve o golpe de Estado palaciano.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Zimbábue marca segundo turno para 27 de junho
O governo do Zimbábue marcou para 27 de junho o segundo turno da eleição presidencial e finalmente o presidente Robert Mugabe reconheceu a derrota no primeiro turno, em 29 de março.
A oposição, que declarou vitória e acusa o governo de ter fraudado o resultado do primeiro turno, confirmou hoje que vai disputar o segundo turno.
Em visita ao Reino Unido, Morgan Tsvangirai, candidato do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), declarou que voltará ao Zimbábue para disputar o segundo turno, apesar das ameaças. Ele fez um apelo à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral para que enviei monitores para fiscalizar a campanha e evitar a violência de partidários do governo para intimidar oposicionistas.
Mugabe advertiu seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) de que não se esforçou suficientemente para vencer no primeiro turno. Foi complacente e agora precisa mudar. Não vê seus próprios erros, como uma economia que já foi um celeiro da África em ruínas, com inflação de 165.000% ao ano.
Há fortes razões para temer que será uma campanha violenta.
A oposição, que declarou vitória e acusa o governo de ter fraudado o resultado do primeiro turno, confirmou hoje que vai disputar o segundo turno.
Em visita ao Reino Unido, Morgan Tsvangirai, candidato do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), declarou que voltará ao Zimbábue para disputar o segundo turno, apesar das ameaças. Ele fez um apelo à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral para que enviei monitores para fiscalizar a campanha e evitar a violência de partidários do governo para intimidar oposicionistas.
Mugabe advertiu seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) de que não se esforçou suficientemente para vencer no primeiro turno. Foi complacente e agora precisa mudar. Não vê seus próprios erros, como uma economia que já foi um celeiro da África em ruínas, com inflação de 165.000% ao ano.
Há fortes razões para temer que será uma campanha violenta.
sábado, 10 de maio de 2008
Oposição disputa segundo turno no Zimbábue
O candidato do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, anunciou hoje em Pretória, capital da África do Sul, que aceita disputar um segundo turno contra o presidente Robert Mugabe.
Tsvangirai teria vencido a eleição presidencial de 29 de março no Zimbábue, fraudada pelo governo.
Tsvangirai teria vencido a eleição presidencial de 29 de março no Zimbábue, fraudada pelo governo.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Zimbábue anuncia segundo turno oficialmente
Mais de um mês depois, a Comissão Eleitoral do Zimbábue divulgou hoje o resultado oficial da eleição presidencial de 29 de março de 2008, anunciado que haverá necessidade de um segundo turno.
Pelo resultado oficial, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), teve 47,9% dos votos, vencendo o presidente Robert Mugabe, da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), que teria recebido 43,2%, sem maioria absoluta. O problema é que todo o mundo suspeita ser fraudulento por causa da demora em sua divulgação.
Agora, o MDC, que proclamou a vitória de Tsvangirai, com o aval dos Estados Unidos e do Reino Unido, deve decidir se disputa o segundo turno, daqui a três semanas.
A previsão é de uma campanha eleitoral sangrenta. Mugabe e seus generais deram um golpe. Ficaram semanas com as urnas decidindo o que fazer. Há denúncias de violência, tortura e morte no campo e em bairros populares onde a oposição venceu.
O segundo turno, se houver, será uma batalha sangrenta.
Pelo resultado oficial, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), teve 47,9% dos votos, vencendo o presidente Robert Mugabe, da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), que teria recebido 43,2%, sem maioria absoluta. O problema é que todo o mundo suspeita ser fraudulento por causa da demora em sua divulgação.
Agora, o MDC, que proclamou a vitória de Tsvangirai, com o aval dos Estados Unidos e do Reino Unido, deve decidir se disputa o segundo turno, daqui a três semanas.
A previsão é de uma campanha eleitoral sangrenta. Mugabe e seus generais deram um golpe. Ficaram semanas com as urnas decidindo o que fazer. Há denúncias de violência, tortura e morte no campo e em bairros populares onde a oposição venceu.
O segundo turno, se houver, será uma batalha sangrenta.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
ZANU-PF fala em segundo turno no Zimbábue
Um dirigente da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), o partido do governo, anunciou hoje que haverá segundo turno da eleição presidencial de 29 de março.
