O Exército do Zimbábue, no Sul da África, ocupou hoje a televisão estatal e mantém o ditador Robert Mugabe, de 93 anos, que estava no poder desde 1980, sob prisão domiciliar, informou o jornal britânico The Guardian. Na semana passada, Mugabe destituiu o vice-presidente Emmerson Mnangagwa, abrindo caminho para ser substituído por sua mulher, Grace Mugabe, 41 anos mais jovem do que ele.
Em pronunciamento na TV, os militares afirmaram que não se trata de um golpe de Estado. Eles estariam apenas afastando "criminosos" que cercam o presidente e seriam responsáveis pela manobra. Grace Mugabe teria fugido do país. A primeira-dama, conhecida como Gucci Grace por seu consumo de marcas de luxo, estaria na Namíbia.
Pelo telefone, o ditador falou com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Mugabe disse que está bem, mas não pode sair de casa.
Herói da independência, conquistada em 1980, com o fim do governo supremacista branco da antiga Rodésia do Sul, Mugabe derrotou os outros líderes da independência para se tornar chefe supremo de um país que chegou a ser conhecido como o "celeiro da África".
A oposição só teve força para desafiar o governo nas urnas no fim do século passado. Mugabe acusou os Estados Unidos e o Reino Unido, a antiga potência colonial, e lançou um movimento para tomar as terras dos brancos, causando uma profunda crise econômica, com queda de um terço no produto interno bruto, o que levou o Zimbábue à hiperinflação de 500 bilhões por cento ao ano.
Sob pressão das potências ocidentais, Mugabe recorreu à China, que vem fortalecendo seus laços com a África para garantir o suprimento de matérias-primas. O golpe veio depois de uma visita do comandante das Forças Armadas, general Constantino Chiwenga, a Beijim na semana passada.
Chiwenga foi para a China em 5 de novembro. Seu alerta era que um dos expurgo nas Forças Armadas liderado pela facção G40 da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), liderada por Grace Mugabe, prejudicaria os interesses chineses no país. O presidente acusou o vice de acirrar a divisão do partido do governo e Grace Mugage o chamou de "golpista" e "covarde".
Mugabe aproveitou a ocasião a viagem do general à China para derrubar Mnangagwa por carta, em 6 de novembro. O ministro da Informação, Simon Khaya Moyo, acusou o vice-presidente de "deslealdade, desrespeito e inconfiabilidade".
Em 7 de novembro, Mugabe demitiu três aliados do vice-presidente afastado: os ministros da Segurança Cibernética, Patrick Chinamasa; do Meio Ambiente, Oppah Muchinguri; e o chefe da Casa Civil, Chris Mushohwe. Com a ajuda do filho, Mnangagwa cruzou a fronteira com Moçambique e de lá foi para a África do Sul.
Do exterior, em 8 de novembro, o ex-vice-presidente fez pesadas críticas a Mugabe e seu grupo, acusando-o pela crise econômica e de tratar o partido e o país como propriedades de sua família.
O aeroporto internacional de Harare foi rebatizado como Aeroporto Robert Mugabe em 9 de novembro. Vai passar por obras de ampliação e modernização no valor de US$ 153 milhões financiados pelo Banco de Exportações e Importações da China. No mesmo dia, o ministro das Finanças, Ignatius Chombo, estimou o déficit orçamentário para este ano em US$ 1,82 bilhão, 11,2% do produto interno bruto.
O general Chiwenga voltou no domingo, dia 12, da China via África do Sul, outro aliado importante a ser avisado da conspiração golpista. Quando soube que o chefe de polícia, Augustine Chinuri, tinha ordens para prendê-lo, preparou uma recepção com muitos soldados e resistiu às pressões de Mugabe para deixar o comando das Forças Armadas.
Em 13 de novembro, o general convocou uma entrevista coletiva em que responsabilizou o faccionalismo dentro do partido nos últimos cinco anos pela crise econômica. Chiwenga atribuiu os problemas do Zimbábue a "elementos que não participaram como nós da guerra da libertação", referindo-se ao grupo de Grace Mugabe, e pediu o fim do expurgo dos "veteranos de guerra".
A declaração de Chiwenga foi divulgada na versão digital do jornal The Herald, mas logo a notícia foi retirada e não saiu na edição impressa no dia 14.
O presidente do setor jovem do ZANU-PF, Kudzanai Chipanga, entrou em cena no dia 14 denunciando os militares pelos "15 bilhões desaparecidos", a renda do comércio de diamantes. Chipanga prometeu defender a revolução. Seu discurso foi transmitido pela mídia oficial.
