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domingo, 8 de março de 2020

Força Aérea da Nigéria bombardeia Boko Haram na Floresta de Sambissa

A Força Aérea da Nigéria atacou na semana passada acampamentos da milícia extremista muçulmana Boko Haram na Floresta de Sambissa, no Nordeste do país. Na quinta-feira, a estrutura do campo Alafa C foi arrasada e os terroristas neutralizados, noticiou a televisão nigeriana citando fontes militares.

No seu segundo mandato popular, o presidente Muhammadu Buhari, ex-general e ex-ditador, decidiu lançar uma guerra total contra o grupo jihadista que aterroriza o Nordeste da Nigéria desde 2009, quando aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região.

Em 2015, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, se dividiu. Surgiu a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, que tem suas principais bases na beira do Lago Chade. Além da Nigéria, estes grupos atacam em Camarões, no Chade e no Níger.

A Província do Estado Islâmico na África Ocidental trata seus civis muçulmanos melhor do que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o original, e que o Boko Haram. Cava poços de água, policia o pastoreio do gado, oferece serviços de saúde e pune seus milicianos em casas de abusos de civis.

Nas regiões que domina, os civis pagam impostos ao grupo como se fosse um governo legítimo e consideram o ambiente de negócios melhor do que sob o Estado nigeriano.

Para derrotar a insurgência, além do aspecto militar, o governo da Nigéria precisa reconquistar a confiança da população, oferecer serviços públicos de melhor qualidade, combater a impunidade das forças de segurança, garantir o funcionamento dos mercados locais e manter um canal de comunicação com os rebeldes.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Nigéria resgata 165 mulheres e crianças reféns de terroristas

O Exército da Nigéria libertou 165 mulheres e crianças mantidas reféns pelo grupo terrorista Boko Haram e sua dissidência Província do Estado Islâmico na África Ocidental no estado de Borno, no Nordeste do país, anunciou hoje em Abuja o porta-voz militar coronel Aminu Iliyasu. Vários terroristas foram mortos na operação.

A ação foi realizada na região da Bama. As crianças resgatas foram imediatamente vacinadas contra a poliomielite. Os militares prenderam 75 suspeitos de pertencer às milícias terroristas e apreenderam pelo menos 15 veículos.

Pelo menos 20 mil foram mortas no Nordeste da Nigéria e países vizinhos desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à África Ocidental.

sábado, 2 de novembro de 2019

Jihadistas matam 53 soldados do Exército do Mali

Pelo menos 53 soldados e um civil foram mortos num ataque de terroristas muçulmanos na sexta-feira à noite a um posto militar no Nordeste do Mali, um país da África Ocidental sem saída para o mar onde atuam várias milícias jihadistas, especialmente na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara.

"A situação agora está sob controle", declarou o ministro da Comunicação, Yaya Sangare. Os jihadistas, armados com armas pesadas, chegaram em motocicletas e caminhonetes, divididos em três grupos que iniciaram o ataque de três pontos diferentes.

O Exército do Mali precisou de várias horas para retomar o controle do posto militar depois da chegada de reforços. Este tipo de ataque tem sido comum no país. Os milicianos tomam instalações militares em operações de guerrilha e recuam horas depois.

Com as derrotas da rede Al Caeda e do Estado Islâmico, o jihadismo tenta se estabelecer em outras regiões do planeta como o Sahel, onde ficam países pobres com milhões de miseráveis que podem ser recrutados para sua "guerra santa".

O ataque foi atribuído à Província do Estado Islâmico na África Ocidental, uma dissidência do grupo terrorista nigeriano Boko Haram.

domingo, 19 de maio de 2019

Ex-presidente da Nigéria adverte para ameaça terrorista na África

Em uma dura crítica aos últimos governos da Nigéria, o ex-ditador e ex-presidente Olusegun Obasanjo criticou a leniência com o grupo terrorista muçulmano Boko Haram e com massacres cometidos por tribos agropastoris no Norte do país, noticiou o jornal nigeriano Daily Post.

