A economia dos Estados Unidos deve ter avançado num ritmo de 2,3% ao ano no segundo trimestre de 2016, estimou hoje a delegacia regional da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, na cidade de Atlanta, com base nos últimos dados sobre o comércio no atacado.
Na previsão anterior, o crescimento foi estimado em 2,4% ao ano. O saldo de 287 mil empregos registrado em junho, o maior em oito meses, afastou o temor de queda na atividade e recessão.
A alta das bolsas de Nova York nos últimos dias indica confiança do investidor na estabilidade da recuperação americana num mundo em desaceleração com crises variadas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 12 de julho de 2016
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Fed encerra compra de títulos para colocar mais dinheiro em circulação
A Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anunciou hoje que encerra no fim deste mês o "programa de alívio quantitativo", a compra de títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia do país a sair da crise. Neste mês de outubro de 2014, o Fed comprou títulos no valor de US$ 15 bilhões.
Ao todo, desde o início da crise, o Fed colocou em circulação mais US$ 3,7 trilhões. A dúvida é se a maior economia do mundo já consegue andar com suas próprias forças.
O próximo passo para normalizar a política monetária será elevar as taxas básicas de juros. No momento, o mercado prevê que isto aconteça em meados de 2015. Vai depender do comportamento da inflação. O Fed segue informalmente uma meta de 1% a 2% ao ano. O índice de preços ao consumidor está em 1,5% desde setembro de 2012.
Depois de baixar a taxa básica de juros para praticamente zero em dezembro de 2008, diante da Grande Recessão deflagrada pelo colapso do banco de investimentos Lehman Brothers três meses antes, o banco central americano entendeu que o único instrumento de política monetária capaz de estimular a economia era colocar mais dinheiro em circulação, imprimir dinheiro.
De dezembro de 2008 a junho de 2010, o banco central americano comprou títulos de crédito imobiliário no valor de US$ 600 bilhões. Os EUA saíram da recessão no terceiro trimestre de 2009, mas, como foi a crise financeira mais séria desde a Grande Depressão (1929-39), as dívidas pessoais e do governo frearam a retomada no consumo.
Em agosto de 2010, concluindo que a recuperação era frágil e estava ameaçada, o banco central dos EUA passou a comprar notas do Tesouro Nacional, títulos da dívida pública americana no valor de US$ 30 bilhões por mês.
A segunda rodada de alívio quantitativo começou logo depois. De novembro de 2010 a junho de 2011, o Fed comprou mais US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro. Ainda não foi suficiente para tirar os EUA da lona.
Uma terceira etapa foi anunciada em 13 de setembro de 2012, quatro anos depois da falência do Lehman Brothers. Por 11-1, o Conselho da Reserva Federal, a diretoria do banco central dos EUA, decidiu comprar US$ 40 bilhões por mês em títulos da dívida pública e da dívida hipotecária por prazo indeterminado. Esse valor foi elevado para US$ 85 bilhões por mês em dezembro de 2012.
Como esta é uma política monetária não convencional que só havia sido aplicada no Japão no início do século 21 para combater a estagnação e a deflação, o fim do programa foi lento e gradual para evitar sobressaltos.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, denunciou uma "guerra cambial" quando o banco central dos EUA começou a imprimir dólares, como se o objetivo fosse simplesmente desvalorizar a moeda para baixar o preço e aumentar a competitividade das exportações americanas.
Durante seis anos, houve uma abundância de dólares no mercado internacional, com benefício para os países emergentes, que não estavam em crise como os países ricos e tinham grande oferta de capital.
Quando as taxas de juros do Fed começarem a subir, vai haver um aumento do fluxo de dólares em direção aos EUA. Isso pode causar problemas num momento em que as contas externas brasileiras estão deficitárias. A expectativa é de alta do dólar.
