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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Huawei bate recorde apesar do boicote dos EUA

A companhia chinesa Huawei, maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, teve um faturamento recorde de US$ 122 bilhões em 2019, apesar do boicote do governo Donald Trump. 

Os Estados Unidos tentam convencer os aliados a não contratar a Huawei para implantar a tecnologia de telecomunicação móvel de quinta geração (5G) por risco de serem espionados pelo regime comunista da China.

O crescimento de 18% ficou um pouco abaixo do esperando, admitiu o presidente da Huawei, Eric Xu. Este foi o mais difícil dos 32 anos da empresa, que no ano passado crescera 19,5%. A diretora financeira, Meng Wanzhou, filha do fundador da companhia, está há um ano em prisão domiciliar em Vancouver, no Canadá. Luta contra um pedido de extradição dos EUA, que a acusam de violar as sanções ao Irã.

Além da prisão da diretora financeira e da lista negra do Departamento do Comércio, que impede a Huawei de vender equipamentos para operadoras americanas, há dois processos criminais contra a empresa na Justiça.

Eric Xu espera mais desafios em 2020. A Huawei não espera ser removida da lista negra de empresas que não podem ter acesso a determinadas tecnologias americanas. Mas vende 240 milhões de telefones inteligentes em 2019 e está investindo em tablets, computadores pessoais e objetos vestíveis.

Os telefones celulares são para o mercado doméstico. Na tecnologia 5G, a Huawei tem contratos com cerca de 40 países. Até agora, só os EUA, a Austrália e a Nova Zelândia vetaram totalmente a companhia chinesa de suas redes 5G.

A Alemanha indicou que não vai excluir a Huawei, enquanto Canadá e Reino Unido não chegaram a uma decisão final.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Huawei deve acionar governo dos EUA na Justiça

A grande companhia de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei vai acionar o governo dos Estados Unidos na Justiça, contestando a decisão de proibir agências federais americanas de usar produtos da empresa, noticiou hoje o jornal The New York Times.

A ação deve ser impetrada no estado do Texas ainda nesta semana. A Huawei alega estar sendo punida antes de ser julgada.

O governo dos EUA tenta negar acesso de companhias chinesas de telecomunicações ao mercado americano e de seus aliados, especialmente da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G), sob o argumento de que seus equipamentos podem ser usados para espionagem da China.

A Lei de Autorização de Defesa Nacional proíbe agências federais dos EUA de fazer contratos com empresas controladas, associadas ou de propriedade do regime comunista chinês.

A pedido de autoridades americanas, o Canadá prendeu a diretora financeira e filha do fundador da Huawei, Meng Wanzhou. Seu pedido de extradição será julgado nos próximos dias em Toronto. Os EUA a acusam de violar as sanções ao Irã.

Meng Wanzhou promete processar o governo canadense pelo que considera uma prisão ilegal.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

EUA ameaçam países ocidentais que usem equipamentos de telecomunicações chineses

Os países ocidentais com equipamentos de telecomunicações de empresas da China estão sujeitos a sanções e represálias dos Estados Unidos, advertiu ontem o embaixador americano junto à União Europeia, Gordon Sondland, noticiou a agência Bloomberg.

Os EUA alegam que a tecnologia e os equipamentos de fabricação chinesa possam ser usados para espionagem aliados e assim obter segredos americanos. Washington lançou uma campanha para impedir os aliados de usarem equipamentos de telecomunicações da China, especialmente da empresa Huawei, na instalação da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração 5G.

Em novembro, a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi presa no Canadá a pedido de autoridades americanas, sob a acusação de violar as sanções dos EUA ao Irã. Em janeiro, a Polônia prendeu o diretor de vendas da Huawei no país por suspeita de espionagem. Nesta semana, o serviço de contraespionagem da Noruega acusou a mesma empresa de roubar informações sensíveis.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Departamento de Justiça dos EUA faz 23 acusações à Huawei

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos denunciou hoje a companhia fabricante de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei por 23 acusações, inclusive roubo de segredos empresarias, fraude e obstrução de justiça.

A denúncia acontece num momento importante. Pode atrapalhar as negociações para acabar com a guerra comercial deflagrada pelo governo Donald Trump contra a China.

A Huawei foi acusada de roubar segredos da empresa de telefonia celular T-Mobile desde 2012 e de oferecer bônus a funcionários que roubassem segredos de outras empresas, entre elas a T-Mobile.

