Mostrando postagens com marcador EIIL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EIIL. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de dezembro de 2015

Terrorismo evoluiu para nova fase, adverte Obama

Em pronunciamento pela televisão no horário nobre transmitido do Salão Oval da Casa Branca, o presidente Barack Obama advertiu os americanos de que o terrorismo entrou numa "nova fase" em que as ameaças incluem massacres como e de San Bernardino, na Califórnia.

"A ameaça do terrorismo é real, mas vamos superá-la", afirmou o presidente dos Estados Unidos num discurso de 14 minutos em que não apresentou novidades na sua estratégia para vencer o Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Obama limitou-se a dizer: "Vamos destruir o EIIL."

O presidente advertiu que a islamofobia joga a favor dos terroristas e pediu ao Congresso maior controle da venda de armas. "Não é possível que alguém que esteja numa lista proibindo-o de viajar de avião possa comprar armas."

Sob ataque intenso dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência em 2016, que o acusam de enfraquecer o poderio dos EUA, antes mesmo do atentado na Califórnia, 60% estavam descontentes com a estratégia de Obama para combater o terrorismo.

Desde agosto de 2014, a Força Aérea dos EUA bombardeia posições do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, mas no solo só seus aliados curdos conseguiram vitórias importantes, retomando as cidades de Kobane, na Síria, e Sinjar, no Iraque.

Obama tem sido muito criticado, especialmente depois da intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad, mas não muda sua política para o conflito, acreditando que a derrota dos terroristas "não depende de falar grosso nem de abandonar nossos valores ou ceder ao medo. Vamos prevalecer sendo fortes e inteligentes, resistentes e sem dar trégua."

Tentando levantar a força moral da nação num país onde os pais estão começando a alertar os filhos para o risco de terrorismo do Estado Islâmico, Obama alegou: "Vamos ter certeza de que não vamos esquecer nunca o que nos torna excepcionais. Não vamos esquecer que a liberdade é mais poderosa do que o medo."

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Estado Islâmico resiste a ofensiva do Exército do Iraque

As forças de segurança do Iraque foram obrigadas a deixar a localidade de Albu Faraj, ao norte da cidade de Ramadi, capital da província de Ambar, depois de violentos combates com a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), anunciou hoje a agência de notícias turca Anadolu. Pelo menos 27 extremistas foram mortos em bombardeios aéreos dos Estados Unidos.

Com o apoio de milícias tribais, depois de retomar Tikrit no início de abril de 2015, o Exército do Iraque lançou há dois dias uma ofensiva para recuperar o controle da província de Ambar, de maioria sunita.

Na cidade de Faluja, no Sul de Ambar, o EIIL divulgou uma lista de cem nomes de pessoas a serem executadas por não colaborar com o Califado proclamado em junho de 2014 por seu líder supremo, Abu Baker al-Baghdadi.

Faluja foi palco de uma grandes batalhas na reação contra a a invasão americana de 2003. Em maio de 2004, depois que quatro americanos foram mortos e arrastados pelas ruas, os EUA atacaram a cidade matando mais de 600 iraquianos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Síria rejeita apoio militar da Jordânia

A Síria não precisa da Jordânia na guerra contra a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, declarou hoje em Damasco o ministro do Exterior sírio, Walid Muallem, citado pelo jornal libanês The Daily Star.

O chanceler sírio acrescentou que o país não vai permitir a entrada de tropas estrangeiras na guerra civil: "Não vamos permitir que ninguém viole nossa soberania nacional e não precisamos da ajuda de nenhuma força terrestre para enfrentar o EIIL."

A Jordânia intensificou os bombardeios aéreos contra o grupo em retaliação pela morte do piloto jordaniano Muaz al-Kasseasbeh, capturado na véspera do Natal e queimado vivo dias depois pelos jihadistas. Muallem acusou o país, aliado dos Estados Unidos, de permitir a instalação de centros de treinamento de rebeldes perto das fronteiras da Síria.