O Banco da Inglaterra usou a mesma estratégia para tirar o Reino Unido da crise, comprando 375 bilhões de libras em bônus da dívida pública. São US$ 600 bilhões ou R$ 1,477 trilhão pela cotação de hoje. Na atual conjuntura, o Banco do Japão e o Banco Central Europeu estão comprando títulos para evitar a deflação e atingir a meta de inflação de 2% ao ano.
A proposta do Fed era manter a enxurrada de dólares até que a taxa de desemprego nos EUA caísse para 6,5%. Já está em 5,9%, o que mostra a cautela das autoridades monetárias em desativar o programa. Nos últimos 12 meses, houve um saldo de 2,6 milhões entre empregos gerados e eliminados.
O início do fim do programa foi anunciado pelo então presidente, Ben Bernanke, em junho de 2013, se os indicadores econômicos fossem positivos. Em setembro, o Fed resolveu manter o programa. Finalmente, em dezembro de 2013, o banco central dos EUA prometeu reduzir gradualmente o programa de alívio quantitativo num ritmo de menos US$ 10 bilhões a cada mês.
Ao todo, desde o início da crise, o Fed colocou em circulação mais US$ 3,7 trilhões. A dúvida é se a maior economia do mundo já consegue andar com suas próprias forças.
O próximo passo para normalizar a política monetária será elevar as taxas básicas de juros. No momento, o mercado prevê que isto aconteça em meados de 2015. Vai depender do comportamento da inflação. O Fed segue informalmente uma meta de 1% a 2% ao ano. O índice de preços ao consumidor está em 1,5% desde setembro de 2012.
Depois de baixar a taxa básica de juros para praticamente zero em dezembro de 2008, diante da Grande Recessão deflagrada pelo colapso do banco de investimentos Lehman Brothers três meses antes, o banco central americano entendeu que o único instrumento de política monetária capaz de estimular a economia era colocar mais dinheiro em circulação, imprimir dinheiro.
De dezembro de 2008 a junho de 2010, o banco central americano comprou títulos de crédito imobiliário no valor de US$ 600 bilhões. Os EUA saíram da recessão no terceiro trimestre de 2009, mas, como foi a crise financeira mais séria desde a Grande Depressão (1929-39), as dívidas pessoais e do governo frearam a retomada no consumo.
Em agosto de 2010, concluindo que a recuperação era frágil e estava ameaçada, o banco central dos EUA passou a comprar notas do Tesouro Nacional, títulos da dívida pública americana no valor de US$ 30 bilhões por mês.
A segunda rodada de alívio quantitativo começou logo depois. De novembro de 2010 a junho de 2011, o Fed comprou mais US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro. Ainda não foi suficiente para tirar os EUA da lona.
Uma terceira etapa foi anunciada em 13 de setembro de 2012, quatro anos depois da falência do Lehman Brothers. Por 11-1, o Conselho da Reserva Federal, a diretoria do banco central dos EUA, decidiu comprar US$ 40 bilhões por mês em títulos da dívida pública e da dívida hipotecária por prazo indeterminado. Esse valor foi elevado para US$ 85 bilhões por mês em dezembro de 2012.
Como esta é uma política monetária não convencional que só havia sido aplicada no Japão no início do século 21 para combater a estagnação e a deflação, o fim do programa foi lento e gradual para evitar sobressaltos.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, denunciou uma "guerra cambial" quando o banco central dos EUA começou a imprimir dólares, como se o objetivo fosse simplesmente desvalorizar a moeda para baixar o preço e aumentar a competitividade das exportações americanas.
Durante seis anos, houve uma abundância de dólares no mercado internacional, com benefício para os países emergentes, que não estavam em crise como os países ricos e tinham grande oferta de capital.
Quando as taxas de juros do Fed começarem a subir, vai haver um aumento do fluxo de dólares em direção aos EUA. Isso pode causar problemas num momento em que as contas externas brasileiras estão deficitárias. A expectativa é de alta do dólar.
