A senadora democrata Dianne Feinstein, da Comissão de Justiça do Senado dos Estados Unidos, criticou duramente o presidente Donald Trump por dar indulto ao xerife Joseph Arpaio, condenado por desacato à Justiça ao perseguir imigrantes latino-americanos.
"O xerife Arpaio não deveria ter sido perdoado", afirmou Feinstein no Twitter. "Um perdão por sua conduta demonstra um desrespeito flagrante pelo Estado de Direito neste país. "Durante anos, o xerife Arpaio violou os direitos civis. Com este perdão, o presidente Trump indica que aprova seu comportamento."
Arpaio foi condenado por desacato ao não cumprir decisão judicial proibindo medidas discriminatórias contra os imigrantes latino-americanos.
Trump tentou aproveitar a comoção nacional causada pelo furacão Harvey para tentar que a notícia virasse a principal manchete. Na terça-feira, o presidente vai ao Texas inspecionar pessoalmente a destruição e visitar feridos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 27 de agosto de 2017
sábado, 21 de maio de 2016
Hillary bate Trump por 62% a 23% no eleitorado latino
NOVA YORK - Ao lançar sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos, o magnata imobiliário Donald Trump acusou os imigrantes mexicanos de cometer crimes, inclusive sexuais, e prometeu construir um muro na fronteira com o México. Agora, as pesquisas refletem a rejeição do eleitorado de origem latino-americana ao bufão bilionário.
De acordo com uma sondagem da televisão conservadora Fox News, porta-voz informal do Partido Republicano, 62% dos latinos registrados para votar preferem a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e apenas 23% votariam em Trump, que apela para o medo como arma política.
Para 72% dos chamados hispânicos, Hillary representa melhor suas ideias. Só 14% dizem isso de Trump. Em relação a armas nucleares, 65% confiam na ex-senadora e 20% no magnata. Quanto ao uso da força, 60% preferem Hillary e 29% Trump. Na nomeação de ministros da Suprema Corte, 66% acreditam numa escolha da ex-primeira-dama e 24% na capacidade de julgamento de Trump.
De acordo com uma sondagem da televisão conservadora Fox News, porta-voz informal do Partido Republicano, 62% dos latinos registrados para votar preferem a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e apenas 23% votariam em Trump, que apela para o medo como arma política.
Para 72% dos chamados hispânicos, Hillary representa melhor suas ideias. Só 14% dizem isso de Trump. Em relação a armas nucleares, 65% confiam na ex-senadora e 20% no magnata. Quanto ao uso da força, 60% preferem Hillary e 29% Trump. Na nomeação de ministros da Suprema Corte, 66% acreditam numa escolha da ex-primeira-dama e 24% na capacidade de julgamento de Trump.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Juiz federal suspende decreto de Obama sobre imigração
Um juiz federal do Texas suspendeu temporariamente a aplicação de decretos do presidente Barack Obama sobre imigração, questionados por 26 estados, até uma decisão final sobre o caso.
Em uma ordem judicial, o juiz Andrew Hanen, do Tribunal Distrital Federal para o Distrito Sul do Texas, sediado em Brownsville, proibiu o governo dos Estados Unidos de levar adiante as iniciativas anunciadas pelo presidente em 20 de novembro de 2014.
As medidas incluíam proteção contra deportação e direito de trabalhar legalmente para cerca de 5 milhões de imigrantes ilegais.
Obama baixou o decreto em novembro alegando que a oposição republicana obstrui há anos uma reforma do sistema de imigração deixando milhões de pessoas num limbo jurídico. Foi também uma manobra para jogar o eleitorado de origem latino-americana contra o Partido Republicano, que hoje controla as duas casas do Congresso.
Os republicanos reagiram acusando o presidente de violar a Constituição e ignorar o Congresso.
Em uma ordem judicial, o juiz Andrew Hanen, do Tribunal Distrital Federal para o Distrito Sul do Texas, sediado em Brownsville, proibiu o governo dos Estados Unidos de levar adiante as iniciativas anunciadas pelo presidente em 20 de novembro de 2014.
As medidas incluíam proteção contra deportação e direito de trabalhar legalmente para cerca de 5 milhões de imigrantes ilegais.
Obama baixou o decreto em novembro alegando que a oposição republicana obstrui há anos uma reforma do sistema de imigração deixando milhões de pessoas num limbo jurídico. Foi também uma manobra para jogar o eleitorado de origem latino-americana contra o Partido Republicano, que hoje controla as duas casas do Congresso.
Os republicanos reagiram acusando o presidente de violar a Constituição e ignorar o Congresso.
sábado, 6 de outubro de 2012
Latinos da Flórida preferem Obama por 61% a 31%
A atitude complacente e distante do presidente Barack Obama no primeiro debate da eleição presidencial nos Estados Unidos pode ser explicado pelo fato dele viver dentro de uma bolha, a Casa Branca. Mas, se depender dos eleitores de origem latina num estado decisivo como a Flórida, o presidente está reeleito.
No poder, o presidente está cercado de áulicos e assessores que o protegem de questionamentos mais duros da imprensa. Raramente ele enfrenta diretamente as críticas tanto de setores descontentes de seu próprio partido, o democrata, e menos ainda da oposição republicana, comenta Lesley Clark, da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers, editora do jornal The Miami Herald.
Por outro lado, na Flórida, os eleitores de origem latino-americana ou hispânicos, como são chamados nos EUA, tendem a votar no presidente numa proporção de dois para um. A maioria apoia suas políticas sobre imigração e está entusiasmada para votar, o que é importante num país onde o voto não é obrigatório, indica uma pesquisa feita pelo grupo Decisões Latinas por uma Voz na América.
"Os latinos estão mais envolvidos na questão da imigração, independentemente de onde vivam no país", comentou o cientista político Casey Klofstad, professor da Universidade de Miami que pesquisa o voto hispânico, sugerindo que este seja um padrão nacional.
Obama perde para o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, candidato do Partido Republicano, entre os homens brancos, mas vence entre as mulheres e todas as minorias raciais. O conservadorismo americano é majoritariamente o reduto dos brancos de olhos azuis. A mudança demográfica favorece o Partido Democrata.
No poder, o presidente está cercado de áulicos e assessores que o protegem de questionamentos mais duros da imprensa. Raramente ele enfrenta diretamente as críticas tanto de setores descontentes de seu próprio partido, o democrata, e menos ainda da oposição republicana, comenta Lesley Clark, da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers, editora do jornal The Miami Herald.
Por outro lado, na Flórida, os eleitores de origem latino-americana ou hispânicos, como são chamados nos EUA, tendem a votar no presidente numa proporção de dois para um. A maioria apoia suas políticas sobre imigração e está entusiasmada para votar, o que é importante num país onde o voto não é obrigatório, indica uma pesquisa feita pelo grupo Decisões Latinas por uma Voz na América.
"Os latinos estão mais envolvidos na questão da imigração, independentemente de onde vivam no país", comentou o cientista político Casey Klofstad, professor da Universidade de Miami que pesquisa o voto hispânico, sugerindo que este seja um padrão nacional.
Obama perde para o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, candidato do Partido Republicano, entre os homens brancos, mas vence entre as mulheres e todas as minorias raciais. O conservadorismo americano é majoritariamente o reduto dos brancos de olhos azuis. A mudança demográfica favorece o Partido Democrata.
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