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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Prisão do ex-príncipe Andrew abala a monarquia britânica

No dia de seus 66 anos, o antigo príncipe foi preso ontem por ligações com o pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein, que morreu na cadeia em 2019. Foi solto 12 horas depois, mas a investigação continua. Sua face revela o tamanho da desgraça de sua queda espetacular.

É a maior crise da monarquia britânica desde a abdicação de Eduardo VIII, em 11 de dezembro de 1936, para se casar com uma norte-americana divorciada. Um membro da família real britânica não era preso desde a Guerra Civil Inglesa do século 17, quando o rei Carlos I foi condenado por traição e decapitado, em 30 de janeiro de 1649, pelos republicanos liderados por Oliver Cromwell.

Oficialmente, Andrew Albert Christian Edward Mountbatten Windsor está sendo investigado por "má conduta em cargo público", no caso, por passar a Epstein documentos do governo como enviado comercial para promover os negócios e as empresas do Reino Unido no exterior.

Uma vítima da gangue de Epstein que se matou no ano passado acusa o ex-príncipe de ter mantido relações sexuais quando ela tinha 17 anos. Há suspeitas de que Epstein tenha traficado mulheres para fazer sexo com Andrew no Reino Unido.

No início do mês, Peter Mandelson, o ideólogo do neotrabalhismo do ex-primeiro-ministro Tony Blair, renunciou a uma cadeira vitalício na Câmara dos Lordes e deixou o partido, depois de perder o cargo de embaixador nos EUA por receber dinheiro de Epstein e ter repassado ao pedófilo documento sigilosos do governo britânico.

Agora, é a família real que está perto do banco dos réus. Como alertou o jornal republicano The Guardian, a velha fórmula de silêncio e exílio discreto, de resolver internamente os problemas da monarquia, não funciona mais. A era da impunidade da realeza chegou ao fim.

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segunda-feira, 12 de junho de 2023

Ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi morre aos 86 anos

O magnata e ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, o chefe de governo que ficou mais tempo no poder na Itália no pós-guerra, cerca de nove anos, morreu hoje aos 86 anos. De 1994 a 2011, liderou quatro governos, um reeleito. Seu partido é um parceiro menor da coalizão de governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Há anos, sofria de leucemia.

Silvio Berlusconi nasceu em Milão em 29 de setembro de 1936 numa família de classe média. Começou a construir sua carreira empresarial no setor imobiliário antes de criar a Mediaset, a maior empresa privada de televisão do país. De 1986 a 2017, foi dono do clube de futebol Milan. Com fortuna estimada em US$ 6,8 bilhões, era o terceiro homem mais rico da Itália.

Berlusconi foi um dos beneficiários dos escândalos de corrupção revelados pela Operação Mãos Limpas. Com o colapso da Democracia Cristã, que dominava a política italiana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), temendo a ascensão da esquerda, fundou em 1993 o partido Força Itália, o grito de guerra dos torcedores da seleção do país.

Em 11 de maio de 1994, chegou ao poder com o governo mais direitista da Itália desde 1945, que caiu depois de oito meses, em 17 de janeiro de 1995. Voltou em 11 de junho de 2001 para chefiar o mais longo governo da Itália no pós-guerra, que durou até 17 de maio de 2006, com uma reeleição. Seu quarto governo foi de 8 de maio de 2008 a 16 de novembro de 2011.

No segundo governo, o serviço secreto italiano afirmou que o Iraque havia tentado comprar urânio no Níger. Isto serviu de pretexto para a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003. Após investigar a alegação em viagem ao Níger, o embaixador norte-americano Joseph Wilson concluiu que era mentira e publicou um artigo no jornal The New York Times contestando a história. 

Em retaliação, o escritório do vice-presidente Dick Cheney deixou vazar para a imprensa que a mulher de Wilson, Valerie Plame, era agente da CIA (Agência Central de Inteligência), o que é um crime. O chefe de gabinete de Cheney, Scooter Libby, foi condenado a dois anos e meio de prisão. Teve a pena comutada pelo presidente George W. Bush, responsável pela invasão do Iraque.

Il Cavalière foi o terceiro chefe de governo com mais tempo no poder desde a unificação da Itália, em 1861, atrás apenas do ditador fascista Benito Mussolini (1922-45) e de Giovanni Giolitti (1892-93, 1903-5, 1906-9, 1911-14 e 1920-21).