O Banco da Inglaterra usou a mesma estratégia para tirar o Reino Unido da crise, comprando 375 bilhões de libras em bônus da dívida pública. São US$ 600 bilhões ou R$ 1,477 trilhão pela cotação de hoje. Na atual conjuntura, o Banco do Japão e o Banco Central Europeu estão comprando títulos para evitar a deflação e atingir a meta de inflação de 2% ao ano.
A proposta do Fed era manter a enxurrada de dólares até que a taxa de desemprego nos EUA caísse para 6,5%. Já está em 5,9%, o que mostra a cautela das autoridades monetárias em desativar o programa. Nos últimos 12 meses, houve um saldo de 2,6 milhões entre empregos gerados e eliminados.
O início do fim do programa foi anunciado pelo então presidente, Ben Bernanke, em junho de 2013, se os indicadores econômicos fossem positivos. Em setembro, o Fed resolveu manter o programa. Finalmente, em dezembro de 2013, o banco central dos EUA prometeu reduzir gradualmente o programa de alívio quantitativo num ritmo de menos US$ 10 bilhões a cada mês.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Fed dá primeiro sinal de aumento de juros
A Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, retirou de seu comunicado oficial da reunião do Comitê de Mercado Aberto realizada ontem e hoje o compromisso de só aumentar juros quando a taxa de desemprego cair para 6,5%, preparando o terreno para a primeira alta de juros desde a crise, observa o jornal The Washington Post.
Como esperado, o Fed reduziu em US$ 10 bilhões para US$ 55 bilhões, em abril, o volume mensal da compra de títulos para jogar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia com o chamado "alívio quantitativo".
Desde o fim de 2012, o Fed prometia só cogitar o aumento das taxas de juros, que estão próximas de zero desde dezembro de 2008, até que o índice de desemprego baixasse para 6,5%, se a inflação ficasse abaixo de 2,5%.
Na sua primeira entrevista coletiva como presidente do Fed, Janet Yellen, confirmou a tendência. Ela disse que os juros devem começar a subir seis meses depois do fim do programa de alívio quantitativo, ou seja, no primeiro semestre de 2015.
A expectativa é que a taxa básica de juros da maior economia do mundo suba para 1% ao ano em 2015 e 2% ao ano em 2016. O Fed considera que 4% seria uma taxa de juros normal para uma economia equilibrada.
Como esperado, o Fed reduziu em US$ 10 bilhões para US$ 55 bilhões, em abril, o volume mensal da compra de títulos para jogar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia com o chamado "alívio quantitativo".
Desde o fim de 2012, o Fed prometia só cogitar o aumento das taxas de juros, que estão próximas de zero desde dezembro de 2008, até que o índice de desemprego baixasse para 6,5%, se a inflação ficasse abaixo de 2,5%.
Na sua primeira entrevista coletiva como presidente do Fed, Janet Yellen, confirmou a tendência. Ela disse que os juros devem começar a subir seis meses depois do fim do programa de alívio quantitativo, ou seja, no primeiro semestre de 2015.
A expectativa é que a taxa básica de juros da maior economia do mundo suba para 1% ao ano em 2015 e 2% ao ano em 2016. O Fed considera que 4% seria uma taxa de juros normal para uma economia equilibrada.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Yellen afirma que EUA ainda não se normalizaram
Em depoimento no Congresso, a economista Janet Yellen, indicada pelo presidente Barack Obama para ser a próxima presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, adotou uma postura moderada, indicando que ainda considera cedo para desativar o programa de compra de títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.
"O mercado de trabalho e a economia ainda estão operando muito abaixo do seu potencial", declarou a futura presidente do Fed em sua exposição inicial.
Essa postura cautelosa agradou aos mercados. O Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York registra neste momento alta de 0,22%, enquanto a Bolsa de Valores de S. Paulo sobe quase 2%, enquanto o dólar cai 0,5% para R$ 2,32.
