O ditador Recep Tayyip Erdogan anunciou ontem que a Turquia aceitou um pedido de ajuda militar do Governo do Acordo Nacional, o governo da Líbia reconhecido internacionalmente, e vai pedir a autorização para enviar forças ao exterior quando o Parlamento voltar a se reunir, em 2020.
Mesmo que o número de soldados e o tipo de armamento a ser enviados não tenha sido divulgado, a Turquia deve enviar tropas de combate à Líbia. Seria um grande reforço para o Governo do Acordo Nacional, que enfrenta o Exército Nacional da Líbia (ELN), comandado pelo marechal Khalifa Hifter, com o apoio de mercenários russos.
A Turquia apoia há muito tempo o Governo do Acordo Nacional, mas sua entrada na guerra civil da Líbia, assim como o envolvimento da Rússia, tornam o conflito ainda mais complexo e difícil de resolver.
Em abril, o ELN, que domina a região de Bengázi, a segunda maior cidade líbia, no Leste do país, lançou uma ofensiva para tentar capturar a capital, Trípoli. A Líbia vive em guerra civil desde a queda e a morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
sexta-feira, 27 de setembro de 2019
Guerra civil sem fim ameaça exportação de petróleo da Líbia
Seis meses depois da ofensiva Exército Nacional da Líbia para tomar a capital, Trípoli, a guerra civil que se arrasta desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, aumenta o risco de uma queda ainda maior na oferta de petróleo no mercado internacional.
Com as sanções dos Estados Unidos ao Irã e os ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita, um colapso das exportações da Líbia pode causar um aumento nos preços do barril.
Hoje, apesar da guerra civil, a Líbia produz pouco mais de 1 milhão de barris por dia. No pico, em outubro de 1973, a produção líbia chegou a 2 milhões 370 mil barris. Em agosto de 2011, quando caiu a ditadura de Muamar Kadafi, a produção caiu para 7 mil barris diários.
A Líbia foi um dos países, ao lado do Iêmen e da Síria, onde a chamada Primavera Árabe deflagrou uma guerra civil sem fim. Quando o ditador se preparava para esmagar a revolta popular em Trípoli, no Leste da Líbia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou em 31 de março de 2011 uma intervenção militar com base do princípio da responsabilidade de proteger.
Kadafi caiu em agosto de 2011 e foi morto depois meses depois. Meu comentário:
Com as sanções dos Estados Unidos ao Irã e os ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita, um colapso das exportações da Líbia pode causar um aumento nos preços do barril.
Hoje, apesar da guerra civil, a Líbia produz pouco mais de 1 milhão de barris por dia. No pico, em outubro de 1973, a produção líbia chegou a 2 milhões 370 mil barris. Em agosto de 2011, quando caiu a ditadura de Muamar Kadafi, a produção caiu para 7 mil barris diários.
A Líbia foi um dos países, ao lado do Iêmen e da Síria, onde a chamada Primavera Árabe deflagrou uma guerra civil sem fim. Quando o ditador se preparava para esmagar a revolta popular em Trípoli, no Leste da Líbia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou em 31 de março de 2011 uma intervenção militar com base do princípio da responsabilidade de proteger.
Kadafi caiu em agosto de 2011 e foi morto depois meses depois. Meu comentário:
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segunda-feira, 8 de abril de 2019
UE apela a general líbio para suspender ofensiva contra a capital
A União Europeia fez um apelo hoje ao general Khalifa Hifter, comandante do autointitulado Exército Nacional da Líbia, para suspender seu ataque à capital, Trípoli, e assim evitar o reinício da guerra civil no país, que vive em estado de anarquia desde a queda e morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011.
O general, que domina a região de Bengázi, no Leste da Líbia, lançou na quinta-feira uma ofensiva contra o Governo do Acordo Nacional, reconhecido internacionalmente, que controla Trípoli. Ontem, Hifter anunciou ter assumido o controle do aeroporto da capital. Um avião de suas forças bombardeou o aeroporto, colocando civis em fuga.
As Nações Unidas também pediram o fim da ofensiva e a retomada do diálogo entre os governos paralelos para organizar eleições que permitam reconstruir o sistema político do país.
O general, que domina a região de Bengázi, no Leste da Líbia, lançou na quinta-feira uma ofensiva contra o Governo do Acordo Nacional, reconhecido internacionalmente, que controla Trípoli. Ontem, Hifter anunciou ter assumido o controle do aeroporto da capital. Um avião de suas forças bombardeou o aeroporto, colocando civis em fuga.
As Nações Unidas também pediram o fim da ofensiva e a retomada do diálogo entre os governos paralelos para organizar eleições que permitam reconstruir o sistema político do país.
sábado, 6 de abril de 2019
General Hifter anuncia ter assumido o controle do aeroporto de Trípoli
Dois dias depois de mandar suas forças marcharem rumo à capital, o general Khalifa Hifter, comandante do autointitulado Exército Nacional da Líbia, anunciou hoje ter tomado o aeroporto de Trípoli.