Depois de quase quatro anos de uma guerra civil arrasadora, o governo Assad aposta no restabelecimento da comunicação direta com os EUA, que encontraram um inimigo mais perigoso no Estado Islâmico e estariam dispostos a aceitar a ditadura síria.

O governo Assad entende que a campanha aérea dos EUA vai enfraquecer o EIIL no Norte da Síria, mas não será possível derrotar o grupo sem uma força terrestre. Como os rebeldes não jihadistas não se mostram capazes, restaria a Washington uma recomposição com Damasco para evitar que o Estado Islâmico se reagrupe e rearticule no Norte da Síria.

sábado, 22 de novembro de 2014

EUA farão missões de combate no Afeganistão após retirada parcial

CAMBRIDGE-MA, EUA - Numa importante reviravolta política influenciada pela guerra contra o Estado Islâmico no Iraque, o presidente Barack Obama deu ontem ampla autoridade aos comandantes militares dos Estados Unidos para realizarem missões de combate para ajudar as forças de segurança do Afeganistão no combate ao terrorismo depois da retirada da maior parte das tropas americanas, no fim de 2014, informa o jornal The New York Times.

A decisão, tomada nas últimas semanas, vai permitir que aviões de caça, bombardeiros e drones participem de missões de combate, prorrogando a mais longa guerra da história dos EUA.

Obama promete retirar as Forças Armadas americanas do Iraque e do Afeganistão desde a campanha eleitoral de 2008, mas a ofensiva do Estado Islâmico o forçou a intervir de novo no Iraque e acendeu um sinal de alerta para o risco de uma volta da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) ao poder no Afeganistão.

A partir de 2015, ficam no Afeganistão 9,8 mil soldados americanos de um total de mais de 100 mil quando o atual presidente ordenou um reforço do contingente na expectativa de derrotar as milícias terroristas. Por causa do colapso do Exército do Iraque no início da ofensiva do EIIL no Norte do Iraque, em junho de 2014, Obama mudou de posição.

Pelo plano original, o contingente americano deveria ser reduzido à metade no fim de 2015. A permanência dependia de um acordo com o governo local, adiado por causa das eleições presidenciais afegãs, cujo resultado foi contestado, levando à formação de um governo de união nacional.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Estrangeiros aderem em massa ao Estado Islâmico, revela ONU

Pelo menos 15 mil estrangeiros de 80 países viajaram para a Síria e o Iraque, numa "escala sem precedentes", para aderir à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, revela um relatório do Conselho de Segurança das Nações Unidas, citado hoje no jornal inglês The Guardian.

Ao proclamar a criação de um califado em junho, o Estado Islâmico tratou de estabelecer uma base territorial, indo além da rede terrorista Al Caeda, que sempre operou da clandestinidade. Assim está conseguindo atrair cerca de mil novos combates por mês.

"Os números desde 2010 são muitas vezes maiores do que o total acumulado entre 1990 e 2000 - e estão crescendo", afirma o relatório, produzido por um comitê do Conselho de Segurança que monitora Al Caeda. Se a rede fundada por Ossama ben Laden está enfraquecida, levou a uma grande proliferação de grupos extremistas muçulmanos, inclusive o EIIL, uma dissidência da Al Caeda no Iraque que se separou definitivamente do grupo-mãe no ano passado por causa da guerra civil na Síria.

Mais avançado tecnologicamente para se aproximar da juventude rebelde sem causa, o Estado Islâmico usa incessantemente as redes sociais para propagar suas mensagens, enquanto o último discurso de Ayman al-Zawahiri durou 55 minutos, desanimando a audiência em potencial.

A "falta de disciplina nas mídias sociais", acrescenta o relatório, indica que a liderança do EIIL "reconhece o terror e o valor de recrutamento de canais de comunicação múltiplos, uma linguagem social diversificada e outras mídias".