Alvo de investigações de corrupção e pivô de escândalos sexuais, conseguiu aprovar leis que reduziram penas, mas foi condenado por fraude fiscal em 2012. Por causa da idade, a pena de prisão foi convertida em trabalho comunitário.

Em abril, foi internado no Hospital San Raffaele, em Milão, onde ficou seis semanas e foi readmitido na sexta-feira. Foi casado duas vezes e deixa cinco filhos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Trump teve papel central na compra do silêncio de amantes

Ao contrário do que afirmou nos últimos dois anos, o presidente Donald Trump participou diretamente dos esquemas para comprar o silêncio de duas mulheres com quem teve casos amorosos. 

Trump não queria que os escândalos fossem revelados durante a campanha eleitoral de 2016 nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal conservador The Wall Street Journal, que apoia o presidente.

Diretamente ou através de seu advogado, Michael Cohen, Trump esteve envolvido em cada passo dos acordos com a ex-garota da Playboy Karen McDougal e com a atriz pornô Stormy Daniels para encobrir os escândalos sexuais. Como o dinheiro não foi declarado como verba da campanha, o presidente pode ser acusado de violar a lei federal sore financiamento de campanhas eleitorais

Em agosto de 2015, Trump recebeu na Trump Tower, sua residência em Nova York, o executivo de mídia David Pecker, que comprou os direitos da história da ex-playgirl para que nunca fosse publicada. Na ocasião, perguntou ao amigo: "O que você pode fazer para ajudar minha campanha?"

Menos de um ano depois, o National Enquirer, um dos jornais mais sensacionalistas dos EUA, pagou US$ 150 mil a Karen McDougal. Trump agradeceu ao amigo. A história nunca foi publicada. O acordo com Stormy Daniels custou US$ 120 mil.

Trump orientou as negociações em telefonemas e encontros com Cohen, que fez acordo de delação premiada. Em 23 de outubro, em entrevista ao Journal, Trump não respondeu se havia falado com o advogado sobre os pagamentos às mulheres.

Quando fez acordo com a procuradoria federal  de Manhattan, em agosto, Cohen confessou ser culpado por violar a lei de financiamento eleitoral e contou ter "se coordenado com um ou mais membros da campanha, inclusive através de encontros e telefonemas, sobre os fatos, a natureza e a hora dos pagamentos."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Trump começa com apoio de apenas 37%

A dez dias da posse, em 20 de janeiro, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha o apoio de 37% do eleitorado, indica uma pesquisa divulgada na terça-feira pela Universidade Quinnipiac, enquanto 51% desaprovam a maneira como o magnata imobiliário está conduzindo a transição.

Em comparação, o presidente Barack Obama tinha o apoio de 63,3% dos americanos quando chegou 'a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2009.

Ontem à noite, em seu discurso de despedida, em Chicago, onde começou sua carreira política, Obama destacou os sucessos de seu governo: a recuperação da economia e da indústria automobilística americanas, a mais longa sequência de geração de empregos da história, o desemprego de apenas 4,7%, o acesso de mais de 30 milhões de pessoas a seguros de saúde, a morte de Ossama ben Laden, o acordo para desarmar o programa nuclear do Irã sem disparar um tiro e o reatamento com Cuba.

"Se há oito anos, eu tivesse prometido tudo isso, diriam que minhas metas eram altas demais. Mas, sim, nós podemos", afirmou, repetindo o discurso da campanha. "Sim, nós fizemos. Vocês fizeram."

Obama omitiu os fracassos, como a guerra civil na Síria ou a impossibilidade de negociar a paz entre palestinos e israelenses. E advertiu para o risco do radicalismo e do divisionismo na política interna dos EUA. Sem se referir uma única vez a Trump, alertou para a ameaça do racismo e para a guetização provocada pelas redes sociais, onde cada vez mais as pessoas recebem mensagens concordando com o que pensam sem se questionar com posições adversas.

Trump é o anti-Obama. Elegeu-se com um discurso sobre um país decadente assolado pela criminalidade e pela violência muito diferente dos EUA de hoje, Ganhou no Colégio Eleitoral, mas perdeu na votação popular por mais de 2,8 milhões de votos.

