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terça-feira, 15 de maio de 2012

Strauss-Kahn processa camareira que o acusou

Um ano depois do escândalo que acabou com sua carreira como diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seu favoritismo para ser presidente da França, Dominique Strauss-Kahn entrou na Justiça contra a camareira Nafissatou Diallo, que o acusou de agressão social, pedindo US$ 1 milhão de indenização por "difamação" e "acusações falsas".

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 quando estava dentro de um avião que se preparava para decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, rumo a Paris, sob a acusação de forçar a camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado, a manter relações sexuais com ele.

O processo desabou quando a polícia interceptou uma gravação telefônica em que ela comentava com o namorado preso que poderia ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn é rico.

Agora, o ex-ministro das Finanças da França acusa a camareira de "apresentar intencionalmente e com conhecimento de causa uma denúncia falsa às autoridades". Acrescenta que "a acusação falsa, maliciosa e gratuita" arruinou sua reputação e suas "oportunidades profissionais".

terça-feira, 1 de maio de 2012

Justiça de NY nega pedido de imunidade de Strauss-Kahn

O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn não tem direito a imunidade diplomática na Justiça dos Estados Unidos como alto funcionário de uma instituição internacional porque pediu demissão do cargo, decidiu hoje um juiz de Nova York.

Strauss-Kahn, um notório mulherengo, foi preso em 14 de maio de 2010 dentro de um avião prestes a decolar do aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado.

A imagem de um homem poderoso algemado e humilhado correu o mundo como símbolo ao mesmo tempo de uma justiça implacável e igualitária. Na França, houve reclamações de que não houve a presunção da inocência do réu. De algemas, com roupa de presidiário, ele parecia um condenado.

O processo criminal desabou em poucas semanas por causa de um telefonema da camareira, Nafissatou Diallo, para um namorado traficante que estava preso, revelando uma armação para extorquir dinheiro de Strauss-Kahn.

A ação civil de indenização ainda corre na Justiça. Neste processo, o juiz determinou hoje que o ex-diretor-geral do FMI não tem imunidade.

domingo, 29 de abril de 2012

Sarkozy rejeita ideia de complô contra Strauss-Kahn

O ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn era diretor-geral do Fundo Monetário Internacional e favorito nas pesquisas para a eleição presidencial na França quando foi preso, em 14 de maio de 2010, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira de um hotel de luxo de um grupo francês.

A denúncia foi retirada depois que uma ligação telefônica da camareira a um namorado traficante preso nos Estados Unidos revelou a intenção de extorquir dinheiro de Strauss-Kahn e minou a credibilidade da acusação. Mas sua candidatura estava destruída.

A quem interessava o escândalo? Ao presidente Sarkozy. Quando a França indicou Strauss-Kahn para o FMI, comentou-se que Sarkozy mandava para o exterior num alto cargo o líder capaz de modernizar o Partido Socialista francês.

Strauss-Kahn cresceu com o papel de destaque do FMI no combate à crise financeira internacional, tornando-se um oponente ainda mais formidável para o presidente desgastado pela crise. Quando o processo entrou em colapso na Justiça de Nova York, a hipótese de uma conspiração do serviço secreto francês com uma imigrante africana de origem francófona se fortaleceu.

Sarkozy reagiu com indignação ontem: "Respeito a presunção da inocência, mas, quando se é acusado do que ele é acusado e se tem um mínimo de dignidade, deve-se ter o pudor de calar e não aumentar a indignidade", declarou o presidente diante de seus simpatizantes.

"Quando penso em todos os escândalos vergonhosos, em Nova York, em Lille, no Carlton, em Pas-de-Calais, foi uma questão de honra para o centro e a direita republicanas não se aproveitar, tapar o nariz, não comentar, essas indignidades", acrescentou. "Mas, quando, em plena campanha eleitoral, Strauss-Kahn tenta dar lições de moral e dizer que sou o único responsável pelo que aconteceu com ele, é demais!"

