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terça-feira, 15 de novembro de 2022

Democratas mantêm controle do Senado em derrota para Trump

 Apesar da impopularidade do presidente Joe Biden, que tem apenas 42% de aprovação, o Partido Democrata saiu relativamente bem nas eleições intermediárias, de meio de mandato, em 8 de novembro. Manteve o controle do Senado e ainda disputa, em desvantagem, a maioria na Câmara dos Representantes.

Com a derrota de quase todos os candidatos apoiados pelo presidente Donald Trump em eleições majoritárias, fica prejudica a candidatura à Casa Branca que ele pretende anunciar hoje. É a terceira derrota seguida do Partido Republicano sob a liderança de Trump.

O extremismo perdeu nas urnas. Ganhou a democracia norte-americana. Meu comentário:

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Trump demite ministro da Justiça e abre guerra contra investigações

A onda azul do Partido Democrata reconquistou a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de ontem. Não fui uma tsuname. O Partido Republicano deve ampliar a maioria no Senado, mas o presidente Donald Trump demitiu hoje o ministro da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions para se proteger do inquérito do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016.

A apuração ainda não terminou. Os democratas elegeram 223 deputados, cinco a mais do que o necessário para ter maioria na Câmara, e os republicanos, 199 deputados. Faltam os resultados de 13 distritos.

No Senado, os republicanos terão 51 cadeiras e os democratas 46, faltando definir três cadeiras.

Foi uma derrota para o presidente, que tinha maioria nas duas casas do Congresso. Por temor de que a maioria democrata investigue seus escândalos, conflitos de interesses e relações com a Rússia, Trump demitiu Sessions, que se negou a supervisionar o inquérito por ter mantido contato com o embaixador russo durante a campanha eleitoral.

Trump nunca engoliu a recusa. O subprocurador-geral, Rod Rosenstein, nomeou o procurador especial depois que o presidente demitiu James Comey, então diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, em maio de 2017.

Depois de anunciar que entraria em “guerra” com a oposição se os democratas tentarem investigar ele e a família, Trump afastou Sessions e nomeou como interino Matthew Whitaker, que no ano passado declarou que Mueller não tem autorização para investigar as finanças pessoais do presidente e de sua família.

O presidente reclamou várias vezes de Sessions, insinuando que o procurador-geral deveria protegê-lo e não defender os interesses da Justiça dos EUA. Foi aconselhado a não demiti-lo antes das eleições de ontem para não prejudicar os candidatos republicanos.

Para reconquistar a Câmara, por causa do redesenho dos distritos eleitorais pelos republicanos nos estados que governam, os democratas precisavam de 55% do total de votos. Os republicanos são cada vez mais um partido conservador das pequenas cidades e das zonas rurais do país. Perdem nos grandes centros urbanos.

Apesar do excelente desempenho da economia, que cresce em ritmo de 3,5% ao ano, com desemprego de 3,7%, o menor índice desde 1969, a impopularidade do presidente, hoje na média de 42%, suas posições extremistas e os ataques ao programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal de saúde devolveram a maioria na Câmara aos democratas.

Obama perdeu a maioria na Câmara em 2010, no segundo ano de governo, principalmente por causa dos ataques dos republicanos a seu programa de saúde, que obriga os planos de saúde a cobrir doenças preexistentes. Agora, esta questão foi uma das grandes bandeiras dos democratas.

Os EUA têm a medicina mais desenvolvida do mundo, mas é muito cara. Os gastos somam 16% do produto interno bruto da maior economia do mundo, de cerca de US$ 20 trilhões. Uma doença como o câncer pode significar a falência da família e a morte do paciente.

Como a economia aparentemente atingiu o pico e a guerra comercial com a China ameaça provocar uma recessão, Trump pode tentar culpar os democratas. Levando em conta a taxa de desemprego e os preços das ações de empresas cotadas em bolsas de valores, o derrota do presidente em eleições intermediárias foi considerada a pior em 100 anos.

Outro fator importante na vitória democrata foi a expressiva participação das mulheres, irritadas pela misoginia de Trump. Com algumas cadeiras a definir, pelo 113 mulheres foram eleitas para o Congresso.

A líder democrata Nancy Pelosi, primeira mulher a presidir a Câmara, deve reassumir o cargo.