O atual presidente fez questão de dizer que as relações raciais são melhores hoje do 10, 20 ou 30 anos atrás, O presidente eleito, que faz da mentira uma de suas armas prediletas, diz que nunca foram tão ruins, esquecendo da escravidão e da segregação existente até os anos 1960s.

Em sua primeira entrevista coletiva como presidente eleito, Trump ficou na defensiva. Teve de responder a mais um escândalo. Um relatório de inteligência produzido por um agente inglês declara que o serviço secreto da Rússia filmou Trump em orgias sexuais com prostitutas num hotel em Moscou para usá-las contra o futuro presidente dos EUA.

O dossiê não foi considerado "substanciando" pelos serviços secretos dos EUA, que mesmo assim apresentaram relatório sobre o caso a Obama e Trump. O sítio Buzzfeed o publicou, enquanto a rede de televisão CNN e outros meios de comunicação mais criteriosos não revelaram o conteúdo por não conseguirem confirmar as alegações.

Mesmo assim, Trump investiu contra um repórter da CNN, em mais um espetáculo de arrogância, prepotência, desrespeito à liberdade de expressão, à Constituição e ao povo dos EUA. Não admira que comece com popularidade tão baixa. A dúvida é se vai conseguir governar com tantos conflitos de interesses e desrespeito pelas regras básicas do jogo democrático.

O bilionário apresentou uma advogada e uma série de documentos transferindo a administração de suas empresas para seus filhos, prometendo demiti-los como no programa de televisão O Aprendiz, que apresentava nos EUA.

É o primeiro presidente da era dos reality shows, um mestre do espetáculo com pouco conteúdo, a ser testado em breve no cargo mais poderoso da Terra.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ONU denuncia conivência da Igreja com pedofilia

Numa grave denúncia contra a conivência da Igreja Católica, o Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança apelou ao Vaticano para que afaste imediatamente todos os religiosos envolvidos em escândalos sexuais e os denuncie à Justiça para que sejam julgados e punidos. A Santa Sé repudiou o que chamou de "tentativa de ingerência" da ONU em seus assuntos internos e nos ensinamentos da Igreja.

No relatório, a ONU declara estar "gravemente preocupada que a Santa Sé não tenha reconhecido a extensão de seus crimes nem haja tomado as medidas necessárias para encarar os casos de pedofilia e proteger os menores, e adotado políticas que dificultaram a investigação desses abusos e levaram à impunidade de seus autores", como a imposição de uma "lei do silêncio" e a transferência de suspeitos para outras paróquias.

A ONU exige que o Vaticano abra seus arquivos sobre investigações de escândalos sexuais, cumpra a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, de 1989, que assinou, e compense as vítimas padres, frei, curas e bispos tarados.

"Há uma violação da convenção até agora porque eles não fizeram tudo o que deveriam", afirmou a presidente do comitê, a diplomata dinamarquesa Kristen Sandberg na entrevista coletiva de lançamento do relatório.

O documento também critica as políticas do Vaticano sobre aborto, homossexualismo e controle da natalidade, o que motivou a reação da Santa Sé falando em ingerência nos ensinamentos da Igreja.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Hollande anuncia separação de Valérie Trierweiler

Quinze dias depois de ser flagrado fugindo do Palácio do Eliseu de moto na garupa de um segurança para encontrar a amante, o presidente da França, François Hollande, anunciou oficialmente hoje o fim de sua "vida em comum" com a jornalista política Valérie Trierweiler, com quem não era casado no papel.

O escândalo sexual revelado pela revista Closer quebrou uma regra não escrita da política francesa de não falar da vida íntima dos presidentes. Nos Estados Unidos, ninguém chega à Casa Branca se não tiver uma família de propaganda de margarina. Na França, a tradição era que os presidentes tivessem amantes e a imprensa não divulga.

Valérie Trierweiler, apelidada Rotweiler, nunca foi uma típica primeira-dama. Jornalista da revista Paris Match, afastou-se do trabalho com a eleição do companheiro. Hollande foi eleito presidente da França em maio de 2012, prometendo ser o Senhor Normal, em contraste com seu pirotécnico antecessor, Nicolas Sarkozy, que se casou com a modelo e cantora Carla Bruni, ex-namorada de Mick Jagger.

