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domingo, 19 de maio de 2019

Ex-presidente da Nigéria adverte para ameaça terrorista na África

Em uma dura crítica aos últimos governos da Nigéria, o ex-ditador e ex-presidente Olusegun Obasanjo criticou a leniência com o grupo terrorista muçulmano Boko Haram e com massacres cometidos por tribos agropastoris no Norte do país, noticiou o jornal nigeriano Daily Post.

"Os atos de violência do Boko Haram e dos pastores não foram tratados como deveriam no começo", declarou Obasanjo ao sínodo dos bispos católicos, reunido na Catedral de São Paulo, da Igreja Anglicana, em Olê, no estado do Delta, no Sul do país, onde a maioria é cristã.

"Ambas as crises foram encubadas e se desenvolveram além do que a Nigéria pode resolver. Agora, estão combinadas e internacionalizadas, sob o controle do Estado Islâmico", acrescentou o político mais prestigiado do país, pacificador da guerra civil de Biafra (1967-70), ditador (1976-79) e presidente eleito na redemocratização da Nigéria (1999-2007).

Obasanjo alerta para a internacionalização de crises internas: "Não é mais uma questão de falta de educação e de falta de emprego para nossos jovens, que estão na origem do problema. É a islamização da África Ocidental e a ação de redes globais do crime organizado, com tráfico de pessoas, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e mudanças de regime."

O ex-governador Alhaji Sule Lamido, que foi ministro do Exterior no primeiro governo democrático de Obasanjo (1999-2003), criticou o ex-chefe, dizendo que o desapontamento com o governo Muhammadu Buhari não o deve tornar numa pessoa amarga. Mas o alerta está feito.

Se a Nigéria, o país mais rico da África, tem dificuldade para combater o terrorismo, o que dizer dos outros?

Desde 2009, quando aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica na região, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, é responsável por uma guerra civil com número de mortos estimado em 20 mil. A revolta atinge também os vizinhos Camarões, Níger e Chade,

O presidente Goodluck Jonathan (2010-15), um cristão iorubá do Sul da Nigéria era considerado incapaz de acabar com uma rebelião muçulmana no Norte do país, onde os muçulmanos são maioria. Ele conseguiu controlar a revolta no Delta do Rio Níger, principal região produtora de petróleo do maior produtor da África.

Em 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a chamar seu grupo de Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Com a miséria, a instabilidade política e o tráfico de armas, que aumentou com a guerra civil na Líbia, a ameaça do jihadismo se espalha hoje por toda a região do Sahel, ao Sul do Deserto do Saara, da Mauritânia à Somália, passando por Burkina Fasso, Mali, Níger, Nigéria, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Sudão e Etiópia.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Três terroristas suicidas matam 19 pessoas em mercado na Nigéria

Três homens-bomba da milícia jihadista Boko Haram detonaram os explosivos que traziam junto ao corpo ontem à noite num mercado de peixe na cidade de Konduga, que fica a 35 quilômetros de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Pelo menos 19 pessoas morreram e outras 70 saíram feridas.

"Dois terroristas atacaram o mercado de peixe Tashan Kifi",  contou Babakura Kolo, da Força-Tarefa Conjunta Civil que apoia o Exército da Nigéria na luta contra os extremistas muçulmanos. "Quatro minutos depois, um terceiro homem-bomba atacou ali perto."

Os mortos eram 19 civis e um soldados. O mercado Tashan Kifi também tem restaurantes. É um local de encontro dos moradores das redondezas.

Kolo não tem dúvida sobre a autoria do atentado: "O Boko Haram atacou Konduga várias vezes."

Pelo menos 20 mil pessoas foram mortas desde que o Boko Haram, cujo nome significa "não à educação ocidental", aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região. Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico. Desde então, o grupo também se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

O Exército desmentiu a notícia de que Shekau teria fugido para Camarões. Dias atrás, os militares anunciaram que Shekau está sendo "procurado vivo ou morto" e ofereceram uma recompensa de 3 milhões de nairas, cerca de US$ 8.310 ou R$ 26.331, por informações que levem à sua morte ou captura.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Cruz Vermelha nega ter negociado libertação de reféns do Boko Haram

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha negou ter participado de negociações para libertar três professores universitários e dez mulheres que estavam em poder da milícia terrorista Boko Haram no Nordeste da Nigéria, informou hoje o jornal nigeriano The Daily Post.

