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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Nigéria resgata 165 mulheres e crianças reféns de terroristas

O Exército da Nigéria libertou 165 mulheres e crianças mantidas reféns pelo grupo terrorista Boko Haram e sua dissidência Província do Estado Islâmico na África Ocidental no estado de Borno, no Nordeste do país, anunciou hoje em Abuja o porta-voz militar coronel Aminu Iliyasu. Vários terroristas foram mortos na operação.

A ação foi realizada na região da Bama. As crianças resgatas foram imediatamente vacinadas contra a poliomielite. Os militares prenderam 75 suspeitos de pertencer às milícias terroristas e apreenderam pelo menos 15 veículos.

Pelo menos 20 mil foram mortas no Nordeste da Nigéria e países vizinhos desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à África Ocidental.

domingo, 28 de julho de 2019

Boko Haram ataca funeral e mata 65 pessoas na Nigéria

Pelo menos 65 pessoas foram mortas no sábado num ataque a um funeral atribuído à milícia terrorista muçulmana Boko Haram no distrito de Nganzai, perto de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, o país mais populoso da África, dividido entre o Norte majoritariamente muçulmano e o Sul cristão e animista.

O primeiro ataque matou 21 pessoas. Outras 44 morreram quando tentavam fugir do local. Outras dez pessoas saíram feridas. Dez estão em estado grave num hospital da localidade.

Há duas semanas, uma milícia local criada pelos habitantes para se defender do Boko Haram havia matado 11 milicianos do grupo. O chefe do governo local acredita que a ação de ontem foi uma retaliação dos terroristas.

Com a derrota da organização terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria, o Boko Haram é provavelmente hoje o grupo extremista muçulmano que mais mata no mundo inteiro.

Em dez anos desde que aderiu a luta armada para tentar impor a charia, a lei islâmica, na África Ocidental, o Boko Haram deflagrou uma guerra civil em que cerca de 27 mil pessoas foram mortas, noticiou a televisão árabe especializada em jornalismo Al Jazira.

domingo, 5 de maio de 2019

Boko Haram ataca quartel e mata 20 soldados na Nigéria

Um capitão, um tenente e 13 soldados morreram e 19 soldados saíram feridos de um intenso tiroteio entre o Exército da Nigéria e milicianos do grupo terrorista Boko Haram, que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, durante um ataque a um quartel no estado de Borno, no Nordeste do país.

Os rebeldes chegaram ao município de Magumeri por volta das 18h (14h em Brasília) de sexta-feira e atacaram a brigada local. Depois de horas de combate, os feridos foram levados para o hospital de Maiduguri, a capital do estado. Outros 24 soldados sobreviventes foram transferidos para um local mais seguro.

Com a ação, os extremistas muçulmanos roubaram equipamentos militares pesados como metralhadoras antiaéreas e utilitários tipo Toyota Hilux. Não há informações sobre perdas do lado rebelde.

Em 27 de abril, o Boko Haram atacou uma base militar em Mararrabar Kimba, a quilômetros de Maiduguri. Pelo menos cinco soldados morreram no ataque.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Boko Haram mata 18 pessoas e fere 55 em ataque terrorista na Nigéria

Pelo menos 18 pessoas morreram e 55 saíram feridas de um ataque da milícia terrorista Boko Haram no domingo à noite contra a vila de Bale, nos arredores de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, o país mais populoso da África.

O tiroteio durou horas. Múltiplas explosões foram ouvidas nas proximidades. Os extremistas muçulmanos invadiram dois bairros de Bale. Eles estacionaram seus veículos perto de um posto de polícia e lançaram o ataque com tiros e bombas caseiras. As forças de segurança contra-atacaram.

"Dezenas de pessoas, inclusive mulheres e crianças, foram feridas pelos tiros e bombas", contou um porta-voz militar citado pelo jornal nigeriano The Daily Post. "Com a escuridão, os cadáveres não foram resgatados imediatamente por medo de que houvesse terroristas suicidas entre os agressores."

Em nota, o Exército da Nigéria declarou "o ataque foi repelido e alguns insurgentes do Boko Haram foram mortos por soldados galantes. No entanto, o Boko Haram veio com suicidas que detonaram as bombas escondidas sob suas vestes enquanto fugiam do fogo dos soldados."

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde 2009, quando o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na Nigéria e em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.