Alexandria Ocasio Cortez, uma socialista de origem porto-riquenha eleita por Nova York de 29 anos, será a mais jovem deputada. Ilhan Omar e Rashida Tlaib, eleitas por Minnesota e Michigan, serão as primeiras muçulmanas, enquanto Sharice Davids, do Kansas, e Debra Haaland, do Novo México, serão as primeiras mulheres indígenas no Congresso. São todas democratas.

A má notícia para os democratas é que venceram eleições locais. Das 29 cadeiras que tomaram dos republicanos para ter maioria, muitas estão em distritos conservadores onde os republicanos costumam ganhar e podem ser perdidas daqui a dois anos, nas próximas eleições.

Os republicanos devem aumentar a maioria no Senado, em eleições estaduais, e elegeram 20 dos 36 governadores estaduais, uma indicação melhor de um possível desempenho do partido na eleição presidencial de 2020. Venceram em estados-chaves como a Flórida e Ohio, decisivos na disputa pela Casa Branca.

Com a maioria na Câmara, os democratas podem denunciar o presidente e abrir um processo de impeachment, mas não têm a maioria de dois terços exigida no Senado para afastar o presidente. Parte da bancada republicana teria teria de abandonar Trump.

Uma acusação de obstrução de justiça, se Trump acabar com o inquérito do procurador especial, pode levar ao impedimento do presidente. Com certeza, os democratas vão aproveitar a maioria para investigar Trump.

Democratas reconquistam maioria na Câmara dos EUA

O Partido Democrata venceu o presidente Donald Trump e terá maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, anunciou há pouco a rede de televisão NBC. O Partido Republicano vai manter a maioria no Senado, noticiou a rede de TV CNN.

Com a reeleição do ultraconservador Ted Cruz no Texas, os republicanos terão pelo menos 50 senadores, a metade do Senado. Como o vice-presidente preside o Senado, Mike Pence pode dar o voto de minerva em caso de empate.

Ainda há 12 cadeiras indefinidas. Então, é provável que os republicanos aumentem sua maioria no Senado, que hoje é de apenas duas cadeiras.

Na Câmara, os democratas precisavam tomar 23 cadeiras dos republicanos para retomar a maioria que perderam em 2010, nas eleições do meio do primeiro mandato do presidente Barack Obama. A deputada Nancy Pelosi, da Califórnia, deve voltar a presidir a Câmara.

É uma grande derrota do presidente Trump, que fez campanha furiosamente, com uma média superior a mais de 30 mentiras por dia, tentando aterrorizar os americanos com as caravanas de miseráveis da América Central que marcham rumo à fronteira sul dos EUA.

A partir de janeiro, a nova maioria democrata vai poder exigir que a Casa Branca entregue documentos. Cautelosa, Nancy Pelosi é contra a abertura de um processo de impeachment de Trump por causa do suposta conluio com a Rússia nas eleições de 2016.

Nos EUA, a Câmara pode abrir um processo de impeachment por maioria simples, mas o presidente só pode ser afastado por dois terços dos votos do Senado. Isso exige que vários senadores republicanos abandonem Trump, o que é altamente improvável, a não ser em caso de um grande escândalo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Democratas são favoritos para eleger maioria da Câmara dos EUA

O Partido Democrata tem 87,7% de chance de reconquistar a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, enquanto o Partido Republicano tem 81,1% de chance de manter a maioria no Senado nas eleições desta terça-feira, pelos cálculos do sítio 538, do matemático Nate Silver, que usa modelos estatísticos para prever resultados eleitorais.

Silver era considerado o mago das pesquisas, mas errou o resultado da eleição de Donald Trump, quando dava 71% de chance de vitória para Hillary Clinton no Colégio Eleitoral. Ele alega que Hillary perdeu porque teve um desempenho abaixo das pesquisas no Meio-Oeste e no Cinturão da Ferrugem.

Estão em jogo nestas eleições as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 cadeiras do Senado e 39 governos estaduais. Pela pesquisa divulgada hoje à noite pela rede de televisão CNN, 55% devem votar em democratas e 44% em republicanos. Como os deputados são eleitos pelo voto distrital, cada cadeira é disputada numa eleição diferente.

