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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Outubro

VITÓRIA DECISIVA PELA INDEPENDÊNCIA

    Em 1781, com a rendição do general Lorde Cornwallis e de 8 mil soldados do Império Britânico, as forças dos Estados Unidos apoiadas pela França obtêm na Batalha de Yorktown, na Virgínia, uma vitória decisiva na Guerra da Independência (1775-83).

Lorde Cornwallis é um dos melhores generais britânicos na guerra. Em 1776, ele expulsa de Nova Jérsei as forças do general George Washington, comandante do Exército Continental. Em 1780, conquista uma vitória espetacular contra o general Horatio Gates em Camden, na Carolina do Sul.

Depois de invadir sem sucesso a Carolina do Norte, Cornwallis leva suas tropas para o litoral da Virgínia. Washington pede, então, ao Marquês de Lafayette, um dos generais enviados pela França para apoiar a rebelião dos colonos norte-americanos, para bloquear a fuga de Yorktown por terra. Lafayette comanda 5 mil soldados americanos.

Com os 2,5 mil homens em armas que Washington tem em Nova York, um exército de 4 mil franceses sob o comando do Conde de Rochambeau e uma grande esquadra francesa chefiada pelo Conde de Grasse, eles planejam atacar as forças britânicas.

Em 21 de agosto, as tropas de Washington e Rochambeau cruzam o Rio Hudson rumo a Yorktown. Avançam mais de 300 quilômetros em 15 dias e chegam à Baía de Chesapeake, perto de onde fica hoje a capital dos EUA, no início de setembro.

Como a esquadra britânica sob o comando do almirante Thomas Graves perde a Batalha de Chesapeake em 5 de setembro, Cornwallis fica sem reforços.

A partir de 14 de setembro, a frota de De Grasse transporta os soldados de Washington e Rochambeau para a Virgínia através da Baía de Chesapeake, onde se encontram com as tropas de Lafayette e fecham o cerco ao redor de Yorktown.

Os 14 mil homens da força franco-norte-americana atacam as posições britânicas com o apoio da frota de De Grasse. Em 19 de outubro, Cornwallis se rende com seus 7.087 soldados, 900 marinheiros, 114 canhões, 15 galeões, uma fragata e 30 navios de transporte.

É a última grande batalha da Guerra da Independência. As negociações de paz começam no início de 1782. Em 3 de setembro de 1783, no Tratado de Paris, a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

JEFFERSON ACUSADO DE CASO COM ESCRAVA

    Em 1796, um artigo publicado no jornal Gazette of the United States, escrito pelo ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton sob o pseudônimo de Phocion, acusa Thomas Jefferson, candidato à Presidência dos Estados Unidos, de manter relações íntimas com uma escrava.

O texto é um exemplo de baixaria e da natureza pessoal dos ataques políticos no início da história independente dos EUA. Hamilton se refere Sally Hemings, uma afro-americana mestiça e provavelmente meia-irmã da falecida mulher de Jefferson, Martha. 

Jefferson disputa a Casa Branca com o vice-presidente John Adams. Hamilton, um dos líderes do movimento federalista, apoia Adams. Com o pseudônimo, escreve 25 artigos contra Jefferson de 15 de outubro a 24 de novembro.

Adams vence em 1796, mas perde a reeleição para Jefferson em 1800.

No ano 2000, a Fundação Thomas Jefferson revela que testes de DNA comprovam que ele era pai de Eston e provavelmente de outros filhos de Sally. Ele é um dos alvos da cultura do cancelamento.

NAPOLEÃO SE RETIRA DE MOSCOU

    Em 1812, exausto e faminto, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte deixa Moscou e bate em retirada depois de ficar 36 dias na maior cidade da Rússia, evacuada e incendiada pelos russos para negar a vitória aos franceses.

Com o Grande Exército de 612 mil homens, Napoleão invade a Rússia em 24 de junho de 1812, seu maior erro, que seria repetido por Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-45), depois que o imperador Alexandre I se recusa a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido.

Napoleão entra em Moscou em 14 de setembro, depois da vitória indecisiva na Batalha de Borodino, em 7 de setembro.

Borodino é a mais sangrenta batalha da campanha da Rússia, com pelo menos 30 mil baixas do lado francês e 40 mil do russo. A França vence com grandes perdas. Napoleão perde a oportunidade de perseguir e destruir o Exército da Rússia, que recua e evita novo confronto direto deixando de defender Moscou.

Os russos fogem e incendeiam a cidade, que arde durante seis dias e deixa os franceses sem abrigo nem suprimentos. Depois de um mês esperando a rendição do czar, que não acontece, diante da primeira nevada do inverno russo, a França se retira, agora com 110 mil soldados, e é atacada por cossacos na retirada e por uma tempestade de neve em 6 de novembro.

O General Inverno é impiedoso. Em 12 de novembro, o Grande Exército está reduzido a 55 mil homens e enfrenta geadas e degelos na fuga. Sai da Rússia em 14 de dezembro, antes do início oficial do inverno no Hemisfério Norte.

BOLSA DE NY SOFRE MAIOR QUEDA

      Em 1987, na Segunda-Feira Negra, por uma conjunção de fatores negativos, a Bolsa de Valores de Nova York sofre sua maior queda percentual num dia, com baixa de 22,6% ou 508 pontos no Índice Dow Jones.

O mercado financeiro vive a euforia do neoliberalismo econômico do governo Ronald Reagan (1981-89). Em 1987, depois de cinco anos, há sinais de que o ciclo de alta está no fim. O governo anuncia um aumento do déficit comercial, deflagrando uma queda do dólar. E o Congresso examina tapar furos na lei sobre fusão de empresas para cobrar mais impostos.

No plano internacional, o Irã ataca dois navios petroleiros perto da costa do Kuwait durante a guerra contra o Iraque e uma tempestade no Reino Unido obriga o mercado a fechar antes da hora na sexta-feira, último dia útil antes do crash.

Apesar do medo de uma nova Grande Depressão, como ocorreu depois do colapso da bolsa em 1929, o governo toma medidas para "corrigir as falhas do mercado" e o preço das ações volta a subir, mas não resolve o problema central da falta de regulamentação, que leva ao colapso do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, e à Grande Recessão (2007-9), quando o centro financeiro de Wall Street quase fale o mundo.