Enquanto o ministro da Informação declarava que "o governo quer reafirmar a primazia da política sobre as armas", os militares se mobilizavam sob a chefia de Chiwenga para tomar o poder. No telejornal das oito da noite, a televisão estatal Zimbabwe Broadcasting Corporation (ZBC) não divulgou a mensagem do comandante das Forças Armadas. Os militares ocuparam a emissora. O noticiário das 23h não foi ao ar.
Às duas da madrugada de 15 de novembro, houve tiros e explosões em Harare, confundidos com os trovões de uma forte tempestade tropical. Os militares cercavam o palácio presidencial. Às quatro da madrugada, o general Sibusiso Moyo leu uma declaração na TV dizendo que o ditador e a família estavam em segurança.
"Estamos alvejando apenas os criminosos ao redor dele que estão cometendo crimes e causando sofrimento econômico e social ao país", disse a nota do comando das Forças Armadas. "Pedimos a vocês que permaneçam em calma e evitem movimentações desncessárias."
Os militares prometeram proteger os funcionários públicos de expurgos que o governo estaria planejando e insistiu que não estavam dando um golpe. Isso obrigaria a União Africana a adotar sanções contra o Zimbábue.
"O que as Forças Armadas estão fazendo a pacificar uma situação econômica, política e social degenerada em nosso país que, se não resolvida, pode resultar num conflito violento", acrescentou o pronunciamento, advertindo "as outras forças de segurança" a aderir ao golpe.
ÀS 5h30 (1h30 em Brasília), tanques e soldados em uniforme de combate bloqueavam os acessos ao centro financeiro de Harare. A chuva parou. Uma forte neblina caiu sobre a cidade. As entradas e saídas, o aeroporto da capital, o jornal The Herald e a TV ZBC estavam sob controle militar.
Durante toda a manhã, a ZBC repetiu as declarações do comandante das Forças Armadas e o pronunciamento do porta-voz do golpe, entremeados por clipes de músicas da luta pela libertação.
Na prática, o golpe desnuda a luta pela poder dentro do partido do governo (ZANU-PF), na sucessão do envelhecido, corrupto e decadente pai da pátria. A oposição, liderada pelo Movimento pela Mudança Democrática (MDC), exige o "retorno à democracia".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
sábado, 7 de março de 2009
Tsvangirai acredita ter sido alvo de atentado
O primeiro-ministro e ex-líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, está convencido de que o acidente em que um caminhão bateu de frente em seu carro, matando sua mulher, foi uma tentativa de assassiná-lo.
Tsvangirai deixou o hospital neste sábado. Ontem, ele recebeu a visita do presidente Robert Mugabe, que governa o país desde a independência, em 1980.
Diplomatas estrangeiros e o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) têm fortes suspeitas de que o caminhão bateu deliberadamente no carro particular do primeiro-ministro, que não viajava com escolta.
Susan e Morgan Tsvangirai eram casados há 31. Ela deixa seis filhos do casal.
Tsvangirai deixou o hospital neste sábado. Ontem, ele recebeu a visita do presidente Robert Mugabe, que governa o país desde a independência, em 1980.
Diplomatas estrangeiros e o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) têm fortes suspeitas de que o caminhão bateu deliberadamente no carro particular do primeiro-ministro, que não viajava com escolta.
Susan e Morgan Tsvangirai eram casados há 31. Ela deixa seis filhos do casal.
domingo, 29 de junho de 2008
Mugabe é reempossado após fraude eleitoral
O ditador Robert Mugabe foi reempossado hoje para um sexto mandato como presidente do Zimbábue, desta vez para um mandato de cinco anos, apesar da denúncia dos observadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral terem denunciado que o segundo turno da eleição presidencial, realizado na sexta-feira, foi marcado por irregularidades, fraude e intimidação de eleitores. Neste contexto, concluíram, "não foi possível realizar eleições livres e limpas".
No discurso de posse, Mugabe acenou com a possibilidade de diálogo com a oposição, mas ninguém acredita nisso depois do clima de guerra civil que o país vive desde o primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 29 de março e vencido pelo candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai. Depois de morte de 86 militantes do seu Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), Tsvangirai abandonou a disputa e se refugiou na Embaixada da Holanda em Harare.