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

EUA já gastaram US$ 663 milhões na guerra contra Estado Islâmico

Os Estados Unidos estão gastando US$ 8,3 milhões por dia na guerra aérea contra a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, revelou hoje o Departamento da Defesa (Pentágono). Desde o início da intervenção militar, em 8 de agosto de 2014, o total chega a US$ 666 milhões.

A intervenção começou para salvar os curdos da minoria yazidi, que estavam cercados e sob ameaça de extermínio no Norte do Iraque. Tornou-se uma campanha permanente para "degradar e destruir" as forças do Estado Islâmico, nas palavras do presidente Barack Obama, depois que dois jornalistas americanos sequestrados na Síria foram degolados.

Pela estratégia de Obama, que articulou uma ampla "coalizão de voluntários" com países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os países americanos e europeus não vão colocar soldados no solo para realizar operações terrestres. Muitos analistas duvidam do sucesso.

Na semana passada, os guerrilheiros curdos conquistaram as primeiras vitórias contra o EIIL. Cerca de 600 pessoas foram mortas até agora nos bombardeios, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Em sua ofensiva para impor um califado fundamentalista muçulmano sunita no Iraque e no Levante, o Estado Islâmico perseguiu e expulsou minorias religiosas nos territórios ocupados, especialmente os cristãos e os muçulmanos de outras correntes do islamismo.

domingo, 26 de outubro de 2014

Curdos retomam do Estado Islâmico cidade do Norte do Iraque

Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados, guerrilheiros curdos retomaram Zumar, no Norte do Iraque, e Jurk al-Sakhar, perto de Bagdá, infligindo derrotas à milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informa a televisão pública britânica BBC.

Na sexta-feira e no sábado, os EUA bombardearam posições do EIIL no Iraque 22 vezes. A milícia terrorista, que em junho anunciou a criação de um califado nas áreas que domina na Síria e no Iraque sofre as primeiras derrotas importantes desde a intervenção militar ocidental, deflagrada pela degola de jornalistas americanos pelos jihadistas.

No Líbano, seis soldados do Exército morreram em conflitos com radicais sunitas ligados ao Estado Islâmico na cidade de Trípoli, a segunda maior do país.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

EUA acusam aliados de comprar petróleo do Estado Islâmico

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ganha US$ 1 milhão por dia, em média, vendendo petróleo para seus inimigos: a Turquia, os curdos do Iraque e a ditadura de Bachar Assad, na Síria, acusou ontem o subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos para terrorismo e inteligência financeira, David Cohen.

Em palestra na Fundação Carnagie, Cohen levantou dúvidas sobre o comprometimento real no combate ao Estado Islâmico de quem faz negócios com o grupo. Tanto o ministro de Relações Exteriores quanto o de Energia da Turquia negam que o EIIL tenha vendido petróleo no país.

"Esperamos que nossos aliados compartilhem informações conosco em vez de acusar publicamente a Turquia. A Turquia combate o contrabando de petróleo com determinação. No ano passado, apreendemos 490,5 mil barris", protestou um porta-voz do Ministério do Exterior.

No Iraque, o governo semiautônomo do Curdistão declarou que não compra petróleo de ninguém, vende. Mas é claro que nos dois países há intermediários interessados no negócio.

domingo, 19 de outubro de 2014

Espanha vai treinar Exército do Iraque

Como contribuição à luta contra a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), militares espanhóis vão ajudar a treinar o Exército do Iraque, anunciou ontem o ministro da Defesa da Espanha, Pedro Morenes, depois de encontro com o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, informa o sítio de notícias France24.

Os instrutores espanhóis chegam ao Iraque no fim de 2014 e não devem se envolver em missões de combate.