QUATRO DE GUILFORD ABSOLVIDOS

    Em 1989, depois de quase 15 anos de prisão, quatro condenados pelos atentados cometidos pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1975 contra pubs em Guilford e Woolwich, na Inglaterra, são declarados inocentes pela Justiça do Reino Unido.

Um atentado do IRA mata quatro pessoas em 5 de setembro de 1974 num pub frequentado por soldados britânicos em Guilford e outras quatro num pub em Woolwich.

Gerry Conlon e Paul Hill, dois moradores da Irlanda do Norte com pequenos delitos na ficha criminal que estão na área, são detidos como suspeitos. Com base na nova Lei de Prevenção do Terrorismo, podem ficar presos e ser interrogados por até cinco dias sem que haja fortes indícios.

Neste período, a polícia forja provas de que seriam ligados ao IRA, que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e implica amigos e parentes dos dois. Sob tortura física e psicológica, eles assinam confissões dos crimes que não cometeram.

Quatro – Gerry Conlon, Paul Hill, Paddy Armstrong e Carole Richardson – são sentenciados à prisão perpétua. Outros pegam penas menores. Diante da pressão popular e depois da confissão de um guerrilheiro do IRA, em 1989, finalmente, os processos são anulados.

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domingo, 19 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 19 de Outubro

 VITÓRIA DECISIVA PELA INDEPENDÊNCIA

    Em 1781, com a rendição do general Lorde Cornwallis e 8 mil soldados do Império Britânico, as forças dos Estados Unidos apoiadas pela França obtêm na Batalha de Yorktown, na Virgínia, uma vitória decisiva na Guerra da Independência (1775-83).

Lorde Cornwallis é um dos melhores generais britânicos na guerra. Em 1776, ele expulsa de Nova Jérsei as forças do general George Washington, comandante do Exército Continental. Em 1780, conquista uma vitória espetacular contra o general Horatio Gates em Camden, na Carolina do Sul.

Depois de invadir sem sucesso a Carolina do Norte, Cornwallis leva suas tropas para o litoral da Virgínia. Washington pede, então, ao Marquês de Lafayette, um dos generais enviados pela França para apoiar a rebelião dos colonos norte-americanos, para bloquear a fuga de Yorktown por terra. Lafayette comanda 5 mil soldados americanos.

Com os 2,5 mil homens em armas que Washington tem em Nova York, um exército de 4 mil franceses sob o comando do Conde de Rochambeau e uma grande esquadra francesa chefiada pelo Conde de Grasse, eles planejam atacar as forças britânicas.

Em 21 de agosto, as tropas de Washington e Rochambeau cruzam o Rio Hudson rumo a Yorktown. Avançam mais de 300 quilômetros em 15 dias e chegam à Baía de Chesapeake, perto de onde fica hoje a capital dos EUA, no início de setembro.

Como a esquadra britânica sob o comando do almirante Thomas Graves perde a Batalha de Chesapeake em 5 de setembro, Cornwallis fica sem reforços.

A partir de 14 de setembro, a frota de De Grasse transporta os soldados de Washington e Rochambeau para a Virgínia através da Baía de Chesapeake, onde se encontram com as tropas de Lafayette e fecham o cerco ao redor de Yorktown.

Os 14 mil homens da força franco-norte-americana atacam as posições britânicas com o apoio da frota de De Grasse. Em 19 de outubro, Cornwallis se rende com seus 7.087 soldados, 900 marinheiros, 114 canhões, 15 galeões, uma fragata e 30 navios de transporte.

É a última grande batalha da Guerra da Independência. As negociações de paz começam no início de 1782. Em 3 de setembro de 1783, no Tratado de Paris, a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

JEFFERSON ACUSADO DE CASO COM ESCRAVA

    Em 1796, um artigo publicado no jornal Gazette of the United States, escrito pelo ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton sob o pseudônimo de Phocion, acusa Thomas Jefferson, candidato à Presidência dos Estados Unidos, de manter relações íntimas com uma escrava.

O texto é um exemplo baixaria e da natureza pessoal dos ataques políticos no início da história independente dos EUA. Hamilton se refere Sally Hemings, uma afro-americana mestiça e provavelmente meia-irmã da falecida mulher de Jefferson, Martha. 

Jefferson disputa a Casa Branca com o vice-presidente John Adams. Hamilton, um dos líderes do movimento federalista, apoia Adams. Com o pseudônimo, escreve 25 artigos contra Jefferson de 15 de outubro a 24 de novembro.

Adams vence em 1796, mas perde a reeleição para Jefferson em 1800.

No ano 2000, a Fundação Thomas Jefferson revelou que testes de DNA comprovaram que ele era pai de Eston e provavelmente de outros filhos de Sally. Ele é um dos alvos da cultura do cancelamento.

NAPOLEÃO SE RETIRA DE MOSCOU

    Em 1812, exausto e faminto, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte deixa Moscou e bate em retirada depois de ficar 36 dias na maior cidade da Rússia, evacuada e incendiada pelos russos para negar a vitória aos franceses.

Com o Grande Exército de 612 mil homens, Napoleão invade a Rússia em 24 de junho de 1812, seu maior erro, que seria repetido por Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-45), depois que o imperador Alexandre I se recusa a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. Entra em Moscou em 14 de setembro, depois da vitória indecisiva na Batalha de Borodino, em 7 de setembro.

Borodino é a mais sangrenta batalha da campanha da Rússia, com pelo menos 30 mil baixas do lado francês e 40 mil do russo. A França vence com grandes perdas. Napoleão perde a oportunidade de perseguir e destruir o Exército da Rússia, que recua e evita novo confronto direto deixando de defender Moscou.

Os russos fogem e incendeiam a cidade, que arde durante seis dias e deixa os franceses sem abrigo nem suprimentos. Depois de um mês esperando a rendição do czar, que não acontece, diante da primeira nevada do inverno russo, a França se retira, agora com 110 mil soldados, e é atacada por cossacos na retirada e por uma tempestade de neve em 6 de novembro.