Um mês depois, durante a campanha para as eleições legislativas, Valérie apoiou no Twitter o candidato dissidente socialista Olivier Farloni no distrito de Charente-Maritime contra Ségolène Royal, ex-mulher e mãe dos quatro filhos do presidente. Para um deles, Thomas Hollande, naquele momento, Trierweiler destruiu a imagem de Senhor Normal.

O próprio Hollande contribuiu decisivamente para isso com as escapadas de moto para se encontrar com a atriz Julie Gayet, de 41 anos, num apartamento próximo ao palácio.

Ao saber da fofoca, Valérie teria quebrado a louça, no caso, porcelana de Sèvres do Palácio do Eliseu. No mesmo dia, internou-se num hospital de Paris com "profunda depressão". Hollande levou dias para visitá-la. A imprensa francesa antecipava que o presidente trocaria a mulher pela amante. Os detalhes finais da separação foram acertados num jantar na última quinta-feira à noite, revelou o Journal du Dimanche.

"Toda minha gratidão vai para o extraordinário pessoal do Eliseu", escreveu Trierweiler no Twitter. "Eu não esquecerei jamais sua devoção nem a emoção na hora da partida."

A ex-primeira-dama viaja amanhã para a Índia a convite da organização não governamental Ação contra a Fome. Será o último ato de função que nunca lhe agradou.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Justiça da Itália condena Berlusconi a um ano de prisão

O ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, homem mais rico da Itália, foi condenado hoje a um ano de prisão pela publicação ilegal num jornal de sua família de transcrições de uma escuta telefônica clandestina sobre um escândalo bancário de 2005. Ele não será preso até o julgamento de todos os recursos.

Mais uma vez, Berlusconi se fez de vítima: "É impossível tolerar a perseguição judicial que já dura 20 anos e reemerge sempre nos momentos politicamente complexos da vida política do nosso país", declarou o magnata em nota. Seu irmão Paolo Berlusconi, diretor responsável pelo diário Il Giornale, foi sentenciado a dois anos de três no mesmo caso.

A Itália enfrenta mais uma crise política depois que as eleições de 24 e 25 de fevereiro de 2013 não tiveram um vencedor com maioria suficiente para formar um novo governo estável. Embora a coalizão de centro-esquerda tenha ganho na Câmara, o Senado ficou dividido.

O ex-primeiro-ministro também está sendo processado fraude, sonegação de impostos e por pagar para manter relações sexuais com uma prostituta menor de idade. A sentença neste caso é esperada em 18 de março, informa a agência Reuters.

A vítima da escuta ilegal Piero Fassino terá direito a uma indenização de 80 mil euros. O texto transcrito sugeria que ele teria exercido pressão indevida durante a tentativa de compra do banco Banca Nazionale del Lavoro pela seguradora Unipol.

Mais inacreditável é que 30% dos eleitores italianos continuem votando neste político arquicorrupto e totalmente desmoralizado. A Itália merece as múltiplas crises em que está afundada.

domingo, 3 de março de 2013

Cardeal O'Brien pede desculpas por crimes sexuais

Seis dias depois de renunciar ao cargo de arcebispo de Edimburgo e Santo André por causa de acusações de abuso sexual, o cardeal Keith O'Brien pediu desculpas hoje por seu mau comportamento sexual e pediu perdão a quem ofendeu, à Escócia e à Igreja Católica. É muito pouco, já que ele está sendo acusado de vários crimes.

Três padres e um ex-seminarista denunciaram ter sido vítimas nos anos 80 de avanções sexuais do cardeal O'Brien, que até a semana passada ocupava o mais alto cargo da Igreja Católica no Reino Unido, em tempo de tirá-lo do Conclave do Sacro Colégio Cardinalício que vai escolher até o fim desde mês o sucessor de Bento XVI.

"Nos últimos dias, certas acusações feitas contra mim se tornaram públicas", diz a declaração. "Inicialmente, sua natureza anônima e não específica me levou a contestá-las.

"No entanto, queria aproveitar a oportunidade para admitir que houve momentos em que minha conduta sexual caiu abaixo dos padrões exigidos de mim como padre, arcebispo e cardeal.