O presidente reagiu com a mesma indignação por ser acusado de ter recebido US$ 50 milhões do coronel Muamar Kadafi para sua campanha eleitoral em 2007.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

França encerra processo contra Strauss-Kahn

Por falta de provas, a Justiça da França arquivou hoje o processo por tentativa de estupro contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-ministro das Finanças da França Dominique Strauss-Kahn, movido pela jornalista Tristane Banon que o acusa de tê-la atacado sexualmente há oito anos.

A promotoria alegou que não teria como produzir provas a respeito de um fato ocorrido em 2003. Strauss-Kahn admitiu ter feito alguns "avanços" sobre a jovem e bela Tristane, na época com 24 anos.

Na França, o prazo de extinção de punibilidade pela prescrição, quando o caso não vai a julgamento, é de três anos para agressão sexual e de dez anos para tentativa de estupro.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 no aeroporto John Kennedy, em Nova York, dentro de um avião prestes a deixar os Estados Unidos, sob acusação de atacar sexualmente e tentar estuprar Nafissatou Diallo, uma camareira do hotel onde estava hospedado. Perdeu o cargo de diretor do FMI por causa do escândalo, mas o processo foi anulado depois que a polícia gravou uma conversa telefônica da camareira com um namorado traficante confessando que pretendia ganhar dinheiro porque DSK é rico.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Strauss-Kahn admite "erro moral"

NOVA YORK - Em sua primeira entrevista longa à televisão desde que voltou à França depois de ser preso num escândalo sexual que o derrubou do cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn admitiu ter cometido um "erro moral", mas negou responsabilidade por qualquer crime.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro da camareira Nafissatou Dialom, que trabalhava no Hotel Sofitel da Times Square, onde ele estava hospedado.

A imagem do ex-ministro das Finanças da França e diretor do FMI algemado, barbudo e desgrenhado revoltou os franceses, que consideraram isso uma humilhação e um pré-julgamento.

O caso entrou em colapso quando Dialo disse a um namorado preso por tráfico de drogas que poderia ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn é um homem rico.

Sem condições de apresentar provas consistentes que incriminassem o ex-diretor do Fundo, a Justiça de Nova York terminou por arquivar o processo. Mas ele perdeu o cargo e uma grande chance de ser presidente da França. Era considerado o favorito, o candidato do Partido Socialista capaz de derrotar o presidente François Mitterrand.

Veja a íntegra da entrevista no jornal francês Libération.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Juiz encerra processo contra Strauss-Kahn

A pedido do promotor distrital de Manhattan, Cyrus Vance Jr., o Tribunal de Justiça de Nova York acaba de encerrar o processo que derrubou o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn e reduziu suas chances de concorrer à Presidência da França em 2012.

O caso entrou em colapso por causa da falta de credibilidade de Nafissatou Diallo, a camareira de origem africana que o acusou de agressão sexual e tentativa de estupro. Em telefonema a um namorado preso por tráfico de drogas, ela falou em ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn "é um homem rico".

Durante as investigações, a polícia nova-iorquina descobriu que ela mentiu várias vezes, inclusive quando pediu asilo aos Estados Unidos alegando ter sido violentada sexualmente na Guiné.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York.

A divulgação de imagens do ex-diretor do FMI algemado, barbudo e desgrenhado causaram protestos na França por ignorar a presunção de inocência até a condenação. Mas assim que o caso entrou em colapso, outras mulheres denunciaram investidas sexuais de Strauss-Kahn, numa tentativa de sepultar definitivamente sua candidatura à Presidência da França.

