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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

EUA ameaçam países ocidentais que usem equipamentos de telecomunicações chineses

Os países ocidentais com equipamentos de telecomunicações de empresas da China estão sujeitos a sanções e represálias dos Estados Unidos, advertiu ontem o embaixador americano junto à União Europeia, Gordon Sondland, noticiou a agência Bloomberg.

Os EUA alegam que a tecnologia e os equipamentos de fabricação chinesa possam ser usados para espionagem aliados e assim obter segredos americanos. Washington lançou uma campanha para impedir os aliados de usarem equipamentos de telecomunicações da China, especialmente da empresa Huawei, na instalação da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração 5G.

Em novembro, a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi presa no Canadá a pedido de autoridades americanas, sob a acusação de violar as sanções dos EUA ao Irã. Em janeiro, a Polônia prendeu o diretor de vendas da Huawei no país por suspeita de espionagem. Nesta semana, o serviço de contraespionagem da Noruega acusou a mesma empresa de roubar informações sensíveis.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Serviço secreto da Noruega acusa Huawei de espionagem

O PST, serviço de contraespionagem da Noruega, acusou o regime comunista da China de usar a fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei para roubar informações sensíveis, noticiou ontem o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. A embaixada chinesa em Oslo considerou as alegações ridículas.

Na concorrência para implementação da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G), vários países, liderados pelos Estados Unidos, estão barrando a Huawei por causa de sua suposta colaboração com a espionagem chinesa.

A Austrália, a Nova Zelândia e o Reino Unido excluíram a Huawei de seus programas de tecnologia 5G. A Alemanha e o Japão devem fazer o mesmo.

A diretora financeira da Huawei foi presa no Canadá a pedido de autoridades americanas para responder por denúncia de violar as sanções dos EUA contra o Irã e a Polônia prendeu um diretor de vendas da empresa sob suspeita de espionagem.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Alemanha deve vetar Huawei na concorrência da tecnologia 5G

A Alemanha vai se juntar aos aliados Estados Unidos e Reino Unido e vetar a participação da companhia de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei na implantação da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G) por medo de que a empresa esteja a serviço da espionagem do regime comunista da China.

O Ministério da Economia da Alemanha justificou a medida alegando que a segurança da futura rede de comunicação 5G e dos serviços oferecidos por empresas de telecomunicações é "da maior relevância".

Na Inglaterra, a Universidade de Oxford anunciou que vai parar de receber doações e dinheiro para pesquisa da Huawei, explicando que há preocupação por causa dos laços da empresa com o governo chinês. A Huawei tem acordos de colaboração com 20 universidades britânicas.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Huawei demite gerente preso por espionagem na Polônia

A companhia de telecomunicações chinesa Huawei demitiu ontem o gerente de vendas na Polônia, Wang Weijing, preso em 8 de janeiro sob a acusação de fazer espionagem para o regime comunista da China, noticiou a agência Associated Press (AP).

A empresa alegou que suas ações "não têm relações com a companhia" e "abalaram a reputação da Huawei".

Maior fabricante mundial da equipamentos de telecomunicações, a Huawei pretende liderar o mercado de implantação da tecnologia de comunicação nível de quinta geração (5G). Mas os Estados Unidos estão pressionando os aliados a não comprar seus equipamentos e acusam a empresa de fazer espionagem e estar associada ao aparato de segurança da China.

Anteontem, os meios de comunicação poloneses noticiário que a Agência de Segurança Interna do país havia detido Wang, um ex-diplomata, e um polonês que foi subchefe da agência nacional de segurança da tecnologia da informação.

A tensão entre a China e o Ocidente em torno da Huawei aumentou com a prisão da diretora financeira da empresa, Meng Wanzhou, no Canadá, a pedido do Departamento da Justiça dos EUA, que a acusa de violar as sanções americanas contra o Irã.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Nova Zelândia veta empresa da China na concorrência da tecnologia 5G

Em nome da segurança nacional, o Escritório de Segurança nas Comunicações da Nova Zelândia proibiu a maior companhia de telecomunicações do país, Spark, de comprar equipamentos da empresa chinesa Huawei para implantar no país a tecnologia de telefonia celular de quinta geração (5G).