"Àqueles a que ofendi, peço desculpas e perdão. Também peço desculpas à Igreja Católica e ao povo da Escócia", declarou, como se isso fosse suficiente.

"Agora, vou passar o resto da minha vida em retiro. Não terei mais nenhum papel na vida pública da Igreja Católica na Escócia", concluiu o cardeal, que iria se aposentar mesmo no fim deste mês, quando completa 75 anos.

Para o especialista em religião do jornal inglês The Guardian Stephen Bates, o documento é "um exemplo da hipocrisia da alta cúpula da Igreja Católica". Já o correspondente da televisão pública BBC, Robert Pigott, observa que o texto levanta mais questões do que responde.

Quando o cardeal cometeu abusos sexuais? Desde os anos 80 até recentemente? Que atos obscenos e impróprios ele praticou?

O inquérito estará a cargo do próximo papa. Será um bom teste para o compromisso da Igreja Católica de acabar com os escândalos sexuais e punir os responsáveis.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cardeal escocês acusado de abuso sexual renuncia

Mais um escândalo sexual abala a Igreja Católica às vésperas da eleição de um novo papa. Um dia depois de defender o fim do celibato para os padres, o arcebispo de Edimburgo e Santo André, cardeal Keith O'Brian, foi acusado por três padres e um ex-sacerdote de "comportamento inadequado" em relação a seus paroquianos e até padres. O Vaticano aceitou hoje sua renúncia ao cargo.

Assim, o Conclave do Sacro Colégio Cardinalício terá 115 eleitores. O'Brien era a principal autoridade da Igreja Católica no Reino Unido.

Tanto o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, tinham repudiado no sábado o que chamaram de "maledicências" e "calúnias" contra a Igreja. Eles alegaram que a maioria das suspeitas não pode ser comprovada.

Nos Estados Unidos, há uma grande pressão para que o arcebispo de Los Angeles, cardeal Roger Mahony, acusado de acobertar escândalos sexuais de membros da Igreja, não participe do Conclave. Mahony depôs durante três horas e meia à Justiça da Califórnia. O Vaticano não vê problemas para ele participar da eleição do sucessor de Bento XVI.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Obama quer manter corte de impostos para classe média

Ao comentar hoje as negociações com o Congresso para evitar que os Estados Unidos caiam num "abismo fiscal", o presidente Barack Obama pediu a prorrogação imediata dos cortes de impostos para a classe média, deixando para discutir a tributação dos 2% mais ricos, que ganham mais de US$ 250 mil (R$ 500 mil) por ano, e outras medidas para depois.

Se a Casa Branca e o Capitólio não chegarem a um acordo até o fim do ano, acabam os cortes de impostos dos governos de George W. Bush (2001-9) e entram em vigor reduções de despesas governamentais para conter o déficito público. Sairiam de circulação US$ 600 bilhões. Os EUA correriam o risco de cair num "abismo fiscal". Isso seria fatal para a frágil recuperação econômica do país. Traria a recessão de volta.

Em sua primeira entrevista coletiva em oito meses, Obama afirmou que não houve vazamento de informações classificadas no escândalo sexual envolvendo os generais David Petraeus, ex-diretor-geral da CIA e ex-comandante militar no Iraque e no Afeganistão, e John Allen, atual comandante militar no Afeganistão, nomeado para comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança liderada pelos EUA. Foi o destaque do jornal The Washington Post.

O presidente acusou os senadores republicanos John McCain e Lindsay Graham de jogar para a plateia quando ameaçam vetar uma possível indicação da embaixadora dos EUA nas Nações Unidos, Susan Rice, para secretária de Estado, em substituição a Hillary Clinton, que não fica no segundo governo Obama.

Rice, que é negra, é acusada pela oposição republicana de dar declarações equivocadas logo após o ataque contra o consulado americano em Bengázi em 11 de setembro de 2012, quando morreu o embaixador dos EUA na Líbia. No primeiro momento, a ação foi atribuída a manifestantes que estariam protestando contra um filme ofensivo ao Islã e ao profeta Maomé, mas logo ficou evidente que ninguém vai a um protesto com metralhadoras, foguetes e morteiros.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Comandante dos EUA no Afeganistão é investigado

O escândalo sexual que derrubou o general David Petraeus da direção da CIA (Agência Central de Inteligência) atinge também seu sucessor como comandante militar dos Estados Unidos no Afeganistão, general John Allen, que seria o próximo comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar da América do Norte com a Europa, revela hoje o jornal The New York Times.