Em março de 2015, seu líder Abubakar Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O Boko Haram passou a se apresentar como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Boko Haram sequestra mais 110 meninas em escola na Nigéria

O Exército da Nigéria anunciou o resgate ontem de 76 estudantes e dos cadáveres de outras duas que estavam desaparecidas desde um ataque da milícia extremista muçulmana Boko Haram à vila da Dapchi, no estado de Yobe, próxima de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste do país, noticiou a agência Reuters. O resgate seria desmentido dias depois.

Pelo menos 110 meninas ainda estão desaparecidas. Poucos pais puderam festejar: "Estamos celebrando sua volta para casa com músicas e orações a Deus todo-poderoso", declarou Babagana Umar, pai de uma das estudantes resgatadas. "A notícia triste é a morte de duas meninas sem explicação."

A Nigéria ainda vive sob o trauma do sequestro de 270 meninas de uma escola secundária de Chibok, em abril de 2014, pelo mesmo grupo terrorista. Algumas conseguiram fugir. Outras foram resgatadas. Cerca de 100 ainda são mantidas reféns do Boko Haram, que significa "não à educação ocidental". No mês passado, o grupo divulgou um vídeo onde uma garota dizia que não pretende voltar para casa.

Ao invadir Dapchi segunda-feira à noite com pintura de guerra em caminhonetes e picapes, algumas com ninhos de metralhadora montados na caçamba, os terroristas foram diretamente para a escola, onde chegaram atirando. No meio da confusão, professores e alunas tentaram fugir.

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas e 2,6 milhões fugiram de casa desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à região, em 2009. Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O Boko Haram passou a se apresentar como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Exército da Nigéria procura líder do Boko Haram "vivo ou morto"

O Exército da Nigéria anunciou ontem que o líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau, está sendo "procurado vivo ou morto", com recompensa de 3 milhões de nairas (US$ 8.150 ou R$ 26.331). A declaração foi feita pelo comandante do teatro de operações da Operação Lafiya Dole, general Rogers Nicholas, em entrevista coletiva em Maiduguri, capital do estado de Borno.

A objetivo da ação militar é acabar com a insurgência jihadista no Nordeste da Nigéria: "Ainda estamos procurando-o. Onde ele estiver, o queremos vivo ou morto", afirmou o general, fazendo um apelo aos rebeldes para que "se entreguem antes que seja tarde demais".

Quem se entregar poderá passar por um programa de reabilitação do governo federal da Nigéria.

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, em 2009.

Em março de 2015, Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O Boko Haram (repúdio à educação ocidental) passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Treze estudantes sequestradas pelo Boko Haram em Chibok morreram

Pelo menos 13 das 276 estudantes do ensino médio sequestradas pela milícia terrorista Boko Haram em 2014 numa escola em Chibok, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, morreram em bombardeiros, de fome, malária ou picada de cobra, revelou reportagem do jornal americano The Wall Street Journal.

Das 276 meninas, 163 estão livres. Destas, 57 fugiram nos primeiros dias depois do sequestro. Três escaparam depois e 103 foram libertadas com a intermediação da Suíça. Pelo menos 13 morreram e o destino de outras 100 não foi esclarecido.

A maioria das mortes teria acontecido em bombardeios. Duas meninas obrigadas a casar com rebeldes morreram no parto.

Quando o último grupo, de 82 estudantes, foi solto, o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, prometeu às famílias libertar todas as meninas que faltam. Está devendo.

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde que a milícia extremista muçulmana Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, em 2009. Seu nome significa "repúdio à educação ocidental". Por isso, atacaram uma escola

Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O grupo passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Estas duas organizações são responsáveis pela maioria das mortes em ataques terroristas no mundo inteiro.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Exército da Nigéria ataca reduto do Boko Haram no estado de Borno

O Batalhão da Força-Tarefa da 22ª Brigada do Exército da Nigéria realizou ontem uma operação contra uma célula da milícia extremista muçulmana Boko Haram em Boskoro, na região de Dikwa, no estado de Borno, no Nordeste do país, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.

"Quando avançavam, as tropas entraram em contato com elementos suspeitos de terrorismo que preparavam uma emboscada para os soldados na estrada Ajiri-Dikwa", declarou o diretor de relações públicas do Exército, general Sani Kukasheka Usman.

"A patrulha enfrentou os terroristas e neutralizou um deles recuperando um fuzil de assalto AK-47, um cartucho e 47 balas de 7,62 milímetros. Infelizmente, um soldados saiu ferido, foi levado a um hospital militar e está respondendo ao tratamento", acrescentou o porta-voz.

Desde que aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à Africa Ocidental, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, provocou uma guerra civil com mais de 15 mil mortes.

