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quarta-feira, 19 de abril de 2023

Brasil abandona a neutralidade na Guerra da Ucrânia

Ao declarar que a Ucrânia é corresponsável pela guerra em que foi invadida, rejeitar o convite para visitar Kiev e receber em Brasília o ministro do Exterior russo sem dar a mesma oportunidade ao ucraniano, o Brasil se alinha às posições da China e da Rússia.

Se a defesa do diálogo e de uma solução negociada é elogiável, uma mediação equilibrada exige o tratamento equitativo das duas partes, o respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

Enquanto o chanceler Serguei Lavrov estava em Brasília, a Rússia condenava o oposicionista Vladimir Kara Murza a 25 anos por criticar a invasão da Ucrânia. Ontem, o primeiro jornalista norte-americano preso na Rússia sob a acusação de espionagem desde o fim da Guerra Fria aparecia num tribunal de Moscou que lhe negou o direito de responder ao processo em liberdade.

O ditador Vladimir Putin visitou pela segunda vez zonas de guerra na Ucrânia para tentar levantar o moral da tropas antes de uma esperada contraofensiva de primavera da Ucrânia.

A economia da China cresceu em ritmo de 4,5% ao ano no primeiro trimestre deste ano, depois de avançar apenas 3% no ano passado por causa da política de covid-zero.

Em tom professoral e arrogante, o presidente Emmanuel Macron foi à televisão defender sua impopular reforma previdenciária. As centrais sindicais planejam grandes protestos para 1º de maio, Dia do Trabalho.

A Justiça da França absolveu a companhia aérea Air France e a fabricante Airbus pelo acidente com o voo AF-447 (Rio-Paris), que matou todas as 228 pessoas a bordo em 31 de maio de 2009. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de março de 2023

Biden está sob pressão para atacar cartéis de drogas do México

O presidente Joe Biden está sob pressão para atacar os cartéis do tráfico de drogas do México depois que quatro norte-americanos foram sequestrados e dois mortos na cidade de Matamoros. O Congresso dos Estados Unidos prepara lei para enquadrar as máfias do tráfico como grupos terroristas.

A Ucrânia prepara uma ofensiva de primavera com as novas armas que está recebendo do Ocidente. O conceito de defesa total adotado pela Suécia e a Finlândia durante a Guerra Fria está sendo aplicado na Ucrânia, observa a revista Foreign Policy.

Em discurso no Congresso Nacional do Povo da China, em tom bastante duro, o ditador Xi Jinping acusou os EUA e aliados de tentar impedir o desenvolvimento chinês.

Nos EUA, o bilionário processo da empresa Dominion Voting Systems contra o canal de notícias Fox News revela as maquinações de apresentadores e executivos para mentir deliberadamente a inflar as mentiras do então presidente Donald Trump sobre fraude na eleição de Joe Biden para segurar a audiência. 

O apresentador Tucker Carlson, que tenta reescrever a história do assalto ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 como um "caos predominantemente pacífico", confessa que "odeia passionalmente" Trump, que vê como um fracassado em suas empresas e "campeão mundial da destruição", noticiou o jornal The Washington Post.

Sob pressão internacional, o governo Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas "manifestando preocupação" as violações de direitos humanos na Nicarágua e ofereceu asilo a dissidentes nicaraguenses. Meu comentário:

terça-feira, 7 de março de 2023

Guerra termina quando Putin entender que não tem como ganhar, afirma Scholz

A invasão da Ucrânia pela Rússia é uma agressão imperialista e só vai terminar quando o ditador Vladimir Putin entender que não tem como vencer, afirmou o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, Olaf Scholz, em entrevista a Fareed Zakaria na televisão norte-americana CNN.

A Coreia do Sul anunciou um plano para indenizar coreanos obrigados pelo Japão a fazer trabalhos forçados durante a Segunda Guerra Mundial com dinheiro de uma fundação estatal, sem cobrar dos japoneses. É uma medida para normalizar as relações entre os dois países.

Ao mostrar imagens inéditas do assalto ao Congress dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, quando o presidente Donald Trump tentou dar um golpe para anular a eleição de Joe Biden, o apresentador Tucker Carlson, da Fox News, alegou que não houve nenhuma insurreição mortal, mas um protesto "predominantemente pacífico".

Seis pessoas morreram, cem policiais saíram feridos, mil arruaceiros foram presos e 500 confessaram a culpa. Carlson tenta reescrever a história para ajudar o Partido Republicano e a candidatura de Trump.

