Mostrando postagens com marcador jihadistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jihadistas. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 4 de Dezembro

 TERRY ANDERSON LIBERTADO

     Em 1991, o jornalista norte-americana Terry Anderson, chefe do escritório da agência de notícias Associated Press no Líbano, é solto depois de 2.454 dias (seis anos e meio) sequestrado por extremistas muçulmanos em Beirute.

Anderson cobria a Guerra Civil Libanesa (1975-90). Em 16 de março de 1985,  é capturado no setor oeste de Beirute, onde os muçulmanos são maioria.

sábado, 7 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 7 de Agosto

VW PARA PRODUÇÃO

    Em 1944, sob ameaça de bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de automóveis alemã Volkswagen para a produção do Fusca.

Dez anos antes, o Terceiro Reich contrata o engenheiro Ferdinand Porsche para projetar um carro pequeno, de baixo custo para o povo alemão. O ditador nazista Adolf Hitler chama o carro de Força através da Alegria, mas Porsche prefere Carro do Povo (Volkswagen).

O regime nazista constrói a fábrica em 1938 na cidade de KdF e o Salão do Automóvel de Berlim lança o Fusca em 1939, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro daquele ano. Durante o conflito, aumenta a demanda por utilitários, em vez de carros de passeio, mas a produção continuou até 7 de agosto de 1944.

Depois da guerra, na Alemanha ocupada, Volfsburg, nome atual da cidade, fica no setor britânico. A produção do carrinho recomeça em dezembro de 1945. A fábrica volta ao controle alemão em 1949. Em 1972, o Fusca supera o Ford Modelo T e se torna o carro mais vendido da história do automóvel.

NORUEGUÊS ATRAVESSA PACÍFICO DE BALSA

    Em 1947, para provar que houve contato transpacífico 3 mil anos atrás, o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl atravessa o Oceano Pacífico numa balsa madeira, numa jangada, percorrendo 6.880 do Peru a Raroia, no Arquipélago Tumuatu, perto do Taiti, na Polinésia, em 101 dias.

JIHADISTAS ATACAM EMBAIXADAS DOS EUA

    Em 1998, às 10h30 pela hora local, um caminhão-bomba explodiu junto à Embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia, e, minutos depois, outro caminhão-bomba teve como alvo a Embaixada Americana em Dar es Salaam, capital da vizinha Tanzânia.

Os atentados, atribuídos à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, matam 224 pessoas, inclusive 12 americanos, ferem mais de 4,5 mil. O presidente Bill Clinton ordena bombardeios retaliatórios a uma companhia farmacêutica do Sudão acusada pelos americanos de produzir armas químicas e a campos de treinamento d'al Caeda no Afeganistão. A resposta dos jihadistas vem nos atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Paquistão impede ataque terrorista a consulado chinês em Caráchi

Três extremistas muçulmanos foram mortos hoje quando tentavam atacar o Consulado da China em Caráchi, a maior e mais rica cidade do Paquistão. Os três terroristas, dois policias e dois civis morreram no tiroteio, noticiou o jornal paquistanês Dawn

O proscrito Exército de Libertação do Baluquistão assumiu a responsabilidade pela ação, mas as autoridades paquistanesas não confirmaram a autoria. A China condenou o atentado e manifestou pesar e condolências pelas mortes.


Eram entre 9h30 e 10h pela hora local (2h30 e 3h em Brasília) quando houve explosões e em seguida um tiroteio. Os terroristas metralharam a guarita da segurança do consulado, explodiram uma granada e tentaram invadir o setor de vistos do consulado, deflagrando a imediata reação policial.

Todos os funcionários chineses foram levados para o prédio principal do complexo. O tiroteio durou cerca de uma hora. Em seguida, um esquadrão anti-bombas fez uma varredura na área. Às 12h15 pela horal local (5h15 em Brasília), as forças de segurança concluíram a operação

Os separatistas baluques lutam para criar um país independente no Sudoeste do Paquistão e são contra o projeto chinês Iniciativa um Cinturão uma Estrada, que tem sido acusado de aumentar o endividamento de países, criando uma dependência da China.

