O governo provisório das Forças Armadas do Egito decretou toque de recolher noturno hoje no Cairo depois que 25 pessoas foram mortas e outras 272 feridas em conflitos entre cristãos com a polícia e o Exército durante protestos por causa do incêndio de uma igreja em Edfu, no Sul do país.
Desde a queda da ditadura de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro, a minoria cristã copta tem sido alvo de ataques de extremistas muçulmanos, mas esses foram os incidentes mais graves, reporta o jornal The New York Times.
Armados com paus, pedras e pedaços de pau, os manifestantes cristãos se concentraram na Praça da Libertação, no centro da capital egípcia, para exigir a queda do governador da província de Assuã, onde a igreja foi atacada.
A polícia reagiu com gás lacrimogênio e o protesto degenerou em violência. Os cristãos são cerca de 10% da população do Egito, de pouco mais de 80 milhões de pessoas.
O Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o país desde a queda de Mubarak, convocou uma reunião de emergência com todos os ministros para discutir o problema.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 9 de outubro de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Cristãos e muçulmanos se matam no Egito
Em mais uma noite de violência religiosa, pelo menos 12 pessoas foram mortas e duas igrejas foram incendiadas neste domingo no Cairo, reporta o jornal The New York Times.
Seis mortos eram cristãos e cinco muçulmanos, disseram funcionários do Ministério do Interior. Outras 220 pessoas saíram feridas, sendo 65 a bala.
A violência sectária entre muçulmanos e cristãos aumentou no Egito desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Violência religiosa mata 300 na Nigéria
A cidade de Jos, no centro da Nigéria, está sob toque de recolher durante o dia e a noite, depois que o conflito entre muçulmanos e cristãos deixou cerca de 300 mortos.
Hoje uma coluna de fumaça se erguia dos bairros do norte da capital do estado de Plateau. A violência explodiu no domingo, quando jovens muçulmanos tocaram fogo numa igreja católica.
Jos tem uma longa história de violência religiosa, com mais de mil mortes em 2001, 700 em 2004 e 300 em 2008.
O chefe da polícia lamentou que algumas pessoas não queiram a paz. Na capital federal, Abuja, o ministro da Segurança Pública declarou que pessoas de alta posição social estão manipulando a ignorância e a pobreza em nome da religião.
A Nigéria tem mais de 300 grupos étnicos que convivem em relativa paz desde a independência do país, há 50 anos. De 1967 a 1970, foi palco da guerra civil de Biafra, em que morreram 1 milhão de pessoas. É também o país com o maior número de mortes em conflitos entre cristãos e muçulmanos. De lá, saiu o terrorista Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião americano nos EUA no dia de Natal.
Hoje uma coluna de fumaça se erguia dos bairros do norte da capital do estado de Plateau. A violência explodiu no domingo, quando jovens muçulmanos tocaram fogo numa igreja católica.
Jos tem uma longa história de violência religiosa, com mais de mil mortes em 2001, 700 em 2004 e 300 em 2008.
O chefe da polícia lamentou que algumas pessoas não queiram a paz. Na capital federal, Abuja, o ministro da Segurança Pública declarou que pessoas de alta posição social estão manipulando a ignorância e a pobreza em nome da religião.
A Nigéria tem mais de 300 grupos étnicos que convivem em relativa paz desde a independência do país, há 50 anos. De 1967 a 1970, foi palco da guerra civil de Biafra, em que morreram 1 milhão de pessoas. É também o país com o maior número de mortes em conflitos entre cristãos e muçulmanos. De lá, saiu o terrorista Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um avião americano nos EUA no dia de Natal.
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