Mugabe segue ainda hoje para a reunião de cúpula da União Africana no Egito, onde será pressionado a dialogar com a oposição e a formar um governo de união nacional.
Os Estados Unidos e a Europa não reconhecem o novo governo e querem aprovar novas sanções internacionais contra a elite dirigente zimbabuana.
No discurso de posse, Mugabe acenou com a possibilidade de diálogo com a oposição, mas ninguém acredita nisso depois do clima de guerra civil que o país vive desde o primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 29 de março e vencido pelo candidato oposicionista, Morgan Tsvangirai. Depois de morte de 86 militantes do seu Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês), Tsvangirai abandonou a disputa e se refugiou na Embaixada da Holanda em Harare.
Mugabe segue ainda hoje para a reunião de cúpula da União Africana no Egito, onde será pressionado a dialogar com a oposição e a formar um governo de união nacional.
Os Estados Unidos e a Europa não reconhecem o novo governo e querem aprovar novas sanções internacionais contra a elite dirigente zimbabuana.
sábado, 21 de junho de 2008
Justiça do Zimbábue autoriza ato da oposição
Um juiz do Supremo Tribunal do Zimbábue rejeitou uma decisão da polícia e autorizou o principal partido de oposição a realizar um comício neste domingo. A polícia alegara riscos para a segurança.
O diretor de comunicação do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) elogiou a decisão, mas lembrou que as milícias leais ao presidente Robert Mugabe impediram comícios anteriores sem que a polícia protegesse o direito de manifestação pública pacífica.
"Eles ficam dizendo que seus ativistas estão sendo espancados pelos nossos soldados. Dizem isso para depois dizer que as eleições não foram livres e limpas, o que é uma grande mentira", declarou Mugabe num comício em Bulawayo, a segunda maior cidade do país.
A eleição presidencial zimbabueana será decidida no segundo turno no próximo sábado. Concorrem o presidente Mugabe e Morgan Tsvangirai, do MDC, que afirma ter obtido maioria absoluta no primeiro turno.
Diante da violência governista, o MDC chegou a examinar a possibilidade de desistir para não validar o circo montado por Mugabe e a junta militar que estaria governando de fato o Zimbábue, sob o comando do chefe das Forças Armadas, general Chiwenga.
O diretor de comunicação do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) elogiou a decisão, mas lembrou que as milícias leais ao presidente Robert Mugabe impediram comícios anteriores sem que a polícia protegesse o direito de manifestação pública pacífica.
"Eles ficam dizendo que seus ativistas estão sendo espancados pelos nossos soldados. Dizem isso para depois dizer que as eleições não foram livres e limpas, o que é uma grande mentira", declarou Mugabe num comício em Bulawayo, a segunda maior cidade do país.
A eleição presidencial zimbabueana será decidida no segundo turno no próximo sábado. Concorrem o presidente Mugabe e Morgan Tsvangirai, do MDC, que afirma ter obtido maioria absoluta no primeiro turno.
Diante da violência governista, o MDC chegou a examinar a possibilidade de desistir para não validar o circo montado por Mugabe e a junta militar que estaria governando de fato o Zimbábue, sob o comando do chefe das Forças Armadas, general Chiwenga.
sábado, 14 de junho de 2008
Mugabe diz que MDC jamais governará o Zimbábue

Em mais uma declaração de guerra à oposição, diante do general Constantine Chiwenga (foto), comandante das Forças Armadas e novo homem-forte do Zimbábue, o presidente Robert Mugabe declarou hoje que o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) jamais governará o país, acrescentando que está disposto a lutar por isso enquanto estiver vivo.
Mugabe chamou a oposição de "aqueles fantoches", acusando-os de serem representantes da minoria branca a serviço dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Como bom ditador, acena com o inimigo externo para massacrar o inimigo interno, no caso, a maioria da população, que rejeita seu governo, responsável pelo desemprego de 70% e a maior inflação hoje no mundo, de 150.000% ao ano..
terça-feira, 10 de junho de 2008
Tsvangirai denuncia golpe militar no Zimbábue

O principal candidato da oposição, o ex-líder sindical Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), denunciou hoje um golpe palaciano no Zimbábue para manter o presidente Robert Mugabe no poder.
Depois da derrota do governo no primeiro turno da eleição presidencial, em 29 de março, o país estaria sendo governado por uma junta militar dominada de fato pelo comandante das Forças Armadas, general Constantin Chiwenga (foto), como disse este blogue, com base em reportagem do jornal inglês The Independent.