A Espanha, na época governada pelo primeiro-ministro conservador José María Aznar, participou da invasão do Iraque liderada pelos EUA de George W. Bush em março de 2003. Diante da reação negativa da opinião pública, o então líder da oposição, José Luis Rodríguez Zapatero, prometeu retirar as tropas espanholas. Com a vitória do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições de 11 de março de 2004, a Espanha saiu da guerra do Iraque.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Batalha de Kobane já matou mais de 400 pessoas

Mais de 400 pessoas foram mortas em três semanas na ofensiva da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) contra a cidade curda de Kobane, no Norte da Síria, que os árabes chamam de Ain al-Arab, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP). Há violentos combates nas ruas. Ontem, o EIIL hasteou sua bandeira para mostrar que domina parte da cidade.

A Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados estão bombardeando posições dos terroristas, mas não pode fazer isso dentro da área urbana para não atingir a população civil que pretende proteger. Os guerrilheiros curdos, os peshmergas, pediram ajuda à Turquia, que mobilizou tropas do outro lado da fronteira, mas não entrou em território sírio.

O Estado Islâmico invadiu a cidade pelo leste e agora ataca também pelo norte, sul e oeste. Uma derrota em Kobane obrigará o presidente Barack Obama a rever sua estratégia de não enviar forças terrestres. Uma possibilidade é que a Turquia faça a operação em terra.

Com medo que a guerra se alastre para seu território, a Turquia pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar dos EUA com a Europa, que faça um plano de defesa. A aliança, fundada em 1949 para se opor à União Soviética, tem como regra básica que "um ataque contra um é um ataques contra todos".

O comandante das operações militares dos EUA para combater o Estado Islâmico, general John Allen, e o subsecretário de Estado, embaixador Brett McGurk, estão viajando para a Turquia, onde se reúnem com oficiais turcos nos dias 9 e 10 de outubro de 2014.

Em entrevista a Christiane Amanpour, na rede de televisão americana CNN, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, repetiu o que já havia afirmado o presidente e ex-primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan: se a Turquia entrar na guerra terrestre, será para derrubar o ditador sírio, Bachar Assad, que responsabiliza pela guerra civil.

Quando o Parlamento da Turquia autorizou o Exército a realizar operações no exterior para combater o EIIL e outros grupos jihadistas, a Síria advertiu que qualquer ação em seu território será considerada uma agressão. O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, também rejeitou a presença de forças turcas em território iraquiano.

Erdogan prometeu impedir a queda de Kobane, mas até agora o Exército da Turquia não cruzou a fronteira. Isso deflagrou uma onda de protestos dos curdos, que são 20% da população da Turquia. Houve confrontos com a polícia em várias cidades turcas. Pelo menos cinco manifestantes foram mortos em Diyarbaki, a maior cidade curda do Sul do país.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Estado Islâmico degola guerrilheiros curdos capturados

Pelo menos nove guerrilheiros curdos capturados na batalha pela cidade de Kobane, no Norte da Síria, foram decapitados pelos terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência de notícias Ynet News.

A Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou posições da milícia extremista muçulmana a cerca de cinco quilômetros da cidade, chamada pelos árabes de Ayn al-Arab. Até agora, esses ataques não foram suficientes para deter o EIIL ou virar o jogo na Batalha de Kobane.

Grupos de oposição e religiosos pediram uma trégua em respeito ao feriado do Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), comemorado 70 dias depois do fim do sagrado mês do Ramadã para celebrar o sacrifício de Ismael pelo profeta Abraão. Essa história aparece no Corão, o livro sagrado do islamismo. É comparada ao sacrifício de Isaac por Abrão, descrito na Bíblia como um teste divino à lealdade do profeta. Na hora do sacrifício, surge um cordeiro e Isaac é poupado.

