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domingo, 11 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 11 de Janeiro

NASCE ALEXANDER HAMILTON

    Em 1755 ou 1757, nasce em Névis, nas Antilhas Britânicas, Alexander Hamilton, estadista, político, acadêmico, comandante militar, economista e banqueiro, um dos fundadores dos EUA e o primeiro secretário do Tesouro (1789-95).

Hamilton entra para o King's College, hoje Universidade de Colúmbia, em 1773. Defende publicamente a Festa do Chá de Boston, quando colonos invadem o porto da cidade, em 16 de dezembro de 1773, e jogam no mar uma carga de chá da Companhia das Índias Orientais em protesto contra os aumentos de impostos pagos ao Império Britânico.

Nos dois anos seguintes, Hamilton escreve panfletos apócrifos contra a importação, o consumo e a exportação de produtos britânicos.

Durante a Guerra da Independência dos EUA (1775-83), Hamilton é capitão da artilharia de Nova York. Ele organiza uma companhia. Na Batalha de Trenton, impede as forças britânicas sob o comando de Lorde Cornwallis cruzem o Rio Raritan e ataquem o exército de George Washington.

Em fevereiro de 1777, Washington, comandante do Exército Continental, o convida para ser ajudante de ordens com a patente de coronel. Ele cumpre várias missões. Fluente em francês, vira oficial de ligação com os generais e almirantes franceses que apoiam a rebelião.

Depois da guerra, Hamilton é um dos delegados da Convenção Constitucional, que redige a Constituição dos EUA em 1787. É um dos principais autores dos Artigos Federalistas. Defende um governo central forte.

No Relatório sobre um Banco Nacional, em 14 de novembro de 1790, ele defende a criação do Banco dos Estados Unidos, no modelo do Banco da Inglaterra para fortalecer a aliança entre o Estado e o setor empresarial.

É adepto das ideias de Adam Smith, o pai de ciência econômica, que chama de economia política, e do liberalismo econômico, e autor do clássico A Riqueza das Nações, mas discorda de Smith por ser a favor da intervenção estatal na economia.

Hamilton é contra partidos políticos. Defende um governo de homens ilustrados, mas funda o Partido Federalista, que se opõe ao Partido Republicano, criado por Thomas Jefferson e James Madison, outros pais da pátria. Detesta a Revolução Francesa e suas ideias igualitárias. É um dos principais autores do Discurso de Despedida de Washington, em 1796.

Em 1804, ele barra a candidatura de Aaron Burr a governador de Nova York, que o desafia para um duelo. Hamilton é baleado no duelo, em 11 de julho de 1804 e morre no dia seguinte.

PRIMEIRO VOO HAVAÍ-CALIFÓRNIA

    Em 1935, a pioneira da aviação Amelia Earhart faz o primeiro voo solo entre o Havaí e a Califórnia, uma distância maior do que entre os Estados Unidos e a Europa.

Amelia nasce em 24 de julho de 1897 em Atchison, no estado do Kansas, filho de um advogado de estrada de ferro e de uma mãe de família. Desde pequena, revela espírito aventureiro.

Sua primeira experiência com um avião, em 1920, a leva a fazer aulas de pilotagem. Em junho de 1928, ela atravessa o Oceano Atlântico pela primeira vez como passageira, num voo de 20 horas e 40 minutos.

Em 20 e 21 de maio de 1932, ela se torna a primeira mulher a cruzar o Atlântico pilotando. Leva seu Lockheed Vega de Harbour Grace, na Terra Nova, no Canadá, para Londonderry, na Irlanda do Norte, no tempo recorde de 14h56min.

Num voo ainda mais longo, de 3.875 quilômetros, Amelia sai de Honolulu, no Havaí, em 11 de janeiro de 1935 e leva 17h07min para pousar em Oakland, na Califórnia, no dia seguinte.

O próximo desafio é dar a volta ao mundo. Em 1º de junho de 1937, Amelia Earhart e o copiloto Fred Noonan decolam de Miami para uma viagem de 47 mil quilômetros. Depois de várias paradas para descansar e reabastecer, eles chegam em Lae, na Nova Guiné, em 29 de junho depois de percorrer 35 mil km.