Tsvangirai rejeitou uma proposta do ex-ministro Simba Makoni, terceiro colocado na eleição, para cancelar o segundo turno, marcado para 27 de junho, por causa da violência política, e formar um governo da união nacional. O MDC acusou o governo pelas mortes de 66 militantes do partido.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Zimbábue marca segundo turno para 27 de junho
O governo do Zimbábue marcou para 27 de junho o segundo turno da eleição presidencial e finalmente o presidente Robert Mugabe reconheceu a derrota no primeiro turno, em 29 de março.
A oposição, que declarou vitória e acusa o governo de ter fraudado o resultado do primeiro turno, confirmou hoje que vai disputar o segundo turno.
Em visita ao Reino Unido, Morgan Tsvangirai, candidato do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), declarou que voltará ao Zimbábue para disputar o segundo turno, apesar das ameaças. Ele fez um apelo à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral para que enviei monitores para fiscalizar a campanha e evitar a violência de partidários do governo para intimidar oposicionistas.
Mugabe advertiu seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) de que não se esforçou suficientemente para vencer no primeiro turno. Foi complacente e agora precisa mudar. Não vê seus próprios erros, como uma economia que já foi um celeiro da África em ruínas, com inflação de 165.000% ao ano.
Há fortes razões para temer que será uma campanha violenta.
A oposição, que declarou vitória e acusa o governo de ter fraudado o resultado do primeiro turno, confirmou hoje que vai disputar o segundo turno.
Em visita ao Reino Unido, Morgan Tsvangirai, candidato do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), declarou que voltará ao Zimbábue para disputar o segundo turno, apesar das ameaças. Ele fez um apelo à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral para que enviei monitores para fiscalizar a campanha e evitar a violência de partidários do governo para intimidar oposicionistas.
Mugabe advertiu seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) de que não se esforçou suficientemente para vencer no primeiro turno. Foi complacente e agora precisa mudar. Não vê seus próprios erros, como uma economia que já foi um celeiro da África em ruínas, com inflação de 165.000% ao ano.
Há fortes razões para temer que será uma campanha violenta.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Zimbábue anuncia segundo turno oficialmente
Mais de um mês depois, a Comissão Eleitoral do Zimbábue divulgou hoje o resultado oficial da eleição presidencial de 29 de março de 2008, anunciado que haverá necessidade de um segundo turno.
Pelo resultado oficial, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), teve 47,9% dos votos, vencendo o presidente Robert Mugabe, da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), que teria recebido 43,2%, sem maioria absoluta. O problema é que todo o mundo suspeita ser fraudulento por causa da demora em sua divulgação.
Agora, o MDC, que proclamou a vitória de Tsvangirai, com o aval dos Estados Unidos e do Reino Unido, deve decidir se disputa o segundo turno, daqui a três semanas.
A previsão é de uma campanha eleitoral sangrenta. Mugabe e seus generais deram um golpe. Ficaram semanas com as urnas decidindo o que fazer. Há denúncias de violência, tortura e morte no campo e em bairros populares onde a oposição venceu.
O segundo turno, se houver, será uma batalha sangrenta.
Pelo resultado oficial, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), teve 47,9% dos votos, vencendo o presidente Robert Mugabe, da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), que teria recebido 43,2%, sem maioria absoluta. O problema é que todo o mundo suspeita ser fraudulento por causa da demora em sua divulgação.
Agora, o MDC, que proclamou a vitória de Tsvangirai, com o aval dos Estados Unidos e do Reino Unido, deve decidir se disputa o segundo turno, daqui a três semanas.
A previsão é de uma campanha eleitoral sangrenta. Mugabe e seus generais deram um golpe. Ficaram semanas com as urnas decidindo o que fazer. Há denúncias de violência, tortura e morte no campo e em bairros populares onde a oposição venceu.
O segundo turno, se houver, será uma batalha sangrenta.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
ZANU-PF fala em segundo turno no Zimbábue
Um dirigente da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), o partido do governo, anunciou hoje que haverá segundo turno da eleição presidencial de 29 de março.
O resultado oficial não saiu até hoje. Mas o dirigente do partido governista afirma que o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), obteve 47% dos votos contra 43% para o presidente Robert Mugabe.
A oposição garante que obteve maioria absoluta no primeiro turno, não havendo necessidade de uma segunda votação. Os Estados Unidos acreditam que Tsvangirai venceu.
