Entre os vários plebiscitos realizados paralelamente às eleições nos Estados Unidos, cinco estados votaram propostas de legalização do uso recreativo da maconha. Em dois dos estados mais liberais do país, a Califórnia e Massachusetts, o consumo da droga passa a ser permitido, anunciou o jornal The New York Times.
A maconha já estava legalizada nos estados do Alasca, Colorado, Washington, Oregon e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA. Um total de 28 estados admite o uso medicinal ou recreativo da droga.
Com a legalização em vários estados, a maconha virou um grande negócio. Como o uso recreativo ainda é considerado crime pela lei federal dos EUA, impede os bancos e o sistema financeiro de receberem o dinheiro da venda da droga, um problema que terá de ser enfrentado com a legalização no estado mais rico e poderoso do país.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
Suprema Corte dos EUA rejeita ação contra legalização da maconha
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou ontem uma ação impetrada pelos estados de Nebraska e Oklahoma acusando o vizinho Colorado de violar a lei federal ao legalizar o uso recreativo da maconha em janeiro de 2012, noticiou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.
Na petição, Nebraska e Oklahoma alegam que "o estado do Colorado autoriza, supervisiona, protege e lucra com uma organização que cultiva, processa e vende maconha no valor de US$ 100 milhões por mês e exportou milhares de quilos de maconha para 36 estados em 2014."
"Se esta organização tive sede ao sul da fronteira, o governo federal a perseguiria como um cartel", acrescenta a ação. Só dois ministros conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, votaram a favor da admissibilidade do caso na Suprema Corte.
Pela Constituição dos EUA, quando os estados acionam uns aos outros, podem ir diretamente ao supremo tribunal federal, sem passar pelas instâncias inferiores.
No mesmo dia das eleições parlamentares e presidencial de novembro de 2012, os estados do Colorado aprovaram em plebiscito a legalização do uso recreativo da maconha. Desde então, os estados do Alaska e do Oregon e o Distrito de Colúmbia autorizaram o uso da droga.
O Uruguai foi o primeiro país a fazer o mesmo, no governo José Mujica, e o novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, defendeu a legalização na campanha.
Na petição, Nebraska e Oklahoma alegam que "o estado do Colorado autoriza, supervisiona, protege e lucra com uma organização que cultiva, processa e vende maconha no valor de US$ 100 milhões por mês e exportou milhares de quilos de maconha para 36 estados em 2014."
"Se esta organização tive sede ao sul da fronteira, o governo federal a perseguiria como um cartel", acrescenta a ação. Só dois ministros conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, votaram a favor da admissibilidade do caso na Suprema Corte.
Pela Constituição dos EUA, quando os estados acionam uns aos outros, podem ir diretamente ao supremo tribunal federal, sem passar pelas instâncias inferiores.
No mesmo dia das eleições parlamentares e presidencial de novembro de 2012, os estados do Colorado aprovaram em plebiscito a legalização do uso recreativo da maconha. Desde então, os estados do Alaska e do Oregon e o Distrito de Colúmbia autorizaram o uso da droga.
O Uruguai foi o primeiro país a fazer o mesmo, no governo José Mujica, e o novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, defendeu a legalização na campanha.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Terrorista americano visou negros e cristãos em massacre no Oregon
Antes de matar algumas de suas nove vítimas num campus universitário da cidade de Roseburg, no interior do estado do Oregon, o terrorista americano Chris Harper Mercer, de 26 anos, perguntou: "Você é cristão? Então vai se encontrar com Deus." Os negros também foram alvos.
Mercer matou nove pessoas ontem antes de morrer baleado pela polícia. Os Estados Unidos ainda investigam os motivos do jovem nascido no Reino Unido mas criado no país para cometer mais um massacre, enquanto o presidente Barack Obama lamentou mais uma vez ter de voltar a falar no controle da venda de armas.
Desde que Obama chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009, houve cerca de 30 massacres cometidos por atiradores descontrolados. Só neste ano, atiradores atacaram 45 escolas. Eles mataram muito mais americanos do que todos os atentados terroristas ocorridos depois de 11 de setembro de 2001, mas a Associação Nacional do Rifle, o poderoso lobby dos fabricantes de armas impede a aprovação de qualquer lei.
"Rezar não basta", desabafou ontem o presidente dos EUA. "Gastamos mais de US$ 1 trilhão, aprovamos inúmeras leis e criamos agências inteiras para prevenir ataques terroristas em nosso território. Mas temos um Congresso que explicitamente nos impede até mesmo de coletar dados sobre como se poderia reduzir o número de mortes por armas de fogo. Como isto é possível?"
A Emenda nº 2 da Constituição, dá aos cidadãos o direito de portar armas e formar milícias para se defender. Obama gostaria de impor algum controle, como a verificação dos antecedentes criminais e da saúde mental dos compradores de armas. Nem isso passa num Congresso dominado pela oposição conservadora.
Nos EUA, é possível comprar armas pela Internet ou em feiras da indústria sem qualquer fiscalização. Mercer tinha 13 armas, todas compradas da mesma loja. Seis foram apreendidas no campus e sete na casa dele.
