Mostrando postagens com marcador Janet Yellen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Janet Yellen. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de junho de 2021

G-7 decide impor imposto mínimo de 15% sobre multinacionais

 Com os governos endividados pelas medidas tomadas para enfrentar a doença do coronavírus de 2019, as potências industriais capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) anunciaram hoje em Londres a intenção de impor um imposto com alíquota mínima de 15% sobre empresas transnacionais e multinacionais, que têm fábricas em várias países e se aproveitam de regimes fiscais para pagar pouquíssimo.

"Os ministros das Finanças do G-7 assumiram o compromisso significativo e sem precedentes para chegar a uma alíquota de imposto global robusta de pelo menos 15%", declarou a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen. "Este imposto global mínimo vai evitar um nivelamento por baixo e garantir justiça para os trabalhadores e a classe média dos EUA e do resto do mundo."

Como os impostos seriam divididos entre todos os países onde as transnacionais e multinacionais têm sedes, os EUA abririam mão de parte dos impostos sobre os ganhos de suas empresas no exterior. Com certeza, a medida vai enfrentar resistência do Partido Republicano no Congresso dos EUA.

O acordo permite cobrar até 20% de imposto sobre os ganhos das maiores e mais rentáveis empresas multinacionais, com lucros acima de 10%. Isto inclui as gigantes do setor de alta tecnologia, como Amazon, Apple, Facebook, Google e Microsoft.

No Brasil, houve mais 1.661 mortes e 63.032 casos novos notificados neste sábado, o Brasil chegou hoje a 16.904.986 casos confirmados e 472.619 óbitos de covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou para 1.641, com queda de 14% em duas semanas. A média diária de casos novos em sete dias está em 61.997, com queda de 5% em duas semanas.

O total de casos confirmados no mundo subiu para 172.859.512, com 3.718.720 mortes. Mais de 156 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 13 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 87.594 estão em estado grave.

Na Índia, o número de casos novos caiu para 114.460 e as mortes foram 2.677, elevando o total no país para 28.809.339 casos confirmados e 346.759 mortes.

Neste sábado, foram registrados mais 10.436 diagnósticos positivos e 370 mortes nos EUA. Os casos novos caíram 45% em duas semanas para 14.123 num dia e as mortes 28% para 418 por dia. Os EUA somam mais casos confirmados (33.357.080) e mais mortes (597.377) do que qualquer outro país.

Mais de 2,14 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo cerca de 765 milhões de doses na China; 309 milhões nos EUA; 280 milhões na União Europeia; 227,86 na Índia, onde 3,65 milhões de vacinas foram aplicadas num dia; 71,6 milhões no Brasil, onde mais de 48,7 milhões receberam a primeira dose e 22,9 milhões (10,75% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Trump dá uma de ditador de opereta enquanto recursos se esgotam

Biden escolhe ministro e Administração de Serviços Gerais inicia transição

Como um ditador de opereta, o presidente Donald Trump vai jogar golfe enquanto mais de 150 mil americanos, em média, pegam a doença do coronavírus de 2019 a cada dia, o número de mortes por dia ronda 2 mil e sua campanha tenta anular o resultado das urnas alegando fraude maciça sem apresentar provas. Mas os recursos legais se esgotam com a certificação da eleição em Michigan e cada vez mais republicanos reconhecem Joe Biden como presidente eleito.

Hoje à noite, a Administração de Serviços Gerais (GSA) iniciou oficialmente a transição para o futuro governo, num sinal de que o presidente começa a ceder depois de uma sucessão de derrotas.

Leis mais em Quarentena News e veja meu comentário:

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Trump indica Jerome Powell para chefiar o banco central dos EUA

A Casa Branca confirmou hoje que o presidente Donald Trump avisou Jerome Powell de que vai nomeá-lo para a presidência da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Powell faz parte do Conselho do Fed desde 2012.

Trump falou ontem por telefone com Powell para fazer o convite. Não foram revelados mais detalhes da conversa.

