O Ministério do Exterior do Uruguai advertiu os cidadãos daquele país que viajam aos Estados Unidos sobre o risco de serem vítimas de um ataque a tiros por causa da "crescente violência indiscriminada. Um cônsul do Japão deu aviso semelhante.
Os uruguaios foram aconselhados a evitar "parques temáticos, centros comerciais, festivais, eventos religiosos, feiras gastronômicas e qualquer tipo de eventos culturais ou esportivos".
Em Detroit, o cônsul japonês alertou que turistas do Japão "devem estar atentos a possíveis atentados com armas de fogo em todos os EUA", que descreveu como uma "sociedade armada".
O Japão tem mil vezes menos homicídios do que os EUA. A posse e o porte de armas são rigorosamente proibidos. O índice de homicídios é de 0,3 pessoas para cada 100 mil habitantes. Nos EUA, é de 5,3 por 100 mil habitantes.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 11 de agosto de 2019
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Terrorismo de extrema direita assombra os EUA
Dois massacres a tiros mataram 31 pessoas e deixaram outras 50 feridas em duas cidades relativamente pequenas e pacatas, e chocaram os Estados Unidos no fim de semana. Realimentaram o debate sobre controle de armas e deixaram um alerta sobre a ameaça crescente do terrorismo de extrema direita, dos ultranacionalistas e supremacistas brancos.
O ex-presidente Barack Obama reclamava que há pessoas proibidas de viajar de avião nos Estados Unidos por suspeita de terrorismo, mas podem comprar armas. Com esta facilidade de comprar armas, houve 251 ataques a tiros nos Estados Unidos nos últimos 216 dias.
Dezoito anos depois dos atentados cometidos por extremistas muçulmanos em 11 de setembro de 2001, a maioria dos atos de terrorismo nos Estados Unidos vem da extrema direita.
Nos últimos dez anos, ultradireitistas foram responsáveis por mais de 70% das mortes por terrorismo político. No ano passado, supremacistas brancos cometeram 39 das 50 matanças causadas por extremismo político. Meu comentário:
O ex-presidente Barack Obama reclamava que há pessoas proibidas de viajar de avião nos Estados Unidos por suspeita de terrorismo, mas podem comprar armas. Com esta facilidade de comprar armas, houve 251 ataques a tiros nos Estados Unidos nos últimos 216 dias.
Dezoito anos depois dos atentados cometidos por extremistas muçulmanos em 11 de setembro de 2001, a maioria dos atos de terrorismo nos Estados Unidos vem da extrema direita.
Nos últimos dez anos, ultradireitistas foram responsáveis por mais de 70% das mortes por terrorismo político. No ano passado, supremacistas brancos cometeram 39 das 50 matanças causadas por extremismo político. Meu comentário:
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domingo, 19 de maio de 2019
Ex-presidente da Nigéria adverte para ameaça terrorista na África
Em uma dura crítica aos últimos governos da Nigéria, o ex-ditador e ex-presidente Olusegun Obasanjo criticou a leniência com o grupo terrorista muçulmano Boko Haram e com massacres cometidos por tribos agropastoris no Norte do país, noticiou o jornal nigeriano Daily Post.
"Os atos de violência do Boko Haram e dos pastores não foram tratados como deveriam no começo", declarou Obasanjo ao sínodo dos bispos católicos, reunido na Catedral de São Paulo, da Igreja Anglicana, em Olê, no estado do Delta, no Sul do país, onde a maioria é cristã.
"Ambas as crises foram encubadas e se desenvolveram além do que a Nigéria pode resolver. Agora, estão combinadas e internacionalizadas, sob o controle do Estado Islâmico", acrescentou o político mais prestigiado do país, pacificador da guerra civil de Biafra (1967-70), ditador (1976-79) e presidente eleito na redemocratização da Nigéria (1999-2007).
Obasanjo alerta para a internacionalização de crises internas: "Não é mais uma questão de falta de educação e de falta de emprego para nossos jovens, que estão na origem do problema. É a islamização da África Ocidental e a ação de redes globais do crime organizado, com tráfico de pessoas, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e mudanças de regime."