O General Inverno é impiedoso. Em 12 de novembro, o Grande Exército está reduzido a 55 mil homens e enfrenta geadas e degelos na fuga. Sai da Rússia em 14 de dezembro, antes do início oficial do inverno no Hemisfério Norte.

BOLSA DE NY SOFRE MAIOR QUEDA

      Em 1987, na Segunda-Feira Negra, por uma conjunção de fatores negativos, a Bolsa de Valores de Nova York sofre sua maior queda percentual num dia, com baixa de 22,6% ou 508 pontos no Índice Dow Jones.

O mercado financeiro vive a euforia do neoliberalismo econômico do governo Ronald Reagan (1981-89). Em 1987, depois de cinco anos, há sinais de que o ciclo de alta está no fim. O governo anuncia um aumento do déficit comercial, deflagrando uma queda do dólar. E o Congresso examina tapar furos na lei sobre fusão de empresas para cobrar mais impostos.

No plano internacional, o Irã ataca dois navios petroleiros perto da costa do Kuwait durante a guerra contra o Iraque e uma tempestade no Reino Unido obriga o mercado a fechar antes da hora na sexta-feira, último dia útil antes do crash.

Apesar do medo de uma nova Grande Depressão, como ocorreu depois do colapso da bolsa em 1929, o governo toma medidas para "corrigir as falhas do mercado" e o preço das ações volta a subir, mas não resolve o problema central da falta de regulamentação, que leva ao colapso do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, e à Grande Recessão (2008-9), quando o centro financeiro de Wall Street quase faliu o mundo.

QUATRO DE GUILFORD ABSOLVIDOS

    Em 1989, depois de quase 15 anos de prisão, quatro condenados pelos atentados cometidos pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1975 contra pubs em Guilford e Woolwich, na Inglaterra, são declarados inocentes pela Justiça do Reino Unido.

Um atentado do IRA mata quatro pessoas em 5 de setembro de 1974 num pub frequentado por soldados britânicos em Guilford e outras quatro num pub em Woolwich.

Gerry Conlon e Paul Hill, dois moradores da Irlanda do Norte com pequenos delitos na ficha criminal que estão na área, são detidos como suspeitos. Com base na nova Lei de Prevenção do Terrorismo, podem ficar presos e ser interrogados por até cinco dias sem que haja fortes indícios.

Neste período, a polícia forja provas de que seriam ligados ao IRA, que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e implica amigos e parentes dos dois. Sob tortura física e psicológica, eles assinam confissões dos crimes que não cometeram.

Quatro – Gerry Conlon, Paul Hill, Paddy Armstrong e Carole Richardson – são sentenciados à prisão perpétua. Outros pegam penas menores. Diante da pressão popular e depois da confissão de um guerrilheiro do IRA, em 1989, finalmente, os processos são anulados. 

sábado, 19 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 19 de Outubro

 VITÓRIA DECISIVA PELA INDEPENDÊNCIA

    Em 1781, com a rendição do general Lorde Cornwallis e 8 mil soldados do Império Britânico, as forças dos Estados Unidos apoiadas pela França obtêm na Batalha de Yorktown, na Virgínia, uma vitória decisiva na Guerra da Independência (1775-83).

Lorde Cornwallis é um dos melhores generais britânicos na guerra. Em 1776, ele expulsa de Nova Jérsei as forças do general George Washington, comandante do Exército Continental. Em 1780, conquista uma vitória espetacular contra o general Horatio Gates em Camden, na Carolina do Sul.

Depois de invadir sem sucesso a Carolina do Norte, Cornwallis leva suas tropas para o litoral da Virgínia. Washington pede, então, ao Marquês de Lafayette, um dos generais enviados pela França para apoiar a rebelião dos colonos norte-americanos, para bloquear a fuga de Yorktown por terra. Lafayette comanda 5 mil soldados americanos.

Com os 2,5 mil homens em armas que Washington tem em Nova York, um exército de 4 mil franceses sob o comando do Conde de Rochambeau e uma grande esquadra francesa chefiada pelo Conde de Grasse, eles planejam atacar as forças britânicas.

Em 21 de agosto, as tropas de Washington e Rochambeau cruzam o Rio Hudson rumo a Yorktown. Avançam mais de 300 quilômetros em 15 dias e chegam à Baía de Chesapeake, perto de onde fica hoje a capital dos EUA, no início de setembro.

Como a esquadra britânica sob o comando do almirante Thomas Graves perde a Batalha de Chesapeake em 5 de setembro, Cornwallis fica sem reforços.

A partir de 14 de setembro, a frota de De Grasse transporta os soldados de Washington e Rochambeau para a Virgínia através da Baía de Chesapeake, onde se encontram com as tropas de Lafayette e fecham o cerco ao redor de Yorktown.

Os 14 mil homens da força franco-norte-americana atacam as posições britânicas com o apoio da frota de De Grasse. Em 19 de outubro, Cornwallis se rende com seus 7.087 soldados, 900 marinheiros, 114 canhões, 15 galeões, uma fragata e 30 navios de transporte.

É a última grande batalha da Guerra da Independência. As negociações de paz começam no início de 1782. Em 3 de setembro de 1783, no Tratado de Paris, a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

JEFFERSON ACUSADO DE CASO COM ESCRAVA

    Em 1796, um artigo publicado no jornal Gazette of the United States, escrito pelo ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton sob o pseudônimo de Phocion, acusa Thomas Jefferson, candidato à Presidência dos Estados Unidos, de manter relações íntimas com uma escrava.

O texto é um exemplo baixaria e da natureza pessoal dos ataques políticos no início da história independente dos EUA. Hamilton se refere Sally Hemings, uma afro-americana mestiça e provavelmente meia-irmã da falecida mulher de Jefferson, Martha. 

Jefferson disputa a Casa Branca com o vice-presidente John Adams. Hamilton, um dos líderes do movimento federalista, apoia Adams. Com o pseudônimo, escreve 25 artigos contra Jefferson de 15 de outubro a 24 de novembro.

Adams vence em 1796, mas perde a reeleição para Jefferson em 1800.