Em 2 de julho, eles partem para a Ilha Howland, um pequeno atol de difícil localização com os instrumentos da época a 4,2 mil km de distância. Há navios dos EUA dando apoio à navegação. Num último contato pelo rádio, ela diz que o avião está ficando sem combustível.

Earhart e Noon caem a 160km do destino. Uma intensa operação de busca é realizada na região até 19 de julho. Os dois são dados por desaparecidos no mar. Uma ossada encontrada em 1940 na ilha de Nikumaroro, no Oceano Pacífico, que fica a 3 mil km a sudoeste do Havaí, pode ser de Amelia Earhart.

FUMAR DÁ CÂNCER

    Em 1964, o clínico geral dos Estados Unidos, Luther Terry, divulga um relatório bombástico com a conclusão de que fumar causa câncer. 

A notícia sai no sábado para amenizar o impacto sobre a bolsa de valores. 

Desde os anos 1930, os médicos constatam um aumento no câncer de pulmão e o tabaco é suspeito. Os primeiros estudos científicos são publicados no Reino Unido no fim dos anos 1940. 

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sábado, 11 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 11 de Janeiro

 NASCE ALEXANDER HAMILTON

    Em 1755 ou 1757, nasce em Névis, nas Antilhas Britânicas, Alexander Hamilton, estadista, político, acadêmico, comandante militar, economista e banqueiro, um dos fundadores dos EUA e o primeiro secretário do Tesouro (1789-95).

Hamilton entra para o King's College, hoje Universidade de Colúmbia, em 1773. Defende publicamente a Festa do Chá de Boston, quando colonos invadem o porto da cidade, em 16 de dezembro de 1773, e jogam no mar uma carga de chá da Companhia das Índias Orientais em protesto contra os aumentos de impostos pagos ao Império Britânico.

Nos dois anos seguintes, Hamilton escreve panfletos apócrifos contra a importação, o consumo e a exportação de produtos britânicos.

Durante a Guerra da Independência dos EUA (1775-83), Hamilton é capitão da artilharia de Nova York. Ele organiza uma companhia. Na Batalha de Trenton, impede as forças britânicas sob o comando de Lorde Cornwallis cruzem o Rio Raritan e ataquem o exército de George Washington.

Em fevereiro de 1777, Washington, comandante do Exército Continental, o convida para ser ajudante de ordens com a patente de coronel. Ele cumpre várias missões. Fluente em francês, vira oficial de ligação com os generais e almirantes franceses que apoiam a rebelião.

Depois da guerra, Hamilton é um dos delegados da Convenção Constitucional, que redige a Constituição dos EUA em 1787. É um dos principais autores dos Artigos Federalistas. Defende um governo central forte.

No Relatório sobre um Banco Nacional, em 14 de novembro de 1790, ele defende a criação do Banco dos Estados Unidos, no modelo do Banco da Inglaterra para fortalecer a aliança entre o Estado e o setor empresarial.

É adepto das ideias de Adam Smith, o pai de ciência econômica, que chama de economia política, e do liberalismo econômico, e autor do clássico A Riqueza das Nações, mas discorda de Smith por ser a favor da intervenção estatal na economia.

Hamilton é contra partidos políticos. Defende um governo de homens ilustrados, mas funda o Partido Federalista, que se opõe ao Partido Republicano, criado por Thomas Jefferson e James Madison, outros pais da pátria. Detesta a Revolução Francesa e suas ideias igualitárias. É um dos principais autores do Discurso de Despedida de Washington, em 1796.

Em 1804, ele barra a candidatura de Aaron Burr a governador de Nova York, que o desafia para um duelo. Hamilton é baleado no duelo, em 11 de julho de 1804 e morre no dia seguinte.

PRIMEIRO VOO HAVAÍ-CALIFÓRNIA

    Em 1935, a pioneira da aviação Amelia Earhart faz o primeiro voo solo entre o Havaí e a Califórnia, uma distância maior do que entre os Estados Unidos e a Europa.

Amelia nasce em 24 de julho de 1897 em Atchison, no estado do Kansas, filho de um advogado de estrada de ferro e de uma mãe de família. Desde pequena, revela espírito aventureiro.