O ex-governador Alhaji Sule Lamido, que foi ministro do Exterior no primeiro governo democrático de Obasanjo (1999-2003), criticou o ex-chefe, dizendo que o desapontamento com o governo Muhammadu Buhari não o deve tornar numa pessoa amarga. Mas o alerta está feito.
Se a Nigéria, o país mais rico da África, tem dificuldade para combater o terrorismo, o que dizer dos outros?
Desde 2009, quando aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica na região, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, é responsável por uma guerra civil com número de mortos estimado em 20 mil. A revolta atinge também os vizinhos Camarões, Níger e Chade,
O presidente Goodluck Jonathan (2010-15), um cristão iorubá do Sul da Nigéria era considerado incapaz de acabar com uma rebelião muçulmana no Norte do país, onde os muçulmanos são maioria. Ele conseguiu controlar a revolta no Delta do Rio Níger, principal região produtora de petróleo do maior produtor da África.
Em 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a chamar seu grupo de Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
Com a miséria, a instabilidade política e o tráfico de armas, que aumentou com a guerra civil na Líbia, a ameaça do jihadismo se espalha hoje por toda a região do Sahel, ao Sul do Deserto do Saara, da Mauritânia à Somália, passando por Burkina Fasso, Mali, Níger, Nigéria, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Sudão e Etiópia.
"Os atos de violência do Boko Haram e dos pastores não foram tratados como deveriam no começo", declarou Obasanjo ao sínodo dos bispos católicos, reunido na Catedral de São Paulo, da Igreja Anglicana, em Olê, no estado do Delta, no Sul do país, onde a maioria é cristã.
"Ambas as crises foram encubadas e se desenvolveram além do que a Nigéria pode resolver. Agora, estão combinadas e internacionalizadas, sob o controle do Estado Islâmico", acrescentou o político mais prestigiado do país, pacificador da guerra civil de Biafra (1967-70), ditador (1976-79) e presidente eleito na redemocratização da Nigéria (1999-2007).
Obasanjo alerta para a internacionalização de crises internas: "Não é mais uma questão de falta de educação e de falta de emprego para nossos jovens, que estão na origem do problema. É a islamização da África Ocidental e a ação de redes globais do crime organizado, com tráfico de pessoas, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e mudanças de regime."
O ex-governador Alhaji Sule Lamido, que foi ministro do Exterior no primeiro governo democrático de Obasanjo (1999-2003), criticou o ex-chefe, dizendo que o desapontamento com o governo Muhammadu Buhari não o deve tornar numa pessoa amarga. Mas o alerta está feito.
Se a Nigéria, o país mais rico da África, tem dificuldade para combater o terrorismo, o que dizer dos outros?
Desde 2009, quando aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica na região, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, é responsável por uma guerra civil com número de mortos estimado em 20 mil. A revolta atinge também os vizinhos Camarões, Níger e Chade,
O presidente Goodluck Jonathan (2010-15), um cristão iorubá do Sul da Nigéria era considerado incapaz de acabar com uma rebelião muçulmana no Norte do país, onde os muçulmanos são maioria. Ele conseguiu controlar a revolta no Delta do Rio Níger, principal região produtora de petróleo do maior produtor da África.
Em 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a chamar seu grupo de Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
Com a miséria, a instabilidade política e o tráfico de armas, que aumentou com a guerra civil na Líbia, a ameaça do jihadismo se espalha hoje por toda a região do Sahel, ao Sul do Deserto do Saara, da Mauritânia à Somália, passando por Burkina Fasso, Mali, Níger, Nigéria, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Sudão e Etiópia.
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domingo, 18 de novembro de 2018
Deputado democrata quer proibir fuzis de guerra nos EUA
Depois de mais de 300 massacres a tiros nos Estados Unidos neste ano, o deputado democrata Eric Swalwell, eleito na região da Baía de São Francisco, uma das mais progressistas do país, propôs em artigo publicado meses atrás no jornal USA Today a proibição de fuzis de assalto, a compra dos que estiverem em poder da população e o confisco dos que resistirem. Agora, pretende apresentar um projeto de lei nesse sentido.
