Em palestra na Universidade do Texas em Tyler, o ex-presidente George W. Bush justificou a ajuda de US$ 700 bilhões ao sistema financeiro dos Estados Unidos depois da falência do banco Lehman Brothers, em 2008.
"Se o Sr. não fizer algo realmente significativo, é provável que tenhamos uma depressão pior do que a Grande Depressão", argumentou um assessor de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Diante disso, Bush disse que não hesitou: "Depressão? Sem depressão. Não foi uma decisão muito difícil para mim. Tomei a decisão de usar o dinheiro de vocês para evitar um colapso."
A maioria dos deputados do Partido Republicano votou contra. Na campanha para as eleições de 2 de novembro, a maioria dos candidatos republicanos condena o resgate aos bancos, especialmente o movimento ultraconservador Festa do Chá.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
sábado, 21 de março de 2009
EUA anunciam segunda-feira plano para bancos
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Tim Geithner, deve anunciar finalmente na segunda-feira como será o plano do governo Barack Obama para remover os papéis pobres ou ativos tóxicos, os títulos que sofrerem forte desvalorização por serem ligados a dívidas incobráveis.
Leia mais no jornal americano The Wall Street Journal.
O New York Times antecipa que haverá grandes subsídios para os investidores que comprarem os papéis podres, que devem se valorizar quando as empresas e a economia como um todo se recuperarem.
Leia mais no jornal americano The Wall Street Journal.
O New York Times antecipa que haverá grandes subsídios para os investidores que comprarem os papéis podres, que devem se valorizar quando as empresas e a economia como um todo se recuperarem.
domingo, 15 de março de 2009
AIG quer pagar bônus com dinheiro público
Em mais um escândalo provocado pela crise financeira global, a seguradora AIG (American International Group) pretende pagar mais de US$ 100 milhões em bônus a diretores e corretores de sua divisão de produtos financeiros, responsável pelo colapso da empresa.
A AIG recebeu US$ 173 bilhões do Tesouro dos Estados Unidos desde que o governo George W. Bush lançou o Plano de Estabilização Financeira, de US$ 700 bilhões, para evitar o colapso do sistema financeiro americano. Alega ter repassado a maior desse dinheiro a bancos que tinham seguro de produtos financeiros que deram prejuízo. Ficou de apresentar uma lista de bancos e valores repassados.
A AIG recebeu US$ 173 bilhões do Tesouro dos Estados Unidos desde que o governo George W. Bush lançou o Plano de Estabilização Financeira, de US$ 700 bilhões, para evitar o colapso do sistema financeiro americano. Alega ter repassado a maior desse dinheiro a bancos que tinham seguro de produtos financeiros que deram prejuízo. Ficou de apresentar uma lista de bancos e valores repassados.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Resgate a bancos dos EUA pode ir a US$ 1,5 trilhão
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, apresenta hoje o novo plano de salvação do mercado financeiro. Especialistas ouvidos pelo jornal The Washington Post já estimam o custo da operação em US$ 1,5 trilhão.
Pelas informações vazadas nos últimos dias, a proposta deve incluir a criação de um banco ruim controlado pelo governo para assumir a responsabilidade pelos papéis podres que contaminaram o sistema financeiro.
Geithner pretende pedir ao capital privado que compre esses títulos na expectativa de que possam dar lucro com a recuperação da economia. Um fundo público-privado administraria o banco ruim.
Sem o saneamento financeiro, os economistas temem que o Plano de Recuperação e Reinvestimento, o pacote de estímulo do governo Barack Obama, que deve ser votado esta noite no Senado, tenha impacto limitado.
Pelas informações vazadas nos últimos dias, a proposta deve incluir a criação de um banco ruim controlado pelo governo para assumir a responsabilidade pelos papéis podres que contaminaram o sistema financeiro.
Geithner pretende pedir ao capital privado que compre esses títulos na expectativa de que possam dar lucro com a recuperação da economia. Um fundo público-privado administraria o banco ruim.
Sem o saneamento financeiro, os economistas temem que o Plano de Recuperação e Reinvestimento, o pacote de estímulo do governo Barack Obama, que deve ser votado esta noite no Senado, tenha impacto limitado.
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