Grande vencedora dos debates da semana passada, a senadora pelo estado da Califórnia Kamala Harris ficou em segundo lugar na última pesquisa da rede de televisão americana CNN sobre os pré-candidatos do Partido Democrata à eleição presidencial de 2020, ultrapassando os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren.
No segundo debate, na sexta-feira, a senadora desafiou o líder nas pesquisas sobre a candidatura democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, ao falar de suas relações com supremacistas brancos do Partido Republicano. Quem conhece a luta de Biden pelos direitos civis considerou a crítica exagerada, mas aparentemente pegou bem entre os eleitores do partido.
Biden lidera com 22%, seguido de Harris com 17%, Warren com 15% e Sanders com 14%, na pesquisa CNN. As eleições primárias começam no início do próximo ano.
Como há 20 democratas lutando pela candidatura, os postulantes foram divididos em dois grupos para os primeiros debates. O primeiro dia foi dominado por Warren. Não houve grandes choques. Os pré-candidatos estavam mais interessados em se apresentar ao eleitorado e o líder não estava presente para ser alvo de todos os outros.
Harris, Biden e Sanders estavam no segundo dia. A senadora californiana impressionou com sua história da vida pessoal de uma menina negra que se sentia segregada quando frequentava uma escola pública em Berkeley.
A ascensão de Warren pela esquerda é atribuída em parte ao desgaste do socialista Sanders, que não é mais novidade como em 2016, quando desafiava a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 2 de julho de 2019
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Vice de Obama lidera entre pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA
O ex-vice-presidente Joe Biden lidera as pesquisas entre os 24 aspirantes à Casa Branca do Partido Democrata, com 33% das preferências em pesquisa da Universidade Monmouth, de West Long Beach, no estado da Virgínia.
Biden subiu desde que declarou sua candidatura. Também avançaram as senadoras Elizabeth Warren e Kamala Harris, enquanto o senador socialista Bernie Sanders sofreu uma queda forte.
Biden tinha 28% em março e 27% em abril. Sanders caiu de 25% em março para 20% em abril. Agora, tem 15%. Harris aparece em terceiro, com 11%, um pouco acima dos 8% de abril e dos 10% de março. Warren está com 10%, depois de receber o apoio de 8% em março e 6% em abril.
O prefeito Pete Buttigieg, homossexual assumido, caiu para 6% depois de subir de menos de 1% em março para 8% em abril. O deputado Beto O'Rourke tem 4%, mesmo índice de abril, depois de registrar 6% em março. E a senadora Amy Klobuchar ficou com os 3% que tinha em março, após uma queda para 1% em abril.
Depois de Biden, Warren é a candidata mais conhecida pelos eleitores democratas (88%), seguida por Harris (82%).
Biden subiu desde que declarou sua candidatura. Também avançaram as senadoras Elizabeth Warren e Kamala Harris, enquanto o senador socialista Bernie Sanders sofreu uma queda forte.
Biden tinha 28% em março e 27% em abril. Sanders caiu de 25% em março para 20% em abril. Agora, tem 15%. Harris aparece em terceiro, com 11%, um pouco acima dos 8% de abril e dos 10% de março. Warren está com 10%, depois de receber o apoio de 8% em março e 6% em abril.
O prefeito Pete Buttigieg, homossexual assumido, caiu para 6% depois de subir de menos de 1% em março para 8% em abril. O deputado Beto O'Rourke tem 4%, mesmo índice de abril, depois de registrar 6% em março. E a senadora Amy Klobuchar ficou com os 3% que tinha em março, após uma queda para 1% em abril.
Depois de Biden, Warren é a candidata mais conhecida pelos eleitores democratas (88%), seguida por Harris (82%).
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domingo, 21 de abril de 2019
Comediante judeu é eleito presidente da Ucrânia
Um humorista sem experiência política que pouco tempo atrás representava o presidente em programas de televisão foi eleito presidente da Ucrânia por ampla margem. De acordo com pesquisas de boca de urna, Volodymyr Zelensky teria recebido 73% dos votos contra 25% para o atual presidente, Petro Porochenko.
É uma ascensão extraordinária para o comediante de 41 anos, que anunciou sua candidatura na véspera do Ano Novo. "Prometo nunca trair vocês", declarou Zelensky ao festejar a vitória. Num recado à vizinha Rússia e desafio ao Kremlin, acrescentou: "A todos os países da antiga União Soviética, olhem para nós... Tudo é possível."
Como candidato antissistema, Zelensky se beneficiou do desgaste de Porochenko e da classe política ucraniana, desmoralizada por escândalos de corrupção e pela situação econômica do país depois da Revolução da Praça Maidan, que derrubou o presidente Viktor Yanukovich, mas provocou uma intervenção militar da Rússia, em fevereiro de 2014.
Por ordem de Moscou, soldados russos da Frota do Mar Negro estacionados em Sebastopol, na Crimeia, tomaram esta península, anexada ilegalmente pela Rússia em março de 2014. Em abril daquele ano, começou uma revolta insuflada pelo Kremlin no Leste da Ucrânia, causando uma guerra civil em que mais de 10 mil pessoas foram mortas.
A intervenção militar russa na Ucrânia levou os Estados Unidos e a União Europeia a adotarem sanções contra a Rússia, degradando as relações entre o Kremlin e o Ocidente a seu pior período desde o fim da Guerra Fria e da URSS, em 1991.
Zelensky conquistou 30% dos votos no primeiro turno, em 31 de março. Na campanha do segundo turno, Porochenko, um bilionário conhecido como o Rei do Chocolate, tentou sem sucesso apresentar o adversário como inexperiente.
O presidente eleito, a se confirmarem as pesquisas, batizou seu partido como Servidor do Povo, título do programa de TV em que representa um professor honesto combatendo a elite corrupta.
Ele promete acelerar as reformas econômicas e ampliar a integração à UE, mas não indicou como pretende se relacionar com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, que age como se a Ucrânia pertencesse historicamente à Rússia.
É uma ascensão extraordinária para o comediante de 41 anos, que anunciou sua candidatura na véspera do Ano Novo. "Prometo nunca trair vocês", declarou Zelensky ao festejar a vitória. Num recado à vizinha Rússia e desafio ao Kremlin, acrescentou: "A todos os países da antiga União Soviética, olhem para nós... Tudo é possível."
Como candidato antissistema, Zelensky se beneficiou do desgaste de Porochenko e da classe política ucraniana, desmoralizada por escândalos de corrupção e pela situação econômica do país depois da Revolução da Praça Maidan, que derrubou o presidente Viktor Yanukovich, mas provocou uma intervenção militar da Rússia, em fevereiro de 2014.
Por ordem de Moscou, soldados russos da Frota do Mar Negro estacionados em Sebastopol, na Crimeia, tomaram esta península, anexada ilegalmente pela Rússia em março de 2014. Em abril daquele ano, começou uma revolta insuflada pelo Kremlin no Leste da Ucrânia, causando uma guerra civil em que mais de 10 mil pessoas foram mortas.
A intervenção militar russa na Ucrânia levou os Estados Unidos e a União Europeia a adotarem sanções contra a Rússia, degradando as relações entre o Kremlin e o Ocidente a seu pior período desde o fim da Guerra Fria e da URSS, em 1991.
Zelensky conquistou 30% dos votos no primeiro turno, em 31 de março. Na campanha do segundo turno, Porochenko, um bilionário conhecido como o Rei do Chocolate, tentou sem sucesso apresentar o adversário como inexperiente.
O presidente eleito, a se confirmarem as pesquisas, batizou seu partido como Servidor do Povo, título do programa de TV em que representa um professor honesto combatendo a elite corrupta.
Ele promete acelerar as reformas econômicas e ampliar a integração à UE, mas não indicou como pretende se relacionar com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, que age como se a Ucrânia pertencesse historicamente à Rússia.