Uma nova crise envolve o programa nuclear do Irã. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encontrou urânio enriquecido a 83,7% numa instalação nuclear iraniana. Para fazer a bomba atômica, o Irã precisa ser enriquecido a 90%. O Irã está perto.

A França entra hoje numa greve geral contra a reforma previdenciária do presidente Emmanuel Macron capaz de paralisar o país por dias. Meu comentário:

domingo, 19 de fevereiro de 2023

TV pode pagar US$ 1,6 bilhão por divulgar mentiras de Trump

A direção e os principais apresentadores da televisão norte-americana Fox News sabiam que as alegações de fraude do presidente Donald Trump depois da eleição de 2020 eram falsas, mas insistiram na mentira. Agora, a empresa de computação Dominion pede na Justiça indenização de US$ 1,6 bilhão por ter sido acusada de participar na fraude.

Israel enfrenta a pior crise política de sua história. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, processado por corrupção, está propondo uma reforma do Judiciário para dar à Knesset, o Parlamento de Israel, o direito de derrubar decisões da Suprema Corte.

A França também está em crise, com forte oposição à reforma previdenciária do presidente Emmanuel Macron, que não tem maioria na Assembleia Nacional.

O escritor chileno Pablo Neruba, um dos maiores poetas da história, foi assassinado pela ditadura do general Augusto Pinochet, denuncia seu sobrinho Rodolfo Reyes, com base num laudo recente de universidades do Canadá e da Dinamarca.

Com a inflação argentina em 98,8% ao ano, fica difícil o sonho do ministro da Economia, Sergio Massa, de ser candidato na eleição presidencial de outubro. O presidente Alberto Fernández quer ser candidato e a vice-presidente Cristina Kirchner diz que não quer.

Os super-ricos, que são 1% da humanidade, ficaram com dois terços da riqueza gerada no mundo desde o ano 2000, revela um relatório da organização não governamental Oxfam.

Na primeiro encontro entre altas autoridades dos Estados Unidos e da China depois do abate de um balão-espião chinês, o secretário de Estado, Antony Blinken, e o ministro do Exterior chinês, Wang Yi, travaram um diálogo tenso à margem da Conferência de Segurança de Munique. Meu comentário:

sábado, 30 de novembro de 2019

Historiador de presidentes prevê colapso do apoio a Trump

O historiador Douglas Brinkley, especializado em presidentes dos Estados Unidos, previu ontem o colapso do apoio ao presidente Donald Trump à medida que foram surgindo novas revelações nas comissões de inquérito da Câmara dos Representantes para a abertura de um processo de impeachment.

Na sua opinião, o inquérito "mostra a vocês como é grave o problema em que Trump se meteu. Quero dizer, que 50% do país quer não apenas um processo de impeachment, mas o afastamento do presidente, e o jogo ainda não se acelerou muito ainda", declarou Brinkley à rede de televisão americana CNN, onde participa regularmente dos debates.

Talvez o precedente histórico não se aplique. A grande maioria dos eleitores do Partido Republicano apoia Trump e se informa através de meios de comunicação como a Fox News, que o apoia incondicionalmente.

Quando Richard Nixon renunciou, em 1974, para escapar do impeachment no Escândalo de Watergate, os americanos liam e viam quase todos os mesmas notícias. Hoje, estamos na era da desinformação, da pós-verdade e das notícias falsas que infestam as redes sociais. Trump tem à disposição na Fox News uma fábrica de mentiras.

Se o eleitorado republicano não mudar de posição, os senadores do partido não vão abandonar o presidente. O impeachment exige os votos mais de dois terços ou 67 senadores. Para afastar Trump, serão necessários os votos de pelo menos 20 senadores republicanos.

Trump segurou uma ajuda militar de US$ 391 milhões à Ucrânia para pressionar o presidente Volodymyr Zelensky a investigar os negócios do filho do ex-vice-presidente Joe Biden, favorito no momento para ser o candidato do Partido Democrata na eleição presidencial de 2020. Abusou do poder ao usar a política externa dos EUA para benefício próprio e perseguir um adversário político, colocando em risco a segurança nacional.

Durante este fim de semana o presidente da Comissão de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, está "preparando um relatório com um sumário das provas descobertas até agora que será enviado para a Comissão de Justiça logo que o Congresso voltar do recesso do feriado do Dia Nacional de Ação de Graças", o dia em que os peregrinos do navio May Flower por terem sobrevivido no primeiro ano da colonização.