O anúncio oficial será feito amanhã, na véspera do embarque do presidente para uma viagem à Ásia. Se o Senado aprovar a nomeação, Powell substituirá Janet Yellen no início de fevereiro, quando termina seu mandato de quatro anos.

Ao não reindicar Yellen, Trump quebra uma tradição que vinha desde o fim da Segunda Guerra Mundial: cada presidente do Fed cumpre dois mandatos. Trump não resistiu à tentação de fazer sua própria escolha.

A lista final tinha cinco candidatos: Yellen, Powell, o economista John Taylor, professor da Universidade de Stanford, o ex-diretor do banco Kevin Warsh e o presidente da Conselho Econômico Nacional, Gary Cohn, assessor direto do presidente.

Horas antes, Trump havia elogiado Yellen, dizendo que ela faz um "um trabalho excelente". Durante a campanha, ele acusou a primeira mulher a dirigir o Fed de manter as taxas de juros baixas artificialmente para ajuda a candidata democrata, Hillary Clinton.

O mercado espera que Powell mantenha a política de desativar cautelosamente as políticas adotadas para enfrentar a Grande Recessão (2008-9). Isso significa elevar gradualmente as taxas básicas de juros, hoje numa faixa de 1% a 1,25%, até 2020 e reduzir a carteira de títulos públicos e de dívida hipotecária comprados para estimular a economia quando os juros estavam praticamente zerados, num total de US$ 4,2 trilhões.

Hoje, o Comitê de Mercado Aberto do Fed decidiu manter inalterada a taxa básica de juros, mas a expectativa é de um aumento na próxima reunião, em dezembro.

Em junho, Powell declarou que "a economia está mais perto das nossas metas do que esteve nos úlitmos anos". Se o crescimento continuar, "vejo como apropriado continuar elevando as taxas de juros gradualmente".

Nos cinco anos em que está na direção do banco central americano, Powell foi um aliado fiel de Yellen. Nunca discordou nem em votos nem em declarações do consenso do conselho.

Onde pode haver mudança é na política regulatória, observou o jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York. Powell é a favor de afrouxar certas regras adotadas depois da crise de 2008, como a que impede os bancos de especular com capital próprio.

Em palestra no início do mês, Powell afirmou que "mais regulamentação não é a resposta para todos os problemas". Está de acordo, portanto, com as políticas de desregulamentação de Trump.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fed aumenta taxas de juros e anuncia plano para vender ativos

Como era esperado, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumentou hoje a taxa básica de juros de curto prazo em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1%-1,25% ao ano. Também anunciou planos para vender títulos que comprou para estimular a economia durante a crise, quando não tinha mais a opção de baixar os juros.

Em dezembro de 2008, o Fed reduziu sua taxa básica para uma faixa de 0-0,25% ao ano. Depois, adotou a política chamada de alívio quantitativo, comprando papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e estimular a economia. Acumulou assim US$ 4,5 trilhões em ativos.

Os juros só voltaram a subir em dezembro de 2015. No ano passado, houve mais duas altas. Todas foram de 0,25 ponto percentual, como agora. Hoje, no fim de uma reunião de dois dias, o Comitê do Mercado Aberto do Fed indicou que deve haver novo aumento neste ano.

Ao formular a política monetária, o Fed presta atenção em alguns indicadores principais da economia americana, como a inflação, que está abaixo da meta informal de 2% ao ano; o desemprego, que caiu para 4,3%; e o crescimento.

Em entrevista coletiva no fim do encontro, a presidente do Fed, Janet Yellen, declarou que o Fed "estão monitorando de perto o desenvolvimento da inflação" e alertou: "É importante não ter uma reação exagerada. Os dados sobre inflação podem ser ruidosos."

A venda de títulos no mercado financeiro será feita gradualmente para não afetar a estabilidade. O plano inicial é vender US$ 6 bilhões por mês em bônus da dívida pública do Tesouro dos EUA e US$ 4 bilhões em títulos hipotecários.

Esse volume será aumentado gradualmente até um limite de US$ 30 bilhões por mês em bônus da dívida pública e de US$ 20 bilhões de títulos de hipotecas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Fed eleva juros pela segunda vez após a Grande Recessão

O Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos aumentou hoje suas taxas básicas de juros pela primeira vez no ano. É a segunda alta desde que o Fed praticamente zerou os juros, em dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão, a pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão (1929-39).