Sua proposta se inspira na legislação da Austrália para conter a violência com armas de fogo. O deputado e ex-procurador estima o custo em US$ 15 bilhões, mas considera "um investimento em nosso direito mais importante, o direito à vida" para mudar a cultura americana de posse de armas de fogo.
Quando era procurador, Swalwell, conseguiu condenar a 65 anos de prisão Dreshawn Lee. Ele matou por vingança, em Oakland, na Califórnia, em 2009, o segurança Gary Johnson, três meses depois de ser denunciado à polícia por andar com uma arma de cano serrado. Até hoje, a autópsia de Gary o assombra.
Um fuzil de assalto semiautomático é uma arma de guerra. Suas balas atingem uma velocidade três vezes maior do que um tiro de uma pistola de 9 milímetros. Produzem lesões devastadoras em tecidos, órgãos e vasos sanguíneos, provocando hemorragias capazes de matar alvejando qualquer parte do corpo.
Gary não teve a menor chance, observa o deputado, nem as 20 crianças e oito adultos mortos na escola primária Sandy Hook, in Newtown, no estado de Connecticut, em 14 de dezembro de 2012; nem 49 frequentadores da boate Pulse, em Orlando, na Flórida, fuzilados em 12 de junho de 2016; nem os 59 mortos durante um concerto de música sertaneja em Paradise, na Grande Las Vegas, no estado de Nevada, em 1º de outubro de 2017; nem os 17 massacrados na escola secundária Marjorie Stone Douglas, em Parkland, na Flórida, em 14 de fevereiro de 2018; ou as quatro vítimas fatais na lanchonete Waffle House, em Nashville, no Tennessee, em 22 de abril de 2018.
"No entanto, podemos dar a nós mesmos e a nossas crianças a chance que essas vítimas não tiveram. Podemos finalmente agir para tirar armas de guerra de nossas ruas de uma vez por todas", defende o deputado, membro da Comissão de Justiça e da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes.
Salwell quer a proibição total destas armas: "Restabelecer a proibição de armas de guerra que estava em vigor de 1994 a 2004 proibiria a produção e a venda, mas não afetaria a posse das armas já existentes. Isto deixaria milhões de armas de assalto em nossas comunidades por décadas."
Tais armas só poderiam seriam restritas à polícia e a clubes de tiro: "Em vez disso, devemos proibir as armas de assalto militares semiautomáticas, comprar as armas de quem quiser cumprir a lei e processar criminalmente quem quiser desafiar a lei e manter suas armas."
Quando a Suprema Corte reafirmou, em 2008, o direito individual de portar armas para autodefesa garantido pela Segunda Emenda à Constituição dos EUA, argumenta o deputado, o ministro-relator Antonin Scalia declarou que este direito "não é ilimitado" e "não é o direito de possuir e portar qualquer arma, de qualquer maneira e para qualquer propósito".
Desde então, quatro tribunais federais de recursos mantiveram proibições a armas de assalto. "Há muitas outras armas disponíveis para autodefesa" e "o perigo que armas de assalto representam é uma razão legítima para estados e municípios as proibirem", escreveu Salwell.
Na Austrália, depois de um massacre de 35 pessoas com armas semiautomáticas, em abril de 1996, o governo proibiu seu uso e comprou 643.726 armas pelo valor de mercado por US$ 230 milhões pela cotação da época. O custo foi coberto por um imposto temporário de 0,2% do seguro nacional de saúde pública.
Nos EUA, o deputado estima que haja 15 milhões de armas de assalto em poder do público. A US$ 1 mil por fuzil de guerra, seriam necessários US$ 15 bilhões. Como o gasto do governo federal dos EUA é de US$ 4 trilhões por ano, seriam apenas 0,325% do total.
Ao mesmo tempo, os cortes de impostos do governo Donald Trump, que beneficiam sobretudo as grandes empresas e os riscos, devem aumentar a dívida pública em US$ 1,9 trilhão em uma década.
"Considerem isso um investimento para acabar com a carnificina, o sofrimento e a perda", concluiu o deputado. "Resolver nosso problema requer ousadia e vai custar caro, mas o custo de deixar como está será muito maior para nossos bolsos e nossas consciências."