Se os democratas perderem amanhã, Silver acredita que será por causa da excelente situação econômica e por que os republicanos redesenharam os distritos eleitorais nos estados que dominam. Por outro lado, a oposição costumam levar vantagens nas eleições de meio de mandato e a popularidade do presidente é muito baixa, de 42% na média das pesquisas.

Trump fez campanha até o último minuto com um discurso do medo, acenando com a ameaça de três caravanas de imigrantes da America Central, com um total de 7 mil miseráveis, que se aproximam lentamente do território americano, onde vão chegar muito depois das eleições.

Por razões meramente eleitoreiras, o presidente deslocou 5,2 mil soldados do Exército para conter o que descreve como uma "invasão". Trump acusa os democratas de quererem abrir a fronteira e o megainvestidor George Soros, um judeu húngaro naturalizado americano, de patrocinar as caravanas.

Quando o terrorista Robert Bowers atacou uma sinagoga nove dias atrás em Pittsburgh, na Pensilvânia, matando 11 de judeus, gritou que "todos os judeus têm de morrer" e citou Soros como patrocinador da "invasão".

Com o país altamente radicalizado, as eleições devem ser um plebiscito sobre o governo Trump.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Trump quer negar cidadania a bebês de pais sem cidadania

Em mais uma manobra para tentar mobilizar o eleitorado do Partido Republicano para as eleições de 6 de novembro, o presidente Donald Trump quer agora negar cidadania americana a bebês nascidos nos Estados Unidos de pais que não tenham cidadania. O presidente disse poder fazer isso por decreto, mas o presidente da Câmara dos Representantes, deputado Paul Ryan, adverte que depende de emenda constitucional.

"Acredito no texto da Constituição e penso que, neste caso, a Emenda nº 14 é muito clara. Envolveria um processo constitucional muito longo", declarou Ryan, citado pelo jornal The New York Times. A emenda garante a cidadania a qualquer bebê nascido no país, independentemente do status dos pais.

Nos últimos dias, o presidente descreveu a caravana de 7 mil imigrantes da América Central que tentam chegar aos EUA como um "exército de invasores". Prometeu mandar 5 mil soldados para a fronteira.

Sua maior preocupação é mobilizar o eleitorado republicano e conservador a ir às urnas. Como o voto não é obrigatório nos EUA, Trump teme perder a maioria na Câmara e talvez no Senado. Por causa de seu discurso agressivo e divisionista, os eleitores do Partido Democrata estão mais decididos a votar.

"Somos o único país do mundo onde uma pessoa entra, tem um filho e o bebê é um cidadão dos EUA por 85 anos, com todos os seus benefícios", afirmou Trump, em mais uma de suas mais de 5 mil mentiras. "É ridículo. Isto tem de acabar."

Pelo menos 30 países, inclusive o Brasil, o Canadá e o México, dão cidadania automaticamente a bebês nascidos em seu território.

Trump foi hoje a Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, onde um atirador matou 11 judeus numa sinagoga no sábado passado aos gritos de "todos os judeus têm de morrer". Uma grande manifestação de protesto exigiu que o presidente denuncie os supremacistas brancos e neonazistas, e deu apoio aos imigrantes e refugiados.

Ao atacar, o atirador acusou os judeus de estarem por trás da caravana. A resposta dos manifestantes foi: "Como judeus, damos boas-vindas a qualquer pessoa que venha em busca de segurança e oportunidade."

O ultranacionalismo de Trump está estimulando um tribalismo nos EUA. As políticas de identidade nacional sempre favorecem o preconceito contra quem não é considerado um americano autêntico. Os defensores do presidente invocam seu apoio a Israel.

Para os ultranacionalistas americanos, Israel é um Estado étnico do povo judeu. Eles entendem que todos os judeus devem ir para Israel e que os EUA devem ter a mesma pureza racial.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Clinton, Obama, Soros e CNN são alvos de bombas interceptadas

Dois pacotes com explosivos enviados aos escritórios de Hillary Clinton e Barack Obama foram inteceptados pela polícia, enquanto a sede da rede de televisão americana CNN foi evacuada até a bomba caseira ser localizada. Os artefatos são semelhante ao enviado ontem para a casa do megainvestidor George Soros, demonizado pelos grupos antiglobalização, informou o jornal The New York Times.