No inquérito sobre as relações entre Petraeus e sua biógrafa Paula Broadwell, que mostrou que eles eram amantes, os investigadores encontraram 20 a 30 mil páginas de material inapropriado em mensagens eletrônicas trocadas pelo general Allen com Jill Kelley, uma socialite da Flórida que teria sido ameaçada por Paula.

A queixa de Jill a um amigo policial teria provocado a investigação que descobriu a infidelidade do general. Como diretor da CIA, Petraeus tinha acesso a informações confidenciais capazes de comprometer a segurança nacional dos EUA. Durante a Guerra Fria, era comum o uso de agentes femininas para seduzir inimigos e tentar obter segredos de Estado.

O presidente Barack Obama reafirmou há pouco sua confiança em Allen para comandar as forças internacionais no Afeganistão, mas o secretário da Defesa, Leon Panetta, suspendeu sua indicação para chefiar a OTAN.

sábado, 10 de novembro de 2012

Ameaças da amante a outra derrubaram diretor da CIA

As ameaças da biógrafa que se tornou amante do ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), general David Petraeus, levaram o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, a abrir a investigação que levou à queda do general que ficara famoso nas guerras do Iraque e do Afeganistão, reporta o jornal The Washington Post.

Quando os agentes do FBI investigaram o correio eletrônico de Paula Broadwell a pedido de uma terceira pessoa ameaçada por Paula, Jill Kelley, descobriram que a biógrafa estava tendo um caso com o diretor da CIA. Isto é totalmente inaceitável.

Como chefe do serviço de espionagem da Presidência dos EUA, o diretor da CIA tem acesso a uma série de informações confidenciais importantes para a segurança nacional do país. Se cometer qualquer deslize, pode ser alvo de chantagens. Há ainda o risco de que a amante esteja a serviço de governos estrangeiros, como aconteceu tantas vezes durante a Guerra Fria.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Strauss-Kahn processa camareira que o acusou

Um ano depois do escândalo que acabou com sua carreira como diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seu favoritismo para ser presidente da França, Dominique Strauss-Kahn entrou na Justiça contra a camareira Nafissatou Diallo, que o acusou de agressão social, pedindo US$ 1 milhão de indenização por "difamação" e "acusações falsas".

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 quando estava dentro de um avião que se preparava para decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, rumo a Paris, sob a acusação de forçar a camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado, a manter relações sexuais com ele.

O processo desabou quando a polícia interceptou uma gravação telefônica em que ela comentava com o namorado preso que poderia ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn é rico.

Agora, o ex-ministro das Finanças da França acusa a camareira de "apresentar intencionalmente e com conhecimento de causa uma denúncia falsa às autoridades". Acrescenta que "a acusação falsa, maliciosa e gratuita" arruinou sua reputação e suas "oportunidades profissionais".

domingo, 29 de abril de 2012

Obama faz piadas sobre republicanos e escândalo

É uma tradição que o presidente dos Estados Unidos conte piadas durante o jantar anual da Associação dos Setoristas da Casa Branca, os jornalistas credenciados para cobrir o chefe do Executivo federal americano. Em ano de eleição, Barack Obama não perdeu a oportunidade.

Obama entrou com um microfone "indiscreto" para lembrar do que falou ao presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, sem perceber que os microfones estavam ligados. Naquela ocasião, falou como se já estivesse reeleito, dizendo que depois seus países se entenderiam sobre o programa de defesa antimísseis que os EUA querem instalar na Europa.

"Há um ano, se fez Justiça com um dos homens mais notórios do mundo", disse Obama, retomando seu discurso. Quando a maioria pensava na morte de Ossama ben Laden, eis que aparece no telão o magnata imobiliário Donald Trump, que há um ano anunciou ter descoberto o "mistério" do local de nascimento do presidente dos EUA.

Algumas vozes do Partido Republicano colocaram em dúvida se Obama tinha nascido mesmo em Honolulu, no Havaí, como atesta sua certidão de nascimento, ou na Indonésia, onde sua mãe foi morar depois de se separar do pai dele. Se ele não tivesse nascido em território americano, não poderia ser presidente.