As mulheres foram sequestradas em junho e os professores da Universidade da Maiduguri em novembro do ano passado, nos dois casos no estado de Borno. A Cruz Vermelha afirma que foi chamada apenas para transportar os reféns libertados.

"Estamos muito felizes que estas pessoas tenham sido libertadas e possam rever suas famílias", declarou o subdiretor regional da Cruz Vermelha para a África, Patrick Youssef. "A Cruz Vermelha Internacional não se envolveu em qualquer negociação que tenha levado à entrega dessas 13 pessoas. A oposição armada entregou as 13 pessoas a representantes da Cruz Vermelha, que os transportaram até autoridades nigerianas."

Em outubro de 2016 e maio de 2017, a Cruz Vermelha recebeu e transportou meninas sequestradas numa escola em Chibok, entregando-as as forças de segurança da Nigéria.

"Há muitas pessoas desaparecidas ou detidas contra a sua vontade por causa do conflito", acrescentou o diretor da Cruz Vermelha. Isto cria um sofrimento e um trauma indescritíveis, inclusive para muitas famílias [de países] da orla do Lago Chade [Nigéria, Níger, Chade e Camarões], que precisam viver com uma angústia e uma incerteza diárias de não saber o destino e a localização de suas pessoas amadas. Espero que possam voltar para suas famílias em breve."

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas na região desde 2009, quando o grupo extremista muçulmano Boko Haram, que significa "não à educação ocidental", aderiu à luta armada para impor a lei islâmica no Nordeste da Nigéria.

Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

sábado, 30 de setembro de 2017

Boko Haram ataca quartel do Exército da Nigéria

Vários milicianos do grupo terrorista Boko Haram morreram numa tentativa de tomar um quartel do Exército na cidade de Bama, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Os jihadistas atacaram às 18h30 de sexta-feira pela hora local (14h30 em Brasília) e foram rechaçados depois de uma hora e quinze minutos de combate.

Na fuga, os milicianos tocaram fogo num veículo militar e mataram um policial. "Elementos do Boko Haram tentaram entrar no quartel do Exército em Bama, mas não tiveram sucesso. Os militares mataram muitos terroristas", afirmou uma testemunha citada pelo jornal nigeriano The Daily Post.

O  comandante do teatro de operações da guerra contra o Boko Haram, coronel Onyema Nwachukwo, não comentou o ataque.

A milícia extremista muçulmana Boko Haram, cujo nome significa "repúdio à educação ocidental", aderiu em 2009 à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental. Desde então, mais de 15 mil pessoas foram mortas na guerra civil deflagrada por sua rebelião, que se estende a países vizinhos: Camarões, Chade e Níger.

Em março de 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A partir daí, o grupo passou a se apresentar como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Mulher-bomba do Boko Haram mata 27 pessoas na Nigéria

Um atentado terrorista suicida cometido por uma mulher-bomba atribuído ao grupo terrorista Boko Haram matou 27 pessoas além dela e deixou 83 feridos num mercado da vila de Konduga, perto da cidade de Maiduguri, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.

Cinco horas antes, o Exército havia lançado uma mega operação de comandos mobilizando 2 mil soldados de elite para caçar o líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau. O comandante do Exército quer capturá-lo vivo ou morto em 40 dias.

Foi o terceiro atentado terrorista deste agosto na Nigéria. A explosão aconteceu às 17h50 pela hora local (13h50 em Brasília), quando o mercado estava cheio. A Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências e a Agência Estadual de Gerenciamento de Emergências foram acionadas e ainda não confirmaram o total de mortos e feridos.

Mais de 15 mil pessoas morreram na África Ocidental desde que o Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à região. Há dois anos, o líder que agora está sendo caçado jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Shekau já foi declarado morto. Alimenta o mito da própria invulnerabilidade.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Nigéria mobiliza 2 mil soldados para caçar líder do Boko Haram

Com 2 mil soldados de elite, o Exército da Nigéria começou hoje oficialmente a operação para caçar o líder da milícia terrorista Boko Haram, Abubakar Shekau, 18 dias depois de seu comandante, general Tukur Yusuf Buratai, ordenar sua captura vivo ou morto em 40 dias, informou o jornal nigeriano The Daily Post.

O comandante no teatro de operações, general Ibrahim Attahiru, organizou os 2 mil soldados de elite em comandos de operações especiais capaz de realizar patrulhas e armar emboscada no interior profundo do país.