O relatório descreve, entre outros detalhes "um esforço de meses em que o presidente Donald Trump quis de novo a interferência estrangeira em nossas eleições para seu benefício político e pessoal às custas do interesse nacional" e "uma campanha sem precedentes de obstrução num esforço para impedir os comitês de obter testemunhos e provas documentais."

A Comissão de Justiça também investiga dez casos apontados como possível obstrução de justiça no relatório do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos EUA para ajudar Trump a derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Família Warmbier repudia elogios de Trump ao ditador da Coreia do Norte

A família do estudante americano Otto Warmbier, que morreu depois de ficar preso um ano e cinco meses na Coreia do Norte, onde foi torturado, repudiou a declaração do presidente Donald Trump elogiando Kim Jong Un e alegando que o ditador não sabia de nada.

Fred e Cindy Warmbier, pais do estudante morto, declararam que foram "respeitosos" durante o encontro de cúpula entre os dois líderes, mas "nenhuma desculpa ou elogio vai mudar" o fato de que "Kim e seu regime diabólico" mataram seu filho, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Otto Warmbier foi detido em Pyongyang sob a acusação de roubar um cartaz de propaganda da ditadura comunista norte-coreana em janeiro de 2016. Condenado a 15 anos de trabalhos forçados, foi solto em junho de 2017 e devolvido aos Estados Unidos em estado vegetativo. Ele morreu dias depois, em Cincinnati, no estado de Ohio, onde morava.

Durante entrevista em Hanói, no Vietnã, no fim do encontro de cúpula fracassado, Trump afirmou: "Ele me disse que não sabia de nada e acreditei em sua palavra." Em entrevista ao canal de notícias Fox News, que o apoia incondicionalmente, o presidente dos EUA chamou o ditador de "afiado" e "verdadeiro líder".

"Algumas pessoas dizem que eu não deveria gostar dele", disse Trump ao apresentador Sean Hannity, um dos maiores defensores do presidente nos meios de comunicação dos EUA. "Por que eu não deveria gostar dele? Ele é um personagem. Ele é uma verdadeira personalidade. Ele é muito inteligente."

Hannity defendeu a posição de Trump de se retirar das negociações, comparando ao que fez o então presidente Ronald Reagan com o líder soviético Mikhail Gorbachev nos anos 1980s, nas conversações que levaram ao fim da Guerra Fria.

Trump tem uma paixão indiscreta por ditadores sanguinários como Kim, o chinês Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, acusado pelo assassinato brutal e cruel do jornalista Jamal Khashoggi, que vivia nos EUA.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Ministro da Justiça dos EUA rebate ataques do presidente Trump

Sob pressão depois que seu ex-advogado e um ex-chefe da campanha eleitoral foram condenados, o presidente Donald Trump atacou ferozmente o secretário da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, por não controlar as investigações. 

Sessions respondeu que enquanto for secretário o Departamento da Justiça "não será influenciado impropriamente por considerações políticas", informou a agência de notícias Associated Press (AP).

Em entrevista à televisão americana Fox News, que apoia o Partido Republicano e o movimento conservador, Trump tentou se defender das acusações de crimes imputadas a ele pelo advogado Michael Cohen. O presidente criticou o instituto da delação premiada, usado especialmente para desmantelar organizações mafiosas, afirmou que os réus mentem para reduzir suas penas.

O pai do advogado pressionou o filho dizendo que não havia sobrevivido ao Holocausto do povo judeu na Segunda Guerra Mundial para ter seu nome manchado por Trump, revelou o jornal The Wall Street Journal.

Foi mais um show do narcisismo de Trump, no estilo depois de mim, o dilúvio. Ele declarou que o impeachment de um presidente que está fazendo um governo tão bom, na opinião dele, "causaria um colapso do mercado" e "todo o mundo ficaria muito pobre".

Trump está furioso com Sessions porque ele se considerou impedido de supervisionar o inquérito sobre a influência indevida da Rússia na eleição presidencial de 2012. Como havia mantido contato com russos, o secretário entendeu corretamente que não poderia se envolver na investigação.

O inquérito ficou sob o controle do subprocurador-geral Rod Rosenstein, outro militante do Partido Republicano. Quando Trump demitiu o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, James Comey, em 9 de maio de 2017, Rosenstein decidiu nomear um procurador especial, Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI.

Desde então, Mueller denunciou 34 pessoas e há três obteve a condenação de Paul Manafort, o ex-chefe de campanha de Trump, em oito acusações de fraude fiscal e bancária quando trabalhava para o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou. O advogado-geral da Casa Branca falou com Mueller sem o conhecimento do presidente, sinal de que queria se proteger.

