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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Queda do governo enfraquece Macron na França

Um dia depois que as oposições se uniram da extrema direita à extrema esquerda para derrubar o primeiro-ministro Michel Barnier, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento em tom de desafio, afirmou que não renuncia e anunciou a nomeação de um novo chefe de governo comprometido com o "interesse geral" da nação.

O próprio Macron é o maior responsável pela crise atual. A aliança governista Juntos tinha maioria relativa. Em 9 de junho, o presidente dissolveu a Assembleia Nacional e convocou eleições legislativas antecipadas realizadas em 30 de junho e 7 de julho. A esquerda elegeu 180 deputados, a bancada governista 159 e a extrema direita 142. 

Todos ficaram longe da maioria de 289 cadeiras. Macron rejeitou uma aliança com a esquerda e não indicou um primeiro-ministro da maior bancada como seria praxe num regime parlamentarista. O novo governo durou três meses.

Este novo fracasso de Macron enfraquece também a União Europeia. O chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, Olaf Scholz, caiu e o país realiza novas eleições gerais em 23 de fevereiro de 2025. Assim, os dois países que formam o eixo central da UE estão sem governo estável quando o antieuropeu Donald Trump se prepara para assumir a Presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro.

domingo, 7 de julho de 2024

Frente de esquerda e centro barra ascensão da ultradireita na França

A Nova Frente Popular (NFP), de esquerda, e a aliança Juntos, do presidente Emmanuel Macron, venceram o segundo turno das eleições parlamentares na França e conseguiram barrar a ascensão ao poder da Reunião Nacional (RN), de extrema direita, que ficou em terceiro lugar. Há festa nas ruas de Paris e outras cidades.

A NFP elegeu 182 deputados na Assembleia Nacional, de 577 cadeiras. A aliança macronista Juntos terá 168 cadeiras, e a RN e aliados 143 deputados. Esse resultado só foi possível porque 210 candidatos desistiram para deixar o mais votado enfrentar a ultradireita. Todas alianças estão longe da maioria absoluta, de 289 cadeiras. A participação no segundo turno foi de 67,1%, a maior desde 1981.

O primeiro-ministro Gabriel Attal anunciou que vai pedir demissão amanhã para dar ao presidente maior margem de manobra para negociar a formação de um novo governo. A questão agora é que governo será possível.

O líder da França Insubmissa (LFI), Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, declarou que "o presidente tem o dever de convidar a NFP para governar", mas se recusou a formar coalizão com o macronismo "depois de lhe fazer oposição há sete anos".

Dentro da NFP, LFI elegeu pelo menos 71 deputados, o Partido Socialista (PS) 64 deputados, os Ecologistas conquistaram 33 cadeiras e o Partido Comunista Francês 9. Tendo em vista o radicalismo de Mélenchon, se Macron nomear um primeiro-ministro de esquerda, provavelmente será o socialista Raphael Glucksmann. A frente de esquerda promete apresentar um candidato em uma semana.

Sem esconder a frustração, o candidato da extrema direita a primeiro-ministro, Jordan Bardella, afirmou que "a aliança da desonra" vai "privar os franceses de uma política de recuperação". A líder da RN, Marine Le Pen, disse que a derrota "só adia nossa vitória". No momento, ela é a favorita para a eleição presidencial de 2027, mas é a única candidata declarada.

domingo, 30 de junho de 2024

Extrema direita vence primeiro turno na França

 A Reunião Nacional (RN), de extrema direita, conquistou 33,15% dos votos no primeiro turno da eleição para a Assembleia Nacional da França, superando a Nova Frente Popular (NFP), de esquerda, com 28% e aliança governista, que teve 20%. A abstenção foi de 33,3%.

O presidente Emmanuel Macron pediu a "união dos democratas" tentando atrair Os Republicanos (LR), conservadoras gaullistas, o Partido Socialista (PS), o Partido Comunista Francês (PCF) e os ecologistas, mas não a França Insumissa (LFI), de esquerda radical, que faz parte da NFP com socialistas e verdes.

"Em face da RN, a hora é de uma reunião claramente democrática e republicana para o segundo turno", convocou Macron. O novo líder socialista, Raphael Glucksmann, já lançou o #votedemocrate propondo uma grande aliança antifascista.

Para facilitar a união contra o neofascismo em ascensão, o primeiro-ministro Gabriel Attal e o líder da LFI, Jean-Luc Mélenchon, anunciaram a retirada dos candidatos que ficaram em terceiro lugar no primeiro turno. "Nenhuma cadeira a mais para a RN", conclamou Mélenchon. "Nossa diretriz é clara. Nossa diretriz é simples."