O resultado oficial não saiu até hoje. Mas o dirigente do partido governista afirma que o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), obteve 47% dos votos contra 43% para o presidente Robert Mugabe.
A oposição garante que obteve maioria absoluta no primeiro turno, não havendo necessidade de uma segunda votação. Os Estados Unidos acreditam que Tsvangirai venceu.
domingo, 27 de abril de 2008
Oposição não perde na recontagem no Zimbábue
A recontagem dos votos em 23 distritos não mudou o resultado das eleições legislativas de 29 de março no Zimbábue. Espera-se agora que a Comissão Eleitoral diga algo durante a semana sobre a eleição presidencial.
Houve mais de 300 casos de feridos por violência política. O Movimento pela Mudança Democrática (MDC), que aparentemente venceu a eleição presidencial, denuncia pelo menos 10 mortes.
Houve mais de 300 casos de feridos por violência política. O Movimento pela Mudança Democrática (MDC), que aparentemente venceu a eleição presidencial, denuncia pelo menos 10 mortes.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Polícia do Zimbábue prende oposicionistas
A polícia do Zimbábue prendeu hoje dezenas de oposicionistas e funcionários da Comissão Eleitoral, como parte da manobra do presidente Robert Mugabe para anular a eleição presidencial de 29 de março, onde ao que tudo indica foi derrotado pelo sindicalista Morgan Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês).
Até hoje, não saiu o resultado oficial. Há uma recontagem parcial dos votos das eleições legislativas, mas aí tampouco há novidade.
Diante da derrota, o presidente teria iniciado uma negociação com o MDC para transferir o poder num governo de união nacional, com alguns ministros da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês). Este partido governa o país desde a derrota do regime supremacista branco de Ian Smith, em 1980, e a total independência do Império Britânico.
Os generais de Mugabe teriam convencido ou forçado o presidente a dar o golpe e ignorar o resultado das urnas, com medo de processos por corrupção e violações dos direitos humanos.
Em tom agressivo e desafiante, o presidente discursou na inauguração de uma feira internacional advertindo contra as tentativas de "recolonizar o Zimbábue". Esse velho discurso de herói da independência não faz mais sentido 28 anos depois, com 80% de desemprego e uma inflação de 165.000% ao ano que destrui a economia de um país antes conhecido como o celeiro da África.
É mais uma tragédia africana anunciada.
Até hoje, não saiu o resultado oficial. Há uma recontagem parcial dos votos das eleições legislativas, mas aí tampouco há novidade.
Diante da derrota, o presidente teria iniciado uma negociação com o MDC para transferir o poder num governo de união nacional, com alguns ministros da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês). Este partido governa o país desde a derrota do regime supremacista branco de Ian Smith, em 1980, e a total independência do Império Britânico.
Os generais de Mugabe teriam convencido ou forçado o presidente a dar o golpe e ignorar o resultado das urnas, com medo de processos por corrupção e violações dos direitos humanos.
Em tom agressivo e desafiante, o presidente discursou na inauguração de uma feira internacional advertindo contra as tentativas de "recolonizar o Zimbábue". Esse velho discurso de herói da independência não faz mais sentido 28 anos depois, com 80% de desemprego e uma inflação de 165.000% ao ano que destrui a economia de um país antes conhecido como o celeiro da África.
É mais uma tragédia africana anunciada.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
ZANU-PF chegou a negociar transição com MDC
A União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), partido do presidente Robert Mugabe, chegou a negociar uma transição com o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), afirmou ontem o suposto vencedor da eleição presidencial de 29 de março, Morgan Tsvangirai. Seus resultados não foram divulgados até hoje.
Os chefes da ZANU-PF queriam negociar a impunidade e a continuidade do regime num "governo de união nacional", revelou Tsvangirai. Agora, ele se recusa a disputar um segundo turno.
Os chefes da ZANU-PF queriam negociar a impunidade e a continuidade do regime num "governo de união nacional", revelou Tsvangirai. Agora, ele se recusa a disputar um segundo turno.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Oposição teme banho de sangue no Zimbábue
O Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês) fez um apelo hoje à União Africana e à África do Sul para que intervenham para evitar um banho de sangue no Zimbábue.
Dez dias depois da eleição presidencial, a Comissão Eleitoral do ainda não divulgou resultados oficiais, apesar do recurso da oposição ao Supremo Tribunal. O MDC acusa o presidente Robert Mugabe de rearmar as milícias que aterrorizaram o país durante as campanhas para o plebiscito constitucional de 2000 e as eleições de 2002.