Ao saudar os soldados designados para a missão, o general Attahiru lembrou que depende deles o sucesso da Operação Lafiya Dole e deu sua receita para a vitória: "disciplina, inteligência, autoconfiança e uma determinação implacável".

Cerca de 15 mil pessoas foram mortas desde que o grupo extremista muçulmano Boko Haram (repúdio à educação ocidental) virou uma milícia e aderiu à luta armada, em 2009, para impor a lei islâmica na África Ocidental.

Em março de 2015, Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Depois do Estado Islâmico, é o grupo terrorista que mais mata no mundo.

domingo, 19 de março de 2017

Líder do Boko Haram ameaça tomar a África Ocidental

Para desmentir e desafiar o Exército de Nigéria, que anunciou a derrota militar do grupo, o líder da milícia jihadista Boko Haram, Abubakar Shekau, prometeu lutar até conquistar vários países da África Ocidental e impor a lei islâmica, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.

Em vídeo divulgado na última sexta-feira, Shekau ameaçou derrubar os governos do Benin, de Camarões, do Chade, do Mali, do Níger e da Nigéria. A gravação apresentava armas, munições, insígnias e outros objetos que supostamente pertenciam a soldados camaroneses.

A gravação, de 27 minutos, foi enviada a jornalistas de Abuja, a capital nigeriana, por um jornalista com contato no Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental. Há três dias, a milícia divulgara outro vídeo anunciado ter matado três homens que acusou de serem espiões do governo.

Ao aderir a luta armada para impor a lei islâmica no Nordeste da Nigéria, em 2009, o Boko Haram deflagrou uma guerra civil com um total de mortos estimado hoje em 15 mil. Em 7 de maio de 2015, Shekau declarou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, seu líder Abubaker al-Baghdadi e o califado por ele proclamado.

Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. É a segunda maior organização terrorista não estatal em número de mortos, atrás apenas do Estado Islâmico em violência e malignidade.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Boko Haram foi esmagado, afirma presidente da Nigéria

A milícia extremista muçulmana Boko Haram foi "esmagada" e expulsa de seu último enclave, na floresta de Sambisa, declarou ontem o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari. No início de 2015, o grupo controlava uma área do tamanho da Bélgica.

"Os terroristas estão em fuga e não têm mais onde se esconder", afirmou Buhari. Em discurso para os militares, o ex-general pediu que "mantenham o ritmo [da ofensiva], perseguindo-os e levando-os à Justiça."

Desde que aderiu a luta armada para impor a lei islâmica ao país mais populoso da África e à região Leste do continente, cerca de 15 mil pessoas foram mortas e 2 milhões fugiram de casa. Quando o atual presidente tomou posse, em maio de 2015, tornou prioridade o combate aos jihadistas.

Em abril do ano passado, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O grupo, cujo nome significa repúdio à educação ocidenta, se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Exército da Nigéria confirma morte de líder do Boko Haram

As Forças Armadas da Nigéria confirmaram hoje a morte do líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau. O comandante da operação, general Lucky Irabor, declarou durante revista a tropas no estado de Adamawa que Shekau e pelo menos outros dois rebeldes que se passavam pelo chefe estão mortos.

"Posso confirmar que o Shekau original foi morto, o segundo Shekau foi morto e outro homem que se apresentava como Shekau foi ferido dias atrás. Ainda temos de confirmar sua morte", afirmou o general, citado pelo jornal nigeriano Daily Post.

O verdadeiro Shekau teria morrido num bombardeio aéreo à floresta de Sambisa, no Nordeste da Nigéria, onde o Boko Haram se refugiou depois da grande ofensiva lançada pelo Exército nigeriano desde a posse do presidente Muhammadu Buhari, em 29 de maio de 2015.

Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, a guerra civil deflagrada pelo grupos causou mais de 21,4 mil mortes. Mais de 1 milhão fugiram de casa.

Em março de 2015, Shekau jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a descrever a milícia como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Nigéria anuncia morte de líderes do Boko Haram

A Força Aérea da Nigéria anunciou a morte de vários comandantes da milícia extremista muçulmana Boko Haram, inclusive até mesmo o líder do grupo, Abubakar Shekau, noticiou ontem a agência Reuters.

Os bombardeiros nigerianos atacaram o Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, em seu principal refúgio, a floresta de Sambissa, no Nordeste do país, na semana passada.

Shekau deve estar gravamente ferido, afirmou um porta-voz militar nigeriano, sem dar maiores detalhes. O governo já anunciou sua morte antes.