Principal responsável pelo clima de intolerância e violência com seus ataques repetidos a adversários políticos e a jornalistas, que chama de "inimigos do povo", o presidente Donald Trump falou em "atos desprezíveis". Na semana passada, Trump elogiou um deputado que reagiu a uma pergunta atropelando o repórter.

Horas depois das tentativas de atentado de hoje, num comício da campanha para as eleições intermediárias de 6 de novembro, acusou a imprensa de "incivilidade", de críticas exageradas e de publicar notícias falsas. Voltou a ser o Trump que já mentiu mais de 5 mil vezes no exercício da Presidência dos Estados Unidos.

A polícia investiga se o mesmo indivíduo está por trás. Outros três pacotes-bomba foram enviados ao ex-secretário da Justiça Eric Holder, o primeiro negro a ser procurador-geral dos EUA, a deputada negra Maxine Waters e o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) John Brennan. Todos os alvos são odiados por radicais de direita.

A 13 dias das eleições intermediárias, os americanos se perguntam se o discurso político não ultrapassou os limites da civilidade - o mesmo vale para o Brasil, com a eleição mais polarizada desde 1989.

"Nestas horas, temos de nos unir", declarou Trump na Casa Branca, tentando se eximir da responsabilidade. Por causa de críticas, ele cassou a autorização para que Brennan tenha acesso aos relatórios dos serviços secretos dos EUA.

Há uma tradição de que ex-diretores da CIA e de outras agências inteligência tenham acesso a estes informes para que possam dar opinião sobre os riscos à segurança nacional.

Todos os pacotes apontavam como remetente a deputada federal Debbie Wasserman Schulz, ex-presidente da Comissão Executiva Nacional do Partido Democrata, o que evidentemente é falso. A bomba para Maxine Waters foi descoberta pela polícia do Congresso.

A bomba destinada à CNN foi deixada por um entregador e detectada no setor que recebe correspondência, enquanto a para Soros foi colocado na caixa de correio de sua casa.

Em Nova York, o prefeito Bill de Blasio condenou os "esforços para nos aterrorizar" e prometeu aos moradores da maior cidade americana: "Não vamos permitir que o terrorismo nos mude."

domingo, 16 de setembro de 2018

Democratas devem reassumir controle da Câmara nos EUA

Depois da vitória inesperada de Donald Trump, prevista por apenas um instituto de pesquisa, eleitores e pesquisadores estão receosos. Mas o boletim de notícias OZY afirma que o Partido Democrata, de oposição, tem 90% de chance de recuperar a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições intermediária de 6 de novembro de 2018.

A pesquisa, feita pelo instituto Optimus, prevê que os democratas elejam 227 deputados contra 208 do Partido Republicano, de Trump. Desde 2010, nas primeiras eleições parlamentares depois da vitória de Barack Obama em 2008, os republicanos têm maioria na Câmara.

No Senado, por sua vez, os republicanos têm 82% de chance de ter ao menos 50 deputados, a metade. Isso garantiria a maioria porque o vice-presidente Mike Pence é o presidente do Senado e pode dar o voto de minerva em votações que terminarem empatadas. A pesquisa dá aos republicanos uma maioria de 51 senadores.

Para fazer estas previsões, a Optimus utilizou um sistema de inteligência artificial que levou em consideração mais de 100 variáveis, inclusive resultados de eleições passadas, pesquisas de intenção de voto, pesquisas sobre o perfil do eleitorado e as taxas de desemprego.

Se os democratas tiveram maioria na Câmara a partir de 2019, podem abrir um processo de impeachment de Trump. Basta maioria absoluta na Câmara para denunciar o presidente. Já o afastamento definitivo depende de dois terços do Senado. É preciso que parte da bancada republicana abandone o presidente.

Em 1974, o então presidente Richard Nixon renunciou para evitar a condenação num processo de impeachment pelo Escândalo de Watergate depois que uma comissão de senadores republicanos foi à Casa Branca e avisou que o partido não o apoiaria mais.