Sua primeira experiência com um avião, em 1920, a leva a fazer aulas de pilotagem. Em junho de 1928, ela atravessa o Oceano Atlântico pela primeira vez como passageira, num voo de 20 horas e 40 minutos.

Em 20 e 21 de maio de 1932, ela se torna a primeira mulher a cruzar o Atlântico pilotando. Leva seu Lockheed Vega de Harbour Grace, na Terra Nova, no Canadá, para Londonderry, na Irlanda do Norte, no tempo recorde de 14h56min.

Num voo ainda mais longo, de 3.875 quilômetros, Amelia sai de Honolulu, no Havaí, em 11 de janeiro de 1935 e leva 17h07min para pousar em Oakland, na Califórnia, no dia seguinte.

O próximo desafio é dar a volta ao mundo. Em 1º de junho de 1937, Amelia Earhart e o copiloto Fred Noonan decolam de Miami para uma viagem de 47 mil quilômetros. Depois de várias paradas para descansar e reabastecer, eles chegam em Lae, na Nova Guiné, em 29 de junho depois de percorrer 35 mil km.

Em 2 de julho, eles partem para a Ilha Howland, um pequeno atol de difícil localização com os instrumentos da época a 4,2 mil km de distância. Há navios dos EUA dando apoio à navegação. Num último contato pelo rádio, ela diz que o avião está ficando sem combustível.

Earhart e Noon caem a 160km do destino. Uma intensa operação de busca é realizada na região até 19 de julho. Os dois são dados por desaparecidos no mar. Uma ossada encontrada em 1940 na ilha de Nikumaroro, no Oceano Pacífico, que fica a 3 mil km a sudoeste do Havaí, pode ser de Amelia Earhart.

FUMAR DÁ CÂNCER

    Em 1964, o clínico geral dos Estados Unidos, Luther Terry, divulga um relatório bombástico com a conclusão de que fumar causa câncer. 

A notícia sai no sábado para amenizar o impacto sobre a bolsa de valores. 

Desde os anos 1930, os médicos constatam um aumento no câncer de pulmão e o tabaco é suspeito. Os primeiros estudos científicos são publicados no Reino Unido no fim dos anos 1940. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 11 de Janeiro

NASCE ALEXANDER HAMILTON

    Em 1755 ou 1757, nasce em Névis, nas Antilhas Britânicas, Alexander Hamilton, estadista, político, acadêmico, comandante militar, economista e banqueiro, um dos fundadores e o primeiro secretário do Tesouro dos Estados Unidos (1789-95).

Hamilton entra para o King's College, hoje Universidade de Colúmbia, em 1773. Defende publicamente a Festa do Chá de Boston, quando colonos invadem o porto da cidade, em 16 de dezembro de 1773, e jogam no mar uma carga de chá da Companhia das Índias Orientais em protesto contra os aumentos de impostos pagos ao Império Britânico.

Nos dois anos seguintes, Hamilton escreve panfletos apócrifos contra a importação, o consumo e a exportação de produtos britânicos.

Durante a Guerra da Independência dos EUA (1775-83), Hamilton é capitão da artilharia de Nova York. Ele organiza uma companhia. Na Batalha de Trenton, impede as forças britânicas sob o comando de Lorde Cornwallis cruzem o Rio Raritan e ataquem o exército de George Washington.

Em fevereiro de 1777, Washington, comandante do Exército Continental, o convida para ser ajudante de ordens com a patente de coronel. Ele cumpre várias missões. Fluente em francês, vira oficial de ligação com os generais e almirantes franceses que apoiam a rebelião.

Depois da guerra, Hamilton é um dos delegados da Convenção Constitucional, que redige a Constituição dos EUA em 1787. É um dos principais autores dos Artigos Federalistas. Defende um governo central forte.

No Relatório sobre um Banco Nacional, em 14 de novembro de 1790, ele defende a criação do Banco dos Estados Unidos, no modelo do Banco da Inglaterra para fortalecer a aliança entre o Estado e o setor empresarial.

