Depois de perder duas eleições presidenciais que venceu no voto popular, em 2000 e 2016, o Partido Democrata tenta superar o Colégio Eleitoral criado pela Constituição dos Estados Unidos.
O governador do Colorado, Jared Polis, é o 12º a sancionar uma lei para que os votos eleitorais de seu estado vão para o vencedor do voto popular em nível nacional, noticiou o boletim de notícias The Hill.
O Distrito de Colúmbia, onde fica Washington, a capital do país, também aderiu ao Compacto Interestadual pelo Voto Popular Nacional. Até agora, participam 12 estados e o distrito federal, somando um total de 181 votos eleitorais.
Como a maioria absoluta no Colégio Eleitoral é de no mínimo 270 votos, ainda faltam 89. Talvez não seja possível mudar a regra do jogo até 2020, mas os governadores democratas esperam ter apoio suficiente em 2024, especialmente se Donald Trump for reeleito.
No ano 2000, Albert Gore Jr. teve cerca de 500 mil votos a mais do que George Walker Bush, que ganhou no Colégio Eleitoral por 271 a 266 graças a uma vitória por apenas 537 votos no estado da Flórida quando a Suprema Corte suspendeu a recontagem de 45 mil votos de resultado duvidoso, que não puderam ser lidos por máquinas.
Em 2016, Hillary Clinton teve quase 3 milhões de votos a mais do que Trump, mas perdeu por 304 a 227 no Colégio Eleitoral por ter sido derrotadas por pequenas margens em estados-chaves como Michigan, Ohio e Pensilvânia.
"Se tivéssemos os candidatos a presidente fazendo campanha no país inteiro e não apenas nos estados que podem oscilar para um lado ou outro, veríamos maior participação. Penso que isso seria bom e saudável para o processo eleitoral", declarou o deputado estadual Emily Sirota, um dos autores do projeto de lei.
Todos os estados que fazem parte do compacto votaram em Al Gore e Hillary Clinton, menos o Colorado, que em 2000 elegeu George W. Bush. Outros 16 estados debatem projetos com o mesmo objetivo. Se Delaware, Maine, Nevada e Oregon aprovaram a medida, o total de votos eleitorais sobe para 206.
Os republicanos consideram a manobra inconstitucional. Como numa federação, cada estado tem o direito de organizar suas eleições, se o movimento avançar, a disputa deve chegar à Suprema Corte.
Para mudar a Constituição, são necessários dois terços dos votos na Câmara e no Senado e a ratificação por 75% dos estados. Como os estados pequenos ganham um poder maior com o Colégio Eleitoral, é altamente improvável, que mudem uma regra que favoreceria os estados com maior população, como Califórnia, Texas, Nova York e Flórida.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 5 de março de 2019
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Suprema Corte dá razão a padeiro que negou bolo a casamento gay
Por 7 a 2, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu hoje a favor de um confeiteiro do estado do Colorado que se negou a fazer um bolo de casamento para um casamento gay, mas não resolveu se comerciantes podem se negar a atender homossexuais com base em suas crenças religiosas, noticiou o jornal The Washington Post.
Em seu voto, o ministro-relator Anthony Kennedy considerou que houve discriminação religiosa por parte da Comissão de Direitos Civis do Colorado, que considerou errada a decisão do padeiro Jack Phillips, dono da confeitaria Masterpiece Cakeshop.
"A consideração neutra e respeitosa a que Phillips tinha direito foi comprometida", argumentou Kennedy, acrescentando que a decisão de que o padeiro havia violado a lei estadual antidiscriminação ficou prejudicada.
O relator deixou claro que a decisão do supremo tribunal dos EUA não se aplica a todos os casos. A Suprema Corte ainda não decidiu se a objeção de consciência por razões está acima dos direitos dos homossexuais, que "não podem ser tratados como marginais ou inferiores em dignidade e valor".
Ainda nesta semana, o tribunal terá de examinar uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Washington de que uma florista não poderia se negar a vender flores para um casamento de pessoas do mesmo sexo.
As ministras liberais Ruth Bader Ginsburg e Sonia Sotomayor votaram contra a maioria e contra o padeiro, alegando que os comentários preconceituosos dos comissários de direitos civis do Colorado não afetaram o resultado final: "Que preconceito infectou as determinações dos árbitros da comissão? A Corte não diz", escreveu Ginsburg no voto dissidente.
Phillips agradeceu ao tribunal por "reconhecer a injustiça que o governo me infligiu". Ele declarou que "tolerância é uma rua de duas mãos". E acrescentou: "Se queremos liberdade para nós mesmos, temos de estendê-la aos outros de quem discordamos sobre questões importantes como o significado do casamento."
Por outro lado, a União Americana das Liberdades Civis (ACLU), representante do casal Charlie Craig e David Mullins, chamou a atenção para o trecho da sentença em que o juiz Kennedy disse que não pode haver discriminação a homossexuais.
James Esseks, da ACLU, destacou que a "regra geral" é que a objeção de consciência, religiosa ou por outros motivos, "não permite a donos de negócios e outros atores da economia e da sociedade negar acesso igual a bens e serviços. A padaria pode ter ganho uma batalha, mas perdeu a guerra."
