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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Partido Popular lidera pesquisa na Espanha

Com 26,8% das preferências, o governista Partido Popular, de direita, lidera por pequena margem em pesquisa divulgada ontem sobre as eleições parlamentares a serem realizadas neste ano na Espanha, noticiou a agência Reuters. O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ficou em segundo com 23,4%, empatado tecnicamente com o Podemos, da nova esquerda, com 23,2%.

O partido Podemos é filho do Movimento dos Indignados, que sacudiu a Espanha quando o sistema financeiro do país enfrentou problemas por causa da Grande Recessão, que lá só terminou em 2014. É fruto do desgaste dos grandes partidos. Tem uma plataforma mais à esquerda, contra as grandes empresas e o sistema financeiro espanhóis, que culpa pela crise. Flertou com o chavismo. Diante da crise da Venezuela se afastou.

Quando a crise estourou, em 2008, o PSOE estava no poder com o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero. A crise elevou o desemprego a mais de 25% e mais de 55% entre os jovens. Não há governo socialista que resista.

A direita pós-franquista retomou nas eleições de 20 de novembro de 2011 com Mariano Rajoy o poder que perdera quando o então primeiro-ministro José María Aznar atribuiu ao grupo guerrilheiro separatista basco ETA o atentado terrorista contra o sistema de transportes de Madri, em 11 de março de 2004.

Os responsáveis eram terroristas muçulmanos retaliando pela participação espanhola na invasão de George W. Bush ao Iraque. Quando ficou evidente que o governo mentia e tentava encobrir a realidade, o PP foi derrotado, apesar da boa situação econômica na época.

domingo, 19 de outubro de 2014

Espanha vai treinar Exército do Iraque

Como contribuição à luta contra a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), militares espanhóis vão ajudar a treinar o Exército do Iraque, anunciou ontem o ministro da Defesa da Espanha, Pedro Morenes, depois de encontro com o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, informa o sítio de notícias France24.

Os instrutores espanhóis chegam ao Iraque no fim de 2014 e não devem se envolver em missões de combate.

A Espanha, na época governada pelo primeiro-ministro conservador José María Aznar, participou da invasão do Iraque liderada pelos EUA de George W. Bush em março de 2003. Diante da reação negativa da opinião pública, o então líder da oposição, José Luis Rodríguez Zapatero, prometeu retirar as tropas espanholas. Com a vitória do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições de 11 de março de 2004, a Espanha saiu da guerra do Iraque.

domingo, 20 de novembro de 2011

Direita vence com maioria absoluta na Espanha

Em sua maior vitória até hoje, o Partido Popular ganhou neste domingo as eleições parlamentares na Espanha e terá maioria absoluta na Câmara dos Deputados, de 350 cadeiras. Seu líder, Mariano Rajoy, que foi vago durante toda a campanha sobre o que pretende fazer porque não tinha nada bom a anunciar, declarou que o inimigo é a crise econômica e não a esquerda.

A bancada do PP cresceu de 154 para 186 deputados, enquanto a do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro demissionário José Luis Rodríguez Zapatero, caiu de 169 para 110 cadeiras, informa o jornal espanhol El País.

Rajoy, da província da Galícia, é considerado um exemplo típica da burguesia do interior da Espanha. Foi um aluno modelo e um político precoce.

Na Catalunha, os nacionalistas do partido Convergència i Unió (CiU) ganharam pela primeira vez, derrotando o Partido Socialista da Catalunha.

domingo, 13 de novembro de 2011

Socialistas desabam e direita vencerá na Espanha

O Partido Popular (PP), conservador, encaminha-se para a maior vitória de sua história nas eleições parlamentares do próximo domingo, 20 de novembro de 2011, enquanto o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) deve sofrer sua pior derrota desde a redemocratização da Espanha, em 1975.

Enquanto a bancada do PP deve crescer de 154 para 194, os socialistas devem eleger 112 deputados, 57 a menos do que os atuais 169, prevê o jornal espanhol El País. Assim, o líder conservador e futuro primeiro-ministro, Mariano Rajoy, terá maioria absoluta na Câmara.

A esquerda paga o preço da crise que deixou a Espanha à beira do calote, com a economia estagnada, alto risco de voltar à recessão e desemprego de 21%, a maior taxa de toda a União Europeia.