É adepto das ideias de Adam Smith, o pai de ciência econômica, que chama de economia política, e do liberalislimo econômico, e autor do clássico A Riqueza das Nações, mas discorda de Smith por ser a favor da intervenção estatal na economia.

Hamilton é contra partidos políticos. Defende um governo de homens ilustrados, mas funda o Partido Federalista, que se opõe ao Partido Republicano, criado por Thomas Jefferson e James Madison, dois outros pais da pátria. Detesta a Revolução Francesa e suas ideias igualitárias. É um dos principais autores do Discurso de Despedida de Washington, em 1796.

Em 1804, ele barra a candidatura de Aaron Burr a governador de Nova York, que o desafia para um duelo. Hamilton é baleado no duelo, em 11 de julho de 1804 e morre no dia seguinte.

FUMAR DÁ CÂNCER

    Em 1964, o clínico geral dos Estados Unidos, Luther Terry, divulga um relatório bombástico com a conclusão de que fumar causa câncer. 

A notícia sai no sábado para amenizar o impacto sobre a bolsa de valores. 

Desde os anos 1930, os médicos constatam um aumento no câncer de pulmão e o tabaco é suspeito. Os primeiros estudos científicos foram publicados no Reino Unido no fim dos anos 1940. 

segunda-feira, 9 de março de 2020

Petróleo cai 30% e arrasta bolsas da Ásia

Depois que Rússia e Arábia Saudita, em nome da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), não chegaram a um acordo na sexta-feira para reduzir a produção em 1,5 milhão de barris por dia, os preços do petróleo desabaram nesta segunda-feira. 

Por trás da forte queda, que arrastou bolsas de valores, estão a baixa no consumo com o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus e uma guerra de preços deflagrada pela Arábia Saudita, maior exportador mundial.

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadoria de Londres, caiu 29,69% para US$ 31,83, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), do Golfo do México, padrão do mercado americano, perdeu 32,19% e vale agora US$ 27,99.

É a maior queda num dia desde o início da Guerra do Golfo de 1991. No link, você acompanha as variações de preço.

Com o fracasso das exportações entre os grandes exportadores, a Arábia Saudita deflagrou uma guerra de preços, prometendo aumentar a produção e a oferta num momento de expectativa de forte queda da demanda.

Alguns analistas preveem uma queda nos preços do barril para US$ 20. Nesta faixa, a extração de óleo de xisto betuminoso, que tornou os EUA de novo no maior produtor mundial de energia, se torna economicamente difícil, se não inviável.

O rendimento dos títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA com dez anos de prazo caiu abaixo de 0,5%, um recorde de baixa. O título de 30 anos rende menos de 1%, outro recorde de baixa. Os títulos da dívida americana são um dos instrumentos preferidos para investidores e fundos de pensão se protegerem em momentos de crise, na chamada fuga para a qualidade.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio cai 5% diante do temor cada vez dos investidores de recessão no Japão, enquanto a Bolsa de Hong Kong opera em baixa de 3,64%. Na China continental, Xangai e Xenzen perdem mais de 2%.

À medida que o vírus se propaga pelo mundo - e hoje já está na metade dos países -, a demanda por produtos chineses diminui. Já são mais de 110 mil casos no mundo inteiro, com 3.870 mortes e 99% dos novos casos anunciados hoje são fora da China. A Itália, segundo país com maior número de mortes, 366, colocou 16 milhões de pessoas em quarentena.

Em janeiro e fevereiro, a China registrou o primeiro déficit comercial em oito anos. As exportações caíram 17% em fevereiro na comparação anual para US$ 292,45 bilhões. As importações recuaram 4% para US$ 299 bilhões.

Vários economistas esperam uma contração na economia da China no primeiro trimestre de 2020, o que não acontece desde a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), que terminou com a morte do Grande Timoneiro Mao Tsé-tung, antes das reformas de Deng Xiaoping, que transformaram o país na segunda maior economia do mundo.

A crise econômica do coronavírus é muito grave porque é uma crise de oferta e de demanda. A produção cai porque as empresas param de trabalhar e faltam suprimentos em várias cadeias produtivas. Então cai a oferta.