Desde que aderiu à luta armada, em 2009, o Boko Haram deflagrou um conflito que matou cerca de 20 mil pessoas, principalmente na Nigéria, mas também em Camarões, no Chade e no Níger, países vizinhos e muito mais pobres. Seu nome significa repúdio à educação ocidental.

A guerra ao Boko Haram é uma prioridade do presidente Muhammadu Buhari, um ex-ditador e general da reserva que chegou ao poder democraticamente em maio de 2015. Sob ataque em várias frentes, o grupo perde territórios e se refugia na floresta.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Estado Islâmico nomeia novo líder do Boko Haram

A milícia extremista muçulmana Boko Haram tem um novo líder, Abu Mussab al-Barnawi, nomeado pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou o jornal americano The Washington Post

Em entrevista divulgada pelo Estado Islâmico, o novo líder promete acabar com ataques a mesquitas e mercados frequentados por muçulmanos e recuperar o território perdido, mas o antigo líder, Abubakar Shekau, denuncia um golpe e anuncia que vai lutar pelo poder.

No início do ano passado, Shekau jurou lealdade ao grupo terrorista do Oriente Médio e mudou o nome do Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, para Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Naquela época, a aliança foi vista mais como um golpe publicitário do que uma união real com benefícios mútuos.

Desde a posse na Presidência da Nigéria, em maio de 2015, do ex-ditador e general da reserva Muhammadu Buhari, o Exército intensificou a campanha contra os jihadistas, mas enfrenta um escândalo de corrupção ligado à guerra. Mais de US$ 2 bilhões teriam sido desviados da luta contra a milícia.

O comando militar nigeriano afirmou na semana passada que o Boko Haram não controla mais territórios no país e está refugiado em florestas, mas a guerra está longe de acabar. Há uma onda de jihadismo na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara, que se estende da África Ocidental à Somália, alimentada pelo tráfico de armas e mercenários na guerra civil da Síria.

Em sete anos de luta armada, o grupo liderado por Shekau é responsável uma guerra civil em que 20 mil pessoas morreram e outros 2,2 milhões fugiram de casa. A ascensão de Barnawi indica uma dissidência no Boko Haram iniciada pelo grupo Ansaru. Al-Barnawi é o pseudônimo de um jornalista nigeriano ligado ao Ansaru.

Para o presidente da Associação de Operadores de Segurança Industrial da Nigéria, Ona Ekhomu, a mudança de líder pode levar o Boko Haram a lançar ações espetaculares, inclusive na maior e mais importante cidade nigeriana, Lagos, antiga capital do país.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Líder do Boko Haram reaparece em vídeo

Um ano depois da divulgação de sua última mensagem, divulgada em áudio, o líder da milícia extremista muçulmana nigeriana Boko Haram, Abubakar Shekau, apareceu num vídeo recente, informou a revista americana Newsweek.

Schekau empunha um rifle diante de uma bandeira do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a quem jurou lealdade na gravação de áudio divulgada em março de 2015. O comandante terrorista fala numa mistura de árabe e hauçá, uma linguagem usada no Norte da Nigéria, de maioria muçulmana, e zomba das afirmações do governo de que teria sido morto.

O Exército de Camarões anunciou que está usando drones para localizar milicianos do Boko Haram, que agora se apresenta como a província do Estado Islâmico na África Ocidental.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Boko Haram afirma que comandante supremo está vivo

O comandante supremo da milícia extremista muçulmana Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, está vivo, afirmou uma mensagem de som do grupo divulgada ontem na Internet, reportou a agência Reuters.

Nos últimos anos, o governo da Nigéria anunciou várias vezes a morte de Abubakar Shekau. As forças de segurança nigerianas alegaram que as mensagens de áudio e vídeo que desmentiram sua morte podem ter sido forjadas.

Na semana passada, o presidente do Chade, Idriss Déby, anunciou a substituição de Shekau por Mohamoud Daoud, que estaria aberto a negociar a paz com os governos de países a África Ocidental que o grupo atacou: Nigéria, Camarões, Chade e Níger.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Boko Haram trocou de líder, diz presidente do Chade

A milícia extremista muçulmana Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, elegeu um novo líder, anunciou o presidente do Chade, Idriss Deby, alimentando os rumores de que o antigo líder, Abubakar Shekau, possa ter sido morto.

O novo líder é Mahamat Daoud, disse o presidente chadiano. Shekau não aparece em vídeos publicados na Internet há meses.

