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quinta-feira, 7 de março de 2013

Justiça da Itália condena Berlusconi a um ano de prisão

O ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, homem mais rico da Itália, foi condenado hoje a um ano de prisão pela publicação ilegal num jornal de sua família de transcrições de uma escuta telefônica clandestina sobre um escândalo bancário de 2005. Ele não será preso até o julgamento de todos os recursos.

Mais uma vez, Berlusconi se fez de vítima: "É impossível tolerar a perseguição judicial que já dura 20 anos e reemerge sempre nos momentos politicamente complexos da vida política do nosso país", declarou o magnata em nota. Seu irmão Paolo Berlusconi, diretor responsável pelo diário Il Giornale, foi sentenciado a dois anos de três no mesmo caso.

A Itália enfrenta mais uma crise política depois que as eleições de 24 e 25 de fevereiro de 2013 não tiveram um vencedor com maioria suficiente para formar um novo governo estável. Embora a coalizão de centro-esquerda tenha ganho na Câmara, o Senado ficou dividido.

O ex-primeiro-ministro também está sendo processado fraude, sonegação de impostos e por pagar para manter relações sexuais com uma prostituta menor de idade. A sentença neste caso é esperada em 18 de março, informa a agência Reuters.

A vítima da escuta ilegal Piero Fassino terá direito a uma indenização de 80 mil euros. O texto transcrito sugeria que ele teria exercido pressão indevida durante a tentativa de compra do banco Banca Nazionale del Lavoro pela seguradora Unipol.

Mais inacreditável é que 30% dos eleitores italianos continuem votando neste político arquicorrupto e totalmente desmoralizado. A Itália merece as múltiplas crises em que está afundada.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ex-diretor do Goldman Sachs pega dois anos de prisão

O ex-diretor do banco de investimentos Goldman Sachs Rajat Gupta foi condenado hoje a dois anos de prisão e multa de US$ 5 milhões pela Justiça Federal dos Estados Unidos, num escândalo financeiro por passar ao então gerente de fundos Raj Rajaratnam informações privilegiadas e confidenciais que obteve em razão do cargo que ocupava.

Gupta, de 63 anos, também dirigiu o grupo Procter & Gamble e a empresa de consultoria McKinsey, e foi assessor das atividades beneficentes do ex-presidente Bill Clinton e do bilionário Bill Gates.

É o mais alto executivo condenado à prisão até agora no combate a transações feitas com base em informacões privilegiadas no centro financeiro de Nova York, observa o jornal The New York Times. A promotoria tinha pedido pelo menos oito anos de cadeia.

França condena corretor a cinco anos de cadeia

Um tribunal de apelações da França condenou hoje o ex-corretor Jérôme Kerviel a cinco anos de prisão por ter dado um prejuízo de 4,9 bilhões de euros ao banco Société Générale. Ele deve cumprir pelo menos três anos em regime fechado e devolver o dinheiro à instituição financeira.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Escândalo derruba Umberto Bossi na Itália

O líder da Liga Norte, Umberto Bossi, que ficou famoso por tentar dividir a Itália para criar um novo país chamado Padânia, pediu demissão ontem por causa de um escândalo de financiamento eleitoral.

Ao lado dos neofascistas, Bossi foi um importante aliado do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, quando o homem mais rico da Itália resolveu entrar na política no vácuo criado pela dissolução da Democracia Cristã sob o peso de uma série de escândalos de corrupção revelados pela Operação Mãos Limpas no início dos anos 90.

"É o fim de uma era. Depois do fim de Berlusconi, agora sai Bossi", observou o cientista político Roberto D'Alimonte, professor da Universidade Luis Guido Carli, em Roma. "É realmente o fim de um ciclo", acrescentou, referindo-se ao período iniciado com o fim da dominação da política italiana pelos democratas-cristãos.

A Liga Norte faz oposição ao governo tecnocrático do primeiro-ministro Mario Monti, encarregado de resolver a crise da dívida pública italiana, uma das maiores do mundo, estimada em 1,9 trilhão de euros ou 120% de toda a riqueza que o país produz num ano.

Uma declaração divulgada pela Liga Norte declara que a demissão de Bossi é "irrevogável". Seu objetivo seria "defender e proteger melhor o movimento e sua família neste momento delicado".

Bossi, de 70 anos, não é acusado diretamente, mas nesta semana o tesoureiro Francesco Belsito e outros funcionários da Liga começaram a ser investigados por fraude e financiamento ilegal do partido. Belsito deixou o cargo na terça-feira diante de acusações de dinheiro do fundo partidário foi usado em benefício da família Bossi.

Com o terremoto político causado pela Operação Mãos Limpas, a Liga Norte, fundada em 1987, é hoje o mais antigo partido da Itália. O movimento nasceu como protesto contra a corrupção, a imigração ilegal e a criminalidade do Sul da Itália. Sua proposta central era tornar o Norte independente.

Depois do colapso da ordem política criada por democratas-cristãos, socialistas e comunistas, no início dos anos 90, a Liga passou a receber apoio e votos da classe operária na região mais rica do país, lembra o jornal The New York Times.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Madoff é condenado a 150 anos de prisão

O ex-bilionário Bernard Madoff foi condenado hoje a 150 anos de prisão por um tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, por fraude, rou, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça, entre outras acusações. Ele foi responsável pela maior fraude financeira da história do país, uma pirâmide financeira de US$ 60 bilhões.

Como a lei federal americana exige que o condenado cumpra pelo menos 80% da pena na cadeia, Madoff deve passar o resto da vida na prisão.

Seus advogados tinham pedido que ele pegasse apenas 12 anos, mas a procuradoria alegou que, além de tudo, ele não colaborou com a Justiça denunciando quem foram seus cúmplices nem ajudando a recuperar parte do dinheiro para indenizar quem foi prejudicado.

domingo, 15 de março de 2009

AIG quer pagar bônus com dinheiro público

Em mais um escândalo provocado pela crise financeira global, a seguradora AIG (American International Group) pretende pagar mais de US$ 100 milhões em bônus a diretores e corretores de sua divisão de produtos financeiros, responsável pelo colapso da empresa.

A AIG recebeu US$ 173 bilhões do Tesouro dos Estados Unidos desde que o governo George W. Bush lançou o Plano de Estabilização Financeira, de US$ 700 bilhões, para evitar o colapso do sistema financeiro americano. Alega ter repassado a maior desse dinheiro a bancos que tinham seguro de produtos financeiros que deram prejuízo. Ficou de apresentar uma lista de bancos e valores repassados.