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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Duas bombas matam 44 pessoas na região central da Nigéria

Duas explosões atribuídas a extremistas muçulmanos mataram pelo menos 44 pessoas e feriram outras dezenas ontem na cidade de Jos, capital do estado de Plateau, na região central da Nigéria, noticiou o jornal nigeriano Vanguard. O principal suspeito é o grupo jihadista Boko Haram.

A primeira bomba explodiu às nove e quatorze da noite num centro comercial próximo à Universidade de Jos, contou uma testemunha citada pelo jornal.

A segunda explosão aconteceu quatro minutos depois num cruzamento popular para comer na rua, perto da mesquita popular de Van Taya, onde o xeque Sani Yahaya Jingir fazia sua pregação diária do Corão depois do fim do jejum que os muçulmanos são obrigados a respeitar durante o dia no sagrado mês do Ramadã. Uma caminhonete Hilux do xeque e outros veículos particulares levaram os feridos para o hospital.

O emir da cidade de Kanam, no mesmo estado, Alhaji Babangida, condenou os ataques: "É uma grande desgraça num período em que os muçulmanos estão jejuando e rezando a Alá para apoiar a paz e pedir bênçãos que algumas pessoas estejam matando seus semelhantes a sangue frio. Eu condeno totalmente esses atos e peço a Alá que exponha os malfeitores responsáveis por esses atos desumanos e odiosos."

Babangida apelou ao governo para aumentar a segurança de modo a evitar futuros ataques. Quer proibir, por exemplo, o estacionamento de carros e motos perto de locais de concentração de pessoas.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante defendeu um aumento das ações terroristas durante o Ramadã. O Boko Haram jurou meses atrás lealdade ao grupo e agora se apresenta como a província do Estado Islâmico na África Ocidental. Mas não se acredita que haja ligações financeiras e operacionais entre as duas milícias.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Duas bombas matam 17 pessoas na Nigéria

Os terroristas passaram de carro e jogaram duas bombas na estação rodoviária da cidade de Jos, no Centro da Nigéria, matando pelo menos 17 pessoas.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado, declaram as autoridades nigerianas. As maiores suspeitas recaem sobre a milícia extremista muçulmana Boko Haram, que luta para impor a lei islâmica e tenta sabotar as eleições adiadas de 14 de fevereiro para 28 de março de 2015.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Terroristas matam mais 118 pessoas na Nigéria

Um atentado triplo com dois carro-bomba deflagrou um incêndio num mercado público e matou pelo menos 118 pessoas na cidade de Jos, no Centro da Nigéria. As autoridades locais temem  que o total de mortos sejam ainda maior.

O primeiro carro-bomba explodiu no mercado à tarde, quando estava cheio de gente. O segundo, meia-hora depois, diante do hospital para onde eram levados os feridos.

"Ainda estamos procurando corpos entre os destroços", declarou Mohamed Abdulsalam, coordenador da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências na cidade, citado pela rede de televisão americana CNN.

Em nota, o presidente Goodluck Jonathan condenou o "trágico assalto na liberdade humana" e reafirmou que "o governo está totalmente comprometido para ganhar a guerra contra o terror e não será acovardado por atrocidades de inimigos da civilização e do progresso".

As suspeitas recaem sobre o grupo jihadista Boko Haram, que raptou mais de 280 meninas no mês passado sem que o governo nigeriano tenha pistas do que aconteceu e onde elas estão.

Em 2009, esta milícia fundamentalista aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica ao Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano. Desde então, mais de 3,5 mil pessoas morreram nesta guerra.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mulheres protestam contra violência na Nigéria

Cerca de 3 mil mulheres vestidas de preto marcharam ontem na cidade de Jos, no centro de Nigéria, em protesto contra a violência. 


Mais de 500 cristãos foram mortos no fim de semana em três vilas próximas a Jos, capital do estado de Plateau. 


País mais populoso da África, a Nigéria tem maioria muçulmana no Norte e maioria cristã no Sul. Na região central do país, a tensão interreligiosa é maior.


Os cristãos acusam o Exército, dominado pela maioria muçulmana, de negligência.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Violência religiosa mata 300 na Nigéria

A cidade de Jos, no centro da Nigéria, está sob toque de recolher durante o dia e a noite, depois que o conflito entre muçulmanos e cristãos deixou cerca de 300 mortos.

Hoje uma coluna de fumaça se erguia dos bairros do norte da capital do estado de Plateau. A violência explodiu no domingo, quando jovens muçulmanos tocaram fogo numa igreja católica.

Jos tem uma longa história de violência religiosa, com mais de mil mortes em 2001, 700 em 2004 e 300 em 2008.

O chefe da polícia lamentou que algumas pessoas não queiram a paz. Na capital federal, Abuja, o ministro da Segurança Pública declarou que pessoas de alta posição social estão manipulando a ignorância e a pobreza em nome da religião.

A Nigéria tem mais de 300 grupos étnicos que convivem em relativa paz desde a independência do país, há 50 anos. De 1967 a 1970, foi palco da guerra civil de Biafra, em que morreram 1 milhão de pessoas. É também o país com o maior número de mortes em conflitos entre cristãos e muçulmanos. De lá, saiu o terrorista Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião americano nos EUA no dia de Natal.