No ano 2000, a Fundação Thomas Jefferson revelou que testes de DNA comprovaram que ele era pai de Eston e provavelmente de outros filhos de Sally. Ele é um dos alvos da cultura do cancelamento.

NAPOLEÃO SE RETIRA DE MOSCOU

    Em 1812, exausto e faminto, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte deixa Moscou e bate em retirada depois de ficar 36 dias na maior cidade da Rússia, evacuada e incendiada pelos russos para negar a vitória aos franceses.

Com o Grande Exército de 612 mil homens, Napoleão invade a Rússia em 24 de junho de 1812, seu maior erro, que seria repetido por Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-45), depois que o imperador Alexandre I se recusa a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. Entra em Moscou em 14 de setembro, depois da vitória indecisiva na Batalha de Borodino, em 7 de setembro.

Borodino é a mais sangrenta batalha da campanha da Rússia, com pelo menos 30 mil baixas do lado francês e 40 mil do russo. A França vence com grandes perdas. Napoleão perde a oportunidade de perseguir e destruir o Exército da Rússia, que recua e evita novo confronto direto deixando de defender Moscou.

Os russos fogem e incendeiam a cidade, que arde durante seis dias e deixa os franceses sem abrigo nem suprimentos. Depois de um mês esperando a rendição do czar, que não acontece, diante da primeira nevada do inverno russo, a França se retira, agora com 110 mil soldados, e é atacada por cossacos na retirada e por uma tempestade de neve em 6 de novembro.

O General Inverno é impiedoso. Em 12 de novembro, o Grande Exército está reduzido a 55 mil homens e enfrenta geadas e degelos na fuga. Sai da Rússia em 14 de dezembro, antes do início oficial do inverno no Hemisfério Norte.

BOLSA DE NY SOFRE MAIOR QUEDA

      Em 1987, na Segunda-Feira Negra, por uma conjunção de fatores negativos, a Bolsa de Valores de Nova York sofre sua maior queda percentual num dia, com baixa de 22,6% ou 508 pontos no Índice Dow Jones.

O mercado financeiro vive a euforia do neoliberalismo econômico do governo Ronald Reagan (1981-89). Em 1987, depois de cinco anos, há sinais de que o ciclo de alta está no fim. O governo anuncia um aumento do déficit comercial, deflagrando uma queda do dólar. E o Congresso examina tapar furos na lei sobre fusão de empresas para cobrar mais impostos.

No plano internacional, o Irã ataca dois navios petroleiros perto da costa do Kuwait durante a guerra contra o Iraque e uma tempestade no Reino Unido obriga o mercado a fechar antes da hora na sexta-feira, último dia útil antes do crash.

Apesar do medo de uma nova Grande Depressão, como ocorreu depois do colapso da bolsa em 1929, o governo toma medidas para "corrigir as falhas do mercado" e o preço das ações volta a subir, mas não resolve o problema central da falta de regulamentação, que leva ao colapso do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, e à Grande Recessão (2008-9), quando o centro financeiro de Wall Street quase faliu o mundo.

QUATRO DE GUILFORD ABSOLVIDOS

    Em 1989, depois de quase 15 anos de prisão, quatro condenados pelos atentados cometidos pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1975 contra pubs em Guilford e Woolwich, na Inglaterra, são declarados inocentes pela Justiça do Reino Unido.

Um atentado do IRA mata quatro pessoas em 5 de setembro de 1974 num pub frequentado por soldados britânicos em Guilford e outras quatro num pub em Woolwich.

Gerry Conlon e Paul Hill, dois moradores da Irlanda do Norte com pequenos delitos na ficha criminal que estão na área, são detidos como suspeitos. Com base na nova Lei de Prevenção do Terrorismo, podem ficar presos e ser interrogados por até cinco dias sem que haja fortes indícios.

Neste período, a polícia forja provas de que seriam ligados ao IRA, que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e implica amigos e parentes dos dois. Sob tortura física e psicológica, eles assinam confissões dos crimes que não cometeram.

Quatro – Gerry Conlon, Paul Hill, Paddy Armstrong e Carole Richardson – são sentenciados à prisão perpétua. Outros pegam penas menores. Diante da pressão popular e depois da confissão de um guerrilheiro do IRA, em 1989, finalmente, os processos são anulados. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 19 de Outubro

VITÓRIA DECISIVA PELA INDEPENDÊNCIA

    Em 1781, com a rendição do general Lorde Cornwallis e 8 mil soldados do Império Britânico, as forças dos Estados Unidos, apoiadas pela França, obtêm na Batalha de Yorktown, na Virgínia, uma vitória decisiva na Guerra da Independência (1775-83).

Lorde Cornwallis é um dos melhores generais britânicos na guerra. Em 1776, ele expulsa de Nova Jérsei as forças do General George Washington, comandante do Exército Continental. Em 1780, conquista uma vitória espetacular contra o general Horatio Gates em Camden, na Carolina do Sul.

Depois de invadir sem sucesso a Carolina do Norte, Cornwallis leva suas tropas para o litoral da Virgínia. Washington pede, então, ao Marquês de Lafayette, um dos generais enviados pela França para apoiar a rebelião dos colonos norte-americanos, para bloquear a fuga de Yorktown por terra. Lafayette comanda 5 mil soldados americanos.

Com os 2,5 mil homens em armas que Washington tem em Nova York, um exército de 4 mil franceses sob o comando do Conde de Rochambeau e uma grande esquadra francesa chefiada pelo Conde de Grasse, eles planejam atacar as forças britânicas.

Em 21 de agosto, as tropas de Washington e Rochambeau cruzam o Rio Hudson rumo a Yorktown. Avançam mais de 300 quilômetros em 15 dias e chegam à Baía de Chesapeake, perto de onde fica hoje a capital dos EUA, no início de setembro.

Como a esquadra britânica sob o comando do almirante Thomas Graves perde a Batalha de Chesapeake em 5 de setembro, Cornwallis fica sem reforços.

A partir de 14 de setembro, a frota de De Grasse transporta os soldados de Washington e Rochambeau para a Virgínia através da Baía de Chesapeake, onde se encontram com as tropas de Lafayette e fecham o cerco ao redor de Yorktown.