A taxa básica de juros subiu de uma faixa de 0,25%-0,5% para 0,5%-0,75% ao ano deve elevar o custo dos empréstimos para pessoas e empresas. O Comitê de Mercado Aberto, o comitê de política monetária do Fed, prevê um futuro promissor para a maior economia do mundo em 2017 e três aumentos de juros, num total de 0,75 ponto percentual.

"Nossa decisão de aumentar os juros deve ser entendida como um reflexo na confiança que temos no progresso da economia", declarou a presidente do Fed, Janet Yellen. Foi tomada "tendo em vista as condições do mercado de trabalho e a inflação."

Isso significa que o Fed vê o mercado de trabalho perto ou já em pleno emprego, quando os salários começam a pressionar a inflação. Dentro da política de ajustes graduais do Fed, a taxa básica deve estar em 2,1% ao ano no fim de 2017 e 2,9% ao ano no fim de 2018.

Os formuladores da política monetária dos EUA estão numa posição cautelosa à espera do governo Donald Trump. Durante a campanha, Trump acusou Janet Yellen de manter as taxas básicas de juros artificialmente baixas para favorecer a candidatura de Hillary Clinton, fazendo o jogo do Partido Democrata.

Em pronunciamentos cautelosos, Janet Yellen defendeu a independência do Fed, mas não comentou as propostas de Trump, esperando para ver como será o governo Trump na prática.

Assim, os analistas acreditam que em março, depois do início do governo, o Comitê de Mercado Aberto terá uma posição mais clara sobre as políticas e dará uma orientação mais segura sobre a curva de juros nos EUA.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

EUA criam menos empregos e podem adiar alta de juros

A economia dos Estados Unidos teve um saldo de 153 mil novos empregos em setembro de 2016, revelou hoje o relatório de emprego do Ministério do Trabalho. Foi um crescimento moderado, o menor desde maio, levando os analistas a prever que as taxas básicas de juros da maior economia do mundo só subam em dezembro ou no próximo. O mercado esperava 170 mil vagas.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, subiu de 4,9% para 5%. Essa pequena alta é considerada um sinal positivo de que mais gente está voltando ao mercado de trabalho na esperança de conseguir emprego.

Nos últimos três meses, o saldo de novos empregos ficou na média de 192 mil por mês, acima dos 146 mil mensais do segundo trimestre. No ano passado, a média foi de 229 mil vagas.

"Apesar da desaceleração, a economia dos EUA continua a gerar um número saudável de empregos", observou o economista Sung Won Sohn, da Universidade do Estado da Califórnia.

Em um ano, a força de trabalho ganhou mais 3 milhões de trabalhadores, o maior crescimento o desde o ano 2000. A participação no mercado ainda é considerada baixa, de 62,9% da população em idade de trabalhar, mas subiu 0,5 ponto percentual em 12 meses. Os salários avançaram em média 2,6%.

O Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, ainda se reúne duas vezes neste ano, no início de novembro e em meados de dezembro.

É improvável que mexa na taxa básica de juros, hoje numa banda de 0,25%-0,5%, às vésperas da eleição presidencial de 8 de novembro, especialmente depois que a presidente do Fed, Janet Yellen, foi acusada pelo candidato oposicionista Donald Trump de manter os juros artificialmente baixos para ajudar a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Maior consumo aumenta chance de alta de juros nos EUA

Com o aumento da compra de automóveis, o consumo pessoal cresceu em julho pelo quarto mês consecutivo num sinal de aquecimento da economia que aumenta a possibilidade de uma alta nas taxas básicas de juros neste ano nos Estados Unidos, informou a agência Reuters.

O consumo, ajustado pela inflação, teve alta de 0,3% em julho depois de avançar 0,4% em junho em relação a maio e 4,4% na comparação anual, revelou ontem um relatório do Departamento do Comércio.

