A ativista iraquiana dos direitos humanos Nadia Murad, uma mulher do povo yazidi que foi escrava sexual da organização terrorista Estado Islâmico, e o médico Denis Mukwege, que tratou mais de 30 mil mulheres vítimas de estupro na República Democrática do Congo, ganharam hoje o Prêmio Nobel da Paz de 2018 por sua luta contra a violência sexual como arma de guerra.
"Ao dar maior visibilidade à violência sexual em tempo de guerra", eles contribuíram para que "os criminosos sejam responsabilizados por seus atos", declarou hoje de manhã em Oslo o comitê norueguês do Nobel, responsável pelo prêmio da paz.
Nadia Murad sobreviveu ao império do terror do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, uma campanha de assassinatos em massa, sequestros, estupros e escravização do povo yazidi considerada genocida. Ela está trabalhando com a advogada Amal Clooney, mulher do ator George Clooney, para levar os líderes do Estado Islâmico à Justiça.
Os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico em 5 de agosto de 2014, dois meses depois da queda de Mossul, no Iraque, quando os jihadistas cercavam o Monte Sinjar, onde a população yazidi tentava resistir à ofensiva terrorista.
Ela foi levada para Mossul e entregue a um miliciano do Estado Islâmico e virou sua escrava sexual. Três meses depois ela conseguiu fugir daquele inferno.
"O Estado Islâmico não apenas matou nossas mulheres e meninas, nos tomou como despojos de guerra, como uma mercadoria a ser comercializada", declarou Nadia ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2015. "O objetivo deles era eliminar todos os yazidis.
Aos 23 anos, em 2016, Nadia foi nomeada embaixadora da boa vontade pela ONU.
O uso da violência sexual como arma é uma das características das guerras assimétricas do mundo pós-Guerra Fria, que geralmente envolvem exércitos regulares e grupos irregulares.
É a conquista do último território, da intimidade, do ventre e da alma do inimigo. Seu impacto psicológico é tremendo, sobretudo para as mulheres, condenadas a gerar os filhos da violência do inimigo.
Nas guerras civis que destruíram a Iugoslávia, o estupro foi uma arma de guerra. Mas em nenhum lugar foi utilizado em tão larga escala como na guerra civil na República Democrática do Congo, que começa com o genocídio na vizinha Ruanda, de abril a junho de 1994, e a fuga em massa de ruandeses para o país vizinho.
Com o apoio do novo governo de Ruanda, os rebeldes do antigo Zaire, liderada por Laurent Kabila, marcharam até Kinshasa e derrubaram, em 1997, o ditador Joseph Mobutu. O colapso de uma ditadura sanguinária de três décadas deflagrou a Primeira Grande Guerra Mundial africana, disputada por seis exércitos regulares e dezenas de grupos irregulares.
Até julho de 2003, estima-se que 5,4 milhões de pessoas tenham morrido em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra civil congolesa. Hoje, ao meio-dia, o ginecologista Denis Mukwege foi ovacionado no hospital onde trabalha, na cidade de Bukuvu.
"É uma arma de guerra usada em grande escala, mas o mundo não vê", declarou o Dr. Mukwege em entrevista como ganhador do Nobel da Paz.
O prêmio tem um sentido especial porque o próprio Nobel enfrenta uma crise resultante de abusos sexuais. Neste ano, não será entregue o Nobel de Literatura por causa de um escândalo sexual que levou à dissolução do comitê encarregado.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Luta contra a violência sexual dá Prêmio Nobel da Paz de 2018
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quinta-feira, 8 de março de 2018
Mulheres fazem greve por igualdade de direitos na Espanha
As espanholas festejaram o Dia Internacional da Mulher com uma greve e uma mobilização nacional pela igualdade de direitos. Com passeatas em mais de 120 cidades e paralisações, centenas de milhares protestaram contra a discriminação, o assédio e a violência, noticiou o jornal espanhol El País.
Seis milhões de trabalhadoras pararam, de acordo com a estimativa das centrais sindicais que apoiaram o movimento que suscitou todos os debates sobre desigualdade, da corresponsabilidade na administração da casa e da família, da desigualdade de salários e aposentadorias, da discriminação sexual, do assédio e da violência contra a mulher.
A greve feminista coloca a Espanha na vanguarda da luta pela emancipação da mulher e a igualdade de direitos, observa o jornal. "Se nós paramos, o mundo para", era o lema do movimento.
Além de denunciar a violência sexual, as feministas espanholas foram ajudadas na mobilização por uma pesquisa recente que mostra que as mulheres ganham em média 13% a menos por tarefas semelhantes.