Nos jornais oficiais, o governo acusa a oposição de querer devolver as terras aos fazendeiros brancos, expropriadas por aliados de Mugabe numa onda de violência no início da década, quando os chamados "veteranos de guerra", que não tem idade para terem lutado pela independência do Zimbábue, conquistada em 1980, passaram a invadir propriedades da maiora branca. A maior parte destas fazendas foi comprada legalmente após a independência.
Como os resultados oficiais não saem e alguns funcionários eleitorais foram presos sob acusação de roubar votos do presidente, a oposição suspeita de uma fraude maciça para manter Mugabe no poder.
Dez dias depois da eleição presidencial, a Comissão Eleitoral do ainda não divulgou resultados oficiais, apesar do recurso da oposição ao Supremo Tribunal. O MDC acusa o presidente Robert Mugabe de rearmar as milícias que aterrorizaram o país durante as campanhas para o plebiscito constitucional de 2000 e as eleições de 2002.
Nos jornais oficiais, o governo acusa a oposição de querer devolver as terras aos fazendeiros brancos, expropriadas por aliados de Mugabe numa onda de violência no início da década, quando os chamados "veteranos de guerra", que não tem idade para terem lutado pela independência do Zimbábue, conquistada em 1980, passaram a invadir propriedades da maiora branca. A maior parte destas fazendas foi comprada legalmente após a independência.
Como os resultados oficiais não saem e alguns funcionários eleitorais foram presos sob acusação de roubar votos do presidente, a oposição suspeita de uma fraude maciça para manter Mugabe no poder.
domingo, 6 de abril de 2008
Governo agora pede recontagem no Zimbábue
Em mais uma manobra para fraudar o resultado da eleição presidencial de 29 de março, o partido do governo do Zimbábue pede agora uma recontagem dos votos.
O vice-ministro da Informação e Propaganda, Bright Matonga, já anunciou recursos para nova apuração em 16 distritos, numa armação para obter maioria na Câmara dos Deputados, onde o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), de oposição, conquistou 99 cadeiras, contra 93 a governista da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF).
O vice-ministro da Informação e Propaganda, Bright Matonga, já anunciou recursos para nova apuração em 16 distritos, numa armação para obter maioria na Câmara dos Deputados, onde o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), de oposição, conquistou 99 cadeiras, contra 93 a governista da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF).
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Partido afirma que Mugabe ganha segundo turno
Depois de cinco dias de mistério, os resultados oficiais da eleição presidencial de sábado no Zimbábue devem ser anunciados nesta sexta-feira. Dirigentes da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês) afirmam que o presidente Robert Mugabe está pronto para disputar o segundo turno e obter uma grande vitória.
"Presumo que não haverá um vencedor e que a eleição irá para um segundo turno onde vencerá quem tiver maioria simples", declarou o vice-ministro da Informação e Publicidade, Bright Matonga. "Sob a perspectiva do ZANU-PF, estamos prontos, estamos confiantes que o presidente Mugabe vai ganhar desta vez".
Nos últimos dias, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tavangirai, declarando que ele obteve mais de 50% dos votos válidos, o que evitaria um segundo turno.
Para os observadores, é evidente que o governo foi surpreendido com a apuração e precisou de alguns dias para redefinir sua estratégia.
Com a inflação em mais de 100.000% ao ano e o desemprego em 80%, o antigo celeiro da África tem hoje uma economia arrasada. Isso explica a derrota que o governo se nega a reconhecer.
Toda a cúpula do ZANU-PF é cúmplice da corrupção generalizada e dos abusos de poder que caracterizaram o governo Mugabe nos últimos dez anos.
Para acalmar seus generais, ele envolveu o Zimbábue na guerra civil na República Democrática do Congo, com o único objetivo de acalmá-los via distribuição do butim de guerra.
Esses oficiais temem que um governo de oposição revele suas falcatruas. Devem fazer de tudo para não entregar o poder à oposição.
O Zimbábue está à beira da guerra civil. Nesta quinta-feira, a polícia revistou um hotel de Harare, prendendo quatro jornalistas estrangeiros sob a alegação de que não tinham visto de trabalho. O quarto onde estava hospedado o secretário-geral do MDC também foi alvo da operação policial.
Vários dirigentes da oposição teriam desaparecido temendo represálias do governo. Eles são acusados de tentativa de golpe por se declararem vencedores das eleições.