Eleita em primeiro turno em Pas-de-Calais, a líder da RN, Marine Le Pen, pediu um esforço para que a extrema direita conquiste a maioria absoluta. "A democracia falou", disse Le Pen, acrescentando que, "num voto sem ambiguidade", os eleitores deram "testemunho de sua vontade de virar a página depois de sete anos de um poder arrogante e corrosivo" com Macron.

"Nada está decidido e o segundo turno será determinante para evitar que o país caia nas mãos de uma extrema esquerda com tendência à violência", exortou a líder neofascista. O candidato da RN a primeiro-ministro, Jordan Badella, só aceita chefiar o governo se tiver maioria absoluta na Assembleia Nacional.

Se as outras correntes políticas não chegarem a um acordo, a França pode ter uma Assembleia Nacional tripartite e uma crise institucional até o fim da presidência de Macron, em 2027. Se a aliança governista chegar a um acordo com a frente de esquerda, não há garantia de que esse governo funcione. Seu fracasso pode abrir caminho para a vitória de Le Pen na eleição presidencial de 2027.

domingo, 9 de junho de 2024

Extrema direita avança nas eleições para o Parlamento Europeu

 Os partidos tradicionais mantêm o controle sobre o Parlamento Europeu pelos próximos cinco anos, apesar do avanço da extrema direita nas eleições iniciadas na quinta-feira. Os resultados preliminares foram anunciados neste domingo. 

A ultradireita venceu na França e na Áustria, ficou em segundo na Alemanha e consolidou a posição da primeira-ministra Giorgia Meloni na Itália. Deve ter pelo menos 169 das 720 cadeiras, mais de um quarto.

A presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, saudou a vitória dos partidos de centro, mas o centro de gravidade do Parlamento Europeu se moveu para a direita.

Na França, a Reunião Nacional, liderada por Marine Le Pen e nesta eleição por Jordan Bardella, ganhou com 31,5% dos votos, derrotando o partido Renascença, do presidente Emmanuel Macron, de centro-direita, que teve 14,6% dos votos, e o Partido Socialista, que chegou 13,8% com o Raphael Gluksmann como líder da lista de candidatos a eurodeputado.

Diante da derrota, o presidente francês dissolveu a Assembleia Nacional convocou eleições legislativas antecipadas para 30 de junho e 7 de julho, sob o argumento de que "a França precisa de uma maioria clara". O governo não tem maioria na Assembleia Nacional desde as eleições de 2022.

A direita conservadora venceu na Alemanha com 30,3% dos votos para a aliança entre a União Democrata-Cristã (CDU) e a União Social-Cristã (CSU), que terá 29 eurodeputados. A Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema direita, ficou em segundo lugar com 15,6% e 15 cadeiras, à frente dos partidos do governo. É forte especialmente na antiga Alemanha Oriental. 

Entre os governistas, o Partido Social-Democrata (SPD), do primeiro-ministro Olaf Scholz, teve 14,6% dos votos e terá 14 eurodeputados. Os Verdes ficaram com 12% e 12 cadeiras, e o Partido Liberal-Democrata (FDP) com 5,3% e 5 cadeiras.

Os Irmãos da Itália (FdI), partido da primeira-ministra da extrema direita Giorgia Meloni, ganhou na Itália com 28,6% dos votos e levou 24 cadeiras, batendo o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, o maior da oposição, com 25,6% dos votos e 22 deputados. 

O Movimento 5 Estrelas (M5E), anarquista, ficou em terceiro, com 9,7% e 8 deputados e a Liga, também de extrema direita, foi o quarto partido mais votado, com 8,8% e 8 deputados. Perdeu 14 cadeiras, enquanto os Irmãos da Itália ganharam 14 deputados.

Na Espanha, o conservador Partido Popular (PP) teve 34% dos votos elegeu 22 eurodeputados e o Partido Socialista Operário Espanhol 30% recebeu 30% dos votos e conquistou 20 cadeiras; 64% dos espanhóis são europeístas. O partido de extrema direita Vox teve 9,6% dos votos e elegeu 6 eurodeputados. Um novo partido de extrema direita, Se Acabó la Fiesta (A Festa Acabou) elegeu mais três.

