Mostrando postagens com marcador 11 de março. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 11 de março. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Alemanha está sob pressão para vetar chineses do leilão da tecnologia 5G

Altos funcionários da Alemanha e o governo dos Estados Unidos estão pressionando o governo alemão a proibir a participação de empresas da China na concorrência pública para implantar as telecomunicações de quinta geração (5G), a ser realizada em 2019, noticiou ontem a agência Reuters.

A Alemanha pretende finalizar a preparação do leilão neste mês para realizar a concorrência no início de 2019, mas um adiamento ainda é possível. A pressão é para excluir companhias de telecomunicações ligadas ao regime comunista chinês, como Huawei e ZTE.

No passado, várias empresas da China colaboraram com companhias de telecomunicações alemãs, mas agora há suspeitas no Ocidente de ameaças à segurança nacional. O governo Donald Trump está pressionando os aliados dos Estados Unidos a não deixar empresas chinesas fornecerem equipamentos para implantação da tecnologia 5G.

A tecnologia 5G é a base da evolução da tecnologia de telecomunicação móvel. É considerada essencial para o desenvolvimento da Internet das coisas Vai permitir, por exemplo, que o refrigerador faça encomendas ao supermercado quando os alimentos estiverem chegando ao fim, que a panela prepare o arroz para estar pronto quando as pessoas chegarem em casa ou que o ar condicionado resfrie ou aqueça a casa antes da chegada dos moradores.

Ao controlar objetos à distância, será fundamental para a produção industrial com participação cada vez maior de robôs. Também vai permitir baixar filmes e vídeos em velocidades muito superiores às atuais e uma gama variada de outras atividades, como transmissões ao vivo de alta definição.

As denúncias recentes que a pirataria cibernética da China desviou o tráfego da Internet para servidores chineses, permitindo espionagem generalizadas de governos e empresas estrangeiras, tornaram a situação ainda mais crítica.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Rei da Arábia Saudita vetou privatização parcial da estatal de petróleo

Nos últimos dois anos, por iniciativa do príncipe-herdeiro, Mohamed ben Salman, a Arábia Saudita preparou a venda de 5% das ações da companhia estatal de petróleo Aramco. A meta era arrecadar US$ 100 bilhões para o plano de modernização Arábia Saudita 2030. Em junho, o sultão Salman ben Abdul Aziz al Saud mandou cancelar a privatização, revelou hoje a agência Reuters.

Seria a maior oferta pública inicial de ações da história. Se chagasse a US$100 bilhões, a empresa estaria avaliada em US$2 trilhões. O rei tomou a decisão depois de ouvir membros da família real, banqueiros e altos executivos do setor de petróleo, inclusive um ex-diretor-geral da Aramco.

A maior advertência desses conselheiros foi que exporia o reino e o buraco negro de seus negócios petrolíferos, sua base de poder. Para ter ações cotadas em bolsas de valores, a empresa teria de revelar suas atividades financeiras em detalhes.

O príncipe Mohamed chegou a desmentir as notícias do cancelamento da privatização, mas todos os analistas acreditam que a palavra do rei é definitiva, apesar de um comitê formado por MbS e os ministros da Energia, da Economia e das Finanças.

É uma perda de poder de jovem príncipe de 32 anos. Desde que assumiu o Ministério da Defesa, em janeiro de 2015, MbS interveio na guerra civil do Iêmen, hoje a mais violenta do mundo, sem conseguir restaurar o governo deposto por rebeldes hutis apoiados pelo Irã. Também promoveu um cerco político, econômico e diplomático ao emirado do Catar, acusando-o de ser próximo do Irã, seu arqui-inimigo.

O príncipe deu às mulheres o direito de dirigir e mandou reabrir os cinemas de seu reino medieval. A Arábia Saudita não está preparada para a modernidade.

