Mostrando postagens com marcador Andrew Cuomo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Andrew Cuomo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Deputado socialista ganha primária democrata em Nova York

O deputado estadual Zohran Mamdani, de 33 anos, socialista e muçulmano, venceu a eleição primária do Partido Democrata para ser candidato a prefeito de Nova York, derrotando o ex-governador Andrew Cuomo, o favorito dos caciques do partido, que renunciou em 2021 em meio a um escândalo de assédio sexual.

Mamdani, que começou a campanha com 1%, teve 44% dos votos contra 36% de Cuomo. 
É mais um sinal da insatisfação dos eleitores democratas com a cúpula do partido. É filho de imigrantes. O pai, Mahmood Mamdani, professor de antropologia, ciência política e estudos africanos na Universidade de Colúmbia, nasceu em Bombaim (hoje Mumbai), na Índia, e foi expulso de Uganda quando o ditador Idi Amin mandou embora os indianos. 

Na campanha, ele prometeu ônibus de graça, congelamento dos aluguéis e armazéns governamentais para baixar o preço da comida. Mas Cuomo ganhou nas áreas mais pobres e de maioria negra.

O atual prefeito, Eric Adams, foi denunciado na Justiça Federal em setembro de 2024 por aceitar propina, fraude, conspiração e duas acusações de pedir contribuições de campanha para estrangeiros. Sob pressão do presidente Donald Trump, em abril deste ano a procuradoria federal retirou as acusações em troca da ajuda à caçada aos imigrantes.

Adams e Cuomo ameaçam concorrer como candidatos independentes para tentar barrar a vitória de Mamdani. A eleição para prefeito de Nova York será em 4 de novembro.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Brasil é o terceiro país com maior número de mortes pela covid-19 hoje

Com 509 óbitos, o Brasil ficou hoje atrás apenas dos Estados Unidos (1.892) e do Reino Unido (739) em número de mortes pela pandemia do novo coronavírus em 24 horas. O total de mortes no Brasil subiu para 6.412 em 92.109 casos confirmados.

No mundo inteiro, são 3.401.002 casos registrados, 239.602 mortes e 1.081.600 pacientes curados. Dos casos encerrados, 18% terminaram em morte. Os EUA são o país mais atingido, com 1.131.452 casos confirmados e 65.776 mortes.

A agência federal de regulamentação de medicamentos e alimentos dos EUA (FDA) aprovou em caráter de emergência o uso do remdesivir, fabricado pelo laboratório Gilead, para uso em casos graves da covid-19.

Em encontro na Casa Branca com dirigentes empresariais, o presidente Donald Trump voltou a acusar um laboratório chinês da cidade de Wuhan como origem da pandemia e a alegar que a imprensa denuncia a falta de kits de exame para o coronavírus em quantidade suficiente para atacá-lo politicamente. Meia hora depois, um executivo que estava ao lado dele o desmentiu.

Dois dias depois do primeiro caso confirmado nos EUA, em 22 de janeiro, Trump declarou não estar "nada preocupado": "Está tudo sob controle. É uma pessoa que veio da China."

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, decidiu manter as escolas fechadas até o fim deste ano letivo, em junho. O Texas, segundo estado mais populoso do país, depois da Califórnia, autorizou a reabertura de todas as lojas, restaurantes e cinemas, apesar do número de casos e de mortes estar aumentando.

Só hoje, 18 estados americanos reabrira. Outros seis retomam as atividades econômicas na próxima semana, enquanto 24 mantêm as medidas de confinamento.

sábado, 25 de abril de 2020

OMS adverte para risco dos “passaportes de imunidade”

Como ainda não há certeza de que as pessoas que tiveram a covid-19 estão imunes ao novo coronavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, adverte para o risco de que os “passaportes da imunidade” possa causar uma nova onda de contaminação.
Na China, onde a pandemia começou, com o primeiro caso registrado em 17 de novembro, a cidade. De Wuhan ficou fechada por dez semanas, a partir de 23 de janeiro. Foram 76 dias. Quando reabriu, as pessoas previsão de um certificado de imunização, um sinal verde no telefone celular dado a quem teve a doença.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, pensa em fazer o mesmo em seu estado, o mais atingido nos Estados Unidos, para que as pessoas possam voltar ao trabalho, mas precisa ter certeza de que os ex-enfermos e assintomáticos não vão se reinfectar nem contaminar o resto da população.