O casal divulgou nota: "A decisão de hoje significa que nossa luta contra a discriminação e o tratamento injusto continua. Sempre acreditamos que nos EUA você não pode ter atendimento negado num negócio aberto ao público por ser quem você é. Abrimos este caso porque ninguém deve ter de encarar a vergonha, o embaraço e a humilhação de ouvir 'não servimos gente do seu tipo aqui', como nós encaramos, e vamos continuar lutando até que ninguém sofra."
Dois ministros ultraconservadores, Samuel Alito e Neil Gorsuch, indicaram que estavam dispostos a ir ainda mais contra os direitos dos homossexuais. "Neste país, o lugar de funcionários seculares não é julgar as crenças religiosas, mas tão somente defender seu livre exercício", escreveu Gorsuch em seu voto.
"Não é mais apropriado para a Suprema Corte dos EUA dizer ao Sr. Phillips que um bolo de casamento é igual a qualquer outro - sem relação com o significado religioso que sua fé atribui - do que seria para a Corte sugerir que para todas as pessoas o pão consagrado é apenas pão e que um kipá é apenas um gorro", arguiu Gorsuch.
Os dois ministros liberais que votaram com a maioria conservadora, Elena Kagan e Stephen Breyer, discordaram: "Um bolo de casamento não se torna em algo diferente quando um vendedor como Phillips o vende para um consumidor com 'significado religioso'", retorquiu Kagan.
"Como este tribunal sustenta há muito e reafirma hoje, um vendedor não pode violar a lei sobre lugares públicos porque sua religião desaprova a venda a um grupo de consumidores, seja definido por orientação sexual, raça, sexo ou outro traço protegido."
Ela lembrou um caso de 1968, quando um dono de churrascaria se negou a atender negros alegando que sua religião era contra a igualdade racial.
Em seu voto, o ministro-relator Anthony Kennedy considerou que houve discriminação religiosa por parte da Comissão de Direitos Civis do Colorado, que considerou errada a decisão do padeiro Jack Phillips, dono da confeitaria Masterpiece Cakeshop.
"A consideração neutra e respeitosa a que Phillips tinha direito foi comprometida", argumentou Kennedy, acrescentando que a decisão de que o padeiro havia violado a lei estadual antidiscriminação ficou prejudicada.
O relator deixou claro que a decisão do supremo tribunal dos EUA não se aplica a todos os casos. A Suprema Corte ainda não decidiu se a objeção de consciência por razões está acima dos direitos dos homossexuais, que "não podem ser tratados como marginais ou inferiores em dignidade e valor".
Ainda nesta semana, o tribunal terá de examinar uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Washington de que uma florista não poderia se negar a vender flores para um casamento de pessoas do mesmo sexo.
As ministras liberais Ruth Bader Ginsburg e Sonia Sotomayor votaram contra a maioria e contra o padeiro, alegando que os comentários preconceituosos dos comissários de direitos civis do Colorado não afetaram o resultado final: "Que preconceito infectou as determinações dos árbitros da comissão? A Corte não diz", escreveu Ginsburg no voto dissidente.
Phillips agradeceu ao tribunal por "reconhecer a injustiça que o governo me infligiu". Ele declarou que "tolerância é uma rua de duas mãos". E acrescentou: "Se queremos liberdade para nós mesmos, temos de estendê-la aos outros de quem discordamos sobre questões importantes como o significado do casamento."
Por outro lado, a União Americana das Liberdades Civis (ACLU), representante do casal Charlie Craig e David Mullins, chamou a atenção para o trecho da sentença em que o juiz Kennedy disse que não pode haver discriminação a homossexuais.
James Esseks, da ACLU, destacou que a "regra geral" é que a objeção de consciência, religiosa ou por outros motivos, "não permite a donos de negócios e outros atores da economia e da sociedade negar acesso igual a bens e serviços. A padaria pode ter ganho uma batalha, mas perdeu a guerra."
O casal divulgou nota: "A decisão de hoje significa que nossa luta contra a discriminação e o tratamento injusto continua. Sempre acreditamos que nos EUA você não pode ter atendimento negado num negócio aberto ao público por ser quem você é. Abrimos este caso porque ninguém deve ter de encarar a vergonha, o embaraço e a humilhação de ouvir 'não servimos gente do seu tipo aqui', como nós encaramos, e vamos continuar lutando até que ninguém sofra."
Dois ministros ultraconservadores, Samuel Alito e Neil Gorsuch, indicaram que estavam dispostos a ir ainda mais contra os direitos dos homossexuais. "Neste país, o lugar de funcionários seculares não é julgar as crenças religiosas, mas tão somente defender seu livre exercício", escreveu Gorsuch em seu voto.
"Não é mais apropriado para a Suprema Corte dos EUA dizer ao Sr. Phillips que um bolo de casamento é igual a qualquer outro - sem relação com o significado religioso que sua fé atribui - do que seria para a Corte sugerir que para todas as pessoas o pão consagrado é apenas pão e que um kipá é apenas um gorro", arguiu Gorsuch.