Sua proposta se inspira na legislação da Austrália para conter a violência com armas de fogo. O deputado e ex-procurador estima o custo em US$ 15 bilhões, mas considera "um investimento em nosso direito mais importante, o direito à vida" para mudar a cultura americana de posse de armas de fogo.
Quando era procurador, Swalwell, conseguiu condenar a 65 anos de prisão Dreshawn Lee. Ele matou por vingança, em Oakland, na Califórnia, em 2009, o segurança Gary Johnson, três meses depois de ser denunciado à polícia por andar com uma arma de cano serrado. Até hoje, a autópsia de Gary o assombra.
Um fuzil de assalto semiautomático é uma arma de guerra. Suas balas atingem uma velocidade três vezes maior do que um tiro de uma pistola de 9 milímetros. Produzem lesões devastadoras em tecidos, órgãos e vasos sanguíneos, provocando hemorragias capazes de matar alvejando qualquer parte do corpo.
Gary não teve a menor chance, observa o deputado, nem as 20 crianças e oito adultos mortos na escola primária Sandy Hook, in Newtown, no estado de Connecticut, em 14 de dezembro de 2012; nem 49 frequentadores da boate Pulse, em Orlando, na Flórida, fuzilados em 12 de junho de 2016; nem os 59 mortos durante um concerto de música sertaneja em Paradise, na Grande Las Vegas, no estado de Nevada, em 1º de outubro de 2017; nem os 17 massacrados na escola secundária Marjorie Stone Douglas, em Parkland, na Flórida, em 14 de fevereiro de 2018; ou as quatro vítimas fatais na lanchonete Waffle House, em Nashville, no Tennessee, em 22 de abril de 2018.
"No entanto, podemos dar a nós mesmos e a nossas crianças a chance que essas vítimas não tiveram. Podemos finalmente agir para tirar armas de guerra de nossas ruas de uma vez por todas", defende o deputado, membro da Comissão de Justiça e da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes.
Salwell quer a proibição total destas armas: "Restabelecer a proibição de armas de guerra que estava em vigor de 1994 a 2004 proibiria a produção e a venda, mas não afetaria a posse das armas já existentes. Isto deixaria milhões de armas de assalto em nossas comunidades por décadas."
Tais armas só poderiam seriam restritas à polícia e a clubes de tiro: "Em vez disso, devemos proibir as armas de assalto militares semiautomáticas, comprar as armas de quem quiser cumprir a lei e processar criminalmente quem quiser desafiar a lei e manter suas armas."
Quando a Suprema Corte reafirmou, em 2008, o direito individual de portar armas para autodefesa garantido pela Segunda Emenda à Constituição dos EUA, argumenta o deputado, o ministro-relator Antonin Scalia declarou que este direito "não é ilimitado" e "não é o direito de possuir e portar qualquer arma, de qualquer maneira e para qualquer propósito".
Desde então, quatro tribunais federais de recursos mantiveram proibições a armas de assalto. "Há muitas outras armas disponíveis para autodefesa" e "o perigo que armas de assalto representam é uma razão legítima para estados e municípios as proibirem", escreveu Salwell.
Na Austrália, depois de um massacre de 35 pessoas com armas semiautomáticas, em abril de 1996, o governo proibiu seu uso e comprou 643.726 armas pelo valor de mercado por US$ 230 milhões pela cotação da época. O custo foi coberto por um imposto temporário de 0,2% do seguro nacional de saúde pública.
Nos EUA, o deputado estima que haja 15 milhões de armas de assalto em poder do público. A US$ 1 mil por fuzil de guerra, seriam necessários US$ 15 bilhões. Como o gasto do governo federal dos EUA é de US$ 4 trilhões por ano, seriam apenas 0,325% do total.
Ao mesmo tempo, os cortes de impostos do governo Donald Trump, que beneficiam sobretudo as grandes empresas e os riscos, devem aumentar a dívida pública em US$ 1,9 trilhão em uma década.
"Considerem isso um investimento para acabar com a carnificina, o sofrimento e a perda", concluiu o deputado. "Resolver nosso problema requer ousadia e vai custar caro, mas o custo de deixar como está será muito maior para nossos bolsos e nossas consciências."