Este ataque foi mais um de uma série contra chineses no Paquistão. O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, determinou a abertura de inquérito. "Qualquer tentativa de minar as relações entre a China e o Paquistão está destinada ao fracasso", declarou o ministro conselheiro da embaixada chinesa, Lijian Zhao.

Mais tarde, outro atentado, com carro-bomba, matou 32 pessoas e deixou outras 31 feridas no distrito de Orakzai, na província de Khyber Pakhtunkwai. Orakzai é uma tribo da etnia pashtun nativa da região. As forças de segurança fazem uma varredura na área em busca de explosivos e suspeitos.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Estado Islâmico reivindica autoria do atentado terrorista em Barcelona

Através de sua agência de propaganda na Internet Amaq, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo ataque com uma caminhonete em alta velocidade que atropelou e matou 13 pessoas e deixou outras 100 feridas, noticiou o jornal espanhol El País. Como sempre faz isso, fica a dúvida se foram militantes do grupo ou uma célula inspirada pela organização.

"Os executores do ataque em Barcelona são soldados do Califado e realizaram uma operação contra um país da coalizão" de 68 países liderada pelos Estados Unidos que desde setembro de 2014 bombardeia o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Ontem, o governo iraquiano anunciou o início dos ataques aéreos contra Tal Afar, a última cidade importante em poder dos jihadistas.

Foi o oitavo atentado com atropelamento desde que um tunisiano matou 86 pessoas em Nice, no Sul da França, durante a festa de aniversário da Revolução Francesa de 1789, em 14 de julho de 2016. Os outros foram realizados em Estocolmo, Berlim, Paris e Londres.

Dois suspeitos foram presos em Barcelona. Um é marroquino e o outro do enclave espanhol de Melila, na África. O motorista responsável pelo atropelamento continua desaparecido.

A Espanha contribui para a aliança anti-EI com 425 soldados e policiais que treinam as Forças Armadas e a polícia do Iraque no combate ao terrorismo. Também participa junto com a França de operações antijihadistas no Gabão, no Mali e no Senegal, na África.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Forças especiais da França caçam jihadistas no Iraque

As tropas de elite da França que apoiam o Exército do Iraque na Batalha de Mossul contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, identificam há meses jihadistas franceses para serem caçados e mortos, revelaram oficiais franceses e iraquianos.

Pelo menos 30 franceses tiveram seus nomes, fotos e identidades passadas a autoridades iraquianas como "alvos de grande valor". Vários cidadãos franceses teriam sido mortos por causa deste acordo operacional entre as Forças Armadas dos dois países.

O objetivo é impedir que jihadistas treinados e enrijecidos pela guerra voltem ao país e realizem atentados terroristas. A França tem sido alvo de vários ataques de voluntários que lutaram em guerras no Oriente Médio, inclusive os atentados de 13 de novembro de 2015, os piores no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com 130 mortes.

Cerca de 1,2 mil soldados franceses da Batalha de Mossul. Em Paris, o Ministério da Defesa negou que seus alvos preferenciais sejam cidadãos do próprio país: "As forças da França trabalham em estreita cooperação com o Iraque e seus aliados internacionais", declarou uma porta-voz, combatendo os terroristas "independentemente de sua origem nacional".

Como a França não tem pena de morte, os soldados franceses não matam franceses, mas os apontam para os militares iraquianos fazerem o serviço. O governo do Iraque nega o envolvimento de seus soldados em "execuções sumárias ou extrajudiciais".

quinta-feira, 30 de março de 2017

Exército da Nigéria ataca reduto do Boko Haram no estado de Borno

O Batalhão da Força-Tarefa da 22ª Brigada do Exército da Nigéria realizou ontem uma operação contra uma célula da milícia extremista muçulmana Boko Haram em Boskoro, na região de Dikwa, no estado de Borno, no Nordeste do país, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.