O enviado especial das Nações Unidas insiste na abertura de negociações com o Governo do Acordo Nacional, reconhecido internacionalmente, para realização de eleições nacionais.
A Líbia vive em estado de anarquia desde a queda e morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011, com milícias rivais disputando o poder. Hifter domina a região de Bengázi, no Leste do país. Sua ofensiva visa a reunificar a Líbia, mas pode ser o início de um novo período de guerra civil, violência e anarquia.
O Governo do Acordo Nacional é fruto de um acordo assinado em 17 de dezembro de 2015 sob a supervisão do Conselho de Segurança da ONU.
Kadafi foi deposto por uma intervenção militar internacional liderada pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido, com a autorização do Conselho de Segurança, para evitar em massacre de civis em caso de vitória do ditador. Mas não houve uma missão de paz para pacificar o país, reconstruir o Estado, organizar partidos políticos e a sociedade civil de modo a preparar a Líbia para eleições democráticas.
O presidente Barack Obama considera um dos piores erros de seu governo não ter cuidado do pós-guerra civil na Líbia. A paz não chegou até hoje.
O enviado especial das Nações Unidas insiste na abertura de negociações com o Governo do Acordo Nacional, reconhecido internacionalmente, para realização de eleições nacionais.
A Líbia vive em estado de anarquia desde a queda e morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011, com milícias rivais disputando o poder. Hifter domina a região de Bengázi, no Leste do país. Sua ofensiva visa a reunificar a Líbia, mas pode ser o início de um novo período de guerra civil, violência e anarquia.
O Governo do Acordo Nacional é fruto de um acordo assinado em 17 de dezembro de 2015 sob a supervisão do Conselho de Segurança da ONU.
Kadafi foi deposto por uma intervenção militar internacional liderada pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido, com a autorização do Conselho de Segurança, para evitar em massacre de civis em caso de vitória do ditador. Mas não houve uma missão de paz para pacificar o país, reconstruir o Estado, organizar partidos políticos e a sociedade civil de modo a preparar a Líbia para eleições democráticas.
O presidente Barack Obama considera um dos piores erros de seu governo não ter cuidado do pós-guerra civil na Líbia. A paz não chegou até hoje.
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quarta-feira, 2 de maio de 2018
Estado Islâmico ataca sede da comissão eleitoral da Líbia
A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por um ataque em que terroristas suicidas e atiradores atacaram a sede central da comissão eleitoral da Líbia, em Trípoli, a capital do país. Pelo menos 11 pessoas foram mortas e o prédio foi incendiado, noticiou hoje a agência Reuters.
O ataque é mais uma tentativa de tentar impedir a organização de eleições a serem realizadas até o fim do ano como parte do esforço das Nações Unidas para criar um governo nacional capaz de unir, estabilizar e pacificar a Síria depois de anos de anarquia.
Sete anos depois da revolução e queda da ditadura de 42 anos do coronel Muamar Kadafi, com intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, com o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, três governos provisórios disputam o poder.
A Câmara dos Deputados com sede em Tobruk e seu governo, liderado pelo primeiro-ministro Abdullah al-Thani, é o principal órgão legislativo do Acordo Político Líbio. Mas seu controle é limitado, assim como de seu aliado, o general Khalifa Hifter, comandante do autoproclamado Exército Nacional da Líbia, fundado há quatro anos.
Com quartel-general em Bengázi, no Leste do país, este exército não conseguiu avanços importante no Oeste nos últimos 12 meses.
No Oeste da Líbia, onde fica a capital, Trípoli, o poder está nas mãos do Governo do Acordo Nacional e seu conselho presidencial, liderado pelo primeiro-ministro Fayez al-Serraj, reconhecido pela ONU como o governo oficial da Líbia. Mas o poder de fato está com as milícias de Trípoli, Zintã, Missurata e outras cidades. Elas sabem que o Exército Nacional não tem força para assumir o controle do país inteiro.
O ataque é mais uma tentativa de tentar impedir a organização de eleições a serem realizadas até o fim do ano como parte do esforço das Nações Unidas para criar um governo nacional capaz de unir, estabilizar e pacificar a Síria depois de anos de anarquia.
Sete anos depois da revolução e queda da ditadura de 42 anos do coronel Muamar Kadafi, com intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, com o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, três governos provisórios disputam o poder.
A Câmara dos Deputados com sede em Tobruk e seu governo, liderado pelo primeiro-ministro Abdullah al-Thani, é o principal órgão legislativo do Acordo Político Líbio. Mas seu controle é limitado, assim como de seu aliado, o general Khalifa Hifter, comandante do autoproclamado Exército Nacional da Líbia, fundado há quatro anos.
Com quartel-general em Bengázi, no Leste do país, este exército não conseguiu avanços importante no Oeste nos últimos 12 meses.