Em 2015, seu líder, Abubakar Shekau, declarou lealdade à organização terrorismo Estado Islâmico do Iraque e do Levante e passou a apresentar o Boko Haram como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, mas não há evidências de cooperação financeira e operacional entre os dois grupos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Boko Haram mata seis pessoas em ataque a comboio na Nigéria

Pelo menos seis pessoas foram mortas num ataque da milícia terrorista Boko Haram a um comboio de veículos escoltados pelo Exército da Nigéria com destino a Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria.

Em nota, as Forças Armadas nigerianas afirmaram que o grupo de militantes tentou saquear a comida e outras mercadorias transportadas pelos caminhões. Cinco pessoas morreram na hora e uma num hospital próximo. Três soldados saíram feridos, declarou o porta-voz militar, coronel Sani Usman.

O Exército da Nigéria enviou esforços para capturar os terroristas. Depois de várias semanas de pouca atividade, o Boko Haram, que há um ano e meio se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, matou oito pessoas numa igreja no fim de semana e agora atacou um comboio.

As Forças Armadas insistem que o grupo está acuado militarmente, refugiado na Floresta de Sambissa depois de perder os territórios que ocupava, de onde sai para realizar ataques esporádicos, na maioria dos casos em busca de comida.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Boko Haram ataca mais duas mesquitas na Nigéria

Muitos fiéis foram mortos e vários outros feridos com a explosão de uma bomba em uma mesquita na cidade de Yola, capital do estado de Adamawa, no Nordeste da Nigéria, horas depois de um duplo atentado suicida contra uma mesquita em Maiduguri, capital do estado de Borno.

Ao menos 18 pessoas foram mortas e outras dezenas feridas em Maiduguri. Em Yola, foram pelo menos 30 mortos e mais de 100 feridos.

Ninguém reivindicou a autoria dos ataques. As maiores suspeitas recaem sobre a milícia extremista muçulmana Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Só o Estado Islâmico do Iraque e do Levante cometeu mais atentados terroristas suicidas em 2015 do que o Boko Haram e nenhum grupo usou mais mulheres-bomba do que o Boko Haram até hoje. Neste ano, foram 53, depois de oito no ano passado, num total de 61. No mesmo período, houve 86 explosões de homens-bomba da milícia.

Com a posse do ex-ditador e ex-general Muhammadu Buhari como presidente da Nigéria em 29 de maio, o Exército intensificou o combate à milícia jihadista. Depois de perder o controle de quase todos os territórios conquistados, o Boko Haram passou a apelar para o terrorismo suicida e para mulheres, menos sujeitas a revistas corporais do que os homens.

As mulheres-bomba foram usadas pelo Partido Social Nacionalista Sírio, comunista, e pela milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) no Líbano nos anos 1980s para lutar contra invasão israelense e a intervenção militar dos Estados Unidos e da França.

Longe do Oriente Médio, os Tigres da Libertação do Ilam Tamil, que lutavam contra a dominação da maioria cingalesa no Sri Lanka, usaram 46 mulheres-bomba dos anos 1990s até sua dissolução, em 2009. Uma das vítimas foi o primeiro-ministro da Índia Rajiv Gandhi, assassinado em 1991. Era o grupo que mais tinha apelado para atentados terroristas suicidas femininos antes do Boko Haram.

No fim dos anos 1990s, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), comunista, usou mulheres suicidas na luta contra a Turquia para criar um Estado nacional curdo.

Durante a segunda intifada, a revolta contra a ocupação israelense deflagrada em 2000, grupos palestinos recorreram ao terrorismo suicida. Quando Israel reforçou a segurança, as milícias palestinas apelaram para mulheres.

Outra onda de mulheres-bomba foi usada pelos chechenos em sua guerra contra a Rússia. De 2000 a 2004, as chamadas viúvas negras, mulheres de homens mortos na luta, atacaram alvos na Chechênia, inclusive o presidente da República, e civis na Rússia.

A rede terrorista Al Caeda no Iraque, que depois virou Estado Islâmico do Iraque e Estado Islâmico do Iraque e do Levante, passou a usar mulheres-bomba a partir do fim de 2005. Em novembro daquele ano, atacou três hotéis de empresas ocidentais em Amã, na Jordânia.

O Boko Haram aderiu à luta armada em 2009 e começou a usar mulheres-bomba em 2014. Até hoje, foram 61.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Mulheres-bomba matam 35 pessoas no Nordeste da Nigéria

Pelo menos 35 pessoas foram mortas ontem e hoje em Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, em atentados terroristas suicidas cometidos por quatro mulheres, reportou a agência Reuters.