Os 14 mil homens da força franco-norte-americana atacam as posições britânicas com o apoio da frota de De Grasse. Em 19 de outubro, Cornwallis se rende com seus 7.087 soldados, 900 marinheiros, 114 canhões, 15 galeões, uma fragata e 30 navios de transporte.

É a última grande batalha da Guerra da Independência. As negociações de paz começam no início de 1782. Em 3 de setembro de 1786, no Tratado de Paris, a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

JEFFERSON ACUSADO DE CASO COM ESCRAVA

    Em 1796, um artigo publicado no jornal Gazette of the United States, escrito pelo ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton sob o pseudônimo de Phocion, acusa Thomas Jefferson, candidato à Presidência dos Estados Unidos, de manter relações íntimas com uma escrava.

O texto é um exemplo baixaria e da natureza pessoal dos ataques políticos no início a história independente dos EUA. Hamilton se refere Sally Hemings, uma afro-americana mestiça e provavelmente meia-irmã da falecida mulher de Jefferson, Martha. 

Jefferson disputa a Casa Branca com o vice-presidente John Adams. Hamilton, um dos líderes do movimento federalista, apoia Adams. Com o pseudônimo, escreve 25 artigos contra Jefferson de 15 de outubro a 24 de novembro.

Adams vence em 1796, mas perde a reeleição para Jefferson em 1800.

No ano 2000, a Fundação Thomas Jefferson revelou que testes de DNA comprovaram que ele era pai de Eston e provavelmente de outros filhos de Sally. Ele é um dos alvos da cultura do cancelamento.

NAPOLEÃO SE RETIRA DE MOSCOU

    Em 1812, exausto e faminto, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte deixa Moscou e bate em retirada depois de ficar 36 dias na maior cidade da Rússia, evacuada e incendiada pelos russos para negar a vitória aos franceses.

Com o Grande Exército de 612 mil homens, Napoleão invade a Rússia em 24 de junho de 1812, seu maior erro, que seria repetido por Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-45), depois que o imperador Alexandre I se recusa a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. Entra em Moscou em 14 de setembro, depois da vitória indecisiva na Batalha de Borodino, em 7 de setembro.

Borodino é a mais sangrenta batalha da campanha da Rússia, com pelo menos 30 mil baixas do lado francês e 40 mil do russo. A França vence com grandes perdas. Napoleão perde a oportunidade de perseguir e destruir o Exército da Rússia, que recua e evita novo confronto direto deixando de defender Moscou.

Os russos fogem e incendeiam a cidade, que arde durante seis dias e deixa os franceses sem abrigo nem suprimentos. Depois de um mês esperando a rendição do czar, que não acontece, diante da primeira nevada do inverno russo, a França se retira, agora com 110 mil soldados, e é atacada por cossacos na retirada e por uma tempestade de neve em 6 de novembro.

O General Inverno é impiedoso. Em 12 de novembro, o Grande Exército está reduzido a 55 mil homens e enfrenta geadas e degelos na fuga.

BOLSA DE NY SOFRE MAIOR QUEDA

      Em 1987, na Segunda-Feira Negra, por uma conjunção de fatores negativos, a Bolsa de Valores de Nova York sofre sua maior queda percentual num dia, com baixa de 22,6% ou 508 pontos no Índice Dow Jones.

O mercado financeiro vive a euforia do neoliberalismo econômico do governo Ronald Reagan (1981-89). Em 1987, depois de cinco anos, há sinais de que o ciclo de alta está no fim. O governo anuncia um aumento do déficit comercial, deflagrando uma queda do dólar. E o Congresso examina tapar furos na lei sobre fusão de empresas para cobrar mais impostos.

No plano internacional, o Irã ataca dois navios petroleiros perto da costa do Kuwait e uma tempestade no Reino Unido obriga o mercado a fechar antes da hora na sexta-feira, último dia útil antes do crash.

Apesar do medo de uma nova Grande Depressão, como ocorreu depois do colapso da bolsa em 1929, o governo toma medidas para "corrigir as falhas do mercado" e o preço das ações volta a subir, mas não resolve o problema central da falta de regulamentação, que levaria ao colapso do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, e à Grande Recessão (2008-9), quando o centro financeiro de Wall Street quase faliu o mundo.

QUATRO DE GUILFORD ABSOLVIDOS

    Em 1989, depois de quase 15 anos de prisão, quatro condenados pelos atentados cometidos pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1975 contra pubs em Guilford e Woolwich, na Inglaterra, são declarados inocentes pela Justiça do Reino Unido.

Um atentado do IRA mata quatro pessoas em 5 de setembro de 1974 num pub frequentado por soldados britânicos em Guilford e outras quatro num pub em Woolwich.

Gerry Conlon e Paul Hill, dois moradores da Irlanda do Norte com pequenos delitos na ficha criminal que estão na área, são detidos como suspeitos. Com base na nova Lei de Prevenção do Terrorismo, podem ficar presos e ser interrogados por até cinco dias sem que haja fortes indícios.

Neste período, a polícia forja provas de que seriam ligados ao IRA, que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e implica amigos e parentes dos dois. Sob tortura física e psicológica, eles assinam confissões dos crimes que não cometeram.

Quatro - Gerry Conlon, Paul Hill, Paddy Armstrong e Carole Richardson - são sentenciados à prisão perpétua. Outros pegam penas menores.

Diante da pressão popular e depois da confissão de um guerrilheiro do IRA, em 1989, finalmente, os processos são anulados. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Bolsa de Nova York sobe mais de mil pontos

Depois de quatro dias de baixa, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu hoje 1.086 pontos (4,98%), sua maior alta diária em pontos e a maior percentualmente desde 2009. Todas as 30 ações do índice operaram em alta, assim como os 11 setores do índice amplo S&P 500 (+4,96%).

Empresas de alta tecnologia como Amazon, Facebook e Netflix ganharam mais de 8%. A bolsa Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, avançou ,5,8%.

O barril de petróleo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, subiu 8,7% na Bolsa Mercantil de Nova York. Foi o maior aumento desde 30 de novembro de 2016, para US$ 46,56, depois da atingir na segunda-feira o menor preço em um ano e meio por medo da fraqueza da economia.