No Oeste da Líbia, onde fica a capital, Trípoli, o poder está nas mãos do Governo do Acordo Nacional e seu conselho presidencial, liderado pelo primeiro-ministro Fayez al-Serraj, reconhecido pela ONU como o governo oficial da Líbia. Mas o poder de fato está com as milícias de Trípoli, Zintã, Missurata e outras cidades. Elas sabem que o Exército Nacional não tem força para assumir o controle do país inteiro.
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sábado, 15 de outubro de 2016
Rebeldes tomam sede do Parlamento da Líbia em Trípoli
Uma facção contrária ao governo de união nacional reconhecido internacionalmente tomou a sede do Parlamento da Líbia em Trípoli, noticiou hoje a agência Reuters.
Os líderes do primeiro governo formado depois da queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, que tomaram o Hotel Rixos, faziam parte do governo de união nacional reconhecido pelas Nações Unidas. O governo, que luta para impor sua autoridade a milícias rivais, condenou a ação.
Esse desafio ao governo é mais uma ameaça à estabilização da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda de Kadafi, e à unidade necessária para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Os líderes do primeiro governo formado depois da queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, que tomaram o Hotel Rixos, faziam parte do governo de união nacional reconhecido pelas Nações Unidas. O governo, que luta para impor sua autoridade a milícias rivais, condenou a ação.
Esse desafio ao governo é mais uma ameaça à estabilização da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda de Kadafi, e à unidade necessária para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Governo paralelo declara estado de emergência na Líbia
O primeiro-ministro do governo da Líbia não reconhecimento internacionalmente, Khalifa Ghwell, declarou estado de emergência à zero hora de hoje em reação a notícias não confirmadas de que quatro membros de um proposto governo de união nacional teriam chegado à Trípoli, informou hoje o jornal Libya Herald.
Os quatro membros do Conselho Presidencial do Governo do Acordo Nacional estariam num conjunto residencial para preparar a chegada à capital líbia do primeiro-ministro designado, Faiez Serraj, nos próximos dias. A reação de Ghwell indica que o CNG não vai ceder o poder facilmente.
Em seu anúncio à meia-noite, o primeiro-ministro do governo paralelo dominado por milícias jihadistas pediu às "brigadas revolucionárias" a instalação de postos de controle em toda a cidade e a proteção de prédios importantes.
Ghwell representa o Congresso Nacional Geral, o primeiro parlamento formado depois da queda da ditadura de Muamar Kadafi, deposto e morto em 2011, eleito pelo voto popular em 7 de julho de 2012.
A missão do CNG era aprovar uma nova Constituição em um ano e meio. Sem concluir a tarefa dentro do prazo previsto, o CNG foi obrigado a convocar eleições para uma Câmara de Deputados, empossada em 4 de agosto de 2014.
Três semanas depois, uma parte do CNG rejeitou o resultado das urnas e, com o apoio de milícias extremistas muçulmanas, formou um governo paralelo com sede na capital, Trípoli, enquanto o novo parlamento reconhecido internacionalmente funciona em Tobruk. O chamado acordo nacional é uma tentativa de pacificar o país e unificar o governo.
Em 19 de março, houve violência nas ruas da capital líbia entre partidários e adversários do governo de união nacional. Nos últimos meses, membros das milícias jihadistas da cidade de Missurata, tradicionalmente aliadas ao governo paralelo, se aproximaram do Ocidente e passaram a apoiar o acordo nacional.
Diante do fracasso das negociações de paz e da instalação na Líbia da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, aumenta a possibilidade de uma nova intervenção militar ocidental no país. Ela depende da existência de um único governo.
Os quatro membros do Conselho Presidencial do Governo do Acordo Nacional estariam num conjunto residencial para preparar a chegada à capital líbia do primeiro-ministro designado, Faiez Serraj, nos próximos dias. A reação de Ghwell indica que o CNG não vai ceder o poder facilmente.
Em seu anúncio à meia-noite, o primeiro-ministro do governo paralelo dominado por milícias jihadistas pediu às "brigadas revolucionárias" a instalação de postos de controle em toda a cidade e a proteção de prédios importantes.
Ghwell representa o Congresso Nacional Geral, o primeiro parlamento formado depois da queda da ditadura de Muamar Kadafi, deposto e morto em 2011, eleito pelo voto popular em 7 de julho de 2012.
A missão do CNG era aprovar uma nova Constituição em um ano e meio. Sem concluir a tarefa dentro do prazo previsto, o CNG foi obrigado a convocar eleições para uma Câmara de Deputados, empossada em 4 de agosto de 2014.
Três semanas depois, uma parte do CNG rejeitou o resultado das urnas e, com o apoio de milícias extremistas muçulmanas, formou um governo paralelo com sede na capital, Trípoli, enquanto o novo parlamento reconhecido internacionalmente funciona em Tobruk. O chamado acordo nacional é uma tentativa de pacificar o país e unificar o governo.