Ao mesmo tempo, as pessoas estão ficando em casa. Andam menos de automóvel. Não vão ao cinema ao teatro ou outras diversões públicas. Evitam bares, restaurantes e casas noturnas onde estarão perto de estranhos. Só as companhias aéreas estimam que terão perdas de US$ 113 bilhões

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Risco de recessão mundial assusta mercados financeiros

A guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China ameaça provocar uma recessão mundial e causa pânico nos mercados do mundo inteiro. Aqui no Brasil, o dólar volta a passar dos R$ 4.

O dia começou com notícias de crescimento decepcionante da indústria e do varejo na China, a segunda maior economia do mundo. Com o recuo de 0,1 por cento no segundo trimestre do produto interno bruto da Alemanha, a maior economia da Europa e quarta do mundo, está à beira da recessão. O mesmo acontece com o Reino Unido, que não consegue resolver a saída da União Europeia e talvez já esteja em recessão. 

O medo de uma contração da economia mundial provocou uma fuga para aplicações mais seguras, especialmente títulos da dívida pública do governo dos Estados Unidos. 

Em consequência, o rendimento dos bônus de dez anos do Tesouro americano caiu abaixo do rendimento dos títulos de dois anos, o que não acontecia desde 2007. 

Além disso, há hoje 15 trilhões de dólares, 60 bilhões de reais investidos em títulos de dívida pública com rendimento negativo, ou seja, os investidores preferem perder dinheiro porque não veem boas opções para aplicar em empresas. Com tudo isso somado, o mercado viu um forte risco de recessão. Meu comentário:

terça-feira, 28 de maio de 2019

EUA evitam acusar a China de manipulação do câmbio

Apesar da guerra comercial entre os dois países, o Tesouro dos Estados Unidos decidiu hoje não qualificar a China como manipuladora do câmbio, mas a deixou numa lista de países em observação numa revisão geral do comércio exterior americano em busca de sinais de práticas comerciais desleais, noticiou o jornal britânico Financial Times.

O Tesouro manifesta preocupação "significativa" com várias práticas comerciais chinesas, mas evitou a acusação, indicando uma preocupação em evitar uma nova escalada no conflito comercial entre os dois países mais ricos do mundo.

No relatório, o governo americano anuncia um reexame geral dos critérios usados para decidir que países devem ter suas práticas econômicas e cambiais escrutinadas para identificar possíveis manipulações cambiais.

Foram citados 21 países, em comparação com 12 no relatório anterior. Nove estão na lista de observação do Tesouro americano: Cingapura, Irlanda, Itália, Malásia e Vietnã foram acrescentados à lista; Alemanha, China, Coreia do Sul e Japão já estavam nela.

Na semana passada, o Departamento do Comércio dos EUA adotou uma nova regra para penalizar países que "ajam para desvalorizar suas moedas em relação ao dólar, num subsídios a suas exportações."

Com seu nacionalismo e protecionismo, Trump luta para reduzir o déficit comercial dos EUA, até agora sem sucesso. No ano passado, o déficit no comércio de bens bateu um recorde a US$ 891,3 bilhões.

O foco do Tesouro será todos os países com saldo comercial com os EUA superior a US$ 40 bilhões por ano e não apenas seus 12 maiores parceiros comerciais, como era antes. Os 21 países sob exame negociaram US$ 3,5 trilhões com os EUA em 2018, mais de 80% do comércio exterior do país.

Durante a campanha eleitoral, Trump acusou a China de manipular o câmbio, mas até hoje o Tesouro não formalizou a denúncia. Neste momento em que os dois países negociam um acordo de paz na sua guerra comercial, uma acusação dessas escalaria as tensões, exacerbadas desde que Trump aplicou tarifas de 25% sobre exportações chinesas no valor de US$ 200 bilhões anuais.

A China continua em observação porque o iuane (yuan) caiu 8% em relação ao dólar nos últimos 12 meses e, nas palavras do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, tem "um saldo comercial bilateral extremamente grande e em expansão".

Em 2018, o déficit no comércio dos EUA com a China foi de US$ 419 bilhões. A maioria dos economistas atribui o déficit ao consumismo americano, mas Trump vê a economia como um jogo de soma zero, em que o ganho de uns é necessariamente a perda de outros. Então trava suas guerras comerciais, até agora sem sucesso na redução do déficit.