Em abril de 2015, Mohamed se tornou o príncipe-herdeiro, destronando o primo Mohamed ben Nayef. Ao se aproximar do governo Donald Trump e mais discretamente de Israel, também arqui-inimigos do regime fundamentalista iraniano, MbS deu a impressão de que aceitaria a decisão americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

"O rei está obscecado pelo julgamento da história", comentou uma das fontes da Reuters. Não quer passar a história como o sultão que entregou Jerusalém e vendeu a Aramco.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Socialistas abrem vantagem na Espanha

Com o início da campanha para as eleições parlamentares de 9 de março, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, abriu uma vantagem de 3,7 pontos sobre o conservador Partido Popular (PP), liderado por Mariano Rajoy.

Hoje, apesar da crise econômica, os socialistas teriam 42,3% votos contra 37,6% para o PP, indica pesquisa para o jornal espanhol El País.

Amanhã haverá o primeiro debate eleitoral na televisão espanhola em 15 anos. Cerca de 45% acreditam que Rodríguez Zapatero baterá Rajoy no debate, mas 80% declararam que náo pretendem mudar de voto com o debate.

O PSOE voltou ao poder graças à maneira equivocada como o governo conservador José María Aznar reagiu aos atentados terroristas de 11 de março de 2004, que mataram 191 pessoas em Madri três dias antes das eleições.

Na noite do mesmo dia, surgiram indícios claros de que se tratava de uma ação de extremistas muçulmanos com a marca registrada da rede terrorista Al Caeda: ataques simultâneos com grande número de vítimas. O objetivo era castigar a Espanha por participar da guerra no Iraque.

Diante da insistência do governo em culpar o grupo separatista basco ETA (Euskadi ta Askatasuna, Pátria Basca e Liberdade), a população se mobilizou em dois dias, com amplo uso de novas tecnologias como a Internet e o telefone celular, e derrotou o governo mentiroso. O PSOE teve uma vitória inesperada.

Veja mais dados da pesquisa e as perspectivas para as eleições no jornal El País.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Terroristas planejavam atacar Barcelona

A polícia espanhola prendeu nas últimas horas 14 suspeitos de planejar um atentado terrorista contra Barcelona, anunciou neste sábado, 19 de janeiro, o ministro do Interior da Espanha, Alfredo Perez Rubalcaba.

O ataque não era iminente, e o ministro não revelou detalhes sobre possíveis alvos. Mas os serviços secretos da Espanha e de outros países europeus advertiram a polícia de que os suspeitos estavam comprando material para fabricar bombas,inclusive detonadores.

"Eles deram um passo além do radicalismo muçulmano. Estavam buscando meios para fabricar explosivos", disse Pérez Rubalcaba.

Doze suspeitos são paquistaneses; os outros dois foram identificados como hindus, o que é uma religião, não uma nacionalidade.

Desde os atentados terroristas que mataram 191 pessoas em 11 de março de 2004 em Madri, a polícia espanhola prendeu mais de 250 suspeitos de terrorismo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Espanha convoca eleições para 9 de março

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, confirmou hoje que as próximas eleições gerais serão realizadas em 9 de março de 2008.

Rodríguez Zapatero chegou ao poder em 14 de março de 2004, beneficiados pelos atentados terroristas que mataram 191 pessoas em Madri em 11 de março de 2004 e pela maneira desesastrada como o governo conservador de José María Aznar lidou com o episódio.

Como os atentados combinados contra o sistema de transportes ferroviários da capital espanhola foram uma clara retaliação pela participação da Espanha na Guerra do Iraque, ao lado dos Estados Unidos, o governo Aznar botou a culpa no grupo terrorista ETA, que luta pela independência do País Basco.

Mas, na noite de 11 de março daquele ano, a polícia antiterrorista espanhola já encontrara indícios evidentes de que se tratava de um ato de terroristas muçulmanos, enquanto o Ministério do Interior insistia em responsabilizar a ETA.

Resultado: uma campanha de última hora em que os telefones celulares desempenharam uma função importante para mobilizar a opinião pública derrotou o governo mentiroso de Aznar, aquele que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou, não sem razão, de "fascista".

Aznar é oriundo do fascismo que sustentou a ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1936-75) e apoio o golpe de 12 de abril de 2002 na Venezuela. Chávez também tem seu passado golpista, mas essa é outra história.