Em entrevista à televisão francesa, Déby afirmou que os esforços conjuntos da Nigéria, do Chade, de Camarões e do Níger "decapitaram" a milícia jihadista: "Pequenos grupos de membros do Boko Haram continuam esparsos  no Nordeste da Nigéria, perto da fronteira com Camarões."

Como regra geral, milícias jihadistas sobrevivem à morte de seus líderes.

sábado, 7 de março de 2015

Boko Haram jura lealdade ao Estado Islâmico

A milícia extremista muçulmana nigeriana Boko Haram declarou lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico, que controla parte do Iraque e da Síria e em junho de 2014 proclamou a fundação de um califado com uma reivindicação de soberania sobre o mundo inteiro.

Em mensagem de áudio publicada no Twitter, seu líder, Abubakar Shekau, prometeu o apoio de seus milicianos ao Estado Islâmico e disse que eles vão "ouvir e obedecer em tempos de dificuldade e prosperidade". A autenticidade da gravação foi certificada pelo grupo SITE, que analisa as comunicações de grupos jihadistas.

Três explosões em dois mercados públicos e um terminal rodoviário mataram pelo menos 54 pessoas na cidade de Maiduguri, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, uma das principais áreas de atuação do grupo jihadista.

O Boko Haram, que significa "não à educação ocidental", luta para impor a lei islâmica na Nigéria e nos países vizinhos. Também atacou em Camarões, no Chade e no Níger, levando à formação de uma aliança militar na África Ocidental que pode estar prestes a cercar o grupo. Desde que aderiu à luta armada, a guerra civil deflagrada pelo Boko Haram teria causado pelo menos 12 mil mortes.

sábado, 1 de novembro de 2014

Boko Haram nega ter acertado um cessar-fogo

Da clandestinidade, o líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram (Educação ocidental é proibida), Abubakar Shekau, negou ter negociado uma trégua com o governo da Nigéria, país mais populoso da África, informou a agência de notícias Associated Press (AP).

O líder terrorista acrescentou que as 219 meninas sequestradas há mais de seis meses numa escola se converteram ao islamismo e se casaram, provavelmente com guerrilheiros do grupo. Esses casamentos forçados podem ser enquadrados como crimes sexuais e crimes de guerra.

Em 17 de outubro de 2014, o governo nigeriano anunciou um acordo de cessar-fogo com o Boko Haram, que incluiria a libertação das meninas reféns.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Boko Haram exige libertação de presos para soltar garotas

O grupo terrorista muçulmano Boko Haram divulgou hoje um vídeo com imagens que seriam das 284 estudantes secundaristas sequestradas no Nordeste da Nigéria em 14 de abril de 2014 e exigiu a libertação de todos os presos do grupo para soltá-las.

As imagens mostram jovens cobertas da cabeça aos pés, apenas com o rosto à mostra. O líder do grupo, Abubakar Shekau, afirma no vídeo de 17 minutos divulgado pela televisão árabe Al Jazira que elas se converteram ao islamismo.

Na língua hauçá-fulâni, Boko Haram significa "a educação ocidental é pecaminosa". O movimento existe desde 2001. Com a morte de seu fundador, a partir de 2009, entrou na luta armada. Desde então, sua insurgência causou mais de 3,5 mil mortes. Nos últimos ataques, visou alvos fáceis como terminais de ônibus e agora escolas secundárias para meninas.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nigéria proíbe dois grupos islamitas radicais

A Nigéria proibiu oficialmente ontem a existência de dois grupos extremistas muçulmanos ativos no Norte do país, Boko Haram e Ansaru, declarando-os terroristas, e ameaçou prender seus membros. A partir de agora, eles podem ser enquadrados na Lei de Prevenção ao Terrorismo.

"Qualquer pessoa que conscientemente, direta ou indiretamente", ajudar o Boko Haram ou Ansaru "pode ser condenado a penas de não menos do que 20 anos de prisão", advertiu em nota o presidente Goodluck Jonathan.

Mais de 2 mil pessoas, 2,8 mil pelos cálculos da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), foram mortas no Norte da Nigéria desde que o grupo Boko Haram (Não à educação ocidental) aderiu à luta armada, em 2009, para impor a lei islâmica ao país.

Na segunda-feira, os EUA ofereceram US$ 23 milhões por informações que levem à captura ou morte de cinco líderes de grupos jihadistas africanos. A maior recompensa, de US$ 7 milhões, foi oferecida por Abubakar Shekau, líder do Boko Haram.