No mundo inteiro, já são 2.921.201 casos confirmados, com 203.289 mortes e 826.970 pacientes curados. Dos casos encerrados, 80% terminaram em cura e 20% dos doentes morreram.

domingo, 19 de abril de 2020

Pandemia tem mais de 2,4 milhões de casos e 165 mil mortes

A pandemia do novo coronavírus supera 165 mil mortes, 2,4 milhões de casos confirmados e 617 mil pacientes curados no mundo inteiro, com mortalidade de 6,86%, e 41 mil nos Estados Unidos, país com maior número de mortes e maior número de casos, mais de 763 mil casos.

Quase dois terços das mortes foram registradas na Europa. Hoje Itália, Espanha, França e Reino Unido tiveram quedas no número de novos infectados e de mortes, dando a esperança de que a pandemia tenha passado do pico nestes país.

A Itália registra 23.660 mortes em 178.972 casos confirmados, letalidade de 13,22%. Na Espanha, houve 20.453 mortes em 198.674 casos confirmados, mortalidade de 10,29%. Na França, são 19.718 mortes em 152.894 casos confirmados, letalidade de 12,9%.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson, que saiu há poucos dias do hospital, está sendo criticado por demorar a impor o confinamento. O país 16.060 mortes em 120.067 casos confirmados, letalidade de 13,37% a maior do mundo.

Em Nova York, o governador Andrew Cuomo está mais confiante: "Passamos o pico e tudo indica que estamos em declínio neste momento." No país inteiro, governadores reclamam não ter quantidade de kits de exame suficiente para reabrir a economia, como quer o presidente Donald Trump.

Na África, já são mais de mil mortes, 75% na Africa do Sul, na Argélia, no Egito e em Marrocos

Aqui no Brasil, já são 2.462 mortes em 38.654 casos confirmados. O presidente Jair Bolsonaro voltou a ignorar as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do seu próprio Ministério da Saúde e aderiu a uma manifestação contra a democracia e a favor de um golpe militar para fechar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, os governadores de 20 estados repudiaram os ataques à democracia. Ministros do Supremo deputados e senadores também protestaram.

Houve violência em Porto Alegre, onde bolsonaristas atacaram uma mulher com máscara "Fora Bolsonaro" quando ela tirou a roupa no muro da Igreja de Nossa Senhora das Dores, próxima do Comando Militar do Sul, onde manifestantes pediam intervenção militar.

sábado, 28 de março de 2020

Mortos pelo coronavírus na Itália são mais de 10 mil

O número de casos confirmados da pandemia do coronavírus de 2019 (Covid-19) chegou hoje a 664.608, com 30.878 mortes e 140.156 pacientes curados. Com 92.472 casos, a Itália tem o maior número de mortes: 10.023. Foram 889 óbitos só hoje. Os Estados Unidos têm mais casos, 124.377, e hoje ultrapassaram a marca de 2 mil mortes, chegando a 2.227 óbitos.

Nos EUA, hoje o centro da pandemia, o presidente Donald Trump recuou depois de cogitar impor uma quarentena aos estados de Nova York, Nova Jérsei e Connecticut. O governador nova-iorquino, Andrew Cuomo, chamou a possível quarentena de "uma declaração de guerra aos estados da União".

São mais de 52 mil casos e 700 mortes só no estado de Nova York. O governador declarou precisar de 30 a 40 mil respiradores artificiais e teme o colapso do sistema de saúde na próxima semana.

Aqui no Brasil, são 3.904 casos e 114 mortes. Hoje o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afastou na prática a tentativa do presidente Jair Bolsonaro de retomar as atividades econômicas. Mais uma vez, deixou claro que a quarentena é necessária para preparar o sistema único de saúde (SUS) para atender o grande número de pacientes esperado nas próximas semanas.

No fim da entrevista, Mandetta citou a preocupação de Bolsonaro com a economia como um aspecto importante na luta contra o coronavírus e anunciou que o governo se reúne neste domingo para discutir como e quando retomar atividades não essenciais.

A melhor maneira de fazer isso será com a testagem em massa da população para mapear o vírus e constatar se há mesmo uma grande quantidade de pessoas que foi atacada mas não desenvolveu a doença.

Quem estiver curado e tiver anticorpos em princípio não deve se contaminar de novo nem transmitir a doença. Portanto, estaria apto para voltar ao trabalho. Mas esta imunização ainda não está comprovada pela ciência.