Os dois ministros liberais que votaram com a maioria conservadora, Elena Kagan e Stephen Breyer, discordaram: "Um bolo de casamento não se torna em algo diferente quando um vendedor como Phillips o vende para um consumidor com 'significado religioso'", retorquiu Kagan.
"Como este tribunal sustenta há muito e reafirma hoje, um vendedor não pode violar a lei sobre lugares públicos porque sua religião desaprova a venda a um grupo de consumidores, seja definido por orientação sexual, raça, sexo ou outro traço protegido."
Ela lembrou um caso de 1968, quando um dono de churrascaria se negou a atender negros alegando que sua religião era contra a igualdade racial.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Califórnia e Massachusetts legalizam uso recreativo da maconha
Entre os vários plebiscitos realizados paralelamente às eleições nos Estados Unidos, cinco estados votaram propostas de legalização do uso recreativo da maconha. Em dois dos estados mais liberais do país, a Califórnia e Massachusetts, o consumo da droga passa a ser permitido, anunciou o jornal The New York Times.
A maconha já estava legalizada nos estados do Alasca, Colorado, Washington, Oregon e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA. Um total de 28 estados admite o uso medicinal ou recreativo da droga.
Com a legalização em vários estados, a maconha virou um grande negócio. Como o uso recreativo ainda é considerado crime pela lei federal dos EUA, impede os bancos e o sistema financeiro de receberem o dinheiro da venda da droga, um problema que terá de ser enfrentado com a legalização no estado mais rico e poderoso do país.
A maconha já estava legalizada nos estados do Alasca, Colorado, Washington, Oregon e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA. Um total de 28 estados admite o uso medicinal ou recreativo da droga.
Com a legalização em vários estados, a maconha virou um grande negócio. Como o uso recreativo ainda é considerado crime pela lei federal dos EUA, impede os bancos e o sistema financeiro de receberem o dinheiro da venda da droga, um problema que terá de ser enfrentado com a legalização no estado mais rico e poderoso do país.
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terça-feira, 22 de março de 2016
Suprema Corte dos EUA rejeita ação contra legalização da maconha
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou ontem uma ação impetrada pelos estados de Nebraska e Oklahoma acusando o vizinho Colorado de violar a lei federal ao legalizar o uso recreativo da maconha em janeiro de 2012, noticiou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.
Na petição, Nebraska e Oklahoma alegam que "o estado do Colorado autoriza, supervisiona, protege e lucra com uma organização que cultiva, processa e vende maconha no valor de US$ 100 milhões por mês e exportou milhares de quilos de maconha para 36 estados em 2014."
"Se esta organização tive sede ao sul da fronteira, o governo federal a perseguiria como um cartel", acrescenta a ação. Só dois ministros conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, votaram a favor da admissibilidade do caso na Suprema Corte.
Pela Constituição dos EUA, quando os estados acionam uns aos outros, podem ir diretamente ao supremo tribunal federal, sem passar pelas instâncias inferiores.
No mesmo dia das eleições parlamentares e presidencial de novembro de 2012, os estados do Colorado aprovaram em plebiscito a legalização do uso recreativo da maconha. Desde então, os estados do Alaska e do Oregon e o Distrito de Colúmbia autorizaram o uso da droga.
O Uruguai foi o primeiro país a fazer o mesmo, no governo José Mujica, e o novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, defendeu a legalização na campanha.
Na petição, Nebraska e Oklahoma alegam que "o estado do Colorado autoriza, supervisiona, protege e lucra com uma organização que cultiva, processa e vende maconha no valor de US$ 100 milhões por mês e exportou milhares de quilos de maconha para 36 estados em 2014."
"Se esta organização tive sede ao sul da fronteira, o governo federal a perseguiria como um cartel", acrescenta a ação. Só dois ministros conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, votaram a favor da admissibilidade do caso na Suprema Corte.
Pela Constituição dos EUA, quando os estados acionam uns aos outros, podem ir diretamente ao supremo tribunal federal, sem passar pelas instâncias inferiores.
No mesmo dia das eleições parlamentares e presidencial de novembro de 2012, os estados do Colorado aprovaram em plebiscito a legalização do uso recreativo da maconha. Desde então, os estados do Alaska e do Oregon e o Distrito de Colúmbia autorizaram o uso da droga.
O Uruguai foi o primeiro país a fazer o mesmo, no governo José Mujica, e o novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, defendeu a legalização na campanha.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Walmart vai parar de vender fuzis de guerra
NOVA YORK - Diante da onda de massacres e assassinatos cometidos com armas de guerra, a rede de supermercados americana Walmart vai parar de vender fuzis de assalto como o AR-15, capaz de furar a blindagem de um tanque a 600 metros de distância.
"Nosso foco em armas de fogo deve ser caçadores e pessoas que praticam tiro como esporte", declarou o diretor-geral da empresa, Douglas McMillon. "Assim, os tipos de fuzis e munições que vendemos devem ser orientadas para estas atividades. Queremos servir caçadores e pescadores. Temos um grande departamento de esportes."