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quinta-feira, 7 de março de 2019
Maioria dos americanos acredita que Trump cometeu crimes
O presidente Donald Trump cometeu crimes antes de chegar à Casa Branca, disseram 64% dos entrevistados numa pesquisa nacional da Universidade Quinnipiac, nos Estados Unidos, enquanto 24% acreditam que é inocente.
Entre os eleitores republicanos, 48% consideram Trump inocente e 33% entendem que cometeu crimes antes de se tornar presidente. Em todos os outros segmentos da pesquisa, outros partidos, por gênero, por educação, idade e classe social, a maioria é contra Trump.
Quanto a crimes cometidos no exercício do mandato, que poderiam levar a um processo de impeachment, os americanos estão divididos por 45% a 43%.
O pagamento feito por ordem de Trump para esconder histórias negativas para sua campanha como suas amantes foi considerado antiético e criminoso por 40% das pessoas ouvidas na sondagem. Outros 21% acharam antiético, mas não um crime, e 20% não acharam nem antiético.
Entre os eleitores republicanos, 48% consideram Trump inocente e 33% entendem que cometeu crimes antes de se tornar presidente. Em todos os outros segmentos da pesquisa, outros partidos, por gênero, por educação, idade e classe social, a maioria é contra Trump.
Quanto a crimes cometidos no exercício do mandato, que poderiam levar a um processo de impeachment, os americanos estão divididos por 45% a 43%.
O pagamento feito por ordem de Trump para esconder histórias negativas para sua campanha como suas amantes foi considerado antiético e criminoso por 40% das pessoas ouvidas na sondagem. Outros 21% acharam antiético, mas não um crime, e 20% não acharam nem antiético.
domingo, 16 de setembro de 2018
Democratas devem reassumir controle da Câmara nos EUA
Depois da vitória inesperada de Donald Trump, prevista por apenas um instituto de pesquisa, eleitores e pesquisadores estão receosos. Mas o boletim de notícias OZY afirma que o Partido Democrata, de oposição, tem 90% de chance de recuperar a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições intermediária de 6 de novembro de 2018.
A pesquisa, feita pelo instituto Optimus, prevê que os democratas elejam 227 deputados contra 208 do Partido Republicano, de Trump. Desde 2010, nas primeiras eleições parlamentares depois da vitória de Barack Obama em 2008, os republicanos têm maioria na Câmara.
No Senado, por sua vez, os republicanos têm 82% de chance de ter ao menos 50 deputados, a metade. Isso garantiria a maioria porque o vice-presidente Mike Pence é o presidente do Senado e pode dar o voto de minerva em votações que terminarem empatadas. A pesquisa dá aos republicanos uma maioria de 51 senadores.
Para fazer estas previsões, a Optimus utilizou um sistema de inteligência artificial que levou em consideração mais de 100 variáveis, inclusive resultados de eleições passadas, pesquisas de intenção de voto, pesquisas sobre o perfil do eleitorado e as taxas de desemprego.
Se os democratas tiveram maioria na Câmara a partir de 2019, podem abrir um processo de impeachment de Trump. Basta maioria absoluta na Câmara para denunciar o presidente. Já o afastamento definitivo depende de dois terços do Senado. É preciso que parte da bancada republicana abandone o presidente.
Em 1974, o então presidente Richard Nixon renunciou para evitar a condenação num processo de impeachment pelo Escândalo de Watergate depois que uma comissão de senadores republicanos foi à Casa Branca e avisou que o partido não o apoiaria mais.
Trump ainda está longe disso. Mas a investigação do procurador especial Robert Mueller é uma ameaça em potencial ao presidente. Sua maior preocupação no momento é não perder a maioria nas duas casas do Congresso.
A pesquisa, feita pelo instituto Optimus, prevê que os democratas elejam 227 deputados contra 208 do Partido Republicano, de Trump. Desde 2010, nas primeiras eleições parlamentares depois da vitória de Barack Obama em 2008, os republicanos têm maioria na Câmara.
No Senado, por sua vez, os republicanos têm 82% de chance de ter ao menos 50 deputados, a metade. Isso garantiria a maioria porque o vice-presidente Mike Pence é o presidente do Senado e pode dar o voto de minerva em votações que terminarem empatadas. A pesquisa dá aos republicanos uma maioria de 51 senadores.
Para fazer estas previsões, a Optimus utilizou um sistema de inteligência artificial que levou em consideração mais de 100 variáveis, inclusive resultados de eleições passadas, pesquisas de intenção de voto, pesquisas sobre o perfil do eleitorado e as taxas de desemprego.
Se os democratas tiveram maioria na Câmara a partir de 2019, podem abrir um processo de impeachment de Trump. Basta maioria absoluta na Câmara para denunciar o presidente. Já o afastamento definitivo depende de dois terços do Senado. É preciso que parte da bancada republicana abandone o presidente.
Em 1974, o então presidente Richard Nixon renunciou para evitar a condenação num processo de impeachment pelo Escândalo de Watergate depois que uma comissão de senadores republicanos foi à Casa Branca e avisou que o partido não o apoiaria mais.
Trump ainda está longe disso. Mas a investigação do procurador especial Robert Mueller é uma ameaça em potencial ao presidente. Sua maior preocupação no momento é não perder a maioria nas duas casas do Congresso.
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Dois terços dos EUA querem leis mais duras para controle de armas
Cerca de 66% dos americanos apoiam o endurecimento das leis sobre compra e porte de armas e 31% são contra. É a maior porcentagem a favor de maior controle de armas desde 2008, indica uma pesquisa da Universidade Quinnipiac divulgada ontem, maior do que em 2013, depois do massacre na Escola Primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut.
Em 2008, 54% eram a favor de maior controle de armas e 40% julgavam desnecessário. Agora, 67% querem a proibição da venda de "armas de assalto", armas de guerra. Em fevereiro de 2013, 56% aprovavam a proibição de venda destas armas.
Depois do novo massacre, com 17 mortes, numa escola secundária de Parkland, na Flórida, na semana passada, há um movimento nacional liderado por jovens sobreviventes para pressionar as autoridades políticas a se livrar da influência da Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas.
Os jovens estão planejando uma marcha sobre Washington, com o apoio financeiro de celebridades como o ator de Hollywood George Clooney para exigir o fim da venda de armas de guerra e munições.
Diante da indignação da maioria, o presidente Donald Trump admitiu ser a favor da lei que proíbe o uso de um dispositivo que transformar armas semiautomáticas em automáticas. Mas esta é uma questão ligada ao massacre de 57 pessoas em Las Vegas em 1º de outubro de 2017, quando um atirador instalado num hotel atirou contra uma multidão que assistia a um concerto de música sertaneja.
Trump, que abriu o massacre recente na Flórida aos problemas mentais do assassino, também apoia o aumento da fiscalização no momento da compra de armas.
Outra pesquisa, divulgada pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC, revelou a divisão de opinião ao longo das linhas partidárias. Cerca de 80% dos republicanos preferem detetores de metal (41%) e professores armados (38%) a leis mais duras sobre compra e porte de armas (9%).
Enquanto 29% dos republicanos acreditam que leis mais rigorosas poderiam ter evitado o massacre em Parkland, 59% disseram que professores armados teriam conseguido.
Em 2008, 54% eram a favor de maior controle de armas e 40% julgavam desnecessário. Agora, 67% querem a proibição da venda de "armas de assalto", armas de guerra. Em fevereiro de 2013, 56% aprovavam a proibição de venda destas armas.
Depois do novo massacre, com 17 mortes, numa escola secundária de Parkland, na Flórida, na semana passada, há um movimento nacional liderado por jovens sobreviventes para pressionar as autoridades políticas a se livrar da influência da Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas.
Os jovens estão planejando uma marcha sobre Washington, com o apoio financeiro de celebridades como o ator de Hollywood George Clooney para exigir o fim da venda de armas de guerra e munições.