Em Madri, o governo estimou em 170 mil o número de manifestantes, enquanto as centrais sindicais inflaram esse número para um milhão. Em Barcelona, a polícia estimou o tamanho da multidão em 200 mil; as organizadoras falaram em 600 mil.
Seis milhões de trabalhadoras pararam, de acordo com a estimativa das centrais sindicais que apoiaram o movimento que suscitou todos os debates sobre desigualdade, da corresponsabilidade na administração da casa e da família, da desigualdade de salários e aposentadorias, da discriminação sexual, do assédio e da violência contra a mulher.
A greve feminista coloca a Espanha na vanguarda da luta pela emancipação da mulher e a igualdade de direitos, observa o jornal. "Se nós paramos, o mundo para", era o lema do movimento.
Além de denunciar a violência sexual, as feministas espanholas foram ajudadas na mobilização por uma pesquisa recente que mostra que as mulheres ganham em média 13% a menos por tarefas semelhantes.
Em Madri, o governo estimou em 170 mil o número de manifestantes, enquanto as centrais sindicais inflaram esse número para um milhão. Em Barcelona, a polícia estimou o tamanho da multidão em 200 mil; as organizadoras falaram em 600 mil.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
ONU denuncia tortura e abuso da força na Venezuela
O Alto Comissariado das Nações Unidas denunciou ontem o regime chavista da Venezuela por uso "generalizado e sistemático" de força excessiva contra manifestantes. Das 124 mortes registradas em manifestações de protesto e saques desde o início da abril, 46 foram atribuídas às forças de segurança e 27 às milícias chavistas conhecidas como coletivos.
Quase 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas ilegalmente de abril a julho. A Procuradoria-Geral da Venezuela iniciou 450 investigações por violações dos direitos humanos cometidas por autoridades na repressão aos protestos de rua diários nas grandes cidades.
Nestes inquéritos, as forças policiais ou militares são acusadas de 23 mortes e 853 casos de lesões corporais graves. A tortura inclui choques elétricos, golpes com capacetes e cassetetes, ser pendurado pelas mãos amarradas por longos períodos, asfixia com gases, violência sexual e ameaças de morte.
"A responsabilidade por estas violações está nos mais altos níveis do governo", acusou o alto comissário Zeid Raad al-Hussein, "em meio ao colapso do Estado de Direito, com ataques constantes do governo contra a Assembleia Nacional e a Procuradoria-Geral".
Principal voz dissidente do chavismo, a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz considerou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte por Maduro inconstitucional, porque deveria haver um plebiscito sobre o tema, e uma traição à memória de Hugo Chávez, grande articulador da atual Constituição da República Bolivarista da Venezuela.
O Alto Comissariado também manifestou "séria preocupação" com as batidas policiais violentas em residências, muitas vezes sem ordem judicial, e denunciou as ameaças e pressões a jornalistas. "Exorto todas as partes a que renunciem ao uso da violência e tomem medidas para a estabelecer um diálogo político significativo", apelou o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, sem esconder o temor de uma "escalada na tensão".
Quase 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas ilegalmente de abril a julho. A Procuradoria-Geral da Venezuela iniciou 450 investigações por violações dos direitos humanos cometidas por autoridades na repressão aos protestos de rua diários nas grandes cidades.
Nestes inquéritos, as forças policiais ou militares são acusadas de 23 mortes e 853 casos de lesões corporais graves. A tortura inclui choques elétricos, golpes com capacetes e cassetetes, ser pendurado pelas mãos amarradas por longos períodos, asfixia com gases, violência sexual e ameaças de morte.
"A responsabilidade por estas violações está nos mais altos níveis do governo", acusou o alto comissário Zeid Raad al-Hussein, "em meio ao colapso do Estado de Direito, com ataques constantes do governo contra a Assembleia Nacional e a Procuradoria-Geral".
Principal voz dissidente do chavismo, a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz considerou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte por Maduro inconstitucional, porque deveria haver um plebiscito sobre o tema, e uma traição à memória de Hugo Chávez, grande articulador da atual Constituição da República Bolivarista da Venezuela.
O Alto Comissariado também manifestou "séria preocupação" com as batidas policiais violentas em residências, muitas vezes sem ordem judicial, e denunciou as ameaças e pressões a jornalistas. "Exorto todas as partes a que renunciem ao uso da violência e tomem medidas para a estabelecer um diálogo político significativo", apelou o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, sem esconder o temor de uma "escalada na tensão".
sábado, 3 de dezembro de 2016
Estupro é aceito por 27% dos europeus em certas condições
Se a vítima estava bêbada, usava roupas provocantes e não disse não claramente, cerca de 27% dos habitantes da União Europeia consideram que manter relações sexuais é "justificável ou aceitável", indica uma pesquisa realizada pelo instituto TNS a pedido da Comissão Europeia nos 28 países-membros do bloco, noticiou a televisão francesa.