A pedido de Trump, Cohen pagou US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels 11 dias antes da eleição e US$ 150 mil à ex-garota da Playboy Karen McDougal para que não revelassem seus casos durante a campanha. Isso é ilegal. O advogado admitiu ter violado a lei de financiamento eleitoral porque o silêncio delas foi comprado para não atrapalhar a eleição de Trump.

Para complicar ainda mais o presidente, o magnata da imprensa David Pecker, dono do National Enquirer, um jornal sensacionalista vendido em supermercados, conseguiu imunidade dos procuradores. Pecker ficou com os direitos de publicação nos dois casos, mas preferiu esconder as histórias para proteger Trump.

Em seus ataques de fúria, Trump acusa a investigação do procurador especial de ser "uma caça às bruxas" conduzida por "democratas raivosos". O desespero de um presidente que sempre se considerou acima da lei é cada vez mais evidente em suas declarações e tuitaços.

sábado, 21 de maio de 2016

Hillary bate Trump por 62% a 23% no eleitorado latino

NOVA YORK - Ao lançar sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos, o magnata imobiliário Donald Trump acusou os imigrantes mexicanos de cometer crimes, inclusive sexuais, e prometeu construir um muro na fronteira com o México. Agora, as pesquisas refletem a rejeição do eleitorado de origem latino-americana ao bufão bilionário.

De acordo com uma sondagem da televisão conservadora Fox News, porta-voz informal do Partido Republicano, 62% dos latinos registrados para votar preferem a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e apenas 23% votariam em Trump, que apela para o medo como arma política.

Para 72% dos chamados hispânicos, Hillary representa melhor suas ideias. Só 14% dizem isso de Trump. Em relação a armas nucleares, 65% confiam na ex-senadora e 20% no magnata. Quanto ao uso da força, 60% preferem Hillary e 29% Trump. Na nomeação de ministros da Suprema Corte, 66% acreditam numa escolha da ex-primeira-dama e 24% na capacidade de julgamento de Trump.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Tirada machista não reduz liderança de Donald Trump

Apesar dos comentários machistas sobre a apresentadora do debate na televisão Fox News Megyn Kelly, o magnata imobiliário Donald Trump mantém a liderança nas pesquisas sobre quem será o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

Depois de uma entrevista à CNN em que acusou Kelly de vazar sangue por todos os lados, no que foi considerado uma tirada sexista relativa à menstrução, Trump foi desconvidado para uma conferência conservadora realizada em Atlanta, no estado da Geórgia.

"Você podia ver o sangue saindo de seus olhos, sangue saindo de sua qualquer coisa", disparou Trump na CNN. Mais tarde, disse que só um "depravado" interpretaria sua frase como sexista.

Mesmo assim, em pesquisa feita no fim de semana para a TV NBC, Trump foi o preferido com 23%, seguido do senador texano Ted Cruz, um dos mais conservadores e reacionários entre os 17 aspirantes, que fez propaganda fritando bacon no cano de uma metralhadora.

A favorita do Partido Democrata, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, aproveitou a oportunidade para descrever como "ultrajantes" as declarações e as mensagens de Trump no Twitter falando mal de Megyn Kelly, e apresentá-las como um sintoma da "guerra do Partido Republicano contra as mulheres".

Trump também não foi poupado pela única mulher entre os aspirantes à candidatura republicana. A executiva Carly Fiorina, ex-diretora-presidente da empresa de alta tecnologia HP ficou "horrorizada".

O magnata respondeu no Twitter: "Acabo de perceber que, se você ouve Carly Fiorina por mais de dez minutos, fica com uma tremenda dor de cabeça. Sua chance é zero!"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

TVs anunciam vitória de Obama

Com a vitória do presidente Barack Obama no estado-chave de Ohio, a Fox News e a CNN acabam de declarar que ele está reeleito para mais um mandato quatro anos na Presidência dos Estados Unidos.

Apesar de enfrentar a pior crise econômica desde a Grande Depressão, com desemprego de 7,9%, contra uma campanha pesada financiada por bilionários através dos chamados supercomitês de ação política e o racismo de parte da sociedade americana, o presidente negro consegue se reeleger.

O movimento radical de direita Festa do Chá, que cresceu com a vitória republicana nas eleições intermediárias de 2010, foi amplamente derrotado. Seus candidatos perderam as disputas para o Senado e o candidato republicano a vice-presidente, deputado Paul Ryan, não conseguiu levar a chapa à vitória no seu estado, Wisconsin.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Fox News é fonte de desinformação

A Fox News, do magnata australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, campeã de audiência entre os canais de notícias nos Estados Unidos, adota posições arquiconservadoras. É porta-voz do Partido Republicano, onde trabalham vários pré-candidatos do partido à Casa Branca.