O AR-15 foi usado em matanças na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, onde 20 estudantes e seis professores e funcionários foram mortos, e na pré-éstreia de um filme do Batman em Aurora, no estado do Colorado, quando 12 pessoas morreram.
Mais uma vez, a sociedade americana, estarrecida pela violência gratuita, questiona a fraca regulamentação da venda de armas. Sob pressão da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, com o apoio dos deputados da oposição republicana, a lei não permite nem ao menos verificar os antecedentes criminais nem a estabilidade mental dos compradores de armas.
Em muitos estados, armas de guerra são compradas livremente em feiras e eventos promovidos pela indústria. Os traficantes de drogas do México se aproveitam desta facilidade para formar um arsenal poderoso, tornando-os capazes de enfrentar até mesmo o Exército.
Enquanto os assassinatos forem brancos americanos, não serão considerados terroristas. Quando um extremista muçulmano tirar proveito da situação para cometer um massacre como teria acontecido no trem expresso Amsterdã-Paris se dois militares americanos em férias não tivessem controle o terrorista, talvez este país acorde de uma longa letargia.
Depois dos últimos massacres, o presidente Barack Obama lembrou que depois de 11 de setembro de 2001, terroristas americanos mataram muito mais gente do que os jihadistas que pregam a destruição total dos EUA.
"Nosso foco em armas de fogo deve ser caçadores e pessoas que praticam tiro como esporte", declarou o diretor-geral da empresa, Douglas McMillon. "Assim, os tipos de fuzis e munições que vendemos devem ser orientadas para estas atividades. Queremos servir caçadores e pescadores. Temos um grande departamento de esportes."
O AR-15 foi usado em matanças na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, onde 20 estudantes e seis professores e funcionários foram mortos, e na pré-éstreia de um filme do Batman em Aurora, no estado do Colorado, quando 12 pessoas morreram.
Mais uma vez, a sociedade americana, estarrecida pela violência gratuita, questiona a fraca regulamentação da venda de armas. Sob pressão da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, com o apoio dos deputados da oposição republicana, a lei não permite nem ao menos verificar os antecedentes criminais nem a estabilidade mental dos compradores de armas.
Em muitos estados, armas de guerra são compradas livremente em feiras e eventos promovidos pela indústria. Os traficantes de drogas do México se aproveitam desta facilidade para formar um arsenal poderoso, tornando-os capazes de enfrentar até mesmo o Exército.
Enquanto os assassinatos forem brancos americanos, não serão considerados terroristas. Quando um extremista muçulmano tirar proveito da situação para cometer um massacre como teria acontecido no trem expresso Amsterdã-Paris se dois militares americanos em férias não tivessem controle o terrorista, talvez este país acorde de uma longa letargia.
Depois dos últimos massacres, o presidente Barack Obama lembrou que depois de 11 de setembro de 2001, terroristas americanos mataram muito mais gente do que os jihadistas que pregam a destruição total dos EUA.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Legalização da maconha entra em vigor no Alasca e na capital dos EUA
A partir da zero hora de hoje, é legal fumar maconha em Washington, a capital dos Estados Unidos. Há dois dias, o uso recreativo da droga foi liberado também no estado do Alasca. O Colorado e o estado de Washington legalizaram a maconha há mais de um ano. Vinte e oito estados já aceitam o uso medicinal da erva e de substâncias derivadas da planta.
O consumo em público continua proibido no Alasca. A punição é uma multa de US$ 100. No Distrito de Colúmbia, a venda de maconha continua sendo ilegal. Adultos de mais de 21 anos podem consumir a droga, possuir até duas onças e cultivar até seis plantas para uso pessoal.
Como o Distrito de Colúmbia, o distrito federal dos EUA, não tem uma câmara legislativa e está sujeito à supervisão do Senado, alguns senadores conservadores tentam bloquear a legalização.
No Colorado, o primeiro estado a liberar a maconha, não houve o aumento da criminalidade previsto pelos adversários da proposta. Não houve mais mortes, mais crimes violentos nem mais acidentes de trânsito. Portugal descriminalizou todas as drogas em 2001 e também não sofreu consequências negativas.
Enquanto isso, na América Latina, continua a guerra contra as drogas fomentada pelos EUA, que só no México causou mais de 60 mil mortes nos últimos sete anos.
O consumo em público continua proibido no Alasca. A punição é uma multa de US$ 100. No Distrito de Colúmbia, a venda de maconha continua sendo ilegal. Adultos de mais de 21 anos podem consumir a droga, possuir até duas onças e cultivar até seis plantas para uso pessoal.
Como o Distrito de Colúmbia, o distrito federal dos EUA, não tem uma câmara legislativa e está sujeito à supervisão do Senado, alguns senadores conservadores tentam bloquear a legalização.
No Colorado, o primeiro estado a liberar a maconha, não houve o aumento da criminalidade previsto pelos adversários da proposta. Não houve mais mortes, mais crimes violentos nem mais acidentes de trânsito. Portugal descriminalizou todas as drogas em 2001 e também não sofreu consequências negativas.