Ao sair do tribunal, ele prometeu fazer uma declaração quando chegar a Paris.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Denúncia de crime sexual contra Strauss-Kahn cai

Por falta de provas, a Promotoria Distrital de Manhattan retirou a denúncia de crimes sexuais contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn, anunciou agora há pouco o advogado de sua suposta vítima, uma imigrante africana que trabalhava num hotel onde ele ficou hospedado. O caso deve ser encerrado amanhã.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio dentro de um avião que se preparava para decolar no Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob as acusações de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro. O caso entrou em colapso quando a polícia descobriu uma ligação telefônica em que Nafissatou Diallo comentava com o namorado, um traficante preso, que poderia ganhar dinheiro com o escândalo.

O ex-diretor do FMI perdeu o emprego e a chance de se candidatar à Presidência da França em 2012. Ele era o favorito.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

França se divide sobre volta de Strauss-Kahn

 Os franceses estão divididos sobre a volta do ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional e ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn à política.  Em pesquisa divulgada ontem pelo jornal Le Parisien, 49% foram a favor de seu retorno à vida pública e 45% foram contra

Strauss-Kahn era o favorito para a eleição presidencial de 2012 na França quando foi preso em Nova York, em 14 de maio de 2011, sob a acusação de atacar sexualmente uma camareira de hotel. Perdeu o cargo e suas ambições políticas foram abaladas.

Na semana passada, a credibilidade da denunciante foi abalada pela revelação de que a imigrante guineense Nafissatou Diallo teria telefonado para um namorado traficante que está preso. O ex-diretor do FMI foi solto e o caso deve ser encerrado sem julgamento.

Como ele é um notório mulherengo, o movimento feminista quer barrar sua ascensão à Presidência da França. A jornalista e escritora Tristane Banon, de 32 anos, anunciou a intenção de acusá-lo de tentativa de estupro em 2002. Strauss promete processá-la por denúncia falsa.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ex-diretor do FMI é liberado da prisão domiciliar

Diante do virtual colapso da acusação por falta de credibilidade da mulher que o denunciou por agressão sexual e tentativa de estupro num hotel de Nova York, o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn foi liberado sob condições da prisão domiciliar pela Justiça dos Estados Unidos, mas não teve o passaporte devolvido.

A promotoria teria gravações da camareira com conversas com um traficante preso sobre como ela poderia lucrar com o caso, revelou o jornal The New York Times.

Nafissatou Diallo, nascida na Guiné, também teria mentido ao pedir asilo aos EUA, alegando ter sido estuprada por vários homens. Ela mantém as acusações contra Strauss-Kahn.

O ex-diretor do FMI recebeu de volta o US$ 1 milhão que pagou como fiança, mas o processo ainda não foi encerrado.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Processo contra Strauss-Kahn está à beira do colapso

O caso contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn está à beira do colapso, revela o jornal The New York Times.

A camareira africana que o acusou de violência sexual perdeu credibilidade diante dos investigadores. Eles estão certos de que houve um ato sexual naquela suíte, mas começam a duvidar da hipótese de que houve violência.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, perdeu o cargo e  uma grande chance de se eleger presidente da França em 2012.

Para sair da cadeia para prisão domiciliar, ele pagou US$ 1 milhão de Fiança e US$ 5 milhões de caução. Está sendo processado por sete acusações que podem dar até 75 anos de prisão, mas agora a promotoria acha que as provas são inconsistentes.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Martine Aubry lança candidatura na França

O líder socialista Martine Aubry lançou hoje oficialmente em Lille, no Norte da França, sua campanha para disputar a candidatura do partido à Presidência do país na eleição do ano que vem.

Com a prisão do favorito, Dominique Strauss-Kahn, num escândalo sexual em Nova York, Aubry, filha do ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors, vai disputar as eleições prévias do partido com o ex-presidente do PS François Hollande e Ségolène Royal, candidata derrotada pelo presidente Nicolas Sarkozy no segundo turno em 2007.

Se Strauss-Kahn sem ficha criminal seria um bom candidato, é difícil que algum dos outros três aspirantes socialistas consiga derrotar o conservador Sarkozy, apesar de sua impopularidade.