Em 19 de março, houve violência nas ruas da capital líbia entre partidários e adversários do governo de união nacional. Nos últimos meses, membros das milícias jihadistas da cidade de Missurata, tradicionalmente aliadas ao governo paralelo, se aproximaram do Ocidente e passaram a apoiar o acordo nacional.
Diante do fracasso das negociações de paz e da instalação na Líbia da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, aumenta a possibilidade de uma nova intervenção militar ocidental no país. Ela depende da existência de um único governo.
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segunda-feira, 7 de março de 2016
Líbia ataca Estado Islâmico em Sirte
Forças da Líbia baseadas na cidade de Missurata bombardearam o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em seu principal reduto no país, Sirte, a terra natal do ditador Muamar Kadafi, deposto e assassinado em 2011. Pelo menos 18 pessoas morreram, anunciou o governo líbio com sede em Trípoli.
O Estado Islâmico beneficiou-se do clima de anarquia em vigor desde a queda de Kadafi e do vácuo de poder criado pela existência de dois governos paralelos na Líbia para se instalar na Líbia, causando preocupação nas potências ocidentais, que examinam a possibilidade de uma nova intervenção militar no país.
Um porta-voz do governo paralelo reconhecido internacionalmente, com sede em Tobruk, no Leste do país, anunciou um confronto com supostos militantes do Estado Islâmico a leste de Sirte.
O Estado Islâmico beneficiou-se do clima de anarquia em vigor desde a queda de Kadafi e do vácuo de poder criado pela existência de dois governos paralelos na Líbia para se instalar na Líbia, causando preocupação nas potências ocidentais, que examinam a possibilidade de uma nova intervenção militar no país.
Um porta-voz do governo paralelo reconhecido internacionalmente, com sede em Tobruk, no Leste do país, anunciou um confronto com supostos militantes do Estado Islâmico a leste de Sirte.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Congresso reconhecido internacionalmente rejeita acordo na Líbia
O Congresso Nacional Geral, o parlamento reconhecido internacionalmente, rejeitou hoje um acordo de paz proposto pelas Nações Unidas para criar um governo de união nacional na Líbia, informou a agência Reuters.
Embora tenha sido assinado pelos líderes do CNG, com sede em Tobruk, e da Câmara dos Representates instalada em Trípoli, a capital líbia, o acordo não tem o apoio generalizado como esperava a ONU.
A Líbia não tem um governo estável desde a queda do ditador Muamar Kadafi, durante a chamada Primavera Árabe, em 2011. Desde então, milícias rivais disputam o poder.
Com um governo de união nacional, será mais fácil coordenar os esforços internacionais para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Sob intensa pressão dos bombardeios aéreos dos Estados Unidos e da Rússia, o Estado Islâmico vê seu território encolher no Oriente Médio. Já cogita a possibilidade de se reinstalar na Líbia, onde teria mais facilidade para realizar ações terroristas na Europa e no Norte da África.
Embora tenha sido assinado pelos líderes do CNG, com sede em Tobruk, e da Câmara dos Representates instalada em Trípoli, a capital líbia, o acordo não tem o apoio generalizado como esperava a ONU.
A Líbia não tem um governo estável desde a queda do ditador Muamar Kadafi, durante a chamada Primavera Árabe, em 2011. Desde então, milícias rivais disputam o poder.
Com um governo de união nacional, será mais fácil coordenar os esforços internacionais para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Sob intensa pressão dos bombardeios aéreos dos Estados Unidos e da Rússia, o Estado Islâmico vê seu território encolher no Oriente Médio. Já cogita a possibilidade de se reinstalar na Líbia, onde teria mais facilidade para realizar ações terroristas na Europa e no Norte da África.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Delegados dos parlamentos rivais assinam acordo de paz na Líbia
Deputados dos dois parlamentos rivais da Líbia, sediados em Trípoli e em Tobruk, assinaram hoje um acordo de paz negociado pelas Nações Unidas, reportou a agência Reuters.
As potências ocidentais apostam no acordo para acabar com a anarquia em vigor desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, mas há sérias dúvidas. Anteontem, em entrevista coletiva em Malta, os presidentes dos dois parlamentos pediram o adiamento da assinatura.
O acordo é resultado de mais de um ano de negociações para restaurar a estabilidade depois que a aliança de milícias islamitas Amanhecer da Líbia tomou o controle da capital líbia, Trípoli, forçando o governo reconhecido internacionalmente a se reinstalar em Tobruk.
As potências ocidentais apostam no acordo para acabar com a anarquia em vigor desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, mas há sérias dúvidas. Anteontem, em entrevista coletiva em Malta, os presidentes dos dois parlamentos pediram o adiamento da assinatura.