A pesquisa foi realizada de 4 a 13 de junho e divulgada ontem. A Romênia e a Hungria são os países onde proporcionalmente mais entrevistados consideraram o estupro "aceitável", enquanto na Suíça e na Espanha houve maior rejeição.
Os entrevistados responderam a várias perguntas. A central era: "As pessoas pensam que manter relações sexuais sem consentimento pode ser justificado com certas situações. Você pensa que isso se aplica às circunstâncias seguintes?"
Outras questões sondaram a percepção sobre violência sexual, assédio sexual e violência ligada ao sexo. Pelo menos 70% consideraram a violência e o assédio sexuais contra mulheres comuns em seus países. Um terço disseram que os homens também são vítimas de violência sexual.
Na França, a cada ano, em média 223 mil mulheres sofrem violência conjugal, 84 mil são violentadas, vítimas de tentativa de estupro ou de agressão sexual. Um número de telefone para ligações de emergência por violência social recebe 50 mil chamadas por ano.
A pesquisa foi realizada de 4 a 13 de junho e divulgada ontem. A Romênia e a Hungria são os países onde proporcionalmente mais entrevistados consideraram o estupro "aceitável", enquanto na Suíça e na Espanha houve maior rejeição.
Os entrevistados responderam a várias perguntas. A central era: "As pessoas pensam que manter relações sexuais sem consentimento pode ser justificado com certas situações. Você pensa que isso se aplica às circunstâncias seguintes?"
Outras questões sondaram a percepção sobre violência sexual, assédio sexual e violência ligada ao sexo. Pelo menos 70% consideraram a violência e o assédio sexuais contra mulheres comuns em seus países. Um terço disseram que os homens também são vítimas de violência sexual.
Na França, a cada ano, em média 223 mil mulheres sofrem violência conjugal, 84 mil são violentadas, vítimas de tentativa de estupro ou de agressão sexual. Um número de telefone para ligações de emergência por violência social recebe 50 mil chamadas por ano.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Crimes de guerra do Estado Islâmico estão documentados
Os crimes de guerra da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, inclusive o uso do estupro e da violência sexual como armas de guerra, estão documentados, afirmou ontem a organização não governamental americana Human Rights Watch ( Observatório dos Direitos Humanos), citando sua própria investigação.
Em janeiro e fevereiro de 2015, pesquisadores da ONG entrevistaram na cidade de Dohuk 20 mulheres e adolescentes do povo yazidi que conseguiram escapar do grupo jihadista: "O HRW documentou um sistema de agressões sexuais e estupros, escravidão sexual e casamentos forçados. Tais atos são crimes de guerra e talvez crimes contra a humanidade. Muitas mulheres e meninas continuam desaparecidas, mas as sobreviventes que estão no Curdistão iraquiano precisam de assistência psicológica e outros tipos de ajuda", diz o relatório.
Outra organização de defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional, havia denunciado em dezembro de 2014 que a violência sexual, o estupro em massa e a escravidão sexual estavam levando as mulheres yazidis ao suicídio.
Os yazidis são um povo de origem curda que professa o zoroastrismo, a mais antiga religião monoteísta, fundada na Antiga Pérsia pelo profeta Zoroastro, considerada diabólica pelos jihadistas do Estado Islâmico. No mundo inteiro, há cerca de 700 mil yazidis, dos quais 500 a 600 mil vivem no Norte do Iraque, informa o jornal The Washington Post.
Uma entrevistada pelo HRW contou que, quando seu nome foi retirado de um chapéu e um islamita a mandou tomar banho, tomou medicamentos para se suicidar. Tentou se eletrocutar no banheiro, mas não havia energia elétrica.
"Fui ao banheiro, abri a torneira e subi numa cadeira para pegar os fios conectados na lâmpada, mas não havia eletricidade", testemunhou. "Depois de perceberem que eu estava fazendo isso, me espancaram com socos e bastões de madeira. Meus olhos ficaram inchados e os braços roxos. Eles me algemaram à pia, cortaram minha roupa com facas e me lavaram. Aí, me tiraram do banheiro, trouxeram uma amiga minha e a estupraram no mesmo quarto." Ambas foram estupradas várias vezes.
Em janeiro e fevereiro de 2015, pesquisadores da ONG entrevistaram na cidade de Dohuk 20 mulheres e adolescentes do povo yazidi que conseguiram escapar do grupo jihadista: "O HRW documentou um sistema de agressões sexuais e estupros, escravidão sexual e casamentos forçados. Tais atos são crimes de guerra e talvez crimes contra a humanidade. Muitas mulheres e meninas continuam desaparecidas, mas as sobreviventes que estão no Curdistão iraquiano precisam de assistência psicológica e outros tipos de ajuda", diz o relatório.