Os socialistas governaram a Espanha de 1982 a 1996, sob a liderança de Felipe González. Voltaram ao poder numa vitória, em 2004, inesperada dias antes das eleições, com José Luis Rodríguez Zapatero. Seu novo líder, o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, passa a líder da oposição.

Com a prosperidade econômica da época, o PP era franco favorito. Os atentados que mataram 191 pessoas no sistema de trens e metrô de Madri, em 11 de março de 2004, viraram o jogo.

Apesar dos indícios apontado a responsabilidade de extremistas muçulmanos, o governo conservador de José María Aznar decidiu culpar o grupo terrorista ETA, que luta pela independência do País Basco.

Ao lado dos Estados Unidos, a Espanha participava da invasão do Iraque a mando de George W. Bush, numa guerra rejeitada pela maioria do eleitorado espanhol.

Pelo telefone celular celular, a população passou a denunciar a manipulação do noticiário pelo governo, que era clara nos altos escalões, mas não era confirmada pelas notícias apuradas junto aos policiais encarregados da investigação. Na primeira noite depois dos atentados, eles tinham encontrado uma caminhonete com detonadores e récitas do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.

O líder socialista Rodríguez Zapatero, chamado na época de Tony Blair espanhol, ganhou as eleições de presente. Prometia retirar as tropas espanholas da guerra de Bush.

Diante das mentiras do governo, foi suficiente. Rodríguez Zapatero governou por dois mandatos. Foi abatido pela crise econômica internacional, que arrasou o mercado imobiliário da Espanha, objeto de grande especulação, e pela ameaça de calote da dívida pública.

Sua economia, a quarta maior da Zona do Euro, é menor que a italiana, mas é considerada grande demais para ser socorrida. O desafio do novo governo é equilibrar as contas públicas e retomar o crescimento, em meio a pior crise na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Zapatero antecipa eleições na Espanha

Sob pressão da crise das dívidas públicas, que deixa a Espanha em sua pior situação econômica desde a redemocratização do país, em 1977, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero anunciou hoje a antecipação das eleições parlamentares previstas para março de 2012. Elas serão realizadas em 20 de novembro.

Rodríguez Zapatero, desgastado pela recessão e a crise da dívida, não será candidato à reeleição. O novo líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) é o ministro do Interior Alfredo Pérez Rubalcaba.

Tudo indica que o Partido Popular, de direita, retome o poder que perdeu ao mentir sobre os atentados terroristas de 11 de março de 2004 contra o sistema de transportes de Madri. Quase 200 pessoas foram mortas. 

O governo conservador espanhol de José María Aznar, que participava da invasão do Iraque ao lado dos Estados Unidos, tentou encobrir a participação de extremistas islâmicos, atribuindo o ataque ao grupo terrorista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade). A opinião pública percebeu e deu a vitória a Rodríguez Zapatero, que prometera retirar os soldados espanhóis do Iraque, apesar da situação econômica favorável na época.

domingo, 22 de maio de 2011

Socialistas sofrem grande derrota na Espanha

A pior crise econômica desde a redemocratização da Espanha e o desemprego que atinge mais de 21% da população ativa levaram o governante Partido Socialista Operário Espanhol a sofrer uma derrota esmagadora nas eleições municipais e regionais deste domingo, anuncia a agência de notícias France Presse.

Cerca de 65% dos 34 milhões de eleitores inscritos elegeram hoje 8.116 prefeitos e 68,4 mil vereadores, além de 824 deputados dos parlamentos de 13 das 17 regiões semiautônomas da Espanha.

Com 99,96% dos votos apurados, o conservador Partido Popular, de oposição, tem 37,53% dos votos contra 27,79% para os socialistas.

Três anos de crise econômica acabaram com a popularidade do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, eleito em março de 2004, logo depois dos atentados terroristas em Madri, e reeleito em 2008, sem maioria absoluta.

“A crise destruiu milhares de empregos e teve um profundo impacto sobre o moral dos cidadãos”, admitiu Rodríguez Zapatero, que não será candidato à reeleição em 2012. “Hoje sem dúvida, eles expressaram seu descontentamento.”

Os socialistas perderam as prefeituras de Barcelona e Sevilha pela primeira vez desde a queda da ditadura do generalíssimo Francisco Franco, em 1975. Dos 13 parlamentos regionais em disputa, só ficam no governo na Extremadura como parte de uma coalizão.