O acordo é resultado de mais de um ano de negociações para restaurar a estabilidade depois que a aliança de milícias islamitas Amanhecer da Líbia tomou o controle da capital líbia, Trípoli, forçando o governo reconhecido internacionalmente a se reinstalar em Tobruk.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Governo reconhecido da Líbia rejeita plano de paz da ONU
O governo reconhecido internacionalmente da Líbia rejeitou a proposta de paz apresentada pelas Nações Unidas para formar uma união nacional com o governo paralelo liderado por milícias islamitas, noticiou hoje a agência de notícias Reuters.
A proposta foi apresentada ontem pelo embaixador da ONU no país a delegados dos dois governos rivais. Desde agosto de 2014, o governo reconhecido pelo resto do mundo se refugiou na cidade de Tobruk, a 800 quilômetros da capital, enquanto a coligação islamita Amanhecer da Líbia controla Trípoli.
Pelo plano da ONU, o governo seria formado por um conselho de ministros liderado por um primeiro-ministro e dois vice-primeiros-ministros. O Parlamento de Tobruk rejeitou a proposta porque daria cargos ao governo rival de Trípoli.
Assim, não há acordo possível. A Líbia vai continuar no estado de caos e anarquia em que se encontra desde a queda do ditador Muamar Kadari, em agosto de 2011.
A proposta foi apresentada ontem pelo embaixador da ONU no país a delegados dos dois governos rivais. Desde agosto de 2014, o governo reconhecido pelo resto do mundo se refugiou na cidade de Tobruk, a 800 quilômetros da capital, enquanto a coligação islamita Amanhecer da Líbia controla Trípoli.
Pelo plano da ONU, o governo seria formado por um conselho de ministros liderado por um primeiro-ministro e dois vice-primeiros-ministros. O Parlamento de Tobruk rejeitou a proposta porque daria cargos ao governo rival de Trípoli.
Assim, não há acordo possível. A Líbia vai continuar no estado de caos e anarquia em que se encontra desde a queda do ditador Muamar Kadari, em agosto de 2011.
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terça-feira, 21 de abril de 2015
Estado Islâmico ataca Embaixada da Espanha na Líbia
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante explodiu uma bomba ontem à noite diante da Embaixada da Espanha em Trípoli, informou o World Bulletin. O exterior do prédio e edificações vizinhas foram danificados, mas ninguém saiu ferido.
Por motivos de segurança, a embaixada está desocupada desde o último verão no Hemisfério Norte. Vários grupos jihadistas atuantes na Líbia juraram lealdade ao Estado Islâmico, mas essas alianças são consideradas frágeis por analistas estratégicos.
Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, a Líbia não um governo estável. No momento, duas coalizões disputam o poder. Um governo formado por milícias islamitas controla a capital, Trípoli, enquanto o governo reconhecido internacionalmente se instalou em Tobruk, a 800 km da capital.
Por motivos de segurança, a embaixada está desocupada desde o último verão no Hemisfério Norte. Vários grupos jihadistas atuantes na Líbia juraram lealdade ao Estado Islâmico, mas essas alianças são consideradas frágeis por analistas estratégicos.
Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, a Líbia não um governo estável. No momento, duas coalizões disputam o poder. Um governo formado por milícias islamitas controla a capital, Trípoli, enquanto o governo reconhecido internacionalmente se instalou em Tobruk, a 800 km da capital.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Terroristas sequestram mais 35 egípcios na Líbia
Pelo menos 35 egípcios foram sequestrados em regiões da Líbia dominadas pelas milícias extremistas muçulmanas Ansar al-Charia e Estado Islâmico, noticiou hoje o jornal Libya Herald. Seria uma retaliação aos ataques da Força Aérea do Egito contra bases jihadistas depois do massacre de 21 coptas, os cristãos egípcios, pelo Estado Islâmico, revelado no fim de semana.
Depois da divulgação do vídeo documentando mais uma atrocidade dos terroristas, o primeiro-ministro do governo líbio reconhecido internacionalmente, Abdala al-Thani, pediu às potências ocidentais que bombardeiem as milícias jihadistas que tomaram a capital, Trípoli, em agosto de 2014.
Desde então, o governo reconhecido fugiu para Tobruk, no Leste do país, a mais de mil quilômetros da verdadeira capital.
A aliança Amanhecer da Líbia, que reúne as milícias extremistas, deu 48 horas para todos os egípcios saírem do país.
Depois da divulgação do vídeo documentando mais uma atrocidade dos terroristas, o primeiro-ministro do governo líbio reconhecido internacionalmente, Abdala al-Thani, pediu às potências ocidentais que bombardeiem as milícias jihadistas que tomaram a capital, Trípoli, em agosto de 2014.
Desde então, o governo reconhecido fugiu para Tobruk, no Leste do país, a mais de mil quilômetros da verdadeira capital.
A aliança Amanhecer da Líbia, que reúne as milícias extremistas, deu 48 horas para todos os egípcios saírem do país.