Enquanto isso, na América Latina, continua a guerra contra as drogas fomentada pelos EUA, que só no México causou mais de 60 mil mortes nos últimos sete anos.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Empresa faz acordo com herdeiros de Marley para promover maconha
CAMBRIDGE-MA, EUA - Uma empresa de investimentos privados de Seattle que está investindo na indústria da maconha, legalizada no estados do Alasca, do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, e no Uruguai, fechou um acordo com os herdeiros de Bob Marley para transformar o rei do reggae no seu garoto-propaganda, informa o jornal Financial Times.
O mercado negro da droga movimentou US$ 40 bilhões em 2010, estima o centro de pesquisas Rand Corporation. Neste ano, a expectativa é que o mercado legal fature US$ 2,6 bilhões.
"A pergunta que nos fazemos há quatro anos e meio é: que cara vai ter a primeira marca global deste setor?", declarou o diretor-executivo da empresa Privateer Holdings, Brendan Kennedy, que levantou US$ 22 milhões para investimentos no setor e pretende conseguir mais US$ 50 milhões ainda neste ano. "Se procurarmos na história pela pessoa mais associada a este produto, é Bob Marley. Ele tem alcance global."
Marley morreu de câncer em 1981 sem que a doença tenha sido associada ao consumo da droga. Seu prestígio como ídolo e ícone da cultura alternativa não diminuiu desde então. No ano passado, seus herdeiros ganharam US$ 20 milhões.
Quinto colocado na lista da revista Forbes das celebridades mortas que continuam gerando fortunas, Marley fica atrás dos campeões Michael Jackson e Elvis Presley. Supera John Lennon e Marilyn Monroe. Seu álbum Legend, lançado em 1984, foi o quinto mais vendido da lista da revista Billboard em setembro.
Sua filha Cedella Marley defendeu o negócio alegando que Marley sempre foi a favor da legalização e da justiça social: "As opiniões sobre a maconha estão mudando. As pessoas estão reconhecendo os benefícios da erva. Nosso pai liderou esse debate, então é natural que faça parte dele hoje."
A empresa Marley Natural deve começar a vender seus produtos em 2015, incluindo cremes e produtos para a pele, cachimbos e narguilés "baseados nas preferências de Bob", anunciou Kennedy. Ele está de olho nos mercados dos estados americanos que liberaram o uso recreativo ou medicinal da maconha e em países como o Canadá, a Espanha, a Holanda, Israel e o Uruguai.
"Vamos isso como um produto de grande aceitação, consumido pelas pessoas ao redor do mundo", acrescentou o investidor. "Todo o mundo tem algum Bob Marley entre suas músicas favoritas."
O mercado negro da droga movimentou US$ 40 bilhões em 2010, estima o centro de pesquisas Rand Corporation. Neste ano, a expectativa é que o mercado legal fature US$ 2,6 bilhões.
"A pergunta que nos fazemos há quatro anos e meio é: que cara vai ter a primeira marca global deste setor?", declarou o diretor-executivo da empresa Privateer Holdings, Brendan Kennedy, que levantou US$ 22 milhões para investimentos no setor e pretende conseguir mais US$ 50 milhões ainda neste ano. "Se procurarmos na história pela pessoa mais associada a este produto, é Bob Marley. Ele tem alcance global."
Marley morreu de câncer em 1981 sem que a doença tenha sido associada ao consumo da droga. Seu prestígio como ídolo e ícone da cultura alternativa não diminuiu desde então. No ano passado, seus herdeiros ganharam US$ 20 milhões.
Quinto colocado na lista da revista Forbes das celebridades mortas que continuam gerando fortunas, Marley fica atrás dos campeões Michael Jackson e Elvis Presley. Supera John Lennon e Marilyn Monroe. Seu álbum Legend, lançado em 1984, foi o quinto mais vendido da lista da revista Billboard em setembro.
Sua filha Cedella Marley defendeu o negócio alegando que Marley sempre foi a favor da legalização e da justiça social: "As opiniões sobre a maconha estão mudando. As pessoas estão reconhecendo os benefícios da erva. Nosso pai liderou esse debate, então é natural que faça parte dele hoje."
A empresa Marley Natural deve começar a vender seus produtos em 2015, incluindo cremes e produtos para a pele, cachimbos e narguilés "baseados nas preferências de Bob", anunciou Kennedy. Ele está de olho nos mercados dos estados americanos que liberaram o uso recreativo ou medicinal da maconha e em países como o Canadá, a Espanha, a Holanda, Israel e o Uruguai.
"Vamos isso como um produto de grande aceitação, consumido pelas pessoas ao redor do mundo", acrescentou o investidor. "Todo o mundo tem algum Bob Marley entre suas músicas favoritas."
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Dois estados americanos rejeitam propostas contra o aborto
Apesar da vitória do conservadorismo e do Partido Republicano nas eleições de 4 de novembro de 2014 nos Estados Unidos, dois estados rejeitaram em referendos duas propostas que reconheceriam os fetos como seres vivos para criminalizar o aborto.