A Nova Zelândia segue uma tendência dos países da Europa e da América do Norte, liderados pelos Estados Unidos, para impedir que empresas ligadas ao regime comunista da China possam dominar um setor vital para o desenvolvimento da telecomunicação móvel e da Internet das coisas - e usar seu poder de mercado para espionagem política e industrial.

Os EUA e a Austrália tomaram a mesma decisão e a Alemanha está prestes a fazer o mesmo, num duro golpe aos planos do ditador Xi Jinping de adquirir autossuficiência em tecnologias de ponta no projeto Fabricado na China 2025. Washington pressiona o Japão e a Itália a seguirem o mesmo caminho.

Para os EUA, a corrida tecnológica é essencial para manter a supremacia militar, uma grande preocupação do governo Donald Trump. As reformas e a abertura econômica da China completam 40 anos em 13 de dezembro. Nesta dia, em 1978, o dirigente chinês Deng Xiaoping lançou seu programa de modernização, dando início ao mais rápido e impressionante ciclo de desenvolvimento econômico da história.

Desde então, 800 milhões de chineses saíram da miséria. Hoje, apenas 1% vive na pobreza absoluta. O produto interno bruto chinês pulou de US$ 200 bilhões para US$ 12 trilhões. A China é hoje a segunda maior economia do mundo em PIB nominal. Pelo critério de paridade do poder de compra, já superou os EUA.

Quando as reformas começaram, receberam o apoio do Ocidente. A expectavia era de que a liberalização da economia levasse a uma abertura. Houve avanços na liberdade acadêmica desde a massacre da revolta dos estudantes na Praça da Paz Celestial, em 4 de junho de 1989, ficou evidente que o Partido Comunista não tinha a intenção de renunciar a seu poder absoluto.

Desde a ascensão do ditador Xi Jinping, em 2012, há um claro retrocesso político, com endurecimento do regime e a volta de uma ditadura de um homem só. Com o poder do capitalismo dominado pelo Estado, a China tornou-se uma superpotência formidável, inquietando os EUA, a Europa e o Japão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Alemanha está sob pressão para vetar chineses do leilão da tecnologia 5G

Altos funcionários da Alemanha e o governo dos Estados Unidos estão pressionando o governo alemão a proibir a participação de empresas da China na concorrência pública para implantar as telecomunicações de quinta geração (5G), a ser realizada em 2019, noticiou ontem a agência Reuters.

A Alemanha pretende finalizar a preparação do leilão neste mês para realizar a concorrência no início de 2019, mas um adiamento ainda é possível. A pressão é para excluir companhias de telecomunicações ligadas ao regime comunista chinês, como Huawei e ZTE.

No passado, várias empresas da China colaboraram com companhias de telecomunicações alemãs, mas agora há suspeitas no Ocidente de ameaças à segurança nacional. O governo Donald Trump está pressionando os aliados dos Estados Unidos a não deixar empresas chinesas fornecerem equipamentos para implantação da tecnologia 5G.

A tecnologia 5G é a base da evolução da tecnologia de telecomunicação móvel. É considerada essencial para o desenvolvimento da Internet das coisas Vai permitir, por exemplo, que o refrigerador faça encomendas ao supermercado quando os alimentos estiverem chegando ao fim, que a panela prepare o arroz para estar pronto quando as pessoas chegarem em casa ou que o ar condicionado resfrie ou aqueça a casa antes da chegada dos moradores.

Ao controlar objetos à distância, será fundamental para a produção industrial com participação cada vez maior de robôs. Também vai permitir baixar filmes e vídeos em velocidades muito superiores às atuais e uma gama variada de outras atividades, como transmissões ao vivo de alta definição.

As denúncias recentes que a pirataria cibernética da China desviou o tráfego da Internet para servidores chineses, permitindo espionagem generalizadas de governos e empresas estrangeiras, tornaram a situação ainda mais crítica.