"Os atos de violência do Boko Haram e dos pastores não foram tratados como deveriam no começo", declarou Obasanjo ao sínodo dos bispos católicos, reunido na Catedral de São Paulo, da Igreja Anglicana, em Olê, no estado do Delta, no Sul do país, onde a maioria é cristã.

"Ambas as crises foram encubadas e se desenvolveram além do que a Nigéria pode resolver. Agora, estão combinadas e internacionalizadas, sob o controle do Estado Islâmico", acrescentou o político mais prestigiado do país, pacificador da guerra civil de Biafra (1967-70), ditador (1976-79) e presidente eleito na redemocratização da Nigéria (1999-2007).

Obasanjo alerta para a internacionalização de crises internas: "Não é mais uma questão de falta de educação e de falta de emprego para nossos jovens, que estão na origem do problema. É a islamização da África Ocidental e a ação de redes globais do crime organizado, com tráfico de pessoas, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e mudanças de regime."

O ex-governador Alhaji Sule Lamido, que foi ministro do Exterior no primeiro governo democrático de Obasanjo (1999-2003), criticou o ex-chefe, dizendo que o desapontamento com o governo Muhammadu Buhari não o deve tornar numa pessoa amarga. Mas o alerta está feito.

Se a Nigéria, o país mais rico da África, tem dificuldade para combater o terrorismo, o que dizer dos outros?

Desde 2009, quando aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica na região, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, é responsável por uma guerra civil com número de mortos estimado em 20 mil. A revolta atinge também os vizinhos Camarões, Níger e Chade,

O presidente Goodluck Jonathan (2010-15), um cristão iorubá do Sul da Nigéria era considerado incapaz de acabar com uma rebelião muçulmana no Norte do país, onde os muçulmanos são maioria. Ele conseguiu controlar a revolta no Delta do Rio Níger, principal região produtora de petróleo do maior produtor da África.

Em 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a chamar seu grupo de Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Com a miséria, a instabilidade política e o tráfico de armas, que aumentou com a guerra civil na Líbia, a ameaça do jihadismo se espalha hoje por toda a região do Sahel, ao Sul do Deserto do Saara, da Mauritânia à Somália, passando por Burkina Fasso, Mali, Níger, Nigéria, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Sudão e Etiópia.

domingo, 5 de maio de 2019

Boko Haram ataca quartel e mata 20 soldados na Nigéria

Um capitão, um tenente e 13 soldados morreram e 19 soldados saíram feridos de um intenso tiroteio entre o Exército da Nigéria e milicianos do grupo terrorista Boko Haram, que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, durante um ataque a um quartel no estado de Borno, no Nordeste do país.

Os rebeldes chegaram ao município de Magumeri por volta das 18h (14h em Brasília) de sexta-feira e atacaram a brigada local. Depois de horas de combate, os feridos foram levados para o hospital de Maiduguri, a capital do estado. Outros 24 soldados sobreviventes foram transferidos para um local mais seguro.

Com a ação, os extremistas muçulmanos roubaram equipamentos militares pesados como metralhadoras antiaéreas e utilitários tipo Toyota Hilux. Não há informações sobre perdas do lado rebelde.

Em 27 de abril, o Boko Haram atacou uma base militar em Mararrabar Kimba, a quilômetros de Maiduguri. Pelo menos cinco soldados morreram no ataque.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Buhari é reeleito presidente da Nigéria

Depois do adiamento por uma semana e de confrontos que deixaram pelo menos 39 mortos, Muhammadu Buhari foi reeleito hoje presidente da Nigéria para um segundo mandato de quatro anos. A oposição denuncia fraude.

Pelos resultados oficiais, Buhari, de 77 anos, do Congresso de Todos os Progressistas (APC) teve 56% dos votos, contra 41% para o ex-vice-presidente Atiku Abubakar, de 72 anos, do Partido Democrático Popular (PDP), que está pedindo novas eleições em quatro dos 36 estados nigerianos.