Pode haver uma candidatura de centro, do ex-ministro da Economia, do Emprego e do Meio Ambiente Jean-Louis Borloo, do Partido Radical. Borloo deixou a coalizão de centro-direita que apoia o presidente Sarkozy e pode fazer uma aliança com os Verdes.

Os partidos tradicionais franceses também enfrentam mais uma vez o desafio da extrema direita, que apela para o nacionalismo, o voto anti-imigrante e consegue galvanizar o apoio de uma parte do eleitorado da classe trabalhadora que no passado votou no Partido Comunista Francês e hoje teme perder o emprego no mundo globalizado.

Sob a liderança de Marion Anne (Marine) Le Pen, filha do líder histórico da Frente Nacional, o neonazista Jean-Marie Le Pen, a extrema direita francesa tenta se mostrar mais civilizada e palatável, com um discurso que procura apresentar respostas fáceis aos anseios e medos da classe média.

Sua lógica é racional e supostamente humanitária: "Não somos contra os imigrantes, mas a França não tem lugar para todo o mundo".

Ao tentar retirar o estigma de racista do partido, Marine tenta ampliar sua penetração junto ao eleitorado que associa ao país às grandes ideias liberais e democráticas, e tem vergonha de apoiar uma plataforma xenófoba e divisionista.

Várias pesquisas a colocam no segundo turno. O PS que não repita os erros de 2002, quando Len Pen, o pai, bateu o primeiro-ministro Lionel Jospin e chegou ao segundo turno contra o desmoralizado presidente Jacques Chirac.

Para barrar a ascensão da extrema direita, a esquerda francesa foi obrigada a tapar o nariz e votar no corrupto Chirac para um segundo mandato, de cinco anos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Strauss-Kahn alegou imunidade diplomática

Ao ser preso no Aeroporto John Kennedy em Nova York em 14 de maio de 2011, sob a acusação de crimes sexuais contra a camareira do hotel onde estava hospedado, o então diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn alegou ter imunidade diplomática, mostram documento liberados pela Justiça.

- O que está acontecendo? - perguntou o ex-ministro das Finanças da França.

- É sobre um incidente no hotel - respondeu o policial.

Depois de uns 15 minutos de silêncio, conta o jornal inglês The Guardian, quando ia ser algemado, Strauss-Kahn reclamou: "Isto é necessário? Tenho imunidade diplomática" - e pediu para falar com o Consulado da França.

Strauss-Kahn, de 62 anos, pode ser condenado a até 25 anos de prisão por agressão sexual, sequestro, cárcere privado e tentativa de estupro.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Strauss-Kahn declara inocência

O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn voltou hoje ao tribunal depois de duas semanas e declarou ser inocente hoje das sete acusações feitas contra ele, que incluem agressão sexual, sequestro, cárcere privado e tentativa de estupro de uma camareira do hotel onde ele se hospedava em Nova York.

Sua defesa se baseia na negativa de autoria, alegando que a relação sexual foi consensual.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Roupa da camareira tem DNA de Strauss-Kahn

Em um exame de DNA (ácido desoxirribonucleico), os peritos da polícia de Nova York encontraram esperma do ex-diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn na gola da roupa da camareira que o acusa de abuso sexual, afirmou a rede de televisão ABC.

Nem a polícia nem a Justiça confirmou a notícia. Seria uma prova técnica irrefutável para a promotoria. A defesa de Strauss-Kahn teria de alegar que houve uma relação sexual consensual para explicar a situação.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Jornal francês diz que havia terceira pessoa com DSK

Uma terceira pessoa esteve no quarto do ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, momentos antes da suposta agressão sexual e tentativa de estupro que causou sua prisão, nos Estados Unidos, há cinco dias, afirma hoje o jornal francês Le Figaro


Diante do escândalo sexual, Strauss-Kahn renunciou ao cargo hoje. Em carta ao FMI, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, pediu que o novo chefe da organização internacional seja escolhido por mérito. É uma tentativa de romper um acordo tácito de 1944 pelo qual o presidente do Banco Mundial é sempre americano e o diretor-geral do Fundo, europeu.