É mais um sinal de recuperação da economia americana depois de um segundo trimestre com crescimento fraco de apenas 1,1% ao ano. A renda pessoal aumentou 0,4% em julho, depois de crescer 0,3% em junho. Os salários subiram 0,5% e a poupança passou de US$ 776,2 bilhões para US$ 794,7 bilhões.

Na semana passada, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, Janet Yellen, observou que o argumento para aumentar juros se fortaleceu nos últimos meses.

Ao mesmo tempo, o núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, avançou 0,1% em junho e 0,1% em junho.

Como a inflação anual está em 1,6%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano, a maioria dos analistas acredita que o Fed deve esperar até dezembro. Antes, o comitê de política monetária se reúne em setembro e novembro.

O Fed aumentou suas taxas básicas de juros em dezembro do ano passado para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano depois de manter a taxa praticamente zerada, em 0-0,25%, desde dezembro de 2008 para enfrentar a Grande Recessão.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Presidente do Fed indica aumento próximo na taxa básica de juros

Apesar da desaceleração da maior economia do mundo no primeiro semestre, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, indicou hoje que um aumento nas taxas básicas de juros está próximo e pode vir na reunião de setembro do Comitê de Mercado Aberto.

"À luz da performance sólida e contínua do mercado de trabalho e de nossa perspectiva para a atividade econômica e a inflação, acredito que o caso pelo aumento na taxa dos fundos federais se fortaleceu nos últimos meses", declarou Yellen durante um encontro de dirigentes de bancos centrais realizado em Jackson Hole, no estado de Wyoming. "É claro que nossas decisões sempre dependem do grau em que os dados continuem a confirmar a perspectiva do comitê."

Yellen reconheceu que, "embora o crescimento econômico não tenha sido rápido, foi suficiente para gerar nova melhora no mercado de trabalho". Analistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, veem uma chance de 24% de aumento dos juros em setembro e de 57% em dezembro.

"O Fed espera um crescimento moderado do produto interno bruto, um fortalecimento adicional do mercado de trabalho e um aumento da inflação para 2% ao ano nos próxmos anos", acrescentou a presidente do Fed. "Com base nesta perspectiva econômica, o Fed considera que aumentos graduais na taxa dos fundos federais serão apropriados com o tempo."

O vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, confirmou que a fala de Yellen aponta uma forte probabilidade de aumento dos juros na reunião de 20 e 21 de setembro, dependendo do relatório sobre emprego no mês de agosto, a ser divulgado em 2 de setembro. Nos últimos três meses, o ganho médio de vagas no mercado de trabalho foi de 190 mil por mês.

Se não houver aumento no mês que vem, o comitê de política monetária do Fed terá ainda mais duas reuniões neste ano, em novembro e dezembro, para reavaliar as taxas de juros e a recuperação americana.

Numa medida sem precedentes, o Fed baixou suas taxas de juros para uma faixa de 0-0,25% ao ano em dezembro de 2008 para combater a recessão agravada pela falência do banco Lehman Brothers em setembro daquele ano. Em dezembro do ano passado, fez a primeira alta de juros desde 2006. A taxa básica passou para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano.

Logo depois do discurso de Yellen, a Bolsa de Valores de Nova York subiu, num sinal de que os investidores acreditam que o Fed tenha informações positivas sobre a economia americana. No momento, o Índice Dow Jones registra uma pequena queda.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Fed mantém taxas básicas de juros dos EUA

O Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos Estados Unidos, decidiu hoje manter inalteradas as taxas básicas de juros da economia americana numa faixa de 0,25% a 0,5% ao ano, mas indicou que deve haver pelo menos um aumento até o fim do ano.

Apesar de observar uma melhoria no mercado de trabalho, que decepcionou nos últimos meses, o Fed reduziu sua expectativa de crescimento para 2016 e 2017 e espera uma expansão média de 2% ao ano até 2018.

Na entrevista coletiva, a presidente do Fed, Janet Yellen, manifestou preocupação com a possível saída do Reino Unido da União Europeia, a ser decidida em referendo na quinta-feira da próxima semana, 23 de junho. Com várias pesquisas anunciando a vitória dos antieuropeus, a libra caiu e as bolsas do mundo inteiro foram abaladas.