Uma observação importante é que a extrema direita não trabalha unida no Parlamento Europeu. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, se aproximou da presidente da Comissão Europeia, da CDU alemã, que faz parte do Partido Popular Europeu, o maior bloco do parlamento, com 184 deputados, que reúne partidos da direita tradicional, conservadores e democratas-cristãos.

Meloni não faz parte do bloco Identidade e Democracia, liderado por Le Pen, nem do bloco dos Conservadores e Reformistas Europeus. Le Pen se afasta da AfD. Então, apesar do crescimento, a ultradireita ainda não se entendeu para atuar em conjunto.

A UE sofreu desde a crise financeira internacional de 2008 com a Crise do Euro, um aumento da imigração por causa das guerras no Oriente Médio e na África, e com a guerra da Rússia contra a Ucrânia. A necessidade de socorrer economias em crise, a rejeição aos imigrantes e os bilhões de euros dados à Ucrânia alimentam a ascensão da extrema direita, que também recebeu o apoio da máquina de propaganda e notícias falsas do Kremlin.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Putin renova chantagem atômica ao Ocidente

 No discurso anual ao Parlamento da Rússia, o ditador Vladimir Putin ameaçou usar armas nucleares se os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar ocidental, enviarem tropas à Ucrânia como admitiu o presidente da França, Emmanuel Macron.

Macron alertou os europeus de que precisam se preparar para a guerra, especialmente se Donald Trump for reeleito presidente dos Estados Unidos. Pressionou o Congresso norte-americano a aprovar uma ajuda militar de US$ 61 bilhões à Ucrânia. Cutucou Putin. Respondeu às críticas da Alemanha de que a França pouco contribui com o esforço de guerra da Ucrânia. E mobilizou seu partido para as eleições para o Parlamento Europeu, em junho.

Outros líderes ocidentais, como o presidente norte-americano, Joe Biden, e o chanceler (primeiro-ministro) alemão, Olaf Scholz, descartaram a possibilidade de enviar tropas. A Alemanha não fornece nem mísseis com alcance de 500 quilômetros, que podem ser usados para atacar o território russo.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Total de mortos na guerra em Gaza passa de 30 mil

Enquanto as negociações para uma trégua avançam lentamente, o total de mortos na guerra de Israel na Faixa de Gaza ultrapassou 30 mil, mais da metade mulheres e menores de idade.

A última proposta em discussão é de uma trégua de seis semanas em que 40 reféns israelenses, mulheres, menores, doentes e idosos seriam trocados por 400 prisioneiros palestinos. Na primeira trégua, no fim de novembro, 110 reféns foram trocados por 240 presos. Agora, os grupos terroristas exigiram 10 presos por refém. 

Israel pode vetar alguns nomes da lista apresentada pelos terroristas, mas deve se retirar de áreas de Gaza para permitir a volta da população. O problema é que a maioria das casas foi destruída ou danificada.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, quer uma trégua logo, se possível o início do fim da guerra. Biden venceu na terça-feira a eleição primária no estado de Michigan, que tem uma grande comunidade árabe

A Suprema Corte dos EUA decidiu examinar se o ex-presidente Donald Trump tem direito a imunidade por atos cometidos no exercício do cargo. É uma jogada de Trump para adiar julgamentos, se possível até depois da eleição de 5 de novembro.

A declaração do presidente Emmanuel Macron de que não se pode descartar o envio de tropas à Ucrânia "porque a Rússia não pode vencer" provocou forte reação do Kremlin, que declarou que isso iniciaria uma guerra com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Macron indicou que a Europa deve se preparar para a guerra e que o inimigo é o ditador russo, Vladimir Putin.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Macron considera bombardeio injustificável e pede cessar-fogo a Israel

 Depois de organizar uma conferência internacional em Paris sobre ajuda humanitária aos palestinos, o presidente da França, aliada de Israel, Emmanuel Macron, declarou hoje que a maioria dos governos e agências presentes concordam que "não há outra solução que não uma pausa humanitária primeiro e depois um cessar-fogo que permitirá proteger todos os civis que não têm nada a ver com o terrorismo."

Em resposta, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu responsabilizou o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro pela morte dos palestinos na Faixa de Gaza. De acordo com as autoridades de Saúde do governo do Hamas em Gaza, pelo menos 11.078 palestinos. Dois terços eram mulheres e crianças, sendo 4.506 menores de idade.