"Quando avançavam, as tropas entraram em contato com elementos suspeitos de terrorismo que preparavam uma emboscada para os soldados na estrada Ajiri-Dikwa", declarou o diretor de relações públicas do Exército, general Sani Kukasheka Usman.

"A patrulha enfrentou os terroristas e neutralizou um deles recuperando um fuzil de assalto AK-47, um cartucho e 47 balas de 7,62 milímetros. Infelizmente, um soldados saiu ferido, foi levado a um hospital militar e está respondendo ao tratamento", acrescentou o porta-voz.

Desde que aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à Africa Ocidental, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, provocou uma guerra civil com mais de 15 mil mortes.

Em 2015, seu líder, Abubakar Shekau, declarou lealdade à organização terrorismo Estado Islâmico do Iraque e do Levante e passou a apresentar o Boko Haram como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, mas não há evidências de cooperação financeira e operacional entre os dois grupos.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Jihadista confessa destruição do patrimônio histórico de Timbuktu

O líder de uma "brigada moralista" da rede terrorista Al Caeda acusado de destruir santuários muçulmanos centenários na cidade de Timbuktu, no Mali, tornou-se ontem o primeiro réu a confessar a culpa por crime contra o patrimônio histórico e cultural da humanidade.

Em processo no Tribunal Penal Internacional, Ahmad al-Faki al-Mahdi pode ser condenado a até 30 anos de prisão por arrasar deliberadamente nove dos 16 mausoléus islâmicos de Timbuktu e a porta entalhada de uma mesquita durante o período de dez meses, de março de 2012 a janeiro de 2013, em que a cidade foi tomada por rebeldes tuaregues e grupos aliados à rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico.

Timbuktu era um ponto de parada importante na rota das caravanas que cruzavam o Deserto do Saara entre o Golfo da Guiné e o Egito. No Tinha vários monumentos tombados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Quando os jihadistas tomaram o poder, atacaram as mesquitas e mausoléus com representações da seres humanos e animais, que os salafistas repudiam como idolatria. Vários manuscritos da biblioteca da cidade, uma das mais importantes do fim da Idade Média, foram removidos secretamente para serem salvos.

No processo, Al-Mahdi colaborou com o tribunal, mostrou arrependimento e fez um apelo aos extremistas muçulmanos para que não repitam seus crimes. Sua pena deve ser reduzida para 10 anos de prisão.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Turquia admite usar Exército na guerra contra o Estado Islâmico

A Turquia pode fornecer as tropas de infantaria necessárias para derrotar a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como parte de uma grande aliança com uma estratégia integrada, admitiu ontem o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu em entrevista à televisão americana CNN.

Os bombardeios aéreos não bastam para vencer o Estado Islâmico e retomar os territórios conquistados pelo grupo no Iraque e na Síria, onde 10 milhões de pessoas vivem sob um regime de terror, acrescentou o chefe de governo turco. A mesma convicção tem a secretária da Força Aérea dos Estados Unidos, Deborah Lee James.

Davutoglu e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, falaram ontem por telefone com o presidente Barack Obama. Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em agosto de 2014, Erdogan condicionou a participação da Turquia na aliança liderada por Washington a um compromisso com o afastamento do ditador Bachar Assad do poder na Síria. A exigência permanece.

"A questão não é como e quanto tempo Assad vai ficar. A questão é quando e como ele vai embora", declarou Davutoglu em entrevista a Christiane Amanpour. "Quando um dia milhões de refugiados decidirem voltar à Síria acreditando que há paz na Síria, teremos uma solução. Se Assad continuar no poder em Damasco, eu não acredito que nenhum refugiado vai voltar."

Dos 4,8 milhões de sírios que fugiram do país, cerca de 2,5 milhões estão na Turquia.

Desde outubro do ano passado, os jihadistas atacaram na Austrália, na Dinamarca, na França, no Egito, na Líbia, na Tunísia e na Turquia, além das áreas sob seu controle nas guerras civis do Iraque e da Síria.