Os EUA estão pedindo a extradição de Meng Wanzhou, diretora financeira e filha do fundador da Huawei, presa no Canadá a pedido das autoridades americanas. Ela é acusada de violar as sanções contra o Irã. O regime comunista chinês considera a prisão política.

Como a Huawei é ligada ao aparato de segurança da China, os EUA estão pressionando os aliados a excluir a companhia dos leilões e das concorrências para implantação da tecnologia de telecomunicações móveis de quinta geração (5G). A Alemanha, o Japão e o Reino Unido seguiram a orientação americana.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

China e Canadá fazem alerta a viajantes em meio a crise diplomática

O Ministério do Exterior da China advertiu hoje os chineses a não irem ao Canadá, horas depois que o Canadá fez uma advertência semelhante depois da condenação à morte de um canadense processado na China por tráfico de drogas. Ambos os governos alertaram para o risco de "prisões arbitrárias".

As advertências sinalizaram o aumento da tensão entre os dois países. Suas relações bilaterais foram abaladas pela detenção no Canadá, em 1º de dezembro, da diretora financeira da companhia de telecomunicações chinesa Huawei, Meng Wanzhou, a pedido dos Estados Unidos.

Depois da prisão de Meng, a China não retaliou os EUA. Em 10 de dezembro, deteve dois cidadãos canadenses por razões de "segurança nacional".

Na segunda-feira, o cidadão canadense Robert Lloyd Schellenberg foi sentenciado à pena de morte por um tribunal de apelações da província de Dalian, informou a televisão americana CNN. Em primeira instância, Schellenberg havia sido condenado a 15 anos de cadeia, mas as autoridades chinesas exigiram um segundo julgamento e pediram sentença de morte.

A China adota uma política de linha dura contra as drogas. Qualquer pessoa flagrada com mais de 50 gramas de uma substância proibida está sujeito à pena de morte.

"Não sou um contrabandista de drogas. Vim à China como turista", declarou o canadense antes de ouvir o veredito. Sua família pediu proteção ao governo canadense. O primeiro-ministro Justin Trudeau manifestou "extrema preocupação" com a sentença de morte.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Huawei demite gerente preso por espionagem na Polônia

A companhia de telecomunicações chinesa Huawei demitiu ontem o gerente de vendas na Polônia, Wang Weijing, preso em 8 de janeiro sob a acusação de fazer espionagem para o regime comunista da China, noticiou a agência Associated Press (AP).

A empresa alegou que suas ações "não têm relações com a companhia" e "abalaram a reputação da Huawei".

Maior fabricante mundial da equipamentos de telecomunicações, a Huawei pretende liderar o mercado de implantação da tecnologia de comunicação nível de quinta geração (5G). Mas os Estados Unidos estão pressionando os aliados a não comprar seus equipamentos e acusam a empresa de fazer espionagem e estar associada ao aparato de segurança da China.

Anteontem, os meios de comunicação poloneses noticiário que a Agência de Segurança Interna do país havia detido Wang, um ex-diplomata, e um polonês que foi subchefe da agência nacional de segurança da tecnologia da informação.

A tensão entre a China e o Ocidente em torno da Huawei aumentou com a prisão da diretora financeira da empresa, Meng Wanzhou, no Canadá, a pedido do Departamento da Justiça dos EUA, que a acusa de violar as sanções americanas contra o Irã.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Polônia prende diretor da Huawei por espionagem

Sob acusação da espionagem, a Polônia deteve o diretor de vendas no país da companhia chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei e um funcionário da empresa de telefonia Orange que chefiou a agência de segurança de tecnologia da informação polonesa, noticiou hoje a agência Reuters.

O serviço de contraespionagem da Polônia apreendeu documentos e computadores em operações de busca no escritório da Huawei e na casa do diretor preso, informou a televisão estatal. O polonês detido conhecia o sistema de criptografia do governo da Polônia.

Ambos pretextaram inocência. O crime de espionagem pode ser punido com sentenças de até dez anos de prisão. Um porta-voz da Huawei declarou que a empresa tem conhecimento das acusações e está examinando o caso.