A testemunha seria um funcionário do hotel que teria levado o café da manhã para Strauss-Kahn. Esse homem teria dito à camareira que a suíte estava vazia e saído depois de terminar seu trabalho. Ela entrou e começou a arrumar o quarto 2806 do Hotel Sofitel da Times Square.

Ao sair do banho, nu, o ex-diretor do Fundo teria agarrado a camareira, identificada como Nafissatou Diallo, uma imigrante africana da Guiné de 32, mãe solteira, que vive com a filha. Ela deve ser ouvida hoje. O depoimento do funcionário seria um testemunho importante.

Amanhã, um júri popular decide se Strauss-Kahn será processado. Ele deve voltar hoje ao tribunal. Seus advogados fizeram novo pedido de libertação mediante fiança de US$ 1 milhão, aceitando que ele seja monitorado por uma pulseira eletrônica e fique em prisão domiciliar na casa da filha em Nova York.

No pedido, que deve ser examinado hoje pela juíza Melissa Jackson, Strauss-Kahn é descrito como "um pai e marido amoroso, e um diplomata, político, advogado, economista e professor renomado, sem antecedentes criminais".

Seria um funcionário do hotel que teria levado o café da manhã para Strauss-Kahn. Esse homem teria dito à camareira que a suíte estava vazia e saído depois de terminar seu trabalho. Ela entrou e começou a arrumar o quarto 2806 do Hotel Sofitel da Times Square.


Ao sair do banho, nu, o ex-diretor do Fundo teria agarrado a camareira, identificada como Nafissatou Diallo, uma imigrante africana da Guiné de 32 anos, mãe solteira, que vive com a filha. Ela deve ser ouvida hoje. O depoimento do funcionário seria um testemunho importante.


Amanhã, um júri popular decide se Strauss-Kahn será processado. Ele deve voltar hoje ao tribunal. Seus advogados fizeram novo pedido de libertação mediante fiança de US$ 1 milhão, aceitando que ele seja monitorado por uma pulseira eletrônica e fique em prisão domiciliar na casa da filha em Nova York.


No pedido, que deve ser examinado hoje pela juíza Melissa Jackson, Strauss-Kahn é descrito como "um pai e marido amoroso, e um diplomata, político, advogado, economista e professor renomado, sem antecedentes criminais".

Strauss-Kahn renuncia à direção do FMI

O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, pediu demissão do cargo nesta noite, alegando que precisa concentrar todos os seus esforços na sua defesa. Ele está preso desde sábado, sob alegação de tentar estuprar uma camadeira do Hotel Sofitel da Times Square, onde estava hospedado, em Nova York.

Agora há pouco, o FMI divulgou esta nota de Strauss-Kahn:

“Srs. e Srªs do Conselho,

“É com infinita tristeza que me sinto compelido hoje a apresentar ao Conselho Diretor minha renúncia ao cargo de diretor-geral do FMI”, lamentou. 

“Penso primeiro na minha mulher – que amo acima de qualquer outra coisa – nos meus filhos, na minha família e nos meus amigos”, afirmou.

“Também penso nos meus colegas do Fundo; juntos, conseguimos grandes coisas nos últimos três anos”, prosseguiu.

“A todos, gostaria de dizer que nego com a maior firmeza possível todas as alegações que têm sido feitas contra mim”, defendeu-se.

“Quero proteger esta instituição que servi com honra e devoção, e especialmente devotar todas as minhas forças, todo o meu tempo e toda a minha energia para provar minha inocência”, concluiu.

Strauss-Kahn, do Partido Socialista, era o candidato favorito à Presidência da França. Sua carreira política também parece liquidada.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Maioria na França vê complô contra Strauss-Kahn

Diante das imagens chocantes de seu ex-ministro da Economia algemado em com a barba por fazer, a maioria dos franceses (57%) acredita que o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, é vítima de uma conspiração para desmoralizá-lo nos Estados Unidos.