Israel reduziu de 1.300 para 1.200 o número de mortes no ataque terrorista. A explicação é que cadáveres de terroristas foram confundidos com suas vítimas. A estimativa inicial era de 1.400 mortes, mas o jornal liberal Haaretz já estava dando 1.300 há alguns dias. Meu comentário:

terça-feira, 24 de outubro de 2023

EUA tentam convencer Israel a não realizar grande invasão terrestre

 Os Estados Unidos e a Europa estão tentando persuadir Israel a não lançar uma grande invasão terrestre da Faixa de Gaza, pelo menos por enquanto, para evitar a morte em grande escala de civis palestinos e soldados israelenses. 

Israel anunciou ter bombardeado 700 alvos em dois dias. O Ministério da Saúde do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que não é confiável, afirmou que mais de 700 pessoas foram mortas na terça-feira, o pior dia da guerra até agora.

Durante visita a Israel, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez uma proposta surpreende. Propôs que a coalizão liderada pelos EUA para combater o grupo terrorista Estado Islâmico agora lute contra o Hamas. Não explicou como. Os EUA não querem a internacionalização do conflito. Não devem apoiar a ideia.

Em debate inflamado no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o ataque do Hamas, embora injustificável, não aconteceu por acaso. Ele citou os 56 anos de ocupação de territórios árabe. O embaixador de Israel na ONU pediu a renúncia do secretário-geral e o ministro do Exterior cancelou um encontro com Guterrres.

O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que 5 mil e 791 palestinos foram mortos em Gaza, entre eles duas mil 360 crianças mortas. Israel disse que matou mil e 500 palestinos que invadiram o país em 7 de outubro, quando mais de mil e 400 israelenses e cidadãos de outros 35 países. Estes números não foram confirmados por fontes independentes. 

Com mais três mortes num ataque de drones israelenses, o total de palestinos mortos na Cisjordânia desde o início da guerra subiu para 95. Mais um funcionário da ONU morreu na terça-feira, elevando o total para 35. Meu comentário:

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

EUA consideram objetivos de Israel em Gaza inatingíveis

O Governo Joe Biden considera os objetivos de Israel na invasão terrestre da Faixa de Gaza inatingíveis. Está enviado oficiais do Departamento da Defesa dos Estados Unidos para orientar seu principal aliado no Oriente Médio a enfrentar os desafios da guerra urbana, noticiou o jornal The New York Times.

Em visita a Telavive, o presidente da França, Emmanuel Macrou deve apoiar a guerra, mas pedir uma trégua imediata por razões humanitárias e defender a negociação de um acordo de paz definitivo entre árabes e israelenses com a criação de uma pátria para o povo palestino.

A União Europeia e o alto comissário das Nações Unidas para direitos humanos, Volker Türk, também pediram uma trégua imediata por razões humanitárias

Na segunda-feira, o Movimento de Islâmica (Hamas) libertou mais duas reféns, duas senhoras idosos. Ao todo, quatro reféns foram libertadas, de um total estimado entre 222 e 250.

Com 436 mortes em 24 horas na Faixa de Gaza, inclusive de 182 crianças, o 17º foi o mais violento até agora. Desde o início do conflito, 5.087 palestinos morreram e mais de 13 mil saíram feridos, sem contar 1.500 milicianos do Hamas e de outros grupos palestinos que Israel afirma ter matado durante a invasão de seu território.

Mais de 1.400 pessoas morreram no ataque terrorista a Israel e outras 3.300 saíram feridas. Meu comentário:

domingo, 22 de outubro de 2023

Líderes ocidentais pedem que Israel respeite o direito humanitário

Em reunião virtual organizada pelos Estados Unidos, o presidente Joe Biden, discutiu hoje a guerra no Oriente Médio com o presidente da França, Emmanuel Macron, e os primeiros-ministros da Alemanha, Olaf Scholz; do Reino Unido, Rishi Sunak; da Itália, Giorgia Meloni; e do Canadá, Justin Trudeau. Eles pediram a Israel que respeite o direito internacional e a abertura de um corredor permanente para levar ajuda humanitária à população civil da Faixa de Gaza.

Mais tarde, os EUA e Israel anunciaram um acordo para tornar a ajuda humanitária permanente.

Israel bombardeou mais 320 alvos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em 24 horas em Gaza e atacou posições da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) no Sul do Líbano.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu advertiu o Hesbolá que entrar na guerra será seu "maior erro na vida". O Irã alertou EUA e Israel de que a situação pode ficar "incontrolável" se não parar imediatamente o que chamou de "crimes contra a humanidade e genocídio em Gaza". Meu comentário:

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Trump é acusado de fraude contábil com fins eleitorais

Depois de se tornar ontem o primeiro presidente ou ex-presidente dos Estados Unidos a ser processado criminalmente, Donald Trump fez um pronunciamento, pretextou inocência e atacou o sistema de justiça. 