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sábado, 24 de março de 2018
Centenas de milhares marcham por controle de armas nos EUA
Centenas de milhares de jovens marcharam hoje pelas ruas de Washington e outras cidades dos Estados Unidos para pressionar o Congresso a aprovar novas leis de controle de armas, inclusive a proibição de venda de fuzis de guerra e outras armas usadas em massacres em escolas e outros locais do país.
Desde o Massacre de Columbine, no Colorado, em 20 de abril de 1999, em que 13 vítimas e os dois assassinos morreram, 187 mil jovens sobreviveram a ataques com armas de fogo nos EUA. Eles foram as principais vozes da Marcha por Nossas Vidas., com um grande cartaz de advertência: "Faltam só 222 dias para as eleições de meio de mandato."
Um dos mais eloquentes em seu desafio aos políticos e Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas que os financia, foi Daniel Hogg. O sobrevivente do atentado na Escola Secundária Stoneman Douglas deixou claro: "Ou nos representam e estão do nosso lado ou aceitam o dinheiro do NRA e não estão."
O movimento nacional foi organizado pelos estudantes da escola de Parkland, na Flórida, atacada em 14 de fevereiro de 2018 por Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas e feriu outras 17.
"Para os líderes, céticos e cínicos que nos mandaram sentar, ficar em silêncio e esperar a nossa vez, bem-vindos à revolução!", bradou Cameroon Kasky para a multidão que ocupava 10 quarteirões da Avenida Pensilvânia, onde ficam a Casa Branca e o Congresso dos EUA. "Ou representam o povo ou caem fora. Fiquem do nosso ou, cuidado!, os eleitores estão chegando."
Emma González, de 18 anos, ficou em silêncio no palanque o tempo que durou o ataque ao colégio: "Desde que cheguei aqui, passaram-se 6 minutos e 20 segundos. O atirador parou de atirar e logo vai se livrar de seu fuzil, se misturar aos alunos em fuga e andar livre por mais de uma hora. Lutem por suas vidas antes que outro tenha de fazer o trabalho", citou o jornal The Washington Post.
Logo depois do massacre, o presidente Donald Trump chegou a defender maior controle, inclusive o aumento da idade mínima para comprar armas de 18 para 21 anos. Sob pressão da NRA, recuou e passou a apoiar a proposta do lobby dos fabricantes de armas: armar professores e agentes de segurança para patrulhar as escolas.
Hogg falou que a Escola Stoneman Douglas se transformou numa "prisão", com "centenas de policiais armados andando pelo campus. Estou preocupado com a disparidade entre estudantes negros e brancos. Por exemplo, estudantes negros são suspensos numa proporção três vezes maior do que os brancos.
Desde o Massacre de Columbine, no Colorado, em 20 de abril de 1999, em que 13 vítimas e os dois assassinos morreram, 187 mil jovens sobreviveram a ataques com armas de fogo nos EUA. Eles foram as principais vozes da Marcha por Nossas Vidas., com um grande cartaz de advertência: "Faltam só 222 dias para as eleições de meio de mandato."
Um dos mais eloquentes em seu desafio aos políticos e Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas que os financia, foi Daniel Hogg. O sobrevivente do atentado na Escola Secundária Stoneman Douglas deixou claro: "Ou nos representam e estão do nosso lado ou aceitam o dinheiro do NRA e não estão."
O movimento nacional foi organizado pelos estudantes da escola de Parkland, na Flórida, atacada em 14 de fevereiro de 2018 por Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas e feriu outras 17.
"Para os líderes, céticos e cínicos que nos mandaram sentar, ficar em silêncio e esperar a nossa vez, bem-vindos à revolução!", bradou Cameroon Kasky para a multidão que ocupava 10 quarteirões da Avenida Pensilvânia, onde ficam a Casa Branca e o Congresso dos EUA. "Ou representam o povo ou caem fora. Fiquem do nosso ou, cuidado!, os eleitores estão chegando."