“É um dia de festa para nós”, celebrou o líder da oposição, Mariano Rajoy. “Conquistamos nosso melhor resultado em eleições municipais e regionais.”

domingo, 3 de abril de 2011

Zapatero não será candidato à reeleição

O primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero abriu a disputa por sua sucessão na liderança do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), ao anunciar que não será candidato à reeleição como deputado.

Entre o eleitorado socialista, o favorito é o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba.

Rodríguez Zapatero e o PSOE não eram favoritos nas eleições de 2004. Mas a reação do governo conservador do primeiro-ministro José María Aznar aos atentadores terroristas coordenados de 11 de março daquele ano contra o sistema de transportes de Madri, a três dias da votação, deu a vitória aos socialistas.

Como participava da invasão dos Estados Unidos ao Iraque, o governo Aznar tentou atribuir os atos terroristas ao grupo separatista basco ETA, que luta pela independência do País Basco. Mas já na noite no atentado a polícia de Madri encontrou fitas com récitas do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos e detonadores numa camionete.

Enquanto aumentavam as evidências da responsabilidade de extremistas muçulmanos, o governo central insistia em acusar a ETA, embora as características e o modo de realização dos ataques apontassem para a rede terrorista Al Caeda.

A população espanhola se mobilizou via telefone celular e organizou grandes manifestações de protestos que mudaram a opinião pública, dando vitória aos socialistas.

Rodríguez Zapatero foi reeleito em 2008, sem maioria absoluta, quando a pior crise financeira e econômica desde a redemocratização da Espanha, em 1975, se aproximava assustadoramente.

Com uma grave recessão no mercado imobiliário, a Espanha foi um dos países mais abalados pela Grande Recessão de 2008-9. Tem um déficit orçamentário de 11% do produto interno bruto e está sob pressão para pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e à União Europeia.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Zapatero não renuncia nem antecipa eleições

Sob forte pressão, por causa da pior crise econômica desde a redemocratização da Espanha, em 1975, o primeiro-ministro socialista José Luis Rodríguez Zapatero avisou seus ministros e principais assessores que não pretende renunciar nem antecipar as eleições, que devem ser realizadas até março de 2012.

Rodríguez Zapatero não revelou se será candidato mais uma vez. Nos próximos 15 meses, pretende se concentrar em reformas para superar a crise. Seu governo é minoritário. Precisa do apoio de pequenos partidos para aprovar suas propostas no parlamento.

Com déficit orçamentário de 11% do produto interno bruto, a Espanha é a maior das economias da zona do euro a enfrentar uma crise da dívida pública.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Zapatero pede a ETA cessar-fogo definitivo

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapateto, declarou hoje que um cessar-fogo do grupo separatista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade) precisa ser permanente e definitivo.

"Já não valem comunicados. Só valem decisões", afirmou o primeiro-ministro espanhol. "E a decisão só pode ser uma: abandonar as armas para sempre."

quarta-feira, 10 de março de 2010

Espanha é verdadeira ameaça ao euro

Grécia, Irlanda e Portugal são problemas menores. A verdadeira ameaça à união monetária é a Espanha.

Quarta maior economia da zona do euro, depois de Alemanha, França e Itália, a Espanha enfrenta seu pior momento desde a queda da ditadura do generalíssimo Francisco Franco com a morte do caudilho, em 1975.

É o único país rico que não saiu da recessão. O desemprego chegou a 19% da população economicamente ativa.

O primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero luta para conter um déficit orçamentário de 11% do produto interno bruto, mas parece não ter novas propostas para tirar o país da crise.

domingo, 9 de março de 2008

Socialistas vencem eleições na Espanha

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, venceu as eleições legislativas da Espanha mas não terá maioria absoluta no Parlamento.

Com 97% dos votos apurados, o PSOE tinha eleito 169 (44%) dos 350 deputados da Câmara, cinco a mais do que nas eleições de 2004, enquanto o Partido Popular, de direita, conquistava 154 cadeiras (40%), seis a mais do que tem hoje.

Na prática, o resultado indica o aparecimento de um bipartidarismo na Espanha.

Para os brasileiros que têm sido deportados arbitrariamente do Aeroporto de Barajas, em Madri, a situação não deve mudar muito.

Com a crise financeira iniciada nos Estados Unidos, o desemprego na Espanha subiu para 8,8%. É o segundo maior na União Européia, depois da Eslováquia, e a Espanha é o país que mais recebeu imigrantes ilegais nos últimos anos.

domingo, 2 de março de 2008

Socialistas lideram pesquisa na Espanha

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) deve vencer as eleições parlamentares do próximo domingo maioria absoluta, prevê uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal espanhol El País.