Os crimes contra cristãos representam apenas 10% dos delitos cometidos por motivos religiosos nos EUA desde 2013, de acordo com as estatísticas do FBI, a polícia federal americana. De um total de 1.031 casos, os judeus foram alvo em 625, os muçulmanos em 135, os católicos em 70 e os protestantes em 35.
Mercer matou nove pessoas ontem antes de morrer baleado pela polícia. Os Estados Unidos ainda investigam os motivos do jovem nascido no Reino Unido mas criado no país para cometer mais um massacre, enquanto o presidente Barack Obama lamentou mais uma vez ter de voltar a falar no controle da venda de armas.
Desde que Obama chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009, houve cerca de 30 massacres cometidos por atiradores descontrolados. Só neste ano, atiradores atacaram 45 escolas. Eles mataram muito mais americanos do que todos os atentados terroristas ocorridos depois de 11 de setembro de 2001, mas a Associação Nacional do Rifle, o poderoso lobby dos fabricantes de armas impede a aprovação de qualquer lei.
"Rezar não basta", desabafou ontem o presidente dos EUA. "Gastamos mais de US$ 1 trilhão, aprovamos inúmeras leis e criamos agências inteiras para prevenir ataques terroristas em nosso território. Mas temos um Congresso que explicitamente nos impede até mesmo de coletar dados sobre como se poderia reduzir o número de mortes por armas de fogo. Como isto é possível?"
A Emenda nº 2 da Constituição, dá aos cidadãos o direito de portar armas e formar milícias para se defender. Obama gostaria de impor algum controle, como a verificação dos antecedentes criminais e da saúde mental dos compradores de armas. Nem isso passa num Congresso dominado pela oposição conservadora.
Nos EUA, é possível comprar armas pela Internet ou em feiras da indústria sem qualquer fiscalização. Mercer tinha 13 armas, todas compradas da mesma loja. Seis foram apreendidas no campus e sete na casa dele.
Os crimes contra cristãos representam apenas 10% dos delitos cometidos por motivos religiosos nos EUA desde 2013, de acordo com as estatísticas do FBI, a polícia federal americana. De um total de 1.031 casos, os judeus foram alvo em 625, os muçulmanos em 135, os católicos em 70 e os protestantes em 35.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Dois estados americanos rejeitam propostas contra o aborto
Apesar da vitória do conservadorismo e do Partido Republicano nas eleições de 4 de novembro de 2014 nos Estados Unidos, dois estados rejeitaram em referendos duas propostas que reconheceriam os fetos como seres vivos para criminalizar o aborto.
No Colorado, por 63% a 37%, os eleitores rejeitaram a Emenda nº 67, que equiparava fetos a crianças no Código Penal estadual.
Em Dakota do Norte, um estado ainda mais conservador, por 64% a 36%, foi derrotado um projeto de emenda à Constituição Estadual para incluir esta frase: "O direito inalienável de todo ser humano à vida em todos os estágios de desenvolvimento deve ser reconhecido e protegido."
Se perderam para os conservadores as eleições para o Senado e a Câmara, os liberais ganharam alguns referendos, como os que legalizaram a maconha nos estados do Alasca e do Oregon, e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA.
No Colorado, por 63% a 37%, os eleitores rejeitaram a Emenda nº 67, que equiparava fetos a crianças no Código Penal estadual.
Em Dakota do Norte, um estado ainda mais conservador, por 64% a 36%, foi derrotado um projeto de emenda à Constituição Estadual para incluir esta frase: "O direito inalienável de todo ser humano à vida em todos os estágios de desenvolvimento deve ser reconhecido e protegido."
Se perderam para os conservadores as eleições para o Senado e a Câmara, os liberais ganharam alguns referendos, como os que legalizaram a maconha nos estados do Alasca e do Oregon, e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Republicanos podem tomar controle do Senado dos EUA
Os Estados Unidos realizam hoje eleições intermediárias para toda a Câmara dos Representantes, de 435 cadeiras, 33 das 100 cadeiras no Senado, governadores de 38 estados e territórios, e 46 assembleias legislativas estaduais. A oposição republicana deve ampliar a maioria na Câmara e é favorita para tomar do Partido Democrata o controle sobre o Senado.
Nas últimas pesquisas, 46% manifestaram a intenção de votar nos republicanos e 45% nos democratas, que chegaram a esconder o presidente Barack Obama durante a campanha dada sua impopularidade. Hoje, há 53 senadores democratas, 45 republicanos e dois independentes.
Para obter a maioria, os republicanos precisam sair desta eleição com seis senadores a mais do que têm hoje. Se tiver 50 senadores, o Partido Democrata fica em maioria porque, em caso de empate, o vice-presidente vota, na condição de presidente do Senado.
Sob Obama, os EUA venceram sua pior crise desde a Grande Depressão (1929-39). Têm hoje o ritmo de crescimento mais forte entre os países ricos, de 3,5% ao ano no terceiro trimestre de 2014. O desemprego caiu de 10% para 5,9%. Mas aparentemente o eleitorado não credita a recuperação da economia ao presidente.