Emma González, de 18 anos, ficou em silêncio no palanque o tempo que durou o ataque ao colégio: "Desde que cheguei aqui, passaram-se 6 minutos e 20 segundos. O atirador parou de atirar e logo vai se livrar de seu fuzil, se misturar aos alunos em fuga e andar livre por mais de uma hora. Lutem por suas vidas antes que outro tenha de fazer o trabalho", citou o jornal The Washington Post.
Logo depois do massacre, o presidente Donald Trump chegou a defender maior controle, inclusive o aumento da idade mínima para comprar armas de 18 para 21 anos. Sob pressão da NRA, recuou e passou a apoiar a proposta do lobby dos fabricantes de armas: armar professores e agentes de segurança para patrulhar as escolas.
Hogg falou que a Escola Stoneman Douglas se transformou numa "prisão", com "centenas de policiais armados andando pelo campus. Estou preocupado com a disparidade entre estudantes negros e brancos. Por exemplo, estudantes negros são suspensos numa proporção três vezes maior do que os brancos.
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Dois terços dos EUA querem leis mais duras para controle de armas
Cerca de 66% dos americanos apoiam o endurecimento das leis sobre compra e porte de armas e 31% são contra. É a maior porcentagem a favor de maior controle de armas desde 2008, indica uma pesquisa da Universidade Quinnipiac divulgada ontem, maior do que em 2013, depois do massacre na Escola Primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut.
Em 2008, 54% eram a favor de maior controle de armas e 40% julgavam desnecessário. Agora, 67% querem a proibição da venda de "armas de assalto", armas de guerra. Em fevereiro de 2013, 56% aprovavam a proibição de venda destas armas.
Depois do novo massacre, com 17 mortes, numa escola secundária de Parkland, na Flórida, na semana passada, há um movimento nacional liderado por jovens sobreviventes para pressionar as autoridades políticas a se livrar da influência da Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas.
Os jovens estão planejando uma marcha sobre Washington, com o apoio financeiro de celebridades como o ator de Hollywood George Clooney para exigir o fim da venda de armas de guerra e munições.
Diante da indignação da maioria, o presidente Donald Trump admitiu ser a favor da lei que proíbe o uso de um dispositivo que transformar armas semiautomáticas em automáticas. Mas esta é uma questão ligada ao massacre de 57 pessoas em Las Vegas em 1º de outubro de 2017, quando um atirador instalado num hotel atirou contra uma multidão que assistia a um concerto de música sertaneja.
Trump, que abriu o massacre recente na Flórida aos problemas mentais do assassino, também apoia o aumento da fiscalização no momento da compra de armas.
Outra pesquisa, divulgada pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC, revelou a divisão de opinião ao longo das linhas partidárias. Cerca de 80% dos republicanos preferem detetores de metal (41%) e professores armados (38%) a leis mais duras sobre compra e porte de armas (9%).
Enquanto 29% dos republicanos acreditam que leis mais rigorosas poderiam ter evitado o massacre em Parkland, 59% disseram que professores armados teriam conseguido.
Em 2008, 54% eram a favor de maior controle de armas e 40% julgavam desnecessário. Agora, 67% querem a proibição da venda de "armas de assalto", armas de guerra. Em fevereiro de 2013, 56% aprovavam a proibição de venda destas armas.
Depois do novo massacre, com 17 mortes, numa escola secundária de Parkland, na Flórida, na semana passada, há um movimento nacional liderado por jovens sobreviventes para pressionar as autoridades políticas a se livrar da influência da Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas.
Os jovens estão planejando uma marcha sobre Washington, com o apoio financeiro de celebridades como o ator de Hollywood George Clooney para exigir o fim da venda de armas de guerra e munições.
Diante da indignação da maioria, o presidente Donald Trump admitiu ser a favor da lei que proíbe o uso de um dispositivo que transformar armas semiautomáticas em automáticas. Mas esta é uma questão ligada ao massacre de 57 pessoas em Las Vegas em 1º de outubro de 2017, quando um atirador instalado num hotel atirou contra uma multidão que assistia a um concerto de música sertaneja.
Trump, que abriu o massacre recente na Flórida aos problemas mentais do assassino, também apoia o aumento da fiscalização no momento da compra de armas.