A promotoria distrital de Manhattan, em Nova York apresentou 34 acusações de fraude contábil e falsificação de documentos para obter benefícios eleitorais. A pena máxima é de 4 anos para cada acusação. A próxima audiência está marcada para 4 de dezembro.

A Rússia prendeu uma suspeita do atentado que matou o blogueiro militar Maxim Fomin, aliado do Kremlin. Ele tinha muitos inimigos, inclusive dentro das Forças Armadas da Rússia, que criticava duramente por causa do fracasso na Guerra da Ucrânia.

A Finlândia, que tem 1.340 quilômetros de fronteira com a Rússia, entrou oficialmente para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A Suécia enfrenta resistência dos governos autoritários da Hungria e da Turquia.

Ao contrário do que pretendia o ditador russo, Vladimir Putin, a OTAN sai mais forte da guerra, com o rearmamento da Alemanha e a adesão dois dois países nórdicos.

Os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chegam a Beijim para tentar convencer a China a negociar a paz entre Rússia e Ucrânia e a não fornecer armas pesadas a Putin.

Sob protesto da China, o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA recebe hoje a presidente de Taiwan, Tsai Ing Wen. Em resposta, China iniciou manobras militares perto da ilha que o regime comunista chinês considera uma província rebelde.

O assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, embaixador Celso Amorim, foi a Moscou oferecer a mediação do governo brasileiro para acabar com a guerra. Meu comentário:

quinta-feira, 23 de março de 2023

Trump pode ser denunciado criminalmente hoje

Alvo de várias investigações, o ex-presidente Donald Trump pode ser denunciado criminalmente hoje pelo júri que examina o pagamento de US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels para comprar o silêncio durante a campanha eleitoral de 2016. Apesar de três derrotas eleitorais consecutivas, Trump sonha em voltar à Casa Branca, talvez para se livrar dos processos.

O ex-primeiro-ministro Boris Johnson depôs ontem durante três horas e meia numa comissão da Câmara dos Comuns onde é acusado de mentir ao Parlamento Britânico sobre as festinhas realizadas na residência oficial durante confinamentos da pandemia.

Com a inflação em 10,4% ao ano no Reino Unido, o Banco da Inglaterra deve aumentar hoje sua taxa básica de juros, hoje em 4% ao ano. Na semana passada, o Banco Central Europeu elevou os juros de 2,5% para 3%. Ontem, foi a vez do banco central dos EUA, que aumentou a taxa básica em 0,25 para tentar equilibrar a alta de preços com o risco bancário tendo em vista falências bancárias recentes.

O Banco da Reserva da Índia, o banco central do país, previu crescimento de 7% em 2023 e de 6,4%. É a grande economia que mais cresce no mundo. Com aumento de 5,9% na renda por pessoa, a Índia se tornou um país de renda média.

A escassez de água será um problema para a maioria dos países, por causa da poluição e do aquecimento global. Água e saneamento para todos é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, que realiza neste momento em Nova York a Conferência da Água.

Ao defender sua reforma previdenciária e criticar os protestos violentos e atos de vandalismo, o presidente Emmanuel Macron comparou as manifestações na França ao assalto ao Congresso dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, e os ataques às sedes dos três poderes em Brasília, em 8 de janeiro deste ano. 

É uma jogada que ele já usou contra a Revolta dos Coletes Amarelos (2018-19) e agora repete, acusar as manifestações contra o governo de ameaçar a democracia francesa.

Hoje será mais um dia de greve na França. Meu comentário:

terça-feira, 21 de março de 2023

China e Rússia reafirmam parceria antiocidental

Num apoio ao ditador Vladimir Putin, o ditador Xi Jinping chegou na segunda-feira a Moscou para uma visita de três dias à Rússia, na sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu um terceiro e inédito mandato presidencial. É um sinal claro do apoio político, econômico e diplomático que a China dá a Rússia na Guerra da Ucrânia, ainda que tente parecer neutra.

Os dois grandes ditadores acusaram o Ocidente de desestabilizar a ordem mundial, como se a guerra não fosse o maior problema Putin elogiou o plano de paz da China, mas alegou que a Ucrânia e o Ocidente não estão prontos a negociar.