Durante a votação, no sábado, 128 pessoas foram presas sob suspeita de crimes eleitorais como tentativa de roubar a urna, compra de votos e identidade falsa. O adiamento por uma semana prejudicou o comparecimento às urnas.

Só 33% dos 84 milhões de eleitores inscritos votaram. Um país com 90 milhões de jovens não se empolgou com uma eleição disputada por dois septuagenários. A abstenção foi maior na região de Biafra, onde só 18% participaram.

Em Lagos, a maior cidade nigeriana, só 20% dos eleitores inscritos votaram. No estado de Borno, onde o grupo terrorista Boko Haram é mais ativo, Buhari teve 90% dos votos.

O presidente reeleito é um general da reserva. Em 1984 e 1985, foi ditador. Esta foi a sexta eleição consecutiva desde a redemocratização da Nigéria, em 1999. Seu primeiro governo democrático foi afetado pela queda nos preços internacionais do petróleo.

A Nigéria é o país mais rico, mais populoso e o maior produtor de petróleo da África, mas cerca de 25% da força de trabalho está desempregada e a metade da população, que neste ano deve chegar a 200 milhões de habitantes, sobrevive com menos de US$ 2 por dia.

Uma das promessas do primeiro governo era derrotar a milícia extremista muçulmana Boko Haram, que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Desde 2009, quando aderiu à luta armada, o grupo deflagrou uma guerra civil em que pelo menos 31 mil pessoas foram mortas.

No auge da revolta muçulmana no Nordeste do país, foram mais de 11,5 mil mortes. Houve avanços, mas a violência voltou a aumentar em 2018, com cerca de 2,7 mil mortes.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Boko Haram lança vários ataques contra eleição presidencial na Nigéria

O grupo terrorista Boko Haram, que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, fez uma série de ataques no Nordeste da Nigéria para boicotar as eleições parlamentares e presidencial no mais rico e mais populoso país africano. Entre os alvos, estão o aeroporto de Maiduguri, capital do estado de Borno, um quartel do Exército e um campo de refugiados.

A eleição presidencial da Nigéria estava marcada para o sábado passado. Foi adiada por uma semana sob o pretexto de que havia sido impossível entregar o material de votação em todas as regiões do país.

Ao todo, 73 candidatos disputam a eleição presidencial, mas só dois são candidatos têm chances reais, o atual presidente e ex-ditador Muhammadu Buhari, do Congresso de Todos os Progressistas (APC), e o ex-vice-presidente Atiku Abubakar, do Partido Democrático Popular (PDP). O resultado oficial é esperado no dia 26 de fevereiro.

Desde 2009, o Boko Haram, que significa "repúdio à educação ocidental", aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, inicialmente no Nordeste da Nigéria e depois em toda a África Ocidental. Nos últimos anos, a milícia se dividiu em duas facções.

Buhari foi eleito em 2015 com a promessa de acabar com a insurgência.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Três terroristas suicidas matam 19 pessoas em mercado na Nigéria

Três homens-bomba da milícia jihadista Boko Haram detonaram os explosivos que traziam junto ao corpo ontem à noite num mercado de peixe na cidade de Konduga, que fica a 35 quilômetros de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Pelo menos 19 pessoas morreram e outras 70 saíram feridas.

"Dois terroristas atacaram o mercado de peixe Tashan Kifi",  contou Babakura Kolo, da Força-Tarefa Conjunta Civil que apoia o Exército da Nigéria na luta contra os extremistas muçulmanos. "Quatro minutos depois, um terceiro homem-bomba atacou ali perto."

Os mortos eram 19 civis e um soldados. O mercado Tashan Kifi também tem restaurantes. É um local de encontro dos moradores das redondezas.