Trump ainda está longe disso. Mas a investigação do procurador especial Robert Mueller é uma ameaça em potencial ao presidente. Sua maior preocupação no momento é não perder a maioria nas duas casas do Congresso.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Brancos evangélicos deram vitória aos republicanos nos EUA

O eleitorado branco evangélico foi responsável pela vitória do Partido Republicano nas eleições de ontem para renovar a Câmara dos Representantes, eleger um terço do Senado dos Estados Unidos e 36 governadores estaduais, concluiu o jornal digital The Huffington Post. A oposição domina agora as duas casas do Congresso e vai complicar os dois últimos anos de governo do presidente Barack Obama.

De acordo as pesquisas de boca de urna, mais da metade do eleitorado que votou em 4 de novembro de 2014 era de cristãos não católicos. Destes, 60% votaram em candidatos republicanos. Entre os eleitores que se identificaram como brancos e evangélicos, cerca de 26% do total, 78% votaram na oposição conservadora.

Em estados do Sul decisivos para mudar a composição do Senado, como Arkansas, Carolina do Norte, Geórgia e Kentucky, a participação dos evangélicos foi muito superior à do eleitorado como um todo. Em Arkansas, 52% dos eleitores eram cristãos não católicos. Cerca de 73% votaram no republicano Tom Cotton, que venceu Mark Pryor, senador há 12 anos.

A direita religiosa foi o maior segmento do eleitorado nessas eleições, superando os eleitorados negro e de origem latino-americana juntos. Cerca de 71% dos protestantes brancos e 59% dos católicos brancos votaram no Partido Republicano. Quem vai à missa e frequenta a igreja costuma votar na direita.

Por outro lado, 69% dos judeus preferiram o Partido Democrata. Os judeus continuam sendo uma das bases do partido.

Em seis estados com grandes populações muçulmanas - Califórnia, Flórida, Illinois, Nova York, Texas e Virgínia -, mais de 70% dos muçulmanos votaram em candidatos democratas.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Republicanos podem tomar controle do Senado dos EUA

Os Estados Unidos realizam hoje eleições intermediárias para toda a Câmara dos Representantes, de 435 cadeiras, 33 das 100 cadeiras no Senado, governadores de 38 estados e territórios, e 46 assembleias legislativas estaduais. A oposição republicana deve ampliar a maioria na Câmara e é favorita para tomar do Partido Democrata o controle sobre o Senado.

Nas últimas pesquisas, 46% manifestaram a intenção de votar nos republicanos e 45% nos democratas, que chegaram a esconder o presidente Barack Obama durante a campanha dada sua impopularidade. Hoje, há 53 senadores democratas, 45 republicanos e dois independentes.

Para obter a maioria, os republicanos precisam sair desta eleição com seis senadores a mais do que têm hoje. Se tiver 50 senadores, o Partido Democrata fica em maioria porque, em caso de empate, o vice-presidente vota, na condição de presidente do Senado.

Sob Obama, os EUA venceram sua pior crise desde a Grande Depressão (1929-39). Têm hoje o ritmo de crescimento mais forte entre os países ricos, de 3,5% ao ano no terceiro trimestre de 2014. O desemprego caiu de 10% para 5,9%. Mas aparentemente o eleitorado não credita a recuperação da economia ao presidente.

Como em dois estados pode haver segundo turno para o Senado, talvez a futura composição e a divisão de poder no Congresso dos EUA só sejam conhecidas em janeiro de 2015.

Cerca de 69% esperam uma vitória do Partido Republicano. Isso pode ser o fim na prática do governo Obama. Se a divisão no Congresso e o radicalismo da direita conservadora bloquearam a agenda legislativa nos últimos quatro anos, se a oposição tiver maioria na Câmara e no Senado, Obama será o chamado pato manco, um político em fim de mandato, impopular e que não vai mais disputar eleições.

Também vai haver eleições para prefeito em algumas cidades e uma série de referendos, pelo menos cinco sobre a legalização ou descriminalização do uso recreativo da maconha, nos estados do Alasca, do Maine, do Oregon e da Califórnia, e no Distrito de Colúmbia, e dois sobre o uso medicinal da droga, no estado da Flórida e no território de Guam. Dois estados americanos, Colorado e Washington, já legalizaram o consumo de maconha.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Procurador-geral é eleito governador de Nova York

O procurador-geral Andrew Cuomo acaba de ser declarado governador eleito do estado de Nova York, derrotando o empresário ultraconservador Carl Paladino, apoiado pelo movimento Festa do Chá.

