A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou ontem uma ação impetrada pelos estados de Nebraska e Oklahoma acusando o vizinho Colorado de violar a lei federal ao legalizar o uso recreativo da maconha em janeiro de 2012, noticiou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.
Na petição, Nebraska e Oklahoma alegam que "o estado do Colorado autoriza, supervisiona, protege e lucra com uma organização que cultiva, processa e vende maconha no valor de US$ 100 milhões por mês e exportou milhares de quilos de maconha para 36 estados em 2014."
"Se esta organização tive sede ao sul da fronteira, o governo federal a perseguiria como um cartel", acrescenta a ação. Só dois ministros conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, votaram a favor da admissibilidade do caso na Suprema Corte.
Pela Constituição dos EUA, quando os estados acionam uns aos outros, podem ir diretamente ao supremo tribunal federal, sem passar pelas instâncias inferiores.
No mesmo dia das eleições parlamentares e presidencial de novembro de 2012, os estados do Colorado aprovaram em plebiscito a legalização do uso recreativo da maconha. Desde então, os estados do Alaska e do Oregon e o Distrito de Colúmbia autorizaram o uso da droga.
O Uruguai foi o primeiro país a fazer o mesmo, no governo José Mujica, e o novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, defendeu a legalização na campanha.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 22 de março de 2016
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Oklahoma aprova lei para ensinar criacionismo
Mais uma lei proposta por deputados ultraconservadores que pretendem colocar crenças religiosas acima da ciência acaba de vencer a última barreira rumo à votação em plenário, na próxima semana. Foi aprovada pela Comissão de Educação do legislativo estadual de Oklahoma, nos Estados Unidos.
O projeto do deputado estadual republicano Gus Blackwell visa a "permitir que professores e estudantes possam explorar teorias alternativas sem repercussão", informa o jornal digital americano The Huffington Post.
Seus alvos preferencias são a Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin, contestada pelos fundamentalistas cristãos, que defendem a explicação da Bíblia sobre a origem do universo, e o aquecimento global.
"Propus esta lei porque há estudantes e professores que podem ter medo de contrariar o que leem nos seus livros-texto", alegou o deputado. "Um estudante precisa ter liberdade ao escrever um ensaio para poder argumentar que a vida altamente complexa não possa ser explicada simplesmente por mutações ocorridas ao acaso".
Aqui no Brasil, também há tentativas de introduzir versões bíblicas no estudo da ciência. A ex-governadora do Rio de Janeiro Rosângela Matheus (Rosinha) dizia que "a Teoria da Evolução das Espécies é só uma teoria". É a teoria aceita pela ciência, que não pode mais aceitar a versão de que Deus criou o mundo em seis dias. Suas ideias foram repelidas como retrógradas e obscurantistas.
O projeto do deputado estadual republicano Gus Blackwell visa a "permitir que professores e estudantes possam explorar teorias alternativas sem repercussão", informa o jornal digital americano The Huffington Post.
Seus alvos preferencias são a Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin, contestada pelos fundamentalistas cristãos, que defendem a explicação da Bíblia sobre a origem do universo, e o aquecimento global.
"Propus esta lei porque há estudantes e professores que podem ter medo de contrariar o que leem nos seus livros-texto", alegou o deputado. "Um estudante precisa ter liberdade ao escrever um ensaio para poder argumentar que a vida altamente complexa não possa ser explicada simplesmente por mutações ocorridas ao acaso".
Aqui no Brasil, também há tentativas de introduzir versões bíblicas no estudo da ciência. A ex-governadora do Rio de Janeiro Rosângela Matheus (Rosinha) dizia que "a Teoria da Evolução das Espécies é só uma teoria". É a teoria aceita pela ciência, que não pode mais aceitar a versão de que Deus criou o mundo em seis dias. Suas ideias foram repelidas como retrógradas e obscurantistas.
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