Outra organização de defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional, havia denunciado em dezembro de 2014 que a violência sexual, o estupro em massa e a escravidão sexual estavam levando as mulheres yazidis ao suicídio.
Os yazidis são um povo de origem curda que professa o zoroastrismo, a mais antiga religião monoteísta, fundada na Antiga Pérsia pelo profeta Zoroastro, considerada diabólica pelos jihadistas do Estado Islâmico. No mundo inteiro, há cerca de 700 mil yazidis, dos quais 500 a 600 mil vivem no Norte do Iraque, informa o jornal The Washington Post.
Uma entrevistada pelo HRW contou que, quando seu nome foi retirado de um chapéu e um islamita a mandou tomar banho, tomou medicamentos para se suicidar. Tentou se eletrocutar no banheiro, mas não havia energia elétrica.
"Fui ao banheiro, abri a torneira e subi numa cadeira para pegar os fios conectados na lâmpada, mas não havia eletricidade", testemunhou. "Depois de perceberem que eu estava fazendo isso, me espancaram com socos e bastões de madeira. Meus olhos ficaram inchados e os braços roxos. Eles me algemaram à pia, cortaram minha roupa com facas e me lavaram. Aí, me tiraram do banheiro, trouxeram uma amiga minha e a estupraram no mesmo quarto." Ambas foram estupradas várias vezes.
Duas meninas tinham apenas 12 anos e foram passadas entre vários milicianos do EI. Uma foi raptada em 3 de agosto de 2014, quando sua família tentava fugir. As mulheres foram separadas dos homens e mandadas para uma casa em Mossul.
"Os homens vinham e nos escolhiam", lembrou a menina. "Quando chegavam, nos diziam para ficar de pé e examinavam nossos corpos. Pediam para mostramos o cabelo e às vezes batiam nas meninas que se recusavam. Usavam dishdashas [calças que vão até o tornozelo] e tinham cabelos e barbas longas."
Quando perguntou o que fariam com ela, foi estuprada: "Ele passou três dias fazendo sexo comigo." Não foi o único. Ela foi passada entre sete milicianos do Estado Islâmico, acrescenta o relatório. "Às vezes, eu era vendida. Às vezes, dada como presente. O último cara foi o mais abusado. Ele amarrava meus braços e pernas."
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Polícia dos EUA faz busca anal na guerra contra drogas
Se qualquer cidadão for submetido a uma situação semelhante, os responsáveis serão acusados de violência sexual e estupro. Mas as polícias do Novo México e de outros estados dos Estados Unidos fazem arbitrariamente buscas enfiando o dedo no ânus de suspeitos de posse de drogas, denuncia reportagem da Reason TV citada pelo jornal The Washington Post.
Nos últimos anos, dois inocentes "investigados" ilegalmente ganharam indenizações de US$ 1,6 milhão, no caso de David Eckart, e de US$ 900 mil para Timothy Young, que ainda recebeu um conta de US$ 614 do hospital pelo "procedimento". Como são os governos municipais que pagam as indenizações, a conta milionária da arbitrariedade policial fica para a comunidade.
Além do Novo México, houve casos nos estados de Massachusetts, Michigan, Texas e Wisconsin, acusa o jornalista Radley Balko, autor do livro A Militarização das Forças Policiais nos EUA, que tem um blogue no Post sobre direito penal, a guerra das drogas e as liberdades públicas.
Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, houve uma militarização da polícias, que compraram equipamentos de guerra desnecessários. Os métodos também se tornaram mais rigorosos, a ponto de Barack Obama ter denunciado explicitamente a tortura nas guerras de George W. Bush.
A busca anal, em princípio totalmente injustificada a não ser em aeroportos e fronteiras em casos excepcionais, pode ser feita com exames de imagem, sem invadir fisicamente o suspeito. Sem a guerra contra as drogas e a militarização da fronteira, esses abusos seriam coibidos.
Nos últimos anos, dois inocentes "investigados" ilegalmente ganharam indenizações de US$ 1,6 milhão, no caso de David Eckart, e de US$ 900 mil para Timothy Young, que ainda recebeu um conta de US$ 614 do hospital pelo "procedimento". Como são os governos municipais que pagam as indenizações, a conta milionária da arbitrariedade policial fica para a comunidade.
Além do Novo México, houve casos nos estados de Massachusetts, Michigan, Texas e Wisconsin, acusa o jornalista Radley Balko, autor do livro A Militarização das Forças Policiais nos EUA, que tem um blogue no Post sobre direito penal, a guerra das drogas e as liberdades públicas.
Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, houve uma militarização da polícias, que compraram equipamentos de guerra desnecessários. Os métodos também se tornaram mais rigorosos, a ponto de Barack Obama ter denunciado explicitamente a tortura nas guerras de George W. Bush.
A busca anal, em princípio totalmente injustificada a não ser em aeroportos e fronteiras em casos excepcionais, pode ser feita com exames de imagem, sem invadir fisicamente o suspeito. Sem a guerra contra as drogas e a militarização da fronteira, esses abusos seriam coibidos.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
ONU denuncia crimes da Coreia do Norte
Fome, tortura, escravidão, assassinatos, sequestros, violência sexual e campos de prisioneiros... Os crimes da ditadura comunista da Coreia do Norte foram comparados hoje aos do nazismo por um relatório das Nações Unidas. A denúncia pode ser apresentada ao Tribunal Penal Internacional.
O regime stalinista norte-coreano refutou as acusações, atribuindo-as a uma conspiração dos Estados Unidos, Japão e União Europeia.
A Comissão de Inquérito da ONU sobre os Direitos Humanos na Coreia do Norte não obteve autorização para entrar no país. Ouviu dissidentes que conseguiram fugir.
"No fim da Segunda Guerra Mundial", quando foram libertados os presos nos campos de concentração nazistas, "muita gente disse que não sabia", lembrou o britânico Michael Kirby, principal relator do documento, citado pela televisão american CNN. "Agora, a sociedade internacional não pode alegar que não sabia. O sofrimento e as lágrimas do povo norte-coreano exigem ação."
É difícil que o Conselho de Segurança da ONU encaminhe as acusações ao TPI, que poderia abrir processo contra a alta cúpula norte-coreana, a começar pelo jovem líder Kim Jong Un. A Coreia do Norte é aliada do regime comunista da China, que a vê como parte de sua área de influência.
O regime stalinista norte-coreano refutou as acusações, atribuindo-as a uma conspiração dos Estados Unidos, Japão e União Europeia.
A Comissão de Inquérito da ONU sobre os Direitos Humanos na Coreia do Norte não obteve autorização para entrar no país. Ouviu dissidentes que conseguiram fugir.
"No fim da Segunda Guerra Mundial", quando foram libertados os presos nos campos de concentração nazistas, "muita gente disse que não sabia", lembrou o britânico Michael Kirby, principal relator do documento, citado pela televisão american CNN. "Agora, a sociedade internacional não pode alegar que não sabia. O sofrimento e as lágrimas do povo norte-coreano exigem ação."
É difícil que o Conselho de Segurança da ONU encaminhe as acusações ao TPI, que poderia abrir processo contra a alta cúpula norte-coreana, a começar pelo jovem líder Kim Jong Un. A Coreia do Norte é aliada do regime comunista da China, que a vê como parte de sua área de influência.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Tarado de Ohio pega prisão perpétua mais mil anos
O tarado que sequestrou três mulheres e as manteve como escravas sexuais durante anos em sua casa em Cleveland, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, acaba de ser condenado à prisão perpétua mais mil anos, sem direito a liberdade condicional por sequestro, estupro e assassinato.
Diante da gravidade e da duração dos 937 crimes, o juiz decidiu sentenciar Ariel Castro, de 53 anos, à pena máxima. Ainda está explicando em detalhes sua decisão. As penas já passam de mil anos.
Antes, uma das vítimas, Michele Knight, afirmou: "Vivi 11 anos no inferno. O seu está apenas começando".
Ele alegou: "Não sou um monstro. Sou doente". Não convenceu. Deverá pagar os custos do processo, calculados em US$ 100 mil (R$ 230 mil). Não poderá enviar cartas e dar telefonemas nem através de terceiros. Também não poderá ter qualquer contato com a filha gerada por uma das escravas.
"Sr. Castro, levante-se, por favor. Certamente não há lugar nesta cidade, neste estado, neste país e neste mundo para quem escraviza outras pessoas", concluiu o juiz. Às vítimas, ele disse que hoje elas começam uma nova vida e lhes desejou sucesso.
Diante da gravidade e da duração dos 937 crimes, o juiz decidiu sentenciar Ariel Castro, de 53 anos, à pena máxima. Ainda está explicando em detalhes sua decisão. As penas já passam de mil anos.
Antes, uma das vítimas, Michele Knight, afirmou: "Vivi 11 anos no inferno. O seu está apenas começando".
Ele alegou: "Não sou um monstro. Sou doente". Não convenceu. Deverá pagar os custos do processo, calculados em US$ 100 mil (R$ 230 mil). Não poderá enviar cartas e dar telefonemas nem através de terceiros. Também não poderá ter qualquer contato com a filha gerada por uma das escravas.