Quando o Fed voltou a aumentar os juros, em dezembro de 2015, depois de mantê-los em praticamente zero desde 2008 para combater a crise econômica, havia uma expectativa de quatro altas de juros em 2016.

Por causa da desaceleração da economia mundial, especialmente da China, o mercado passou a apostar em duas elevações nas taxas básicas. A presidente do Fed confirma pelo menos uma.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

EUA cresceram mais do estimado anteriormente no primeiro trimestre

O crescimento do produto interno bruto dos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2016 foi revisado de 0,5% ao ano para 0,8% ao ano, um pouco abaixo da expectativa do mercado financeiro, que era de 0,9%.

Ainda ficou abaixo do 1,4% ao ano do fim de 2015 e dos 3,9% do segundo trimestre do ano passado. Vários indicadores apontam uma aceleração ao crescimento no segundo trimestre deste ano. Isso leva o mercado a acreditar em novo aumento das taxas básicas de juros na reunião de junho do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed).

O consumo doméstico permaneceu inalterado em 1,9%, mas a queda nos investimentos, causada principalmente pela redução nos preços do petróleo, foi menor, de 2,6%, em vez dos 3,5% da estimativa anterior.

No segundo trimestre de 2016, a delegacia regional do banco central americano com sede em Atlanta, na Geórgia, prevê uma alta de 2,9% ao ano no PIB dos EUA.

Os investidores aguardavam um pronunciamento da presidente do Fed, Janet Yellen, hoje na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts para reexaminar suas apostas sobre alta nos juros. Ela considerou "provável" uma alta de juros nos próximos meses.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Geração de empregos nos EUA perde força

Com a desaceleração da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2016, o ritmo de geração de empregos caiu para um saldo de 160 mil vagas em abril, abaixo da expectativa do mercado, de 205 mil postos de trabalho, revelou hoje o Relatório de Emprego do Ministério do Trabalho.

O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou inalterado em 5%. A revisão dos dados de fevereiro e março apontou um saldo de 19 mil empregos. A média deste ano está em 192 mil postos de trabalho por ano, abaixo dos 229 mil por mês de 2015.

"Podemos estar chegando ao fim do ganho de 200 mil empregos ou mais por mês", comentou Tara Sinclair, economia do sítio de procura de emprego Indeed.

O pico da atual curva de geração de empregos foi em 2014, o melhor ano para o mercado de trabalho desde 1999. Com a queda do mês passado, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, pode reavaliar a conveniência de elevar as taxas básicas de juros na sua próxima reunião, em 14 e 15 de junho.

Na última reunião, o Fed sinalizou uma possível alta de juros em junho, mas se o relatório de emprego de maio confirmar a tendência de queda nos ganhos do mercado de trabalho pode manter as taxas atuais, elevadas em dezembro pela primeira vez em nove anos, de uma faixa de 0-0,25% ao ano para 0,25%-0,5% ao ano.

A presidente do Fed, Janet Yellen, declarou no ano passado que um ganho de 100 mil vagas por mês é suficiente para absorver os novos candidatos que estão chegando ao mercado de trabalho.

O salário real cresceu 2,5% nos últimos 12 meses, acima da média de 2% registrada desde 2010, quando o mercado de trabalho iniciou a recuperação da Grande Recessão de 2008-9. "À medida que nos aproximamos do pleno emprego, devemos esperar menos crescimento do emprego e salários em alta", comentou o economista Torsten Slok, da corretora Deutsche Bank Securities.

A participação no mercado de trabalho caiu de 63% para 62,8% da população economicamente ativa, depois de atingir o menor nível recente (62,4%) em setembro de 2015, a menor desde 1977.

Já o índice de desemprego amplo, incluindo quem trabalha em meio expediente e quem desistiu de procurar emprego, caiu de 9,8% para 9,7%.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

EUA geraram mais 215 mil empregos em março

A economia dos Estados Unidos voltou a apresentar um saldo positivo de mais de 200 mil vagas de emprego em março de 2016, um sinal de recuperação econômica sustentável, apesar dos problemas da situação internacional. Com mais gente procurando trabalho, o índice de desemprego, medido em outra pesquisa, teve uma leve alta, de 4,9% para 5%.