Outra pesquisa, divulgada pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC, revelou a divisão de opinião ao longo das linhas partidárias. Cerca de 80% dos republicanos preferem detetores de metal (41%) e professores armados (38%) a leis mais duras sobre compra e porte de armas (9%).
Enquanto 29% dos republicanos acreditam que leis mais rigorosas poderiam ter evitado o massacre em Parkland, 59% disseram que professores armados teriam conseguido.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
França encerra intervenção militar na República Centro-Africana
Depois de quase três anos, o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, anunciou hoje em Bangui, a capital da da República Centro-Africana, o fim da Operação Sangaris, lançada em dezembro de 2013 para acabar com os massacres promovidos por milícias muçulmanas e cristãs depois da queda presidente François Bozizé.
A retirada de 2 mil soldados franceses acontece num momento de denúncias sobre uma nova onda de massacres no país centro-africano. Cerca de 350 militares franceses vão ficar na República Centro-Africana para dar apoio a uma missão de paz das Nações Unidas.
Com o fim da Operação Sangaris, a missão da ONU será a única responsável pela segurança no país. Quando as tropas francesas deixarem as ruas da capital, é provável que as milícias testem a capacidade de reação das tropas da ONU.
A retirada de 2 mil soldados franceses acontece num momento de denúncias sobre uma nova onda de massacres no país centro-africano. Cerca de 350 militares franceses vão ficar na República Centro-Africana para dar apoio a uma missão de paz das Nações Unidas.
Com o fim da Operação Sangaris, a missão da ONU será a única responsável pela segurança no país. Quando as tropas francesas deixarem as ruas da capital, é provável que as milícias testem a capacidade de reação das tropas da ONU.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Walmart vai parar de vender fuzis de guerra
NOVA YORK - Diante da onda de massacres e assassinatos cometidos com armas de guerra, a rede de supermercados americana Walmart vai parar de vender fuzis de assalto como o AR-15, capaz de furar a blindagem de um tanque a 600 metros de distância.
"Nosso foco em armas de fogo deve ser caçadores e pessoas que praticam tiro como esporte", declarou o diretor-geral da empresa, Douglas McMillon. "Assim, os tipos de fuzis e munições que vendemos devem ser orientadas para estas atividades. Queremos servir caçadores e pescadores. Temos um grande departamento de esportes."
O AR-15 foi usado em matanças na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, onde 20 estudantes e seis professores e funcionários foram mortos, e na pré-éstreia de um filme do Batman em Aurora, no estado do Colorado, quando 12 pessoas morreram.
Mais uma vez, a sociedade americana, estarrecida pela violência gratuita, questiona a fraca regulamentação da venda de armas. Sob pressão da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, com o apoio dos deputados da oposição republicana, a lei não permite nem ao menos verificar os antecedentes criminais nem a estabilidade mental dos compradores de armas.
Em muitos estados, armas de guerra são compradas livremente em feiras e eventos promovidos pela indústria. Os traficantes de drogas do México se aproveitam desta facilidade para formar um arsenal poderoso, tornando-os capazes de enfrentar até mesmo o Exército.
Enquanto os assassinatos forem brancos americanos, não serão considerados terroristas. Quando um extremista muçulmano tirar proveito da situação para cometer um massacre como teria acontecido no trem expresso Amsterdã-Paris se dois militares americanos em férias não tivessem controle o terrorista, talvez este país acorde de uma longa letargia.
Depois dos últimos massacres, o presidente Barack Obama lembrou que depois de 11 de setembro de 2001, terroristas americanos mataram muito mais gente do que os jihadistas que pregam a destruição total dos EUA.
"Nosso foco em armas de fogo deve ser caçadores e pessoas que praticam tiro como esporte", declarou o diretor-geral da empresa, Douglas McMillon. "Assim, os tipos de fuzis e munições que vendemos devem ser orientadas para estas atividades. Queremos servir caçadores e pescadores. Temos um grande departamento de esportes."
O AR-15 foi usado em matanças na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, onde 20 estudantes e seis professores e funcionários foram mortos, e na pré-éstreia de um filme do Batman em Aurora, no estado do Colorado, quando 12 pessoas morreram.