Nas quatro sessões anteriores, o Índice Dow Jones havia perdido 1.800 pontos, quase 8%, por temor do mercado de que a maior economia do mundo esteja entrando num período difícil por causa de problemas políticos.

A guerra comercial com a China, a paralisação das atividades não essenciais do governo federal dos EUA, as críticas do presidente Donald Trump ao Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, e a mudança de controle para a oposição na Câmara dos Representantes a partir de 3 de janeiro de 2019 enervaram o mercado.

Para acalmar os investidores, o presidente do Conselho de Conselheiros Econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett, declarou que o presidente do Fed, Jerome Powell, está 100% seguro no cargo, apesar dos ataques de Trump. O presidente foi advertido de que seus comentários não ajudam.

Quando a bolsa estava em alta, Trump reivindicava o sucesso para si. Com as baixas frequentes, passou a culpar o Fed.

O Índice Dow Jones caíra 18,8% do pico de outubro até a véspera do Natal. A recuperação de hoje foi feita com volume de negócios menor, por causa das festas de fim de ano. "O rali tirou algum sal das feridas dos investidores, mas amanhã será o dia-chave para sabermos se é sustentável", comentou Stephen Guilfoyle, da empresa Sarge986 LLC.

Apesar da recuperação parcial, os três índices caíram mais de 10% em dezembro e 5% no ano como um todo. O Dow Jones e o S&P 500 começaram o dia à beira do chamado mercado do urso, definido como uma baixa de 20% em relação ao pico mais recente. Com a alta, as perdas são de 14,7% e 15,8%.

Na semana passada, a bolsa Nasdaq foi a primeira dos principais índices a entrar no mercado do urso desde o fim da Grande Recessão (2008-9). Hoje, a queda ficou em 19,2%.

A maioria dos economistas não espera uma recessão em 2019, mas acredita que o ritmo forte deste ano não será repetido. A última estimativa do produto interno bruto do terceiro trimestre indicou um aumento em ritmo anual de 3,4%.

O mercado está de olho no consumo pessoal. De 1º de novembro a 24 de dezembro, as vendas no varejo, excluídos os automóveis, cresceram 5,1% em comparação com o mesmo período no ano passado. Foi o melhor resultado em seis anos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Prisão de executiva da Huawei ameaça trégua entre EUA e China

A China exigiu hoje a libertação imediata da diretora financeira da empresa de equipamentos de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, presa no Canadá a pedido de autoridades dos Estados Unidos. Filha do fundador da companhia ligada ao Partido Comunista, é vista como provável sucessora do pai.

Seu pai, o engenheiro militar Ren Zhengfei, de 74 anos, fundou em 1983 a empresa, que está no centro da competição tecnológica entre os EUA e a China. Por sua proximidade com a ditadura militar chinesa, sob pressão dos EUA, a Huawei, hoje a maior empresas de equipamentos de telecomunicações do mundo, está sendo excluída de concorrência internacionais para implantação da tecnologia de telecomunicação móvel de quinta geração (5G).

Há o temor de que os equipamentos da Huawei sejam usados para espionagem do regime comunista chinês. A companhia britânica British Telecom foi a última a vetar a Huawei na implantação da tecnologia 5G. A Alemanha, que fará no ano que vem a concorrência para implantar a tecnologia 5G deve excluir a firma chinesa.

O motivo da prisão seria a violação das sanções impostas pelos EUA ao Irã. A capacidade de retaliação da China é enorme. A Apple, segunda maior empresa do setor de alta tecnologia dos EUA, tem 20% de seu faturamento e grande parte de sua produção na China. Este é apenas um exemplo.

Hoje, o Ministério do Comércio chinês confirmou que o acordo feito sábado em Buenos Aires, durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20, entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping para uma trégua de 90 dias na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A China concordou em importar mais produtos agrícolas e energia dos EUA, reduzir a tarifa de importação de automóveis americanos, hoje em 40%, e aumentar a proteção à propriedade intelectual de empresas americanas.

Tudo isto está ameaçado pela prisão de Meng Wanzhou.

No momento, o Índice de Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, cai 465 pontos (1,9%) por causa da prisão e da queda nos preços internacionais do petróleo em 4% para menos de US$ 59 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York pelo temor de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não consiga reduzir a oferta.. A queda atinge todos os grandes mercados do mundo.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Bolsa de Nova York sofre maior queda em pontos num dia

Na pior queda em pontos num dia, o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Nova York, chegou a registrar baixa do mais de 1.500 pontos e terminou o dia com perdas de 1.175 pontos (4,6%). O índice amplo Standard & Poor's 500 caiu 4,1% e a bolsa Nasdaq, da empresas de alta tecnologia, recuou 3,8%.

Percentualmente, foi a maior queda do Dow Jones desde 8 de agosto de 2011 (5,6%), durante a crise da Zona do Euro, por medo de contágio da Espanha e da Itália. Também foi menos do que em 29 de setembro de 2008 (7%), no auge da crise deflagrada pela falência do bando de investimentos Lehman Brothers duas semanas antes.

O recorde negativo foi uma queda de 22,61% na Segunda-Feira Negra, 19 de outubro de 1987. No colapso da Bolsa de Nova York que deu início à Grande Depressão (1929-39), as perdas foram de 11% em 24 de outubro de 1929, 12,82% no dia 28 e 11,73% no dia 29 do mesmo mês.

Ao redor do mundo, as bolsas praticamente zeraram os ganhos deste ano. O Índice Dow Jones está em queda de 1,5% no ano e 8,5% abaixo do recorde de 26 de janeiro, perto dos 10%, que caracterizam o que os economistas chamam de uma "correção" nos preços das ações.

"É a primeira vez em algum tempo em que eu diria que o sentimento é de pânico para vender", comentou Tim Anderson, diretor-executivo da corretora TJM Investments, citado pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York. As ações dos setores bancário, de energia e de alta tecnologia tiveram grandes perdas.

O índice dos grandes bancos perdeu 4,9% e o S&P 500 do setor de energia, 4,4%. O petróleo do tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, caiu 2% para US$ 64,15 por barril de 159 litros.