O número de postos de trabalho fora do setor agrícola aumentou em 215 mil, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A média dos três primeiros meses do ano ficou em 209 mil. As previsões dos economistas eram de uma alta de 205 a 213 mil vagas e taxa de desemprego de 4,9%.

O salário médio por hora ficou em US$ 25,43, com alta de sete centavos depois de uma queda de dois centavos em fevereiro. Nos últimos 12 meses, os salários subiram 2,3%.

"A força contínua do emprego aumenta a probabilidade de que acontecimentos econômicos e financeiros globais não devem fazer o desemprego continuar em tendência de queda no ano à frente", declarou Jim O'Sullivan, economista da empresa de pesquisa e consultoria econômica High Frequency Economics, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

O maior crescimento do emprego foi nos setores de comércio, construção civil e saúde. A indústria manufatureira fechou 29 mil vagas em março depois de perder 18 mil em fevereiro. Os setores madeireiro e de mineração, que inclui petróleo e gás, fecharam 17 mil empregos em fevereiro e 12 mil em março.

Mais 396 mil pessoas entraram no mercado de trabalho, elevando a taxa de desemprego para 5%. No auge da crise, em outubro de 2009, o índice chegou a 10%.

Diante desses números, a expectativa é de um aumento gradual das taxas básicas de juros pela Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA. Na terça-feira, a presidente do Fed, Janet Yellen, reforça a ideia de prudência na elevação dos juros.

Em dezembro, o Fed elevou suas taxas básicas de juros pela primeira vez em quase dez anos. Elas estavam praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão. A taxa básica para empréstimos aos bancos ficou em 0,25% a 0,5%.

Na época, o mercado previa quatro altas de juros em 2016. Depois das más notícias econômicas do início do ano, principalmente na China, onde houve queda nas exportações e na produção industrial, a expectativa agora é de duas altas de juros neste ano.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Banco central reduz previsão de crescimento dos EUA

Além de manter a taxa básica de juros inalterada numa faixa de 0,25% a 0,5% ao ano, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, reduziu ontem sua de 2,4% para 2,2% sua previsão de crescimento para a economia do país em 2016, citando problemas da economia mundial.

Em dezembro, o Fed aumentou suas taxas básicas, praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão. Elas não subiam há quase dez anos, mas a decisão foi criticada por vir num momento de desaceleração da economia mundial, especialmente da China.

Diante da deterioração do cenário internacional, a expectativa é de dois aumentos de juros neste ano, em vez de quatro, o que "reflete as previsões de crescimento mundial e um certo aperto nas condições de crédito", declarou a presidente do Fed, Janet Yellen.

A previsão de inflação para 2016 foi diminuída de 1,6% para 1,2%, mas o comitê de política monetária observa um aumento do núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos. O Fed persegue informalmente uma meta de inflação de 2% ao ano.

O índice de desemprego, hoje em 4,9%, o mais baixo em oito anos, deve cair para 4,7% ao longo do ano e tende a baixar nos próximos dois anos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

EUA criaram mais 221 mil empregos em novembro

O mercado de trabalho cresceu menos, mas a economia dos Estados Unidos registrou um saldo positivo de 221 mil empregos no mês de novembro reforçando a expectativa de que o banco central do país volte a aumentar as taxas de juros na reunião de 15 e 16 de dezembro, revelou hoje o Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego ficou inalterada em 5%.

Em outubro, a maior economia do mundo tinha gerado impressionantes 298 mil postos de trabalho. A revisão dos dados de setembro e outubro acrescentou mais 35 mil vagas.

O índice de desemprego estável, medido em outra pesquisa, indica um aumento na procura de emprego por quem estava fora do mercado há algum tempo. Em novembro, 7,9 milhões de americanos procuraram emprego sem sucesso.