Diante da indignação da maioria, o presidente Donald Trump admitiu ser a favor da lei que proíbe o uso de um dispositivo que transformar armas semiautomáticas em automáticas. Mas esta é uma questão ligada ao massacre de 57 pessoas em Las Vegas em 1º de outubro de 2017, quando um atirador instalado num hotel atirou contra uma multidão que assistia a um concerto de música sertaneja.
Trump, que abriu o massacre recente na Flórida aos problemas mentais do assassino, também apoia o aumento da fiscalização no momento da compra de armas.
Outra pesquisa, divulgada pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC, revelou a divisão de opinião ao longo das linhas partidárias. Cerca de 80% dos republicanos preferem detetores de metal (41%) e professores armados (38%) a leis mais duras sobre compra e porte de armas (9%).
Enquanto 29% dos republicanos acreditam que leis mais rigorosas poderiam ter evitado o massacre em Parkland, 59% disseram que professores armados teriam conseguido.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Trump tem pior avaliação de um presidente no primeiro ano de mandato
Com apenas 39% de aprovação, Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos com a pior avaliação no fim do primeiro ano de governo, 10 pontos percentuais abaixo de Bill Clinton. O ano foi marcado pelas mentiras de Trump e declarações intempestivas e agressivas que não se esperam de um presidente dos EUA e exacerbaram as divisões no país.
Depois de Trump chamar El Salvador, o Haiti e países da África de "buracos de merda", até a sanidade mental do presidente foi questionada. Ontem, um médico da Casa Branca declarou que Trump está bem de saúde e "não tem problemas cognitivos".
No livro Fogo e Fúria, o jornalista Michael Wolff descreveu uma Casa Branca caótica cheia de incompetentes e ególatras que ficam brigando entre si e não teriam capacidade, assim como Trump, de governar o país mais poderoso da Terra.
Cerca de 57% dos americanos reprovam o governo Trump; 37% acreditam que ele está ajudando a economia. A maior apoio vem do eleitorado republicano (83%). Ele tomou posse em 20 de janeiro de 2017.
Depois de Trump chamar El Salvador, o Haiti e países da África de "buracos de merda", até a sanidade mental do presidente foi questionada. Ontem, um médico da Casa Branca declarou que Trump está bem de saúde e "não tem problemas cognitivos".
No livro Fogo e Fúria, o jornalista Michael Wolff descreveu uma Casa Branca caótica cheia de incompetentes e ególatras que ficam brigando entre si e não teriam capacidade, assim como Trump, de governar o país mais poderoso da Terra.
Cerca de 57% dos americanos reprovam o governo Trump; 37% acreditam que ele está ajudando a economia. A maior apoio vem do eleitorado republicano (83%). Ele tomou posse em 20 de janeiro de 2017.
Eleitores não consideram Trump nenhum gênio
O boletim escolar que os eleitores dos Estados Unidos dariam ao presidente Donald Trump não confirma sua alegação de que é "um gênio muito estável". De acordo com pesquisa da empresa Morning Consulting para o boletim de notícias Político, Trump seria reprovado.
As melhores notas de Trump seriam em economia, empregos e combate ao terrorismo. O presidente seria reprovado em saúde, dívida pública e relações exteriores.
Em geral, 35% deram F a Trump, um pouco mais do que os 34% que o avaliaram com A ou B, enquanto 14% ficam em C e 11% D, nota que lhe daria direito a uma recuperação para passar de ano.
Os homens fazem uma avaliação melhor do presidente: 38% deram A ou B, enquanto 42% optaram por D ou F. Só 31% das mulheres aprovam Trump A ou B e 50% o reprovam com D e F.
Entre o eleitorado do Partido Republicano, 72% optaram por A ou B e apenas 10% D e F. Entre os democratas, 79% avaliaram Trump com D ou F e apenas 8% deram A ou B. Para 45% dos independentes, o primeiro ano de Trump ficam entre D e F, enquanto 27% acreditam que merece A ou B.
"Apesar de um primeiro ano tumultuoso, nossa pesquisa indica um aumento do número de republicanos que entendem que Trump está fazendo um trabalho excelente como presidente", declarou o cofundador e diretor de pesquisas da Moning Consulting, Kyle Dropp. "Em meados de abril, 33% dos republicanos davam A ao presidente; hoje, são 43%."
As melhores notas de Trump seriam em economia, empregos e combate ao terrorismo. O presidente seria reprovado em saúde, dívida pública e relações exteriores.
Em geral, 35% deram F a Trump, um pouco mais do que os 34% que o avaliaram com A ou B, enquanto 14% ficam em C e 11% D, nota que lhe daria direito a uma recuperação para passar de ano.
Os homens fazem uma avaliação melhor do presidente: 38% deram A ou B, enquanto 42% optaram por D ou F. Só 31% das mulheres aprovam Trump A ou B e 50% o reprovam com D e F.
Entre o eleitorado do Partido Republicano, 72% optaram por A ou B e apenas 10% D e F. Entre os democratas, 79% avaliaram Trump com D ou F e apenas 8% deram A ou B. Para 45% dos independentes, o primeiro ano de Trump ficam entre D e F, enquanto 27% acreditam que merece A ou B.
"Apesar de um primeiro ano tumultuoso, nossa pesquisa indica um aumento do número de republicanos que entendem que Trump está fazendo um trabalho excelente como presidente", declarou o cofundador e diretor de pesquisas da Moning Consulting, Kyle Dropp. "Em meados de abril, 33% dos republicanos davam A ao presidente; hoje, são 43%."
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Aprovação do governo Trump atinge novo recorde de baixa
Depois de três meses seguidos de queda, a popularidade do presidente Donald Trump atingiu novo limite inferior na pesquisa do Instituto Harris e da Universidade de Harvard. Enquanto 41% aprovam, 59% desaprovam o trabalho de Trump na Presidência dos Estados Unidos.
Outra pesquisa, da RealClear Politics, apontou aprovação de apenas 38%. Nesta pesquisa, Trump tinha o apoio de 45% em setembro e 42% em outubro. O presidente obteve o melhor resultado em março: 49%.
Mas o eleitorado que levou Trump à Casa Branca continua fiel. Cerca de 79% dos republicanos e 86% de seus eleitores aprovam o desempenho do presidente. Entre os independentes, a popularidade cai para 38%. Entre democratas, negros e eleitores de Hillary Clinton, a rejeição é quase total.
O prestígio dos republicanos no Congresso é muito pior. Cai para 28% e 52% entre o eleitorado do partido.
Em 301 dias de controle sobre a Casa Branca e o Capitólio, o Partido Republicano não obteve nenhuma vitória legislativa importante. No momento, prepara um megacorte de US$ 1,5 trilhão nos impostos dos ricos e das grandes empresas.
A maioria dos entrevistados (54%) é contra a reforma fiscal republicana e acredita que suas finanças serão prejudicadas. Enquanto 75% dos republicanos apoiam, 77% dos democratas e 56% dos independentes são contra.
Mais da metade é pessimista; 58% veem os EUA indo na direção errada. Mas há otimismo relativo quanto à economia, com 45% achando que vai indo bem enquanto 37% entendem que não está em bom caminho.
Outra pesquisa, da RealClear Politics, apontou aprovação de apenas 38%. Nesta pesquisa, Trump tinha o apoio de 45% em setembro e 42% em outubro. O presidente obteve o melhor resultado em março: 49%.
Mas o eleitorado que levou Trump à Casa Branca continua fiel. Cerca de 79% dos republicanos e 86% de seus eleitores aprovam o desempenho do presidente. Entre os independentes, a popularidade cai para 38%. Entre democratas, negros e eleitores de Hillary Clinton, a rejeição é quase total.
O prestígio dos republicanos no Congresso é muito pior. Cai para 28% e 52% entre o eleitorado do partido.