Kolo não tem dúvida sobre a autoria do atentado: "O Boko Haram atacou Konduga várias vezes."

Pelo menos 20 mil pessoas foram mortas desde que o Boko Haram, cujo nome significa "não à educação ocidental", aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região. Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico. Desde então, o grupo também se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

O Exército desmentiu a notícia de que Shekau teria fugido para Camarões. Dias atrás, os militares anunciaram que Shekau está sendo "procurado vivo ou morto" e ofereceram uma recompensa de 3 milhões de nairas, cerca de US$ 8.310 ou R$ 26.331, por informações que levem à sua morte ou captura.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Exército da Nigéria procura líder do Boko Haram "vivo ou morto"

O Exército da Nigéria anunciou ontem que o líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau, está sendo "procurado vivo ou morto", com recompensa de 3 milhões de nairas (US$ 8.150 ou R$ 26.331). A declaração foi feita pelo comandante do teatro de operações da Operação Lafiya Dole, general Rogers Nicholas, em entrevista coletiva em Maiduguri, capital do estado de Borno.

A objetivo da ação militar é acabar com a insurgência jihadista no Nordeste da Nigéria: "Ainda estamos procurando-o. Onde ele estiver, o queremos vivo ou morto", afirmou o general, fazendo um apelo aos rebeldes para que "se entreguem antes que seja tarde demais".

Quem se entregar poderá passar por um programa de reabilitação do governo federal da Nigéria.

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, em 2009.

Em março de 2015, Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O Boko Haram (repúdio à educação ocidental) passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Cruz Vermelha nega ter negociado libertação de reféns do Boko Haram

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha negou ter participado de negociações para libertar três professores universitários e dez mulheres que estavam em poder da milícia terrorista Boko Haram no Nordeste da Nigéria, informou hoje o jornal nigeriano The Daily Post.

As mulheres foram sequestradas em junho e os professores da Universidade da Maiduguri em novembro do ano passado, nos dois casos no estado de Borno. A Cruz Vermelha afirma que foi chamada apenas para transportar os reféns libertados.

"Estamos muito felizes que estas pessoas tenham sido libertadas e possam rever suas famílias", declarou o subdiretor regional da Cruz Vermelha para a África, Patrick Youssef. "A Cruz Vermelha Internacional não se envolveu em qualquer negociação que tenha levado à entrega dessas 13 pessoas. A oposição armada entregou as 13 pessoas a representantes da Cruz Vermelha, que os transportaram até autoridades nigerianas."

Em outubro de 2016 e maio de 2017, a Cruz Vermelha recebeu e transportou meninas sequestradas numa escola em Chibok, entregando-as as forças de segurança da Nigéria.

"Há muitas pessoas desaparecidas ou detidas contra a sua vontade por causa do conflito", acrescentou o diretor da Cruz Vermelha. Isto cria um sofrimento e um trauma indescritíveis, inclusive para muitas famílias [de países] da orla do Lago Chade [Nigéria, Níger, Chade e Camarões], que precisam viver com uma angústia e uma incerteza diárias de não saber o destino e a localização de suas pessoas amadas. Espero que possam voltar para suas famílias em breve."

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas na região desde 2009, quando o grupo extremista muçulmano Boko Haram, que significa "não à educação ocidental", aderiu à luta armada para impor a lei islâmica no Nordeste da Nigéria.

Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Treze estudantes sequestradas pelo Boko Haram em Chibok morreram

Pelo menos 13 das 276 estudantes do ensino médio sequestradas pela milícia terrorista Boko Haram em 2014 numa escola em Chibok, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, morreram em bombardeiros, de fome, malária ou picada de cobra, revelou reportagem do jornal americano The Wall Street Journal.

Das 276 meninas, 163 estão livres. Destas, 57 fugiram nos primeiros dias depois do sequestro. Três escaparam depois e 103 foram libertadas com a intermediação da Suíça. Pelo menos 13 morreram e o destino de outras 100 não foi esclarecido.