"Presumo que não haverá um vencedor e que a eleição irá para um segundo turno onde vencerá quem tiver maioria simples", declarou o vice-ministro da Informação e Publicidade, Bright Matonga. "Sob a perspectiva do ZANU-PF, estamos prontos, estamos confiantes que o presidente Mugabe vai ganhar desta vez".
Nos últimos dias, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tavangirai, declarando que ele obteve mais de 50% dos votos válidos, o que evitaria um segundo turno.
Para os observadores, é evidente que o governo foi surpreendido com a apuração e precisou de alguns dias para redefinir sua estratégia.
Com a inflação em mais de 100.000% ao ano e o desemprego em 80%, o antigo celeiro da África tem hoje uma economia arrasada. Isso explica a derrota que o governo se nega a reconhecer.
Toda a cúpula do ZANU-PF é cúmplice da corrupção generalizada e dos abusos de poder que caracterizaram o governo Mugabe nos últimos dez anos.
Para acalmar seus generais, ele envolveu o Zimbábue na guerra civil na República Democrática do Congo, com o único objetivo de acalmá-los via distribuição do butim de guerra.
Esses oficiais temem que um governo de oposição revele suas falcatruas. Devem fazer de tudo para não entregar o poder à oposição.
O Zimbábue está à beira da guerra civil. Nesta quinta-feira, a polícia revistou um hotel de Harare, prendendo quatro jornalistas estrangeiros sob a alegação de que não tinham visto de trabalho. O quarto onde estava hospedado o secretário-geral do MDC também foi alvo da operação policial.
Vários dirigentes da oposição teriam desaparecido temendo represálias do governo. Eles são acusados de tentativa de golpe por se declararem vencedores das eleições.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Governo perde eleição parlamentar no Zimbábue
O partido do governo do Zimbábue perdeu a maioria no parlamento pela primeira vez desde a independência do país, há 28 anos. Mas o resultado da eleição presidencial ainda é um mistério.
A Comissão Eleitoral só divulgou até agora os resultados das eleições legislativas. As oposições elegeram 109 deputados e a governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular conquistou apenas 97 das 210 cadeiras.
Enquanto os jornais governistas indicam que haveria segundo turno na eleição presidencial, dentro de três semanas.
Nesta quarta-feira, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tsvangirai, dizendo que ele obteve maioria absoluta, não havendo necessidade de realizar um segundo turno.
Na África do Sul, o arcebispo Desmond Tutu elogiou o passado do presidente Robert Mugabe, herói da independência do Zimbábue, e desejou uma transição pacífica.
Há três possibilidades: segundo turno, a renúncia de Mugabe ou a entrega do poder para a oposição, que enfrentaria resistência de oficiais das Forças Armadas envolvidos em corrupção.
A Comissão Eleitoral só divulgou até agora os resultados das eleições legislativas. As oposições elegeram 109 deputados e a governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular conquistou apenas 97 das 210 cadeiras.
Enquanto os jornais governistas indicam que haveria segundo turno na eleição presidencial, dentro de três semanas.
Nesta quarta-feira, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) proclamou a vitória de seu candidato, o sindicalista Morgan Tsvangirai, dizendo que ele obteve maioria absoluta, não havendo necessidade de realizar um segundo turno.
Na África do Sul, o arcebispo Desmond Tutu elogiou o passado do presidente Robert Mugabe, herói da independência do Zimbábue, e desejou uma transição pacífica.
Há três possibilidades: segundo turno, a renúncia de Mugabe ou a entrega do poder para a oposição, que enfrentaria resistência de oficiais das Forças Armadas envolvidos em corrupção.
domingo, 30 de março de 2008
Governo do Zimbábue adverte oposição
Pouco depois do início da contagem de votos das eleições de ontem no Zimbábue, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), principal partido de oposição, proclamou-se vencedor. Mas o governo, que colocou as Forças Armadas de prontidão, acusou a oposição de golpismo.
"Isso se chama golpe de Estado, e todos nós sabemos como lidar com golpes, advertiu o porta-voz governista George Charamba à imprensa oficial do regime.
O presidente Robert Mugabe, no poder desde a independência, em 1980, tenta o sexto mandato consecutivo. Desde a criação do MDC, em 1999, seu governo se tornou cada vez mais ditatorial, promovendo a invasão de terras, o confisco de propriedades e a destruição de aldeias de maioria oposicionista.
"Isso se chama golpe de Estado, e todos nós sabemos como lidar com golpes, advertiu o porta-voz governista George Charamba à imprensa oficial do regime.