As dez maiores baixas foram da Chevron (-13,65%), DowDuPont (-10,27%), Exxon Mobil (-9,76%), Pfizer (-9,57%), UnitedHealth (-9,43%), Home Depot (-9,6%), Johnson & Johnson (-8,97%), 3M (-8,92%), Intel (-9,53%) e Caterpillar (-8,04%).

Outros analistas atribuíram a forte baixa à negociação feita por algoritmos: "O interessante na ação de hoje foi causado provavelmente por modelos de computador que precisam equilibrar os riscos, observou Youssef Abbasi, estrategista do mercado global da corretora Jones Trading.

Quando o índice S&P 500 caiu abaixo dos 2.700 pontos, a venda se acelerou, notou Abbasi: "Aquilo inerentemente deu o tom de vender. Voltar a ficar em zero no ano criou um ponto de inflexão." Em determinado momento, o Dow Jones perdeu 800 pontos em 10 minutos, acumulando uma queda de quase 1.600 pontos no dia.

O entusiasmo por ações levou os investidores a investir US$ 102 bilhões em fundos de investimentos. Desde que o relatório de emprego de janeiro, divulgado na sexta-feira, revelou um ritmo forte de contratações e uma alta média dos salários em 2,9% em um ano, há uma expectativa de alta da inflação e aumentos nas taxas básicas de juros pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.

A reforma fiscal do governo Donald Trump também pesou negativamente. Com a expectativa de alta de US$ 1,5 trilhão na dívida pública dos EUA em dez anos, os juros dos títulos da dívida pública do Tesouro americano subiram e passaram a concorrer com o investimento em ações. Os juros estão no nível mais alto em quatro anos.

Sempre pronto a assumir a responsabilidade por qualquer sucesso, Trump não se manifestou sobre a forte queda no valor das empresas com ações negociadas em bolsa. O porta-voz Raj Shah, citado pelo jornal inglês Financial Times, declarou que "os mercados flutuam em curto prazo, penso que todos sabemos disso. Mas os fundamentos desta economia são muito fortes."

Apesar do caos dos últimos dias, alguns economistas entendem que "este é um recuo saudável", como Jason Draho, chefe de alocação tática de ativos na América do setor de gerenciamento de fortunas do banco suíço UBS. Seria uma pausa depois de um longo período de alta no mercado. Cria uma oportunidade para comprar ações de empresas promissoras que caíram com a venda generalizada.

Em São Paulo, o índice Bovespa recuou 2,6% e o dólar subiu para R$ 3,25.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Geração de empregos nos EUA em dezembro decepciona

Os Estados Unidos tiveram um saldo positivos de 148 mil empregos gerados a mais do que fechados em dezembro de 2017, mas esse número ficou abaixo da expectativa de mercado, que era de 190 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%. É a menor em 17 anos.

Em todo o ano passado, a economia dos EUA registrou uma alta de 2,1 milhões de empregos, menos do que os 2,2 milhões de 2016, último ano completo do governo Barack Obama. A indústria de transformação criou mais 25 mil vagas, mas o comércio perdeu 20 mil e justamente no Natal.

A renda média dos salários subiu 0,3 ponto percentual para 2,5% ao ano.

Como de costume, o presidente Donald Trump tentou reivindicar a glória pelo aumento do emprego, mas é o 87º mês consecutivo de expansão do mercado de trabalho. Trump também festejou o novo recorde do Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, que pela primeira vez fechou acima de 25 mil pontos.

Hoje a bolsa bateu novos recordes. Alguns economistas atribuíram a alta de hoje ao crescimento mais moderado do emprego. Com a taxa de desemprego em 4,1%, um forte crescimento do emprego levaria o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, a acelerar o aumento nas taxas básicas de juros.

A bolsa se beneficia das medidas de Trump, removendo restrições ambientais nos setores de carvão e petróleo, e os cortes de impostos para os ricos e as grandes empresas. A alíquota do imposto de renda das empresas caiu de 35% para 21%.

Para a líder da oposição democrata, a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi, "este relatório de emprego sem brilho mostra que os americanos continua a sofrer por causa da agenda dos republicamos a favor das empresas e dos interesses especiais".

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Bolsas de valores voltam a cair por causa da China

BOSTON, EUA - A queda na produção industrial da China derrubou hoje as bolsas do mundo inteiro. Em Nova York, o Índice Dow Jones perdeu 470 pontos (2,8%). O índice amplo S&P baixou 3% e a bolsa Nasdaq de ações de empresas de alta tecnologia, 2,9%.

Mais cedo, o índice de gerentes de compras da indústria chinesa registrou o menor valor em três anos, deflagrando uma nova onda de venda de ações nos mercados financeiros.

"A sensação de que a desaceleração é mais ampla do que os investidores acreditavam está causando esta volatilidade no mercado", observou Clement Miller, gerente de carteiras do Wilmington MultiManeger International Fund, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

Desde o início do ano, a Bolsa de Nova York caiu 9,9%.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Bolsa de Nova York recupera perdas da semana

NOVA YORK - Com a revisão do crescimento do produto interno bruto nos Estados Unidos no segundo trimestre para 3,7%, a possibilidade de que o banco central americano não aumente os juros em setembro e de que as autoridades da China controlem a crise no mercado financeiro chinês, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta pelo segundo dia seguido, recuperando as perdas da semana.

O Índice Dow Jones subiu 369 pontos (2,3%) para 16.654,77, fechando a semana em alta de 1,2%, enquanto tanto o índice amplo S&P 500 e a bolsa de alta tecnologia Nasdaq avançam mais de 2%, terminando a semana com ganhos.

Depois de cair abaixo de US$ 38 com as oscilações selvagens da semana, os preços do petróleo subiram 10%, na maior alta em seis anos, liderando uma alta nos preços dos produtos primários que beneficiou diretamente a Bolsa de São Paulo. As ações da Petrobrás e da Vale tiveram valorizações de 8% a 11%.