No Corão, Abraão tem um sonho em que oferece o filho a Deus em sacrifício. Ele conta ao filho, que o aconselha a seguir a vontade divina. Os dois sobem o Monte Arafat e, como na Bíblia, na hora do sacrifício Deus oferece um cordeiro.

sábado, 27 de setembro de 2014

Tropas turcas podem atacar Estado Islâmico na Síria

O Exército da Turquia pode criar uma zona de segurança dentro da Síria para proteger os refugiados da guerra civil no país se houver um acordo internacional neste sentido, declarou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, citado pelo jornal libanês The Daily Star. Isso o obrigaria a enfrentar a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Erdogan acrescentou que há negociações em andamento dentro da aliança liderada pelos Estados Unidos para ver que países farão apenas ataques aéreos e quais oferecem forças terrestres: "Não se acaba com uma organização terrorista como esta só com ataques aéreos. As forças terrestres são um complemento necessário."

Até agora, a Turquia tem sido um parceiro relutante na luta contra o Estado Islâmico. Primeiro, alegava que precisava preservar as vidas de 49 diplomatas e funcionários do consulado na cidade de Mossul, ocupado pelo EIIL no início de junho. O governo turco não autorizou o uso pelos EUA das bases aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em seu território. Agora oferece tropas terrestres, mas exige um acordo internacional.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

França estuda intervir também na Síria

O governo da França está discutindo hoje se participa dos bombardeios aéreos realizados pelos Estados Unidos e seus aliados árabes contra a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) também na Síria, revelou ontem o ministro da Defesa, Jean-Yves le Drian.

Há relatos não confirmados de que o Estado Islâmico ocupou e incendiou uma fábrica de cimento da empresa francesa Lafarge na Síria em 19 e 20 de setembro de 2014. A Força Aérea da França já atacava o grupo no Iraque.

EUA e aliados atacam refinarias tomadas pelo Estado Islâmico

Em sua campanha para destruir a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), os Estados Unidos e seus aliados árabes atacaram ontem 12 refinarias de petróleo tomadas pelo grupo nas cidades de Abu Kamal, Hassaká e Maiadin, além de posições do grupo ao redor da cidade de Kobane, na região curda do Norte da Síria. Milícias curdas ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão tentam resistir à ofensiva jihadista.

As refinarias são uma das principais fontes de renda do Estado Islâmico e do Califado que proclamaram em junho nas regiões ocupadas no Iraque e na Síria, cerca de US$ 2 milhões por dia.

Os ataques também dificultam a mobilidade dos extremistas na batalha contra os curdos no Norte da Síria. Dessa vez, a maioria dos bombardeios teria sido realizadas por países árabes, especialmente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

Antes dos bombardeios, o EIIL escondeu a liderança e dispersou suas forças e recursos. As armas e munições foram distribuídas para depósitos menores. Os milicianos foram para as linhas de frente ou se misturaram com a população civil.

Já o grupo Khorassan, uma célula da rede terrorista Al Caeda, teria sido surpreendida pelo ataque. Sem se proteger, seu líder, Muhsin al-Fadhli, teria sido morto junto com outros 50 militantes. A Frenta al-Nusra, representante oficial d'al Caeda na guerra civil da Síria, também foi atingida e um de seus líderes, Abu Yussef al-Turki, morto. Outro líder da Frente al-Nusra, Abu Mussab al-Makdissi, denunciou os ataques e declarou que os EUA, e não o EIIL, são o verdadeiro inimigo.

Através do Irã, os EUA avisaram a ditadura de Bachar Assad que o governo sírio não seria alvejado. Apesar da tensão evidente nos círculos governamentais, para consumo interno, o regime afirma que os bombardeios foram coordenados com Washington.

Outros grupos salafistas em ação na guerra civil síria, como Ahrar al-Sham, também decidiram dispersar suas forças preventivamente por medo de virar alvo. Assim, pelo menos em curto prazo, os bombardeios beneficiam o governo sírio ao obrigar seus inimigos a se reorganizarem e reposicionarem.

Mais de 150 mil curdos sírios fugiram para a Turquia em uma semana. Amanhã, o Parlamento Britânico deve autorizar o primeiro-ministro David Cameron a aderir à campanha aérea liderada pelos EUA.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Turquia autoriza Exército a operar na Síria

A Turquia vai autorizar o Exército a conduzir operações além de suas fronteiras, na Síria, revelou hoje o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, informou o jornal turco Hurriyet. Os militares passam a ter autonomia para agir quando julgarem necessário.