A maioria das mortes teria acontecido em bombardeios. Duas meninas obrigadas a casar com rebeldes morreram no parto.

Quando o último grupo, de 82 estudantes, foi solto, o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, prometeu às famílias libertar todas as meninas que faltam. Está devendo.

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde que a milícia extremista muçulmana Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, em 2009. Seu nome significa "repúdio à educação ocidental". Por isso, atacaram uma escola

Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O grupo passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Estas duas organizações são responsáveis pela maioria das mortes em ataques terroristas no mundo inteiro.

sábado, 30 de setembro de 2017

Boko Haram ataca quartel do Exército da Nigéria

Vários milicianos do grupo terrorista Boko Haram morreram numa tentativa de tomar um quartel do Exército na cidade de Bama, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Os jihadistas atacaram às 18h30 de sexta-feira pela hora local (14h30 em Brasília) e foram rechaçados depois de uma hora e quinze minutos de combate.

Na fuga, os milicianos tocaram fogo num veículo militar e mataram um policial. "Elementos do Boko Haram tentaram entrar no quartel do Exército em Bama, mas não tiveram sucesso. Os militares mataram muitos terroristas", afirmou uma testemunha citada pelo jornal nigeriano The Daily Post.

O  comandante do teatro de operações da guerra contra o Boko Haram, coronel Onyema Nwachukwo, não comentou o ataque.

A milícia extremista muçulmana Boko Haram, cujo nome significa "repúdio à educação ocidental", aderiu em 2009 à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental. Desde então, mais de 15 mil pessoas foram mortas na guerra civil deflagrada por sua rebelião, que se estende a países vizinhos: Camarões, Chade e Níger.

Em março de 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A partir daí, o grupo passou a se apresentar como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Boko Haram matou 381 civis nos últimos cinco meses

A milícia terrorista Boko Haram matou pelo menos 381 civis nos últimos cinco meses na Nigéria em Camarões, países da África Ocidental, denunciou ontem a organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional

O aumento no número de mortos é atribuído a atentados terroristas suicidas cometidos por mulheres e meninas. Milhões de pessoas na região do Lago Chade precisam de proteção e ajuda humanitária. Mais de 7 milhões correm risco de passar fome.

"Mais uma vez, o Boko Haram está cometendo crimes de guerra em grande escala, exemplificados pela depravação de forçar meninas de carregar explosivos com a única intenção de matar o maior número de pessoas possível", acusou Alioune Tine, diretor da AI para África Central e Ocidental.

Desde abril, foram pelo menos 223 mortos na Nigéria e 158 em Camarões, quatro vezes do que nos cinco meses precedentes, sendo 100 só em agosto. O pior ataque foi em 25 de julho, quando os rebeldes islamistas mataram 40 pessoas e sequestraram três de uma equipe de exploração de petróleo em Magumere, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria.

Em Camarões, o pior ataque foi em 12 de julho em Waza, onde 16 civis foram mortos e outros 34 feridos num atentado terrorista suicida cometido por uma menina-bomba num local de jogos eletrônicos cheio de gente.

Com a guerra civil deflagrada pelos jihadistas em 2009, que matou cerca de 15 mil pessoas, cerca de 2,3 milhões de fugiram de suas casas. Um milhão e 600 mil desalojados ficaram na Nigéria e 303 mil em Camarões, enquanto 374 mil fugiram para os vizinhos Chade e Níger.

"A onda de choque da violência do Boko Haram mostra a necessidade urgente de proteção e ajuda para milhões de civis na região do Lago Chade", apelou o diretor da Anistia. Cinco milhões estão ameaçados pela fome na Nigéria e 1,6 milhão em Camarões. Cerca de 515 mil crianças sofrem de desnutrição aguda, mais de 85% na Nigéria.

O Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, declarou em 2015 lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, apresenta-se como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Mulher-bomba do Boko Haram mata 27 pessoas na Nigéria

Um atentado terrorista suicida cometido por uma mulher-bomba atribuído ao grupo terrorista Boko Haram matou 27 pessoas além dela e deixou 83 feridos num mercado da vila de Konduga, perto da cidade de Maiduguri, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.

Cinco horas antes, o Exército havia lançado uma mega operação de comandos mobilizando 2 mil soldados de elite para caçar o líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau. O comandante do Exército quer capturá-lo vivo ou morto em 40 dias.

Foi o terceiro atentado terrorista deste agosto na Nigéria. A explosão aconteceu às 17h50 pela hora local (13h50 em Brasília), quando o mercado estava cheio. A Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências e a Agência Estadual de Gerenciamento de Emergências foram acionadas e ainda não confirmaram o total de mortos e feridos.

Mais de 15 mil pessoas morreram na África Ocidental desde que o Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à região. Há dois anos, o líder que agora está sendo caçado jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Shekau já foi declarado morto. Alimenta o mito da própria invulnerabilidade.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Nigéria mobiliza 2 mil soldados para caçar líder do Boko Haram

Com 2 mil soldados de elite, o Exército da Nigéria começou hoje oficialmente a operação para caçar o líder da milícia terrorista Boko Haram, Abubakar Shekau, 18 dias depois de seu comandante, general Tukur Yusuf Buratai, ordenar sua captura vivo ou morto em 40 dias, informou o jornal nigeriano The Daily Post.

O comandante no teatro de operações, general Ibrahim Attahiru, organizou os 2 mil soldados de elite em comandos de operações especiais capaz de realizar patrulhas e armar emboscada no interior profundo do país.

Ao saudar os soldados designados para a missão, o general Attahiru lembrou que depende deles o sucesso da Operação Lafiya Dole e deu sua receita para a vitória: "disciplina, inteligência, autoconfiança e uma determinação implacável".

Cerca de 15 mil pessoas foram mortas desde que o grupo extremista muçulmano Boko Haram (repúdio à educação ocidental) virou uma milícia e aderiu à luta armada, em 2009, para impor a lei islâmica na África Ocidental.

Em março de 2015, Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Depois do Estado Islâmico, é o grupo terrorista que mais mata no mundo.

domingo, 19 de março de 2017

Líder do Boko Haram ameaça tomar a África Ocidental

Para desmentir e desafiar o Exército de Nigéria, que anunciou a derrota militar do grupo, o líder da milícia jihadista Boko Haram, Abubakar Shekau, prometeu lutar até conquistar vários países da África Ocidental e impor a lei islâmica, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.

Em vídeo divulgado na última sexta-feira, Shekau ameaçou derrubar os governos do Benin, de Camarões, do Chade, do Mali, do Níger e da Nigéria. A gravação apresentava armas, munições, insígnias e outros objetos que supostamente pertenciam a soldados camaroneses.

A gravação, de 27 minutos, foi enviada a jornalistas de Abuja, a capital nigeriana, por um jornalista com contato no Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental. Há três dias, a milícia divulgara outro vídeo anunciado ter matado três homens que acusou de serem espiões do governo.

Ao aderir a luta armada para impor a lei islâmica no Nordeste da Nigéria, em 2009, o Boko Haram deflagrou uma guerra civil com um total de mortos estimado hoje em 15 mil. Em 7 de maio de 2015, Shekau declarou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, seu líder Abubaker al-Baghdadi e o califado por ele proclamado.

Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. É a segunda maior organização terrorista não estatal em número de mortos, atrás apenas do Estado Islâmico em violência e malignidade.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Boko Haram faz três ataques em 24 horas em Camarões

A milícia terrorista nigeriana Boko Haram, que hoje se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, atacou três vezes em 24 horas em 21 de novembro de 2016 no Norte da República de Camarões, noticiou ontem a agência Reuters.