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Primeiro-ministro pede intervenção internacional na Líbia
O primeiro-ministro do governo da Líbia reconhecido internacionalmente, Abdala al-Thani, pediu hoje uma intervenção internacional das potências ocidentais com bombardeios aéreos contra as milícias extremistas muçulmanas que dominam Trípoli, a capital do país.
Horas depois de um ataque aéreo do Egito contra posições do Estado Islâmico em Darná, o primeiro-ministro declarou que a rede terrorista Al Caeda e o Estado Islâmico estão presentes na capital líbia e na localidade próxima de Ben Jawad.
Al-Thani e o governo reconhecido internacionalmente fugiram da capital desde que as milícias jihadistas da aliança Amanhecer da Líbia tomaram Trípoli, em agosto de 2014. Essas milícias negam qualquer relação formal com Al Caeda, mas professam a mesma ideologia.
As grandes potências ocidentais da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Estados Unidos, França e Reino Unido, intervieram militarmente na Líbia em março de 2011 com bombardeios aéreos para impedir as forças leais do ditador Muamar Kadafi de massacrar a revolta popular em Bengázi, a segunda maior cidade líbia. Kadafi caiu em agosto daquele ano e foi assassinado.
Desde então, a Líbia vive em estado de anarquia, com as milícias que derrubaram o ditador disputando o poder. Não houve intervenção de uma missão internacional de paz das Nações Unidas para ajudar a reconstruir as instituições destroçadas pelo personalismo da ditadura de Kadafi, que desconfiava de tudo e de todos.
No ano passado, as forças aéreas do Egito e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) bombardearam posições das milícias jihadistas, sem assumir a responsabilidade. Agora, depois do massacre de 21 cristãos coptas egípcios degolados pelo Estado Islâmico, o governo egípcio anunciou hoje ter feito dois ataques em território líbio.
Horas depois de um ataque aéreo do Egito contra posições do Estado Islâmico em Darná, o primeiro-ministro declarou que a rede terrorista Al Caeda e o Estado Islâmico estão presentes na capital líbia e na localidade próxima de Ben Jawad.
Al-Thani e o governo reconhecido internacionalmente fugiram da capital desde que as milícias jihadistas da aliança Amanhecer da Líbia tomaram Trípoli, em agosto de 2014. Essas milícias negam qualquer relação formal com Al Caeda, mas professam a mesma ideologia.
As grandes potências ocidentais da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Estados Unidos, França e Reino Unido, intervieram militarmente na Líbia em março de 2011 com bombardeios aéreos para impedir as forças leais do ditador Muamar Kadafi de massacrar a revolta popular em Bengázi, a segunda maior cidade líbia. Kadafi caiu em agosto daquele ano e foi assassinado.
Desde então, a Líbia vive em estado de anarquia, com as milícias que derrubaram o ditador disputando o poder. Não houve intervenção de uma missão internacional de paz das Nações Unidas para ajudar a reconstruir as instituições destroçadas pelo personalismo da ditadura de Kadafi, que desconfiava de tudo e de todos.
No ano passado, as forças aéreas do Egito e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) bombardearam posições das milícias jihadistas, sem assumir a responsabilidade. Agora, depois do massacre de 21 cristãos coptas egípcios degolados pelo Estado Islâmico, o governo egípcio anunciou hoje ter feito dois ataques em território líbio.
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domingo, 7 de dezembro de 2014
General Hifter será nomeado comandante do Exército da Líbia
A Câmara dos Deputados da Líbia, o parlamento reconhecido internacionalmente, vai indicar nos próximos dias o general Khalifa Hifter para comandante do Exército, informou a televisão pública britânica BBC.
Desde outubro de 2014, o general Hifter coordena as forças leais ao governo provisório nos combates contra milícias islamitas na capital, Trípoli, e na segunda maior cidade do país, Bengázi. Sob pressão dos jihadistas, os deputados fugiram da capital e se reúnem na cidade de Tobruk, enquanto o velho parlamento, leal às milícias islamitas, faz sessões na capital.
Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, a Líbia não tem um governo estável. Kadafi desinstitucionalizou o país, colocando tudo sob seu controle. Por medo de golpes militares, não tinha nem Forças Armadas organizadas.
Com uma população pequena, de apenas 6,2 milhões de habitantes, e grandes jazidas de petróleo e gás natural, a Líbia tem tudo para ser um país rico. Primeiro, precisa reconstruir o Estado Nacional.
O prolongado conflito na Líbia aumentou o tráfico de armas no Norte da África, com reflexo sobre os países do Sahel, onde aumentou o terrorismo de grupos aliados ideologicamente à rede terrorista Al Caeda, na Nigéria, no Mali, na República Centro-Africana e na Somália. Agora, aliados do Estado Islâmico do Iraque e do Levante declararam que Derna é a primeira cidade líbia a aderir ao Califado.
Na semana passada, oficiais do Pentágono, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos manifestaram preocupação com a existência de centros de treinamento do Estado Islâmico no deserto da Líbia, onde pelo menos 200 jihadistas estariam sendo preparados para a "guerra santa" contra os infiéis - todos que não comungarem com sua versão extremada do Corão Sagrado.