Em 301 dias de controle sobre a Casa Branca e o Capitólio, o Partido Republicano não obteve nenhuma vitória legislativa importante. No momento, prepara um megacorte de US$ 1,5 trilhão nos impostos dos ricos e das grandes empresas.
A maioria dos entrevistados (54%) é contra a reforma fiscal republicana e acredita que suas finanças serão prejudicadas. Enquanto 75% dos republicanos apoiam, 77% dos democratas e 56% dos independentes são contra.
Mais da metade é pessimista; 58% veem os EUA indo na direção errada. Mas há otimismo relativo quanto à economia, com 45% achando que vai indo bem enquanto 37% entendem que não está em bom caminho.
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domingo, 5 de novembro de 2017
Popularidade de Macron cai a 35% seis meses depois da eleição
Seis meses depois de sua impressionante vitória nas urnas, só 35% dos franceses aprovam a atuação do jovem presidente Emmanuel Macron, indica uma pesquisa do instituto Harris Interactive divulgada ontem pelo canal de televisão France 2. Em comparação, 32% estão "mais descontentes" e 27% "muito descontentes".
Macron, de centro-direita, mantém o apoio de 80% dos que votaram nele no primeiro turno, em 23 de abril. Entre os eleitores da ultradireitista Marine Le Pen, do esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon e do socialista Benoît Hamon, a rejeição é maciça. O eleitorado conservador de François Fillon se dividiu: 51% aprovam Macron, enquanto 47% estão insatisfeitos.
A maioria dos franceses (52%) gostou do fim da cobrança do imposto predial para 80% dos proprietários de imóveis, mas 45% são contra o aumento da contribuição social geral, 41% contra a redução do imposto sobre fortunas e 35% contra a reforma trabalhista.
Essas reformas destinadas a aumentar o dinamismo da economia da França, a sexta maior do mundo, estimular o investimento e a geração de empregos deram a impressão, reforçada pela propagada da extrema direita e da esquerda, de que Macron é um "presidente dos ricos".
Mais de 60% dos franceses entendem que as políticas de Macron favorecem os mais ricos. Só 7% disseram que ele beneficia mais a classe média e 3% que ajuda mais aos pobres.
Enquanto mais da metade confia no chefe de Estado para "garantir um papel importante para a França a nível internacional" e "garantir a segurança da França", só 27% esperam um aumento do seu poder de compra.
A pesquisa consultou 1.817 pessoas via Internet em 2 e 3 de novembro.
Macron, de centro-direita, mantém o apoio de 80% dos que votaram nele no primeiro turno, em 23 de abril. Entre os eleitores da ultradireitista Marine Le Pen, do esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon e do socialista Benoît Hamon, a rejeição é maciça. O eleitorado conservador de François Fillon se dividiu: 51% aprovam Macron, enquanto 47% estão insatisfeitos.
A maioria dos franceses (52%) gostou do fim da cobrança do imposto predial para 80% dos proprietários de imóveis, mas 45% são contra o aumento da contribuição social geral, 41% contra a redução do imposto sobre fortunas e 35% contra a reforma trabalhista.
Essas reformas destinadas a aumentar o dinamismo da economia da França, a sexta maior do mundo, estimular o investimento e a geração de empregos deram a impressão, reforçada pela propagada da extrema direita e da esquerda, de que Macron é um "presidente dos ricos".
Mais de 60% dos franceses entendem que as políticas de Macron favorecem os mais ricos. Só 7% disseram que ele beneficia mais a classe média e 3% que ajuda mais aos pobres.
Enquanto mais da metade confia no chefe de Estado para "garantir um papel importante para a França a nível internacional" e "garantir a segurança da França", só 27% esperam um aumento do seu poder de compra.
A pesquisa consultou 1.817 pessoas via Internet em 2 e 3 de novembro.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Maioria dos americanos vê Trump dividindo o país
Cerca de 62% dos eleitores americanos entendem que o presidente Donald Trump está dividindo os Estados Unidos, enquanto 31% acreditam que ele está unindo o país, indica uma pesquisa nacional divulgada ontem pela Universidade Quinnipiac.
A aprovação de Trump caiu de 39,57% em 17 de agosto para 35,59%. Eleitores de todos os partidos, gêneros, níveis educacionais, idades e grupos raciais desaprovam o presidente, à exceção dos republicanos. Entre os eleitores do seu partido, Trump tem 77,14% de apoio.
O presidente consegue maiorias escassas no eleitorado branco sem curso superior (52,4%) e entre os homens brancos (50,46%).
Depois dos conflitos racistas provocados por neonazistas em Charlottesville, na Virgínia, quando Trump culpou primeiro "muitos lados" e "ambos os lados", 60,32% não gostaram da reação do presidente.
Para 59% dos entrevistados na pesquisa, 59% concordaram que as declarações, as decisões e o comportamento de Trump encorajam os supremacistas brancos, enquanto 3% disseram que desencoraja e 35% que não têm maior impacto.
A aprovação de Trump caiu de 39,57% em 17 de agosto para 35,59%. Eleitores de todos os partidos, gêneros, níveis educacionais, idades e grupos raciais desaprovam o presidente, à exceção dos republicanos. Entre os eleitores do seu partido, Trump tem 77,14% de apoio.
O presidente consegue maiorias escassas no eleitorado branco sem curso superior (52,4%) e entre os homens brancos (50,46%).
Depois dos conflitos racistas provocados por neonazistas em Charlottesville, na Virgínia, quando Trump culpou primeiro "muitos lados" e "ambos os lados", 60,32% não gostaram da reação do presidente.
Para 59% dos entrevistados na pesquisa, 59% concordaram que as declarações, as decisões e o comportamento de Trump encorajam os supremacistas brancos, enquanto 3% disseram que desencoraja e 35% que não têm maior impacto.
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domingo, 23 de julho de 2017
Popularidade de Macron cai 10 pontos para 54%
Com uma queda de 10 pontos percentuais em julho, a popularidade do presidente da França, Emmanuel Macron, baixou para 54%, indica uma pesquisa do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop) publicada hoje no Journal de Dimanche.
Desde maio a julho de 1995, quando Jacques Chirac caiu 15 pontos, um presidente francês não sofria uma perda de popularidade tão forte nos primeiros três meses de governo.
"Não é o fim do estado de graça, mas um primeiro alerta muito sério", advertiu o JDD. Quando foi eleito, no segundo turno, em 7 de maio, Macron tinha o apoio de 62% dos franceses. Em junho, 64% estavam satisfeitos com o presidente.
O general Charles de Gaulle perdeu cinco pontos em três meses em 1966, de 61% para 56%. François Mitterrand recuou sete pontos em 1981, depois de sua primeira eleição, de 54% a 47%.
Entre as razões para a queda na popularidade do jovem presidente da França estão o bate-boca com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Pierre de Villiers, que reclamava dos cortes orçamentários e pediu demissão. Macron passou uma imagem de arrogância e foi comparado a Napoleão Bonaparte.
O aumento da contribuição previdenciária e a expectativa de reformas que aumentem a idade da aposentadoria e simplifiquem a legislação trabalhista preocupam boa parte do eleitorado, além das esperadas demissões e cortes de vagas no serviço público.
Macron perdeu 11 pontos percentuais entre os maiores de 65 anos e 14 pontos na faixa de 50 a 64 anos. Caiu 12 pontos entre os eleitores do Partido Socialista e 18 pontos entre os funcionários públicos.
Desde maio a julho de 1995, quando Jacques Chirac caiu 15 pontos, um presidente francês não sofria uma perda de popularidade tão forte nos primeiros três meses de governo.
"Não é o fim do estado de graça, mas um primeiro alerta muito sério", advertiu o JDD. Quando foi eleito, no segundo turno, em 7 de maio, Macron tinha o apoio de 62% dos franceses. Em junho, 64% estavam satisfeitos com o presidente.