Em contraponto, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, fez uma visita inesperada a Kiev, a primeira de um chefe de governo japonês a um país em guerra depois da Segunda Guerra Mundial. Ele condenou a invasão russa e reafirmou o apoio do Japão a uma ordem mundial com base no direito internacional.

A reforma da previdência foi aprovada na França depois que o governo sobreviveu a dois votos de desconfiança na Assembleia Nacional, mas a autoridade do presidente Emmanuel Macron e a democracia francesa saem abaladas.

E o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima dá um "alerta final" à humanidade e pede uma ação rápida e drástica para conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado até o fim do século. Meu comentário:

sexta-feira, 17 de março de 2023

Tribunal Internacional decreta prisão de Putin por crimes de guerra

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, decretou na sexta-feira a prisão do ditador Vladimir Putin e da comissária dos direitos das crianças da Presidência da Rússia, Maria Lvova Belova, pelo sequestro e deportação de mais de 6 mil crianças da Ucrânia, o que configura crime de genocídio. Há outros inquéritos em andamento, por exemplo, sobre o Massacre de Bucha.

A Rússia não assinou o Tratado de Roma que criou o TPI. Não aceita a jurisdição do tribunal, assim como os Estados Unidos, a China, a Índia e Israel, mas 123 países que ratificaram o tratado têm a obrigação de prendê-lo se Putin entrar em seu território. O TPI alega que a Ucrânia é parte do tratado e os crimes foram cometidos em território ucraniano.

Num sinal de apoio a Putin, o ditador chinês, Xi Jinping, vai à Rússia de 20 a 22 de março. Há notícias de que depois ele falaria com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky numa tentativa de apresentar como mediador da paz depois de negociar o restabelecimento de relações diplomáticas entre o Irã e a Arábia Saudita.

Horas antes do primeiro encontro entre os primeiros-ministros do Japão e da Coreia do Sul em 10 anos, a Coreia do Norte testou um míssil balístico intercontinental.

O governo da França terá de enfrentar dois votos de desconfiança na Assembleia Nacional depois de aprovar na marra uma reforma da Previdência Social para aumentar a idade mínima para a aposentadoria de 62 para 64 anos.

Uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA acusou o casal Donald e Melania Trump de ficar com presentes de governos estrangeiros no valor de US$ 300 mil (R$ 1,584 milhão) recebidos quando estava na Casa Branca. A lei norte-americana só permite ficar com presidente de até US$ 20 (R$ 105,59).

Onze bancos norte-americanos depositaram US$ 30 bilhões no First Republic Bank, de São Francisco da Califórnia, para evitar a terceira falência bancária em uma semana nos EUA. Meu comentário:

domingo, 19 de fevereiro de 2023

TV pode pagar US$ 1,6 bilhão por divulgar mentiras de Trump

A direção e os principais apresentadores da televisão norte-americana Fox News sabiam que as alegações de fraude do presidente Donald Trump depois da eleição de 2020 eram falsas, mas insistiram na mentira. Agora, a empresa de computação Dominion pede na Justiça indenização de US$ 1,6 bilhão por ter sido acusada de participar na fraude.

Israel enfrenta a pior crise política de sua história. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, processado por corrupção, está propondo uma reforma do Judiciário para dar à Knesset, o Parlamento de Israel, o direito de derrubar decisões da Suprema Corte.

A França também está em crise, com forte oposição à reforma previdenciária do presidente Emmanuel Macron, que não tem maioria na Assembleia Nacional.

O escritor chileno Pablo Neruba, um dos maiores poetas da história, foi assassinado pela ditadura do general Augusto Pinochet, denuncia seu sobrinho Rodolfo Reyes, com base num laudo recente de universidades do Canadá e da Dinamarca.

Com a inflação argentina em 98,8% ao ano, fica difícil o sonho do ministro da Economia, Sergio Massa, de ser candidato na eleição presidencial de outubro. O presidente Alberto Fernández quer ser candidato e a vice-presidente Cristina Kirchner diz que não quer.

Os super-ricos, que são 1% da humanidade, ficaram com dois terços da riqueza gerada no mundo desde o ano 2000, revela um relatório da organização não governamental Oxfam.