Há várias razões para discordar das práticas comerciais da China, que se tornou a fábrica do mundo absorvendo capital e tecnologia do mundo desenvolvido, com um custo de mão de obra baixíssimo que provocou o desemprego em muitos países ricos, inclusive nos EUA.

Como as práticas econômicas e comerciais da China afetam hoje todos os países do mundo, seria mais racional articular uma aliança e levar as questões para o painel de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mas Trump é contra alianças e contra as instituições internacionais criadas pelos EUA. Quebra um paradigma da política externa americana que vem desde a Segunda Guerra Mundial: mesmo sendo a maior potência mundial, os EUA agem em conjunto com aliados no plano internacional.

Trump quer resolver tudo no mano a mano, em negociações bilaterais, confiando na superioridade dos EUA. É mais caro, desgastante e gerador de conflitos.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

EUA e China criam escritórios para fiscalizar acordo comercial

Os Estados Unidos e a China superaram hoje mais um obstáculos para acabar com a guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. Os dois países mais ricos do mundo vão instalar escritórios para fiscalizar o acordo comercial em negociação, anunciou hoje o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

A decisão foi acertada ontem entre o próprio Mnuchin e o vice-primeiro-ministro chinês encarregado das negociações, Liu He. O secretário e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, querem concluir até maio o acordo, a ser assinado por Trump e o ditador Xi Jinping.

A fiscalização do cumprimento dos acordos é um tema central das negociações. Os EUA querem garantias de que a China fará o que prometer e o direito de impor tarifas retaliatórias em caso de não cumprimento. A China relutava temendo lesões à sua soberania e a reação da linha dura do Partido Comunista.

O escritório do representante comercial, a Casa Branca e a Embaixada da China em Washington não comentaram a declaração do secretário do Tesouro. A China exige a remoção de todas as sobretaxas impostas pelos EUA às exportações chinesas.

Para os EUA, as questões centrais são o respeito à propriedade intelectual, o fim da transferência forçada de tecnologia, maior acesso ao mercado chinês, o fim das discriminações a empresas americanas e o aumento da compra de produtos dos EUA pela China para reduzir o déficit comercial do país.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fed aumenta taxas de juros e anuncia plano para vender ativos

Como era esperado, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumentou hoje a taxa básica de juros de curto prazo em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1%-1,25% ao ano. Também anunciou planos para vender títulos que comprou para estimular a economia durante a crise, quando não tinha mais a opção de baixar os juros.

Em dezembro de 2008, o Fed reduziu sua taxa básica para uma faixa de 0-0,25% ao ano. Depois, adotou a política chamada de alívio quantitativo, comprando papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e estimular a economia. Acumulou assim US$ 4,5 trilhões em ativos.

Os juros só voltaram a subir em dezembro de 2015. No ano passado, houve mais duas altas. Todas foram de 0,25 ponto percentual, como agora. Hoje, no fim de uma reunião de dois dias, o Comitê do Mercado Aberto do Fed indicou que deve haver novo aumento neste ano.

Ao formular a política monetária, o Fed presta atenção em alguns indicadores principais da economia americana, como a inflação, que está abaixo da meta informal de 2% ao ano; o desemprego, que caiu para 4,3%; e o crescimento.

Em entrevista coletiva no fim do encontro, a presidente do Fed, Janet Yellen, declarou que o Fed "estão monitorando de perto o desenvolvimento da inflação" e alertou: "É importante não ter uma reação exagerada. Os dados sobre inflação podem ser ruidosos."

A venda de títulos no mercado financeiro será feita gradualmente para não afetar a estabilidade. O plano inicial é vender US$ 6 bilhões por mês em bônus da dívida pública do Tesouro dos EUA e US$ 4 bilhões em títulos hipotecários.

Esse volume será aumentado gradualmente até um limite de US$ 30 bilhões por mês em bônus da dívida pública e de US$ 20 bilhões de títulos de hipotecas.

domingo, 15 de setembro de 2013

Larry Summers retirada candidatura à presidência do Fed

O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Lawrence Summers retirou sua candidatura à Presidência da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, informaram há pouco os jornais The New York Times, The Washington Post e The Wall St. Journal.