Mais uma vez, a sociedade americana, estarrecida pela violência gratuita, questiona a fraca regulamentação da venda de armas. Sob pressão da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, com o apoio dos deputados da oposição republicana, a lei não permite nem ao menos verificar os antecedentes criminais nem a estabilidade mental dos compradores de armas.
Em muitos estados, armas de guerra são compradas livremente em feiras e eventos promovidos pela indústria. Os traficantes de drogas do México se aproveitam desta facilidade para formar um arsenal poderoso, tornando-os capazes de enfrentar até mesmo o Exército.
Enquanto os assassinatos forem brancos americanos, não serão considerados terroristas. Quando um extremista muçulmano tirar proveito da situação para cometer um massacre como teria acontecido no trem expresso Amsterdã-Paris se dois militares americanos em férias não tivessem controle o terrorista, talvez este país acorde de uma longa letargia.
Depois dos últimos massacres, o presidente Barack Obama lembrou que depois de 11 de setembro de 2001, terroristas americanos mataram muito mais gente do que os jihadistas que pregam a destruição total dos EUA.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
Boko Haram massacra 97 pessoas em mesquitas na Nigéria
Terroristas da milícia extremista muçulmana Boko Haram fuzilaram pelo menos 97 pessoas que oravam em mesquitas do Nordeste da Nigéria durante o sagrado mês do Ramadã, noticiou a agência Associated Press (AP), citando fontes do governo e grupos locais de autodefesa.
Ontem o massacre de 97 pessoas aconteceu na cidade de Kukawa, que fica a 180 quilômetros a nordeste de Maiduguri, capital do estado de Borno, onde nasceu o grupo jihadista. Os fiéis rezavam antes de quebrar o jejum que são obrigados a respeitar durante o dia no mês do Ramadã quando os terroristas dispararam.
Alguns rebeldes aproveitaram o caos para invadir e saquear casas de família, matando mais gente.
Na véspera, os milicianos invadiram a vila de Mussaram, a 35 km de Kukawa, separaram as mulheres e fuzilaram 48 homens e meninos. Dezessete sobreviveram com ferimentos graves.
Desde que aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à África Ocidental, o grupo Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, deflagrou uma guerra civil em que cerca de 15 mil pessoas morreram. Meses atrás, o grupo jurou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Em panfleto, apresenta-se como o Estado Islâmico da África Ocidental.
Ontem o massacre de 97 pessoas aconteceu na cidade de Kukawa, que fica a 180 quilômetros a nordeste de Maiduguri, capital do estado de Borno, onde nasceu o grupo jihadista. Os fiéis rezavam antes de quebrar o jejum que são obrigados a respeitar durante o dia no mês do Ramadã quando os terroristas dispararam.
Alguns rebeldes aproveitaram o caos para invadir e saquear casas de família, matando mais gente.
Na véspera, os milicianos invadiram a vila de Mussaram, a 35 km de Kukawa, separaram as mulheres e fuzilaram 48 homens e meninos. Dezessete sobreviveram com ferimentos graves.
Desde que aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à África Ocidental, o grupo Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, deflagrou uma guerra civil em que cerca de 15 mil pessoas morreram. Meses atrás, o grupo jurou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Em panfleto, apresenta-se como o Estado Islâmico da África Ocidental.
domingo, 7 de setembro de 2014
Sobrevivente conta fuga dramática do EIIL
Desde que se tornou uma força importante nas guerras civis no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico cometeu uma série de massacres, inclusive a matança de cerca de 500 soldados iraquianos de uma só vez, em Tikrit, terra natal do ditador Saddam Hussein, deposto pela invasão americana de 2003.
Ali Hussein Kadhim, único sobrevivente desse massacre, contou sua história ao jornal The New York Times. Os jihadistas fuzilam suas vítimas ao som de orações. Ele se fingiu de morto para escapar.
Ali Hussein Kadhim, único sobrevivente desse massacre, contou sua história ao jornal The New York Times. Os jihadistas fuzilam suas vítimas ao som de orações. Ele se fingiu de morto para escapar.
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