Na primeiro encontro entre altas autoridades dos Estados Unidos e da China depois do abate de um balão-espião chinês, o secretário de Estado, Antony Blinken, e o ministro do Exterior chinês, Wang Yi, travaram um diálogo tenso à margem da Conferência de Segurança de Munique. Meu comentário:

domingo, 19 de junho de 2022

Macron perde maioria absoluta na Assembleia Nacional da França

Numa derrota política sem precedentes para um presidente recém-reeleito, Emmanuel Macron não terá maioria absoluta na Assembleia Nacional da França, de 577 cadeiras, o que exige 289 deputados. Em 2017, o macronismo elegeu 350.

No segundo turno das eleições parlamentares, a aliança governista Juntos, liderada pela República em Marcha (LReM), de Macron, conquistou 245 cadeiras contra 131 da coligação de esquerda NUPES (Nova União Política Ecológica e Social), 89 da Reunião Nacional (RN), de extrema direita, e 75 da coalizão liderada pelo partido gaullista Os Republicanos (LR), de acordo com o jornal Le Monde. A abstenção, de 54%, ficou apenas abaixo do recorde de 57,36% registrado em 2017.

O desempenho do governo ficou abaixo do esperado depois do primeiro turno, quando se projetava a eleição de 255 a 295 deputados aliados do presidente. Depois do crescimento da extrema direita na eleição presidencial de abril, os dois extremos avançaram nas eleições legislativas.

Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário no YouTube.


segunda-feira, 13 de junho de 2022

Esquerda sai na frente nas eleições legislativas na França

A união das esquerdas venceu o primeiro turno das eleições parlamentares na França, ameaçando a ampla maioria que o presidente Emmanuel Macron conquistou cinco anos atrás na Assembleia Nacional, de 577 deputados. O segundo turno será realizado no próximo domingo. 

A Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), que reúne a esquerda radical, socialistas comunistas e ecologistas sob a liderança do radical Jean-Luc Mélenchon, recebeu 26,1% dos votos, mais do que a coalizão governista Juntos, liderada pela República em Marcha (LReM), de Macron, que ficou com 25,81%. A abstenção foi recorde: 52,51%.

Leia mais em Quarentena News.

domingo, 24 de abril de 2022

Macron é reeleito com vantagem maior do que prevista

 Mais uma vez, a ameaça da extrema direita na França não passou de ameaça. O presidente Emmanuel Macron foi reeleito com 58,5% dos votos válidos contra 41,5% da candidata neofascista Marine Le Pen, que avançou sete pontos percentuais em relação ao segundo turno da eleição presidencial de 2017. A abstenção, de 28,2%, ficou abaixo da expectativa, mas é a maior desde 1969.

Ao reconhecer a derrota, Marine Le Pen, da Reunião Nacional (RN) se felicitou pelo resultado que, nas suas palavras, "representa uma vitória estrondosa". Mas seu adversário na disputa pelos votos da ultradireita no primeiro turno, Eric Zemmour, declarou que é "a oitava vez que a derrota atinge o nome Le Pen", numa referência que inclui Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, fundador da Frente Nacional (FN).

O terceiro colocado no primeiro turno, com surpreendentes 21,95% dos votos, o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, afirmou que "Emmanuel Macron é o presidente mais mal eleito da 5ª República". Ele fez um apelo aos eleitores para votar na esquerda nas eleições parlamentares de 12 e 19 de junho e assim torná-lo primeiro-ministro.

Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Macron vence primeiro turno e recria frente republicana

A esquerda, a direita e o centro prometerem recriar a frente republicana que reelegeu o presidente conservador Jacques Chirac em 2002, depois da surpreendente chegada do neofascista Jean-Marie Le Pen ao segundo turno da eleição presidencial na França, superando o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. A mesma aliança, que também se forma em eleições municipais e regionais, elegeu Emmanuel Macron em 2017, derrotando Marine Le Pen, herdeira política do pai, com folga, por 66% a 34%. 

Vinte anos depois, a extrema direita está mais perto do que nunca de conquistar o Palácio do Eliseu. As pesquisas sobre o segundo turno, a ser realizado em 24 de abril, dão uma vantagem de 51% a 54% para Macron sobre Le Pen, algumas com empate técnico dentro da margem de erro. O atual presidente deixou claro: "Que ninguém se engane. O jogo não terminou.” 

Os exemplos da história recente estão aí. Não se esperava que os britânicos votassem a favor da saída da União Europeia (UE) em 23 de junho de 2016, nem que Donald Trump seria eleito presidente dos Estados Unidos em 8 de novembro do mesmo ano. 