Para a empresa de análises estratégicas americana Stratfor, o EI está perdendo seu poder de atração de novos recrutas para a "guerra santa". Isso não significa que o grupo, seus atentados terroristas e sua ideologia vão desaparecer em curto prazo, mas estariam perdendo a força.

Se seus ataques forem contidos e suas fontes de financiamento forem reduzidas, o desencanto com sua ideologia apocalíptica e assassina tendem a aumentar, minando o poder do movimento jihadista mais forte do mundo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Obama e Putin vão discutir guerra civil na Síria

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, vão se encontrar durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana em Nova York para discutir uma solução para a guerra civil na Síria.

De acordo com um alto assessor do ditador Bachar Assad, os EUA e a Rússia já chegaram a um "acordo tácito" para acabar com o conflito que mais mais de 230 mil pessoas nos últimos quatro anos e meio, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Até agora, o Kremlin se nega a aceitar a exigência dos EUA e da Europa de afastamento de Assad como precondição para as negociações de paz. Diante do avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e de outras milícias extremistas muçulmanas, a Rússia interveio diretamente na guerra civil síria, deslocando 2 mil soldados, aviões e helicópteros de combate para uma base aérea na provincia de Latakia.

Em seu discurso na ONU, Putin deve defender uma mobilização geral para combater o terrorismo, justificando assim a intervenção na Síria. Ao entrar diretamente no conflito sírio, pressiona Washington a negociar com Moscou para acabar com a guerra.

Hoje, caças-bombardeiros russos bombardearam posições do Estado Islâmico na província de Alepo, no Norte da Síria. O objetivo é romper o cerco rebelde à base aérea de Kueiris. Antes, um assessor do Kremlin revelou que Putin estava pronto a ordenar ações unilaterais contra o EI se os EUA rejeitassem sua proposta de unir forças contra o grupo jihadista

Estado Islâmico prepara ofensiva contra Deir el-Zur

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está preparando uma ofensiva para tomar os bairros que ainda não domina na cidade de Deir el-Zur: Jaura e Kussair, noticiou ontem a agência de notícias All4Syria.

Os milicianos foram vistos por aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos. O EI assumiu o controle da região em 2013, mas tropas leais à ditadura de Bachar Assad recuperação algumas áreas, inclusive uma base aérea.

Agora, os jihadistas partem para uma ofensiva final contra as forças governamentais. Para sustentar Assad, a Rússia está intervindo diretamente na guerra civil da Síria. Já tem 2 mil homens, aviões e helicópteros de combate prontos para entrar em ação. A pretexto de atacar o EI, reforça sua presença militar no Oriente Médio.

Sem alternativa a não ser aceitar a realidade, o presidente Barack Obama deve se encontrar com o homem-forte da Rússia, Vladimir Putin, durante a reunião anual da Assembleia Geral da ONU em Nova York na próxima semana.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Paquistão bombardeia Waziristão do Norte após ação terrorista

Horas depois da morte do secretário do Interior do estado do Punjab, Shuja Khanzada, as Forças Armadas do Paquistão reagiram atacando redutos de jihadistas na região de Shawal, matando 40 militantes, informou o setor de relações públicas do Exército.

Os ataques aéreos começaram pouco depois que o comandante do Exército, general Rahil Sharif, condenou os atos terroristas e orientou no exterior.

O poderoso Exército do Paquistão tem uma relação ambígua com os jihadistas, usados para garantir a defesa em frentes internas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Rebeldes matam dez em ataque a vila no Norte do Mali

Homens armados atacaram no sábado a vila de Gaberi, no Norte do Mali, na região do Sahel, na África, revelou ontem um porta-voz do Exército do país citado pela agência Reuters. As suspeitas recaem sobre terroristas islâmicos.

Um dia antes, extremistas muçulmanos tinham tomado reféns num hotel usado por soldados da força de paz das Nações Unidas e jornalistas estrangeiros na região central do Mali. O sequestro terminou com 12 mortes.

Antes de tomar o hotel, os jihadistas atacaram o quartel de Gurma Rarus, perto da cidade de Timbuktu.