Duas mulheres-bomba se detonaram ontem perto de uma mesquita nos arredores da cidade, matando 29 pessoas. Outras seis foram mortas hoje perto dali.

Ninguém reivindicou a autoria do atentado. Borno é o berço da milícia extremista muçulmana Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

O novo presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, empossado em 29 de maio, colocou o combate ao terrorismo como uma das prioridades de seu governo. A milícia tem feito menos ações de guerrilha e apela aos ataques suicidas.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Boko Haram mata 52 pessoas em ataques múltiplos na Nigéria

Pelo menos 52 pessoas foram mortas em ataques a bomba múltiplos em Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, noticiou ontem a agência espanhola EFE. O principal suspeito é o grupo extremista muçulmano Boko Haram, que agora se apresenta como o Estado Islâmico da África Ocidental.

As explosões aconteceram no domingo perto do aeroporto da cidade, que fica junto a uma base aérea e recentemente voltou a ser usado para voos comerciais. Um porta-voz do Exército da Nigéria declarou que três bombas explodiram. Ele atribuiu os atentados ao "desespero" do Boko Haram.

O porta-voz Sami Uthman advertiu a população a ficar vigilante e relatar qualquer atitude suspeita às forças de segurança - e reafirmou a determinação do governo nigeriano de destruir o grupo terrorista. Desde a posse do presidente Muhammadu Buhari, a Nigéria lançou uma grande ofensiva antijihadista com o apoio do Chade, de Camarões e do Níger, países vizinhos também atacados pela milícia.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Boko Haram mata mais 52 pessoas na Nigéria

Pistoleiros suspeitos de pertencer à milícia extremista muçulmana Boko Haram mataram pelo menos 42 pessoas em ataques separados contra duas vilas do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, ontem e anteontem. Outras dez pessoas morreram num atentado suicida no vizinho estado de Yobe, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).

Cerca de 30 milicianos invadiram Debiro Biu na segunda-feira e Debiro Hawul na terça-feira, duas vilas remotas desprotegidas da atual ofensiva do Exército contra os jihadistas, acusados por uma operação conjunta da Nigéria, do Níger, do Chade, do Benin e de Camarões.

Ao todo, pelo menos 250 pessoas foram mortas na Nigéria desde a posse em 29 de maio de 2015 do presidente Muhammadu Buhari, um general da reserva que prometeu linha dura no combate aos rebeldes jihadistas. Desde que aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental, em 2009, o Boko Haram deflagrou uma guerra civil em que cerca de 15 mil pessoas morreram.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nigéria vai comandar força regional contra Boko Haram

A Nigéria vai liderar uma força conjunta de países da África Ocidental para lutar contra a milícia terrorista muçulmana Boko Haram sob o comando de um nigeriano, decidiu ontem uma reunião de cúpula realizada em Abuja. É um sinal claro da determinação do novo presidente nigeriano, Mahummadu Buhari, de combater a insurreição jihadista.

Buhari, um ex-ditador de 72 anos convertido à democracia que chegou ao poder depois de perder três eleições, tomou posse em 29 de maio de 2015 e estabeleceu como prioridade derrotar o Boko Haram. Desde então, pelo menos 150 pessoas foram mortas na guerra civil da milícia jihadista, que luta para impor a lei islâmica à África Ocidental.

Há três dias, 43 pessoas morreram em ataques a três vilas do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, principal foco da rebelião.

A Força Conjunta de Intervenção Multinacional terá 8,7 militares e policiais sob o comando de um general da Nigéria. O subcomandante será de Camarões e o chefe do Estado-Maior, do Chade. O Benin e o Níger também participam.

Eles entram em ação em 30 de julho. Substituem a aliança formada por Nigéria, Níger, Chade e Camarões, que conseguiu uma série de vitórias contra o Boko Haram nos últimos quatro meses. Desde 2009, a guerra civil deflagrada pela milícia causou a morte de mais de 15 mil pessoas.

O grupo Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, anunciou recentemente uma aliança com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas isso foi interpretado mais como um sinal de fraqueza do que uma aliança efetiva com apoio financeiro, logístico e militar.

sábado, 30 de maio de 2015

Boko Haram volta a atacar no Nordeste da Nigéria

Alvo de uma ofensiva do Exército da Nigéria com o apoio de países vizinhos, a milícia terrorista Boko Haram atacou ontem uma pequena cidade perto de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste do país, reportou hoje a televisão catarina Al Jazira.