"Sr. Castro, levante-se, por favor. Certamente não há lugar nesta cidade, neste estado, neste país e neste mundo para quem escraviza outras pessoas", concluiu o juiz. Às vítimas, ele disse que hoje elas começam uma nova vida e lhes desejou sucesso.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Assassinos da ditadura argentina usam insígnia do Vaticano em tribunal
Um dia depois da eleição para papa do cardeal Jorge Mario Bergoglio, acusado de conivência com a última ditadura da Argentina, mais de 40 militares denunciados por crimes cometidos durante a chamada guerra suja se apresentaram no tribunal com insígnias do Vaticano na lapela.O julgamento iniciado em dezembro de 2012 decide quem foram os responsáveis por crimes contra a humanidade cometidos no centro de detenção clandestino La Perla (A Pérola), em Córdoba, considerado o segundo pior da ditadura argentina, depois da sinistra Escola de Mecânica da Armada (Esma), em Buenos Aires.
Seu comandante era o general Luciano Benjamin Menéndez, chefe na época do 3º Exército argentino e próximo do então cardeal Raúl Primatesta, apesar de ser considerado um dos piores torturadores e assassinos da ditadura. Menéndez já acumula sete condenações à prisão perpétua.
Na audiência, María Patricia Astelarra, sequestrada em 1º de julho de 1976 junto com seu companheiro, Gustavo Adolfo Contemponi, descreveu os abusos sexuais de que foi vítima na Perla. Ela declarou que os repressores "sentiam um prazer sádico e mórbido" e "éramos vítimas desses jogos".
"Ser mulher significava algo mais de vexação e violação", acrescentou. "Os abusos sexuais sempre foram tortuosos e degenerados, com a participação de oficiais e suboficiais do Exército".
Entre os responsáveis por práticas "aberrantes", citou Ernesto Barreiro, Hugo Herrera, José Chubi López, Jorge Exequiel Rulo Acosta, Héctor Palito Romero e o já falecido Roberto Nicanor Mañay, além do general Menéndez.
"As mulheres eram reduzidas à servidão. Eram obrigadas a trabalhar e a ser escravas sexuais. Talvez muitas não consigam nem contar", depôs Astelarra. O promotor do caso, Facundo Trotta, ficou de abrir um processo específico sobre os crimes sexuais. María Patricia quer responsabilizar o Estado argentino pelos abusos cometidos pelos militares.
Quando seu filho nasceu, em janeiro de 1977, o pai de María Patricia Astelarra ficou com a neto. Dois meses depois, comprou a liberdade da filha por US$ 10 mil, lembra o jornal argentino Página 12.
Os torturadores e assassinos tiveram a ousadia de usar a insígnia branca-e-amarela da Santa Sé, como se fosse para confirmar que o famigerado "processo de reorganização nacional", o fantasioso nome do golpe, tinha o apoio da conservadora Igreja Católica argentina.
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sábado, 29 de dezembro de 2012
Vítima do estupro que revoltou a Índia morre
A Justiça da Índia denunciou os suspeitos de uma gangue que teria estuprado uma mulher de 23 anos dentro de um ônibus na capital, Nova Déli, reportou o jornal The New York Times.
Seis pessoas, inclusive o motorista e um menor de idade foram acusados pelo crime que revoltou o país, deflagrando uma onda de protestos e o início da campanhas para acabar com a violência contra a mulher.
Houve uma vigília à luz de vela pela morte da vítima. Na Índia, a mulher está sujeita à violência, desigualdade social, falta de serviços de saúde, desnutrição e negligência, observou um correspondente da BBC.
Uma menina indiana de 17 anos, também vítima de violência sexual, se suicidou depois que a polícia a pressionou a retirar a queixa e fazer um acordo financeiro ou se casar com um de seus estupradores.
Seis pessoas, inclusive o motorista e um menor de idade foram acusados pelo crime que revoltou o país, deflagrando uma onda de protestos e o início da campanhas para acabar com a violência contra a mulher.
Houve uma vigília à luz de vela pela morte da vítima. Na Índia, a mulher está sujeita à violência, desigualdade social, falta de serviços de saúde, desnutrição e negligência, observou um correspondente da BBC.
Uma menina indiana de 17 anos, também vítima de violência sexual, se suicidou depois que a polícia a pressionou a retirar a queixa e fazer um acordo financeiro ou se casar com um de seus estupradores.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Justiça de NY nega pedido de imunidade de Strauss-Kahn
O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn não tem direito a imunidade diplomática na Justiça dos Estados Unidos como alto funcionário de uma instituição internacional porque pediu demissão do cargo, decidiu hoje um juiz de Nova York.