Summers estava sob pressão por causa das medidas desregulamentadoras do mercado financeiro, especialmente dos contratos de derivativos, tomadas como chefe do Tesouro no segundo governo Bill Clinton, de 1999 a 2001, consideradas parcialmente responsáveis pela crise financeira de 2008, que ainda não terminou.

Pelo menos três dos 12 senadores do Partido Democrata na Comissão de Bancos do Senado lhe negaram apoio. Em entrevistas nos últimos anos, Summers reconheceu o erro.

A favorita agora é Janet Yellen, vice-presidente do Fed.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

China amplia banda de flutuação do iuã

Sob intensa pressão de seus maiores parceiros comerciais - União Europeia, Estados Unidos e Japão - para deixar sua moeda flutuar livremente, a China anunciou hoje a ampliação do limite da margem de flutuação diária do iuã em relação ao dólar de 0,5% para 1%.

Há décadas, a China adota políticas de desvalorização competitiva. Mantém a moeda fraca para melhorar o preço de suas exportações no mercado internacional. Essa foi uma das bases do desenvolvimento chinês das últimas três décadas, o mais extraordinário da história da humanidade, e uma das causas da crise da Ásia, em 1997, que acabou contaminando todos os mercados emergentes, a Rússia e a América Latina, especialmente Brasil e Argentina, mas poupou a China.

Como o anúncio do Banco Popular da China foi feito em inglês, os analistas entendem que o principal alvo foi o mercado internacional, informou a TV pública britânica BBC.

O Tesouro dos EUA elogiou a medida, dizendo que "uma flutuação que permita que o câmbio reflita as forças do mercado pode contribuir para o reequilíbrio da economia mundial, o que seria positivo para a China, os EUA e a economia mundial".

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

China cobra mais recursos das estatais


O governo da China determinou que as empresas estatais deem uma parcela maior de seus lucros – de 10% a 15%, dependendo do setor – ao Tesouro para financiar a educação, a saúde e a defesa. 

Até agora, a contribuição era de 5% a 10%.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

EUA anunciam novas sanções contra o Irã

Os Estados Unidos anunciaram hoje novas sanções econômicas contra o regime fundamentalista do Irã e seu programa nuclear, e pediram a outros países que façam o mesmo.

"Estamos acrescentando à nossa lista um número de instituições e indivíduos que estão ajudando o Irã a financiar os programas nuclear e de mísseis e a se evadir das sanções internacionais", declarou o secretário do Tesouro, Timothy Geither.

Ele pediu ajuda para pressionar a república islâmica e não fazer a bomba atômica: "Isto não é algo que os EUA possam fazer sozinhos. Precisamos que outros países nos acompanhem.

sexta-feira, 12 de março de 2010

UE reage a críticas do Tesouro dos EUA

A União Europeia reagiu às críticas do secretário do Tesouro dos Estados Uunidos, Timothy Geithner, de que a proposta de regulamentação financeira do bloco é protecionista.

Na Europa, os governos da Alemanha e da França já falaram claramente em limitar ou até proibir em alguns casos o uso de obrigações colateralizadas de crédito (em inglês, CDS: credit default swaps), uma espécie de seguro contra calote que é o instrumento preferido de especuladores para apostar contra países e empresas endividadas.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ford anuncia lucro trimestral de US$ 2,3 bilhões

LONDRES - Num sinal de recuperação da empresa, a Ford anunciou hoje um lucro de US$ 2,3 bilhões no segundo trimestre do ano, com ganhos significativos por redução de dívida.

Depois de chegar a ser vista como a pior das grandes empresas automobilísticas de Detroit, historicamente a capital do automóvel nos Estados Unidos, a Ford passou por um severo programa de corte de custos, fechou divisões, demitiu mais de 40 mil funcionários e tomou empréstimos de US$ 23,5 bilhões no setor privado.

Quando a General Motors e a Chrysler pediram ajuda ao Tesouro, a Ford decidiu não fazer o mesmo para evitar a ingerência governamental na empresa.

