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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Walmart vai parar de vender fuzis de guerra

NOVA YORK - Diante da onda de massacres e assassinatos cometidos com armas de guerra, a rede de supermercados americana Walmart vai parar de vender fuzis de assalto como o AR-15, capaz de furar a blindagem de um tanque a 600 metros de distância.

"Nosso foco em armas de fogo deve ser caçadores e pessoas que praticam tiro como esporte", declarou o diretor-geral da empresa, Douglas McMillon. "Assim, os tipos de fuzis e munições que vendemos devem ser orientadas para estas atividades. Queremos servir caçadores e pescadores. Temos um grande departamento de esportes."

O AR-15 foi usado em matanças na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, onde 20 estudantes e seis professores e funcionários foram mortos, e na pré-éstreia de um filme do Batman em Aurora, no estado do Colorado, quando 12 pessoas morreram.

Mais uma vez, a sociedade americana, estarrecida pela violência gratuita, questiona a fraca regulamentação da venda de armas. Sob pressão da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, com o apoio dos deputados da oposição republicana, a lei não permite nem ao menos verificar os antecedentes criminais nem a estabilidade mental dos compradores de armas.

Em muitos estados, armas de guerra são compradas livremente em feiras e eventos promovidos pela indústria. Os traficantes de drogas do México se aproveitam desta facilidade para formar um arsenal poderoso, tornando-os capazes de enfrentar até mesmo o Exército.

Enquanto os assassinatos forem brancos americanos, não serão considerados terroristas. Quando um extremista muçulmano tirar proveito da situação para cometer um massacre como teria acontecido no trem expresso Amsterdã-Paris se dois militares americanos em férias não tivessem controle o terrorista, talvez este país acorde de uma longa letargia.

Depois dos últimos massacres, o presidente Barack Obama lembrou que depois de 11 de setembro de 2001, terroristas americanos mataram muito mais gente do que os jihadistas que pregam a destruição total dos EUA.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

EUA examinarão antecedentes de compradores de armas

Os dois grandes partidos dos Estados Unidos anunciaram um acordo hoje no Senado para exigir uma exame rigoroso dos antecedentes criminais dos compradores de armas.

Todas as vendas em feiras de armamentos, lojas ou via Internet estarão sujeitas a esta verificação. A proposta não inclui vendas particulares entre indivíduos sem propaganda nem intermediação.

Três estados americanos endureceram as leis de controle de armas desde o massacre na escola primária de Newtown, Connecticut, em 14 de dezembro de 2012.

O acordo bipartidário abre caminho para a primeira mudança na lei federal com o mesmo objetivo. Sofre forte oposição da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, que alega que crimes não cometidos com armas compradas legalmente e que o projeto "não vai evitar o próximo massacre, não vai acabar com o crime violento nem deixar nossas crianças mais seguras".

Em declaração hoje à tarde, o presidente Barack Obama elogiou o acordo, dizendo que o exame dos antecedentes vai "tornar mais difícil que pessoas perigosas ponham as mãos em armas". Embora "haja aspectos do acordo que eu gostaria que fossem mais fortes", disse Obama, citado pelo jornal The Washington Post, "ele representa um progresso bipartidário significativo".

A proposta precisa ser aprovada no plenário do Senado e passar pela Câmara, dominada pela oposição republicana, sempre mais resistente a leis de controle de armas.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conneticut aprova lei de controle de armas

Em resposta ao massacre numa escola primária da cidade de Newtown, o Poder Legislativo do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, aprovou uma lei que proíbe a venda de cartuchos de munição com alta capacidade e mais de 100 tipos de armas que eram legalizadas.

O governador Dannel Malloy deve sancionar a lei ainda hoje. É o terceiro estado americano a adotar leis de controle sobre a venda de armas desde o massacre, ocorrido em 14 de dezembro de 2012.

Em nível federal, as propostas defendidas pelo governo Barack Obama enfrentam dificuldades no Congresso, especialmente na Câmara, dominada pelo conservador Partido Republicano, mais suscetível às pressões da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Obama quer proibir venda de armas de guerra

O presidente Barack Obama vai apoiar um projeto de lei que proíba a venda e posse de fuzis de assalto e outras armas de guerra numa tentativa de evitar novos massacres como o da escola primária de Newtown, Connecticut, em 14 de dezembro de 2013, em que 20 crianças e 6 professoras foram mortas, informou hoje o governo dos Estados Unidos.

A posição da Casa Branca foi criticada pelos defendores de um maior controle da venda de armas, supostamente por sua moderação diante da avalanche do lobby conservador. Por isso, nesta sexta-feira, o governo reafirmou sua intenção de proibir a venda livre de armas de guerra.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

NRA quer guardas armados em todas escolas dos EUA

Depois de se declarar a favor de medidas concretas para evitar nossos massacres como o da escola primária Sandy Hook, há uma semana, a Associação Nacional do Rifle (NRA, do inglês), o lobby dos fabricantes de armas nos Estados Unidos, propôs hoje que sejam colocados guardas armados em todas as escolas do país.

"A única coisa que para um cara mau com uma arma é um cara bom com uma arma", declarou Wayne LaPierre, diretor-executivo e vice-presidente da NRA. Numa entrevista coletiva marcada pela remoção forçada de dois manifestantes com cartazes que acusavam a entidade de ter "mãos sujas de sangue", ele argumentou que escolas são alvos fáceis porque são lugares onde ninguém pode entrar armado.