Strauss-Kahn, um notório mulherengo, foi preso em 14 de maio de 2010 dentro de um avião prestes a decolar do aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado.
A imagem de um homem poderoso algemado e humilhado correu o mundo como símbolo ao mesmo tempo de uma justiça implacável e igualitária. Na França, houve reclamações de que não houve a presunção da inocência do réu. De algemas, com roupa de presidiário, ele parecia um condenado.
O processo criminal desabou em poucas semanas por causa de um telefonema da camareira, Nafissatou Diallo, para um namorado traficante que estava preso, revelando uma armação para extorquir dinheiro de Strauss-Kahn.
A ação civil de indenização ainda corre na Justiça. Neste processo, o juiz determinou hoje que o ex-diretor-geral do FMI não tem imunidade.
Strauss-Kahn, um notório mulherengo, foi preso em 14 de maio de 2010 dentro de um avião prestes a decolar do aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado.
A imagem de um homem poderoso algemado e humilhado correu o mundo como símbolo ao mesmo tempo de uma justiça implacável e igualitária. Na França, houve reclamações de que não houve a presunção da inocência do réu. De algemas, com roupa de presidiário, ele parecia um condenado.
O processo criminal desabou em poucas semanas por causa de um telefonema da camareira, Nafissatou Diallo, para um namorado traficante que estava preso, revelando uma armação para extorquir dinheiro de Strauss-Kahn.
A ação civil de indenização ainda corre na Justiça. Neste processo, o juiz determinou hoje que o ex-diretor-geral do FMI não tem imunidade.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Juiz encerra processo contra Strauss-Kahn
A pedido do promotor distrital de Manhattan, Cyrus Vance Jr., o Tribunal de Justiça de Nova York acaba de encerrar o processo que derrubou o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn e reduziu suas chances de concorrer à Presidência da França em 2012.
O caso entrou em colapso por causa da falta de credibilidade de Nafissatou Diallo, a camareira de origem africana que o acusou de agressão sexual e tentativa de estupro. Em telefonema a um namorado preso por tráfico de drogas, ela falou em ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn "é um homem rico".
Durante as investigações, a polícia nova-iorquina descobriu que ela mentiu várias vezes, inclusive quando pediu asilo aos Estados Unidos alegando ter sido violentada sexualmente na Guiné.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York.
A divulgação de imagens do ex-diretor do FMI algemado, barbudo e desgrenhado causaram protestos na França por ignorar a presunção de inocência até a condenação. Mas assim que o caso entrou em colapso, outras mulheres denunciaram investidas sexuais de Strauss-Kahn, numa tentativa de sepultar definitivamente sua candidatura à Presidência da França.
Ao sair do tribunal, ele prometeu fazer uma declaração quando chegar a Paris.
O caso entrou em colapso por causa da falta de credibilidade de Nafissatou Diallo, a camareira de origem africana que o acusou de agressão sexual e tentativa de estupro. Em telefonema a um namorado preso por tráfico de drogas, ela falou em ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn "é um homem rico".
Durante as investigações, a polícia nova-iorquina descobriu que ela mentiu várias vezes, inclusive quando pediu asilo aos Estados Unidos alegando ter sido violentada sexualmente na Guiné.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York.
A divulgação de imagens do ex-diretor do FMI algemado, barbudo e desgrenhado causaram protestos na França por ignorar a presunção de inocência até a condenação. Mas assim que o caso entrou em colapso, outras mulheres denunciaram investidas sexuais de Strauss-Kahn, numa tentativa de sepultar definitivamente sua candidatura à Presidência da França.
Ao sair do tribunal, ele prometeu fazer uma declaração quando chegar a Paris.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Denúncia de crime sexual contra Strauss-Kahn cai
Por falta de provas, a Promotoria Distrital de Manhattan retirou a denúncia de crimes sexuais contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn, anunciou agora há pouco o advogado de sua suposta vítima, uma imigrante africana que trabalhava num hotel onde ele ficou hospedado. O caso deve ser encerrado amanhã.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio dentro de um avião que se preparava para decolar no Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob as acusações de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro. O caso entrou em colapso quando a polícia descobriu uma ligação telefônica em que Nafissatou Diallo comentava com o namorado, um traficante preso, que poderia ganhar dinheiro com o escândalo.
O ex-diretor do FMI perdeu o emprego e a chance de se candidatar à Presidência da França em 2012. Ele era o favorito.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio dentro de um avião que se preparava para decolar no Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob as acusações de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro. O caso entrou em colapso quando a polícia descobriu uma ligação telefônica em que Nafissatou Diallo comentava com o namorado, um traficante preso, que poderia ganhar dinheiro com o escândalo.