O general Charles de Gaulle perdeu cinco pontos em três meses em 1966, de 61% para 56%. François Mitterrand recuou sete pontos em 1981, depois de sua primeira eleição, de 54% a 47%.
Entre as razões para a queda na popularidade do jovem presidente da França estão o bate-boca com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Pierre de Villiers, que reclamava dos cortes orçamentários e pediu demissão. Macron passou uma imagem de arrogância e foi comparado a Napoleão Bonaparte.
O aumento da contribuição previdenciária e a expectativa de reformas que aumentem a idade da aposentadoria e simplifiquem a legislação trabalhista preocupam boa parte do eleitorado, além das esperadas demissões e cortes de vagas no serviço público.
Macron perdeu 11 pontos percentuais entre os maiores de 65 anos e 14 pontos na faixa de 50 a 64 anos. Caiu 12 pontos entre os eleitores do Partido Socialista e 18 pontos entre os funcionários públicos.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Macron terá ampla maioria na Assembleia Nacional, prevê pesquisa
O novo partido Revolução em Marcha (ReM), criado há pouco mais de um ano pelo presidente Emmanuel Macron, pode ter uma ampla maioria na Assembleia Nacional da França, indicou uma pesquisa do instituto Ipsos/Sofra.
A aliança do ReM com o Movimento Democrático (MoDem) deve obter 29,5% dos votos no primeiro turno das eleições parlamentares, no domingo, e pode eleger uma bancada de 385 a 415 deputados na Assembleia Nacional, de 577 cadeiras.
Na mesma pesquisa, a coalizão do partido conservador Os Republicanos com a centrista União Democrática Independente (UDI) teve 23% das preferências Elegeria entre 105 e 125 deputados. Na atual legislatura, os gaulistas tem 199 deputados e a UDI, 27 cadeiras.
Em terceiro, ficou a ultradireitista Frente Nacional (17%). Como no segundo turno os outros partidos costumam se aliar contra a extrema direita, a expectativa é que a FN tenha de 5 a 15 cadeiras. De acordo com o regimento interno da Assembleia Nacional, são necessários pelo menos 15 deputados para formar um grupo parlamentar.
Com 12,5% das preferências, a frente de esquerda França Insubmissa (12,5%) deve eleger de 12 a 22 deputados. A aliança do Partido Socialista com o Partido Radical de Esquerda ficou em quinto lugar em intenções de voto, com 8,5%, mas deve eleger a terceira maior bancada, de 25 a 35 deputados.
A cinco dias do primeiro turno, cerca de 60% dos eleitores inscritos pretendem votar. O segundo turno será realizado em 18 de junho de 2017.
A aliança do ReM com o Movimento Democrático (MoDem) deve obter 29,5% dos votos no primeiro turno das eleições parlamentares, no domingo, e pode eleger uma bancada de 385 a 415 deputados na Assembleia Nacional, de 577 cadeiras.
Na mesma pesquisa, a coalizão do partido conservador Os Republicanos com a centrista União Democrática Independente (UDI) teve 23% das preferências Elegeria entre 105 e 125 deputados. Na atual legislatura, os gaulistas tem 199 deputados e a UDI, 27 cadeiras.
Em terceiro, ficou a ultradireitista Frente Nacional (17%). Como no segundo turno os outros partidos costumam se aliar contra a extrema direita, a expectativa é que a FN tenha de 5 a 15 cadeiras. De acordo com o regimento interno da Assembleia Nacional, são necessários pelo menos 15 deputados para formar um grupo parlamentar.
Com 12,5% das preferências, a frente de esquerda França Insubmissa (12,5%) deve eleger de 12 a 22 deputados. A aliança do Partido Socialista com o Partido Radical de Esquerda ficou em quinto lugar em intenções de voto, com 8,5%, mas deve eleger a terceira maior bancada, de 25 a 35 deputados.
A cinco dias do primeiro turno, cerca de 60% dos eleitores inscritos pretendem votar. O segundo turno será realizado em 18 de junho de 2017.
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domingo, 28 de maio de 2017
Ampla maioria dos venezuelanos é contra a Constituinte de Maduro
Cerca de 73% dos venezuelanos são contra a proposta do presidente Nicolás Maduro de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte eleita indiretamente por entidades e movimentos sociais, indica uma pesquisa do instituto Datincorp.
Só 21% apoiam mais uma iniciativa do regime chavista para neutralizar a Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria, informou o boletim de notícias Venezuela al Día.
A pesquisa, chamada de Estudo de Conjuntura do País, entrevistou 1.199 eleitores da Venezuela. Desde que o governo Maduro usou o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para tentar usurpar os poderes do parlamento, a oposição protesta diariamente nas ruas, num duelo com o regime chavista em que pelo menos 58 pessoas foram mortas.
Dois ministros do TSJ e a procuradora-geral da República Bolivarista da Venezuela rejeitaram a Constituinte de Maduro. O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e ex-presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, líder da linha-dura chavista, prometeu usar a Constituinte para "virar a Procuradoria de cabeça para baixo".
Ontem, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-ministro do Exterior do Uruguai Luis Almagro, condenou a morte de Manuel Sosa, baleado no peito quando participava de uma manifestação de protesto em Vale Fundo, no estado de Lara, noticiou o jorna El Nacional.
O ex-chanceler uruguaio acusou Maduro de assassinar oposicionistas para se manter no poder. Em mensagem no Twitter, Almagro afirmou que "é hora de paz e democracia" e pediu que "não haja mais mortes de pessoas lutando pela democracia".
A OEA realiza na quarta-feira uma reunião com participação de ministros das Relações Exteriores para discutir a crise na Venezuela.
Só 21% apoiam mais uma iniciativa do regime chavista para neutralizar a Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria, informou o boletim de notícias Venezuela al Día.
A pesquisa, chamada de Estudo de Conjuntura do País, entrevistou 1.199 eleitores da Venezuela. Desde que o governo Maduro usou o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para tentar usurpar os poderes do parlamento, a oposição protesta diariamente nas ruas, num duelo com o regime chavista em que pelo menos 58 pessoas foram mortas.
Dois ministros do TSJ e a procuradora-geral da República Bolivarista da Venezuela rejeitaram a Constituinte de Maduro. O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e ex-presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, líder da linha-dura chavista, prometeu usar a Constituinte para "virar a Procuradoria de cabeça para baixo".
Ontem, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-ministro do Exterior do Uruguai Luis Almagro, condenou a morte de Manuel Sosa, baleado no peito quando participava de uma manifestação de protesto em Vale Fundo, no estado de Lara, noticiou o jorna El Nacional.
O ex-chanceler uruguaio acusou Maduro de assassinar oposicionistas para se manter no poder. Em mensagem no Twitter, Almagro afirmou que "é hora de paz e democracia" e pediu que "não haja mais mortes de pessoas lutando pela democracia".
A OEA realiza na quarta-feira uma reunião com participação de ministros das Relações Exteriores para discutir a crise na Venezuela.
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segunda-feira, 24 de abril de 2017
Marine Le Pen deixa presidência do partido para ampliar eleitorado
Em grande desvantagem nas primeiras pesquisas depois do segundo turno, a candidata de extrema direita à Presidência da França, Marine Le Pen, anunciou hoje que vai deixar a presidência da Frente Nacional.
É uma jogada para vender uma imagem mais centrista e tentar captar os votos, por exemplo, dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, da ultraesquerda, descontentes com as políticas pró-mercado do favorito, Emmanuel Macron, a quem ela acusa de apoiar uma "globalização selvagem".
Candidato independente, o ex-ministro da Economia Macron venceu o primeiro turno com 8.657.326 ou 24% dos votos com propostas a favor da globalização, do internacionalismo liberal, da União Europeia e da economia de mercado.