A ação foi realizada pouco antes da posse do presidente Muhamadu Buhari na primeira transferência democrática do poder para a oposição da história do mais rico e mais populoso país africano. Buhari, ex-ditador de 1983-85, promete jogar dura com os rebeldes.

Desde que aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica na África Ocidental, o grupo Boko Haram, cujo nome significa "não à educação ocidental", deflagrou uma guerra civil em que morreram cerca de 15 mil pessoas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Exército da Nigéria mantém o controle sobre Maiduguri

Com o apoio da Força Aérea, o Exército da Nigéria luta para reconquistar a cidade de Monguno, tomada ontem pela milícia extremista muçulmana Boko Haram, e mantém o controle sobre Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste do país, noticiou hoje a agência Reuters.

Pelo menos 15 soldados e 25 civis  morreram nos combates de hoje em Mongono. Na vizinha cidade de Maiduguri, um repórter local contou que pelo menos 100 pessoas, a maioria militantes do Boko Haram, morreram ontem na batalha pelo controle da cidade. É a capital do estado onde nasceu o grupo terrorista nigeriano.

O governo da Nigéria declarou hoje que controla totalmente Maiduguri.

Diante do clima de guerra civil no Norte e Nordeste do país, as autoridades eleitorais reclamam das dificuldades para distribuir as cédulas e títulos de eleitor para a eleição presidencial do próximo dia 14 de fevereiro. Houve apelos para que a votação fosse adiada.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Terroristas suicidas matam 34 pessoas na Nigéria

Duas mulheres-bomba detonaram os explosivos que traziam junto ao corpo ao mesmo tempo num centro de comércio de Maidaguri , na Nigéria, matando pelo menos 34 pessoas. As suspeitas recaem sobre a milícia terrorista Boko Haram.

O duplo atentado foi cometido horas de uma votação no Congresso para estender o estado de emergência aos estados de Adamawa, Borno e Yobe, onde o grupo extremista muçulmano atual. A cidade de Maidaguri é considerada o berço do Boko Haram, que significa não à educação ocidental, mas é controlada pelo governo nigeriano.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Boko Haram toma academia de polícia na Nigéria

Com veículos blindados e motocicletas, rebeldes da milícia extremista muçulmana Boko Haram atacaram e dominaram um centro de treinamento da polícia de choque no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, noticiou a televisão pública britânica BBC, citando como fonte uma testemunha não identificada.

A data e hora do ataque não foram revelados. Uma alta fonte do governo nigeriano disse que desde ontem foi perdido o contato com a academia da polícia. Pelo menos 35 policiais estão desaparecidos.

Desde que aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica, em 2009, a insurgência do grupo Boko Haram causou a morte de 15 mil pessoas na Nigéria. Em abril, a milícia terrorista, que se opõe à educação ocidental, sequestrou quase 300 meninas em Borno. Mais de 250 ainda estão  desaparecidas.

sábado, 19 de julho de 2014

Boko Haram mata mais de cem na Nigéria

A milícia terrorista muçulmana Boko Haram matou mais de 100 pessoas na vila de Damboa, perto de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, contaram sobreviventes do ataque citados pela agência de notícias Associated Press (AP).

Os terroristas atacaram as casas da vila com bombas e granadas disparadas por morteiros. Quando os moradores saíram de suas casas, foram fuzilados. Centenas de moradores de cidades e vilas próximas estão fugindo da região por causa das ameaças do Boko Haram.

Em cinco anos de luta armada para impor a lei islâmica ao Norte da Nigéria, o Boko Haram, que significa "não à educação ocidental", matou um total estimado em 15 mil pessoas.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Boko Haram sequestra mais 60 mulheres e meninas

Dois meses depois de atacar um internato feminino e raptar mais de 280 meninas na cidade de Chibok, a milícia terrorista muçulmana Boko Haram matou pelo menos 30 pessoas nos últimos sete dias e sequestrou mais de 60 mulheres adultas e meninas numa série de ataques no Nordeste da Nigéria. O alvo desta vez foi a vila de Kummabza, no estado de Borno.

"Mais de 60 mulheres foram raptadas pelos terroristas do Boko Haram", confirmou Ali Khalil, chefe de uma milícia local. Um morador de Kummsbza que fugiu para Maiduguri, capital de Borno, declarou que "mais de 30 homens foram mortos no ataque, que durou quase quatro horas. Os guerrilheiros mantiveram toda a vila refém durante três dias."