Desde outubro de 2014, o general Hifter coordena as forças leais ao governo provisório nos combates contra milícias islamitas na capital, Trípoli, e na segunda maior cidade do país, Bengázi. Sob pressão dos jihadistas, os deputados fugiram da capital e se reúnem na cidade de Tobruk, enquanto o velho parlamento, leal às milícias islamitas, faz sessões na capital.
Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, a Líbia não tem um governo estável. Kadafi desinstitucionalizou o país, colocando tudo sob seu controle. Por medo de golpes militares, não tinha nem Forças Armadas organizadas.
Com uma população pequena, de apenas 6,2 milhões de habitantes, e grandes jazidas de petróleo e gás natural, a Líbia tem tudo para ser um país rico. Primeiro, precisa reconstruir o Estado Nacional.
O prolongado conflito na Líbia aumentou o tráfico de armas no Norte da África, com reflexo sobre os países do Sahel, onde aumentou o terrorismo de grupos aliados ideologicamente à rede terrorista Al Caeda, na Nigéria, no Mali, na República Centro-Africana e na Somália. Agora, aliados do Estado Islâmico do Iraque e do Levante declararam que Derna é a primeira cidade líbia a aderir ao Califado.
Na semana passada, oficiais do Pentágono, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos manifestaram preocupação com a existência de centros de treinamento do Estado Islâmico no deserto da Líbia, onde pelo menos 200 jihadistas estariam sendo preparados para a "guerra santa" contra os infiéis - todos que não comungarem com sua versão extremada do Corão Sagrado.
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domingo, 26 de outubro de 2014
Curdos retomam do Estado Islâmico cidade do Norte do Iraque
Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados, guerrilheiros curdos retomaram Zumar, no Norte do Iraque, e Jurk al-Sakhar, perto de Bagdá, infligindo derrotas à milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informa a televisão pública britânica BBC.
Na sexta-feira e no sábado, os EUA bombardearam posições do EIIL no Iraque 22 vezes. A milícia terrorista, que em junho anunciou a criação de um califado nas áreas que domina na Síria e no Iraque sofre as primeiras derrotas importantes desde a intervenção militar ocidental, deflagrada pela degola de jornalistas americanos pelos jihadistas.
No Líbano, seis soldados do Exército morreram em conflitos com radicais sunitas ligados ao Estado Islâmico na cidade de Trípoli, a segunda maior do país.
Na sexta-feira e no sábado, os EUA bombardearam posições do EIIL no Iraque 22 vezes. A milícia terrorista, que em junho anunciou a criação de um califado nas áreas que domina na Síria e no Iraque sofre as primeiras derrotas importantes desde a intervenção militar ocidental, deflagrada pela degola de jornalistas americanos pelos jihadistas.
No Líbano, seis soldados do Exército morreram em conflitos com radicais sunitas ligados ao Estado Islâmico na cidade de Trípoli, a segunda maior do país.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Câmara Municipal anuncia trégua em Trípoli
A Câmara Municipal de Trípoli, a capital da Líbia, anunciou hoje ter chegado a um acordo entre milícias rivais para um cessar-fogo de 24 horas na Batalha do Aeroporto. O maior objetivo é proteger os bombeiros que lutam contra um incêndio num depósito de combustível próximo.
Há três semanas, a milícia islamita da cidade de Missurata enfrenta um grupo armado secularista da cidade de Zintan. O conflito já se alastrou pelo país. Atingiu Bengázi, a segunda maior cidade líbia, e ameaça se transformar numa guerra civil nacional entre fundamentalistas muçulmanos e secularistas. Pelo menos cem pessoas morreram até agora.
Três anos depois da queda do ditador Muamar Kadafi, os rebeldes apoiados em 2011 pela força aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) brigam entre si. A União Europeia adverte que a Líbia está à beira da anarquia.
Há três semanas, a milícia islamita da cidade de Missurata enfrenta um grupo armado secularista da cidade de Zintan. O conflito já se alastrou pelo país. Atingiu Bengázi, a segunda maior cidade líbia, e ameaça se transformar numa guerra civil nacional entre fundamentalistas muçulmanos e secularistas. Pelo menos cem pessoas morreram até agora.
Três anos depois da queda do ditador Muamar Kadafi, os rebeldes apoiados em 2011 pela força aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) brigam entre si. A União Europeia adverte que a Líbia está à beira da anarquia.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Batalha do Aeroporto causa incêndio em Trípoli
Um grande reservatório de petróleo pegou fogo hoje durante um conflito armado de milícias pelo controle do aeroporto de Trípoli, a capital da Líbia, que os bombeiros não estão conseguindo controlar.
A Batalha do Aeroporto já dura 20 dias. Opõe a milícia islamita da cidade de Missurata à milícia anti-islamita da cidade de Zintan, no Leste. As embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido foram totalmente esvaziadas.