Le Pen ficou em segundo com 21,3% com uma plataforma ultranacioanalista, prometendo combater o terrorismo islâmico, expulsar os imigrantes, deixar o euro, convocar um plebiscito para sair da UE, fechar as fronteiras e proteger a economia. Ela obteve 7.679.593 votos, batendo o recorde do pai, Jean-Marie Le Pen. Ele obteve 6,8 milhões em 2012, quando derrotou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno.
Os candidatos conservador François Fillon (20%) e socialista Benoît Hamon (6,36%) deram apoio a Macron para vencer a ameaça da extrema direita. O presidente François Hollande, o mais impopular da história recente da França, também declarou apoio a seu ex-ministro da Economia.
As pesquisas dão 60% a 64% das preferências para Macron no segundo turno, marcado para 7 de maio de 2017.
Marine tenta reagir apresentando o adversário como "filho do hollandismo", liberal e pró-europeu. Na visão da ultradireita, isso significa que "as fronteiras continuaram abertas e a França e sua cultura continuarão sendo invadidas".
Macron é o grande vencedor. Há um ano, estava no governo. Saiu e criou o movimento Em Marcha para lançar a candidatura. Foi beneficiado pelo escândalo que abalou o favorito, o ex-primeiro-ministro conservador Fillon, acusado de empregar mulher e filhos como funcionários-fantasmas do Senado.
O grande derrotado é o Partido Socialista, que teve a pior votação de sua história, apenas 6,36% dos votos no primeiro turno. A ala mais moderada apoiou Macron e a mais radical votou em Mélenchon. Mas o partido gaulista Os Republicanos também perdeu muito ao insistir num candidato manchado pela corrupção e rejeitado pelo eleitoral.
A Europa e o mercado festejaram o resultado, com alta generalizada nas bolsas de valores. O fantasma da ascensão da extrema direita, alimentado pelo plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da UE e pela vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, não assombrou a eleição presidencial francesa.
É uma jogada para vender uma imagem mais centrista e tentar captar os votos, por exemplo, dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, da ultraesquerda, descontentes com as políticas pró-mercado do favorito, Emmanuel Macron, a quem ela acusa de apoiar uma "globalização selvagem".
Candidato independente, o ex-ministro da Economia Macron venceu o primeiro turno com 8.657.326 ou 24% dos votos com propostas a favor da globalização, do internacionalismo liberal, da União Europeia e da economia de mercado.
Le Pen ficou em segundo com 21,3% com uma plataforma ultranacioanalista, prometendo combater o terrorismo islâmico, expulsar os imigrantes, deixar o euro, convocar um plebiscito para sair da UE, fechar as fronteiras e proteger a economia. Ela obteve 7.679.593 votos, batendo o recorde do pai, Jean-Marie Le Pen. Ele obteve 6,8 milhões em 2012, quando derrotou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno.
Os candidatos conservador François Fillon (20%) e socialista Benoît Hamon (6,36%) deram apoio a Macron para vencer a ameaça da extrema direita. O presidente François Hollande, o mais impopular da história recente da França, também declarou apoio a seu ex-ministro da Economia.
As pesquisas dão 60% a 64% das preferências para Macron no segundo turno, marcado para 7 de maio de 2017.
Marine tenta reagir apresentando o adversário como "filho do hollandismo", liberal e pró-europeu. Na visão da ultradireita, isso significa que "as fronteiras continuaram abertas e a França e sua cultura continuarão sendo invadidas".
Macron é o grande vencedor. Há um ano, estava no governo. Saiu e criou o movimento Em Marcha para lançar a candidatura. Foi beneficiado pelo escândalo que abalou o favorito, o ex-primeiro-ministro conservador Fillon, acusado de empregar mulher e filhos como funcionários-fantasmas do Senado.
O grande derrotado é o Partido Socialista, que teve a pior votação de sua história, apenas 6,36% dos votos no primeiro turno. A ala mais moderada apoiou Macron e a mais radical votou em Mélenchon. Mas o partido gaulista Os Republicanos também perdeu muito ao insistir num candidato manchado pela corrupção e rejeitado pelo eleitoral.
A Europa e o mercado festejaram o resultado, com alta generalizada nas bolsas de valores. O fantasma da ascensão da extrema direita, alimentado pelo plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da UE e pela vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, não assombrou a eleição presidencial francesa.
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quinta-feira, 23 de março de 2017
Partido Socialista cai para 5º lugar na eleição presidencial da França
Com o avanço de Jean-Luc Mélenchon, candidato da frente de esquerda França Insubmissa, a um mês do primeiro turno da eleição presidencial na França, o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, candidato oficial do Partido Socialista, caiu para quinto lugar numa pesquisa de opinião realizada na terça-feira para a televisão BFMTV e a revista L'Express.
O líder na pesquisa sobre o primeiro turno, marcado para 23 de abril de 2017, é o ex-ministro da Economia do atual governo, Emmanuel Macron, considerado liberal demais dentro do PS, com avanço de 0,5 ponto percentual e 26% das preferências.
Em segundo lugar, vem a chefe da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen, com queda de meio ponto percentual e 24,5%. Ela promete acabar com a "imigração legal e ilegal", e tirar a França da União Europeia.
Marine Le Pen se inspira nas vitórias do plebiscito sobre a saída do Reino Unido do bloco europeu e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Tem o apoio do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Um banco russo emprestou 8 milhões de euros a seu partido de ultradireita. É a maior ameaça nesta eleição.
Todos os partidos devem se unir contra Le Pen no segundo turno. Foi que aconteceu com seu pai, Jean-Marie Le Pen, quando ele superou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, em 21 de abril de 2002, e foi para o segundo turno contra o presidente Jacques Chirac, vencedor no final por ampla margem.
De acordo com as pesquisas, Macron e Le Pen devem disputar o segundo turno, em 7 de maio, deixando de fora os grandes partidos que dominaram a 5ª República, o PS e o partido gaulista, herdeiro das ideias do general Charles de Gaulle, grande herói da Segunda Guerra Mundial e principal dirigente do país no pós-guerra, que hoje se chama Os Republicanos.
O candidato gaulista, o ex-primeiro-ministro François Fillon, era o favorito depois de ganhar a eleição primária do partido até a imprensa denunciar que ele empregou a mulher os filhos como funcionários-fantasmas do Senado. Apesar do escândalo e de estar sendo processado, Fillon se recusa a abandonar a candidatura. Está em queda e perdeu mais 0,5 ponto desde a pesquisa anterior. Tem 17%.
Mélenchon é o quarto, com um avanço de meio ponto e 13,5% do total, ultrapassando o socialista Hamon, que caiu 2 pontos para 11,5%, o pior resultado da história do PS.
Por causa de sua impopularidade, o presidente François Hollande desistiu de concorrer e o ex-primeiro-ministro Manuel Valls foi derrotado pela esquerda, que optou por Hamon. Mas cada vez mais os socialistas embarcam na candidatura Macron. O próprio presidente Hollande pediu outro dia a desistência de Fillon, numa clara jogada para beneficiar a candidatura de seu jovem ex-ministro.
O líder na pesquisa sobre o primeiro turno, marcado para 23 de abril de 2017, é o ex-ministro da Economia do atual governo, Emmanuel Macron, considerado liberal demais dentro do PS, com avanço de 0,5 ponto percentual e 26% das preferências.
Em segundo lugar, vem a chefe da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen, com queda de meio ponto percentual e 24,5%. Ela promete acabar com a "imigração legal e ilegal", e tirar a França da União Europeia.
Marine Le Pen se inspira nas vitórias do plebiscito sobre a saída do Reino Unido do bloco europeu e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Tem o apoio do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Um banco russo emprestou 8 milhões de euros a seu partido de ultradireita. É a maior ameaça nesta eleição.