Agora, uma pesquisa da Universidade Fairleigh Dickinson revela: "Quem assiste à Fox News tem 18 pontos percentuais menos chance de saber que o ditador Hosni Mubarak foi derrubado do que aqueles que não veem notícias na televisão".

Em relação à guerra civil na Síria, quem assiste à Fox News ficou seis pontos percentuais abaixo de quem não se interessa por notícias na pergunta sobre se os sírios conseguiram derrubar a ditadura de Bachar Assad.

Outro dia, ao entrevistar a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice, o apresentar começou a lamentar que George W. Bush tenha deixado uma imagem ruim. Mudei de canal.

Fox News: melhor não ver.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fox News acusa Fox News de terrorismo

Em mais um lance inacreditável do seu jornalismo sem nenhum caráter, a rede de televisão americana Fox News, do magnata australiano-americano Rupert Murdoch, afirmou que o projeto de construção de uma mesquita perto de onde ficava o World Trade Center, em Nova York, está sendo financiada por um homem ligado ao terrorismo.

Só faltou mencionar o nome do generoso doador: o príncipe saudita Alwaleed bin Talal.

A Fox News, porta-voz do Partido Republicano, acusou-o de "financiar a construção da madrassás no mundo inteiro", numa referência às escolas muçulmanas onde só se ensina o Corão. Mas se esqueceu de dizer que é o segundo maior acionista da empresa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Major mata 11 na maior base dos EUA

O major Nidal Malek Hassan matou 13 pessoas, 12 militares e um civil, ontem à tarde no Forte Hood, no Texas, a maior base militar dos Estados Unidos e do mundo. Ele trabalhava como psiquiatra e estaria revoltado porque ia para o Iraque.

Por volta de 16h30, pelo horário de Brasília, o major atacou perto do Centro de Prontidão, por onde os soldados americanos fazem checkups antes de irem para as guerras no Iraque e no Afeganistão e quando voltam.

As primeiras informações eram de que Hassan tinha sido morto pela Polícia do Exército. Agora há pouco, um porta-voz militar americano disse que ele foi ferido mas está no hospital em situação estável.

Assim que o atirador foi identificado, o Conselho de Relações Islâmico-Americanas divulgou uma declaração repudiando o massacre.

Em entrevista à rede de televisão Fox News, o coronel Terry Lee, que trabalhou no Forte Hood com o major Hassan, declarou que o atirador era contra as guerras no Iraque e no Afeganistão, "dizia que os EUA não deveriam estar lá e que os muçulmanos tinham o direito de se defender".

Cerca de 50 mil soldados servem no Forte Hood. Na hora do ataque, havia uns 35 mil. Era um dia de formatura e de festa.

domingo, 30 de agosto de 2009

Cheney queria bombardear o Irã

O vice-presidente Dick Cheney era a favor de um bombardeio para neutralizar o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas, mas foi voto vencido dentro do governo George W. Bush, admitiu Cheney hoje em entrevista à rede de televisão conservadora Fox News.

"Eu era com certeza o maior defensor de uma ação militar entre meus colegas", declarou o superpoderoso vice de Bush. "Pensava que as negociações não teriam sucesso a menos que os iranianos estivessem convencidos de estávamos prontos a usar a força. E até hoje, claro, eles continuam desenvolvendo seu programa nuclear. A questão não foi resolvida."

sábado, 15 de março de 2008

Pastor radical prejudica candidatura Obama

Um sermão raivoso do pastor Jeremiah Wright, que há 20 anos é o mentor do senador Barack Obama, prejudica o líder da disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos.

Na sexta-feira, Obama foi obrigado a repudiar o discurso do pastor: "Discordo veementemente e condeno totalmente as declarações que foram objeto desta controvérsia".

Wright afirmou que o "terrorismo" dos EUA provocou os atentados de 11 de setembro de 2001 e que os negros deveriam cantar Deus dane a América em vez de Deus salve a América.

Seus últimos ataques foram contra a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Wright disse que, sendo branca e fica, Hillary não é capaz de entender o que significa ser negro e pobre nos EUA, ser chamado de "crioulo" (nigger).

A direita conservadora logo se aproveitou do caso. Obama foi questionado no canal de notícias Fox News, do magnata australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, um dos magnatas da mídia.