Se a suspeita for confirmada, será o primeiro processo judicial comprovando a ligação direta entre a Huawei e os serviços de espionagem da ditadura comunista da China. Há cerca de um mês, a diretora financeira e filha do fundador da companhia, Meng Wanzhou, foi presa no Canadá a pedido dos Estados Unidos, sob a alegação de violar as sanções contra a ditadura teocrática do Irã.

Os EUA estão pressionando aliados a excluir a Huawei das concorrências para a instalação da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G), com o argumento de que faria espionagem em larga escala a serviço do regime chinês. A Huawei já assinou contratos para vender equipamentos para implantação da tecnologia 5G para cerca de 40 países.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

EUA criaram menos empregos em novembro do que previsto

A economia dos Estados Unidos abriu 155 mil postos de trabalho a mais do que fechou no mês passado, bem abaixo da expectativa média dos economistas, que era de 198 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. Em outubro, o ganho fora de 250 mil empregos. O índice de desemprego ficou estável em 3,7%, o menor desde 1969.

Os salários aumentaram 3,1% nos últimos 12 meses, o mesmo ritmo registrado no mês passado, o maior desde abril de 2009.

Nos primeiros dez meses de 2018, foram criados em média 212,5 mil empregos por mês, acima da média de 182 mil de 2017.

Esses números indicam que o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, pode ser mais cauteloso na alta de juros, mas estão longe de mostrar o risco de uma recessão. Os juros pagos pelos títulos de 10 anos da dívida pública caíram de 2,9% para 2,88%.

"Nossa economia tem um desempenho muito bom de modo geral, com forte geração da empregos e salários crescendo gradualmente", observou o presidente do Fed, Jay Powell. "De fato, a nível nacional, nosso mercado de trabalho está muito forte."

O mercado financeiro espera um aumento da taxa básica de juros na reunião da próxima semana, mas já não aposta em três altas em 2019. Ainda há o temor de uma recessão no fim do próximo ano e a guerra comercial entre os EUA e a China também preocupa.

Depois da trégua acertada entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping no sábado passado em Buenos Aires, a prisão da diretora financeira da companhia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, no Canadá a pedido de autoridades americanas gerou receio de nova crise entre as duas maiores economias do mundo.

A Bolsa de Valores de Nova York abriu em pequena queda, depois de cair ontem com a prisão de Meng. Os preços do petróleo estão em alta de cerca de 4% por causa do anúncio de cortes da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Prisão de executiva da Huawei ameaça trégua entre EUA e China

A China exigiu hoje a libertação imediata da diretora financeira da empresa de equipamentos de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, presa no Canadá a pedido de autoridades dos Estados Unidos. Filha do fundador da companhia ligada ao Partido Comunista, é vista como provável sucessora do pai.

Seu pai, o engenheiro militar Ren Zhengfei, de 74 anos, fundou em 1983 a empresa, que está no centro da competição tecnológica entre os EUA e a China. Por sua proximidade com a ditadura militar chinesa, sob pressão dos EUA, a Huawei, hoje a maior empresas de equipamentos de telecomunicações do mundo, está sendo excluída de concorrência internacionais para implantação da tecnologia de telecomunicação móvel de quinta geração (5G).

Há o temor de que os equipamentos da Huawei sejam usados para espionagem do regime comunista chinês. A companhia britânica British Telecom foi a última a vetar a Huawei na implantação da tecnologia 5G. A Alemanha, que fará no ano que vem a concorrência para implantar a tecnologia 5G deve excluir a firma chinesa.

O motivo da prisão seria a violação das sanções impostas pelos EUA ao Irã. A capacidade de retaliação da China é enorme. A Apple, segunda maior empresa do setor de alta tecnologia dos EUA, tem 20% de seu faturamento e grande parte de sua produção na China. Este é apenas um exemplo.

Hoje, o Ministério do Comércio chinês confirmou que o acordo feito sábado em Buenos Aires, durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20, entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping para uma trégua de 90 dias na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A China concordou em importar mais produtos agrícolas e energia dos EUA, reduzir a tarifa de importação de automóveis americanos, hoje em 40%, e aumentar a proteção à propriedade intelectual de empresas americanas.

Tudo isto está ameaçado pela prisão de Meng Wanzhou.

No momento, o Índice de Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, cai 465 pontos (1,9%) por causa da prisão e da queda nos preços internacionais do petróleo em 4% para menos de US$ 59 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York pelo temor de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não consiga reduzir a oferta.. A queda atinge todos os grandes mercados do mundo.