O ex-diretor do FMI perdeu o emprego e a chance de se candidatar à Presidência da França em 2012. Ele era o favorito.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
TPI acusa Kadafi de usar estupro como arma
O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, o argentino Luis Moreno Ocampo, afirmou ontem ter indícios suficientes para acusar o ditador da Líbia, coronel Muamar Kadafi, de usar o estupro e a violência sexual sistematicamente como armas na guerra civil contra os rebeldes que tentam derrubá-lo.
Moreno Ocampo está investigando uma suspeita de que os soldados receberam medicamentos contra impotência para cometer abusos sexuais.
"O estupro não costuma ser usado na Líbia para atacar dissidentes", observa o procurador. "É uma nova forma de repressão. Por isso, tínhamos dúvidas no começo. Agora, estamos convencidos."
Em algumas áreas, cem mulheres foram violentadas. "Podemos atribuir esses crimes ao próprio Kadafi, ou são acontecimentos no campo de batalha?"
A investigação promete uma resposta definitiva.
Moreno Ocampo está investigando uma suspeita de que os soldados receberam medicamentos contra impotência para cometer abusos sexuais.
"O estupro não costuma ser usado na Líbia para atacar dissidentes", observa o procurador. "É uma nova forma de repressão. Por isso, tínhamos dúvidas no começo. Agora, estamos convencidos."
Em algumas áreas, cem mulheres foram violentadas. "Podemos atribuir esses crimes ao próprio Kadafi, ou são acontecimentos no campo de batalha?"
A investigação promete uma resposta definitiva.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Anistia denuncia violência sexual no Haiti
Um relatório da organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional denuncia o aumento da violência sexual nos 1,3 mil campos de refugiados no Haiti, onde vivem mais de 1 milhão de vítimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010.
As denúncias feitas à AI incluem casos de famílias onde o homem morreu que ficaram totalmente vulnerável à ação das gangues que tomaram conta dos campos.
As denúncias feitas à AI incluem casos de famílias onde o homem morreu que ficaram totalmente vulnerável à ação das gangues que tomaram conta dos campos.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Mulheres protestam contra violência sexual no Congo
Sob a liderança da primeira-dama Marie-Olive Kabila, milhares de mulheres participaram de uma manifestação ontem em Bukawu contra a violência sexual na República Democrática do Congo, onde o estupro virou uma arma de guerra.
As províncias do Nordeste deste país do Centro da África sofrem com a atuação de milícias como a Mai Mai e da chamada Frente Democrática de Libertação de Ruanda, hutus da milícia responsável pelo genocídio de 800 mil ruandeses da tribo tútsi em 1994.
Para a médica Tina Amisi Nyota, a única maneira de resolver o problema é acabar com a guerra, que deixa as mulheres congolesas desamparadas.
Há poucos dias, a força de paz das Nações Unidas no Congo prendeu o comandante rebelde conhecido como Coronel Mayele. A milícia de Mayele é acusada de estuprar 300 mulheres na cidade de Luvungi entre 30 de julho e 3 de agosto.
Os casos mais recentes são atribuídos aos próprios soldados do Exército congolês. A ONU admite que não consegue proteger toda a população civil.
As províncias do Nordeste deste país do Centro da África sofrem com a atuação de milícias como a Mai Mai e da chamada Frente Democrática de Libertação de Ruanda, hutus da milícia responsável pelo genocídio de 800 mil ruandeses da tribo tútsi em 1994.
Para a médica Tina Amisi Nyota, a única maneira de resolver o problema é acabar com a guerra, que deixa as mulheres congolesas desamparadas.
Há poucos dias, a força de paz das Nações Unidas no Congo prendeu o comandante rebelde conhecido como Coronel Mayele. A milícia de Mayele é acusada de estuprar 300 mulheres na cidade de Luvungi entre 30 de julho e 3 de agosto.
Os casos mais recentes são atribuídos aos próprios soldados do Exército congolês. A ONU admite que não consegue proteger toda a população civil.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
ONU denuncia estupro como arma de guerra
A Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou ontem uma resolução apresentada pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, em nome dos Estados Unidos para condenador o uso da violência sexual como arma de guerra e o declarar uma ameaça à segurança internacional.
O estupro desmoraliza o homem e a mulher. Degrada toda a família e a comunidade, plantando a semente do inimigo no ventre das mulheres, como aconteceu na guerra da Bósnia-Herzegovina (1992-95) e em muitas outras guerras
O estupro desmoraliza o homem e a mulher. Degrada toda a família e a comunidade, plantando a semente do inimigo no ventre das mulheres, como aconteceu na guerra da Bósnia-Herzegovina (1992-95) e em muitas outras guerras
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