Os extremistas muçulmanos investiram contra uma base militar em Darak, matando seis soldados. Uma terrorista suicida tentou se detonar junto a um posto de controle próximo a um acampamento para desalojados pela guerra do Boko Haram. Foi morta antes de se explodir.

Sob intensa pressão das Forças Armadas da Nigéria, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, passou a recorrer nos últimos anos a mulheres-bomba para se infiltrarem despercebidas no meio da multidão.

No terceiro ataque, milicianos do grupo tocaram fogo em casas na vila de Diguina.

sábado, 24 de setembro de 2016

Boko Haram destruiu 910 escolas e matou 611 professores

Pelo menos 611 professores foram mortos e 19 mil obrigados a fugir do Nordeste da Nigéria pela revolta da milícia extremista muçulmana Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental. Desde que o grupo aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, em 2009, mais de 910 escolas foram destruídas e 1,5 mil fechadas, indicam dados das Nações Unidas.

"No início de 2016, 952.029 crianças em idade escolar fugiram da violência do Boko Haram", que há um ano e meio se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, declarou Oluseyi Soremekum, assessor do escritório da ONU na Nigéria.

O novo Relatório de Monitoramento da Educação Global da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) adverte que, "ritmo anual, a universalização do ensino básico na África subsaariana só será atingida em 2080. A universalização do ensino secundário será atingida em 2099."

Assim, o subcontinente estará 70 anos atrasado em relação as metas de desenvolvimento sustentável para 2030.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Boko Haram ataca igreja e mata oito pessoas na Nigéria

Um ataque da milícia terrorista Boko Haram do lado de fora de uma igreja cristã na vila de Kwamjilari, na cidade de Chibok, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, deixou oito mortos na manhã de ontem, quando os fiéis saíam da missa dominical.

Os terroristas chegaram de bicicleta, contou uma testemunha do local, Luka Damina: "Alguns fiéis ficaram ao redor da igreja. Os pistoleiros abriram fogo e mataram oito."

Damina acrescentou que "eles eram desconhecidos pelos residentes e deixaram alguns camaradas ao longo da estrada para atirar em quem fugia. Muita gente ferida correu para o mato."

Para o coronel Sani Usman, porta-voz do Exército da Nigéria, "o que aconteceu é que remanescentes do Boko Haram que estavam em busca de comida mataram algumas pessoas". O governo nigeriano afirma que a milícia perdeu os territórios que ocupava e seus remanescentes estão refugiados na Floresta de Sambissa, próximo ao local do ataque.

Em março de 2015, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, declarou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e passou a se apresentar como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Desde que aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, em 2009, o Boko Haram deflagrou uma guerra civil em que mais de 20 mil pessoas morreram.

sábado, 17 de setembro de 2016

Exércitos matam 38 milicianos do Boko Haram no Sul do Níger

Uma operação conjunta dos exércitos do Níger e do Chade matou pelo menos 38 rebeldes da milícia extremista muçulmana nigeriana Boko Haram na região de Difa, no Sul do Níger, na África Ocidental. Dois soldados saíram feridos, noticiou o jornal árabe Asharq Al-Awsat.

A operação foi realizada de segunda a quarta-feira nas vilas de Gueskeru e Tumur, situadas a cerca de 30 quilômetros da cidade de Difa. Os dois exércitos também aprenderam grande quantidade de armas e munições, afirmou o porta-voz do Exército do Níger, Moustapha Ledru.

Os terroristas contra-atacaram em Gueskeru na quarta-feira à noite, sem matar ninguém. "O ataque causou uma psicose na população. Os assaltantes incendiaram casas e lojas, rombaram comida e medicamentos, saqueando lojas e farmácias", declarou um funcionário de uma organização não governamental à Agência France Presse (AFP).

Em sete anos desde que aderiu à luta armada, o Boko Haram, que hoje se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, provocou uma guerra civil com total de mortes estimados em pelo menos 20 mil pessoas na Nigéria, no Níger, no Chade e em Camarões.