No discurso da vitória, ele defendeu o Partido Democrata como um todo e o governo Barack Obama, dizendo que estão tentando resolver uma crise gravíssima herdada do governo anterior.

sábado, 30 de outubro de 2010

Democratas devem perder maioria na Câmara

Apesar do esforço de última hora do presidente Barack Obama, todas as pesquisas indicam que o Partido Republicano vai vencer as eleições de 2 de novembro e recuperar a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, perdida nas eleições de 2008.

As últimas pesquisas dão aos candidatos conservadores entre 43% e 49% dos votos. Isso significa que a oposição deve recuperar o controle da Câmara e ganhar cadeiras no Senado.

Estão em jogo todas as 435 vagas de deputado e 37 das 100 cadeiras no Senado, 19 democratas e 18 republicanas. É muito possível que a oposição consiga tirar a vantagem de 59 a 41 que o Partido Democrata tem hoje no Senado.

Na Câmara, os democratas têm hoje 255 deputados contra 178 republicanos. Todas as pesquisas indicam que a oposição fará maioria. Isso devem complicar bastante a agenda legislativa do presidente Barack Obama. Os republicanos farão de tudo para seu governo fracassar, ele ser presidente de um só mandato e eles retomarem a Casa Branca em 2012.

Mais da metade dos entrevistados desaprovam o governo Barack Obama. Uma ampla maioria está insatisfeita com a economia dos EUA. O maior problema é o desemprego.

As taxas de crescimento baixas e o consumo sufocado por dívidas passadas mantêm a maior economia do mundo num ritmo lento que impede a recuperação do mercado de trabalho.

Sem emprego, a popularidade de Obama está em baixa.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Direita radical ganha primárias republicanas

NOVA YORK - Os candidatos radicais de direita, apoiados pelo movimento Festa do Chá, pelo senador ultrarreacionário John DeMint e pela ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos Sarah Palin, ganharam as eleições primárias mais importantes do Partido Republicano para escolha dos candidatos às eleições intermediárias de 2 de novembro em sete estados.

A maioria dos derrotados é de republicanos que tentaram negociar e trabalhar junto com o Partido Democrata, o que é necessário para enfrentar problemas sérios, como a dívida pública, que já passa de US$ 13 trilhões.

Em Nova York, o ex-deputado Rick Lazio, que disputou a eleição para o Senado contra Hillary Clinton, foi derrotado por Carl Paladino, um empresário conservador da cidade de Búfalo até há pouco desconhecido politicamente, na disputa pela candidatura a governador. Seu adversário democrata será o procurador-geral Andrew Cuomo.

Em Delaware, a consultora de marketing Christine O'Donnell derrotou o deputado Mike Castle e vai disputar uma vaga no Senado, mas os democratas juram que ela não tem a menor chance. Uma sorridente O'Donnell afirmou há pouco, em entrevista à rede de TV CNN. que sua vitória é uma questão de princípios.

Esses resultados representam uma forte guinada significativa para a direita que fortalece a chance de reeleição do presidente Barack Obama ao empurrar a oposição republicana ainda mais para a direita.

A realidade é que os brancos racistas nunca engoliram a vitória do presidente negro e usam todo o tipo de baixaria para acusá-lo. Acusam Obama de ser muçulmano e socialista, de não ter nascido nos EUA, de ser anti-israelense, de enfraquecer o país e de ajudar o Irã a fazer a bomba atômica.

É uma pregação nojenta, reforçada toda hora pelas tiradas irracionais mas de forte apelo emocional de Sarah Palin. Durante a campanha de 2008, Palin insinuava que Obama não parece americano. Agora, fala em resgatar os EUA, "tomar o país de volta, como se ele tivesse sido sequestrado por ideias e seres alienígenas.

Um dos últimos ataques partiu do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, uma das figuras mais ignorantes em política externa da direita republicana e eterno aspirante à Casa Branca, que descreveu a ideologia de Obama como "o anticolonialismo africano", já que seu pai era da tribo luo, no Quênia.

Ao que parece, o eleitorado republicano rejeita mais seus representantes em Washington do que os independentes.