No Colorado, por 63% a 37%, os eleitores rejeitaram a Emenda nº 67, que equiparava fetos a crianças no Código Penal estadual.
Em Dakota do Norte, um estado ainda mais conservador, por 64% a 36%, foi derrotado um projeto de emenda à Constituição Estadual para incluir esta frase: "O direito inalienável de todo ser humano à vida em todos os estágios de desenvolvimento deve ser reconhecido e protegido."
Se perderam para os conservadores as eleições para o Senado e a Câmara, os liberais ganharam alguns referendos, como os que legalizaram a maconha nos estados do Alasca e do Oregon, e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA.
No Colorado, por 63% a 37%, os eleitores rejeitaram a Emenda nº 67, que equiparava fetos a crianças no Código Penal estadual.
Em Dakota do Norte, um estado ainda mais conservador, por 64% a 36%, foi derrotado um projeto de emenda à Constituição Estadual para incluir esta frase: "O direito inalienável de todo ser humano à vida em todos os estágios de desenvolvimento deve ser reconhecido e protegido."
Se perderam para os conservadores as eleições para o Senado e a Câmara, os liberais ganharam alguns referendos, como os que legalizaram a maconha nos estados do Alasca e do Oregon, e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA.
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quinta-feira, 3 de julho de 2014
Colorado liberaliza comércio de maconha
O estado do Colorado, nos Estados Unidos, mudou a regulamentação da lei que legalizou a produção, venda e consumo de maconha. Desde ontem, qualquer adulto residente no estado com cidadania americana poderá requerer uma licença para vender a droga no varejo.
A mudança acontece seis meses depois da legalização da maconha no Colorado. É um passo para desenvolver a economia do setor, que cresce rapidamente.
A mudança acontece seis meses depois da legalização da maconha no Colorado. É um passo para desenvolver a economia do setor, que cresce rapidamente.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Maconha é vendida e fumada legalmente no Colorado
Ao se tornar o primeiro estado americano a permitir a venda legal de maconha para uso recreativo, o Colorado foi saudado como a Amsterdã dos Estados Unidos, numa referência à liberalização do uso da droga na capital da Holanda. O resto do mundo observa com atenção esta legalização aprovada em referendos no Colorado e no estado de Washington junto com as eleições de 2012 nos EUA.
Com a expectativa de uma nova onda de turistas interessados em fumar maconha legalmente, o Colorado reforçou o policiamento, especialmente nas estações de esqui, temendo que o abuso da droga aumente o número de acidentes.
A maconha ainda é proibida pela lei federal dos EUA, mas o governo Barack Obama promete não intervir nos estados que decidiram democraticamente autorizar pessoas maiores de 21 anos e usar a droga em locais privados. Dezenove estados já permitiam o uso medicinal da droga.
Com a expectativa de uma nova onda de turistas interessados em fumar maconha legalmente, o Colorado reforçou o policiamento, especialmente nas estações de esqui, temendo que o abuso da droga aumente o número de acidentes.
A maconha ainda é proibida pela lei federal dos EUA, mas o governo Barack Obama promete não intervir nos estados que decidiram democraticamente autorizar pessoas maiores de 21 anos e usar a droga em locais privados. Dezenove estados já permitiam o uso medicinal da droga.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Maioria nos EUA é a favor da legalização da maconha
Cinco meses depois que dois estados, Colorado e Washington, aprovaram em plebiscito a legalização da maconha, uma pesquisa de opinião indica que a maioria dos americanos concorda com o uso recreativo da droga.
Em pesquisa realizada em março pelo Centro de Pesquisas Pew, 52% dos entrevistados disseram que a maconha deve ser liberada, enquanto 45% entendem que deve continuar sendo proibida.
Cerca de 60% não querem que o governo Barack Obama aplique a lei federal antidrogas nos estados onde os eleitores votaram pela liberação. As principais tendências políticas são a favor: 64% dos independentes, 59% dos democratas e 57% dos republicanos.
Mais americanos estão experimentando a droga, cerca de 40%, contra 38% dez anos atrás. Ao mesmo tempo, diminui a porcentagem dos que acreditam que o uso da maconha leva ao consumo de outras drogas mais pesadas.
Entre as gerações, metade dos americanos nascidos entre 1946 e 1964, a chamada geração baby boom, em que houve grande crescimento populacional enquanto os Estados Unidos ficavam cada vez mais ricos, é a favor da legalização, ao passo que só 17% dos boomers são contra.
Na chamada geração do milênio, os adultos nascidos desde 1980, que têm hoje de 18 a 33 anos, 65% aprovam a liberação da maconha, em contraste com apenas 36% do mesmo grupo em pesquisa feita há cinco anos.
Como o negócio dos americanos é fazer negócios (the business of America is business), já surgiu no estado do Colorado uma agência de turismo especializada que oferece hotéis que aceitam o uso da droga, lojas especializadas, shows e espetáculos para completar a viagem.