O que começou há três semanas como um conflito entre forças irregulares pelo controle do aeroporto se transformou numa batalha pelo controle da capital líbia. Já se espalhou pelo país, chegou a Bengázi, a segunda maior cidade do país, que no momento enfrenta o pior da violência, e ameaça se transformar numa guerra civil total entre islamitas e anti-islamitas.
Com a ampliação do conflito, os jihadistas estão convocando milicianos testados na guerra civil na Síria, enquanto o principal comandante militar das forças secularistas, Khalifa Haftar, arregimenta quem pode para enfrentar os fundamentalistas muçulmanos.
Três anos depois da queda do ditador Muamar Kadafi, os revolucionários lutam entre si. A Líbia está à beira da anarquia, adverte o enviado especial da União Europeia, o espanhol Bernardino León. O Exército da Líbia inexiste na prática, e o primeiro-ministro Abdullah al-Thinni limitou-se a pedir às Nações Unidas que enviem uma missão de paz. Isso enfureceu as milícias. Os jihadistas bloquearam três tentativa do chefe de governo de fugir de Trípoli.
A Batalha do Aeroporto já dura 20 dias. Opõe a milícia islamita da cidade de Missurata à milícia anti-islamita da cidade de Zintan, no Leste. As embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido foram totalmente esvaziadas.
O que começou há três semanas como um conflito entre forças irregulares pelo controle do aeroporto se transformou numa batalha pelo controle da capital líbia. Já se espalhou pelo país, chegou a Bengázi, a segunda maior cidade do país, que no momento enfrenta o pior da violência, e ameaça se transformar numa guerra civil total entre islamitas e anti-islamitas.
Com a ampliação do conflito, os jihadistas estão convocando milicianos testados na guerra civil na Síria, enquanto o principal comandante militar das forças secularistas, Khalifa Haftar, arregimenta quem pode para enfrentar os fundamentalistas muçulmanos.
Três anos depois da queda do ditador Muamar Kadafi, os revolucionários lutam entre si. A Líbia está à beira da anarquia, adverte o enviado especial da União Europeia, o espanhol Bernardino León. O Exército da Líbia inexiste na prática, e o primeiro-ministro Abdullah al-Thinni limitou-se a pedir às Nações Unidas que enviem uma missão de paz. Isso enfureceu as milícias. Os jihadistas bloquearam três tentativa do chefe de governo de fugir de Trípoli.
sábado, 26 de julho de 2014
EUA esvaziam embaixada na Líbia
Diante da batalha entre milícias rivais pelo controle do aeroporto
de Trípoli, os Estados Unidos evacuaram hoje sua embaixada na capital da
Líbia, noticiou o jornal The Washington Post. As funções diplomáticas
foram transferidas para a embaixada na vizinha Tunísia.
Pelo menos 23 trabalhadores egípcios morreram neste sábado, quando a casa onde estavam, em Trípoli, foi atingida por um foguete durante a batalha do aeroporto, tornando-a no conflito mais sério desde a guerra civil que derrubou o ditador Muamar Kadafi, em 2011. Desde então, a Líbia não reconstruiu o Estado nacional.
Pelo menos 23 trabalhadores egípcios morreram neste sábado, quando a casa onde estavam, em Trípoli, foi atingida por um foguete durante a batalha do aeroporto, tornando-a no conflito mais sério desde a guerra civil que derrubou o ditador Muamar Kadafi, em 2011. Desde então, a Líbia não reconstruiu o Estado nacional.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Rebeldes tomam palácio de Kadafi em Trípoli
Os rebeldes que lutam contra a ditadura do coronel Muamar Kadafi tomaram agora há pouco o complexo presidencial de Bab al-Azizia, na capital da Líbia. A televisão mostra imagens dramáticas de populares entrando e saindo do palácio em meio a fortes ruídos de tiros e explosões.
A rede de TV árabe Al Jazira informa que granadas e foguetes estão sendo disparados contra o complexo, enquanto os rebeldes tentam roubar armas e munição.
Não há sinal do ditador nem de seus filhos. A Batalha de Trípoli está chegando ao fim. Isso não significa que o conflito esteja terminando. Kadafi e seu clã podem ter feito uma retirada estratégica para depois tentar contra-atacar como guerrilha, a exemplo do que aconteceu no Iraque depois da queda de Saddam Hussein.
A rede de TV árabe Al Jazira informa que granadas e foguetes estão sendo disparados contra o complexo, enquanto os rebeldes tentam roubar armas e munição.
Não há sinal do ditador nem de seus filhos. A Batalha de Trípoli está chegando ao fim. Isso não significa que o conflito esteja terminando. Kadafi e seu clã podem ter feito uma retirada estratégica para depois tentar contra-atacar como guerrilha, a exemplo do que aconteceu no Iraque depois da queda de Saddam Hussein.
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