A ONU negociou uma paz instável entre o governo central, com sede em Bamako, no Sul, e os rebeldes separatistas do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, da etnia tuaregue, no Norte do Mali. O Exército não reafirmou sua autoridade sobre a região desde que ela foi ocupada pelos rebeldes em abril de 2012.

Vários grupos jihadistas, inclusive a rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico, aproveitam a situação para se infiltrar na região.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Duas bombas matam 44 pessoas na região central da Nigéria

Duas explosões atribuídas a extremistas muçulmanos mataram pelo menos 44 pessoas e feriram outras dezenas ontem na cidade de Jos, capital do estado de Plateau, na região central da Nigéria, noticiou o jornal nigeriano Vanguard. O principal suspeito é o grupo jihadista Boko Haram.

A primeira bomba explodiu às nove e quatorze da noite num centro comercial próximo à Universidade de Jos, contou uma testemunha citada pelo jornal.

A segunda explosão aconteceu quatro minutos depois num cruzamento popular para comer na rua, perto da mesquita popular de Van Taya, onde o xeque Sani Yahaya Jingir fazia sua pregação diária do Corão depois do fim do jejum que os muçulmanos são obrigados a respeitar durante o dia no sagrado mês do Ramadã. Uma caminhonete Hilux do xeque e outros veículos particulares levaram os feridos para o hospital.

O emir da cidade de Kanam, no mesmo estado, Alhaji Babangida, condenou os ataques: "É uma grande desgraça num período em que os muçulmanos estão jejuando e rezando a Alá para apoiar a paz e pedir bênçãos que algumas pessoas estejam matando seus semelhantes a sangue frio. Eu condeno totalmente esses atos e peço a Alá que exponha os malfeitores responsáveis por esses atos desumanos e odiosos."

Babangida apelou ao governo para aumentar a segurança de modo a evitar futuros ataques. Quer proibir, por exemplo, o estacionamento de carros e motos perto de locais de concentração de pessoas.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante defendeu um aumento das ações terroristas durante o Ramadã. O Boko Haram jurou meses atrás lealdade ao grupo e agora se apresenta como a província do Estado Islâmico na África Ocidental. Mas não se acredita que haja ligações financeiras e operacionais entre as duas milícias.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Egito e rebeldes jihadistas usam comida como arma de guerra

Nas últimas duas semanas, a milícia extremista muçulmana Ansar Beit al-Makdis (Partidários da Casa Sagrada) está atacando caminhões do Exército do Egito que levam alimentos para os soldados, especialmente nas localidades de Aricha e Xeque Zuwaied.

Em resposta, os militares proibiram caminhões de transporte civis de levar comida para o Norte da Península do Sinai porque acredita que os milicianos compram alimentos nos mercados locais.

A população civil está sob pressão porque a ditadura militar egípcia acredita que a milícia não sobreviveria sem o apoio dos habitantes da região.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Estado Islâmico ataca Embaixada da Espanha na Líbia

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante explodiu uma bomba ontem à noite diante da Embaixada da Espanha em Trípoli, informou o World Bulletin. O exterior do prédio e edificações vizinhas foram danificados, mas ninguém saiu ferido.

Por motivos de segurança, a embaixada está desocupada desde o último verão no Hemisfério Norte. Vários grupos jihadistas atuantes na Líbia juraram lealdade ao Estado Islâmico, mas essas alianças são consideradas frágeis por analistas estratégicos.

Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, a Líbia não um governo estável. No momento, duas coalizões disputam o poder. Um governo formado por milícias islamitas controla a capital, Trípoli, enquanto o governo reconhecido internacionalmente se instalou em Tobruk, a 800 km da capital.

sábado, 28 de março de 2015

Rebeldes islamitas tomam maior parte da cidade síria de Idlibe

Depois de quatro dias de batalha, milícias extremistas muçulmanas, inclusive a Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, tomaram a maior parte da cidade de Idlibe, no Nordeste da Síria, que estava em poder da ditadura de Bachar Assad, noticiou a agência Reuters.