Em pesquisa realizada em março pelo Centro de Pesquisas Pew, 52% dos entrevistados disseram que a maconha deve ser liberada, enquanto 45% entendem que deve continuar sendo proibida.
Cerca de 60% não querem que o governo Barack Obama aplique a lei federal antidrogas nos estados onde os eleitores votaram pela liberação. As principais tendências políticas são a favor: 64% dos independentes, 59% dos democratas e 57% dos republicanos.
Mais americanos estão experimentando a droga, cerca de 40%, contra 38% dez anos atrás. Ao mesmo tempo, diminui a porcentagem dos que acreditam que o uso da maconha leva ao consumo de outras drogas mais pesadas.
Entre as gerações, metade dos americanos nascidos entre 1946 e 1964, a chamada geração baby boom, em que houve grande crescimento populacional enquanto os Estados Unidos ficavam cada vez mais ricos, é a favor da legalização, ao passo que só 17% dos boomers são contra.
Na chamada geração do milênio, os adultos nascidos desde 1980, que têm hoje de 18 a 33 anos, 65% aprovam a liberação da maconha, em contraste com apenas 36% do mesmo grupo em pesquisa feita há cinco anos.
Como o negócio dos americanos é fazer negócios (the business of America is business), já surgiu no estado do Colorado uma agência de turismo especializada que oferece hotéis que aceitam o uso da droga, lojas especializadas, shows e espetáculos para completar a viagem.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Justiça dos EUA pede morte de atirador da pré-estreia do Batman
A promotoria do estado do Colorado, nos Estados Unidos, pediu pena de morte para James Holmes, que abriu fogo contra a plateia de uma pré-estreia do último filme do Batman na cidade de Aurora em 20 de julho de 2012, matando 12 pessoas e ferindo outras 70. Rejeitou assim uma proposta feita na semana passada pela defesa para que ele se declare culpado em troca de uma pena de prisão perpétua.
No caso de James Eagan Holmes, "justiça é morte", afirmou o promotor da comarca de Arapahoe, George Brauchler, diante de um réu impassível, que não expressou qualquer emoção no momento.
O julgamento começa em 5 de agosto, informa a companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
No caso de James Eagan Holmes, "justiça é morte", afirmou o promotor da comarca de Arapahoe, George Brauchler, diante de um réu impassível, que não expressou qualquer emoção no momento.
O julgamento começa em 5 de agosto, informa a companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
sábado, 24 de novembro de 2012
Governo Obama não indica se veta liberação da maconha
Quando a Califórnia realizou um plebiscito sobre a legalização da maconha para maiores de 21 anos, há dois anos, o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, advertiu que a lei federal que proíbe a droga seria aplicada "vigorosamente". A proposta foi derrotada por 53,5% a 46,5%. Agora, depois que os estados de Washington e do Colorado aprovaram o uso recreativo da droga por 55% a 45%, o governo Barack Obama mantém o silêncio.
"Deixem-me deixar claro que o Departamento de Justiça se opõe fortemente à Proposição 19", escreveu em 2010 o ministro, advertindo que a lei federal tem supremacia sobre leis estaduais, em resposta a uma carta de agentes aposentados da DEA (Drug Enforcement Agency), a agência de repressão às drogas, preocupados com a legalização da maconha.
Desta vez, diante de uma provocação igual, o Departamento da Justiça ficou em silêncio até agora, observa o sítio da companhia jornalística McClatchy Newspapers, que edita o jornal The Miami Herald. Faltando duas semanas para que as novas leis entrem em vigor em Washington e no Colorado, os promotores e procuradores estão encerrando os processos criminais envolvendo a droga.
É a primeira tentativa de legalização desde que a maconha foi proibida nos EUA há 75 anos. No ano passado, estima-se que 30 milhões de americanos tenham usado ilegalmente a droga, autorizada para "uso médico" em 18 estados e no Distrito de Colúmbia.
Mais de 850 mil pessoas são presas por ano por crimes relativos à maconha. Cerca de 500 mil cumprem pena por uso ou tráfico de drogas. Como cada preso custa US$ 60 mil por ano, são US$ 30 bilhões ao todo, observa um blogueiro do jornal The New York Times.
"Deixem-me deixar claro que o Departamento de Justiça se opõe fortemente à Proposição 19", escreveu em 2010 o ministro, advertindo que a lei federal tem supremacia sobre leis estaduais, em resposta a uma carta de agentes aposentados da DEA (Drug Enforcement Agency), a agência de repressão às drogas, preocupados com a legalização da maconha.
Desta vez, diante de uma provocação igual, o Departamento da Justiça ficou em silêncio até agora, observa o sítio da companhia jornalística McClatchy Newspapers, que edita o jornal The Miami Herald. Faltando duas semanas para que as novas leis entrem em vigor em Washington e no Colorado, os promotores e procuradores estão encerrando os processos criminais envolvendo a droga.
É a primeira tentativa de legalização desde que a maconha foi proibida nos EUA há 75 anos. No ano passado, estima-se que 30 milhões de americanos tenham usado ilegalmente a droga, autorizada para "uso médico" em 18 estados e no Distrito de Colúmbia.