Antes, as bolsas da Europa avançaram 3,5% e a Bolsa de Xangai, 5,34%, na primeira alta depois de cinco sessões consecutivas de perdas.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Bolsa de Nova York fecha no menor nível em um ano e meio

NOVA YORK - Depois de cair mil pontos na abertura das negociações, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, terminou hoje em baixa de 588 pontos (3,57%), acumulando queda de 1.447 pontos ou 9% em três dias para fechar no menor nível em um ano e meio em 15.871,35.

Desde o pico, em maio, o Índice Dow Jones recuou 10%. Mais de 13,9 milhões de ações foram vendidas nesta segunda-feira, o maior volume desde agosto de 2011. Todas as ações caíram. A bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, sofreu desvalorização de 10% nos últimos três dias.

A principal causa do pânico nos mercados do mundo inteiro foi a perda de 8,49% na Bolsa de Valores de Xangai, na China, que caiu 37% nas últimas semanas. Há o temor de problemas mais sérios na segunda maior economia do mundo do que o regime comunista chinês admitiu até agora.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Apple entra no índice Dow Jones da Bolsa de Nova York

A  Apple, maior empresa privada do mundo, vai ser incluída no Índice Dow Jones, que avalia a Bolsa de Valores de Nova York com base no desempenho de 30 grandes empresas. Vai substituir a empresa de telecomunicações AT&T.

Desde o lançamento do iPod, em 2001, por seu fundador Steve Jobs, que morreu em 2011, do iPhone e do iPad, a Apple se transformou na maior empresa de tecnologia da informação do mundo e na maior do mundo em todos os setores, superam a companhia petrolífera Exxon Mobil.

No último balanço trimestral, a Apple registrou um lucro recorde em todos os tempos de US$ 18 bilhões, impulsionado pelas vendas do iPhone 6. Seu valor de mercado está hoje em US$ 742 bilhões.

Com a correção do valor do dólar, a Microsoft teria sido maior, mas isso é passado. Hoje a Apple reina soberana entre as empresas de informática.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

EUA crescem em ritmo de 5% ao ano

A maior economia do mundo voltou a surpreender positivamente no terceiro trimestre de 2014, registrando uma taxa de crescimento anual de 5%, acima dos 4,6% do segundo trimestre, dos 3,9% da primeira estimativa e dos 4,3% previstos pelos economistas, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. É o ritmo mais forte em mais de dez anos, desde os 6,9% do terceiro trimestre de 2003.

O crescimento acima do esperado foi atribuído ao aumento do consumo pessoal e dos investimentos das empresas.

"Há uma realimentação positiva neste momento", um círculo virtuoso, comentou Mike Jakeman, analista global da Economist Intelligence Unit, citado pelo jornal The Wall St. Journal. "A geração de empregos está no nível mais forte em 15 anos. "Mais gente trabalhando significa mais renda, o que significa mais consumo pessoal, mais investimentos das empresas e mais contratação."

Com o resultado, o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York passou de 18 mil pontos pela primeira vez.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

EUA tiveram ganho de 288 mil empregos em junho

A economia dos Estados Unidos abriu 288 mil vagas de emprego a mais do que fechou em junho de 2014, superando a expectativa dos economistas, que era de um saldo positivo de 215 mil vagas, revelou hoje o relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho.

O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 6,3% para 6,1%. É o menor desde setembro de 2008, quando a falência do banco de investimentos Lehman Brothers deflagrou a pior crise econômica internacional desde a Grande Depressão (1929-39).

Além do forte avanço, os dados dos meses anteriores foram revisados para cima, de maio de 217 mil para 224 mil e de abril de 282 mil para 304 mil, o maior ganho desde janeiro de 2012.

Com a forte melhora no mercado de trabalho, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York chegou pela primeira vez a 17 mil pontos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Alcoa, HP e BofA saem do Índice Dow Jones

A mineradora Aluminium Company of America (Alcoa), a companhia de informática Hewlett-Packard e o banco Bank of America vão deixar na próxima semana de fazer parte do Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, na maior reformulação do índice em uma década, informa o jornal The Wall St. Journal.

Depois de 54 anos, a Alcoa será substituída pela fábrica de material esportivo Nike. O cartão de crédito Visa entra no lugar da HP, que fazia parte do índice desde 1997, e o grupo Goldman Sachs ocupa a vaga do Bank of America, que ficou cinco anos entre as chamadas blue chips, as vedetes da Bolsa de NY.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bolsa de Nova York tem maior queda em 19 meses

A expectativa do fim do programa de estímulo econômico da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, e um novo indicador de queda na produção industrial da China levaram a Bolsa de Nova York a sofrer hoje sua maior queda em pontos desde 9 de novembro de 2011.

O Índice Dow Jones perdeu 353,87 pontos (2,34%), fechando em 14.758 pontos. Esses dados ainda são preliminares.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dow Jones fecha acima de 15 mil pela primeira vez

O Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, bateu novo recorde hoje, fechando pela primeira vez acima de 15 mil pontos.

Com alta de 87,31 pontos, o índice chegou a 15.056,20 pontos, de acordo com dados preliminares, duas sessões depois de romper a barreira durante o dia e recuar no fechamento.

Para os analistas, a explicação para o recorde é o retorno ao mercado de ações dos pequenos investidores afugentados pela crise financeira de 2008.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Índice Dow Jones bate recorde pelo 10º dia seguido

Com a queda nos novos pedidos de seguro-desemprego (leia abaixo), o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Valores de Nova York, bateu seu próprio recorde de fechamento pelo décimo dia consecutivo. É uma sequência de altas que não era vista desde 1996.

Hoje o Dow Jones subiu 83,86 pontos (0,58%), chegando a 14.539,14 pontos. O índice amplo S&P 500, que avalia o desempenho de 500 empresas. Avançou hoje 8,71 pontos (0,56%) para 1.563,23 pontos. Está a apenas 2 pontos do seu recorde, de 1.565,15 pontos, atingido em 9 de outubro de 2007, pouco antes do início da Grande Recessão.

A bolsa Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, subiu 13,81 pontos (0,43%) para 3.258,93 pontos.

Desde o início de 2013, o Dow Jones teve alta de 11% e o S&P 500 de 9,6%, noticia a agência Reuters.