Em seguida, com ironia, agradeceu à maioria republicana na Câmara dos Representantes por "abrir espaço na minha agenda apertada ao não aprovar nenhuma lei".

Seu provável adversário na eleição de 6 de novembro de 2012, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney tampouco foi poupado: "Ambos temos diplomas de Harvard. Eu tenho um. Ele tem dois. Que esnobe!"

Na plateia, estava o ex-senador ultraconservador Rick Santorum, que abandonou a disputa pela candidatura republicana no início do mês. Durante a campanha, ele acusou Obama de esnobe por querer que todos os jovens tenham o direito de cursar uma universidade.

A Universidade de Harvard é considerada a melhor do mundo. Obama foi editor-chefe da revista acadêmica da faculdade de direito, a Harvard Law Review. No culto da ignorância usado por parte da direita conservadora para esnobar as grandes universidades e o pensamento liberal, os profissionais formados em Harvard são considerados esnobes. Neste caso, os dois são.

Por fim, sobrou para o serviço secreto, envolvido num escândalo sexual porque 11 agentes e cinco militares envolvidos na segurança de Obama durante a Conferência de Cúpula das Américas realizada neste mês em Cartagena, na Colômbia, levaram prostitutas para seus quartos de hotel.

"Eu tinha preparado muito mais material para vocês, mas preciso levar o serviço secreto de volta para casa. Os agentes têm novos horários para chegar em casa", brincou o presidente.

Sarkozy rejeita ideia de complô contra Strauss-Kahn

O ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn era diretor-geral do Fundo Monetário Internacional e favorito nas pesquisas para a eleição presidencial na França quando foi preso, em 14 de maio de 2010, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira de um hotel de luxo de um grupo francês.

A denúncia foi retirada depois que uma ligação telefônica da camareira a um namorado traficante preso nos Estados Unidos revelou a intenção de extorquir dinheiro de Strauss-Kahn e minou a credibilidade da acusação. Mas sua candidatura estava destruída.

A quem interessava o escândalo? Ao presidente Sarkozy. Quando a França indicou Strauss-Kahn para o FMI, comentou-se que Sarkozy mandava para o exterior num alto cargo o líder capaz de modernizar o Partido Socialista francês.

Strauss-Kahn cresceu com o papel de destaque do FMI no combate à crise financeira internacional, tornando-se um oponente ainda mais formidável para o presidente desgastado pela crise. Quando o processo entrou em colapso na Justiça de Nova York, a hipótese de uma conspiração do serviço secreto francês com uma imigrante africana de origem francófona se fortaleceu.

Sarkozy reagiu com indignação ontem: "Respeito a presunção da inocência, mas, quando se é acusado do que ele é acusado e se tem um mínimo de dignidade, deve-se ter o pudor de calar e não aumentar a indignidade", declarou o presidente diante de seus simpatizantes.

"Quando penso em todos os escândalos vergonhosos, em Nova York, em Lille, no Carlton, em Pas-de-Calais, foi uma questão de honra para o centro e a direita republicanas não se aproveitar, tapar o nariz, não comentar, essas indignidades", acrescentou. "Mas, quando, em plena campanha eleitoral, Strauss-Kahn tenta dar lições de moral e dizer que sou o único responsável pelo que aconteceu com ele, é demais!"

O presidente reagiu com a mesma indignação por ser acusado de ter recebido US$ 50 milhões do coronel Muamar Kadafi para sua campanha eleitoral em 2007.

domingo, 15 de abril de 2012

Escândalo sexual marca Cúpula das Américas

Onze seguranças do presidente Barack Obama foram acusados ontem de levar prostitutas para seus quartos no hotel onde a delegação dos Estados Unidos está hospedada para a Conferência de Cúpula das Américas em Cartagena, na Colômbia. Todos foram suspensos e estão ameaçados de demissão. Cinco militares também estão sendo investigados.

Pelo menos 21 mulheres participaram da festinha, que teria acontecido antes da chegada de Obama. Uma teria deixado o hotel depois das sete da manhã, violando as regras da empresa. Por isso, o escândalo veio à tona.