Como em dois estados pode haver segundo turno para o Senado, talvez a futura composição e a divisão de poder no Congresso dos EUA só sejam conhecidas em janeiro de 2015.
Cerca de 69% esperam uma vitória do Partido Republicano. Isso pode ser o fim na prática do governo Obama. Se a divisão no Congresso e o radicalismo da direita conservadora bloquearam a agenda legislativa nos últimos quatro anos, se a oposição tiver maioria na Câmara e no Senado, Obama será o chamado pato manco, um político em fim de mandato, impopular e que não vai mais disputar eleições.
Também vai haver eleições para prefeito em algumas cidades e uma série de referendos, pelo menos cinco sobre a legalização ou descriminalização do uso recreativo da maconha, nos estados do Alasca, do Maine, do Oregon e da Califórnia, e no Distrito de Colúmbia, e dois sobre o uso medicinal da droga, no estado da Flórida e no território de Guam. Dois estados americanos, Colorado e Washington, já legalizaram o consumo de maconha.
Nas últimas pesquisas, 46% manifestaram a intenção de votar nos republicanos e 45% nos democratas, que chegaram a esconder o presidente Barack Obama durante a campanha dada sua impopularidade. Hoje, há 53 senadores democratas, 45 republicanos e dois independentes.
Para obter a maioria, os republicanos precisam sair desta eleição com seis senadores a mais do que têm hoje. Se tiver 50 senadores, o Partido Democrata fica em maioria porque, em caso de empate, o vice-presidente vota, na condição de presidente do Senado.
Sob Obama, os EUA venceram sua pior crise desde a Grande Depressão (1929-39). Têm hoje o ritmo de crescimento mais forte entre os países ricos, de 3,5% ao ano no terceiro trimestre de 2014. O desemprego caiu de 10% para 5,9%. Mas aparentemente o eleitorado não credita a recuperação da economia ao presidente.
Como em dois estados pode haver segundo turno para o Senado, talvez a futura composição e a divisão de poder no Congresso dos EUA só sejam conhecidas em janeiro de 2015.
Cerca de 69% esperam uma vitória do Partido Republicano. Isso pode ser o fim na prática do governo Obama. Se a divisão no Congresso e o radicalismo da direita conservadora bloquearam a agenda legislativa nos últimos quatro anos, se a oposição tiver maioria na Câmara e no Senado, Obama será o chamado pato manco, um político em fim de mandato, impopular e que não vai mais disputar eleições.
Também vai haver eleições para prefeito em algumas cidades e uma série de referendos, pelo menos cinco sobre a legalização ou descriminalização do uso recreativo da maconha, nos estados do Alasca, do Maine, do Oregon e da Califórnia, e no Distrito de Colúmbia, e dois sobre o uso medicinal da droga, no estado da Flórida e no território de Guam. Dois estados americanos, Colorado e Washington, já legalizaram o consumo de maconha.
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Obama garante maioria dos delegados eleitos
Com uma boa vitória no estado do Oregon, onde a apuração ainda está em andamento, até agora por 58%-42%, o senador Barack Obama garantiu o apoio de mais da metade dos 3.253 delegados eleitos nas prévias do Partido Democrata para escolher o candidato à Presidência dos Estados Unidos.
No discurso da vitória, o jovem senador por Illinois, de 46 anos, declarou que a candidatura "está ao alcance".
Para derrotá-lo, a senadora e ex-primeira-dama precisa que os 796 superdelegados, que não são obrigados a votar de acordo com os resultados das primárias e convenções de seus estados, virassem a mesa, ignorando o voto popular.
Hillary ganhou no Kentucky por ampla margem, 65%-30%, e insiste em que vai até o fim da temporada de eleições primárias, em 3 de junho. "Como nenhum de nós vai conseguir o número de delegados para garantir a indicação, caberá ao Partido Democrata decidir quem é o mais preparado para acabar com a guerra no Iraque e resolver a crise econômica. Vou apoiar quem quer que ela seja", brincou a ex-primeira-dama.
Obama já é encarado por todos como o candidato democrata à Casa Branca em 4 de novembro de 2008. Só Hillary ainda não se convenceu.
No discurso da vitória, o jovem senador por Illinois, de 46 anos, declarou que a candidatura "está ao alcance".
Para derrotá-lo, a senadora e ex-primeira-dama precisa que os 796 superdelegados, que não são obrigados a votar de acordo com os resultados das primárias e convenções de seus estados, virassem a mesa, ignorando o voto popular.
Hillary ganhou no Kentucky por ampla margem, 65%-30%, e insiste em que vai até o fim da temporada de eleições primárias, em 3 de junho. "Como nenhum de nós vai conseguir o número de delegados para garantir a indicação, caberá ao Partido Democrata decidir quem é o mais preparado para acabar com a guerra no Iraque e resolver a crise econômica. Vou apoiar quem quer que ela seja", brincou a ex-primeira-dama.
Obama já é encarado por todos como o candidato democrata à Casa Branca em 4 de novembro de 2008. Só Hillary ainda não se convenceu.
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