O resultado oficial não saiu até hoje. Mas o dirigente do partido governista afirma que o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), obteve 47% dos votos contra 43% para o presidente Robert Mugabe.
A oposição garante que obteve maioria absoluta no primeiro turno, não havendo necessidade de uma segunda votação. Os Estados Unidos acreditam que Tsvangirai venceu.
O resultado oficial não saiu até hoje. Mas o dirigente do partido governista afirma que o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), obteve 47% dos votos contra 43% para o presidente Robert Mugabe.
A oposição garante que obteve maioria absoluta no primeiro turno, não havendo necessidade de uma segunda votação. Os Estados Unidos acreditam que Tsvangirai venceu.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Polícia do Zimbábue prende oposicionistas
A polícia do Zimbábue prendeu hoje dezenas de oposicionistas e funcionários da Comissão Eleitoral, como parte da manobra do presidente Robert Mugabe para anular a eleição presidencial de 29 de março, onde ao que tudo indica foi derrotado pelo sindicalista Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês).
Até hoje, não saiu o resultado oficial. Há uma recontagem parcial dos votos das eleições legislativas, mas aí tampouco há novidade.
Diante da derrota, o presidente teria iniciado uma negociação com o MDC para transferir o poder num governo de união nacional, com alguns ministros da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês). Este partido governa o país desde a derrota do regime supremacista branco de Ian Smith, em 1980, e a total independência do Império Britânico.
Os generais de Mugabe teriam convencido ou forçado o presidente a dar o golpe e ignorar o resultado das urnas, com medo de processos por corrupção e violações dos direitos humanos.
Em tom agressivo e desafiante, o presidente discursou na inauguração de uma feira internacional advertindo contra as tentativas de "recolonizar o Zimbábue". Esse velho discurso de herói da independência não faz mais sentido 28 anos depois, com 80% de desemprego e uma inflação de 165.000% ao ano que destrui a economia de um país antes conhecido como o celeiro da África.
É mais uma tragédia africana anunciada.
Até hoje, não saiu o resultado oficial. Há uma recontagem parcial dos votos das eleições legislativas, mas aí tampouco há novidade.
Diante da derrota, o presidente teria iniciado uma negociação com o MDC para transferir o poder num governo de união nacional, com alguns ministros da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês). Este partido governa o país desde a derrota do regime supremacista branco de Ian Smith, em 1980, e a total independência do Império Britânico.
Os generais de Mugabe teriam convencido ou forçado o presidente a dar o golpe e ignorar o resultado das urnas, com medo de processos por corrupção e violações dos direitos humanos.
Em tom agressivo e desafiante, o presidente discursou na inauguração de uma feira internacional advertindo contra as tentativas de "recolonizar o Zimbábue". Esse velho discurso de herói da independência não faz mais sentido 28 anos depois, com 80% de desemprego e uma inflação de 165.000% ao ano que destrui a economia de um país antes conhecido como o celeiro da África.
É mais uma tragédia africana anunciada.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
ZANU-PF chegou a negociar transição com MDC
A União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), partido do presidente Robert Mugabe, chegou a negociar uma transição com o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), afirmou ontem o suposto vencedor da eleição presidencial de 29 de março, Morgan Tsvangirai. Seus resultados não foram divulgados até hoje.
Os chefes da ZANU-PF queriam negociar a impunidade e a continuidade do regime num "governo de união nacional", revelou Tsvangirai. Agora, ele se recusa a disputar um segundo turno.
Os chefes da ZANU-PF queriam negociar a impunidade e a continuidade do regime num "governo de união nacional", revelou Tsvangirai. Agora, ele se recusa a disputar um segundo turno.
sábado, 5 de abril de 2008
Oposição acusa Mugabe de preparar guerra
O candidato da oposição à Presidência do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, acusou neste sábado, 5 de abril de 2008, o presidente Robert Mugabe de preparar uma guerra contra o povo para ficar no poder.
Uma semana depois das eleições, o resultado da votação para presidente ainda não foi divulgado oficialmente, alimentando suspeitas de fraude e conspiração. Ontem, logo após uma reunião de sua cúpula, o partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) anunciou que Mugabe vai disputar o segundo turno.