O governo errou ao não se preparar para enfrentar a pandemia. Faltam testes até mesmo para jovens com sintomas da Covid-19. Assim, é impossível mapear a disseminação do vírus.

terça-feira, 24 de março de 2020

EUA podem ser novo centro da pandemia do coronavírus, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde advertiu hoje que os Estados Unidos tem potencial para se tornar o novo foco principal da pandemia do novo coronavírus. O presidente Donald Trump segue brigando com a ciência. Quer reabrir o país até o Domingo de Páscoa, 12 de abril. O número de mortes volta a subir na Itália e é o maior num dia na Espanha. 
Aqui no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro faz um pronunciamento insano, contrariando todas as recomendações das autoridades de saúde. A Índia entra em quarenta. Um em cada três dos 7,7 bilhões de habitantes da Terra está em confinamento ou sob medidas de isolamento social. 

Já são 418 mil casos e 18 mil 615 mortes no mundo inteiro. Nas últimas 24 horas, 85 por cento dos casos novos foram registrados na Europa e nos Estados Unidos, sendo 40% nos Estados Unidos, alertou Margaret Harris, porta-voz da Organização Mundial da Saúde. 

A OMS alertou que “estamos vendo uma grande aceleração do número de casos” no país. É um grande surto e está se intensificando.


Os Estados Unidos são o terceiro país com maior número de casos: 53 mil 740 infectados e 696 mortes. 55% dos casos e 60% dos novos casos são na região metropolitana de Nova York. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, recebeu 400 respiradores artificiais, mas afirmou que o estado precisa de 13 mil. 

Cuomo quer testar os pacientes curados para ver se criaram anticorpos. Assim, poderia voltar a trabalhar sem risco de se contaminar de novo. Meu comentário:

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Terrorista da ciclovia se radicalizou nos EUA, diz governador de NY

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, afirmou hoje que o usbeque Sayfullo Saipov era ligado à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas se tornou extremista nos Estados Unidos.

Desde que foi revelado que o terrorista que matou oito pessoas ontem em Nova York era um imigrante do Usbequistão, o presidente Donald Trump responsabilizou uma loteria de imigração que permitiu sua entrada, prometendo aumentar o rigor na análise dos pedidos de asilo. 

"É um covarde depravado associado ao Estado Islâmico que se radicalizou nos EUA", declarou o governador. "Foi depois da chegada aos EUA que começou a se informar sobre o EI e o Islã radical."

As autoridades acreditam que Saipov preparou o atentado durante semanas e que tinha ligações com o grupo terrorista porque deixou uma nota dizendo que "o Estado Islâmico vai durar para sempre", destacou o subchefe de polícia da cidade de Nova York, John Miller.

"Ele fez isso em nome do EI", assegurou Miller. "Parece ter seguido exatamente as instruções que o EI pôs nas redes sociais com instruções a seus seguidores sobre como realizar estes ataques."

Ontem, Trump foi rápido ao querer faturar politicamente em cima da tragédia: "Acabo de ordenar ao Departamento de Segurança Interna o reforço do programa de análise rigorosa" dos candidatos à imigração. "Ser politicamente correto é bom, mas não neste caso", citou o jornal The Washington Post.

Hoje, o presidente acusou o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, eleito por Nova York, de ser um dos responsáveis pela loteria da imigração, em que os candidatos são sorteados, introduzida em 1990 no governo republicano de George Bush (1989-93) com apoio bipartidário.

"O terrorista entrou no nosso país através do Programa de Loteria para Diversidade de Vistos, uma beleza de Chuck Schumer. Quero baseado no mérito", escreveu Trump no Twitter, citado pelo jornal The New York Times.

Schumer reagiu imediatamente: "O presidente Trump, em vez de politizar e dividir os EUA, o que ele sempre parece fazer em momentos de tragédia nacional, deveria estar focando na solução real - financiar o antiterrorismo -, que ele propôs cortar no seu último orçamento. Estou convocando o presidente a rescindir imediatamente os cortes propostos neste financiamento vital antiterrorismo."

Há poucos minutos, o presidente culpou o "politicamente correto" de nos paralisar e pediu uma Justiça mais dura e mais rápida. Ele pediu ao Congresso que acabe com o programa de loteria de vistos de imigração e sugeriu que Saipov deveria ser enviado para o centro de detenção ilegal instalado na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.

No início da guerra contra o terrorismo, em 2002, o governo George W. Bush mandou presos para Guantânamo para lhes negar os direitos garantidos pela Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra. O presidente Barack Obama prometeu fechar a prisão, mas nunca teve apoio político para isso.

O Usbequistão não está na lista de países muçulmanos cujos cidadãos Trump quer impedir de entrar nos EUA.

domingo, 18 de setembro de 2016

Governador de Nova York chama explosão de "ato terrorista"

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, descreveu como "terrorista" a explosão de uma bomba ontem à noite na Rua 23 entre a 6ª e a 7ª Avenidas, no bairro de Chelsea, na ilha de Manhattan, mas disse que não há indícios de que se trate de terrorismo internacional.