Outros 32% rejeitam a teoria conspiratória e 11% não manifestaram sua opinião, em pesquisa realizada pelo instituto CSA.

O diretor do FMI foi preso sábado em Nova York sob a acusação de agressão sexual, sequestro e tentativa de estupro de uma camaneira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado, na Times Square.

Sua defesa deve alegar que a relação sexual foi consensual, revela o jornal The New York Times, mas o advogado da camareira, uma imigrante africana, afirma que ela não tinha ideia de quem era aquele homem.

Ontem, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmou que ele não tem mais condições de dirigir a instituição internacional.

Strauss-Kahn também era o candidato favorito para a eleição presidencial de 2011 na França. Apesar do escândalo, 54% dos franceses acreditam na vitória do Partido Socialista.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Prisão de diretor abre espaço para mudar FMI

Com a demissão praticamente certa de Dominique Strauss-Kahn, preso e acusado de agressão sexual e tentativa de estupro, a tradição de que o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional deve ser europeu corre sério risco de ser colocada em cheque pelo crescente poder das grandes economias emergentes.

Uma das decisões do Grupo dos Vinte (G-20) no auge da Grande Recessão (2008-9) foi ampliar a voz e o número de votos dos emergentes nas discussões e decisões do Fundo, redistribuindo votos da Europa para aumentar a cota da China e do Brasil, entre outros.

Por um acordo informal feito entre os Estados Unidos e o Reino Unido na Conferência de Bretton Woods, que definiu a ordem econômica do pós-guerra, em 1944, o presidente do Banco Mundial é sempre americano e o diretor-geral do FMI, europeu.

Mas isso precisa mudar, com o fim de hegemonia das potências ocidentais sobre as organizações econômicas internacionais. A prisão de Strauss-Kahn contribui para o declínio relativo da Europa. Seu posto pode ser ocupado por um candidato de país emergente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Strauss-Kahn fica preso ao menos até dia 20

Um tribunal de Nova York rejeitou hoje um pedido de fiança e decidiu manter preso o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, acusado de agressão sexual, sequestro e tentativa de estupro de uma camareira do hotel onde estava hospedado.

A juíza aceitou o argumento da promotoria de que ele poderia sair do país e fugir da ação criminal porque não há acordo de extradição entre os Estados Unidos e a França.

A mulher que o acusa conseguiu identificá-lo em meio a outros homens, informou a polícia nova-iorquina.

Se for condenado, Strauss-Kahn pode pegar até 20 anos de cadeia.

No momento, ele está sob pressão para se demitir do cargo de chefe do FMI. Sua carreira política está encerrada. O Partido Socialista realiza sua eleição primária para escolher o candidato a presidência em 2012. Não há tempo para Strauss-Kahn esperar por uma absolvição.

Neste caso, o processo já e uma pena e o réu está condenado de antemão pela opinião pública.

Diretor do FMI será apresentado à Justiça

O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, deve ser apresentado hoje em Nova York à Justiça, onde é acusado de agressão sexual, sequestro e tentativa de estupro de uma camareira do hotel onde estava hospedado.

Sua mulher, Anne Sinclair, afirmou em comunicado que “nem por um segundo” acreditou nas acusações contra o marido.

A França está chocada ao ver o favorito para a eleição presidencial de 2012 preso e algemado por atacar sexualmente uma camareira.

No Partido Socialista, a candidata presidencial derrotada em 2007, Ségolène Royal, insistiu no princípio de que todo mundo é inocente até prova em contrário, enquanto a líder Martine Aubry confessou estar “estupefata”.


O escândalo afeta também o combate à crise das dívidas públicas dos países da Zona do Euro. Strauss-Kahn estava embarcando para a Alemanha, onde discutiria no domingo com a primeira-ministra Angela Merkel o socorro aos países endividados, especialmente Grécia, Irlanda e Portugal.