"Ganhamos a eleição sem necessidade de segundo turno", declarou Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC). "No segundo turno, a violência será a arma para impedir a vitória do povo. A ZANU-PF está preparando uma guerra contra o povo, como vimos em 2000."
Hoje, foram divulgados os resultados oficiais das eleições para o Senado. O governo e a oposição elegeram 30 senadores cada. A maioria depende de quem for o próximo presidente, que indica, junto com líderes tribais, os outros 33 senadores.
Uma semana depois das eleições, o resultado da votação para presidente ainda não foi divulgado oficialmente, alimentando suspeitas de fraude e conspiração. Ontem, logo após uma reunião de sua cúpula, o partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) anunciou que Mugabe vai disputar o segundo turno.
"Ganhamos a eleição sem necessidade de segundo turno", declarou Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC). "No segundo turno, a violência será a arma para impedir a vitória do povo. A ZANU-PF está preparando uma guerra contra o povo, como vimos em 2000."
Hoje, foram divulgados os resultados oficiais das eleições para o Senado. O governo e a oposição elegeram 30 senadores cada. A maioria depende de quem for o próximo presidente, que indica, junto com líderes tribais, os outros 33 senadores.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Partido afirma que Mugabe ganha segundo turno
Depois de cinco dias de mistério, os resultados oficiais da eleição presidencial de sábado no Zimbábue devem ser anunciados nesta sexta-feira. Dirigentes da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês) afirmam que o presidente Robert Mugabe está pronto para disputar o segundo turno e obter uma grande vitória.
"Presumo que não haverá um vencedor e que a eleição irá para um segundo turno onde vencerá quem tiver maioria simples", declarou o vice-ministro da Informação e Publicidade, Bright Matonga. "Sob a perspectiva do ZANU-PF, estamos prontos, estamos confiantes que o presidente Mugabe vai ganhar desta vez".
Nos últimos dias, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tavangirai, declarando que ele obteve mais de 50% dos votos válidos, o que evitaria um segundo turno.
Para os observadores, é evidente que o governo foi surpreendido com a apuração e precisou de alguns dias para redefinir sua estratégia.
Com a inflação em mais de 100.000% ao ano e o desemprego em 80%, o antigo celeiro da África tem hoje uma economia arrasada. Isso explica a derrota que o governo se nega a reconhecer.
Toda a cúpula do ZANU-PF é cúmplice da corrupção generalizada e dos abusos de poder que caracterizaram o governo Mugabe nos últimos dez anos.
Para acalmar seus generais, ele envolveu o Zimbábue na guerra civil na República Democrática do Congo, com o único objetivo de acalmá-los via distribuição do butim de guerra.
Esses oficiais temem que um governo de oposição revele suas falcatruas. Devem fazer de tudo para não entregar o poder à oposição.
O Zimbábue está à beira da guerra civil. Nesta quinta-feira, a polícia revistou um hotel de Harare, prendendo quatro jornalistas estrangeiros sob a alegação de que não tinham visto de trabalho. O quarto onde estava hospedado o secretário-geral do MDC também foi alvo da operação policial.
Vários dirigentes da oposição teriam desaparecido temendo represálias do governo. Eles são acusados de tentativa de golpe por se declararem vencedores das eleições.
"Presumo que não haverá um vencedor e que a eleição irá para um segundo turno onde vencerá quem tiver maioria simples", declarou o vice-ministro da Informação e Publicidade, Bright Matonga. "Sob a perspectiva do ZANU-PF, estamos prontos, estamos confiantes que o presidente Mugabe vai ganhar desta vez".
Nos últimos dias, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tavangirai, declarando que ele obteve mais de 50% dos votos válidos, o que evitaria um segundo turno.
Para os observadores, é evidente que o governo foi surpreendido com a apuração e precisou de alguns dias para redefinir sua estratégia.
Com a inflação em mais de 100.000% ao ano e o desemprego em 80%, o antigo celeiro da África tem hoje uma economia arrasada. Isso explica a derrota que o governo se nega a reconhecer.
Toda a cúpula do ZANU-PF é cúmplice da corrupção generalizada e dos abusos de poder que caracterizaram o governo Mugabe nos últimos dez anos.
Para acalmar seus generais, ele envolveu o Zimbábue na guerra civil na República Democrática do Congo, com o único objetivo de acalmá-los via distribuição do butim de guerra.