O prefeito Bill de Blasio e o chefe de polícia foram mais cautelosos. Preferem esperar por indícios mais concretos de autoria. Ninguém reivindicou a responsabilidade pela explosão.

Vinte e nove pessoas saíram feridas da explosão, que aconteceu numa área de bares e restaurantes muito movimentada numa noite de sábado em Nova York, e foram hospitalizadas. Todas receberam alta.

Outra bomba caseira foi encontrada na Rua 27, feita com explosivos, pregos e bolotas de ferro colocados dentro de uma panela de pressão e detonados por telefone celular.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Califórnia e Nova York aprovam salário mínimo de US$ 15 por hora

Os governadores da Califórnia, Jerry Brown, e de Nova York, Andrew Cuomo, sancionaram leis para elevar gradualmente o salário mínimo nos dois estados para US$ 15 (R$ 55,19) por hora.

Na Califórnia, o salário mínimo, hoje em US$ 10 (R$ 36,79) por hora, vai subir para US$ 15 até 2022. Em Nova York, o aumento vai depender dos indicadores econômicos. Na Cidade de Nova York, o mínimo deve chegar a US$ 15 por hora em três anos.

A Califórnia é o estado mais rico dos Estados Unidos. Paga hoje um mínimo de US$ 10 por horaNova York é o terceiro, depois do Texas, e tem hoje salário horário de US$ 9.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Califórnia aprova salário mínimo de US$ 15 por hora

A Assembleia Legislativa da Califórnia, o estado mais rico dos Estados Unidos, aprovou ontem a adoção de um salário mínimo de US$ 15 (R$ 53,48) por hora em grandes empresas a partir de 2022 e em todas as firmas um ano depois. O estado de Nova York deve seguir o exemplo a partir de 2019.

"Queremos que paguem salários que permitam às pessoas levar uma vida digna", declarou o governador de Nova York, Andrew Cuomo. "Mas queremos fazer isso de modo a estimular a economia."

Depois de décadas de hegemonia do pensamento econômico liberal, a desigualdade e os baixos salários voltaram ao centro do debate político, especialmente na campanha do senador socialista Bernie Sanders para obter a candidatura do Partido Democrata à Presidência dos EUA em 8 de novembro de 2016.

Os republicanos alegam que o salário mínimo causa desemprego ao desestimular empresários, especialmente os pequenos, a contratar. Para o Fórum Ação Americana, um centro de pesquisas de direita, o aumento pode eliminar 1 milhão de empregos nos dois estados.

Economistas da Universidade da Califórnia em Berkeley não esperam uma perda de empregos significativa. A redução na rotatividade no emprego, o aumento da produtividade, pequenos reajustes de preços e o aumento no consumo das classes baixas permitirão às empresas se adaptar a salários mais altos.

Quando a Califórnia e Nova York aumentaram o salário mínimo, em 2013, outros 14 estados aumentaram seus salários. A maioria igualou os US$ 9 (US$ 32,08) de Nova York, enquanto o salário mínimo californiano subiu para US$ 10 por hora (R$ 35,65). O salário mínimo federal está em US$ 7,25 (R$ 25,85).

Naquele ano, o custo de vida na região metropolitana de Nova York era 22,3% maior do que na média nacional, 20% maior do que em São Francisco e 17,7% acima de Los Angeles.

Se houver uma recessão ou crise orçamentária, tanto a Califórnia quanto Nova York podem suspender ou adiar o aumento do salário mínimo.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Ex-governador de NY Mario Cuomo morre aos 82 anos

O ex-governador de Nova York Mario Cuomo morreu do coração ontem aos 82 anos, seis horas depois de seu filho Andrew Cuomo ser empossado para um segundo mandato como governador do estado. Cuomo, o pai, nunca concorreu à Casa Branca, mas foi uma voz importante da oposição liberal durante os governos de Ronald Reagan (1981-89) e George H. W. Bush (1989-93).

A posse estava marcada para a capital do estado, Albany. Foi transferida para a Cidade de Nova York a pedido do governador para que ele pudesse passar a entrada de ano ao lado do pai: "Ele não pode estar aqui fisicamente hoje, mas meu pai está nesta sala", declarou Andrew Cuomo no discurso.

Mario Cuomo foi eleito pela primeira vez para o cargo em 1982. Foi governador de Nova York por três mandatos, tornando-se o democrata que governou um estado por mais tempo na história dos EUA. Ele nasceu no bairro nova-iorquino do Queens, em 1932. Tanto o pai quanto a mãe eram descendentes de italianos.