"O mercado de trabalho e a economia ainda estão operando muito abaixo do seu potencial", declarou a futura presidente do Fed em sua exposição inicial.
Essa postura cautelosa agradou aos mercados. O Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York registra neste momento alta de 0,22%, enquanto a Bolsa de Valores de S. Paulo sobe quase 2%, enquanto o dólar cai 0,5% para R$ 2,32.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Fed mantém programa de compra de títulos
Ao contrário da expectativa da maioria dos economistas, o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidiu hoje manter sem alterações seu programa de compra de títulos no mercado financeiro no valor de US$ 85 bilhões por mês para jogar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia.
Os economistas esperavam uma redução gradual de US$ 15 bilhões por mês até a extinção do programa de "alívio quantitativo".
Os economistas esperavam uma redução gradual de US$ 15 bilhões por mês até a extinção do programa de "alívio quantitativo".
sábado, 14 de setembro de 2013
Economistas dos EUA esperam anúncio do Fed no dia 18
Dois terços dos economistas ouvidos numa pesquisa do jornal The Wall St. Journal esperam que o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anuncie na próxima quarta-feira, 18 de setembro de 2013, o início da redução de seu programa de compra de títulos no valor de US$ 85 bilhões por mês para colocar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia.
Seria o início do fim de um período de uma política monetária excepcional. Como a taxa básica de juros em praticamente zero adotada para superar a crise se mostrou insuficiente, o Fed passou a comprar papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dólares em circulação, na política de "alívio quantitativo".
Essa política causou a valorização de outras moedas, levando o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, a denunciar uma suposta "guerra cambial", como se fosse apenas uma jogada para desvalorizar o dólar e aumentar a competitividade dos produtos americanos.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, um economia especializado na Grande Depressão (1929-39), alegou que era o instrumento de política monetária que lhe restava. A taxa básica de juros já estava zerada.
Com a expectativa do fim dessa oferta de dólares, há um movimento no sentido contrário, de desvalorização de outras moedas em relação ao dólar.
"Os dados sobre mercado de trabalho e o crescimento em geral são suficientemente positivos para que o Fed pelo menos comece o processo na reunião deste mês", aposta o economista Jim O'Sulliven, da empresa High Frequency Economics. "Um relatório sobre emprego mais fraco do que esperado não é suficiente para neutralizar todos os dados positivos".
Seria o início do fim de um período de uma política monetária excepcional. Como a taxa básica de juros em praticamente zero adotada para superar a crise se mostrou insuficiente, o Fed passou a comprar papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dólares em circulação, na política de "alívio quantitativo".
Essa política causou a valorização de outras moedas, levando o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, a denunciar uma suposta "guerra cambial", como se fosse apenas uma jogada para desvalorizar o dólar e aumentar a competitividade dos produtos americanos.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, um economia especializado na Grande Depressão (1929-39), alegou que era o instrumento de política monetária que lhe restava. A taxa básica de juros já estava zerada.
Com a expectativa do fim dessa oferta de dólares, há um movimento no sentido contrário, de desvalorização de outras moedas em relação ao dólar.
"Os dados sobre mercado de trabalho e o crescimento em geral são suficientemente positivos para que o Fed pelo menos comece o processo na reunião deste mês", aposta o economista Jim O'Sulliven, da empresa High Frequency Economics. "Um relatório sobre emprego mais fraco do que esperado não é suficiente para neutralizar todos os dados positivos".
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Bolsa de Nova York tem maior queda em 19 meses
A expectativa do fim do programa de estímulo econômico da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, e um novo indicador de queda na produção industrial da China levaram a Bolsa de Nova York a sofrer hoje sua maior queda em pontos desde 9 de novembro de 2011.
O Índice Dow Jones perdeu 353,87 pontos (2,34%), fechando em 14.758 pontos. Esses dados ainda são preliminares.
O Índice Dow Jones perdeu 353,87 pontos (2,34%), fechando em 14.758 pontos. Esses dados ainda são preliminares.
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