O presidente Robert Mugabe, no poder desde a independência, em 1980, tenta o sexto mandato consecutivo. Desde a criação do MDC, em 1999, seu governo se tornou cada vez mais ditatorial, promovendo a invasão de terras, o confisco de propriedades e a destruição de aldeias de maioria oposicionista.
sábado, 29 de março de 2008
Oposição canta vitória no Zimbábue
Logo após o início da apuração, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) anunciou sua vitória nas eleições presidencial, legislativas e municipais deste sábado no Zimbábue, onde a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-FP) está no poder há 28 anos, desde a independência do país do Império Britânico.
O governo afirma que os resultados oficiais só serão divulgados na segunda-feira.
O governo afirma que os resultados oficiais só serão divulgados na segunda-feira.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Makoni promete união nacional no Zimbábue
O ex-ministro das Finanças Simba Makoni, um dissidente do partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês) promete formar um governo de união nacional e deixar o presidente Robert Mugabe se aposentar e voltar para sua aldeia.
Mas adverte que o atual chefe de Estado, herói da independência que está no poder desde 1980, será submetido "às leis do país".
Depois de massacrar outros heróis da independência, no início dos anos 80, Mugabe consolidou seu poder. Só começou a ser desafiado a partir de 1999, quando o Congresso dos Sindicatos, uma central sindical, criou o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), liderado por Morgan Tsvangirai, outro candidato a presidente.
Desde então, Mugabe tomou uma série de medidas arbitrárias e ruinosas. Hoje o Zimbábue tem a maior inflação do mundo, cerca de 150 mil por cento ao ano. O antigo celeiro da África vive uma crise de desabastecimento, enquanto o ditador culpa os Estados Unidos e o Reino Unido, acusando-os de querer recolonizar o país.
Mas adverte que o atual chefe de Estado, herói da independência que está no poder desde 1980, será submetido "às leis do país".
Depois de massacrar outros heróis da independência, no início dos anos 80, Mugabe consolidou seu poder. Só começou a ser desafiado a partir de 1999, quando o Congresso dos Sindicatos, uma central sindical, criou o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), liderado por Morgan Tsvangirai, outro candidato a presidente.
Desde então, Mugabe tomou uma série de medidas arbitrárias e ruinosas. Hoje o Zimbábue tem a maior inflação do mundo, cerca de 150 mil por cento ao ano. O antigo celeiro da África vive uma crise de desabastecimento, enquanto o ditador culpa os Estados Unidos e o Reino Unido, acusando-os de querer recolonizar o país.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Zimbábue prende e solta líder da oposição
O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, foi solto horas depois de ser preso na sede de seu partido, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, da sigla em inglês). Ele teria sido acusado de envolvimento numa onda de ataques com bombas incendiárias.
A tropa de choque do presidente Robert Mugabe invadiu a sede do MDC em Harare, a capital do país, enquanto líderes africanos dos 14 países da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África reuniam-se na Tanzânia para debater a escalada da violência política no Zimbábue. Dificilmente os vizinhos adotaram medidas duras contra ditador.
Mugabe governa o país desde que o Zimbábue se tornou independente do Império Britânico, em 1980. Diante da crise econômica e do crescimento da oposição, desde 2000 Mugabe recorre à violência política para se perpetuar no poder, e acusa as potências ocidentais, sobretudo o Reino Unido, de quererem recolonizar o país.
Quando foi preso, Tsvangirai preparava-se para dar uma entrevista para denunciar a violência governamental. Mugabe disse que as bombas incendiárias fazem parte de um plano terrorista para derrubá-lo
A tropa de choque do presidente Robert Mugabe invadiu a sede do MDC em Harare, a capital do país, enquanto líderes africanos dos 14 países da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África reuniam-se na Tanzânia para debater a escalada da violência política no Zimbábue. Dificilmente os vizinhos adotaram medidas duras contra ditador.
Mugabe governa o país desde que o Zimbábue se tornou independente do Império Britânico, em 1980. Diante da crise econômica e do crescimento da oposição, desde 2000 Mugabe recorre à violência política para se perpetuar no poder, e acusa as potências ocidentais, sobretudo o Reino Unido, de quererem recolonizar o país.
Quando foi preso, Tsvangirai preparava-se para dar uma entrevista para denunciar a violência governamental. Mugabe disse que as bombas incendiárias fazem parte de um plano terrorista para derrubá-lo
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