"Não há nada que sugira outra coisa além de um mercado de trabalho em crescimento rápido e saudável", declarou o economista Guy LeBas, estrategista de renda fixa da corretora Janney Montgomery Scott. "Por várias medidas, inclusive a taxa de desemprego e o índice de mercado de trabalho do Fed, a economia dos EUA está muito perto ou já chegou ao pleno emprego."

Para outra analista, Sophia Koropeckyj, da consultoria Moody's Analytics, "o mercado de trabalho exige uma impressionante resiliência diante de uma economia global mais fraca, do dólar forte e da persistência dos baixos preços dos produtos primários."

Ontem, perante uma comissão conjunta do Congresso, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, observou que uma demora maior em retomar a alta nos juros pode prejudicar a economia.

A taxa básica de juros do Fed não sobe desde 2006. Está praticamente zerada desde dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão. Agora, com o mercado de trabalho criando mais de 200 mil empregos por mês e a inflação subindo rumo à meta informal de 2% perseguida pelo Fed, 75% dos economistas apostam numa alta.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Presidente do Fed indica estar na hora de aumentar juros nos EUA

Com o crescimento moderado mas estável da economia dos Estados Unidos, a queda no desemprego e o aumento de preços rumo à meta de inflação de 2% ao ano, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Janet Yellen indicou hoje que chegou o momento de elevar as taxas básicas de juros.

"Fazendo um balanço, as informações econômicas e financeiras que recebemos desde nossa reunião de outubro são consistentes com nossas expectativas de melhora contínua no mercado de trabalho", declarou Janet Yellen hoje em Washington, acrescentando que houve uma "recuperação substancial" depois da Grande Recessão (2008-9).

O Comitê de Mercado Aberto do Fed se reúne pela última vez em 2015 nos dias 15 e 16 de dezembro. Já sinalizou que aumentaria os juros quando a situação do mercado de trabalho se normalizasse e a inflação rumasse para a meta perseguida informalmente.

As taxas básicas de juros da economia dos EUA não sobem desde 2006 e estão praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para combater a crise mundial. Uma demora maior pode trazer consequências negativas para a economia, advertiu a presidente do Fed.

Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho divulga o relatório mensal de emprego sobre novembro, último elemento importante para a decisão do Fed. Cerca de 75% dos economistas a analistas de mercado apostam numa alta de juros daqui a duas semanas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

EUA revisam para cima crescimento do segundo trimestre

A economia dos Estados Unidos avançou de abril a junho de 2015 num ritmo anual de 3,9% ao ano e não de 3,7%, como calculado na estimativa anterior, numa forte aceleração depois de uma alta de apenas 0,6% ao ano no primeiro trimestre, prejudicado pelo inverno rigoroso.

O crescimento mais forte foi atribuído ao aumento do consumo pessoal, especialmente em serviços como saúde e transporte, e da construção civil, informa a agência Reuters.

Esse resultado aumenta as chances de um aumento de juros ainda neste ano, nas reuniões do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, como previu ontem sua presidente, Janet Yellen.

A expectativa de crescimento para o ano inteiro é agora de 2,5%.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

EUA devem aumentar juros neste ano, diz presidente do Fed

Com a recuperação da economia, apesar das ameaças externas com a China e a Grécia, os Estados Unidos devem aumentar ainda neste as taxas básicas de curto prazo, previu hoje a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, Janet Yellen. A expectativa do mercado é de uma alta em setembro.

"Se a economia evoluir como esperamos, é provável que as condições econômicas tornem apropriado em algum momento deste ano aumentar a taxa dos fundos federais, começando a normalizar a política monetária", declarou Yellen em depoimento ao Congresso dos EUA para fazer sua prestação de contas semestral.

As taxas básicas de juros da economia americana estão praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão deflagrada pela falência do banco Lehman Brothers em 14 de setembro daquele ano.

Em depoimento na Comissão de Finanças da Câmara, Yellen observou que "a China continha a enfrentar os desafios colocados pela dívida elevada, mercado imobiliário fraco e condições financeiras voláteis". A desaceleração da economia chinesa preocupa as autoridades monetárias dos EUA.