Pela sondagem, o PSOE, do primeiro-ministro José Luís Rodríguez Zapatero, teria 42,9% dos votos e elegeria entre 165 e 169 deputados, enquanto o Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy, teria 38,8%. Isto lhe daria 148 a 154 deputados.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Socialistas abrem vantagem na Espanha

Com o início da campanha para as eleições parlamentares de 9 de março, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, abriu uma vantagem de 3,7 pontos sobre o conservador Partido Popular (PP), liderado por Mariano Rajoy.

Hoje, apesar da crise econômica, os socialistas teriam 42,3% votos contra 37,6% para o PP, indica pesquisa para o jornal espanhol El País.

Amanhã haverá o primeiro debate eleitoral na televisão espanhola em 15 anos. Cerca de 45% acreditam que Rodríguez Zapatero baterá Rajoy no debate, mas 80% declararam que náo pretendem mudar de voto com o debate.

O PSOE voltou ao poder graças à maneira equivocada como o governo conservador José María Aznar reagiu aos atentados terroristas de 11 de março de 2004, que mataram 191 pessoas em Madri três dias antes das eleições.

Na noite do mesmo dia, surgiram indícios claros de que se tratava de uma ação de extremistas muçulmanos com a marca registrada da rede terrorista Al Caeda: ataques simultâneos com grande número de vítimas. O objetivo era castigar a Espanha por participar da guerra no Iraque.

Diante da insistência do governo em culpar o grupo separatista basco ETA (Euskadi ta Askatasuna, Pátria Basca e Liberdade), a população se mobilizou em dois dias, com amplo uso de novas tecnologias como a Internet e o telefone celular, e derrotou o governo mentiroso. O PSOE teve uma vitória inesperada.

Veja mais dados da pesquisa e as perspectivas para as eleições no jornal El País.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Zapatero promete 400 euros para cada contribuinte

Em campanha para as eleições parlamentares de março na Espanha, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero aproveitou o plano anticrise anunciado pelo governo dos Estados Unidos para fazer uma proposta semelhante.

Rodríguez Zapatero promete restituir cerca de 400 euros (cerca de R$ 1.050,88) para cada um dos 13 milhões de espanhóis que declaram imposto de renda. Seria uma atitude inédita no país.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Espanha convoca eleições para 9 de março

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, confirmou hoje que as próximas eleições gerais serão realizadas em 9 de março de 2008.

Rodríguez Zapatero chegou ao poder em 14 de março de 2004, beneficiados pelos atentados terroristas que mataram 191 pessoas em Madri em 11 de março de 2004 e pela maneira desesastrada como o governo conservador de José María Aznar lidou com o episódio.

Como os atentados combinados contra o sistema de transportes ferroviários da capital espanhola foram uma clara retaliação pela participação da Espanha na Guerra do Iraque, ao lado dos Estados Unidos, o governo Aznar botou a culpa no grupo terrorista ETA, que luta pela independência do País Basco.

Mas, na noite de 11 de março daquele ano, a polícia antiterrorista espanhola já encontrara indícios evidentes de que se tratava de um ato de terroristas muçulmanos, enquanto o Ministério do Interior insistia em responsabilizar a ETA.

Resultado: uma campanha de última hora em que os telefones celulares desempenharam uma função importante para mobilizar a opinião pública derrotou o governo mentiroso de Aznar, aquele que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou, não sem razão, de "fascista".

Aznar é oriundo do fascismo que sustentou a ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1936-75) e apoio o golpe de 12 de abril de 2002 na Venezuela. Chávez também tem seu passado golpista, mas essa é outra história.

sábado, 10 de novembro de 2007

Rei da Espanha manda Chávez calar a boca

O rei Juan Carlos, da Espanha, mandou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, calar a boca no encerramento da 17ª Conferência de Cúpula Ibero-Americana, em Santiago do Chile.

Na última sessão plenária da reunião de cúpula, Chávez chamou o ex-primeiro-ministro conservador espanhol José María Aznar de fascista. Visivelmente irritado, o atual o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, declarou que Aznar fora eleito democraticamente duas vezes para governar a Espanha.