Todos os partidos devem se unir contra Le Pen no segundo turno. Foi que aconteceu com seu pai, Jean-Marie Le Pen, quando ele superou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, em 21 de abril de 2002, e foi para o segundo turno contra o presidente Jacques Chirac, vencedor no final por ampla margem.
De acordo com as pesquisas, Macron e Le Pen devem disputar o segundo turno, em 7 de maio, deixando de fora os grandes partidos que dominaram a 5ª República, o PS e o partido gaulista, herdeiro das ideias do general Charles de Gaulle, grande herói da Segunda Guerra Mundial e principal dirigente do país no pós-guerra, que hoje se chama Os Republicanos.
O candidato gaulista, o ex-primeiro-ministro François Fillon, era o favorito depois de ganhar a eleição primária do partido até a imprensa denunciar que ele empregou a mulher os filhos como funcionários-fantasmas do Senado. Apesar do escândalo e de estar sendo processado, Fillon se recusa a abandonar a candidatura. Está em queda e perdeu mais 0,5 ponto desde a pesquisa anterior. Tem 17%.
Mélenchon é o quarto, com um avanço de meio ponto e 13,5% do total, ultrapassando o socialista Hamon, que caiu 2 pontos para 11,5%, o pior resultado da história do PS.
Por causa de sua impopularidade, o presidente François Hollande desistiu de concorrer e o ex-primeiro-ministro Manuel Valls foi derrotado pela esquerda, que optou por Hamon. Mas cada vez mais os socialistas embarcam na candidatura Macron. O próprio presidente Hollande pediu outro dia a desistência de Fillon, numa clara jogada para beneficiar a candidatura de seu jovem ex-ministro.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Dieta com alto teor de gordura facilita proliferação do câncer
Uma dieta com alto teor de gordura contribui para o desenvolvimento de metástases em pacientes cancerígenos, concluiu uma nova pesquisa científica que identificou pela primeira vez uma proteína chamada CD36, que tem um papel central na proliferação dos cânceres. Descobrir como paralisar a ação desta proteína pode salvar milhões de vidas.
Durante a pesquisa, cobaias receberam uma dieta com altos teores de gordura, inclusive ácido palmítico, um componente do óleo de palma encontrado em vários produtos consumidos cotidianamente, de manteiga de amendoin a pasta de dentes.
O estudo, parcialmente financiado pela instituição beneficiente britânica Worldwide Cancer Research, foi chefiado pelo professor Salvador Aznar Benitah, do Institutto de Pesquisas de Barcelona.
"Esperamos que tenha um grande impacto na comunidade científica. Coisas assim não acontecem todos os dias", declarou o professor Benitah. Suas conclusões foram publicadas hoje na revista científica Nature.
A proteína CD36, encontrada nas células da membrana de tumores malignos, é responsável por assimilar os ácidos graxos, favorecendo as metástases. O câncer é mais fatal quando se expande e atinge outros tecidos do corpo humano.
Os pesquisas identificaram a proteína CD36 em diferentes tipos de cânceres, inclusive tumores orais, de pele, ovários, bexiga, pulmão e seio. Ao acrescentar a proteína a células não metastáticas, elas se tornaram metastáticas.
"Embora não tenhamos testado este hipótese em todos os tipos de tumores, podemos dizer que a proteína CD36 é um marcador de células metastáticas", acrescentou o chefe da pesquisa.
Quando cobaias foram injetadas com células cancerígenas humanas, CD36 e ácido palmítico, todas desenvolveram cânceres, comparado com apenas metade em cobaias que não receberam ácido palmítico.
"Em cobaias inoculadas com células de tumores humanos, parece haver uma ligação direta entre a ingestão de gordura e um aumento do potencial metastático através da proteína CD36. Mais estudos são necessários para desvendar esta relação intrigante, acima de tudo porque os países industrializados estão registrando um aumento alarmante no consumo de açúcares e gorduras saturadas", adverte o professor Benitah.
Ele acrescentou que "a gordura é necessária para o funcionamento do corpo, mas a ingestão descontrolada pode ter efeitos negativos sobre a saúde, como demonstrado por alguns tumores como o câncer de intestino grosso e em metástases".
As experiências com cobaias com câncer oral humano mostraram que bloquear a ação da CD36 previne completamente as metáforas. Em cobaias que já tinham metástases, os anticorpos bloqueando a ação da proteína levaram à completa remoção das metástases em 20% dos animais e a uma redução dramática de 80% a 90% das metástases. Isso foi conseguido sem efeitos colaterais graves.
Durante a pesquisa, cobaias receberam uma dieta com altos teores de gordura, inclusive ácido palmítico, um componente do óleo de palma encontrado em vários produtos consumidos cotidianamente, de manteiga de amendoin a pasta de dentes.
O estudo, parcialmente financiado pela instituição beneficiente britânica Worldwide Cancer Research, foi chefiado pelo professor Salvador Aznar Benitah, do Institutto de Pesquisas de Barcelona.
"Esperamos que tenha um grande impacto na comunidade científica. Coisas assim não acontecem todos os dias", declarou o professor Benitah. Suas conclusões foram publicadas hoje na revista científica Nature.
A proteína CD36, encontrada nas células da membrana de tumores malignos, é responsável por assimilar os ácidos graxos, favorecendo as metástases. O câncer é mais fatal quando se expande e atinge outros tecidos do corpo humano.
Os pesquisas identificaram a proteína CD36 em diferentes tipos de cânceres, inclusive tumores orais, de pele, ovários, bexiga, pulmão e seio. Ao acrescentar a proteína a células não metastáticas, elas se tornaram metastáticas.
"Embora não tenhamos testado este hipótese em todos os tipos de tumores, podemos dizer que a proteína CD36 é um marcador de células metastáticas", acrescentou o chefe da pesquisa.
Quando cobaias foram injetadas com células cancerígenas humanas, CD36 e ácido palmítico, todas desenvolveram cânceres, comparado com apenas metade em cobaias que não receberam ácido palmítico.
"Em cobaias inoculadas com células de tumores humanos, parece haver uma ligação direta entre a ingestão de gordura e um aumento do potencial metastático através da proteína CD36. Mais estudos são necessários para desvendar esta relação intrigante, acima de tudo porque os países industrializados estão registrando um aumento alarmante no consumo de açúcares e gorduras saturadas", adverte o professor Benitah.
Ele acrescentou que "a gordura é necessária para o funcionamento do corpo, mas a ingestão descontrolada pode ter efeitos negativos sobre a saúde, como demonstrado por alguns tumores como o câncer de intestino grosso e em metástases".
As experiências com cobaias com câncer oral humano mostraram que bloquear a ação da CD36 previne completamente as metáforas. Em cobaias que já tinham metástases, os anticorpos bloqueando a ação da proteína levaram à completa remoção das metástases em 20% dos animais e a uma redução dramática de 80% a 90% das metástases. Isso foi conseguido sem efeitos colaterais graves.
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sábado, 3 de dezembro de 2016
Estupro é aceito por 27% dos europeus em certas condições
Se a vítima estava bêbada, usava roupas provocantes e não disse não claramente, cerca de 27% dos habitantes da União Europeia consideram que manter relações sexuais é "justificável ou aceitável", indica uma pesquisa realizada pelo instituto TNS a pedido da Comissão Europeia nos 28 países-membros do bloco, noticiou a televisão francesa.
A pesquisa foi realizada de 4 a 13 de junho e divulgada ontem. A Romênia e a Hungria são os países onde proporcionalmente mais entrevistados consideraram o estupro "aceitável", enquanto na Suíça e na Espanha houve maior rejeição.
Os entrevistados responderam a várias perguntas. A central era: "As pessoas pensam que manter relações sexuais sem consentimento pode ser justificado com certas situações. Você pensa que isso se aplica às circunstâncias seguintes?"