Mesmo assim, "as perspectivas são favoráveis a uma melhoria ainda maior no mercado de trabalho e da economia num sentido mais amplo".

O Fed estabeleceu dois parâmetros para aumentar os juros: o fortalecimento do mercado de trabalho, onde os salários continuam estagnados; e sinais de que a inflação está se aproximando da meta informal seguida pelo banco, de 2% ao ano.

Amanhã, Janet Yellen fala no Comitê de Bancos do Senado dos EUA.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Inflação sobe e construção de casas cai nos EUA

Os preços ao consumidor tiveram em maio de 2014 a maior alta em mais de um ano e o ritmo da construção de casas novas caiu 6,5%, destacando problemas renitentes da recuperação dos Estados Unidos. Com o impacto de duas notícias ruins, as bolsas de Nova York caíram, mas às 15h operavam em alta.

A recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde começou a Grande Recessão de 2008-9, é um indicador-chave. Em maio, projetou a construção de 1 milhão de unidade habitacionais nos próximos 12 meses, queda de 6,5%. Houve ainda uma baixa de 6,4% na concessão de novos alvarás de construção de casas, revelou o Departamento do Comércio dos EUA, citado pela agência Reuters.

No mês passado, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, observou que o ritmo lento da construção imobiliária ameaça a economia americana como um todo.

O mercado luta para não perder o ímpeto da retomada, mas o aumento da demanda levou a uma alta nos preços das casas e nos juros dos financiamentos. Também há uma escassez de propriedades à venda. Se o Fed tiver de aumentar suas taxas básicas para combater a inflação, a desaceleração do setor habitacional pode piorar.

A inflação registrou alta de 0,4% em maio de 2014, acima da expectativa do mercado, que era de 0,2%. Foi o maior aumento em mais de um ano. Os preços dos alimentos subiram como não se via desde agosto de 2011, anunciou hoje o Departamento do Trabalho, informa a agência Reuters.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Fed dá primeiro sinal de aumento de juros

A Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, retirou de seu comunicado oficial da reunião do Comitê de Mercado Aberto realizada ontem e hoje o compromisso de só aumentar juros quando a taxa de desemprego cair para 6,5%, preparando o terreno para a primeira alta de juros desde a crise, observa o jornal The Washington Post.

Como esperado, o Fed reduziu em US$ 10 bilhões para US$ 55 bilhões, em abril, o volume mensal da compra de títulos para jogar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia com o chamado "alívio quantitativo".

Desde o fim de 2012, o Fed prometia só cogitar o aumento das taxas de juros, que estão próximas de zero desde dezembro de 2008, até que o índice de desemprego baixasse para 6,5%, se a inflação ficasse abaixo de 2,5%.

Na sua primeira entrevista coletiva como presidente do Fed, Janet Yellen, confirmou a tendência. Ela disse que os juros devem começar a subir seis meses depois do fim do programa de alívio quantitativo, ou seja, no primeiro semestre de 2015.

A expectativa é que a taxa básica de juros da maior economia do mundo suba para 1% ao ano em 2015 e 2% ao ano em 2016. O Fed considera que 4% seria uma taxa de juros normal para uma economia equilibrada.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Senado aprova primeira mulher para presidir Fed

Por 56-26, o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje a indicação de Janet Yellen para presidir a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, a partir de 1º de fevereiro de 2014. Será a primeira mulher a dirigir a instituição, que completou 100 anos em 23 de dezembro.

Janet Yellen, de 67 anos, era vice-presidente do Fed. É considerada demorada. Deve manter a política de retirada gradual do estímulo à economia através da compra de títulos, iniciada pelo atual presidente, Ben Bernanke, com um olho na inflação e o outro na taxa de desemprego.

No ano passado, Bernanke prometeu manter o programa de estímulos até que o desemprego caísse para 6,5%; está em 7%, o menor em cinco anos, mas ainda elevado. O total de títulos comprados mensalmente pelo Fed foi reduzido de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões neste mês. A economia dá sinais de recuperação, mas ainda há dúvidas sobre a consistência da retomada.