A Cúpula das Américas terminou em fracasso, sem declaração final e sob ameaça de não ser mais realizada. Os EUA e o Canadá se negaram a apoiar a decisão dos países latino-americanos de convidar Cuba para o próximo encontro nem de defender a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas.

Se o objetivo da América Latina era se afastar dos dois grandes países da América do Norte, até pode-se falar em sucesso, mas a margem para se chegar a consensos é mínima.

O presidente Obama afirma que o regime comunista de Cuba não respondeu a nenhuma de suas medidas para melhorar o relacionamento bilateral.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Strauss-Kahn admite "erro moral"

NOVA YORK - Em sua primeira entrevista longa à televisão desde que voltou à França depois de ser preso num escândalo sexual que o derrubou do cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn admitiu ter cometido um "erro moral", mas negou responsabilidade por qualquer crime.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro da camareira Nafissatou Dialom, que trabalhava no Hotel Sofitel da Times Square, onde ele estava hospedado.

A imagem do ex-ministro das Finanças da França e diretor do FMI algemado, barbudo e desgrenhado revoltou os franceses, que consideraram isso uma humilhação e um pré-julgamento.

O caso entrou em colapso quando Dialo disse a um namorado preso por tráfico de drogas que poderia ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn é um homem rico.

Sem condições de apresentar provas consistentes que incriminassem o ex-diretor do Fundo, a Justiça de Nova York terminou por arquivar o processo. Mas ele perdeu o cargo e uma grande chance de ser presidente da França. Era considerado o favorito, o candidato do Partido Socialista capaz de derrotar o presidente François Mitterrand.

Veja a íntegra da entrevista no jornal francês Libération.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

França se divide sobre volta de Strauss-Kahn

 Os franceses estão divididos sobre a volta do ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional e ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn à política.  Em pesquisa divulgada ontem pelo jornal Le Parisien, 49% foram a favor de seu retorno à vida pública e 45% foram contra

Strauss-Kahn era o favorito para a eleição presidencial de 2012 na França quando foi preso em Nova York, em 14 de maio de 2011, sob a acusação de atacar sexualmente uma camareira de hotel. Perdeu o cargo e suas ambições políticas foram abaladas.

Na semana passada, a credibilidade da denunciante foi abalada pela revelação de que a imigrante guineense Nafissatou Diallo teria telefonado para um namorado traficante que está preso. O ex-diretor do FMI foi solto e o caso deve ser encerrado sem julgamento.

Como ele é um notório mulherengo, o movimento feminista quer barrar sua ascensão à Presidência da França. A jornalista e escritora Tristane Banon, de 32 anos, anunciou a intenção de acusá-lo de tentativa de estupro em 2002. Strauss promete processá-la por denúncia falsa.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ex-diretor do FMI é liberado da prisão domiciliar

Diante do virtual colapso da acusação por falta de credibilidade da mulher que o denunciou por agressão sexual e tentativa de estupro num hotel de Nova York, o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn foi liberado sob condições da prisão domiciliar pela Justiça dos Estados Unidos, mas não teve o passaporte devolvido.

A promotoria teria gravações da camareira com conversas com um traficante preso sobre como ela poderia lucrar com o caso, revelou o jornal The New York Times.

Nafissatou Diallo, nascida na Guiné, também teria mentido ao pedir asilo aos EUA, alegando ter sido estuprada por vários homens. Ela mantém as acusações contra Strauss-Kahn.

O ex-diretor do FMI recebeu de volta o US$ 1 milhão que pagou como fiança, mas o processo ainda não foi encerrado.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Processo contra Strauss-Kahn está à beira do colapso

O caso contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn está à beira do colapso, revela o jornal The New York Times.

A camareira africana que o acusou de violência sexual perdeu credibilidade diante dos investigadores. Eles estão certos de que houve um ato sexual naquela suíte, mas começam a duvidar da hipótese de que houve violência.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, perdeu o cargo e  uma grande chance de se eleger presidente da França em 2012.

Para sair da cadeia para prisão domiciliar, ele pagou US$ 1 milhão de Fiança e US$ 5 milhões de caução. Está sendo processado por sete acusações que podem dar até 75 anos de prisão, mas agora a promotoria acha que as provas são inconsistentes.