O presidente Barack Obama deve nomear amanhã a vice-presidente da Reserva Federal (Fed), Janet Yellen, para o cargo de presidente do banco central dos Estados Unidos, noticiaram há pouco os jornais The New York Times, The Washington Post e The Wall St. Journal, citando como fonte assessores da Casa Branca. Será a primeira mulher a ocupar o cargo.
O preferido de Obama era o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers, que retirou seu nome de consideração diante do repúdio de pelo menos três democratas da Comissão de Economia do Senado, que o acusam pela desregulamentação do mercado de derivativos, uma das causas do colapso econômico de 2008.
Janet Yellen assume a presidência do banco central americano em 1º de janeiro de 2014, em substituição a Ben Bernanke.
Economista especializado na Grande Depressão (1929-39), para vencer a chamada Grande Recessão (2008-9), depois de baixar a taxa de juros para praticamente zero, Bernanke introduziu a política de "alívio quantitativo", pela qual o Fed compra atualmente US$ 85 bilhões por mês em títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia.
O mercado acredita que Yellen é moderada, uma pomba, em contraste com o falcão Summers, e fará a transição para uma política monetária normal de maneira mais suave e tranquila.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Lawrence Summers. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lawrence Summers. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 8 de outubro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
Larry Summers retirada candidatura à presidência do Fed
O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Lawrence Summers retirou sua candidatura à Presidência da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, informaram há pouco os jornais The New York Times, The Washington Post e The Wall St. Journal.
Summers estava sob pressão por causa das medidas desregulamentadoras do mercado financeiro, especialmente dos contratos de derivativos, tomadas como chefe do Tesouro no segundo governo Bill Clinton, de 1999 a 2001, consideradas parcialmente responsáveis pela crise financeira de 2008, que ainda não terminou.
Pelo menos três dos 12 senadores do Partido Democrata na Comissão de Bancos do Senado lhe negaram apoio. Em entrevistas nos últimos anos, Summers reconheceu o erro.
A favorita agora é Janet Yellen, vice-presidente do Fed.
Summers estava sob pressão por causa das medidas desregulamentadoras do mercado financeiro, especialmente dos contratos de derivativos, tomadas como chefe do Tesouro no segundo governo Bill Clinton, de 1999 a 2001, consideradas parcialmente responsáveis pela crise financeira de 2008, que ainda não terminou.
Pelo menos três dos 12 senadores do Partido Democrata na Comissão de Bancos do Senado lhe negaram apoio. Em entrevistas nos últimos anos, Summers reconheceu o erro.
A favorita agora é Janet Yellen, vice-presidente do Fed.
terça-feira, 10 de março de 2009
Europa rejeita estímulo proposto pelos EUA
O Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia, reunido em Bruxelas, na Bélgica, anunciou não ter planos de ampliar os gastos públicos além do que já foi anunciado por alguns governos nacionais. Rejeita, assim, a proposta do ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Larry Summers, hoje o principal conselheiro econômico do presidente Barack Obama.
Em entrevista ao Financial Times (leia mais abaixo), Summers propôs um esforço fiscal coordenado para estimular o consumo e dar um impulso decisivo para lançar a recuperação da economia mundial.
A proposta deve ser levada pelos EUA à reunião do Grupo dos Vinte (G-20) países mais ricos do mundo a ser realizada em 2 de abril em Londres para discutir a reforma do sistema financeiro internacional. Os EUA devem resistir às propostas europeias de criar um mecanismo internacional de fiscalização financeira, por entenderem que seria uma limitação de sua soberania nacional.
Em entrevista ao Financial Times (leia mais abaixo), Summers propôs um esforço fiscal coordenado para estimular o consumo e dar um impulso decisivo para lançar a recuperação da economia mundial.