Esses oficiais temem que um governo de oposição revele suas falcatruas. Devem fazer de tudo para não entregar o poder à oposição.
O Zimbábue está à beira da guerra civil. Nesta quinta-feira, a polícia revistou um hotel de Harare, prendendo quatro jornalistas estrangeiros sob a alegação de que não tinham visto de trabalho. O quarto onde estava hospedado o secretário-geral do MDC também foi alvo da operação policial.
Vários dirigentes da oposição teriam desaparecido temendo represálias do governo. Eles são acusados de tentativa de golpe por se declararem vencedores das eleições.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Governo perde eleição parlamentar no Zimbábue
O partido do governo do Zimbábue perdeu a maioria no parlamento pela primeira vez desde a independência do país, há 28 anos. Mas o resultado da eleição presidencial ainda é um mistério.
A Comissão Eleitoral só divulgou até agora os resultados das eleições legislativas. As oposições elegeram 109 deputados e a governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular conquistou apenas 97 das 210 cadeiras.
Enquanto os jornais governistas indicam que haveria segundo turno na eleição presidencial, dentro de três semanas.
Nesta quarta-feira, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tsvangirai, dizendo que ele obteve maioria absoluta, não havendo necessidade de realizar um segundo turno.
Na África do Sul, o arcebispo Desmond Tutu elogiou o passado do presidente Robert Mugabe, herói da independência do Zimbábue, e desejou uma transição pacífica.
Há três possibilidades: segundo turno, a renúncia de Mugabe ou a entrega do poder para a oposição, que enfrentaria resistência de oficiais das Forças Armadas envolvidos em corrupção.
A Comissão Eleitoral só divulgou até agora os resultados das eleições legislativas. As oposições elegeram 109 deputados e a governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular conquistou apenas 97 das 210 cadeiras.
Enquanto os jornais governistas indicam que haveria segundo turno na eleição presidencial, dentro de três semanas.
Nesta quarta-feira, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tsvangirai, dizendo que ele obteve maioria absoluta, não havendo necessidade de realizar um segundo turno.
Na África do Sul, o arcebispo Desmond Tutu elogiou o passado do presidente Robert Mugabe, herói da independência do Zimbábue, e desejou uma transição pacífica.
Há três possibilidades: segundo turno, a renúncia de Mugabe ou a entrega do poder para a oposição, que enfrentaria resistência de oficiais das Forças Armadas envolvidos em corrupção.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Governo segura resultado da eleição no Zimbábue
Mais de 60 horas do fim da votação, a Comissão Eleitoral do Zimbábue ainda não divulgou o resultado oficial da eleição presidencial de sábado. Desde domingo, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclama-se vencedor. Seu candidato, Morgan Tsvangirai, teria obtido 60% dos votos válidos.
Uma rede de observadores independentes estimou a votação de Tsvangirai em 49,8%, contra 42% para Mugabe, o que forçaria a realização de um segundo turno dentro de três semanas.
Até agora, só foram divulgados resultados oficiais parciais das eleições legislativas, com uma ligeira vantagem do MDC sobre a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), partido do presidente Robert Mugabe.
"Há vários rumores no ar", comentou um porta-voz do MDC, "inclusive de que a Comissão Eleitoral vai anunciar a vitória de Mugabe com 52%".
Com o aumento da tensão, a tropa de choque ocupou duas favelas de Harare onde a oposição é maioria.
Uma rede de observadores independentes estimou a votação de Tsvangirai em 49,8%, contra 42% para Mugabe, o que forçaria a realização de um segundo turno dentro de três semanas.
Até agora, só foram divulgados resultados oficiais parciais das eleições legislativas, com uma ligeira vantagem do MDC sobre a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), partido do presidente Robert Mugabe.
"Há vários rumores no ar", comentou um porta-voz do MDC, "inclusive de que a Comissão Eleitoral vai anunciar a vitória de Mugabe com 52%".
Com o aumento da tensão, a tropa de choque ocupou duas favelas de Harare onde a oposição é maioria.
sábado, 29 de março de 2008
Mugabe: "Oposição jamais ganhará no Zimbábue"
O ditador Robert Mugabe, de 84 anos, no poder desde 1980, votou neste sábado advertindo que "a oposição jamais ganhará as eleições no Zimbábue. É melhor que aceite logo a derrota".