Seu pai, Andrea Cuomo, nasceu no Brooklyn, mas a família voltou para a Itália. Lá, ele se casou com Immaculata, em 1925, e o casal emigrou para os EUA, onde abriu um armazém no Queens.

Inteligente e estudioso, Mario Cuomo estudou inglês, filosofia e direito, além de jogar beisebol. Um acidente com uma bola que provocou um coágulo no cérebro abortou a carreira de esportista e abriu caminho para a política.

Durante a faculdade, Mario Cuomo se casou com Matilfa Raffa. O governador Andrew, nascido em 1957, é o segundo filho do casal. Em 1958, Mario Cuomo entrou para um escritório de advocacia.

Na política, ele perdeu a disputa interna do Partido Democrata para concorrer a vice-governador em 1974 e prefeito de Nova York em 1977. Em 1978, ele foi eleito vice-governador, o que o colocou em posição para se tornar governador em 1982.

Sua estreia no cenário político nacional foi em 1984, quando Cuomo fez um brilhante discurso contra as políticas neoliberais do então presidente Ronald Reagan. Ele chegou a ser cotado para candidato a vice, mas Walter Mondale preferiu uma mulher, Geraldine Ferraro, sem sucesso. Reagan ganhou em todos os estados. Só perdeu no Distrito de Colúmbia.

Ficou o discurso de Cuomo: "Há desespero, Senhor Presidente, nas faces que você não vê nos lugares que não visita de sua cidade reluzente. (...) Senhor Presidente, você deve saber que esta nação é mais uma história de duas cidades do que de apenas uma cidade reluzente no alto da colina."

Seu nome entrou nas bolsas de apostas para a Casa Branca em 1988, mas Cuomo optou pela reeleição em Nova York em 1986, quando obteve uma vitória consagradora. Em 1990, concorreu a um terceiro mandato como governador. Em 1992, mais uma vez, foi cotado para a Casa Branca. Terminou não disputando a candidatura democrata. Sua hesitação lhe valeu o apelido de Hamlet do Rio Hudson.

Como governador, Cuomo cortou gastos públicos e aumentou impostos para equilibrar o orçamento, mas criticou as políticas de Reagan defendendo o uso da recursos públicos para habitação, escolas e proteção ambiental. Gostava de se descrever como um "progressista pragmático".

Em 1993, Cuomo chegou a ser sondado por Clinton para assumir uma vaga na Suprema Corte. Preferiu declinar: "Ser um ministro da Suprema Corte, sentar lá, ouvir, estudar, concluir e tomar decisões sem ter de se preocupar com pesquisas, nada seria mais perfeito", declarou. Ao mesmo tempo, ele não teria a mesma liberdade para se manifestar sobre as questões de interesse público.

Entre as suas posições liberais, está a luta contra a pena de morte, que lhe custou a eleição estadual de 1994, quando o republicano George Pataki centrou sua campanha em cortes de impostos e a volta da pena de morte.

Depois da derrota, Cuomo trabalhou como advogado. Voltou à política para promover a carreira do filho governador de Nova York, sempre um candidato em potencial à Casa Branca.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Procurador-geral é eleito governador de Nova York

O procurador-geral Andrew Cuomo acaba de ser declarado governador eleito do estado de Nova York, derrotando o empresário ultraconservador Carl Paladino, apoiado pelo movimento Festa do Chá.

No discurso da vitória, ele defendeu o Partido Democrata como um todo e o governo Barack Obama, dizendo que estão tentando resolver uma crise gravíssima herdada do governo anterior.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Prefeito de NY apoia candidato democrata

NOVA YORK - O prefeito Michael Bloomberg declarou que apoia o candidato do Partido Democrata a governador do estado de Nova York, o procurador-geral Andrew Cuomo, no momento em que o empresário ultraconservador Carl Paladino diminui sua desvantagem nas pesquisas.

Na última sondagem entre os eleitores inclinados a votar em 2 de novembro, Cuomo tem 49% das preferências, contra 43% para Paladino, apoio pelo movimento ultrarreacionário Festa do Chá, uma revolta da elite branca contra o governo Barack Obama.

Bloomberg, o homem mais rico de Nova York e o décimo mais rico dos Estados Unidos, com uma fortuna estimada em US$ 18 bilhões, apoiava o Partido Democrata mas mudou para o Partido Republicano em 2001 para se candidatar à prefeitura da cidade. Reeleito em 2005, deixou o partido para se tornar independente em 2007.

No ano passado, conseguiu a aprovação de uma emenda para poder concorrer a um terceiro mandato e se manteve no cargo.