A cidade, de 100 mil habitantes (165 mil antes da guerra), fica perto da estrada de ferro de importância estratégica que liga a capital, Damasco, a Alepo, a maior cidade síria, e da província de Latakia, um dos redutos do governo Assad.

O ataque a Idlibe é uma contraofensiva rebelde à ofensiva lançada pelo governo no Sul do país em fevereiro de 2015.

Em novembro de 2011, oito meses depois do início da guerra civil síria, o Exército da Síria Livre atacou a cidade, tomada em fevereiro de 2012. O governo recuperou-a numa contraofensiva em março do mesmo ano.

Um novo ataque coordenado de várias forças rebeldes começou em janeiro de 2013. Dois meses depois, a cidade foi recapturada, mas, desta vez, por um grupo jihadista chamado Jaish al-Fatah (Exército da Conquista).

O governo recuperou Idlibe. Agora, está ameaçado de perder a cidade novamente. Os jihadistas, inclusive da Jaich al-Fatah, já ocupam vários bairros.

Mais de 220 mil pessoas foram mortas em quatro da guerra civil na Síria, a maior tragédia deflagrada pela Primaveria Árabe. Mais de 11 milhões fugiram de casa. Destes, quase 4 milhões saíram do país. A China e a Rússia vetaram quatro resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, rejeitando qualquer condenação à ditadura de Assad.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Bélgica ataca célula terrorista e mata dois jihadistas

Uma operação antiterrorismo em Verviers, na Bélgica, terminou com dois jihadistas mortos e um preso. Aparentemente a polícia foi recebida a tiros quando fazia uma investigação sobre os jovens, que teriam voltado da guerra civil da Síria e estariam prestes a cometer atentados terroristas na Europa, anunciou há pouco um porta-voz da Procuradoria-Geral de Justiça do país.

A célula terrorista seria ligada ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que proclamou um Califado de alcance mundial em junho de 2014 e vai expandindo seus tentáculos.

Os terroristas que atacaram em Paris na semana passada compraram as armas de guerra em Bruxelas, de um traficante de armas da cidade de Charleroi, mas até agora não foi estabelecida ligação entre os dois casos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Egito mata comandante jihadista no Sinai

As forças de segurança do Egito mataram hoje Mohamed Abu Chita, um dos líderes do grupo jihadista Ansar Beit al-Makdis, alinhado ideologicamente com a rede terrorista Al Caeda, informou a agência de notícias Ynet News.

O grupo é acusado de atacar soldados egípcios na Península do Sinai. Da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011 até o golpe militar contra o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, em 3 de juho de 2013, os jihadistas tiveram liberdade de ação no Sinai. Isso assustou Israel e levou os Estados Unidos a apoiarem o golpe.

domingo, 28 de setembro de 2014

Al Caeda dispara foguete contra Embaixada dos EUA no Iêmen

O grupo jihadista Ansar al-Charia, ligado à rede terrorista Al Caeda na Península Arábia, anunciou ter disparado um foguete contra a Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen, em retaliação contra os bombardeios com aviões não tripulados (drones) contra acampamentos de milícias extremistas ordenados pelo presidente Barack Obama.

O artefato caiu a cerca de 200 metros da embaixada ferindo vários policiais iemenitas que guardavam o prédio.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Turquia fecha parcialmente fronteira com a Síria

A Turquia fechou parte das passagens de fronteira com a Síria depois de choques ontem entre as forças de segurança turcas e curdos que protestam contra a falta de apoio aos civis que fogem da ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) no Nordeste da Síria.

O governo turco tenta impedir o trânsito de guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), convocados para defender a cidade curda de Kobane, chamada de Ayn al-Arab em árabe, diante da ofensiva dos jihadistas, que tomaram dezenas de vila na região curda da Síria.

No domingo, o EIIL estava ontem a dez quilômetros de Kobane. Hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados afirmou que 100 mil curdos fugiram para a Turquia desde sexta-feira para escapar da guerra civil na Síria. Para o vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulman, já são 130 mil refugiados.