Outras questões sondaram a percepção sobre violência sexual, assédio sexual e violência ligada ao sexo. Pelo menos 70% consideraram a violência e o assédio sexuais contra mulheres comuns em seus países. Um terço disseram que os homens também são vítimas de violência sexual.
Na França, a cada ano, em média 223 mil mulheres sofrem violência conjugal, 84 mil são violentadas, vítimas de tentativa de estupro ou de agressão sexual. Um número de telefone para ligações de emergência por violência social recebe 50 mil chamadas por ano.
A pesquisa foi realizada de 4 a 13 de junho e divulgada ontem. A Romênia e a Hungria são os países onde proporcionalmente mais entrevistados consideraram o estupro "aceitável", enquanto na Suíça e na Espanha houve maior rejeição.
Os entrevistados responderam a várias perguntas. A central era: "As pessoas pensam que manter relações sexuais sem consentimento pode ser justificado com certas situações. Você pensa que isso se aplica às circunstâncias seguintes?"
Outras questões sondaram a percepção sobre violência sexual, assédio sexual e violência ligada ao sexo. Pelo menos 70% consideraram a violência e o assédio sexuais contra mulheres comuns em seus países. Um terço disseram que os homens também são vítimas de violência sexual.
Na França, a cada ano, em média 223 mil mulheres sofrem violência conjugal, 84 mil são violentadas, vítimas de tentativa de estupro ou de agressão sexual. Um número de telefone para ligações de emergência por violência social recebe 50 mil chamadas por ano.
Fillon lidera pesquisa sobre eleição presidencial na França
Depois de ganhar a eleição primária da centro-direita, o ex-primeiro-ministro conservador François Fillon desponta como favorito à eleição presidencial de 2017 na França. A seis meses da eleição, Fillon tem 32% das preferências contra 22% para a líder da neofascista Frente Nacional, Marina Le Pen, indica uma pesquisa divulgada pela televisão francesa.
Em terceiro lugar, aparece o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron (13%), que lançou uma candidatura independente, seguido pelo candidato de ultraesquerda, Jean-Luc Mélenchon (12%) e pelo presidente François Hollande (8%).
O presidente anunciou dia 1º de dezembro que não será candidato à reeleição, abrindo espaço para uma eleição primária competitiva da esquerda em 22 e 29 de janeiro..
No segundo turno, Fillon teria uma vitória esmagadora com 79% dos votos válidos contra 21% para Marine Le Pen. A pesquisa foi realizada via Internet em 25 de novembro, dois dias antes da eleição primária do partido Os Republicanos, de centro-direita, vencida por Fillon.
Diante de surpresa não detectadas nas pesquisas, como a vitória da saída do Reino Unido da União no referendo de 23 de junho e o triunfo de Donald Trump na eleição presidencial nos Estados Unidos, aumentou o temor de ascensão da extrema direita na Europa.
Há um risco de que o candidato neonazista seja eleito presidente da Áustria. Uma vitória da antieuropeia Marine seria um terremoto capaz de destruir a União Europeia.
Em terceiro lugar, aparece o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron (13%), que lançou uma candidatura independente, seguido pelo candidato de ultraesquerda, Jean-Luc Mélenchon (12%) e pelo presidente François Hollande (8%).
O presidente anunciou dia 1º de dezembro que não será candidato à reeleição, abrindo espaço para uma eleição primária competitiva da esquerda em 22 e 29 de janeiro..
No segundo turno, Fillon teria uma vitória esmagadora com 79% dos votos válidos contra 21% para Marine Le Pen. A pesquisa foi realizada via Internet em 25 de novembro, dois dias antes da eleição primária do partido Os Republicanos, de centro-direita, vencida por Fillon.
Diante de surpresa não detectadas nas pesquisas, como a vitória da saída do Reino Unido da União no referendo de 23 de junho e o triunfo de Donald Trump na eleição presidencial nos Estados Unidos, aumentou o temor de ascensão da extrema direita na Europa.
Há um risco de que o candidato neonazista seja eleito presidente da Áustria. Uma vitória da antieuropeia Marine seria um terremoto capaz de destruir a União Europeia.
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segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Fillon venceria primeiro turno hoje na França, indica pesquisa
O ex-primeiro-ministro conservador François Fillon, candidato do partido de centro-direita Os Republicanos venceria hoje o primeiro turno da eleição presidencial na França, batendo a líder da Frente Nacional, de ultradireita, Marine Le Pen, indicou uma pesquisa do instituto Harris Interactive divulgada ontem.
A vantagem é pequena, dentro da margem de erro da pesquisa. Fillon teve 26% das preferências contra 24% para Marine. Ambos ficaram muito à frente do candidato do Partido Socialista. Tanto o presidente François Hollande quanto o primeiro-ministro Manuel Valls ficaram com 9%.
Fillon foi escolhido ontem. Ele venceu o ex-primeiro-ministro Alain Juppé por ampla vantagem, de 66,5% a 33,5%, na eleição primária da centro-direita, que pela primeira vez foi aberta a todos os franceses e não apenas aos filiados ao partido gaulista, herdeiro da tradição política do general Charles de Gaulle, o governador da França no exílio durante a Segunda Guerra Mundial.
Com De Gaulle (1958-69), Georges Pompidou (1969-74), Jacques Chirac (1995-2007) e Nicolas Sarkozy (2007-12), é o partido que ficou mais tempo no poder na 5ª República.
O PS convocou uma eleição primária para legitimar a candidatura do presidente Hollande. Com sua popularidade abaixo de 10%, o presidente da Assembleia Nacional, Claude Bortolone, defendeu a ampliação da primária, com a participação do primeiro-ministro Valls, do ex-ministro da Economia Emmanuel Macron e até mesmo do líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, que no fim de semana recebeu o apoio do Partido Comunista Francês (PCF).
A primária da esquerda será realizada em 22 e 29 de janeiro. A esperança é que produza uma candidatura competitiva para a esquerda não ficar fora do segundo turno da eleição presidencial, marcada para 23 de abril e 7 de maio de 2017.
No fim de semana, Valls manifestou a intenção de ser candidato e criticou Hollande. Como não foi demitido hoje, o presidente começa a aceitar a possibilidade de não ser candidato à reeleição.
A vantagem é pequena, dentro da margem de erro da pesquisa. Fillon teve 26% das preferências contra 24% para Marine. Ambos ficaram muito à frente do candidato do Partido Socialista. Tanto o presidente François Hollande quanto o primeiro-ministro Manuel Valls ficaram com 9%.
Fillon foi escolhido ontem. Ele venceu o ex-primeiro-ministro Alain Juppé por ampla vantagem, de 66,5% a 33,5%, na eleição primária da centro-direita, que pela primeira vez foi aberta a todos os franceses e não apenas aos filiados ao partido gaulista, herdeiro da tradição política do general Charles de Gaulle, o governador da França no exílio durante a Segunda Guerra Mundial.
Com De Gaulle (1958-69), Georges Pompidou (1969-74), Jacques Chirac (1995-2007) e Nicolas Sarkozy (2007-12), é o partido que ficou mais tempo no poder na 5ª República.
O PS convocou uma eleição primária para legitimar a candidatura do presidente Hollande. Com sua popularidade abaixo de 10%, o presidente da Assembleia Nacional, Claude Bortolone, defendeu a ampliação da primária, com a participação do primeiro-ministro Valls, do ex-ministro da Economia Emmanuel Macron e até mesmo do líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, que no fim de semana recebeu o apoio do Partido Comunista Francês (PCF).
A primária da esquerda será realizada em 22 e 29 de janeiro. A esperança é que produza uma candidatura competitiva para a esquerda não ficar fora do segundo turno da eleição presidencial, marcada para 23 de abril e 7 de maio de 2017.
No fim de semana, Valls manifestou a intenção de ser candidato e criticou Hollande. Como não foi demitido hoje, o presidente começa a aceitar a possibilidade de não ser candidato à reeleição.
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