O primeiro-ministro negou estar cedendo a pressões dos Estados Unidos, que desde ontem bombardeiam posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e do grupo Khorassan, ligado à rede terrorista Al Caeda, na Síria. O secretário de Estado americano, John Kerry, cobrou um papel mais ativo da Turquia na guerra contra o terrorismo do governo Barack Obama.

Quando tomou Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, no início de junho, o Estado Islâmico tomou o Consulado da Turquia, seus diplomatas e demais funcionários. Eles foram libertados na semana passada. Não ficou claro se houve pagamento de resgate, provavelmente sim.

Enquanto havia reféns turcos, o governo da Turquia os usava como desculpa para não entrar na luta contra o Estado Islâmico. Agora, resolveu agir.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

EIIL pede morte para cidadãos de países inimigos

Em uma mensagem divulgada em várias línguas, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) convocou hoje seus militantes e simpatizantes a matar cidadãos dos países da aliança internacional articulada pelos Estados Unidos para combatê-la no Iraque e na Síria.

Os Estados Unidos e a França estão lançando ataques aéreos contra posições do EIIL no Iraque. Outros 24 países prometeram apoio à luta contra os jihadistas, que no momento atacam a região curda de Kobane, no Nordeste da Síria.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Chefe do EIIL em Mossul é morto por curdos

Os guerrilheiros curdos conhecidos como peshmerga mataram o comandante da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) na cidade de Mossul, a segunda maior do Iraque, informou hoje a agência de notícias turca Anatólia.

Nos últimos dias, a Força Aérea dos Estados Unidos intensificou os bombardeios aéreos em apoio ao Exército do Iraque, aos guerrilheiros curdos e às tribos sunitas que fazem o combate em terra.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

EUA podem enviar mais soldados ao Iraque

Se os bombardeios aéreos não forem suficientes, os Estados Unidos podem enviar tropas terrestres para combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, declarou hoje o comandante-em-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do país, general Martin Dempsey.

Em depoimento no Congresso, o general foi muito além do que havia sido anunciado pelas autoridades civis. Diante da relutância do presidente Obama, que se elegeu prometendo acabar com as guerras no Afeganistão e no Iraque, está dizendo, em outras palavras, que precisa dos instrumentos necessários para cumprir a missão.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Obama adverte Assad a não interferir

O presidente Barack Obama declarou numa reunião fechada que a Força Aérea dos Estados Unidos vai destruir as defesas antiaéreas da Síria, se a ditadura de Bachar Assad interferir na luta contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

A advertência foi feita depois que o regime sírio alegou que qualquer ataque em seu território sem autorização do governo seria considerado uma agressão à soberania nacional. Sem as defesas antiaéreas, a ditadura teria problemas para resistir à pressão dos rebeldes que lutam há três anos e meio para derrubá-lo.

domingo, 14 de setembro de 2014

Estado Islâmico anuncia degola de refém britânico

A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante divulgou ontem um vídeo com a decapitação do assistente social britânico David Haines, sequestrado na Síria em março de 2014 quando trabalhava em ajuda humanitária. O governo do Reino Unido investiga a autenticidade do vídeo.

Se confirmada, será a terceira degola de reféns ocidentais pelo grupo terrorista em menos de um mês. Os outros dois foram os jornalistas americanos James Foley e Steve Sotloff. Eles foram mortos em retaliação aos bombardeios aéreos dos Estados Unidos contra posições do EIIL no Iraque para defender minorias ameaçadas.

Na quarta-feira passada, o presidente Barack Obama anunciou a formação de uma ampla aliança para combater, degradar e exterminar o EIIL. Os EUA devem atacar pelo ar e dar apoio ao Exército do Iraque e guerrilheiros curdos para fazerem o trabalho em terra.