Macron, do partido A República em Marcha (LRM), venceu o primeiro turno com 27,6%, mais do que indicavam as últimas pesquisas, seguido de Le Pen, da Reunião Nacional (RN), com 23,41%. Ambos tiveram mais votos do que no primeiro turno em 2017, quando tiveram, respectivamente, 24% e 21%. 

Le Pen moderou o discurso, desistiu de abandonar o euro, mudou o nome do partido, percorreu o país em campanha, enquanto Macron se concentrava na Guerra da Ucrânia, e calibrou um discurso em torno das questões que mais afligem o cidadão comum: custo de vida, inflação, desemprego, saúde, habitação e aposentadoria, além do discurso ultranacionalista anti-imigrantes da extrema direita. Trocou o antissemitismo do pai pela islamofobia. 

Um ponto fraco é a relação com o ditador russo, Vladimir Putin, que conseguiu um empréstimo de 9 milhões de euros de um banco russo ao partido para as eleições municipais de 2014.

Em terceiro, com 21,95% dos votos, ficou o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa (LFI). Ele moderou o discurso e, com a guerra, passou a atacar o ditador russo Vladimir Putin para captar o voto útil da esquerda – e conseguiu. Faltou pouco para tirar a extrema direita do segundo turno. Para os militantes, foi um terceiro lugar com gosto de vitória.

Juntos, os três primeiros tiveram 73% dos votos válidos, tornando irrelevantes os partidos que dominaram a política francesa na 5ª República. Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Partidos tradicionais confirmam vitória nas eleições regionais na França

Quatro anos de ficar fora do segundo turno da eleição presidencial, os partidos tradicionais de direita e de esquerda venceram o segundo turno das eleições regionais e departamentais na França. A Reunião Nacional (RN), de extrema direita, liderada por Marine Le Pen, não conquistou nenhuma região nem A República em Marcha (LRM), do presidente Emmanuel Macron, de centro-direita.

Com uma abstenção de 65,7% ontem, depois dos 66,7% no primeiro turno, no domingo da semana passada, é cedo para tirar conclusões a eleição presidencial de 2022, marcada para 10 e 24 de abril. Mas parece evidente que os lugares de Macron e Le Pen não estão garantidos no segundo turno. Não deve ser uma repetição do segundo turno de 2017, quando o atual presidente venceu por 66% a 34%.

Le Pen responsabilizou a abstenção e Macron deve tentar rearticular seu partido com uma reforma ministerial. As reformas econômicas que prometeu são impopulares. Devem ser adiadas. Ambas as candidaturas estão abaladas.

A direita republicana, que exclui a extrema direita, conquistou sete regiões e reelegeu seus principais líderes, como Xavier Bertrand, Laurent Wauquiez e Valérie Pécresse, governadora da Ilha da França, onde fica Paris. 

Nas eleições para as 95 câmaras departamentais, cinco viraram à direita e dois à esquerda. A direita garantiu a vitória em pelo menos 64 e a extrema direita perdeu 21 dos 35 departamentos que governava. O Partido Comunista Francês perdeu no Vale do Marne, o único que controlava.

"Hoje os extremos recuaram uma longa distância em nossa região porque não lhes deixamos espaço para operar", festejou o governador reeleito da região de Auvérnia-Ródano-Alpes, no Sudeste da França. Laurent Wauquiez é do tradicional partido gaullista, conservador, de direita, que hoje se chama Os Republicanos (LR).

Xavier Bertrand, governador reeleito da região dos Altos da França (Norte), do mesmo partido, anunciou a intenção de disputar o Palácio do Eliseu com Macron e Le Pen. 

É o partido dos presidentes Charles de Gaulle (1959-69), Georges Pompidou (1969-74), Jacques Chirac (1995-2007) e Nicolas Sarkozy (2007-12). Seu candidato em 2017, o ex-primeiro-ministro François Fillon, perdeu a vaga no segundo turno por causa de um escândalo de corrupção e abriu um flanco à direita para Macron atrair votos. Isto não vai se repetir no próximo ano.

A União de Esquerda, liderada pelo Partido Socialista (PS), ganhou em cinco regiões da França Metropolitana em aliança com Europa Ecologia-Os Verdes (EELV), na Guiana Francesa e na Ilha a Reunião. O resultado deixa claro que há espaço para uma coalizão verde-rosa entre a esquerda tradicional e os ecologistas se conseguirem chegar a um candidato de consenso.

Os conselhos regionais tem competência limitada para atuar no desenvolvimento regional, transportes intrarregional e ensino médio.