A proposta deve ser levada pelos EUA à reunião do Grupo dos Vinte (G-20) países mais ricos do mundo a ser realizada em 2 de abril em Londres para discutir a reforma do sistema financeiro internacional. Os EUA devem resistir às propostas europeias de criar um mecanismo internacional de fiscalização financeira, por entenderem que seria uma limitação de sua soberania nacional.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Summers quer ação conjunta pelo consumo
O principal assessor econômico da Casa Branca, o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers, fez um apelo aos líderes mundiais para que realizam gastos públicos coordenados de modo a aumentar o consumo e tirar a economia global da recessão.
Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa, Summers destacou a urgência de aumentar o consumo para evitar um agravamento ainda maior da crise econômica global, com a falência de empresas e a destruição da empresas que seriam preservadas em outras condições.
Na sua opinião, o governo americano não teve outra solução a não ser salvar "o sistema de economia de mercado de seus próprios excessos".
Leia mais no Financial Times.
Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa, Summers destacou a urgência de aumentar o consumo para evitar um agravamento ainda maior da crise econômica global, com a falência de empresas e a destruição da empresas que seriam preservadas em outras condições.
Na sua opinião, o governo americano não teve outra solução a não ser salvar "o sistema de economia de mercado de seus próprios excessos".
Leia mais no Financial Times.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Obama apresenta equipe econômica
Ao apresentar hoje à tarde sua equipe econômica, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu um forte estímulo para impulsionar a retomada do crescimento econômico e criar 2,5 milhões de empregos como maneira de enfrentar a crise.
Ele não quis falar em números porque os detalhes finais serão preparados pela equipe. Os líderes democratas no Congresso falam em até US$ 700 bilhões em obras públicas de infra-estrutura, modernização tecnológica e desenvolvimento de fontes alternativas de energia.
Como foi antecipado na sexta-feira, o diretor da delegacia regional da Reserva Federal (Fed, o banco central americano) em Nova Iorque, Timothy Geithner, será o próximo secretário do Tesouro.
Geithner, de 47 anos, é funcionário de carreira do Tesouro. Como diretor do Fed com jurisdição sobre Wall Street, trabalha ativamente no combate à crise desde seu começo. Seu nome foi bem recebido pelo mercado financeiro, que teve forte alta na última sexta e nesta segunda-feira.
O ex-secretário do Tesouro no governo Bill Clinton e ex-presidente da Universidade de Harvard Lawrence Summers, de 53 anos, será o principal assessor econômico do presidente, diretor do Conselho Nacional de Economia.
Obama também indicou a professora Christina Romer, da Universidade da Califórnia em Berkeley, como chefe do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca e Melody Barnes, ex-assessora sênior da Comissão de Justiça do Senado e sua assessora política durante a campanha, para chefe do Conselho de Política Interna.
Ele não quis falar em números porque os detalhes finais serão preparados pela equipe. Os líderes democratas no Congresso falam em até US$ 700 bilhões em obras públicas de infra-estrutura, modernização tecnológica e desenvolvimento de fontes alternativas de energia.
Como foi antecipado na sexta-feira, o diretor da delegacia regional da Reserva Federal (Fed, o banco central americano) em Nova Iorque, Timothy Geithner, será o próximo secretário do Tesouro.
Geithner, de 47 anos, é funcionário de carreira do Tesouro. Como diretor do Fed com jurisdição sobre Wall Street, trabalha ativamente no combate à crise desde seu começo. Seu nome foi bem recebido pelo mercado financeiro, que teve forte alta na última sexta e nesta segunda-feira.
O ex-secretário do Tesouro no governo Bill Clinton e ex-presidente da Universidade de Harvard Lawrence Summers, de 53 anos, será o principal assessor econômico do presidente, diretor do Conselho Nacional de Economia.
Obama também indicou a professora Christina Romer, da Universidade da Califórnia em Berkeley, como chefe do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca e Melody Barnes, ex-assessora sênior da Comissão de Justiça do Senado e sua assessora política durante a campanha, para chefe do Conselho de Política Interna.
Marcadores:
Barack Obama,
Christina Romer,
Equipe Econômica,
Lawrence Summers,
Melody Barnes,
Timothy Geithner,
Universidade de Berkeley
Assinar:
Postagens (Atom)