Em seu pronunciamento, Chávez contou o diálogo travado com Aznar quando ele visitou a Venezuela em 2002, e concluiu: "Uma serpente é mais humana do que um fascista ou um racista; un tigre é mais humano do que um fascista ou um racista".

Ao responder, Rodríguez Zapatero exigiu respeito: "Pode-se estar em lados opostos de uma posição ideológica, e não serei eu que estarei perto das idéias de Aznar, mas foi eleito pelos espanhóis e exijo respeito".

Mesmo com o microfone fechado, o caudilho venezuelano continuou atacando Aznar, que não estava presente, provocando a ira real. Juan Carlos reagiu: "Por que não te calas?"

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, interveio, pedindo que não houvesse discussões bilaterais.

Pouco depois, foi a vez do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, aliado de Chávez, de acusar o embaixador da Espanha e empresas espanholas de lutarem contra sua candidatura. Para manifestar seu desagrado, o rei se retirou da sessão, mas depois voltou.

Mais tarde, o vice-presidente de Cuba, Carlos Lage, apoiou o direito de Chávez de "se defender", alegando que Aznar atacou "a dignidade da Venezuela" em diversas ocasiões. Na sua opinião, não se deve interpretar "o direito da Venezuela de se defender como um ataque ao rei, ao governo da Espanha ou ao povo espanhol".

Depois da reunião, o primeiro-ministro espanhol considerou inaceitável o comportamento do presidente venezuelano: "Espero que seja a última vez; espero que seja a última vez, porque construir un diálogo democrático é, antes de tudo, construir o respeito".

Aznar telefonou ao rei e a Rodríguez Zapatero para agradecer por suas intervenções. Mas o coordenador-geral da Esquerda Unida, Gaspar Llamazares, lembrou que o ex-primeiro-ministro apoiou o golpe de abril de 2002 contra Chávez. Foi o único líder internacional, além de seu aliado, o presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, a reconhecer o governo golpista liderado pelo dirigente empresarial Pedro Carmona.

Confira aqui o bate-boca entre o rei e o caudilho.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Chávez quis espionar Zapatero na Venezuela

Agentes espanhóis impediram uma tentativa do serviço secreto da Venezuela de espionar o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, durante uma visita oficial à Venezuela em 30 de março de 2005.

Horas antes de uma reunião de Rodríguez Zapatero e do ministro do Exterior da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, com a oposição ao presidente Hugo Chávez, a segurança espanhola descobriu um microfone oculto na sala do Hotel Meliá, em Caracas, local do encontro. Os espanhóis preferiram evitar um incidente diplomático.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Líder do partido da ETA é preso na Espanha

O líder do Batasuna, partido político ligado ao grupo terrorista ETA (Pátria Basca e Liberdade), Arnaldo Otegi, foi para a cadeia hoje, depois que o Tribunal Supremo da Espanha confirmou sua condenação a um ano e três meses de prisão por "apologia do terrorismo".

Otegi foi detido por ordem da Procuradoria Nacional quando ia para um hotel em San Sebastián, na região basca espanhola. Um porta-voz do Batasuna considerou "uma detenção de máxima seriedade".

A ETA luta pela independência do país basco, que uniria províncias bascas da Espanha e da França. Em 23 de março de 2006, declarou um "cessar-fogo permanente", depois de 38 anos de luta em que cerca de 900 pessoas foram mortas.

O primeiro-ministro socialista José Luis Rodríguez Zapatero abriu então diálogo com o movimento separatista basco, iniciando um processo de paz. Mas, em 30 de dezembro do ano passado, a explosão de uma bomba que matou dois funcionários do Aeroporto de Barajas, em Madri, acabou com o cessar-fogo.

Leia mais detalhes sobre a prisão de Otegi no jornal espanhol El País.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

PP bate PSOE em votos em eleições na Espanha

O Partido Popular (PP), da oposição de direita, superou quase 160 mil sufrágios a votação do governante Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições municipais deste domingo na Espanha. Mas o PSOE, do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, ganhou em número de vereadores eleitos, com 679 a mais.

Apurados 100% dos votos, o PP teve 7.909.939 (35,64%) votos contra 7.752.635 (34,94%). Os socialistas conservaram as prefeituras de Barcelona e Sevilha, mas o PP obteve grandes vitórias em Madri e Valência.

"Somos o maior partido da Espanha", festejou o líder da oposição, Mariano Rajoy, citado pelo jornal El País.