Mais de 850 mil pessoas são presas por ano por crimes relativos à maconha. Cerca de 500 mil cumprem pena por uso ou tráfico de drogas. Como cada preso custa US$ 60 mil por ano, são US$ 30 bilhões ao todo, observa um blogueiro do jornal The New York Times.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Colorado e Washington legalizam a maconha
Entre mais de cem plebiscitos realizados ontem junto com as eleições nos Estados Unidos, o Colorado e o estado de Washington aprovaram leis que legalizam o consumo recreativo de maconha para adultos de mais de 21 anos, informa a agência de notícias Reuters.
São os dois primeiros estados americanos a acabar com a criminalização da droga nos EUA. A decisão entra em conflito com a lei federal, adverte o jornal The Washington Post. Vamos ver qual será a reação do governo Barack Obama.
São os dois primeiros estados americanos a acabar com a criminalização da droga nos EUA. A decisão entra em conflito com a lei federal, adverte o jornal The Washington Post. Vamos ver qual será a reação do governo Barack Obama.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Atirador do filme do Batman é acusado de 24 homicídios
LONDRES - O ex-doutorando de Medicina James Holmes, que invadiu a pré-estreia do último filme do Batman na cidade de Aurora, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, foi denunciado criminalmente hoje com 142 acusações, sendo 24 por homicídio doloso, com a intenção de matar e 116 por tentativa de assassinato, informa o jornal The New York Times.
Doze pessoas foram mortas e 58 feridas no massacre.
Nos últimos dias, foi revelado que Holmes estava fazendo tratamento psiquiátrico. O massacre deflagrou um novo debate, mas não pesa na campanha presidencial. Nem o presidente Barack Obama nem o candidato da oposição, Mitt Romney, acreditam que possam ganhar votos discutindo o controle de armas.
Doze pessoas foram mortas e 58 feridas no massacre.
Nos últimos dias, foi revelado que Holmes estava fazendo tratamento psiquiátrico. O massacre deflagrou um novo debate, mas não pesa na campanha presidencial. Nem o presidente Barack Obama nem o candidato da oposição, Mitt Romney, acreditam que possam ganhar votos discutindo o controle de armas.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Santorum ganha eleição primária no Missouri
O ex-senador ultraconservador Rick Santorum ganhou agora à noite a eleição prévia no estado do Missouri, mantendo-se vivo na luta pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012.
Por 55% a 25%, Santorum bateu o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que lidera a corrida mas é considerado pouco conservador pela ala mais radical do partido.
O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, que disputa com Santorum o apoio de grupos mais à direita, evangélicos e o movimento Festa do Chá, não disputou a prévia no Missouri.
Nos estados do Colorado e de Minnesota, houve convenções regionais onde a disputa está indefinida.
Por 55% a 25%, Santorum bateu o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que lidera a corrida mas é considerado pouco conservador pela ala mais radical do partido.
O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, que disputa com Santorum o apoio de grupos mais à direita, evangélicos e o movimento Festa do Chá, não disputou a prévia no Missouri.
Nos estados do Colorado e de Minnesota, houve convenções regionais onde a disputa está indefinida.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
CNN já prevê vitória de Obama
Se a eleição presidencial nos Estados Unidos fosse disputada hoje, o senador democrata Barack Obama estaria eleito, afirma a rede de televisão americana CNN com base nas pesquisas realizadas em estados-chaves.
Pela lei eleitoral dos EUA, depois da votação popular, o candidato mais votado em cada estado ganha um número de delegados proporcional ao eleitorado do estado. São esses grandes eleitores que escolhem o presidente num Colégio Eleitoral formado por 538 delegados. O vencedor precisa de 270 votos para conquistar a Casa Branca.
As últimas pesquisas dão uma vantagem de mais de dez pontos a Obama na Virgínia, que há 40 anos não dá vitória a um democrata, e no Colorado, que preferiu o candidato republicano nos últimos 16 anos.
O democrata também lidera na Flórida, onde a eleição de 2000 foi decidida a favor de George Walker Bush, em meio a fortes suspeitas de fraude porque Jeb Bush, irmão do então candidato republicano, era governador. Sem a Flórida, McCain não tem a menor chance.
Pela lei eleitoral dos EUA, depois da votação popular, o candidato mais votado em cada estado ganha um número de delegados proporcional ao eleitorado do estado. São esses grandes eleitores que escolhem o presidente num Colégio Eleitoral formado por 538 delegados. O vencedor precisa de 270 votos para conquistar a Casa Branca.
As últimas pesquisas dão uma vantagem de mais de dez pontos a Obama na Virgínia, que há 40 anos não dá vitória a um democrata, e no Colorado, que preferiu o candidato republicano nos últimos 16 anos.
O democrata também lidera na Flórida, onde a eleição de 2000 foi decidida a favor de George Walker Bush, em meio a fortes suspeitas de fraude porque Jeb Bush, irmão do então candidato republicano, era governador. Sem a Flórida, McCain não tem a menor chance.
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