Com medo da onda de violência que assolou o Quênia no início do ano, depois da fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro, Mugabe colocou as Forças Armadas de prontidão. Seus comandantes advertiram a oposição, ecoando as palavras do ditador.
No pior estilo ditatorial, alertaram que a violência não será tolerada, como se a grande ameaça não fosse deles mesmo.
Isso não impediu que o candidato do Movimento pela Mudança Democrática, Morgan Tsvangirai, declarasse a "vitória do povo". O terceiro candidato é o ex-ministro das Finanças Simba Makoni.
"Tememos o pior", receia Noel Kututkwa, líder de uma rede de 40 organizações não-governamentais que tentam fiscalizar a lisura das eleições, na ausência de observadores internacionais. "A maioria dos indícios nos tornam pessimistas".
Com medo da onda de violência que assolou o Quênia no início do ano, depois da fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro, Mugabe colocou as Forças Armadas de prontidão. Seus comandantes advertiram a oposição, ecoando as palavras do ditador.
No pior estilo ditatorial, alertaram que a violência não será tolerada, como se a grande ameaça não fosse deles mesmo.
Isso não impediu que o candidato do Movimento pela Mudança Democrática, Morgan Tsvangirai, declarasse a "vitória do povo". O terceiro candidato é o ex-ministro das Finanças Simba Makoni.
"Tememos o pior", receia Noel Kututkwa, líder de uma rede de 40 organizações não-governamentais que tentam fiscalizar a lisura das eleições, na ausência de observadores internacionais. "A maioria dos indícios nos tornam pessimistas".
sexta-feira, 28 de março de 2008
Forças Armadas do Zimbábue entram em alerta
Na véspera das eleições deste sábado, as Forças Armadas do Zimbábue entraram em estado de alerta, temendo que uma vitória do governo provoque grandes manifestações de protesto da oposição, que tem fortes suspeitas de fraude. Há o risco de uma situação semelhante à vivida pelo Quênia no início do ano.
O presidente Robert Mugabe, um herói da independência, que está no poder desde então, em 1980. Nos últimos nove anos, desde o surgimento do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), primeira ameaça real a seu poder, Mugabe age ditatorialmente. Ele acusa a oposição de ser fantoche da minoria branca e agente do imperialismo britânico e americano.
"Nunca mais o Zimbábue será uma colônia", foi o mantra que o ditador repetiu ao longo da campanha, como se esta fosse uma questão real.
Com uma inflação de 150.000% ao ano, a maior do mundo, a economia do país que já foi chamado de "celeiro da África" está em ruínas, com desemprego elevado e desabastecimento. A expectativa de vida caiu para menos de 50 anos tanto para homens como para mulheres.
A oposição está dividida entre duas candidaturas. Morgan Tsvangirai, do MDC, um partido nascido dos sindicatos, e o ex-ministro das Finanças Simba Makoni, um dissidente do partido do governo, prometem se aliar caso haja segundo turno.
Esta divisão favorece a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), no poder desde que os rebeldes liderados por Mugabe derrotaram o regime de supremacia branca liderado por Ian Smith.
O presidente Robert Mugabe, um herói da independência, que está no poder desde então, em 1980. Nos últimos nove anos, desde o surgimento do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), primeira ameaça real a seu poder, Mugabe age ditatorialmente. Ele acusa a oposição de ser fantoche da minoria branca e agente do imperialismo britânico e americano.
"Nunca mais o Zimbábue será uma colônia", foi o mantra que o ditador repetiu ao longo da campanha, como se esta fosse uma questão real.
Com uma inflação de 150.000% ao ano, a maior do mundo, a economia do país que já foi chamado de "celeiro da África" está em ruínas, com desemprego elevado e desabastecimento. A expectativa de vida caiu para menos de 50 anos tanto para homens como para mulheres.
A oposição está dividida entre duas candidaturas. Morgan Tsvangirai, do MDC, um partido nascido dos sindicatos, e o ex-ministro das Finanças Simba Makoni, um dissidente do partido do governo, prometem se aliar caso haja segundo turno.
Esta divisão favorece a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), no poder desde que os rebeldes liderados por Mugabe derrotaram o regime de supremacia branca liderado por Ian Smith.
Assinar:
Postagens (Atom)