O governo Barack Obama forçou a Chrysler a fazer um acordo com a italiana Fiat e tem o controle acionário da nova GM.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Citigroup e Bank of America anunciam lucro

Os dois bancos que tiveram os piores resultados nos testes de estabilidade financeira feitos pelo Tesouro revelaram hoje lucros importantes, acima das expectativas do mercado.

No último trimestre, o Bank of America ganhou US$ 2,42 bilhões, enquanto o Citi lucrou US$ 4,3 bilhões, principalmente por causa da venda do banco Smith Barney. O resultado operacional do Citi continua negativo.

Mas o mercado vê esses bancos comerciais numa situação muito diferente de bancos de investimentos como o Goldman Sachs e o J P Morgan Chase, que apresentaram lucros robustos no segundo trimestre.

Com o aumento do desemprego, mais clientes do BofA e do Citi tem problemas para pagar suas dívidas hipotecárias, de cartões de crédito e empréstimos pessoais. É mais uma amostra das dificuldades para sair de uma recessão tão profunda.

Confira no New York Times.

sábado, 30 de maio de 2009

GM e Magna chegam a acordo sobre a Opel

A General Motors da Europa chegou a um acordo na última hora com a fabricante de autopeças canadense Magna para evitar que as subsidiárias europeias da GM entrassem na concordata do grupo, que deve ser anunciada segunda-feira nos Estados Unidos.

O negócio tem o apoio do governo da Alemanha, que vai dar garantias de crédito no valor de 1,5 bilhão de euros, cerca de US$ 2,4 bilhões, para que a Opel e a Vauxhall continuem funcionando até um acerto definitivo.

Ontem, a Fiat desistiu do negócio, depois de intensas negociações no gabinete da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, de que participou ainda o Tesouro dos EUA, que controla a GM.

Pelo memorando assinado entre a GM e a Magna, que tem financiamento de um banco estatal russo, as ações da GME serão transferidas para um fundo para serem protegidas da concordata da GM americana.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Credores da GM aceitam proposta do Tesouro

O Tesouro dos Estados Unidos melhorou a proposta e os principais credores da General Motors aceitaram trocar dívidas de US$ 17 bilhões por 10% das ações da empresa. Isso deve facilitar a reestruturação da companhia, mas não deve evitar a concordata, que deve ser pedida na próxima segunda-feira.

Pela proposta, o governo americano vai ficar com 72,5% da GM, os sindicatos com 17,5% e os credores com 10%, podendo aumentar essa participação para 25%, comprando ações que hoje estão em poder do governo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

EUA devem crescer no terceiro trimestre

A economia dos Estados Unidos deve voltar a crescer no terceiro trimestre deste ano, mas deve terminar 2009 com uma queda de 2,8% no produto interno bruto, indica uma pesquisa realizada entre analistas econômicos pela empresa Blue Ship Economic Indicators. Para 2010, a expectativa é de uma expansão de 1,9%.

Em abril, a produção industrial americana atingiu o maior nível em oito meses e a atividade no setor de serviços, o maior nível em sete meses.

Três bancos americanos que passaram no teste de saúde financeira aplicado pelo Tesouro e o banco central vão vender ações para pagar os empréstimos tomados junto ao governo no pior momento da crise.

Nas principais bolsas de valores do mundo, foi um dia de queda por medo dos problemas dos bancos. Tóquio foi uma exceção.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Bancos americanos precisam de US$ 75 bilhões

Depois de uma série de testes de saúde financeira, o governo dos Estados Unidos anunciou hoje que 10 dos 19 maiores bancos americanos precisam levantar US$ 75 bilhões para enfrentar a crise atual.

Se a recessão se agravar e o desemprego passar de 10%, esses 10 bancos perderiam US$ 600 bilhões em 2009 e 2010, estimaram o Tesouro e a Reserva Federal (Fed), o banco central americano.

O Bank of America necessita mais US$ 33,9 bilhões; o Wells Fargo, US$ 13,7 bilhões; a GMAC, braço financeiro da General Motors, US$ 11,5 bilhões; o Citigroup, US$ 5,5 bilhões; e o Morgan Stanley, US$ 1,8 bilhão.